sábado, 23 de setembro de 2023

ESBOÇO 1312 ASSUNTO: O PERFIL DE UM VERDADEIRO OBREIRO.

 
ESBOÇO 1312
ASSUNTO: O PERFIL DE UM VERDADEIRO OBREIRO.
TEXTO: I TIMÓTEO 3:1-10
 
Desejo destacar nesse assunto a maneira de como devemos servir na obra de Deus, o dever daqueles que desejam o episcopado, o seu relacionamento com Deus, adotando princípios que estejam ligados a lei moral de Deus, pois ela deve reger a nossa vida. As qualificações morais e espirituais começam a serem requeridas daqueles que aspiram o episcopado, esses princípios são aplicados também a aqueles que já exerçam qualquer tarefa na igreja, principalmente os líderes, diáconos, presbíteros, evangelistas e pastores.
 
I. A LEI MORAL DE DEUS.
A lei moral de Deus é eterna, ela estabelece um padrão universal para que todos os homens sigam o seu padrão de justiça. Vale salientar que no novo testamento ela existe no aspecto da “lei do amor” e “da liberdade”, porquanto, é necessário escolher pessoas para compor o ministério cristão que se enquadre dentro desses padrões. Quem desejar o episcopado boa coisa deseja (I Tm 3:1), mas é preciso saber se o candidato se enquadra dentro dos padrões dessa lei.
 
              II. REQUISITOS PARA SER UM OBREIRO.
Devemos ter em mente que quem dá obreiros a igreja é Deus (Ef 4:11), porém, não exime o líder de fazer parte das escolhas, como aconteceu na instituição dos diáconos, quando houve a escolha e a imposição de mãos (At 6:1-6). Na igreja de Antioquia haviam profetas e mestres (At 13:1). O que precisa por parte do candidato ao episcopado?
1. Não basta somente confessar que é crente, hoje alguns são postos no ministério cristão sem nenhum critério, imaturos e neófitos (I Tm 3:6).
2. Quem deseja o episcopado precisa ser convertido, ser provado, além disso é preciso saber se nele há características de mudança através do evangelho (Jo 3:5; I Tm 3:10; 2 Co 5:17);
3. Saber se nele há modéstia e submissão (Ef 6:5);
4. Observar se há nele as condições morais exigida para o ministério (I Tm 3:1-13);
5. Saber se ele serviu bem, e se adquiriu a confiança da igreja (I Tm 3:13);
6. Saber se o candidato exerce uma vida devocional plena com Deus através da oração;
7. Se é comprometido com a obra de Deus (Fp 2:25-30);
8. Saber se ele já faz a obra de um evangelista (2 Tm 4:5).
 
           III. A CONDUTA E ESTADO EMOCIONAL DO OBREIRO.
A:  CONDUTA.
1. Capaz de cumprir o seu ministério com dignidade (2 Tm 4:1-5);
2. Cuidar de si e da doutrina (I Tm 4:16);
3. Servir de modelo para os fieis (2 Ts 3:9; I Tm 4:12; Tt 2:7-8).
4. Defender os princípios e valores cristãos, entender que eles são inegociáveis (Jr 35:1-6); Jesus fala sobre o valor do amor (Jo 15:12).
5. Observar outros valores como a honestidade, lealdade, solidariedade, respeito e tolerância, entre outros.
6. Se ele cuida da sua família, porque se ele não tem cuidado dos de casa como saberá cuidar da igreja? (I Tm 3:5).
 
B.  O ESTADO EMOCIONAL DO OBREIRO.
1.       Ser capaz de suportar as aflições (2 Tm 2:3,4);
2.       Ser sóbrio é ser moderado, sensato e consciente (I Tm 3:2).
3.       Não dado ao vinho, não se embriague com qualquer coisa, aprenda a hora certa de falar, de ficar calado e o tempo de agir (I Tm 3:3,8; Tt 1:7), isso exige sabedoria.
4.       Ter domínio próprio, com cuidado porque o adversário quer uma oportunidade (I Pe 5:8).
5.       Paciente e tranquilo, obreiro não pode apresentar afobação, ele pode complicar o seu ministério, tenha calma! Deus lhe deu estratégia, é só a usar.
6.       Ser manso, Moisés era um líder manso (Nr 12:3).
 
Paulo escrevendo aos efésios, apresenta vários conselhos, entre eles se destaca a obediência do servo aos seus senhores, esses conselhos aplicam-se também aos obreiros da atualidade, ressaltando a maneira como o obreiro deve se comportar diante do seu líder espiritual, aos nossos líderes devemos a submissão, o respeito e tê-lo em grande estima (I Ts 5:13; Rm 13:7; Hb 13:17-19). Aqueles que se dispuserem a servir bem serão recompensados (Ef 6:5-8).
 
 “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. 2 TIMÓTEO 2:15
 
Pr. Elis Clementino

ESBOÇO 1311 ASSUNTO: ESPERANÇA.

 
ESBOÇO 1311
ASSUNTO: ESPERANÇA.
TEXTO: ROMANOS 5:3-5; 2 CORINTIOS 4:16-17.

Nenhum ser é tão completo quanto o homem, ele tem a capacidade de acreditar e aguardar algo que dentro da sua expectativa em relação ao futuro. Sobre a esperança irei comentar de maneira breve, principalmente em relação a nós cristãos.

I.                     A ESPERANÇA.
A esperança ou a expectativa do homem está vinculada ao futuro, porém, devido a nossa limitação nada sabemos a respeito do nosso futuro. A esperança do crente está firmada nas promessas de Deus e confirmadas em Cristo (I Co 1:20), pois somente ele conhece o nosso amanhã, como também os seus planos ao nosso respeito. O profeta foi enfático ao transmitir quais as intenções de Deus para o seu povo “Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês', diz o Senhor, planos de fazê-los prosperar e não de causar dano, planos de dar a vocês esperança e um futuro” (Jr 29:11). A expectativa é regida pela fé, ela é a certeza que temos de alcançar algo que não contemplamos com os nossos olhos (Hb 11:1).
 
II.                   AS TRES VIRTUDES TEOLOGAIS.
A esperança está entre as três virtudes teologais “Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor...” (I Co13:13), essas três virtudes devem estar presente durante toda a nossa vida, não devemos abrir mão de nenhuma delas, principalmente a nossa fé “Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão”, por isso precisamos perseverar. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará” (Hb 10:35-39), a nossa esperança não se limita apenas nas coisas terrenas, mas na esperança maior que é a volta do Senhor.
 
III.                 O ABATIMENTO FRUSTRA A ESPERANÇA.
Existem muitas pessoas desmotivada quanto ao presente e ao futuro, as razões dessa desmotivação são inúmeras. Muitas vezes algumas delas foram originadas de um passado que não foi tão bem sucedido, essas coisas mexeram com o seu sentimento de maneira que ela não tem uma perspectiva de algo melhor no futuro deixando-as deprimidas e abatidas e sem esperança, a ponto de desacreditar em algo melhor para o futuro. Qualquer um de nós estamos sujeitos a passar por isso, ninguém é tão privilegiado que não passe por situações semelhantes. Muitos homens de Deus e profetas passaram por situações semelhantes, desmotivados e sem perspectiva de um futuro próspero e até desmerecendo o valor da própria vida “Ele, porém, foi ao deserto, caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, e disse: já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais” (I Rs 19:4). Esse é o que muitas pessoas que estão nesse momento estão atravessando, no entanto, mediante a essa situação somente lhe resta acreditar que com Deus tudo pode mudar (Lm 3:21-24).
 
A desesperança e falta de confiança vão se avolumando de sorte que ela acredita ser ela uma muralha intransponível, mas será que pelo que você está passando ainda tem a expectativa de dias melhores? Ou a sua esperança envelheceu como uma raiz numa terra seca? Portanto, pois eu vos afirmo que há possibilidade de renovação dessa esperança envelhecida, “Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e o seu tronco morrer no pó, ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como uma planta. (Jó 14:7-9). Se você está desmotivado em relação ao amanhã medite (Sl 27), este é dos salmos motivadores que vale apena meditar.
 
Amados, Paulo exorta seus eleitores a amar os outros e abençoá-los e somos exortados a sermos alegres, mesmo que isso não nos isentem das aflições, a diferença é que nós os cristãos devemos ser alegres e confiar no Senhor mesmo diante dessas aflições. A nossa esperança, alegria, fidelidade e paciência são originadas do Espírito Santo, quando isso nos falta é preciso orar com fé para que haja paciência quando estiver aflito, portanto, devemos nos alegrar na esperança, sendo pacientes, pois a gloriosa riqueza desse mistério é Cristo em nós, a esperança da sua glória (Cl 1:27). Para mantermos essa esperança é preciso nos aproximar de Deus através da sua palavra e da oração, sem, contudo, desanimar, porque Deus tem galardão para aquele que nele espera.
 
Pr. Elis clementino

segunda-feira, 18 de setembro de 2023

ESBOÇO 1310 ASSUNTO: RELAÇÕES INTRAPESSOAL E INTERPESSOAL.

 
ESBOÇO 1310
TEMA: RELAÇÕES INTRAPESSOAL E INTERPESSOAL.
TEXTO: Vai bem contido? e ela disse: vai bem. 2 REIS 4:26.

De maneira simples e sucinta desejo falar sobre esses dois tipos de relacionamentos, embora o intrapessoal seja pouco falado em nosso meio. O interpessoal é bem conhecido e bem difundido entre nós, embora entre esses dois tipos de relacionamentos se influenciem é importante comentar sobre eles.

I.                     CONHECENDO O SEU ESTADO DE ESPÍRITO.
Primeiro devo conhecer o meu estado de espírito, ou como eu estou. Quando o indivíduo não conhece o seu estado de espírito, ele não sabe lidar com as suas emoções, tão pouco se relacionar com as outras pessoas, ou seja, quando o indivíduo não vai bem consigo mesmo já é um bom sinal de que ele encontrará muitas dificuldades nos seus relacionamentos. Vai bem contigo? ela disse: vai bem (2 Rs 4:26).

Todo indivíduo deve levar em consideração que a prática do autoconhecimento ajuda a lidar com as mais diversas classes de pessoas, sem que ele se frustre com elas, e nem perca o seu controle emocional em certas circunstâncias, até mesmo em relação aos pressentimentos ruins que ele tenha sobre algumas pessoas. Exemplo: uma pessoa que guarda rancor ou mágoa de alguém ela não perdoa, isso se torna um grande impedimento dificultando o seu relacionamento, além dela não suportar a quem o magoou, assim também as pessoas são incapazes de a suportarem, aí prevalece o espírito de vingança e a falta de amor “Não se vingue, ame o seu próximo (Lv 19:18); “Aquele que cobre uma ofensa promove amor, mas quem lança em rosto separa bons amigos” (Pv 17:9).

O escritor aos hebreus adverte os cristãos a não se privarem da graça de Deus por causa de uma raiz de amargura (Hb 12:15). Um espírito amargurado e abatido prejudica também a nossa vida devocional, você não ora bem, não prega bem e nem faz uma boa meditação da palavra de Deus, porque você está com o seu emocional abalado.

I.                     INTELIGÊNCIA INTRAPESSOAL.
Relação intrapessoal significa ter autoconhecimento de si, isto é: como o indivíduo está lidando com as suas emoções, entender e orientar o seu próprio comportamento. Esse tipo de relacionamento resulta no conceito de inteligência intrapessoal.
 
Sobre o assunto, voltamos a lembrar o caso da Sunamita, o seu filho morre, no entanto ela busca ajuda do profeta Eliseu, ao saber da notícia ele pede que Geazi vá até lá e lhe pergunte: “vai bem contigo? Vai bem com teu marido? Vai bem com teu filho? E ela disse: vai bem.” (2 Rs 4:26).
 
A inteligência intrapessoal é importante porque facilita interação, ela gera habilidade para trabalhar as suas limitações em todos aspectos. No âmbito espiritual você melhora a sua comunhão com os irmãos (Sl 133:1), além de sempre valorizar as pessoas sem, gerenciando as suas emoções para não contender com elas. Geralmente procuramos conhecer mais as outras pessoas do que a nós mesmos, conheça você mesma. Tirar a trave do olho é olhar para si mesmo (Mt 7:5).
 
II.                   RELACIONAMENTO INTERPESSOAL
É importante saber o que significa um relacionamento interpessoal, ele é um vínculo entre dois ou mais indivíduos, esse tipo de relação muitas vezes acontece de forma espontanea, seja pelo contato pessoal ou até mesmo através dos meios de comunicações. Essa relação deve ser afetuosa, pois um relacionamento afetuoso é saudável e construtivo, faz bem e gera saúde, vejam o valor de uma amizade, amigo não é apenas um conhecido, um colega, um companheiro, significa muito mais que isso (Pv 17:17; Ec 6:14).
 
III.                 CINCO PILARES PARA MANTER UM RELACIONAMENTO.
Para se ter uma boa relação é preciso entender que é preciso:
1. Autoconhecimento.
2. Empatia, é se colocar no lugar da outra pessa, é sentir o que ela sente (Jo 11:35; Cl 3:12; Gl 6:2; I Pe 3:8; I Ts 3:12).
3. Assertividade, é você apresentar ou defender algo de forma clara, traquila e sem gerar conflito.
4. Cordialidade, é uma qualidade de cordial.
5. Ética, ser ético é agir de acordo com as regras, ter uma boa conduta, principalmente nos relacionamentos.
 
Não estamos isolados, mas rodeados de pessoas e outras distantes, porém nos comunicamos com muitas delas, seja de forma virtual ou pessoal, contudo, precisamos ter muito cuidado com esses relacionamentos, pois nem todas as pessoas estão dispostas a nos suportar, principalmente quando estamos mal resolvidos internamente e de mau humor, se você estiver assim tenha cuidado para você não magoar as outras pessoas. Seja uma pessoa amável, controlada emocionalmente e tudo te irá bem.
 
Pr. Elis Clementino

 


quinta-feira, 14 de setembro de 2023

ESBOÇO: 1309 ASSUNTO: AS INQUIETUDES DA VIDA.

 
ESBOÇO: 1309
ASSUNTO: AS INQUIETUDES DA VIDA.
TEXTO: FILIPENSES 4:6
 
O ser humano é muito frágil, ele se abala com qualquer coisa que venha mexer com o seu emocional. Não há homem tão forte que não se comova nas adversidades. Existem inúmeros problemas que são capazes de tirar-nos o sono, pois eles nos deixam nervosos e perplexos, pois são nesses momentos que necessitamos tranquilidade e partir em buscar de uma saída para que a situação não se agrave.
 
I.EMOCIONAL.
Uma crise emocional tem como característica o desgaste psicológico, isso pode acontecer por inúmeros fatores. Essa crise advém quando o indivíduo está sendo submetido a uma grande aflição, lhe causando o pressentimento de que não será capaz de superar a crise, isso é muito comum no ser humano.
 
II. OS CUIDADOS QUE DEVEMOS TER.
Mediante alguns acontecimentos precisamos tomar alguns cuidados como:
a. Ter cuidado com as inquietações para que ela não se torne algo sem controle.
b. Não ser dominado pelas emoções.
c. Não se abater nas dificuldades.
c. Não tomar decisões precipitadas, principalmente aquelas carregadas de emoções.
d. Avaliar todas as decisões a serem tomadas, bem como as consequências delas, pois de acordo com a sua atitude, tudo pode melhorar ou piorar.
e. Saber que temos consolo divino nos momentos de aflições (I Pe 5:7; Sl 94:19; Mt 6:31-34).
 
III. NA ÁREA ECONÔMICA.
a. Ansiedade nas pessoas são comuns, mas não deve exceder o seu limite, pois ela pode conduzir o indivíduo a buscar saídas sem, contudo, medir as consequências.
b. Não ambicionar coisas acima da sua capacidade (Rm 12:16).
c. Devemos saber que é melhor o pouco com o temor do Senhor do que um grande tesouro onde há inquietação (Pv 15:16).
d. Entender que o caminho da ambição pode lhe conduzir a destruição, e no final ele nada leva daqui (Sl 39:6; 49:17).
e. Não olhar para a prosperidade dos ímpios ou ter inveja deles (Sl 73:2,3).
f. Saber que a ansiedade pelas coisas, pode lhe trazer problemas graves e deixar sequelas para toda sua vida, além disso, elas podem deixar lhe fora do reino de Deus (Mc 8:36).
IV. CONFIANÇA EM DEUS.
a. Ter a confiança de que tudo é possível (Mc 9:23).
b. Não há milagres sem fé (Mt 13:57-58).
c. Ter sempre bom ânimo, pois estamos ausentes do Senhor, e lá cessarão todas as lagrimas (2 Co 5:6);
d. Saber que a leve e momentânea tribulação produz um resultado satisfatório (2 Co 4:17,18);
 
V. QUAL A NOSSA ATITUDE ANTE A INQUIETAÇÃO?
a. O melhor remédio para preocupação é sem dúvida é a oração (Tg 5:13).
b. Lançar sobre o Senhor toda a nossa ansiedade, somente Ele pode de mudar as circunstâncias (Is 38:3-5; Mt 6:25-34; Tg 4:9,10; 1 Pe 5:7);
c. Compreender que as coisas que Deus permite concorrem para o nosso bem (Rm 8:28);
d. Ter paciência, ela produz perseverança (Rm 5:3,4).

A verdadeira confiança em Deus não nos abalam a ponto de perdermos a esperança (Sl 125:1; Hb 4:16; Fp 4:11-13).
 
VI. O QUE RECEBEREMOS QUANDO ENTREGAMOS A DEUS AS NOSSAS INQUIETUDES?
a) Recebemos de Deus a graça e ajuda em tempos de necessidade (Hb 4:16).
b) Fortalecimento da parte de Deus para fazermos todas as coisas que ele quer que façamos (Fil 4:13; 3:20; Ef 3:16);
c) A paz de Deus que vem guardar nossos corações e mentes em Cristo Jesus (Fp 4: 6,7; Is 26:3; Cl 3:15).
c) Ânimo para prosseguir sem medo (2 Tm 1:7; Rm 15:15)
 
Se ficarmos na vontade de Deus, passaremos a descobrir que ela é a melhor. Aquietai-vos e sabei que Deus (Sl 46), Deus está agindo, ele está nos vendo, as dificuldades que enfrentamos aqui não há de se comparar com as riquezas que o Senhor tem preparado para nós. Amados, fiquemos certos que ele está nos ajudando nas batalhas da vida.
 
Pr. Elis Clementino
 

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

ESBOÇO 1308 ASSUNTO: INSTRUINDO O SÁBIO.

 

ESBOÇO 1308
ASSUNTO: INSTRUINDO O SÁBIO.
TEXTO: Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio; ensina o justo e ele aumentará em entendimento... PROVÉRBIOS 9:9-10.
 
. Desde a nossa chegada a este mundo e até a nossa partida dele vivemos uma vida de aprendizado, pois nenhum ser humano é tão completo em conhecimento que não necessite aprender. Todos os dias aprendemos algo novo e as boas lições aprendidas devem ser guardadas e outras postas em prática. Geralmente ouvimos dizer: “o mundo é uma escola”, pois é nele que aprendemos a lidar com quase tudo, em todos os aspectos da vida.

I.                     LIÇÕES A SEREM APRENDENDAS.
  1. Nos provérbios de Salomão encontramos lições de sabedoria que podem facilitar a nossa vida enquanto aqui vivermos, não é por ser sábio que o indivíduo dispense os ensinamentos, pois eu considero de suma importância o que disse Salomão: “Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio”. O que aprendemos com as boas lições aprimoram o nosso caráter e facilita a vida em muitos aspectos.
  1. A nossa conduta e vida devocional com Deus dependem de como regemos a vida, portanto, é importante levar em consideração que na Bíblia há ensinos direcionados a todo tipo de pessoas. Entre os ensinamentos estão os de Salomão, ele enfatizou o valor da sabedoria e prudência, elas duas são inseparáveis, portanto, seus ensinos não podem ser desprezados (Pv 8:10-17).
(Conhecimento está relacionado ao aprendizado, informações experiências, enquanto a sabedoria está na maneira de conduzir esses conhecimentos. A informação torna-se inválida quando não há sabedoria, você é muito inteligente, mas não sabe viver o que sabe).
“A vida é um aprendizado, nunca se conforme com o seu conhecimento, queira sempre mais”.

II.                   O CORAÇÃO.
A Bíblia apresenta o coração como o centro das emoções, de onde fluem as saídas da vida. Salomão afirma que acima de tudo devemos guardá-lo, pois dele procedem as saídas da vida, isso significa que dele sai as decisões importantes da vida, as atitudes e comportamento (Pv 4:23; Mt 15:19).
 
O coração é um órgão vital e centro de distribuição sanguíneo e todos os órgãos do corpo funcionam em função dele, porém nada se sabe como as emoções são processadas nele. No coração pode estar escondido os enganos. O profeta Jeremias disse que “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá” (Jr 17:9). Jesus via o coração como um deposito capaz de guardar coisas boas e más (Mt 9:4). Para onde o coração estiver focado, aí está o seu tesouro (Lc 12:34). Ao falar de coração eu considero que está envolvida a mente humana, onde são processados o que são aceitos pelos ouvidos e os olhos, só para ilustração, há uma expressão do Apóstolo Paulo em relação a pregação do evangelho que ele diz: “o coração se crer para a justiça e com a boca se faz a confissão para a salvação” (Rm 10:10), mas é claro que mensagem primeiramente passa pelos ouvidos e mente antes de descer ao coração.
 
III.                 A PROCEDIMENTO
Os bons ensinamentos constroem no indivíduo a capacidade de ser um verdadeiro cidadão, tanto no aspecto social, quanto espiritual como descrito no Salmo 15. Devemos levar em consideração que uma influência a outra, por isso precisamos evitar indivíduos que não tenham condutas compatíveis com os nossos princípios (Pv 4:14-15; 22:24; I Co 5:11; 15:33). Devemos deixar o caminho dos insensatos e vivei; e andai pelo caminho do entendimento (Pv 9:6). Os padrões mundanos não devem ser absolvidos pelos cristãos (Rm 12:2), pois os nossos princípios são inegociáveis, na Bíblia há um belo exemplo, o dos recabitas, eles guardavam os princípios dos seus pais (Jr 35:6).
 
Salomão ensina como lidar com aqueles que não consideram os nossos princípios “Deixai os insensatos e vivei; e andai pelo caminho do entendimento, porém não adianta repreendê-lo. O que repreende o escarnecedor, toma afronta para si; e o que censura o ímpio recebe a sua mancha. Não repreendas o escarnecedor, para que não te odeie...”. Existem pessoas que sabem valorizar a instrução. Precisamos saber que:
a.       Repreenda o sábio e ele te amará.
b.       Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio;
c.       Ensina o justo e ele aumentará o entendimento (Pv 9:6-19).
 
                Muitas pessoas têm caído em desventura por rejeitar as instruções (Pv 13:1,2,13), portanto não devemos rejeitar a correção, principalmente quando ela vem do Senhor (Pv 3:11-13; 13:18; Hb 12:5-8; Ap 3:19). Quando você repreende um tolo ele fica furioso e passa a te odiar (Pv 9:7-10). Devemos preparar os nossos corações para que ele seja receptivo aos conselhos, somente assim aprimoramos a nossa maneira de viver. Os nossos corações devem estar limpos para que promovam coisas boas, a nossa conduta sábia deve ser vista digna do evangelho (Fp 1:27), mas para isso há um aprendizado. Ensina o sábio e ele se tornará mais sábio, mas porque isso? Porque ele sabe o valor do ensinamento, enquanto o tolo não.

Pr. Elis Clementino.