segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

ACÁCIA, MADEIRA ESCOLHIDA PARA A ARCA DA ALIANÇA.

 

ESBOÇO 1228

TEMA: ACÁCIA, MADEIRA ESCOLHIDA PARA A ARCA DA ALIANÇA.

TEXTO: EXODO 25:10-15

A acácia é um tipo de madeira que se desenvolve em lugares ermos e produzem lindas flores. A acácia ou golfe foi escolhida e indicada por Deus para confeccionar a arca da aliança, peça que representava a presença de Deus, apesar de ela não ser tão valiosa foi a madeira designada por Deus para a confecção da arca, entretanto ela receberia um tratamento especial para se tornar valiosíssima e ideal para o que fora designada.

SIGNIFICADO.

Acácia em significa no hb “inocência” ou que não tinha malicia, sem maldade, esse nome também tem origem do grego akákios significando acácia, também mencionada como gofer (Gn 6:14). Dessa madeira não somente foi confeccionada a arca da aliança, mas também as outras peças do tabernáculo como a mesa dos pães da proposição, os adornos do tabernáculo, os varais, e o altar do incenso, essa madeira era chamada também cetim (Ex 25:10). Havia outros tipos de madeiras muito mais preciosas, mas a que Deus indicou a Moisés foi a acácia (Ex 36:20,21), talvez essa madeira tenha sido escolhida por Deus por ser uma madeira simples, pois tudo o que Deus utiliza para realizar algo, por mais frágil que seja tem rico significado, isso indica que para Deus não importa o valor quando ele próprio tem o poder de transformar e valorizar. Em alguns lugares no Brasil o valor pago pelas indústrias de celulose está abaixo do esperado, e para não perder dinheiro, agricultores vendem a acácia como lenha.

DEUS ESCOLHE AS COISAS FÁGEIS E VÍS.

As coisas consideradas fracas para nós, não são inservíveis para Deus, pois ele não vê como o homem vê (I Sm 16:7), as coisas que são consideradas desprezíveis pelo homem, mas não para Deus, a maior prova disso somos nós. Quem diria que serias um instrumento nas mãos de Deus, mas antes ele faz um tratamento ideal como: tirar da prata a escória; a borra do ouro, o tesouro que enriquece o vaso e a madeira revestida com ouro, todo esse tratamento Deus faz para que nos tornemos vasos de honra nas suas mãos.

ACÁCIA, MADEIRA A SER TRABALHADA.

Essa madeira recebeu um tratamento especial, ela foi trabalhada para poder ser utilizada na confecção do tabernáculo e demais peças sagradas. A tábua da acácia foi totalmente coberta com ouro puro por dentro e por fora (Ex 25:10,11). Qualquer coisa por mais simples que seja após receber um acabamento adquire valor, Deus tem a maneira de tratar e dar esse acabamento, ele lapida as pedras, prepara madeira e amassa o barro com a finalidade de torná-lo vaso de honra, assim como as peças do tabernáculo e da arca da aliança foram preparadas antes de serem usadas por Deus, após esse preparo ele pode utilizá-las da maneira que ele queira, porém, saiba que das coisas simples e humildes Deus pode torná-las em uma grande revelação, “Para Deus nada é impossível” (Lc 1:37).

A ACÁCIA E O CRISTÃO.

Tudo o que Deus escolhe deve ser trabalhado para alcançar padrões dignos da sua aprovação, assim (Deus escolhe coisas e pessoas que jamais teríamos coragem de escolher). Para Deus é importante que o homem tenha no mínimo a predisposição de se entregar em suas mãos, para que ele realize o seu querer.

Existem muitas maneiras de Deus preparar o cristão para usá-lo na sua obra, basta lembrar sobre o valor da acácia e o lugar nobre que ela ocupou, todo o seu valor veio depois que ela recebeu a cobertura de ouro puro, no entanto é assim que Deus trata e prepara aqueles a quem tem propósitos. Ele se utiliza das coisas vis deste mundo para confundir as grandes; “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele.” (I Co 1:27-29).

O BARRO ENRIQUECIDO.

Vamos lembrar do barro nas mãos do oleiro ao invés da acácia, vamos a outro tipo de material frágil, “o barro” ele é escolhido com a mesma finalidade, usá-lo depois de trabalhado. O barro foi processado e utilizado na formação do homem, pois é assim, as coisas fracas e vis se tornam valiosas nas mãos de Deus, esse método ele usou para que o homem fosse sempre identificado entre as coisas fracas e vis.

Nenhum valor teria o barro se não fosse o trabalho realizado pelo oleiro (Jr 18:1-4); Segundo Paulo o barro foi enriquecido através do tesouro, “tesouro em vaso de barro” (2 Co 4:7). Somos um vaso de barro e nele abrigamos um grande tesouro “Cristo” é ele que lhe enobrece, ou seja, lhe torna valioso(a). O ouro que envolvia a acácia a valorizava, assim é a presença de Cristo em nós, Paulo ilustrou muito bem na sua carta a igreja de coríntios afirmando que Cristo é o tesouro que nos enriquece e que nenhuma glória terá o homem em se exaltar a não ser nesse tesouro “Cristo” ele é a nossa glória, e se quiser se gloriar que se glorie nele (Jr 9:23,24; Rm 5:11; 2 Co 10:17).

Amados, devemos entender que não há nenhum valor fora de Cristo, com ele o nosso barro “eu” reluz como astros no mundo, o Senhor tira da prata as escórias, e sairá o vaso para o fundidor (Pv 25:4). Se você é semelhante à acácia, podes ser revestido de ouro de qualidade, o Espírito Santo se encarregará de fazer isso com você, lhe enchendo de poder e de glória. Você é comparado à acácia coberta com ouro puro, uma jóia rara nas mãos de Deus.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

ESBOÇO 1227 O CRISTÃO E O EUCALIPITO.

 

ESBOÇO 1227
TEMA: O CRISTÃO E O EUCALIPITO.
TEXTO: ISAÍAS 41:6

INTRODUÇÃO:
O desenvolvimento de uma sociedade depende da sua unidade, ou seja, de como ela soma a força do trabalho. Ninguém cresce sozinho, cada cidadão depende do outro, ou seja, sempre dependemos das outras pessoas, sem elas nada construiremos. Eu citei o texto por fazer referência ao ajuntamento de pessoas para uma finalidade, também liguei ao tema fazendo uma ilustração de algo simples como o eucalipto, para mostrar que essa planta não permite que outras arvores cresçam em sua volta. No ser humano o egoísmo e o orgulho agem da mesma maneira impedindo o desenvolvimento de pessoas próximas a ele.

I. O EGOISMO.
O egoísmo e o orgulho levam o indivíduo a se sentir autossuficiente, de maneira que ele não precise de mais ninguém, mesmo que esteja próximo, indivíduos assim são comparados ao eucalipto que cresce sozinho e mata todas as árvores ao seu redor, além disso nada ele produz. Eu vivi quando criança em uma plantação de eucalipto e percebia que nenhuma outra planta sobrevivia em volta dele. Na atualidade muitas pessoas agem da mesma maneira que o eucalipto, não permitindo que as outras plantas se desenvolvam em sua volta, no entanto, as pessoas jamais crescerão ou se desenvolverão. Quando o egoísmo toma conta do indivíduo ele não considera as virtudes das outras pessoas, os tais não conseguem controlar esse sentimento egoísta que está arraigado dentro de si, indivíduo assim é capaz de criar situações para que a capacidade daqueles que estão ao seu redor sejam anuladas pela sua arrogância. Quem nunca sofreu com gente assim?

As pessoas egoístas não compartilham nada com as outras pessoas, isso é muito ruim para elas mesmas, embora haja particularidades pessoais que não devem ser compartilhadas com qualquer pessoa, isso não significa egoísmo, mas prudência. Existem outras pessoas que estão deprimidas por não terem com quem compartilhar ou sente vergonha de expor para uma pessoa amiga seus problemas, dessa maneira ninguém consegue ajuda-la.

Muitas vezes é um trauma contraído lá atras na sua infância ou juventude, essas pessoas precisam de ajuda. Eu conheci um rapaz que já estava chegando aos seus trinta e cinco anos e não tinha namorada, e conversando com descobri que a primeira moça que ele falou namoro foi arrogante para com ele ferindo o seu emocional, e dali para frente ele travou, ele pensava que as outras agiriam da mesma maneira, porém, eu comecei sutilmente trabalhar até conseguir tirar dele esse pressentimento, após messes trabalhando na mente daquele rapaz, ensinei até como ele deveria se aproxima de uma moca e iniciar a conversa, sem contudo gerar uma onda de choque, aí tudo deu certo, hoje é casado e vive muito bem, isso é muito comum em nossos dias. 

Ajude as outras pessoas desenvolverem o seu potencial, seja em que área for. Deus fez o homem para viver em sociedade e não isolado, os homens se completam, o que falta em um, tem no outro, pois é assim que uma sociedade se desenvolve. Um dos princípios da liderança é compartilhamento. Moisés tinha poderes, mas dado momento ele precisou de ajuda de Arão e Hur para levantarem seus braços, e quando levantavam os braços de todo Israel prevalecia na batalha (Ex 17:12), ele também foi aconselhado pelo sogro no momento de exaustão (Ex 18:20). O profeta Elias tinha Eliseu como seu servo (2 Rs 3:11); Eliseu contava com Geasi (2 Rs 5:20); os reis tinham seus escudeiros (2 Rs 7:17); Daniel teve seus companheiros. Um ao outro ajudou e ao seu companheiro disse esforça-te (Is 41:6).

II. NA ESFERA ESPIRITUAL.
Na esfera espiritual também é assim, os nossos sentimentos devem ser compartilhados, assim como as necessidades (Rm 12:13), principalmente, quando realizarmos algo para Deus. Jesus convocou doze homens para compor o seu ministério, ele poderia criar meios pelos dos quais dispensaria esses discípulos, ou seja, fazer sozinho, mas se tornaria mais difícil, porém ele preferiu envolver homens para ajudá-lo na sua missão, a eles foram delegadas tarefas. Jesus mantinha o controle do grupo de maneira simples, de modo que quando alguns deles queriam se exaltar ele o controlava. Algo que me admira foi a visão que João Batista teve de Jesus, ele não teve nenhuma presunção ao receber a noticia que Jesus estava batizando mais que ele, embora Jesus não houvesse batizado, mas vejam a sua declaração “É necessário que ele cresça e eu diminua” (Jo 3:22-30).

Na igreja desejar ver o crescimento do seu irmão em todos os aspectos da vida faz parte do verdadeiro cristianismo, onde o amor é compartilhado. Usar métodos para atrapalhar o desenvolvimento espiritual e ministerial de alguém que aspira o episcopado é obra diabólica e um grande pecado, jamais impeça que alguém desenvolva o seu ministério (Dt 24:4; I Tm 5:18; At 5.39), você pode ser achado combatendo contra Deus. Não usemos a astucia sendo um Ziba na vida de Mefibosete, para que Davi não o honra-se “Ele é aleijado dos pés” dizia Ziba, ele estava como o eucalipto, ninguém crescerá perto de mim.

CONCLUSÃO:
Amados, devemos dar oportunidade para que aqueles que estão em volta de nós tenham possibilidade de crescer se que empeçamos. Isso é saldável e condiz com o evangelho. Ensine, compartilhem, permita que as pessoas cresçam em sua volta, não seja como o eucalipto, planta que não permite que nenhuma arvore cresça em seu redor.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

INEVITÁVEIS DORES DO CRESCIMENTO.

 

ESBOÇO 1226

TEMA: INEVITÁVEIS DORES DO CRESCIMENTO.

TEXTO: GENESIS 41:52.

Todo homem enfrenta dificuldades em todas as áreas da vida,  a lutar pela sobrevivência é um dos fatores que mais o angustia causando-lhe sofrimentos e dores para conquistar algo. Muitos de nós sabemos das histórias de Isaque e José do Egito, pois é, suas histórias de crescimento são pontilhadas de sofrimentos, no entanto, essas histórias muito nos edificam.

I. O PREÇO DO CRESCIMENTO.

Ninguém chega no topo do sucesso sem que haja muitas lutas, sofrimentos e dores. Todo homem tem a sua história, mediante a sua cultura e estilo de vida, vejam a história de Isaque e José. Isaque era filho de Abraão, todavia as promessas do seu pai estavam sobre ele. Devido a fome na região, Deus mandou Isaque para Gerar, e lá ele sofreu muito com seus inimigos, eles taparam os poços que os servos de Abraão haviam cavado, e ao cavar outros, eles também tapavam (Gn 26:12-25), mesmo assim Isaque prosperava, depois ele foi para o vale de Gerar, mesmo assim com todos os desafios e lutas, Deus o fez prosperar, e o enriqueceu muitíssimo. Quando você cresce começa a incomodar alguém, Abimeleque se inquietou com o crescimento de Isaque.

Em meio aos sofrimentos existem fatores que contribuem para o crescimento do indivíduo (1) A obediência aos preceitos divinos; (2) A persistência; (3) foco; (4) determinação. Isaque no Vale de Gerar sofreu perseguições, ele cavou poços e os inimigos tapavam, houve muitas dificuldades. Na vida é assim, tudo o que você deseja construir sempre encontrará oposições, mas não adiantou, nem mesmo Abimeleque com suas manobras conseguiu atrapalhar Isaque, Deus o fez prosperar muitíssimo (Gn 26:12-25). O crescimento de Isaque começou a incomodar (Gn 26:16-17).

José era filho de Jacó e o primeiro filho de Raquel, esposa favorita de Jacó, ela faleceu do seu segundo filho Benjamim. Desde então José começou a sofrer com seus irmãos que não o suportavam ao vê-lo como filho favorito de Jacó. Os sofrimentos de José pareciam um soterramento da sua vida, mas tudo tem o seu ponto de partida, pois os propósitos de Deus têm uma sequência lógica e acontece de forma evolutiva. Temos alguns destaques na história de José: (1) Os sonhos de José; (2) Foi odiado pelos seus irmãos; (3) Simularam da sua morte; (4) O venderam aos ismaelitas; (5) Foi escravo na casa de Potifar; (6) Foi acusado pela mulher de Potifar; (7) A sua prisão; (7) Revelou sonhos na prisão.

Devemos levar em consideração que em meio a todo esse processo “O SENHOR era com José” (Gn 39:2,3,21). As pessoas obedientes a Deus pode obterem êxito em muitas coisas que fazem. José foi obediente, além disso havia mistérios entre ele e Deus.

Um dos passos para a sua vitória foi o sonho que teve o padeiro no cárcere, cuja interpretação foi dada por José (Gn 40:1-23), liberto o copeiro-mor nem se lembrou de José, conforme ele havia pedido ao copeiro (Gn 40:14,23). Quando Deus quer abençoar, alguém pode esquecer e até tentar impedir, porém não adiantará. José prosperou e através da interpretação do sonho de Faraó, ele se tornou governador do Egito (Gn 41:41-43).

Na atualidade acontecem as mesmas coisas, tudo o que desejamos realizar na obra de Deus enfrentamos oposições, basta tomar como exemplo a história de Neemias, quando sambalate e Gesém tentaram impedir a obra (Ne 6:1-19).

II. EMPENDIMENTOS PARA O CRESCIMENTO.

Alguns acontecimentos podem ocasionar impedimentos naquilo que fazemos como: (1) Falta de êxito (Nr 11:14,15); (2) Perseguição (I Rs 19:4), assim como Jó, Jonas, Jeremias e Davi, entretanto esses personagens através das suas histórias nos trazem grandes lições de vida; (3) Incapacidade em vários aspectos; (4) Medo; (5) Dissenções.

Não podemos abrir mão das nossas convicções de que o nosso crescimento se dá pela obediência e pela vontade do Senhor. Aqueles que desanimaram no meio da jornada nada conquistaram, mas aqueles que foram fieis, Deus os abençoou e foram prósperos como Isaque e José, as suas histórias se destacaram no mundo e alimentam a nossa fé

                Amados, todo desenvolvimento ou crescimento tem um preço, a dor do crescimento é real, mediante a todo sofrimento o Senhor nos permite crescer, ele tem planos tanto coletivo, quanto individual, de modo que ninguém pode impedir o trabalhar de Deus. Os impedimentos que nos impede de crescer são: o desanimo, o medo, assim como os desafios, todos esses impedimentos devem ser deixados de lado, lutemos com toda garra e com determinação como alguém que esteja em uma corrida atlética correndo em direção ao alvo, sem, contudo, perder o foco (I Co 9:24-27; Fp 3:12-14). Quem desejar crescer, prepare-se para as dores do crescimento, ela é inevitável. José teve dois filhos e uma era Efraim, porque disse ele, Deus me fez crescer na terra da minha aflição (Gn 41.50-52).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

ESBOÇO 1225 TEMA: SEBNA, UM MORDOMO INFIEL.

 

ESBOÇO 1225
TEMA: SEBNA, UM MORDOMO INFIEL.
TEXTO: ISAIAS 22:15-25
 
Fidelidade, uma das qualidades importantes e mais procurada nos servos ou mordomos em todo mundo. Quem serve bem e é fiel goza de muitos privilégios. Desde a antiguidade, algumas pessoas eram separadas para serem mordomos, ou administradores dos bens dos seus senhores, essas pessoas eram de alta confiança deles. Desejo destacar dois exemplos nesse assunto, um de infidelidade e outro de fidelidade. Nesse assunto, destacarei as diferenças entre um e outro. A infidelidade ao servir aos seus senhores, sobretudo a Deus, constitui um grande perigo, pois o Senhor pesa as nossas obras e cada um receberá a recompensa conforme seus atos.
 
I. Contexto.
Nos dias do rei Ezequias, rei de Judá, dois mordomos que se destacaram e gozaram da sua confiança, Sebanias (Sebna) e Eleaquim, embora ambos tivessem perfis diferentes, como servos eles se destacaram e gozavam de grandes privilégios, porém Sebna não correspondeu com a confiança que lhe foi depositada se tornando infiel.
 
II. Quem era sebna?
Não se sabe muita coisa a seu respeito, a não ser a sua conduta como servo, porém uma péssima lição ele deixou para todos os mordomos e servos. Sebna, significa “vigoroso homem forte”, um jovem e oficial do rei Ezequias, rei de Judá (2 Rs 18:18). O seu cargo era elevado, depois do rei era o segundo de confiança, por isso muito se esperava dele. “De todo aquele a quem muito é dado, muito mais será requerido; e daquele a quem muito é confiado, mas ainda lhe será exigido” (Lc 12:48) ao ser isso o que se requer de um despenseiro (I Co 4:2).
 
Como assessores do rei Ezequias, havia também Eleaquim, cujo significado é “aquele que o Senhor levanta e sustenta”, pois somente uma pequena avaliação dos significados já nos deixa transluzir algo incomum. O coração de Sebna se elevou, ele teve em vista atrair toda glória para si, além disso, tentou construir uma sepultura luxuosa para si no lugar alto. Um mordomo não podia construir sepultura luxuosa no alto para si, mas quando ele tomou essa decisão, era porque o seu coração se encheu de orgulho e se achou forte.
 
A Bíblia diz que o Senhor do alto contempla os bons e os maus (Jó 34:21; Sl 33:14; Pv 15:3). Quem pode se esconder dele (Jr 23:24; 2 Cr 16:9), as obras dos homens são pesadas na balança (I Sm 2:3; 2 Tm 4:8), tudo será descoberto, às vezes a luz de todos (I Co 3:13,15).
 
III. A lei da semeadura.
Essa é a única lei que não muda, o povo de Deus, pela sua insensatez, estava para receber os castigos divinos. A mensagem veio através do profeta Isaías, uma mensagem direta para Sebna, o tesoureiro, mordomo (Is 22:15-25). Certamente ele tenha sido o causador dos males através do seu orgulho. Sebna achava que todos os privilégios deveriam ser para ele, certamente construir túmulos em lugar alto significava ter uma vida de ostentação, principalmente com o que era alheio, enriquecendo à custa do povo (Is 22:16). “Deus não se deixa escarnecer, tudo o que o homem semear isso ele colherá (Pv 14:14; Gl 6:7).
 
A sentença divina chegou para Sebna, ele seria humilhado até aos mais baixos padrões pela sua infidelidade. Sebna era considerado homem poderoso e forte, mas para Deus isso nada significa, ele abate e a outro exalta (1 Sm 2:7). Sebna recebeu a sua sentença, vejam o que aconteceu:
1. Tudo de Sebna foi tomado.
2. Arrancado da sua posição.
3. Perdeu todos os privilégios.
4. Tudo que Sebna adquiriu foi transferido para Eleaquim.
5. Sebna foi lançado da sua terra.
6. E humilhado.
 
O orgulho de Sebna elevou o seu coração e o fez sentir-se poderoso, com isso ele já tinha tudo para ser condenado por Deus (Pv 16:19; Lc 14:11). Devemos ter cuidado para não entrar pelo mesmo caminho de Sebna, Deus é o mesmo, a um ele abate e a outro ele exalta (I Sm 2:7; Sl 75:7; Is 2:12).
 
As bênçãos divinas vêm sobre aqueles que estão no lugar, os sinceros serão honrados em tudo que fizerem para Deus na sua obra. Devemos também saber que tudo está escrito no livro divino (Sl 139:16). Quando Deus quer honrar, ele tira o de cima e o que está embaixo será exaltado, como foi Eleaquim, ele se manteve no centro da vontade de Deus e sem forçar. Esse exemplo deve ser observado por todos aqueles chamados para servir a Deus, basta saber que Deus efetua em nós tanto o querer quanto o efetuar (Fp 2:13). Deus é quem nos honra, o péssimo exemplo de Sebna não deve ser imitado por nenhum cristão. Infelizmente há muitos Sebnas aproveitadores, eles não estão cavando nas rochas nos altos as suas catacumbas, mas enriquecendo seus patrimônios, gananciosos ostentando as suas riquezas repartindo com as suas famílias, isso tipificam o proceder de Sebna, enquanto os conservos passam fome com suas famílias. Cuidado, Sebnas! O Senhor não tarda, o Eleaquim já está sendo preparado por Deus, ele foi abençoado porque o Sebna saiu do seu lugar, e tudo o que Sebna adquiriu foi transferido para aquele que o Senhor levanta, “Eleaquim”. Paulo e Pedro usaram esses termos “fiéis, dispenseiros e mordomos” (I Pe 4:10; I Co 4:1,2; Tt 1:7), referindo-se aos obreiros como administradores da casa de Deus.
 
Pr. Elis Clementino

terça-feira, 8 de novembro de 2022

O CREDOR INCOMPASSIVO.

 

ESBOÇO 1224

TEMA: O CREDOR INCOMPASSIVO.

TEXTO: MATEUS 18:23-35

Lições importantes podem ser extraídas dessa parábola, nela Jesus apresenta a que se assemelha o reio de Deus, um rei que ajustou contas com seus servos, além da prestação de contas, a compaixão do rei e o perdão da dívida de um servo. Nem sempre correspondemos com aquilo que Deus nos propôs a fazer, a desumanidade pode estar presente em nossas ações.

I. O CREDOR INCOMPASSIVO

O rei chamou um para a prestação de contas o que lhe devia dez mil talentos, sendo que ele não tinha como pagar a dívida, então o rei pediu que vendesse sua mulher, seus filhos contudo que a dívida fosse paga (Mt 18:25). Naquela época era natural quando o pai de família contraísse uma dívida e ele avinhe-se a morrer a mulher e os filhos poderiam ser levados pelo credor como escravos (2 Rs 4:1) 

Aquele servo ao ouvir do seu Senhor sobre a sua mulher e filhos se humilhou e implorou por generosidade, naquele momento o credor o soltou e perdoando-lhe a dívida (Mt 18:26,27), porém, saindo aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem dinheiros, e lançando mão dele, sufocava-o, dizendo paga-me o que me deves (Mt 18:28), porém ele não o fez com o seu conservo o que o seu senhor havia feito por ele. Muitas vezes queremos perdão para nós, não para os outros. Gostamos muito de pregar o perdão, mas para nós, no entanto quando chega o momento de perdoar os outros não fazemos o mesmo (Mt 18:29,30).

II. O CREDOR VOLTA A PRESTAR CONTAS.

O senhor daquele servo sabendo do acontecido mandou chamá-lo e deu-lhe uma grande lição, classificando-o como servo malvado, não te perdoei a tua dívida com me suplicaste? Não devias tu fazer o mesmo para com teu conservo? Aquele servo estava agora colhendo os frutos das suas ações. Geralmente cobramos dos outros aquilo que não fazemos, exigimos justiça quando não à praticamos.

            As mesmas coisas se repetem nos dias de hoje, a falta de generosidade se destaca em uma sociedade egoísta, sem amor e afeto natural (2 Tm 3:3). A falta de temor a Deus e aos princípios cristãos têm levado a muitas pessoas a esse caminho, por onde o perdão passa por longe, queremos perdão, mas não queremos perdoar a aquele que nos ofendem, ser compassivo e sentir a necessidade do outro é uma das características do verdadeiro cristão. O perdão e a generosidade são os âmagos dessa parábola. Quantas vezes agimos da mesma maneira daquele credor? as vezes agimos assim e nem percebemos, mas quando isso acontece é porque a nossa mente já está dominada pelo egoísmo. Amados, tenhamos cuidado, se você pode fazer o bem e não o faz, peca.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com