segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

ESBOÇO 1452 * TÍTULO: O ÚLTIMO PEDIDO.

 

ESBOÇO 1452 *
TÍTULO: O ÚLTIMO PEDIDO.
TEXTO: “Peço-te que me toque por herança porção dobrada do teu espírito” 2 Reis 2:9.
 
Existem pedidos que não são entendidos facilmente, principalmente aqueles que estão relacionados ao espiritual, como o pedido ambicioso de Eliseu, servo de Elias. Aquele seria um momento de transição do ministério de Elias para Eliseu. Sabendo que seria tomado, Elias oferece a oportunidade a Eliseu de pedir o que ele desejasse, porém ele pediu “porção dobrada do teu espírito sobre mim”. Irei de maneira sucinta falar sobre esse episódio.
 
1. Ambição – muitas vezes levamos em consideração o lado pejorativo como: posição, ganância por sucesso e dinheiro de maneira desmedida, essa é a primeira visão que temos sobre ambição, mas ela pode ser vista também como algo bom. Paulo apresenta um tipo de ambição benéfica, lutar para conquistar algo bom, principalmente no âmbito espiritual (I Co 9:24-27).
 
2. Contexto histórico.
·        O audacioso pedido de Eliseu tinha uma razão, dar continuidade ao ministério profético do seu senhor. O pedido simbolizava a unção e a capacitação divina que Elias tinha como profeta. “Porção dobrada” é uma referência ao costume judaico de o filho mais velho receber parte dobrada da herança. O pedido de Eliseu era para ser o principal sucessor de Elias e receber a plenitude de sua autoridade e poder profético. Se aceito o pedido, Eliseu seria honrado e chamado de profeta de Deus.
·        O que esse pedido de Eliseu refletiu?
o   A humildade de Eliseu.
o   Compromisso de Eliseu com a missão de Deus, ele não pediu para ser maior que o seu senhor, mas ter a mesma unção para continuar o trabalho profético.
 
3. O ministério profético de Elias e Eliseu.
·        O ministério profético de Elias se deu em um período de muita idolatria durante os reinos de Josafá em Jerusalém e Acabe a Acazias do reino do Norte. Esse ministério profético foi quase todo tempo relacionado à idolatria de Acabe e Jezabel, sua mulher. Ela não era israelita e pertencia à Ecrom, e lá adorava Baal-Zebube. Ela fez com que o reinado do seu marido se tornasse idólatra. Jezabel era uma perseguidora dos profetas do Senhor, Elias foi grandemente perseguido por ela.
Eliseu – foi um assistente do profeta Elias no reino do norte de Israel, ele era filho da Safat e vivia em Abel-Meolá, no vale do Jordão. Provavelmente ele conheceu Elias na escola de profetas, o que era muito comum na época. Deus havia ordenado a Elias que ungisse outro para que o substituísse (I Rs 19:16). Após caminharem juntos, Elias disse a Eliseu, pede-me o que queres, porém Eliseu fez um pedido audacioso. Esse pedido surgiu após Elias dizer-lhe que seria tomado pelo Senhor. Eliseu assistiu a muitos milagres realizados por Elias, aí surge a pergunta: por que Eliseu fez esse pedido tão ambicioso a Elias? A resposta está no tópico anterior.
 
4. Exemplos de desejos.
·        O ser humano tem sentimentos ou desejos, isso é natural e o normal da vida, mas é importante ressaltar que esses desejos não devem ser desmedidos. Alguns dos discípulos de Jesus demonstraram interesse em se destacar entre os demais (Lc 6:40; Mt 20:20-23; Mc 10:35-40), no entanto, Jesus mostrou a eles que não era como eles pensavam.
·        O apóstolo Paulo destaca que aspirar ao episcopado ou cargo de liderança na igreja é algo nobre (1 Tm 3:1). Isso é muito comum e natural entre os obreiros; por isso, Paulo disse a Timóteo ele despertasse o dom que nele havia (2 Tm 1:6). Aqui, Paulo está motivando a Timóteo a fortalecer o dom que Deus o havia concedido e que ele não deixasse esse dom adormecido, mas usá-lo ativamente em seu ministério.
·        Aplicação pessoal, devemos desejar as coisas boas, em todos os sentidos da vida, mas que esses desejos sejam comedidos ou com moderação (Rm 12:16). Paulo aconselha os crentes a não buscar classificação elevada ou posições de destaque, mas que vivessem humildemente, tendo uma vida modesta.
·        Atualmente, no meio cristão, estamos vivenciando atitudes equivocadas nesse sentido, a ansiedade do “ter muito” tem conduzido muitos cristãos à ganância do ter, essas aspirações estão mais ligadas às coisas materiais. Essa correria conduz a muitos ao desvio da fé. Infelizmente, pouco se ouve em orações as seguintes frases: Senhor, dai-me do teu poder! Me enche do teu Espírito Santo! Me batiza com o teu Santo Espírito! Encha-me da sua graça! As formas de pedidos mudaram e as mais comuns são: Deus, dai-me uma casa; um carro; um bom emprego; saúde; uma vida farta de bens materiais, ou seja, riquezas; me põe no topo da mídia, etc. Será que não estamos materializando as nossas orações? Ou são os efeitos da teologia da prosperidade defendida em muitos púlpitos de igrejas pentecostais como porção dobrada das coisas? Dobro de salário, etc. aí eu pergunto: há um desvio de foco nas orações?
 
Portanto, devemos entender que as nossas aspirações devem ser comedidas e, se estiver dentro das nossas possibilidades, o pedido de Eliseu foi sábio, ele sabia o que estava pedindo ao seu senhor, ele poderia pedir outra coisa, mas preferiu receber da mesma unção para continuar o ministério de Elias. Aprendemos uma lição muito importante, Eliseu não se afastava de Elias (2 Rs 2:2), uma expressão de insistência em seguir o seu senhor, mostrando a sua lealdade e compromisso com o profeta e com o chamado divino. Entretanto, não devemos nos afastar daqueles que nos dão proteção espiritual, na confiança de que Deus poderá usá-los para que o seu ministério seja continuado por meio de nós. Uma lição deve ser posta em prática: “O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído, será como o seu mestre” Lucas 6:40
              
Pr. Elis Clementino

domingo, 8 de dezembro de 2024

ESBOÇO 1451 * TEMA: O FERFIL DO CIDADÃO DOS CEUS.

 

ESBOÇO 1451 *
TEMA: O FERFIL DO CIDADÃO DOS CEUS.
TEXTO; “Quem, Senhor, quem entrará no teu tabernáculo? quem há de morar no teu Santo Monte? SALMOS 15.1-5.
 
Introdução:
O Salmo 15 nos apresenta uma reflexão profunda e desafiadora sobre o caráter e a conduta dos verdadeiros adoradores a Deus. Em forma de conversa, Davi começa com uma pergunta essencial: quem está apto para habitar na presença do Senhor? Essa indagação não busca apenas respostas teóricas, mas nos conduz a uma avaliação prática sobre a nossa vida espiritual. Vivemos em um mundo onde os padrões de caráter muitas vezes são moldados pela superficialidade e interesses egoístas. Contudo, o Salmo 15 nos chama a viver conforme os princípios divinos, destacando que ser um "cidadão dos céus" não é apenas uma questão de apresentar qualidade, mas vivê-las. Nesta mensagem, exploraremos as qualidades descritas por Davi, que formam um retrato do cristão que realmente deseja servir a Deus e viver uma vida que reflete o seu caráter. Vamos refletir: nossa vida está alinhada com esses padrões? Estamos caminhando como verdadeiros cidadãos do reino dos céus?
 
1. Indagações:
·        SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo?
·        Quem morará no teu Santo Monte? As características estão descritas logo a seguir. Davi nos leva a refletir sobre como chegar à presença de Deus.
 

2. Características do verdadeiro cidadão dos céus.

·        Aquele que anda em sinceridade, sabe-se que estamos vivendo uma crise de sinceridade.

o   Sinceridade, qualidade de quem é sincero e franco.

o   Crise de sinceridade, a ausência dela tem alcançado muitas pessoas em todos os níveis da sociedade, até mesmo no seio cristão. Isso é descrito por Paulo como o fim dos tempos (2 Tm 3.1-8). Mas, mediante tudo isso, ainda há cristãos que mantêm com características de verdadeiro cidadão do reino dos céus.

·        O que pratica a justiça. A prática da justiça está sendo olvidada por muitas pessoas, até mesmo por muitos que conhecem a palavra de Deus, a perversão desses valores da “justiça por injustiça” tem predominado a humanidade. Atualmente, tudo caminha para que a prática das injustiças seja mais intensificada, caminhando opostamente aos princípios da palavra de Deus, outros apresentam uma aparente justiça e piedade, mas negam a eficácia dela (2 Tm 3.5; 2 Ts 3.6; I Tm 5.8).

·        O que fala verazmente segundo o seu coração, viver com integridade e praticar a justiça e de coração falar a verdade é a maior patrimônio que um cidadão pode ter, esses valores estão sendo depreciados e substituídos pela mentira e a falsidade que há no coração de onde sai o que é bom e mal (Mt 15.19; Gn 6.5; Jr 17.9).

·        Aquele que não difama com a sua língua; difamação, as pessoas para conseguirem algo que satisfaça seus desejos, “difama, calunia, infamam”. Isso acontece com muita frequência nos relacionamentos e também no meio religioso cristão. Hoje é muito natural ouvir autoridades religiosas detratando umas às outras, e o pior publicamente, se esquecem da pregação do evangelho para atacar o que eles consideram seus concorrentes ou antagonistas, essas coisas vêm causando muitos desgastes em relação à pregação do evangelho, esse procedimento vergonhoso não combina com os ensinamentos da palavra de Deus. O salmo 133 tem ficado muito para trás, considerado obsoleto, menos para os cidadãos do reino dos céus.

·        O que não faz mal ao seu próximo, ofender o próximo é a coisa mais comum nos nossos dias, muito não medem distância, principalmente quando se trata de uma pessoa mais do que um próximo. “Um irmão”.

·        Existem ainda aqueles que não aceitam nenhuma afronta contra o seu próximo, principalmente os da fé.

·        Aqueles cujos olhos o réprobo despreza, reprovar aquilo que é mau é um dever de cada cristão, embora ele venha sofrer algumas represálias por isso. Jamais devemos esperar aquilo reprovado por Deus.

·        O que honra ao que teme ao Senhor, honrar ao que teme ao Senhor, é um princípio fundamental para aqueles que conhecem a Deus.

·        Existem ainda aqueles que afirmam que, mesmo com dano, não muda, há ainda pessoas leais que, em qualquer situação, mantêm a sua palavra.

·        O que não empresta com usura, atualmente muitas pessoas se aproveitam das necessidades alheias para explorá-las, usura aqui é a prática da agiotagem, isso fere os mandamentos do Senhor. (Dt 16.19; Ez 18.8; 2 Pe 1.10) (11).

·        Não recebe suborno contra inocente, suborno “corrupção” é uma das expressões bastante conhecidas, principalmente contra inocentes, pessoas simples e indefesas.
 
Conclusão:
Após refletirmos sobre as características apresentadas no Salmo 15, somos desafiados a avaliar nossas vidas à luz desses padrões divinos. Habitar na presença de Deus é mais do que um objetivo futuro; é um estilo de vida que deve ser evidente em nossas palavras e atitudes. Davi nos mostra que Deus busca pessoas de integridade, que falam a verdade, praticam a justiça e vivem de maneira irrepreensível. Esse chamado é, ao mesmo tempo, um convite e uma responsabilidade, pois revela que ser cidadão dos céus exige mais do que a aparência religiosa — exige um comportamento digno de um verdadeiro cidadão do reino dos céus. A promessa final do Salmo é encorajadora: “Quem assim procede jamais será abalado.” Amados, que esta mensagem nos inspira a buscar um compromisso renovador com Deus, abandonando tudo o que impede nosso crescimento espiritual e nos comprometendo a viver como verdadeiros cidadãos do Reino. E que, ao praticarmos essas verdades, sejamos testemunhas do amor e da justiça de Deus em um mundo que jaz no maligno. Que o Senhor nos capacite a habitar em Sua presença e viver para a Sua glória, hoje e sempre. Amém!
 
Pr. Elis Clementino.

terça-feira, 3 de dezembro de 2024

ESBOÇO 1450 * TEMA: QUATRO COISAS FUNDAMENTAIS A FÉ CRISTÃ.

 

ESBOÇO 1450 *
TEMA: QUATRO COISAS FUNDAMENTAIS A FÉ CRISTÃ.
TEXTO: FILIPENSES 1:27-30; 2:1-18.
 
Introdução:
A nossa fé cristã é construída sobre fundamentos sólidos que não apenas moldam a nossa crença, mas também direcionam à nossa maneira de viver. Na carta aos filipenses, Paulo faz uma abordagem profunda sobre esses pilares essenciais para o cristão. Ele exorta os crentes a se apegarem aos valores fundamentais que sustentam uma vida digna do evangelho, independentemente das circunstâncias adversas. Devemos considerar essas quatro exortações de Paulo, observando como elas podem ser aplicadas à nossa caminhada de fé, para podermos crescer à semelhança de Cristo e glorificar a Deus em todas as áreas de nossa vida.
 
A. Contexto histórico.
Paulo estava em prisão, possivelmente em Roma (Filipenses 1:7,13,17; Atos 28:16-31), mas isso não o impediu de encorajar seus irmãos na fé. Ele sabia que a perseverança, o amor fraternal, a humildade e a santidade eram imprescindíveis para que os cristãos permanecessem firmes e fossem um testemunho vivo do poder de Deus em suas vidas. Hoje, esses mesmos pilares continuam a ser indispensáveis para a nossa jornada cristã. A carta foi escrita entre os anos 60 e 62 d.C. com o objetivo da carta de agradecer aos crentes de Filipos o apoio financeiro e, ao mesmo tempo, encorajá-los a manterem a fé e a alegria mesmo que eles estivessem em dificuldades.
 
B. Quatro coisas fundamentais a fé cristã.
1. A perseverança.
Cada cristão deve se portar dignamente conforme o evangelho, quer fosse na sua presença ou na ausência, que ele tivesse o mesmo espírito, combatendo com o mesmo ânimo pela fé do evangelho e não se espantassem com aqueles que não obedecessem ao evangelho, que isso seria para as suas próprias destruições, mas para vós de salvação (Filipenses 1:27-30). Devemos fazer sempre uma apreciação sobre a nossa perseverança. Paulo também aborda o amor fraternal, essencial para manter a unidade da igreja.
 
2. O amor fraternal.
Paulo exorta os cristãos a viverem em unidade, humildade e amor, imitando o exemplo de Cristo. Ele apela para tudo o que eles já receberam de Cristo, como consolo, amor e comunhão, encorajando-os a refletir essas virtudes em suas relações uns para com os outros, causando-lhe gozo em saber que aqueles crentes sentiam o mesmo ânimo (Filipenses 2:1,2). A humildade reflete na vida pessoal e cristã.
3. A humildade.
Paulo exorta os cristãos a serem humildes, evitassem contendas e que houvesse consideração entre eles, não sendo egoístas e que tivessem o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus. Ele também apresenta o exemplo de Cristo sobre a humildade. E por essa humildade, Deus o exaltou soberanamente para que, em nome de Jesus, todos os joelhos se dobrassem perante ele. Ele também ressalta a obediência na sua ausência, sendo grato por isso, e diz que a vontade de Deus é soberana sobre eles (Filipenses 2:3-14). Na atualidade, será que estamos pondo em prática o exemplo de Cristo, vivendo uma vida de santidade?
 
4. A Santidade.
Sejais irrepreensíveis, sinceros, inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo; retenhais a palavra da vida, para que no dia de Cristo eu possa me alegrar e saber que não trabalhei em vão (Filipenses 2:15-16). Paulo também expressa a sua disposição de sofrer e ser sacrificado em prol da fé daqueles irmãos. Ele usa também uma espécie de metáfora de uma libação que era uma oferta para ilustrar seu desejo de sacrificar a sua vida em serviço ao evangelho. Mesmo com todo o sofrimento, ele se alegrava em ver o progresso dos cristãos de Filipos (Filipenses 2:17-18).
 
Conclusão:
Diante das exortações do apóstolo Paulo, fica evidente que a fé cristã deve ser vívida com compromisso e dedicação. A perseverança nos mantém firmes diante das adversidades, o amor fraterno fortalece a unidade do corpo de Cristo, a humildade nos torna mais semelhantes a Jesus, e a santidade nos diferencia como luz em um mundo infectado. Se aplicarmos esses princípios em nossa vida diariamente, edificando nossa fé sobre fundamentos sólidos, cresceremos espiritualmente e glorificaremos a Deus em tudo o que fazemos. Que possamos, assim como os crentes de Filipos, permanecer fiéis, sabendo que nossa caminhada com Cristo não é em vão, ela será recompensada. "Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o seu trabalho não é vão no Senhor." (1 Coríntios 15:58).
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1440 * ASSUNTO: MODERAÇÃO.

 

ESBOÇO 1440 *
ASSUNTO: MODERAÇÃO.
TEXTO: “Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor.” FILIPENSES 4:5.
 
Introdução:
A moderação é uma virtude cristã que nos ensina a manter o equilíbrio em todas as áreas da vida, evitando extremo e cultivando a serenidade. Deus, através da sua palavra, nos chama a viver com autocontrole e sabedoria.
 
I. Convocação bíblica à moderação.
1. Seja a vossa moderação conhecida de todos.
·        Moderação deve ser uma característica visível na vida do cristão.
·        Paulo destaca a proximidade do Senhor, ela deve nos motivar a sermos equilibrados em nossas ações e palavras. Ele destaca o controle que mantém um atleta para alcançar o prêmio (1 Co 9:25).
·        A disciplina e o autocontrole são exemplos de moderação. Assim como um atleta controla seu corpo, os cristãos devem controlar seus desejos e impulsos.
o   Aplicação: ter domínio próprio é uma das tarefas mais difíceis para o homem, principalmente por em prática na vida cristã. Você tem se esforçado para controlar seus impulsos? Pois essa deve ser uma das características do cristão.
 
II. Moderação nas palavras.
·        Aqueles que retém as suas palavras possuem o conhecimento (Pv 17:27-28). A moderação nas palavras é um sinal de sabedoria.
·        Devemos ser cautelosos ao falar e evitar excessos verbais.
·        O equilíbrio na comunicação e no temperamento é uma das expressões da moderação (Tg 1:19).
Aplicação: as nossas palavras devem ser temperadas com sal (Cl 4:6). A nossa língua como pena de um destro escritor (Sl 45:1). Ponderar as palavras indica sabedoria, pois elas serão julgadas (Mt 12:36-37). Queremos oferecer o melhor das nossas palavras e ações ao Senhor, confirmando que Ele é digno de nosso espírito e louvor. Assim como o salmista se entrega ao Rei com inspiração, também podemos buscar glorificar a Deus em tudo o que fazemos.
 
III. Moderação no consumo.
1.      Controle nos desejos pelas coisas.
·        Paulo disse que a piedade é uma grande fonte de lucro, e não adianta correr de maneire exagerada em busca das coisas (1 Tm 6:6-8).
·        A moderação nos leva a contentarmos com o que temos, reconhecendo que a verdadeira riqueza está em Deus e não nas coisas materiais.
2.      Cuidado com os excessos.
·        Seja em qualquer área, na alimentação, na bebida, etc., elas trazem consequências negativas. Nesse aspecto a moderação preserva a saúde física e espiritual, porque glutonaria é pecado (Pv 23:20-21).
o   Aplicação: Essa é uma questão muito pessoal, cada um tem à sua maneira e estilo de vida, porém muitas pessoas não se contêm em controlar as suas economias. Esse excesso tem caudado muitos problemas financeiros. Entretanto, precisamos ter muito cuidado com os nossos gastos. Como você está controlando seus gastos?
 
IV. Moderação nas emoções.
·        Precisamos ser comedidos em nossas emoções, a Bíblia recomenda sermos cautelosos (Pv 16:32; Ef 4:26).
·        A verdadeira força está no controle das emoções. Quem é moderado nas emoções é mais poderoso do que um guerreiro (Pv 16:32).
·        A moderação impede que a raiva transforme suas reações emocionais em pecado. O cristão é chamado a controlar suas reações emocionais.
·        Moderação, fruto do Espírito (Gl 5:22-23).
·        O domínio próprio é uma manifestação da moderação e um dos frutos que o Espírito Santo produz e nós. A vida no Espírito é marcada por autocontrole e equilíbrio.
o   Aplicação: Cuidado com suas emoções, mantenha o controle, sem ele você pode contrair problemas maiores. O cristão deve controlar suas emoções, através da palavra de Deus e da oração.
 
Conclusão:
Amados, a moderação é essencial para uma vida cristã equilibrada e madura. Ela se manifesta em nossa fala, ações, consumo, emoções e em nossa vida espiritual. A cultivarmos essa virtude, refletimos o caráter de Cristo e demonstramos o fruto do Espírito em nossas vidas, a graça de Deus manifesta educa-nos para uma vida regada a impiedade e as paixões mundanas (Tt 2:11-12). Devemos incentivar a igreja a prática da moderação em todos os aspectos da vida, reconhecendo que o autocontrole é um presente de Deus e um sinal de maturidade espiritual.

Pr. Elis Clementino.

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

ESBOÇO 1439 * TEMA: ÉTICA CRISTÃ.

 

ESBOÇO 1439 *
TEMA: ÉTICA CRISTÃ.
TEXTO: "Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus?" MIQUEIAS 6:8.
 
Introdução:
Vivemos em um mundo onde as noções de certo e errado, justo e injusto são constantemente questionadas e reinterpretadas. Em meio a essa pluralidade de ideias, a ética se torna um guia essencial, oferecendo princípios e valores que moldam nosso comportamento e decisões. No entanto, para o cristão, a ética vai além de um simples código moral; ela é um reflexo do caráter de Deus em nossa vida. Em Miqueias 6:8, somos lembrados do que o Senhor requer de nós: praticar a justiça, amar a misericórdia e andar humildemente com Ele. Neste versículo, encontramos a essência da ética cristã, um chamado para viver de maneira íntegra e compassiva. Ao explorarmos hoje o que significa ter uma conduta ética conforme os ensinamentos de Cristo, entenderemos que essa não é apenas uma questão de comportamento, mas de testemunho. Que possamos buscar essa ética como uma expressão de nossa fé, vivendo de maneira que honre a Deus e inspire aqueles ao nosso redor.
 
1. A ética aborda questões como:
·        Respeito aos direitos e dignidade das pessoas.
·        Justiça e igualdade.
·        Honestidade e transparência.
·        Responsabilidade individual e coletiva.
 
2. Ética cristã.
2.1. Em que é baseada a ética cristã? Ela é baseada nos ensinamentos de Jesus Cristo durante o seu ministério, no N.T. encontramos esses ensinos. Ele buscava guiar o comportamento dos cristãos em diversas situações. Vamos considerar alguns princípios fundamentais para o cristão:
·        Amar a Deus e ao próximo (Mt 22:37-40).
·        Tratar as outras pessoas, como você gostaria de ser tratado (Mt 7:12).
·        Perdoar e amar os inimigos, esse é um princípio fundamental para o cristão (Mt 5:44).
·        Respeitar a vida e a dignidade humana (Gn 1:27).
·        Cuidar dos pobres e dos necessitados (Mt 25:31-46).
o   Esses valores devem fazer parte do cotidiano cristão, precisamos aplicá-los à nossa vida pessoal, comprovando o exercício de uma vida cristã puramente ética, o que tem tudo a ver com o comportamento humano. Na atualidade, podemos constatar a ausência desses valores através da falta de amor ao próximo, à vida, honestidade e respeito. Paulo, escrevendo a Timóteo, descreve muito bem sobre a atualidade (1 Tm 3:1-5).
 
3. A ética e os limites.
3.1. A ética impõe limites em nossas ações? sim, cada indivíduo deve ter a consciência da necessidade de uma postura equilibrada em todos os aspectos, destacaremos apenas alguns como:
·        Postura no falar.
·        Na convivência social.
·        Nas ações.
·        Na política.
·        Nas relações inter-religiosas.
 
3.2. Aplicação pessoal.
·        A nossa maneira de andar “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai...” (Fp 4:8-9). Aconselho que os cristãos ponham em prática esses valores que podem reger as nossas vidas tornando-as mais nobres, essa era a exigência de Deus para com o seu povo, o que ele estava pedindo não seria penso, apenas que o povo praticasse o que era bom e que praticasse a justiça, amassem a misericórdia, e andasse humildemente com o seu Deus, isso é algo basilar. Na Bíblia temos muitos exemplos de pessoas que não olvidaram seus princípios, como José do Egito, Daniel e seus companheiros. Somos desafiados todos os dias a mantermos uma vida ética e compromissada com Deus.
 
Conclusão:
A ética cristã, fundamentada nos ensinamentos de Jesus e, na prática, no amor, da justiça e da misericórdia, deve moldar nossa maneira de viver e influenciar todas as nossas ações. Ser ético na vida cristã é mais do que um conceito; é uma expressão prática de nossa fé, refletida na forma como tratamos as pessoas e lidamos com as situações do dia a dia. Que possamos, como orienta Miqueias 6:8, andar humildemente com Deus, praticando a justiça e amando a misericórdia, para que nossa vida testemunhe o caráter de Cristo em um mundo que precisa de verdadeiros exemplos de ética cristã.
 
Pr. Elis Clementino.