sábado, 8 de outubro de 2022

ESBOÇO 1211 TEMA: A JUSTIÇA DIVINA.

 

ESBOÇO 1211
TEMA: A JUSTIÇA DIVINA.
TEXTO: NÚMEROS 27:1-7 - Houve um acontecimento muito importante nos dias de Moisés respeito de herança. Os herdeiros tinham o direito de herdar os bens deixados pelos seus pais, mas a lei determinava que somente os filhos homens, eles eram considerados herdeiros legítimos, isso significa que eles tinham o direito de obter a propriedade legal, a metade da herança. Moisés se depara com essa questão familiar, no entanto herança sempre foi um problema para muitas famílias, porém nesse mote destacarei o problema envolvendo as filhas de Zelofaede.
Autor: Pr. Elis Clementino

I. QUEM ERA ZELOFAEDE?
Não se sabe muitas coisas ao seu respeito, apenas que ele somente teve cinco filhas, não tendo nenhum filho homem, nessas condições as suas filhas tinham direito a sua herança. Zelofaede seu pai havia morrido no deserto junto com os filhos de corá, aqueles que se rebelaram contra Moisés, assim elas recorreram ao seu líder, para diligenciar a causa.

II. A DISTRIBUICAO DA HERANCA COM AS TRIBOS.
As tribos foram contadas por Moisés para parti-lhes as heranças dos seus pais (Nr 27:1), vendo elas que o nome do seu pai não estava na lista ficaram preocupadas, pois elas não sabiam o que aconteceria com a herança do seu pai. Quero destacar aqui duas coisas importantes são elas: (1) As mulheres entendiam que estavam sob uma liderança espiritual de Moisés. (2) elas entendiam que somente o homem de Deus poderia interceder por elas.

III. REQUERIMENTO DA CAUSA.
As filhas de Zelofaede fundamentaram o seu requerimento a Moisés com as seguintes argumentações: (1) Meu pai não morreu como rebelado contra ti; (2) Meu pai morreu no deserto pelo seu próprio pecado e não teria nenhuma culpa dos pecados dos rebelados contra ti; (Nr 27:3); (3) Meu pai tem irmãos, dai-lhe a parte dele para seus irmãos, porquanto, elas reconheciam que não tinham direito por serem mulheres, mas seus tios podiam terem direto a essa herança e elas também seriam beneficiadas.

IV. MOISÉS BUSCA DE DEUS RESPOSTA PARA QUESTÃO.
Moisés era um mediador entre Deus e o povo e não podia deixar aquelas mulheres sem resposta. O líder espiritual tem por obrigação de dar uma solução ou orientar aqueles que o procuram, porém ele deve ter a consciência que as respostas não devem ser duvidosas, Moisés teria que dizer algo para aquelas mulheres, mas não lhes dizer qualquer coisa. Muitas vezes aos nossos olhos existem causas que parecem se perdidas, porém devemos entender que não existem causas perdidas quando as entregamos a Deus. Moisés consultou a Deus, embora ele não pudesse determinar de imediato, mas primeiro buscou a Deus em oração (Nr 27:4), para Deus não há causas impossíveis (Lc 1:37). O trabalhar de Deus na vida dos seus através da oração e obediência, portanto entrega o teu caminho ao Senhor e ele tudo fará (Sl 37:5).

V. A NOVA LEI DA HERANÇA.
Deus é o justo juiz, ele pode criar motivos pelos quais as leis humanas possam ser alteradas e assim dar direitos aos que não tem. Após consultar a Deus, ele recebe a resposta cf. (Nr 27:5-10). A partir daquele momento a lei da herança seria alterada e elas passariam a participar da herança do seu pai. Deus sempre tratou com justiça, porque ele é justo (Sl 94:2), ele sempre agirá com justiça para com os seus e aqueles menos favorecidos (Sl 68:5).

VI. A NOSSA HERANÇA.
Através da adoção nos tornamos irmão e coerdeiros de Cristo pela nossa confissão (Jo 1:12; Ef 1:15; Gl 3:26; Rm 8:17), coerdeiro é aquele que herda bens ou fortuna com outros membros da família. A nossa maior herança não está aqui, mas em Cristo a qual Deus preparou para nós. Somos ricos em Cristo, em tudo fomos enriquecidos nele (I Co 1:5). O homem sem Cristo é desprovido da herança de Deus.
                
CONCLUSÃO
O SENHOR é a nossa porção, ela não está aqui, pois por mais que granjeemos as deixaremos, terrenas o que está reservado para nós não se comparam (I Co 2:9). Há muitas disputas nesta vida que o Senhor peleja por nós, mesmo que as consideremos perdidas, porém o Senhor é um justo juiz, jamais fará como aquele juiz iníquo que tapou seus ouvidos ao clamor da pobre viúva (Lc 18:1-7). Se preciso Deus cria motivos para que as leis sejam alteradas no país para nos dar vitória, “Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós, para que nele fossemos feitos justiça de Deus (2 Co 5:21).


sexta-feira, 7 de outubro de 2022

UZIAS, UM REI INSENSATO.

 

ESBOÇO 1210

TEMA: UZIAS, UM REI INSENSATO.

TEXTO: 2 CRÔNICAS 26; SALMOS 49:12,20

O homem honrado quando eleva o seu coração não merece permanecer em honra, pois ele esqueceu de todos aqueles que o elevaram. O homem não se eleva sozinho, centenas de pessoas contribuem para que ele seja elevado em alguma posição. Falaremos aqui sobre o rei Uzias, o seu primeiro e último estágio.

UZIAS, UM REI INSENSATO.

A insensatez do homem pode não ter limites, isso em todas as classes de pessoas, mas é preciso levar em consideração que nenhum homem pode chegar a algum lugar sem que ele precise de outras pessoas. Muitos súditos do reino, com outras pessoas contribuíram para que o rei Uzias chegasse ao topo do seu poder, ele começou bem e sob a benção de um sacerdote, homem de Deus “Zacarias”. Começar bem não significa o tudo, embora isso seja uma base pela qual ele possa se sustentar aonde ele chegar, mas não é começar, e sim terminar bem “O homem que, na opulência, não reflete, assemelha-se ao gado para o abate” (Sl 49:20).

A FAMA NÃO É TUDO.

O bom começo da vida de Uzias, a sua humildade, obediência e o sucesso se atribuíram a maneira de como ele começou, ele cresceu em honra, pois o seu nome voou, a sua fama foi muito longe, porém ele não teve estrutura suficiente para esta tamanha honra. O homem é tendencioso a orgulhar-se quando a sua fama se eleva o seu coração, Uzias fez grandes obras de engenharia, foi perito na agricultura, ele se tornou o destaque da época, mas aí é aonde está o ponto culminante do perigo, ele não reconheceu os importância das pessoas que contribuíram para o seu sucesso e elevou-se o seu coração.

UZIA UM REI FORA DO SEU LUGAR.

Tal ave que vagueia fora do ninho, assim é o homem fora do seu lugar (Pv 27:8).O homem na sua opulência é capaz de perder o senso de onde ele está, sendo é incapaz de não reconhecer a si mesma, as suas origens e o que aconteceu para que ele fosse elevado. O coração de Uzias se exaltou, ele compreendeu que podia tudo, praticamente ele perdeu as suas referências e limites, desprezando o seu aprendizado aos pés de um grande homem de Deus, “Zacarias”, esse era um profeta no reino de Judá, além de profeta ele era sacerdote. Uzias teve a audácia de fazer o que não lhe competia, ele pensou que queimar incenso no santuário também a sua atribuição, coisa que somente competia aos sacerdotes, ele fora reprovado pelos sacerdotes, mas a sua grandeza o fez entrar no lugar santo. Todo homem deve reconhecer seus limites, seja ele quem for.

A INSENTATEZ DE NABUCODONOZOR.

Há outro registro de um rei insensato que destacamos nesse mote, Nabucodonosor, na sua insensatez atribuiu toda a glória pelo que havia feito, a bela Babilônia, porém todo homem sensato sabe que nada faz sozinho e não tem trono sem o auxílio divino (Sl 75:7; I Sm 2:7; Dn 2:21). Deus não dá a sua glória a ninguém, o homem que está em honra e não tem entendimento, destrói os seus feitos.

AS CONSEQUENCIAS DA INSENSATEZ.

A insensatez pode conduzir o homem há muitas implicações, isso nada mais é do que o retorno das suas incongruências. A lei da semeadura é para todos, pequenos, grandes, ricos e pobres, ela não faz acepção de pessoas, essa lei foi estabelecida por Deus e ninguém poderá invalidá-la” Tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6:7). Uzias teve um resultado trágico, ele morreu leproso por dispensar os sacerdotes e oferecer incenso no altar. Nabucodonosor na sua loucura esqueceu dos que lhe ajudaram a chegar ao poder, e a Deus o grande soberano que eleva e abate, ele teve uma experiência que jamais desejou revivê-la, pois por um tempo ele comeu capim com os animais do campo. Na Bíblia existem outros exemplos das consequências da presunção que poderão ser citados durante o comentário do pregador.

Os homens são tão mortais quanto os animais, mas infelizmente não pensam nisso (Sl 82:7; Ec 3:18).

                Não devemos permitir que a prepotência determine as nossas vidas, seja ela em que âmbito for, a vigilância é necessária, visto que o homem é tendencioso a se orgulhar daquilo que ele faz, mas devemos nos lembrar que a humildade precede a honra (Pv 15:33; 18:12). Se você desejar ser honrado seja humilde em tudo o que você fizer, tanto para os homens quanto para Deus, pois por mais importante que o homem seja não viverá para sempre (Sl 49:12,20). Nunca pense que você é, apenas está, por isso considere os outros.

Pr. Elis Clementino

prelisclementino@hotmail.com

 

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

ARREPENDIMENTO.

 

ESBOÇO 1209

TEMA: ARREPENDIMENTO.

TEXTO: MATEUS 4:17

As palavras arrependimento e remorso são sinônimas, mas não significam que esses sentimentos atuem no ser humano da mesma maneira. O homem foi criado por Deus para sentir essas reações como, anseio, sentimento de culpa, remorso e arrependimento, essas reações orgânicas fazem do homem um ser racional. Nada há de mais perfeito do que a consciência humana.

ARREPENDIMENTO.

A consciência humana é a única que trabalha sem parar avaliando os nossos atos, se eles estão certos ou errados, porém se os atos forem contra alguém a decisão de perdoar ou pedir perdão depende de como reage cada indivíduo. Quando uma pessoa reconhece o seu erro e se arrepende se torna mais fácil superar o erro cometido e não tornar mais a fazê-lo. O arrependimento não deve ser superficial, assim ele voltará a cometer os mesmos delitos e eles se tornarão comuns e naturais (Hb 10:26). Existem pessoas que tem a mente cauterizada para o mal por causa de certas influências, ou seja, elas não absorvem algo que seja construtivo para o seu bem e dos outros, Paulo aplicou esse termo quando ensinava a Timóteo (I Tm 4:2). O verdadeiro arrependimento trás mudança no indivíduo.

REMORSO.

Embora a palavra remorso seja sinônimo de arrependimento, no meu ponto de vista o remorso pode ser passageiro, assim como o arrependimento, para ambos, se não houver o verdadeiro sentimento de culpa e o indivíduo não lance fora o que está dentro do coração dificilmente esse arrependimento será verdadeiro. Muitas pessoas em determinadas situações lamentam o erro, choram, promete não os cometer, mais no dia seguinte repete tudo novamente. Pedir perdão e perdoar é um dever, mesmo que você não note nenhum grau de arrependimento do indivíduo (Mt 6:14; Mc 11:25,26).

ARREPENDIMENTO DO PECADO CONTRA DEUS.

Quando pecamos contra Deus, a única maneira de nos reconciliar com ele é através do arrependimento e quebrantamento de coração (2 Cr 7:14; Jl 2:13; At 3:19; 1 Jo 1:9). Para adquirirmos o perdão de quem ofendemos é necessário proceder da mesma maneira, recorrendo a humildade. O perdão é uma emoção que é importante para a felicidade do indivíduo, sem o perdão o homem é incapaz de ser feliz. O pecado é um fardo que somente com o perdão ele será tirado dos nossos ombros, aí todo ressentimento de ódio e mágoa será dissipado. Uma consciência pesada pela ausência de perdão pode desencadear uma série de problemas, inclusive de saúde, comprometendo o nosso estado emocional, geralmente vem acompanhada de desanimo, angústia, desmotivação, desejo de isolamento e tanto outros problemas. Conforme o apóstolo Paulo o pecado não somente produz tristezas, mas elas podem nos levar ao arrependimento. (2 Co 7:9).

JESUS A PROPICIAÇÃO PELOS NOSSOS PECADOS.

O maior exemplo de perdão foi o divino, Jesus é a propiciação dos nossos pecados e do mundo inteiro (1 Jo 2:2), o seu perdão não levou em conta o tempo da ignorância (At 17:30). Ninguém se atrevia morrer pelo pecador, apenas era oferecido um animal em favor do pecador, Jesus assumiu a posição de cordeiro do Antigo Testamento (Ex 12:26,27; I Co 5:7). Os crentes de Coríntios parecem não está levando em consideração o sacrifício de Jesus por eles, por isso Paulo os adverte severamente que se vivessem como injustos não herdariam o reino de Deus (1 Co 6:9-11)

Jesus nos ensinou a perdoar, várias lições foram ensinadas por ele, pois perdoar é o ato consciente de abrir mão do ressentimento ou desejo de vingança contra alguém que lhe fez mal, quando perdoamos estamos contraindo o perdão divino “Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai não vos perdoará as vossas ofensas” (Mt 6:15). Muitas vezes queremos oferecer a Deus a nossa devoção com o coração cheio de ira contra alguém, isso é muito ruim, porque o nosso culto e as nossas ofertas a Deus serão em vão, “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconcilia-te com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta.” (Mt 5:23-24).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

 


sexta-feira, 23 de setembro de 2022

COISAS QUE PRECISAS SABER.

 

ESBOÇO 1208

TEMA: COISAS QUE PRECISAS SABER.

TEXTO: MATEUS 6:19-34

Jesus expôs uma série de ensinamentos, eles foram importantes não somente para os discípulos, mas também a nós. As parábolas proferidas pelo mestre sempre estavam relacionadas ao espiritual com os seguintes temas, o tesouro do céu, o olho puro, os dois senhores, a ansiosa solicitude pela vida. Rapidamente é o que veremos a seguir.

I. TESOURO NO CÉU.

Ter crédito no reino do céu vale mais do que os tesouro da terra, onde a traça e a ferrugem consomem, além disso os ladrões não minam e nem roubam. Nesta vida todo homem tem a oportunidade de investir naquilo que lhe interessa e lhe dê resultados, isso muitos tem como prioridade, mas Jesus apresenta-lhe qual a prioridade maior (Lc 12:31). Os tesouros dos céus são investimentos que se faz para a eternidade, no entanto, o nosso coração se inclina para onde está o maior tesouro, ou seja, aonde estiver o vosso tesouro, ai está também o vosso coração. Se focarmos os nossos corações nos tesouros desta vida, nada terás lá em cima, podemos ter tudo aqui, mas nada lá (Mt 6:19-21).

II. OS OLHOS PUROS.

A candeia do corpo são os olhos, se os nossos olhos forem bons, todo corpo terá luz, eles são as preciosidades do corpo. Se os olhos forem maus todo corpo será mal, assim o homem estará em trevas, pois os olhos são as portas por onde entram do pecado, pois um dito popular “o que os olhos não veem o coração não sente”. Jesus adverte a todos nós que brilhemos como a luz, assim não podemos nos esconder (Mt 6: 22,23; Lc 11:33), luz é vida, alegria e prosperidade.

III. NÃO SERVIR A DOIS SENHORES.

A nossa devoção não deve ser dividida, é impossível servir a dois senhores ao mesmo tempo, quando isso acontece haveremos de amar a um e aborrecer ao outro, servir a Deus e a Mamom (Mt 6:24,25). Não podemos servir a Deus e o dinheiro, o amor a ele é a raiz de todos os males, ele representa a ganância e a avareza (I Tm 6:10).

IV. NÃO ESTAR ANSIOSOS PELAS COISAS.

Jesus percebeu que os discípulos andavam ansiosos pelas coisas e os advertiu sobre essa ansiedade, ele mostrou que as coisas materiais são menos importantes, amar as coisas é muito prejudicial tanto para o indivíduo quanto para as outras pessoas que lhes cercam, pois quando elevamos as coisas de maneira excessivas olvidamos a vida, ou seja depreciamo-la. Quando valorizamos as coisas aviltamos as pessoas e às usamos como coisas, no entanto levemos em consideração que o ser é mais importante do que o ter, o ter é consequência do ser, ou seja, você só tem porque existe. Os discípulos pareciam não ter noção dessa realidade, porém Jesus mostrou-lhes que sobre eles estavam os cuidados divinos, enquanto eles questionavam o ter, o mestre mostrou-lhes quem cuidava deles, das suas famílias e vida, pois os cuidados divinos faziam-lhes alcançar suprimentos e longevidade, e que eles se preocupassem com o mais precioso, a busca do reino de Deus e a sua justiça em primeiro lugar, assim as demais coisas lhes seriam acrescentadas (Mt 6:25-34).

Amados, essas quatro coisas devem ser meditadas diariamente e aplicá-las no nosso cotidiano, devemos lançar aos pés do Senhor todas as nossas ansiedades (I Pe 5:7). A nossa maior riqueza e investimento deve ser no reino de Deus (Cl 3:1-10). Devemos nos contentar com o que temos, embora lutemos honestamente para alcançarmos algo melhor para as nossas famílias, mas sempre dentro da vontade de Deus, sem, contudo, se desesperar. O Apóstolo Paulo padeceu necessidades, mas aprendeu a contentar-se com o que tinha (Fp 4:12), “por isso, tendo o que comer e com que nos vestir, estejamos satisfeitos. Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e destruição, pois o dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos” (I Tm 6:8-10).

Pr. Elis Clementino - prelisclementino@hotmail.com

VERDADES IMPORTANTES A SEREM APRENDIDAS.

 

ESBOÇO 1207

TEMA: VERDADES IMPORTANTES A SEREM APRENDIDAS.

TEXTO: O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre. Lc 6:40; Jo 13:16; Jo 15:20)

Lucas descreve duas grandes verdades proferidas por Jesus, no contexto ele falou sobre o julgar as outras pessoas, em seguida falou sobre os falsos mestres. Nas mensagens proferidas por Jesus encontra-se nos dois evangelhos, três coisas importantes são mencionas, sobre elas destacarei no decorrer do assunto.

PRINCÍPIOS IMPORTANTES.

Em todas as mensagens Jesus apresentou princípios fundamentais aplicados no mundo inteiro, eles foram constituídos por Deus desde promulgação dos dez mandamentos, princípios estes que até o presente governam o mundo, todas as pessoas devem ter noção dos seus limites, e quando os desconhecem as consequências são inevitáveis. O foco maior de Jesus era os falsos mestres, ele ainda lembrou que esses princípios que já eram estabelecidos e eles não mudariam, e deveriam ser mantidos, embora as metáforas mudem, mas as mensagens são as mesmas;

(a) O discípulo não está acima do seu mestre, mas todo que for perfeito será igual a seu mestre (Lc 6:40);

(b) O servo não é maior do que o seu senhor, ora! Perseguiram o mestre quanto mais seus discípulos, a perseguição virá do mundo religioso (Jo 15:20);

(c) Nem o enviado maior que aquele que o enviou, Jesus é Senhor e devemos seguir seu exemplo (Jo 13:16).

PRINCÍPIOS QUE LIMITAM.

O que Jesus falou não deixa de ser a lei da limitação, no entanto nenhum indivíduo está acima dela, ou seja, todos estão sob a sua tutela ou proteção, mas existem indivíduos que desconhecem violando o que foi estabelecido por Deus como limites, exemplos: “Não mudes os antigos marcos divisórios de propriedade, nem invadas as terras dos órfãos” (Dt 19:14; Pv 22:28). Quando violamos quaisquer dos princípios estabelecidos por Deus as consequências são inevitáveis, entrar em uma propriedade alheia constituía-se uma violação do direito do próximo e do mandamento divino, caso acontecesse o invasor seria punido severamente, a lei da limitação era rigorosa.  A lei divina estabelecia e dava a garantia dos direitos dos cidadãos e se eles fossem violados as consequências seriam inevitáveis. Atualmente vivemos no mundo onde os direitos das pessoas são violados, o homem perdeu seus limites e por isso todos sofrem.

As dissensões acontecem em qualquer grupo social porque existem indivíduos que não conhecem o seu lugar e nem seus limites, ou não se contentam com o que é propriamente seu. Na igreja, seja ela de qualquer dominação não é diferente, existem pessoas que não conhecem o seu lugar, por essa razão acontecem as pelejas que a própria palavra de Deus condena; “De onde vêm as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vocês?” (Tg 4:1). Cada um no seu lugar, observar os princípios aplicados por Jesus é um dever, principalmente obreiros que fazem parte de algum ministério, cada um fique na vocação que for chamado “Foi você chamado sendo escravo? Não se incomode com isso. Mas, se você puder conseguir a liberdade, consiga-a. Pois aquele que, sendo escravo, foi chamado pelo Senhor, é liberto e pertence ao Senhor; semelhantemente, aquele que era livre quando foi chamado, é escravo de Cristo.” (I Co 7:20-22). Não importa a sua condição de escravo, servir a Deus é o que realmente importa. Voluntariamente nos tornamos escravos de Cristo, essa é a melhor posição para o cristão.

Para cada indivíduo Deus tem um chamado, os dons ministeriais são dados pelo Espírito Santo conforme lhe convier “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Ef 4:11,12). É preciso bom senso para que cada um fique no seu lugar, cada indivíduo deve saber quais seus limites, interferir no que pertence aos outros é violar seus direitos, assim não teremos a aprovação de Cristo.

Pr. Elis Clementino - prelisclementino@hotmail.com