sexta-feira, 14 de abril de 2023

ESBOÇO 1253 TEMA: ANDA NA MINHA PRESENÇA E SER PERFEITO.

 

ESBOÇO 1253
TEMA: ANDA NA MINHA PRESENÇA E SER PERFEITO.
TEXTO: “Sendo, pois, Abrão de idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda na minha presença e ser perfeito” GENESIS 17:1.

Deus é um ser perfeito, e do homem ele exige perfeição em todos os aspectos da sua vida, seja na conduta moral, espiritual, ou em algo que ele realize. A perfeição existe, cujo autor é o próprio Deus, ele fez o homem perfeito (Ec 7:29), embora o homem não possa voltar ao estado original de perfeição e de santidade que tinha antes da queda, porém, Deus continua exigindo dele santidade.

1. A PERFEIÇÃO.
Perfeição é aquilo que é perfeito, sem defeito e puro, embora o homem esteja longe de uma perfeição plena devido a sua natureza pecaminosa, portanto a lei moral de Deus exija do homem, tanto na esfera moral, quanto espiritual.

2. A PERFEIÇÃO É EXIGIDA POR DEUS.
Abrão tinha noventa e nove anos, quase a metade do que ele viveu quando o Senhor disse para ele “anda na minha presença e ser perfeito” (Gn 25:7,8). Andar aqui se refere viver em obediência e comunhão com o Senhor. Para Deus não importa a idade, contudo, a conduta, a fidelidade e a santidade são os desejos de Deus para conosco, andemos, pois, em santidade e justiça perante ele todos os dias (Lc 1:75). Vivemos o período da graça, e através dela as misericórdias de Deus nos garantem a oportunidade de nos aperfeiçoar, se ele exige é porque ele dá as condições, e essas são através do evangelho, e por meio dele o processo de regeneração, esse procedimento divino ocorre mediante o aprendizado da palavra de Deus, pois é um método pelo qual o homem se aperfeiçoa como a luz do sol (Pv 4:18).

Ninguém se julgue perfeito, ter uma vida de santidade nunca deve ser motivo de orgulho humano, ou seja, para que ele se ufane tomando a glória para si. A santidade é obtida com sacrifício do próprio corpo, ou seja, a renúncia das suas vontades. Jesus disse: quem quiser me seguir negue-se a si mesmo, tome a minha cruz e siga-me (Lc 9:23-25), o apóstolo Paulo também disse aos cristãos de Coríntios “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser reprovado (I Co 9:27). A negação do eu significa em não fazer as nossas vontades, porém isso resulta em muitos sofrimentos, aí, é quando se trava uma batalha espiritual dentro de nós, o Espirito combate contra a carne (Gl 5:16-17; Rm 7:15, 23; 8:5). É muita luta, só que essa luta travada não se vence com armas carnais (2 Co 10:4,5), Paulo também descreve aos crentes de Éfeso quais as armas que teremos que lutar (Ef 6:10-17), essa é a nossa verdadeira batalha. Deus não iria exigir algo como perfeição ou mesmo um fardo sem que o homem tivesse condições de carregar (I Co 10:13). O processo de santificação é uma batalha.

                Portanto, estamos vivendo dias difíceis e de muitas lutas, mesmo assim, por meio do evangelho Deus nos dá condições para que aperfeiçoemos as nossas vidas através de Cristo. O evangelho trás mudanças significativas na vida daqueles que nascem de novo, esse é um novo ponto de partida, ou recomeço de uma vida com Deus (Jo 3:3). A nossa luta continua em busca do aperfeiçoamento em todos os aspectos da vida, pois a palavra de Deus gera em nós uma nova vida (2 Co 5:17). Atualmente, Deus continua exigindo de nós “anda na minha presença e se perfeito”, seja moço ou velhos, a todos são exigidos a santificação, ela se estabelece através da separação do pecado, a única causa da separação entre Deus e o homem (Rm 3:23).

Se uma pessoa não alcançar mudanças significativas em sua vida através do evangelho, certamente está fora dele, pois quem está em Cristo nova criatura é (2 Co 5:17).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

quarta-feira, 5 de abril de 2023

ESBOÇO 1252 TEMA: BATISMO

 ESBOÇO 1252
TEMA: BATISMO.
TEXTO: MARCOS 1:3-5; MATEUS 3:6

A doutrina do batismo é uma das mais importante na bíblia, principalmente para os cristãos, as pessoas que se convertiam ao cristianismo eram batizadas nas águas, esse ato comprovaria a confissão de fé daqueles que aceitavam o evangelho de Jesus Cristo como seu salvador (At 8:26-39). Nesse comentário falarei sucintamente sobre a forma bíblica de batizar e também sobre o batismo de crianças.

BATISMO.
Esse nome se refere a um ritual que submetiam as pessoas que se convertiam ao judaísmo. João Batista pregou o arrependimento e em seguida as pessoas arrependidas se submetiam ao ato da purificação através do batismo nas águas (Mt 3:5-7). O batismo de João fazia parte da preparação do ministério de Jesus, ele foi capaz de prever conforme (Mt 3:11), posteriormente Jesus foi ter com João para ser batizado pelo batismo de João (Mt 3:13). O batismo no cristianismo é um testemunho e confissão de fé, ele é um dos maiores símbolos de mudança, é ressurgir das águas, é morrer para o mundo e viver para Deus. A pessoas são batizadas em o nome de Jesus (At 2:38).

FORMA BÍBLICA DE BATIZAR
Como dissemos anteriormente, o ato de batizar é antigo, e sempre considerado um ato de purificação. Os cristãos primitivos eram batizados pelos discípulos dando sequência ao batismo de João Batista, pelo qual o próprio Jesus foi batizado. Dos crentes convertidos em Samaria (At 8:12); O eunuco em Etíope (At 8:35-39); Saulo de Tarso (At 9:19); Lídia de Tiatira (At 16:15); O carcereiro de Filipos e sua família (At 16:33); dos crentes de Corinto (At 18:8); dos discípulos em Éfeso (At 19:5). Nestas citações observamos como era realizada a cerimônia batismal, para o ato batismal era necessário água em abundância (At 8:36), leve em consideração que se o batismo fosse apenas por aspersão, João Batista não teria ido a Salim (Jo 3:23) onde havia muitas águas, tanto o batizando com o celebrante desciam as águas (Mt 3:16; At 8:39), se saiam das águas era porque haviam entrado, no batismo por imersão ambos descem as águas. O batismo se dava imediatamente após a conversão (At 16:14-15,33), o mesmo acontece com Lídia e o carcereiro de Filipos.

REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA SER BATIZADO.
Para que uma pessoa fosse batizada eram necessários três elementos indispensáveis para que ele fosse realizado (1) Crer; (2) Arrepender-se; (3) Aceitar seguir a Cristo. Até a presente data muitas igrejas cristãs exigem esses requisitos para que o convertido seja batizado em o nome de Jesus. Algumas pessoas afirmam que o batismo deve ser em água corrente, mas isso não é bem assim, o batismo pode ser realizado desde que haja água suficiente para que aconteça a imersão, ele pode ser realizado no mar, no rio, num lago ou em tanque batismal.

MODO DE BATIZAR
O cristão deve ser deitado de costas para as águas, o crente testemunhará publicamente como falei anteriormente ser “um testemunho público” na presença de todos, também a conscientização da importância do ato, sempre enfatizando que simboliza morrer para o pecado e o mundo e viver para Deus. Esse ato é a morte da velha natureza ou do velho homem, isso evidencia uma regeneração absoluta (I Co 5:17). Alguém pode perguntar de onde João tirou a ideia de batizar nas águas se no AT não havia essa prática? O batismo com água no antigo testamento era um ato de purificação, isso era feito através da aspersão de água.

BATISMO DE CRIANÇAS É BÍBLICO?
Não! Porque o batismo é um ato de fé e deve ser feito após a conversão ao evangelho, é nascer de novo, uma prova de arrependimento, cada pessoa é responsável pelos seus atos, no entanto as crianças não são responsáveis pelos seus atos, além disso, são ingênuas, ou seja, sem nenhuma maldade, são humildes ou desprovida de ambição, a prova da sua inocência foi dada por Jesus ao por uma criança no meio dos discípulos (Mt 18:19).

Amados o batismo é para todos quando se convertem ao evangelho e desejam fazer parte da comunhão com os irmãos, há muitos que se recusam a ser batizados, mas se é para ser discípulo de Cristo que seja por completo aceitando e submetendo-se ao batismo. Para os que são batizados nas águas esse ato causa uma profunda alegria, é uma confirmação da obra de Cristo.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

sábado, 1 de abril de 2023

ESBOÇO 1251 TEMA: O PODER DAS PALAVRAS

 

ESBOÇO 1251
TEMA: O PODER DAS PALAVRAS
TEXTO: MATEUS 12:36-37

As nossas palavras são meios pelos quais nos comunicamos com as outras pessoas, esse jeito de nos comunicar originou-se de Deus, por ser o homem uma criatura especial. É através das palavras que expomos as nossas vontades e sentimentos. Veremos neste assunto o poder das nossas palavra e o que elas podem causar nas pessoas.

I. O PODER DAS PALAVRAS.
1. As palavras podem causar efeitos em nossa mente, nos nossos relacionamentos, dependendo da forma como ela é expressa e aceita, elas podem influenciar na nossa estrutura emocional e espiritual, por isso precisamos ter muito cuidado com as nossas palavras.

2. Conforme o nosso nível espiritual as nossas palavras podem vir carregadas de iras e influenciadas pelo mal, podendo causar infortúnios ou maldições nas pessoas, elas também podem vir carregadas de coisas boas advindas de Deus para os nossos corações e abençoarmos as pessoas. Na bíblia temos vários exemplos de pais que amaldiçoaram e outros que abençoaram seus filhos, assim, as pessoas tem a capacidade, tanto de amaldiçoar quanto abençoar, pessoas e coisas.

3. As maldições são expressas através das palavras imprecatórias, palavras que lançam maldições, desgraças, ou seja, as conhecidas pragas. Há alguns Salmos que expressam imprecações, mas apenas destacaremos dois (Sl 58:6; 59:13), nesses Salmos as pessoas rogam o castigo divino sobre seus inimigos. As imprecações nem sempre aconteciam, principalmente quando eram dirigidas ao povo de Deus. Balaão foi contratado para amaldiçoar o povo de Deus e não pode (Nr 22: 2,10-26; Sl 91:10,11), embora na lei de Moisés o mal seria pago com o mal, ou seja, dente por dente, olho por olho (Ex 21:24). Não se deixem ser influenciado pelos Salmos imprecatórios, ou seja,  “Não deixe que os Salmos imprecatórios moldem a sua ira”.

4. As nossas palavras podem fechar e abrir portas, dependendo de como às verbalizamos, por isso as nossas palavras devem ser comedidas antes de ser verbalizadas ou ditas (Pv 29:20; Tg 1:19). A voz do tolo é conhecida pela multidão de suas palavras (Ec 5:1-7).

II. AS PALAVRAS DESCREVEM O QUE HÁ NO CORAÇÃO.
O que há em nossos corações são conhecidos através das nossas palavras e ações (Pv 16:23-24; 18:21; Mt 12:37). Os escribas e fariseus questionavam por não verem os discípulos lavarem as mãos, porém Jesus mostrou-lhes dizendo: “O que sai do homem isso contamina o homem. Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as formicações, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem (Mc 7:20-23). O maior problema não era o que dizia a tradição “lavar as mãos”, havia algo muito mais grave, a impureza do coração.

III. AS PALAVRAS PODEM EXERCER INFLUÊNCIA NO SOBRENATURAL.
As palavras podem influenciar na natureza e no sobrenatural. Na antiguidade houve profetas que influenciaram na natureza através das suas palavras, entre eles estão, Elias e Eliseu. Jesus passou por uma figueira e não encontrou figos e a amaldiçoou (Mc 11:12-33), no entanto, duas coisas eu entendo nesse texto, o poder das palavras e o poder da fé. Conforme a fé, as nossas palavras podem realizar grandes milagres, ao voltar de viagem pelo mesmo caminho, os discípulos viram que a figueira havia secado, eles ficaram admirados, mas aí houve a oportunidade de Jesus dar-lhes uma importante lição sobre o poder das palavras e o da fé dizendo: “Porque a fé que você tem é pequena. Eu asseguro que, se vocês tiverem fé como um grão de mostarda, poderão dizer a este monte: Vá daqui para lá, e ele irá. Nada será impossível para vocês” (Mt 17:20). Muitos milagres foram realizados também pelos apóstolos Pedro, João e Paulo, através da palavra e da fé.

IV. AS PALAVRAS PODEM INCENDIAR UM BOSQUE.
Quão poderosas são as nossas palavras. Eu falei anteriormente que precisamos ponderar as nossas palavras, pois, elas são tão poderosas e capazes de incendiar um bosque. O apóstolo Tiago descreveu muito bem o que a língua é capaz (Tg 3:1-18), é uma grande lição para nós cristãos, não há em nós duas fontes, uma de água doce e outra de água salgada. As nossas palavras podem nos tirar o sono, a paz e levar até a morte através do poder da língua, é logico que a língua é um membro que forma os sons que correspondem a fala, cuidado para não falar demais (Pv 18:21).

                Amados, as nossas palavras tem poder e depois e depois de verbalizadas não tem como voltar, palavras ditas jamais apagadas, principalmente quando são propagadas como mal notícias. Sejamos sensatos e cautelosos na nossa maneira de se expressar de forma verbal, porque não sabemos qual o entendimento que as pessoas terão sobre o que falamos, cada indivíduo tem a sua própria interpretação. As nossas palavras podem incendiar um bosque, porque elas têm poder e seus efeitos podem causar estragos duradouros, saiba, porém, que os nossos ouvidos provam as palavras assim como o paladar prova a comida (Jó 34:3). Estejamos certos que as nossas palavras serão julgadas, elas podem ser aprovadas ou reprovadas. Ana na sua oração em louvor a Deus pela sua vitória ela disse: Não multipliqueis palavras altivezas, pois o Senhor pesa as nossas obras (I Sm 2:3). Jesus disse que toda palavra frívola que pronunciarmos havemos de prestar conta diante de Deus (Mt 12:36,37). Uma palavra dura suscita ira, mas a palavra branda desvia o furor (Pv 15:1-4), portanto devemos ter muito cuidado, não no que ouvimos, mas no que falamos, seja cedo no ouvir e tardio no falar (Tg 1:19). Irmãos ponderem bem o que fala, pois, as suas palavras tanto podem destruir, quanto edificar.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

 

 

 

segunda-feira, 27 de março de 2023

 

ESBOÇO 1250
TEMA: DÍZIMOS E OFERTAS, UMA DISCIPLINA ABENÇOADORA.
TEXTO: MALAQUIAS 3:10

A bíblia revela que desde os tempos mais remotos a existência das ofertas e dízimos, algo que se oferecia a Deus por aquilo que recebia como dádiva divina, assim os dízimos e as ofertas foram postos em prática por aqueles que servem a Deus.

I. O QUE É O DIZIMO?
Definição: No A.T. encontramos duas palavras que definem o Dízimo: Asar, que significa “décima parte” (Gn 28.22; Dt 14.22; I Sm 8.15,17); e a palavra Maaser, que também significa “décima parte” (Gn 14.20; Dt 12.6,11; Ml 3.8,10). No N.T. existem duas formas verbais e uma nominal: Dekatóo, que significa “dar a décima parte”, “dizimar” e aparece apenas por duas vezes (Hb 7.6,9); Apodekatóo, que também significa “dar a décima parte”, “dizimar” (Mt 23.23; Lc 11.42; Hb 7.5); e a palavra Dekáte, que significa “décimo” e aparece apenas em (Hb 7.2,4,8,9).

O dizimo é antes da promulgação da lei de Moisés, ele é a décima parte, é uma doação, ou oferta de um décimo da sua renda para que seja aplicado nos serviços que se faz para Deus. Desde a antiguidade o Senhor ordenou que o seu povo desse um décimo de tudo o que recebessem devolvessem para o seu serviço, ainda hoje o cristão que reconhece isso tem o prazer em dar o dízimo. Os primeiros homens ofertavam as primícias daquilo que produziam, podemos citar Abel (Gn 4.1-5), que ofereceu ao Senhor o que havia de mais excelente no seu rebanho. O patriarca Abraão (Gn 14.20), ancestral de Israel, entregou o dízimo a Melquisedeque, pois o dizimo fazia parte do culto e da estrutura da fé daqueles que servem ao Senhor.

Podemos, então, dizer que a palavra dízimo significa “décima parte de uma importância ou quantia”. O Dízimo é uma oferta entregue voluntariamente à obra de Deus, constituindo-se da décima parte da renda do adorador: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes”. (Ml 3.10). É um ato de amor e adoração que devotamos àquele que tudo nos concede.

II - TUDO O QUE SOMOS E TEMOS ATRIBUÍMOS A DEUS.
Antes de contribuir o crente precisa saber que Deus é a única fonte de todo bem, podemos descrever da seguinte maneira: 1. Somos seus filhos: Todas as pessoas pertencem a Deus por direito de criação (Sl 24.1). Nós cristãos, temos algo mais: Pertencemos à Deus por criação, redenção, e adoção através da nossa fé em Jesus: “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome” (Jo 1.12); 2. Ele nos dá todas as coisas: Na condição de filhos, Deus nos dá todas as bênçãos espirituais de que precisamos (Ef 1.3; Fp 4.19; Tg 1.17) e também nos confere as bênçãos materiais. No Pai Nosso, lemos: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mt 11.6). As pessoas ateias, ou seja, as que não acreditam em Deus têm a sua permissão de usufruir dos seus bens, porém aqueles que creem em Deus desfruta de maneira conscientes e reconhecendo que tudo provém de Deus. Davi reconhecia isto quando disse: “Porque tudo vem de ti, e da tua mão to damos (I Cr 29.14b)”.

III – A SALVAÇÃO OPERA O DESEJO DE CONTRIBUIR.
A salvação desperta no crente o desejo de participar também da responsabilidade financeira da obra de Deus. A mesma graça que opera a salvação na vida do crente (Ef 2.7,8) também desperta nele a vontade de contribuir (II Co 8.1-5).
 
IV - O QUE SÃO OFERTAS?
1. Definição: Diversos termos definem a palavra oferta no A.T. Um dos mais citados é Terûmãh, e significa “oferta alçada, oferta ou oblação”. Este termo é encontrado cerca de 70 vezes no A.T. e é encontrado pela primeira vez em (Ex 25.2). Ofertas são doações voluntárias, apresentadas a Deus em agradecimento pelos imerecidos favores dele recebidos (Ex 35.29; 36.3; Lv 7.16; 22.18). No Antigo Testamento, funcionavam como culto em ação de graças (Lv 5.14); 2. O contexto de Ml 3.8,10: o texto de Malaquias 3.10 não fala apenas de dízimos, mas também de ofertas. O crente fiel não se limita apenas a dizimar; ele também sabe ofertar com liberalidade (Rm 12.8) “Ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria”. A liberalidade em ofertar parte do pressuposto de honrar ao Senhor em tudo, pois quem oferta a Deus sabe que mais “bem aventurado é dar do que receber” (At 20.35).

V - A CONTRIBUIÇÃO NO MODELO DA IGREJA PRIMIRIVA
1. O NT mostra-nos o modelo apostólico de contribuição, que segue no quadro demonstrativo: A contribuição foi ratificada por Cristo: No NT a igreja continua a praticar a contribuição que foi estabelecida por Deus antes da Lei, pois o próprio Jesus a ratificou (Mt 23.23) e os apóstolos a ensinaram (II Co 9-6.11; I Co 9.7-14).

2. A regularidade na contribuição: A igreja primitiva contribuía com regularidade, “Não com tristeza ou por necessidade” (II Co 9.7). A contribuição abrange “cada um”: Não somente uma parte da igreja contribuía, porém todos cooperavam para o progresso da obra de Deus. (I Co 16.2). A contribuição é voluntária: “Deram voluntariamente” (II Co 8.3). Tudo na obra de Deus é feito na base da voluntariedade (Fm 14).

3. A contribuição deve ser entregue à igreja: O crente não tem autonomia para administrar os dízimos e ofertas, pois a Bíblia diz: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro” (Ml 3.10). A casa de Deus é a igreja (I Tm 3.15) onde estão aqueles que Deus escolheu para que administrem as finanças. A contribuição visa a ajuda mútua: A Bíblia fala que os crentes em Jerusalém vendiam suas propriedades, e punham o valor delas “Aos pés dos apóstolos” (At 4.36,37; 5.1,2). A contribuição visa o sustento e pecúnio dos obreiros: No modelo neotestamentário, as contribuições representam a base da obra evangelizadora, como a subsistência dos que servem à Deus em tempo integral. Deus havia ordenado: “Aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho” (I Co 9.14). A contribuição visa suprir as despesas da obra: O apóstolo Paulo primava pela contribuição e lisura na administração financeira, para que as necessidades fossem supridas sem desperdício (II Co 8.13,14 11.9).

VI - OS MALES DO AMOR AO DINHEIRO.
É evidente que o dinheiro é a causa de muitos males nesse mundo, por essa razão podemos entender até aonde ele pode levar o indivíduo que o ama (I TM 6.10).

1. Leva o homem a esquecer-se de Deus: (Dt 8.11) “Guarda-te que não te esqueças do SENHOR teu Deus, deixando de guardar os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus estatutos que hoje te ordeno…”.

2. Faz com que se deixe de confiar em Deus: (Pv 30.9b) “Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o SENHOR.”.

3. Sufoca a Palavra de Deus no coração: (Mc 4.19) “Mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera.”.

4. Faz descansar na insegurança das riquezas: (“Pv 23.4-5”) “ Não te fatigues para enriqueceres; e não apliques nisso a tua sabedoria”. Porventura fixarás os teus olhos naquilo que não é nada”? porque certamente criará asas e voará ao céu como a águia.”.

5. Leva ao orgulho: (Pv 28.11) “O homem rico é sábio aos seus próprios olhos, mas o pobre que é entendido, o examina.”.

6. Leva à ganância: (Pv 5.10) “Para que não farte a estranhos o teu esforço, e todo o fruto do teu trabalho vá parar em casa alheia;”.

VII - BÊNÇÃOS ADVINDAS DA FELICIDADE EM DIZIMAR.
1. O devorador é repreendido: “E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos”. (Ml 3.11). O devorador pode ser várias circunstâncias adversativas, que acometem os infiéis no dízimo, mas, para o fiel há livramento.

2. O testemunho das nações: “Todas as nações vos chamarão felizes, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 3.12). Este texto ensina que a fidelidade no dízimo traz ao crente um elevado conceito por parte de todos.

3.  Vitória sobre a avareza: “Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus” (Ef 5.5). A atitude correta em relação ao dízimo permite ao crente vencer sentimentos negativos como a avareza e o egoísmo.

4.  Disposição de Deus em nosso favor: “Tornai vós para mim, e eu tornarei para vós, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 3.7). Nossa atitude de voltar-se para Deus permite que Ele se volte para nós. Isto nos mostra que o tema dos dízimos e das ofertas faz parte do elenco das grandes virtudes cristãs.

De acordo com estas verdades, concluímos que os Dízimos e as Ofertas fazem parte de um sublime propósito, que é segundo a sabedoria de Deus. Estas contribuições põem o multimilionário e a pessoa mais pobre da igreja em pé de igualdade diante de Deus. Entregando os Dízimos e as Ofertas da sua renda, ambos estão dando a mesma coisa e receberão recompensa, não pela quantia que ofertaram, mas pela fidelidade em obedecer a Deus.

BIBLIOGRAFIA:
As Grandes Doutrinas da Bíblia - Raimundo de Oliveira (CPAD) / Lições Bíblicas (CPAD)
Pequena Enciclopédia Bíblica - Orlando Boyer (CPAD) / Bíblia de Referência Thompsom (VIDA)
Teologia Sistemática - Eurico Bergsten (CPAD) / Dicionário Teológico - Claudionor Correia de Andrade (CPAD)

Pr. Elis Clementino -prelisclementino@hotmail.com

 

ESBOÇO 1249 - A MALDADE NO CORAÇÃO DO HOMEM.

 ESBOÇO 1249
TEMA: A MALDADE NO CORAÇÃO DO HOMEM.
TEXTO: GENESIS 4:5; 6;1-11.
 
A maldade no coração do homem começou logo após a sua queda no Éden, daí surgiram os frutos do seu pecado e consequentemente passando a todos os homens (Rm 5:12). O pecado passou a dominar o coração humano, o tornando cada vez mais um ser imprevisível nas suas atitudes. Falarei ligeiramente sobre a queda do homem, o pecado e a natureza humana, o engano do coração, e os limpos de coração.
 
O PECADO E A NATUREZA HUMANA.
Após queda, o homem se tornou vulnerável as tentações, o mal se enraizou no seu coração e Deus viu que a maldade se espalhou pela terra e se multiplicou (Gn 6:5; Gn 8:21,22). O homem continua pecando até o presente século. Nada se sabe o que se passa no coração do ser humano, seus projetos e pensamentos, e nem o porquê de ele mudar a todo instante, mas se sabe que é em ação a sua natureza pecaminosa (Gn 6:1-11; Rm 7:19-20). O homem não se importa em pecar, por isso Deus o entregou aos sentimentos perversos (Rm 1:28-31). Não há privilegiado em relação ao pecado, todos, tanto judeus como gregos pecaram (Rm 3:9-19).

O homem não é pecador porque peca, mas porque ele é pecador, o pecado passou a fazer parte da sua natureza como eu disse antes, pois tudo quanto é má saí do coração (Mc 7:21-23). Paulo escreveu aos romanos o seguinte: “Porque não faço o bem que eu quero, mas faço o mal que não quero, esse faço. Mas se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o fez, e sim o pecado que habita em mim” (Rm 7:19-20). Ninguém escapou da ação do pecado, todos nós estávamos mortos em nossos delitos e pecados, mas Cristo veio com a finalidade de fazer com que o homem revivêssemos para Deus (Tt 3:3; Ef2:1-3).

O ENGANO DO CORAÇÃO.
Enganoso é o coração do homem, Jeremias descreveu que o coração é perverso e ninguém conhece (Jr 17:9), ele maquina pensamentos viciosos, são como pés que se apressam para o mal (Pv 6:18). Do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias (Mt 15:19), de maneira que ninguém escapa dessa realidade. O pecado é um abismo que chama outro abismo (Sl 42:7), ou seja, os pensamentos maus crescem a cada dia quando os alimentamos. “Quanto mais abominável e corrupto é o homem, e que bebe da iniquidade como água?” (Jó 15:16; Sl 14:1-4; 53:2).

OS LIMPOS DE CORAÇÃO.
A purificação do coração acontece quando ele lavado pela palavra de Deus, o profeta Jeremias conclamava o povo para que ele lavasse o coração das suas malicias e não permanecessem na iniquidade (Jr 4:14). A palavra de Deus é água que limpa e purifica (Jo 15:3; 17:17; Ef 5:26; Hb 10:22), pois não há outra maneira “Quem poderá dizer: Purifiquei o meu coração, estou limpo de meu pecado? (Pv 20:9). Jesus disse que somente os limpos de coração verão a Deus (Mt 5:8), portanto, somente aqueles que são limpos de mãos e puro de coração e que não entrega a sua alma a vaidade será graciosamente abençoado (Sl 24:4; Jó 17:9; Sl 73:1).

                Portanto, toda a maldade dos nossos corações deve ser contida, pois cabe a nós mesmos dominá-lo (Gn 5:6,7). A nossa consciência deve estar limpa tanto para com Deus, quanto para com os homens (At 24:16). A conduta cristã é uma carta “Porventura começamos outra vez a louvar-nos a nós mesmos? Ou necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de recomendação de vós? Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens” (2 Co 3:1,2). Aos cristãos de Coríntios Paulo diz: vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens. Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas do coração. Amados, sejamos verdadeiramente convertidos, vivendo com astros no mundo, assim brilhe a vossa luz (Fp 2:14-15).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com