sexta-feira, 10 de novembro de 2023

ESBOÇO 1321 ASSUNTO: DONS ESPIRITUAIS.

ESBOÇO 1321 *
ASSUNTO: DONS ESPIRITUAIS.
TEXTO: “Mas a manifestação do Espírito Santo é dada a cada um para o que for útil” (I Coríntios 12:7).
 
INTRODUÇÃO:
Os dons espirituais são manifestações da graça divina, subsídios pelo Espírito Santo para edificação, fortalecimento e crescimento da igreja. O termo usado para falar sobre os dons espirituais no grego (CHARISMA) relaciona-se com a palavra graça, que significa algo dado à igreja através da graça divina. No entanto, para que esses dons não sejam utilizados incorretamente, é fundamental que os cristãos conheçam e compreendam a sua importância. O apóstolo Paulo, ao escrever à igreja de Corinto, enfatizou a necessidade de discernimento e zelo na busca e no uso dos dons espirituais (I Co 12:1). Infelizmente, muitos crentes desconhecem ou negligenciam essas dádivas, privando a igreja de sua plena manifestação e do impacto que esses dons podem trazer para a comunhão e crescimento espiritual dos fiéis. A falta de conhecimento e ensino adequado levou muitos a usá-los de forma condicional ou até mesmo ignorá-los. Por isso, é essencial compreender a veracidade dos dons espirituais, sua diversidade e sua função no Corpo de Cristo. Neste estudo, exploraremos a origem, as categorias e a aplicação dos dons espirituais, destacando sua relevância na vida cristã e incentivando a busca por uma experiência mais profunda com o Espírito Santo. Que este conhecimento nos motive a buscá-los e utilizá-los para a glória de Deus.
 
I.                 VERACIDADE DOS DONS.
Os dons espirituais são uma das verdades que deve ser difundida na igreja. Infelizmente, alguns pregadores se amoldam a outros temas e deixam de lado as doutrinas fundamentais. Essa substituição tem levado muitos crentes a não se interessarem sobre o tema ou sobre a manifestação do Espírito Santo na igreja. O estimado apóstolo Paulo já via essa falta de apreço sobre o uso dos dons espirituais na igreja de Coríntios (I Coríntio 12:1), constitui-se falta de conhecimento o uso incorreto dos dons espirituais.
 
       II. VARIEDADE DE DONS.
Paulo apresenta uma diversidade de operações desses dons concedidos aos crentes, mas a fonte é um só: ESPÍRITO SANTO (I Co 12:4-6). São nove os dons espirituais, eles estão distribuídos na igreja entre os crentes e com finalidades específicas.
 
      III. OS DONS MINISTERIAIS:
Esses dons descritos por Paulo (Romanos 12.6-8 e Efésios 4.11) não podem ser confundidos com os dons espirituais, pois os ministeriais foram dados à igreja também com finalidades específicas: preparar o povo para o trabalho cristão; e o aperfeiçoamento da igreja “... querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Efésios 4.12) e crescimento espiritual do corpo de Cristo, conforme o propósito divino (Efésios 4.13-16). Deus chama pessoas e capacita-as para o serviço cristão.
 
    IV. OS DONS ESPIRITUAIS:
1. A uns, o Espírito Santo dá a mensagem da sabedoria.
2. A outros, o mesmo Espírito dá a mensagem do conhecimento.
3. Outros recebem, pelo mesmo Espírito, o dom da fé;
4. A outro, o poder de curar;
5. Outro recebe o dom de operar milagres.
6. Outro recebe o dom de anunciar a mensagem de Deus.
7. Outro recebe o dom de discernir os espíritos, ou seja, se eles são de Deus ou não.
8. Para outros é dado o dom de línguas estranhas.
9. A outro, a interpretação dessas línguas (I Co 12:8-10).
 
Esses dons procedem de uma única fonte do Espírito Santo, eles são distribuídos conforme a sua vontade, eles não são motivos de exibição pessoal ou promoção espiritual, mas são para edificação da igreja. Há dois tipos de dons que são mais conhecidos e usados na igreja, são eles: os dons de línguas estranhas e o de profecias, embora muitos cristãos não saibam usá-los, além de ignorar os de sabedoria e de conhecimento quando são manifestos na igreja através daquele que está ministrando a palavra. Observem que eles focam mais os dons de línguas e o de profecias (I Co 14.18,19). É bom entender que cada crente pode ter mais de um dom espiritual, pois as escrituras não determinam a quantidade que você pode ter.
 
Eu não desejo apresentar aqui os dons espirituais conforme a ordem que Paulo descreveu em sua epístola (I Co 12.8-10), mas pelas classificações.
 
        V.  DONS DE REVELAÇÃO:
a) Palavra de Sabedoria (I Co 12.8a) É uma palavra ou uma anunciação do Espírito Santo, para satisfazer a necessidade de solução de um problema particular.
b) A palavra do conhecimento (I Co 12.8b) é a manifestação sobrenatural de algum fato que existe na mente de Deus. Por sermos limitados, não podemos conhecer, a não ser que o Espírito Santo revele, fazendo com que o homem se torne participante da onisciência de Deus.
c) Discernimento de Espírito (I Co 12.10c). É através desse dom que Deus revela ao crente a fonte e o propósito de qualquer forma de poder espiritual, se é de Deus ou não.
 
       VI. DONS DE PODER:
Os dons de poder são aqueles que se relacionam abaixo:
a.  Dons de curas (I Co 12:9b), no grego, tanto o dom de (curar) como seu efeito, observem que está no plural, o que nos leva a entender que existe uma variedade de modos na operação deste dom.
b. Operação de Milagres (I Co 12:10), ambas as palavras aparecem no original grego, no plural, o que sugere que há uma variedade de modos de milagres e atos de poder. Milagres e maravilhas entendem-se ser qualquer fenômeno que altera uma lei estabelecida.
c. Profecia é uma proclamação do Espírito Santo sobre algo a revelar que não está na mente humana, ela serve para exortar e edificar a igreja, é um dom que necessariamente deve ser buscado (I Co 14.1).
d. O dom da fé se entende como uma fé especial e sobrenatural (I Co 12:9), sendo um verdadeiro apelo a Deus no sentido de que Ele intervenha sobre nós quando se esgotam todos os recursos humanos.  Fé (I Co 12.9a).
 
        VII. DONS DE INSPIRAÇÃO:
Inspiração – Na teologia, é o movimento divino segundo a fé cristã. Os escritores das sagradas escrituras foram movidos e guiados por Deus para escreverem de maneira harmônica.
a.       Variedade de línguas (I Co 12.10d). É a expressão falada e sobrenatural, uma língua nunca aprendida pela pessoa que fala, nem mesmo o que fala sabe, a não ser que haja alguém que também de maneira sobrenatural interprete.
b.      Interpretação das línguas – É a capacidade sobrenatural dada pelo Espírito Santo para interpretar, ou seja, as línguas estranhas devem ser interpretadas senão tornar-se-ão sem fruto para os ouvintes ler (I Co 14:2, 27).
 
CONCLUSÃO:
Os dons espirituais são expressões da graça divina concedidas à igreja para a edificação e fortalecimento do Corpo de Cristo. Como crentes pentecostais, devemos buscar com zelo essas dádivas, especialmente o dom de profecia, que edifica, exorta e consola a igreja (I Co 14.1). No entanto, é essencial lembrar que os dons devem ser usados ​​com sabedoria e em conformidade com a vontade do Espírito Santo, sempre transferidos para glória e louvor do Senhor. A busca pelos dons espirituais deve estar alicerçada na oração, na comunhão com Deus e no desejo sincero de servir ao próximo. Contudo, Paulo nos adverte que, sem amor, mesmo os maiores dons perdem seu valor. Você pode ter todos os dons espirituais, mas se não tiver amor, nada adiantará (I Co 13:1-2). Assim, recomendamos usar os dons com humildade, compaixão e compromisso com o Reino de Deus, confirmando que tudo provém do Espírito Santo e deve ser usado para a edificação da igreja e a manifestação do poder divino no meio do seu povo. Amados, devemos buscar e usar os dons espirituais de maneira sábia e responsável, sempre guiados pelo amor e pela obediência.
 
Consulta: Bíblia Estudo Pentecostal
Pr. Elis Clementino

sábado, 28 de outubro de 2023

ESBOÇO 1320 ASSUNTO: OS OLHOS, A CANDEIA DO CORPO.

 
ESBOÇO 1320
ASSUNTO: OS OLHOS, A CANDEIA DO CORPO.
TEXTO: A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o que corpo terá luz; Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!  MATEUS 6:22,23.
               
Todos sabem da importância dos olhos para o corpo humano, ele reflete luz. Jesus fez uma alegoria interessante entre a luz dos olhos e a luz que irradia a nossa vida espiritual, ou a luz que resplandece na alma, então vamos falar rapidamente sobre os olhos, a candeia do corpo.
 
I.                     JESUS, O CRIADOR.
Já sabemos que Jesus conhece perfeitamente como funciona todos os órgãos do nosso corpo e como eles se comportam, ele foi o criador (Gn 1:26-28; Jo 1:3; Cl 1:16), assim ele conhece tudo ao nosso respeito. Jesus tomou como referência um órgão de grande importância para o nosso corpo, os olhos refletem luz e por ele vemos a luz do sol, por isso Jesus disse que a candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz. Jesus se refere aos olhos que não enxergam a beleza que nos oferece a graça divina e nem as preciosidades que ela nos oferece.
 
II.                   AS QUALIFICAÇÕES DOS OLHOS.
      a.       Olhos maus- Essa expressão indica que quando os olhos não estão sadios todo corpo sofre “Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, a luz que há em ti são trevas, quão grandes serão tais trevas” (Mt 6:23; Lc 11:34-36). Os nossos olhos quando maus eles podem estar carregados de poderes malignos, eles podem até influenciar negativamente em determinadas pessoas, quem não já ouviu falar em mau olhado, pois é, tem pessoas que seus olhos são tão maus que são capazes disso.
 
  1. Olhos bons - No sentido figurado os olhos representam a lâmpada do corpo, eles estando saudável todo corpo se beneficiará, isso significa que estamos refletindo as boas ações e através delas Deus é glorificado. Os olhos refletem a beleza de tudo o que há diante de nós, a visão mantém a estabilidade do nosso corpo. Quem anda na escuridão tropeça (11:9,10).
Praticamente, tudo o que Jesus falava tinha significado espiritual, se a nossa vida espiritual brilha pela sua luz tudo está bem, ele é a luz que alumia os que estão em trevas (Is 9:2; Mt 4:12-17; Jo 8:12). Uma visão turva a respeito de Jesus e a sua obra foram lançadas em rosto diante dos cristãos da Galácia “Ó gálatas insensatos! Quem vos enfeitiçou”? Não foi diante dos vossos olhos que Jesus Cristo foi exposto e crucificado?” (Gl 3:1)”. Parecia que nada do que Jesus havia passado na crucificação eles viam ou não lembravam mais, o que eles viram não foi uma ilusão, mas uma realidade.

III.                 A SEGUEIRA ESPIRITUAL.
Essa é a pior cegueira, porque ela compromete o destino da alma, os cegos espirituais não enxergam o caminho que leva a Deus, esse tipo de cegueira faz o homem a não conhecer:
1.       A Deus.
2.       A sua palavra.
3.       E a gravidade do pecado.
 
As pessoas com bons olhos irradiam luz, eles representam a grandeza divina em suas vidas, na vida espiritual delas irradiam luz como astros no mundo, elas são luzes que brilham em meio as trevas do pecado. A nossa visão espiritual deve está perfeita, ela nos faz enxergar os tropeços espirituais, portanto, devemos manter os nossos lombos cingidos e as nossas candeias acesas todo tempo (Lc 12:35).
 
Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

ESBOÇO 1319 ASSUNTO: CONHECENDO A ARVORE PELO FRUTO.

 
ESBOÇO 1319
ASSUNTO: CONHECENDO A ÁRVORE PELOS FRUTOS.
TEXTO: MATEUS 7:15-17; 12:33
 
Falarei nesse assunto sobre árvore e seus frutos, algo bem conhecido de todos nós. Esse assunto pode trazermos uma grande edificação espirituais. Frutificar é um dever de todos nós, seja em que âmbito for.
 
A. CONHECENDO A ÁRVORES PELOS FRUTOS.
 Árvores más e árvores boas, ninguém conhece uma árvore enquanto ela não der fruto, as folhas nada dizem sobre os frutos. Muitas vezes nos enganamos com algumas árvores que plantamos em nossa cassa, já tive ocasião de plantar e depois ter que derrubar porque ela não deu frutos, folhas servem apenas de sombra, mas também ninguém se alimenta delas, embora elas sejam importantes na natureza, que de alguma maneira ela contribui com o eco sistema purificando o ar, algumas produzem flores, cujo pólen é muito útil como método medicinal, a sua madeira serve para confeccionar moveis, mas também produzir frutos que alimentem. O que Jesus pretendia dizer sobre aquela figueira?
 
B. A LIÇÃO.
A maior lição que Jesus pretendia dar aos seus discípulos era puramente espiritual, passando ele diante de uma figueira e não achou figos, então na presença dos seus discípulos ele a amaldiçoou para que ela não mais desse fruto (Mc 11:12-14). O que ele fez os discípulos conhecerem?
1.       O poder das palavras (Mc 11:23; Mt 7:20).
2.       O poder da fé.
3.       A árvore que não produz fruto deve ser cortada (Jo 15:1-7,16).
4.       As que produzem frutos devem ser limpas para dar mais fruto.
 
C. JESUS, A VIDEIRA VERDADEIRA.
Jesus diz: “Eu sou a videira verdadeira”, e meu pai é o agricultor. Uma árvore é composta de ramos e galhos, ambos estão ligados nela e devem produzir frutos, os galhos que não derem frutos, a tira e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.  Os agricultores conhecem a antiga poda, eles fazem para limpar a fruteira para ela produza mais frutos. A vara de si mesma não dá fruto e para produzir frutos tem que está ligada a videira, nós somos as varas, se estivermos ligadas a videira daremos muito frutos, se não der fruto ela será cortada e lançada no fogo (Jo 15:1-7).
 
D. ESCOLHIDOS E NOMEADOS.
Jesus disse: Vocês não escolheram a mim, fui eu que escolhi vocês e vos nomeei, ou seja, eu designei vocês para isso, dar frutos e estes permaneçam (Jo 15:16). A frutificação do cristão deve ocorrer em três conjunturas:
1.       Produzir através do serviço cristão durante a sua vida,
2.       Produzir fruto de justiça,
3.       Produzir frutos espirituais por intermédio do fruto do Espírito (Gl 5:22-26).
 
Amados, devemos levar em consideração o chamado de Jesus Cristo, e a nossa nomeação para uma causa nobre, produzir frutos de justiça é um dever de quem o segue. Para poder produzir esses frutos é necessário ter uma vida de verdadeira renúncia. Devemos compreender que tudo quanto desempenharmos aqui seja compatível ao que ele ensinou, pois quando uma pessoa recebe Jesus Cristo como o seu salvador, dali em diante ele deve absolver os seus ensinamentos, quem os guarda terá um bom desenvolvimento em todos os aspectos da vida. Produzir fruto é uma necessidade inerente de todo cristão.

Obs. Esses esboços servem apenas como guia, você pode enriquece-lo com seus comentários.

Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

ESBOÇO 1318 ASSUNTO: NÃO NEGOCIE SEUS PRINCÍPIOS E NEM VALORES.

 
ESBOÇO 1318
ASSUNTO: NÃO NEGOCIE SEUS PRINCÍPIOS E NEM VALORES.
TEXTO: Porém Nabote disse a Acabe: Guarde-me o Senhor de que te dê a herança de meus pais. I REIS 21:3.
 
Falarei nesse assunto sobre duas coisas inegociáveis, princípios e valores. Quando Deus formou o homem estabeleceu princípios e valores que seriam inegociáveis. Desejo de maneira simples começar apresentando os princípios estabelecidos por Deus ao primeiro homem no Éden.
 
I. A FORMAÇÃO DO HOMEM.
Conforme a Bíblia, Deus formou o homem do pó da terra, soprou em suas narinas o fôlego da vida o tornando alma vivente, ele também preparou o no Éden um ambiente para ele pudesse viver, lá ele podia trabalhar guardando o jardim (Gn 2:7-9, 15). Deus formou o homem para o trabalho, ele tinha tudo no Éden, mas o casal foi expulso do Éden. O casal não teve mais privilégios, então ele passou a viver do suor do seu rosto, ou seja, trabalhar duro para sobreviver, isso porque ele não guardou o que Deus havia estabelecido.
 
II. PRINCÍPIOS.
Podemos dizer que é um conjunto de normas ou mesmo padrões a ser seguido pelo indivíduo, quanto as regras são normas a serem cumpridas, saiba, porém, quem não guarda princípios terá que arcar com as consequências.
 
III. PRINCÍPIOS ESTABELECIDOS POR DEUS.
Princípios têm um valor que é universal, os valores descrevem de maneira particular cada pessoa. Deus estabeleceu princípios e por eles o homem poderia continuar no Jardim dando nomes aos animais e o guardando, mas um princípio ele teria que manter além do trabalho, o de não desobedecer a ordem divina a não comer do fruto da árvore proibida. A quebra desse princípio ocasionaria sérias consequências. Após desobedecem a Deus três coisas aconteceram com o casal:
a.       Foi expulso do Jardim.
b.       Passou a viver do suor do seu rosto.
c.        Teve a sua vida limitada.
Adão estava ciente, e para que não acontecesse essas coisas, restava-lhe apenas obedecer (Gn 2:17,19). A lei da livre escolha para o homem começou ali, porém, cabia a ele a decisão de obedecer ou não. Adão e Eva negociaram valores com a serpente, muitas vezes os nossos valores são ambicionados pelo inimigo das nossas almas, principalmente o que é de mais precioso de Deus para o homem, “a sua comunhão com Deus”, mas para alguém subtrair seus valores é preciso tentar-lhe, como fez a serpente, para conseguir foi necessário ela mentir para Eva, vejam o diálogo entre Eva e a Serpente (Gn 3:1-7).
 
IV. PRINCÍPIOS E VALORES SÃO INEGOCIÁVEIS.
A negociação de valores pode ocorrer em várias esferas:
1.       Através de herança - A herança de Nabote era inegociável, ela era sagrada, se ele aceitasse vendê-la acabaria com a história dos seus descendentes, vejam o que fora estabelecido por Deus sobre a herança (Lv 25:23; Nr 27:1-11; 36:1-12), por essa razão ele recusou vendê-la a Acabe, mediante a proposta de Acabe leiam o que ele disse: (I Rs 21:2,3).
2. Princípios deixados como herança - Os recabitas deram uma lição quando o próprio povo de Deus não estava valorizando seus princípios, por isso Deus levou o profeta Jeremias a casa dos recabitas para ele transmitisse essa lição para o povo (Jr 35:1-10).
3. Os valores morais – São juízos construídos     em uma sociedade no conceito do é certo ou errado, baseado no comportamento, do proceder do indivíduo.
4.       Os valores espirituais. O Rei Josafá se junta com Acabe para irem a guerra, porém Josafá o questiona sobre se havia algum homem de Deus para o consultar, mas veja o que Acabe diz sobre profeta Micaias (I Rs 22; 2 Cr 18:6,7). Os mensageiros foram buscar Micaias, mas eles começaram a querer negociar princípios com o profeta pelo caminho (2 Cr 18:12), porém vejam a respostas de Micaias (2 Cr 18:13). Acabe não quis ser contrariado, já que seus profetas o incentivaram a ir à guerra., porém o resultado foi trágico (I Rs 22:34). Micaias não negociou seus princípios, mesmo preso e sustentado com pão e água (I Rs22:27). Um profeta faz o outro negar um principio estabelecido por Deus, o profeta novo e o velho profeta (I Rs 13:1-29). A desobediência e negação de valores custam caros. No tempo dos apóstolos houve um acontecimento, a chegarem em Samaria havia um certo Simão, ele era mágico e enganava a muitos, veja o que relata Lucas em (At 8:1-24). Valores espirituais são inegociáveis.
 
Amados, necessitamos muito de manter os nossos princípios, morais e espirituais, pois a quebra desses princípios começou lá no Edem quando o homem desobedeceu às ordens do Senhor. A conservação dos nossos valores depende de nós, cada um valorize o que tem. É lamentável que os valores morais estão em declínio conforme foi descrito por Paulo na sua carta a Timóteo (2 Tm 3:1-5). Como esses tais podem conservar seus valores? Deus nos guarde, conservem e guarde os valores mais importantes da vida, como os valores morais, da família e os espirituais.
 
Pr. Elis Clementino

terça-feira, 17 de outubro de 2023

ESBOÇO 1317 ASSUNTO: MOTIVAÇÃO.

 

ESBOÇO 1317
ASSUNTO: MOTIVAÇÃO.
TEXTO: Mas esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos; porque a vossa obra tem uma recompensa” II CRONICAS 15:7; JOSUÉ 1:8-9.
 
Todos nós necessitamos ser motivados para conquistar os nossos propósitos, as motivações podem vir de Deus através da sua palavra transmitida pelos seus profetas, ou daqueles que ministram sobre nós ou até mesmo das pessoas que estão em volta de nós. O povo de Deus enfrentava circunstâncias que precisava ouvir palavras motivadoras. Com a motivação quem está desanimado recobra o ânimo e se esforça para conquistar aquilo que deseja. Nesse comentário enfatizarei sobre as palavras motivadores, não somente para o povo de Judá e Benjamim naquela época, mas também para nós em momentos difíceis.
 
I.                     CONTEXTO.
A situação do povo de Judá e Benjamim, bem como outras cidades eram calamitosas (2 Cr 15:6), o povo, naquele momento sofria pelas consequências dos seus pecados, principalmente a idolatria, porém, as misericórdias de Deus eram tão grandes para com ele que não o abandonou. O rei Asa, ao ouvir o profeta Odede cobrou animo do povo, tirando as abominações de toda a terra de Judá e Benjamim (2 Cr 15:8). A situação do povo naquela época gerou desgastes psicológicos de maneira que o povo estava desanimado, mas de Deus veio a mensagem de ânimo.
 
II.                   O ESFORÇO HUMANO.
Necessariamente todos precisam se esforçar para realizar ou conquistar algo na vida, principalmente no âmbito espiritual, a recompensa é o desfecho vitorioso. Muitas vezes lutamos e parece não termos os resultados que esperávamos, mas em nenhum momento devemos desistir de lutar, “lutar sempre, desistir nunca”. O povo de Deus teria que reanimar as suas forças, mas para isso necessitava que alguém os encorajasse, pois, a maior fonte de encorajamento vem do Senhor, ele nos encoraja para continuar lutando, sobretudo em sua obra. Muitas vezes estamos sem forças para lutar ou quase parando, porém, vem uma força sobrenatural e divina que nos encoraja para continuar a peleja.  (Dt 31:6; Js 1:8,9; Sl 27:14; 31:24: Is 41:10).
 
III.                 FAZENDO A OBRA DE DEUS E RECEBENDO A RECOMPENSA.
Todos os que são chamados por Deus precisam serem motivados para realizar a obra com coragem e determinação, no entanto, precisamos ter uma visão recompensadora da parte de Deus. A confiança que havia em Paulo era de que todo o seu trabalho em prol do evangelho e para com os santos teria seria recompensa (I Co 15:58; Hb 6:10), se não fosse reconhecido pelos homens seria recompensado por Deus “Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis. Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até ao fim, para completa certeza da esperança, portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”. (II Cr 15:7; Is 41:10; I Co 15:58; 2 Co 12:10; Hb 6:10,11), com essas palavras nos sentimos estimulados a continuar o nosso trabalho na obra de Deus.

                Amados, há momentos que precisamos muito de encorajamento, e muito mais quando se refere a nossa vida espiritual, Judá e Benjamim estavam vivendo momentos de extrema necessidade de um encorajamento. É maravilhoso quando encontramos pessoas para nos transmitir uma palavra de encorajamento restaurando a nossa alta-estima, quando muitas vezes estamos desmotivados pelas nossas falhas, principalmente quando se refere a obra do senhor. Não importa quão difícil seja, gemendo ou chorando devemos fazer a obra de Deus (Sl 126:5,6). Os apóstolos experimentaram todo tipo de oposições, eles enfrentaram até a morte pela causa, no entanto, a visão que Paulo tinha, era que a obra seria aperfeiçoada “Tenho por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo” (Fp 1:6). Se você está enfrentado dificuldades, não decline e nem participe do grupo que recua (Hb 10:39). Uma das maiores mensagem de Paulo foi na carta aos filipenses “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4:13), mesmo que nos falte algumas coisas, a presença de Deus em nós preenche o que nos falta. O SENHOR é a nossa força.

Pr. Elis Clementino