quarta-feira, 23 de agosto de 2023

ESBOÇO 1304 OS CAMINHOS E PENSAMENTOS DE DEUS.

 

ESBOÇO 1304

ASSUNTO: OS CAMINHOS E PENSAMENTOS DE DEUS.

TEXTO: ISAÍAS 55:8,9

Literalmente, há caminhos que conhecemos porque já percorremos por ele, são caminhos que nos levaram e levam a alguns lugares, mas existem outros caminhos que são puramente espirituais. Irei comentar de maneira sucinta sobre os caminhos e pensamentos de Deus.

I.                    OS CAMINHOS DE DEUS.

a.       Os caminhos de Deus para o homem são caminhos cheios de decorrências, algumas ruins, outras boas, embora as ruins contrariem os pensamentos do homem, mas isso é natural, porém, cada um deve entender e considerar que existe a vontade permissiva do Senhor, ou seja, ele permite que certas ocorrências aconteçam, mas com objetivos e um deles é controlar e conduzir certos processos até que se cumpra no indivíduo seus desígnios.

b.      Os caminhos do Senhor na tempestade e na tormenta, “O Senhor tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, as nuvens são o pó dos seus pés” (Na 1:3). Para Deus não importa, para ele não há caminhos tenebroso e nem difíceis, ele está acima de tudo.

c.       O Senhor conhece e observa o caminho dos homens e a maneira como eles procedem (Jó 2:3; 34:21; Sl 37:23-24; 33:18; Pv 15:3). Para o justo por mais tenebrosos e obscuros que forem esses caminhos contribuem para o bem (Rm 8:28).

II.                  OS PENSAMENTOS DE DEUS.

a.      Os pensamentos de Deus são impenetráveis (Rm 11:33-36; I Co 2:16).

b.      Os pensamentos de Deus não são revelados a todos, mas aos seus servos, ou a quem ele queira revelar (Gn 18:17; Nr 12:8; Am 3:7; Jo 15:15; I Co 2:10).

c.       As particularidades que ele tem para com cada um dos seus servos não é compartilhado com ninguém, pois é uma prerrogativa somente para aqueles que lhes servem (Sl 25:14-15). Nenhuma pessoa se valha dessa prerrogativa para se promover.

d.      Os pensamentos de Deus a respeito do seu povo é o melhor (Jr 29:11-13).

III.                INCAPACIDADE HUMANA DE COMPREENDER.

Devido as nossas limitações somos impossibilitados de compreender os caminhos e os pensamentos de Deus, eles transcendem a mente humana, pois quem conheceu a mente do senhor (Rm 11:34; I Co 2:16; Is 40:13). Os caminhos e pensamentos de Deus são semelhantes ao caminho do vento (Ec 11:5; Jo 3:8).

IV.                AS PARTICULARIDADES DIVINAS.

Para cada indivíduo Deus têm uma particularidade, ele conhece e trata a cada um de maneira diferenciada, pois é importante saber que todo ser criado por ele tem um registro, o DNA, ninguém é igual, pois ele conhece a todos desde ainda informe, e cada um com o seu DNA próprio (Sl 139:13-16). DNA é um tipo de ácido nucleico, onde estão armazenadas todas as informações do indivíduo, é uma espécie de banco de dados. Deus nos conhece como numa palma da mão, em cada indivíduo há o seu registro.

V.                  AS METODOLOGIAS DIVINAS.

Os métodos pelos quais Deus submete o homem podem ser dolorosos e duradouros, até que ele se concretize a sua vontade no homem, isso faz parte da metodologia divina, embora contrarie a vontade do homem, mas o que se deve fazer? O mínimo que ele possa fazer é se entregar os seus caminhos a Deus (Sl 37:5), e esperar que as promessas dele se cumpram, elas são firmes “Deus não é o homem para que minta, nem o filho do homem para que se arrependa. Acaso ele fala e deixa de agir? Acaso ele promete e deixa de cumprir? (Nr 23:19; Js 1:3; Is 66:9-14; Hb 6:18). Deus fez promessas de prosperidade e santificação para o seu povo (Dt 28:1-10). Em Cristo as promessas de Deus são confirmadas (2 Co 1:20).

Porquanto, não estranheis as provações, os caminhos de Deus não são os nossos caminhos, nem os seus pensamentos, os planos de Deus para você fazem parte da relação entre ele e você, mais saiba, porém, ele não provará além das forças (I Co 10:13). Muitas vezes somos trabalhados e lapidados com finalidades especificas, isso faz parte do trabalho do oleiro, ele amassa o barro para que seja retirada a impureza (Is 64:8; Jr 18:1-6). Enquanto estamos sendo amassados as particularidades de Deus vão se revelando, por isso devemos ficar quieto e esperar no resultado do trabalhar de Deus.

Pr. Elis Clementino.

quinta-feira, 17 de agosto de 2023

ESBOÇO 1303 FIDELIDADE X CONIVÊNCIA.

ESBOÇO 1303 *
TEMA: FIDELIDADE X CONIVÊNCIA.
TEXTO: I CORÍNTIOS 4:2; I TIMÓTEO 5:22.
Autor: Pr. Elis Clementino.
 
Introdução:
A fidelidade é uma virtude cristã essencial, que deve ser cultivada em todas as áreas de nossa vida. No entanto, a fidelidade verdadeira não é simplesmente uma lealdade cega ou uma conformidade passiva diante de qualquer situação. Em muitos momentos, ela exige discernimento, coragem e, acima de tudo, compromisso com a justiça. O que ocorre, muitas vezes, é que a lealdade, quando mal orientada, pode se transformar em conivência com o erro, e isso é um risco real, especialmente no contexto da liderança cristã. A Bíblia nos ensina que a fidelidade a Deus e aos outros deve ser pautada pela verdade e pela justiça. Um exemplo clássico disso é o confronto do profeta Natã com o rei Davi. Mesmo sendo um servo fiel, Natã não hesitou em confrontar o pecado de Davi, fazendo-o enxergar sua falha e levando-o ao arrependimento. Esse episódio nos desafia a entender que a verdadeira fidelidade não é omitir ou compactuar com o pecado, mas, sim, buscar restaurar e corrigir com amor e sabedoria. Neste esboço, vamos explorar como a fidelidade e a conivência são conceitos distintos e como podemos, como líderes e servos de Cristo, aplicar discernimento para manter nossa fidelidade sem cair na armadilha da conivência.
 
I. Conciliando os textos.
Os textos escolhidos 1 Coríntios 4:2 e 1 Timóteo 5:22 destacam a importância da fidelidade e da prudência no exercício de responsabilidades espirituais. O primeiro fala da necessidade de fidelidade no serviço ao Senhor, enquanto o segundo versículo Paulo adverte a Timóteo para que não se precipite ao delegar responsabilidades, principalmente sobre a imposição de mãos, para que posteriormente não se envolvam e sejam coniventes com os pecados alheios.
 
II. O que é a prudência?
ü  A prudência é a virtude que nos faz prever insatisfação e as consequências das nossas ações. Este assunto é muito delicado e requer muito cuidado ao ser ministrado, porque nele eu abordo a fidelidade na liderança cristã, pois não sabemos qual será a reação se for interpretado de maneira pejorativa por alguns líderes. Portanto, é fundamental a cautela, considerando o tempo e o modo (Eclesiastes 3:7). Eles são essenciais para uma abordagem sobre o assunto.
     o   Aconselho que os obreiros mais novos sejam cautelosos, evitando conflito ao expor determinados assuntos, não sendo ainda o tempo, evitando certos julgamentos. Ouvir é agir com prudência. O que você não pode falar hoje, certamente poderá no futuro, quando é considerada a idoneidade.
     o   A sabedoria e a prudência são necessárias para a vida cristã, principalmente no convívio cristão, elas devem ser buscadas por meio da oração (Tiago 1:5). Se houver alguma dúvida em alguma situação, sempre é bom consultar o seu mentor.
 
III. O que é fidelidade?
ü  Existem alguns sinônimos de fidelidade, como constância e lealdade. Essas qualidades podem ser encontradas em diferentes pessoas, sejam elas líderes ou subordinados, e em várias camadas da sociedade.
     o   Exemplo: os mordomos ou administradores de bens dos seus senhores, ou dispenseiros, se achem fiéis (I Coríntios 4:2). Nada isenta um servo da sua prestação de contas (Mateus 18:23-35), da mesma forma acontecem aos líderes, principalmente espirituais “Senhores, tratem os seus servos com justiça e com equidade, sabendo que também vocês têm um Senhor no céu." (Colossenses 4:1). Considerando a atualidade, parece que esse ensino de Paulo envelheceu, nos dá a entender que parece não haver mais Senhor no céu para certos líderes.
     o   Até onde deve ir à fidelidade de um servo?
Todas as ações humanas têm seus limites; esse é o marco que indica até onde ele pode ir com a sua fidelidade na qualidade de servo. A relação de confiança deve existir até que não haja um motivo para a quebra dessa relação (Amós 3:3; Provérbios 25:19; Lucas 16:10; Eclesiastes 4:9-10; Mateus 18:15). Esses versículos refletem a importância da confiança e os limites que podem levar à quebra de um relacionamento. A fidelidade sempre foi cobrada pelos líderes. Os escribas e fariseus exigiam dos outros, mas não praticavam (Mateus 23:23); portanto, os que pregam a justiça e a verdade devem ser exemplos. É de infinita importância considerar a menor imperfeição em si do que ver dez mil defeitos graves nos outros. “Tem cuidado de ti mesmo” (1 Timóteo 4:16; Gálatas 6:1). A nossa conduta pessoal pode ter impacto negativo ou positivo nas outras pessoas, principalmente no líder.
 
IV. O que é ser conivente?
É ser cúmplice ou concordar com um ato praticado por alguém, principalmente quando não se faz algo para evitar um ato ilegal de um companheiro ou liderança. Quando a pessoa está ligada a este ou aquele que praticou um ato ilegal ou criminoso, expressa a sua cumplicidade: “E não vos associeis às obras infrutuosas das trevas, antes, porém, reprovai-as.” (Efésios 5:11). Na atualidade, muitos servos se tornaram cúmplices pelos favores pessoais; isso é muito ruim para a saúde espiritual da igreja. Aconselho que os líderes sejam comedidos em suas ações para que a igreja não seja envergonhada. Mas também exorto para que ninguém ponha as mãos precipitadamente, acusando como muitos fazem, expondo nas redes sociais sem comprovação, e mesmo que comprove os fatos, isso é perigoso, porque vem o escândalo. “Não imponhas as mãos, precipitadamente, sobre alguém, nem participes dos pecados dos outros; conserva-te, pois, em pureza de vida” (I Timóteo 5:22).
 
Aplicação para o exercício da liderança:
Prudência, peça a Deus discernimento, principalmente nas decisões difíceis, consulte a palavra de Deus.
Quando corrigir, verifique o momento apropriado, evite impulsividade nas palavras, que elas sejam temperadas com sal (Colossenses 4:6).
Seja transparente, não somente em relação à comunicação, mas na administração. Corrija seus próprios erros quando necessário.
 
V. Exemplo de fidelidade na liderança espiritual.
Deus requer dos seus dispenseiros que se ache fiel. “Além disso, requer-se dos dispenseiros que cada um deles seja encontrado fiel.” (1 Coríntios 4:2). Paulo destaca a importância da fidelidade como uma qualidade essencial para aqueles que têm a responsabilidade de administrar o que lhes foi confiado. Um gestor deve passar confiança aos servos por meio da sua vida exemplar, principalmente em relação à sua integridade. Quando fechamos os olhos ou apoiamos algo errado de alguém, nos tornamos cúmplices e, consequentemente, escravos, e, para que isso não aconteça, muitos servos têm se afastado dos seus senhores. (A fidelidade é o ponto de partida para se obter sucesso ministerial) - Paulo mostra ao jovem Timóteo o padrão para esse sucesso (1 Timóteo 4:12). O testemunho e vida de Paulo foi e continua sendo um espelho para os novos obreiros (Atos 20:18). As divergências entre líderes e servos fazem parte do contexto da liderança, isso é normal, porém discordar não significa quebra de fidelidade, porém muitos líderes não entendem assim, ou seja, você só será fiel se concordar com tudo que o líder fizer.
 
Conclusão:
Portanto, tanto na qualidade de líder quanto de servo, ambos têm responsabilidade. Um servo será honrado quando desempenha a sua função com dignidade e colabora em prol da causa, porém ele não é obrigado a compartilhar das injustiças praticadas pelo seu líder. A fidelidade tem limite, ou seja, até quando eu devo ser fiel à minha liderança? Eu digo o seguinte: até enquanto ele praticar a justiça, porém, caso esse líder prevarique, não demonstre apoio, embora haja consequências por reprovar algum ato ilícito do seu líder, isso pode resultar em separação, mas não se constitui infidelidade, assim você não se torna cúmplice. O líder espiritual tem uma responsabilidade que vai muito além da administração de uma empresa, isso porque está inserido na sua administração o destino espiritual daqueles que são liderados por ele (Hebreus 13:17; I Pedro 4:5).

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

ESBOÇO 1302 A CONFIANÇA EM DEUS NOS MANTÉM FIRME.

 

ESBOÇO 1302

ASSUNTO: A CONFIANÇA EM DEUS NOS MANTÉM FIRME.

TEXTO: ROMANOS 8:31-39.

Sempre ressaltamos para que os cristãos façam uso da sua fé, ela é a visão daquilo que não enxergamos com os nossos olhos naturais. A fé nos leva a ter a visão do sobrenatural, coisas que os olhos naturais jamais contemplarão. Falaremos brevemente sobre a nossa confiança em Deus.

I.                    DEFINIÇÃO DE CONFIANÇA.

A fé é definida pelo escritor aos hebreus como o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem. (Hb 11:1). Essa fé nasce no indivíduo através da palavra de Deus, ela gera a fé “a fé vem pelo ouvir” (Rm 10:17). A fé não é vista, ela é sentida e vista em alguém através das nossas ações, das orações, das imposições de mãos, entre outros.

II.                  AS NOSSAS LIMITAÇÕES.

Devemos entender que mesmo sendo o homem um ser limitado ele não é impossibilitado de fazer uso da sua fé, as limitações sempre existirão devido o material com que fomos formados “o barro”, por essa razão a nossa fé é dependente da palavra de Deus. Todos nós estamos sujeitos a sofrermos diante das circunstâncias desfavoráveis, mesmo que elas abalem a nossa estrutura emocional causando em algumas ocasiões prostrações, isso é muito comum nas pessoas, momentos assim, independem da sua religiosidade, todos nós somos submetidos ao tempo e os acasos (Ec 9:11). A diferença está na fé em Deus, ele nos possibilita há uma vida vitoriosa.

III.                PERSONAGENS BÍBLICAS QUE SOFRERAM PROSTRAÇÕES.

Em algumas ocasiões as prostrações alcançam algumas pessoas como disse anteriormente, não importa a sua vida devocional ou religiosidade. Houve pessoas que chegaram ao ponto de pedirem a morte para si, esses personagens foram: Moisés, Elias, Jó, Jonas, Rebeca, Jeremias e Davi, e muitos outros, entendemos que esses homens eram altamente religiosos e tementes a Deus, mas como disse anteriormente, o abatimento atinge a todos. Cada um deve se fortalecer na graça divina para suportar e superar tudo aquilo que venha desafiar a sua fé. Revestir-se das armaduras de Deus (Ef 6:10-18). Essa é a melhor maneira de enfrentarmos as adversidades, e as astutas ciladas do diabo contra nós.

A carta de Paulo aos romanos muito nos edifica, pois, o seu conteúdo tira de nós todo o ressentimento de fraqueza e derrota. Em Jesus Cristo temos vitória, pois o pai abonou todo poder, assim estamos seguros porque:

a.       Nenhuma ferramenta preparada contra ti prosperará, essa é a nossa confiança (Is 54:17).

b.      Quem intentará acusações contra você?

c.       Quem te condenará se Deus te justifica?

Nenhuma das circunstâncias, por mais difíceis que sejam não devem abalar a nossa fé, portanto não há de que temer, pois nada nos separará de Cristo como disse Paulo em sua carta, ele fez uma descrição de tudo aquilo que não seriam motivos pelos quais abandonaríamos a Cristo com as seguintes perguntas:

a.       As tribulações?

b.      As angústias?

c.       As perseguições?

d.      A fome?

e.      A nudez?

f.        A espada?

A certeza de Cristo nos dá estabilidade “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 8:38,39), apesar disso, mesmo que lhe falte tudo, tenha a confiança de Habacuque que na sua oração se expressou da seguinte maneira: “Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação.”. (Hc 3:17-19).

Pr. Elis Clementino