terça-feira, 21 de novembro de 2023

ESBOÇO 1322 ASSUNTO: CASAMENTO, UMA INSTITUIÇÃO DIVINA

 

ESBOÇO 1322
ASSUNTO: CASAMENTO, UMA INSTITUIÇÃO DIVINA.
“Por isso, deixará o homem a seu pai e a sua mãe e unir-se-á a sua mulher”. “Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem”. (Mc 10.7,9).
 
Irei discorrer nesse assunto sobra o matrimônio ou casamento, esse é uma matéria que somente serão apresentados quando são convocados os casais para uma reunião para essa finalidade. Existem atualmente muitos problemas no dia a dia dos casai que precisam ser abordados. A pedido de alguns obreiros eu trouxe de volta um assunto simples, mas de extrema importância sobre os acontecimentos no cotidiano dos casais. Muitas vezes não adiante fazer uma exposição muito técnica quando na verdade muitas pessoas encontrarão dificuldade para entender. Quem for comentar em alguma reunião para casais pode enriquecer com seus conhecimentos, suas experiencias ou até mesmo ampliar com textos bíblicos.
 
I.                     O QUE É O CASAMENTO?
  1. O casamento é a mais antiga instituição humana, Deus o instituiu com a finalidade de promover o bem estar do homem e a mulher e através dessa união povoar a terra.
  1. O casamento é a união durável entre duas pessoas de sexos diferentes e habilitados com legitimação religiosa ou civil. 
  1. O casamento é um estado honroso e o mais importante de todas as edificações, para a preservação do mesmo são necessários alguns pré-requisitos como: Bom relacionamento, conhecimento dos problemas, o desempenho nas relações, dar prioridades para que o casamento seja mantido.
II.                   RELACIONAMENTO.
Quando ponderamos sobre relacionamento compreendemos que há um vasto campo a ser explorado, mas é importante saber que há dois tipos consideráveis de relacionamento, são eles: o intrapessoal e interpessoal, eu digo que quando as pessoas não vão bem consigo mesma, muito menos irá com as outras, entretanto existem inúmeros fatores que contribuem para o mau relacionamento, principalmente entre os cônjuges. Esses fatores têm sido objeto de estudo por muitas pessoas interessadas em melhorar o relacionamento conjugal. Necessariamente os cônjuges devem sentir-se valorizados e amados, com essa atitude demonstram a pessoa a qual ela se uniu a importância dessa união (Mc 10:7,9).
 
As palavras amáveis sempre devem ser proferidas ou usadas pelos cônjuges, pois isso é saudável e constrói, ou seja, não há felicidade entre os cônjuges quando o relacionamento não é saudável. Cada pessoa sente a necessidade de ser ouvida, especialmente os cônjuges, quando eles não se escutam com os ouvidos e nem com o coração, ambos se sentirão mal-amados, e involuntariamente se distanciam um do outro. A comunicação pode indicar se a ralação é boa ou está em crise, por isso é preciso levar em consideração e pôr em prática:
  1. Os cônjuges não devem negar-se a dialogar sobre as dificuldades do casamento;  
  1. Eles devem ser atenciosos e não responda até que a outra pessoa tenha acabado de falar (Pv 18:13; Tg 1:19).
  1. Seja tardio para falar, pense antes, não seja apressado. Fale de tal forma que a outra pessoa compreenda e aceite o que você está dizendo (Pv 15:23,28; 21:23; 29:20; Tg 1:19);
  1. Fale sempre a verdade, mas com moderação e amor;
  1. Não exagere (Ef 4:15; Col 3:9);
  1. Jamais use o silêncio para cônjuges precisam interagir nesse momento, eles devem levar em consideração o diálogo, não frustre o seu companheiro (a).
  1. Não demonstre falta de interesse em ouvir o outro;
  1. Não se envolva em brigas, é possível você discordar sem elas (Pv 17:14; 20:3; Rm 13:13; Ef 4:31);
  1. Não responda com raiva ou ira, use a resposta branda e bondosa (Pv 14:29; 15:1; 25:15; 29:11; Ef 4:26,31);
  1. Saiba que a comunicação no casamento não é tudo, mas com certeza uma boa comunicação evitará muitos problemas;
  1. Tenham cuidado! A falta de uma boa comunicação pode comprometer o seu casamento e consequentemente a família.
A palavra de Deus nos ensina que devemos coabitar com as nossas esposas com entendimento (I Pe 3,7), jamais trate a sua esposa como: lavadeiras, cozinheiras, passadeiras, objetos de prazer sexual, e nem a mãe dos seus filhos, pois o nosso tratamento reflete na formação deles. (o melhor ensinamento para seus filhos é seu exemplo. Os filhos devem ser criados de maneira consciente, visando o bem estar deles, o ensino é fundamental, tanto a educação no lar, quanto a cristã, por isso os pais não devem discutir na presença dos filhos e nem provocar ira neles). Não culpe ou critique a pessoa que você ama, ao invés disso, restaure... Anime.... Edifique (Rm 14:13; Gl 6:1; I Ts 5:11).
 
Como pastor eu presenciei vários epsódios, mas dois foram constragedores, perguntaram a um homem que estava ao lado da sua esposa, essa é a sua esposa? Ele respondeu: não, é a mãe dos meus filhos. Outra ocasião eu ouvi um marido dizer em uma conversa sobre o seu casamento, disse ele: eu casei com a minha esposa por falta de opção, o silêncio tomou conta do ambiente e foi muito constrangedor porque ela estava ao seu lado no momento, que grosseria, não é?
 
III.                 OS PROBLEMAS
Já falamos que há diversos problemas que contribuem para um mau relacionamento entre os casais, muitos deles são adquiridos na correria do cotidiano, hoje há um mau que atinge uma boa parte da humanidade o chamamos de estresse “o mau do século”, sintomas depressivos e transtornos do humor, eles afetam diretamente o relacionamento das pessoas, uma pessoa extremamente estressada e mal humorada, não ouve e nem fala bem, ela torna-se uma pessoa insuportável. Conviver com gente assim pode ser extremamente sofrível, principalmente quando tem filhos menores que se aterrorizam diante das explosões.
 
Fora das crises a pessoa recobra o seu controle, mas frequentemente tenta justificar suas ações por qualquer coisa lhe “tira do sério”. São aquelas pessoas que se dizem “calmas, mas não mexam comigo”. Além do mau-humor, as pessoas depressivas magoam-se com mais facilidade, tendo em vista a sua autoestima rebaixada, elas se tornam inseguras e com tendência ao ciúme, e a sensação que tem é de não serem amadas, entretanto algumas pessoas com depressão atípica “anormal” costumam estar constantemente de mal com a vida, essas pessoas se tornam intolerantes e difíceis.
 
IV.                DESENVOLVIMENTOS TECNOLÓGICOS
Atualmente com o avanço tecnológico muitas pessoas não sabem ainda conviver com ele, vamos destacar “as redes sociais”, muitos casais estão deixando de lado os momentos íntimos entre eles para estarem ao celular ou computador durante as madrugadas, isso tem gerado muitas crises ou conflitos entre os cônjuges. Muitos pastores estão ouvindo reclamações de ambas às partes, em algumas ocasiões os casos evoluem tanto que se tornam impossíveis reverter a situação, no entanto essas atitudes levam os cônjuges a defraudarem uns aos outros, isso é perigoso e pode até levar a infidelidade conjugal, dependendo do tipo de relacionamento nas redes sociais. A fidelidade implica no cumprimento básico de que os cônjuges devem suprir as necessidades sexuais do seu parceiro ou parceiras, pois as necessidades não supridas têm sido as causas de muitas crises e até separações.
 
O relacionamento conjugal puro e ética é aquela que está dentro dos padrões estabelecido por Deus (Hb 13.4), a prática sexual deve ser realizada no tempo certo, na hora certa e com a pessoa certa. Na intimidade do seu casamento, e na privacidade do seu quarto, o homem e a mulher aprendem gradualmente o significado do casamento sentindo-se que realmente são dois em uma só carne, pois é nesse processo de aprendizado que eles irão aperfeiçoando seu relacionamento e descobrindo como se ajudarem no prazer sexual. A manifestação física do próprio organismo no “orgasmo” não é vergonhosa e nem antiético, antiético é o marido ficar devendo a mulher o prazer no ato da relação, no entanto o marido deve estar preocupado com a satisfação e prazer da sua esposa. O esposo deve estar ciente que a sua esposa considera o ato sexual como parte de um relacionamento total com ela, o marido não pode somente pensar em si. Existem muitos casais que se sentem proprietários um do outro, por isso eles não se sentem na posição de conquistadores. O que você tem feito ao longo da sua vida conjugal para conquistar a sua mulher ou você esposa ao seu marido? Será que a sua forma de conquistar tem tido êxito?
 
V.                  O DESEMPENHO NO RELACIONAMENTO SEXUAL
O desempenho de uma relação sexual depende muito do psicológico ou do estado emocional dos cônjuges, preparar-se é imprescindível porque você irá satisfazer a pessoa mais importante da sua vida. O prelúdio é importante ele é o responsável pelo sucesso e o tempero do ato. Não podemos esquecer que o maior bem a ser compartilhado é o amor e nada deve por em risco o desempenho nesse momento, saiba também, a mulher é estimulada pelo que ouve e o homem pelo que vê.
 
 VI. DEZ CAUSAS QUE PODEM COMPROMETER O ATO.
1. Uma palavra desagradável de um dos cônjuges.
2. A recordação de algo ruim de um dos cônjuges em relação ao passado.
3. Evitar qualquer ação grosseira nessa hora.
4. O Silencio no ato da relação sexual.
5. A não correspondência de caricias.
6. Preocupação.
7. Uma chamada telefônica.
8. Uma pessoa batendo à porta.
9. Uma dívida.
10. Um ambiente desfavorável.

     VII. COMPREENDER AS DIFICULDADES UM DO OUTRO.
Além das dificuldades já mencionadas ainda existem outras que os cônjuges devem ser levados em consideração, os problemas de saúde como: Cansaço físico, falta de apetite sexual, uma disfunção hormonal, próstata; falta de testosterona, falta de libido, dificuldade na ereção, ejaculação precoce, deficiência hormonal; dificuldade no relaxamento sexual, ausência do orgasmo. Recomenda-se que depois do ato sexual haja comentário, beijos, caricias, para que o seu parceiro ou parceira sinta-se valorizado. O casamento silenciosamente amargurado e invasivo, sem sexo, pode ter dois caminhos: Continuar sem gosto, sem sal, sem sexo, sem afeto ou uma separação amigável. Caso haja um desses problemas e seja continuado o casal deve procura um profissional da saúde para tratar dos problemas.
 
        O casamento é uma benção divina, onde o primeiro bem a ser compartilhado é o amor, devido a sua importância devemos evitar quaisquer tipos de ações que venham comprometer essa união. Devemos realizar todos os esforços para manter um bom relacionamento e buscar fortalecimento que resultará em benefício para toda a família. Vale ressaltar, que é preciso reunir todos os esforços para manter o seu casamento, pois não há nada que compense a destruição dele. Aconselho aos casais terem muito diálogo antes de tomar qualquer decisão precipitada, antes de tudo os cônjuges devem buscar a direção de Deus e a graça para vencer, sem deixar de pensar no melhor para a sua família.
 
Entre os cônjuges o maior bem a ser compartilhado é o AMOR.
 
Pr. Elis Clementino

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

ESBOÇO 1321 ASSUNTO: DONS ESPIRITUAIS.

ESBOÇO 1321 *
ASSUNTO: DONS ESPIRITUAIS.
TEXTO: “Mas a manifestação do Espírito Santo é dada a cada um para o que for útil” (I Coríntios 12:7).
 
INTRODUÇÃO:
Os dons espirituais são manifestações da graça divina, subsídios pelo Espírito Santo para edificação, fortalecimento e crescimento da igreja. O termo usado para falar sobre os dons espirituais no grego (CHARISMA) relaciona-se com a palavra graça, que significa algo dado à igreja através da graça divina. No entanto, para que esses dons não sejam utilizados incorretamente, é fundamental que os cristãos conheçam e compreendam a sua importância. O apóstolo Paulo, ao escrever à igreja de Corinto, enfatizou a necessidade de discernimento e zelo na busca e no uso dos dons espirituais (I Co 12:1). Infelizmente, muitos crentes desconhecem ou negligenciam essas dádivas, privando a igreja de sua plena manifestação e do impacto que esses dons podem trazer para a comunhão e crescimento espiritual dos fiéis. A falta de conhecimento e ensino adequado levou muitos a usá-los de forma condicional ou até mesmo ignorá-los. Por isso, é essencial compreender a veracidade dos dons espirituais, sua diversidade e sua função no Corpo de Cristo. Neste estudo, exploraremos a origem, as categorias e a aplicação dos dons espirituais, destacando sua relevância na vida cristã e incentivando a busca por uma experiência mais profunda com o Espírito Santo. Que este conhecimento nos motive a buscá-los e utilizá-los para a glória de Deus.
 
I.                 VERACIDADE DOS DONS.
Os dons espirituais são uma das verdades que deve ser difundida na igreja. Infelizmente, alguns pregadores se amoldam a outros temas e deixam de lado as doutrinas fundamentais. Essa substituição tem levado muitos crentes a não se interessarem sobre o tema ou sobre a manifestação do Espírito Santo na igreja. O estimado apóstolo Paulo já via essa falta de apreço sobre o uso dos dons espirituais na igreja de Coríntios (I Coríntio 12:1), constitui-se falta de conhecimento o uso incorreto dos dons espirituais.
 
       II. VARIEDADE DE DONS.
Paulo apresenta uma diversidade de operações desses dons concedidos aos crentes, mas a fonte é um só: ESPÍRITO SANTO (I Co 12:4-6). São nove os dons espirituais, eles estão distribuídos na igreja entre os crentes e com finalidades específicas.
 
      III. OS DONS MINISTERIAIS:
Esses dons descritos por Paulo (Romanos 12.6-8 e Efésios 4.11) não podem ser confundidos com os dons espirituais, pois os ministeriais foram dados à igreja também com finalidades específicas: preparar o povo para o trabalho cristão; e o aperfeiçoamento da igreja “... querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Efésios 4.12) e crescimento espiritual do corpo de Cristo, conforme o propósito divino (Efésios 4.13-16). Deus chama pessoas e capacita-as para o serviço cristão.
 
    IV. OS DONS ESPIRITUAIS:
1. A uns, o Espírito Santo dá a mensagem da sabedoria.
2. A outros, o mesmo Espírito dá a mensagem do conhecimento.
3. Outros recebem, pelo mesmo Espírito, o dom da fé;
4. A outro, o poder de curar;
5. Outro recebe o dom de operar milagres.
6. Outro recebe o dom de anunciar a mensagem de Deus.
7. Outro recebe o dom de discernir os espíritos, ou seja, se eles são de Deus ou não.
8. Para outros é dado o dom de línguas estranhas.
9. A outro, a interpretação dessas línguas (I Co 12:8-10).
 
Esses dons procedem de uma única fonte do Espírito Santo, eles são distribuídos conforme a sua vontade, eles não são motivos de exibição pessoal ou promoção espiritual, mas são para edificação da igreja. Há dois tipos de dons que são mais conhecidos e usados na igreja, são eles: os dons de línguas estranhas e o de profecias, embora muitos cristãos não saibam usá-los, além de ignorar os de sabedoria e de conhecimento quando são manifestos na igreja através daquele que está ministrando a palavra. Observem que eles focam mais os dons de línguas e o de profecias (I Co 14.18,19). É bom entender que cada crente pode ter mais de um dom espiritual, pois as escrituras não determinam a quantidade que você pode ter.
 
Eu não desejo apresentar aqui os dons espirituais conforme a ordem que Paulo descreveu em sua epístola (I Co 12.8-10), mas pelas classificações.
 
        V.  DONS DE REVELAÇÃO:
a) Palavra de Sabedoria (I Co 12.8a) É uma palavra ou uma anunciação do Espírito Santo, para satisfazer a necessidade de solução de um problema particular.
b) A palavra do conhecimento (I Co 12.8b) é a manifestação sobrenatural de algum fato que existe na mente de Deus. Por sermos limitados, não podemos conhecer, a não ser que o Espírito Santo revele, fazendo com que o homem se torne participante da onisciência de Deus.
c) Discernimento de Espírito (I Co 12.10c). É através desse dom que Deus revela ao crente a fonte e o propósito de qualquer forma de poder espiritual, se é de Deus ou não.
 
       VI. DONS DE PODER:
Os dons de poder são aqueles que se relacionam abaixo:
a.  Dons de curas (I Co 12:9b), no grego, tanto o dom de (curar) como seu efeito, observem que está no plural, o que nos leva a entender que existe uma variedade de modos na operação deste dom.
b. Operação de Milagres (I Co 12:10), ambas as palavras aparecem no original grego, no plural, o que sugere que há uma variedade de modos de milagres e atos de poder. Milagres e maravilhas entendem-se ser qualquer fenômeno que altera uma lei estabelecida.
c. Profecia é uma proclamação do Espírito Santo sobre algo a revelar que não está na mente humana, ela serve para exortar e edificar a igreja, é um dom que necessariamente deve ser buscado (I Co 14.1).
d. O dom da fé se entende como uma fé especial e sobrenatural (I Co 12:9), sendo um verdadeiro apelo a Deus no sentido de que Ele intervenha sobre nós quando se esgotam todos os recursos humanos.  Fé (I Co 12.9a).
 
        VII. DONS DE INSPIRAÇÃO:
Inspiração – Na teologia, é o movimento divino segundo a fé cristã. Os escritores das sagradas escrituras foram movidos e guiados por Deus para escreverem de maneira harmônica.
a.       Variedade de línguas (I Co 12.10d). É a expressão falada e sobrenatural, uma língua nunca aprendida pela pessoa que fala, nem mesmo o que fala sabe, a não ser que haja alguém que também de maneira sobrenatural interprete.
b.      Interpretação das línguas – É a capacidade sobrenatural dada pelo Espírito Santo para interpretar, ou seja, as línguas estranhas devem ser interpretadas senão tornar-se-ão sem fruto para os ouvintes ler (I Co 14:2, 27).
 
CONCLUSÃO:
Os dons espirituais são expressões da graça divina concedidas à igreja para a edificação e fortalecimento do Corpo de Cristo. Como crentes pentecostais, devemos buscar com zelo essas dádivas, especialmente o dom de profecia, que edifica, exorta e consola a igreja (I Co 14.1). No entanto, é essencial lembrar que os dons devem ser usados ​​com sabedoria e em conformidade com a vontade do Espírito Santo, sempre transferidos para glória e louvor do Senhor. A busca pelos dons espirituais deve estar alicerçada na oração, na comunhão com Deus e no desejo sincero de servir ao próximo. Contudo, Paulo nos adverte que, sem amor, mesmo os maiores dons perdem seu valor. Você pode ter todos os dons espirituais, mas se não tiver amor, nada adiantará (I Co 13:1-2). Assim, recomendamos usar os dons com humildade, compaixão e compromisso com o Reino de Deus, confirmando que tudo provém do Espírito Santo e deve ser usado para a edificação da igreja e a manifestação do poder divino no meio do seu povo. Amados, devemos buscar e usar os dons espirituais de maneira sábia e responsável, sempre guiados pelo amor e pela obediência.
 
Consulta: Bíblia Estudo Pentecostal
Pr. Elis Clementino

sábado, 28 de outubro de 2023

ESBOÇO 1320 ASSUNTO: OS OLHOS, A CANDEIA DO CORPO.

 
ESBOÇO 1320
ASSUNTO: OS OLHOS, A CANDEIA DO CORPO.
TEXTO: A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o que corpo terá luz; Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!  MATEUS 6:22,23.
               
Todos sabem da importância dos olhos para o corpo humano, ele reflete luz. Jesus fez uma alegoria interessante entre a luz dos olhos e a luz que irradia a nossa vida espiritual, ou a luz que resplandece na alma, então vamos falar rapidamente sobre os olhos, a candeia do corpo.
 
I.                     JESUS, O CRIADOR.
Já sabemos que Jesus conhece perfeitamente como funciona todos os órgãos do nosso corpo e como eles se comportam, ele foi o criador (Gn 1:26-28; Jo 1:3; Cl 1:16), assim ele conhece tudo ao nosso respeito. Jesus tomou como referência um órgão de grande importância para o nosso corpo, os olhos refletem luz e por ele vemos a luz do sol, por isso Jesus disse que a candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz. Jesus se refere aos olhos que não enxergam a beleza que nos oferece a graça divina e nem as preciosidades que ela nos oferece.
 
II.                   AS QUALIFICAÇÕES DOS OLHOS.
      a.       Olhos maus- Essa expressão indica que quando os olhos não estão sadios todo corpo sofre “Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, a luz que há em ti são trevas, quão grandes serão tais trevas” (Mt 6:23; Lc 11:34-36). Os nossos olhos quando maus eles podem estar carregados de poderes malignos, eles podem até influenciar negativamente em determinadas pessoas, quem não já ouviu falar em mau olhado, pois é, tem pessoas que seus olhos são tão maus que são capazes disso.
 
  1. Olhos bons - No sentido figurado os olhos representam a lâmpada do corpo, eles estando saudável todo corpo se beneficiará, isso significa que estamos refletindo as boas ações e através delas Deus é glorificado. Os olhos refletem a beleza de tudo o que há diante de nós, a visão mantém a estabilidade do nosso corpo. Quem anda na escuridão tropeça (11:9,10).
Praticamente, tudo o que Jesus falava tinha significado espiritual, se a nossa vida espiritual brilha pela sua luz tudo está bem, ele é a luz que alumia os que estão em trevas (Is 9:2; Mt 4:12-17; Jo 8:12). Uma visão turva a respeito de Jesus e a sua obra foram lançadas em rosto diante dos cristãos da Galácia “Ó gálatas insensatos! Quem vos enfeitiçou”? Não foi diante dos vossos olhos que Jesus Cristo foi exposto e crucificado?” (Gl 3:1)”. Parecia que nada do que Jesus havia passado na crucificação eles viam ou não lembravam mais, o que eles viram não foi uma ilusão, mas uma realidade.

III.                 A SEGUEIRA ESPIRITUAL.
Essa é a pior cegueira, porque ela compromete o destino da alma, os cegos espirituais não enxergam o caminho que leva a Deus, esse tipo de cegueira faz o homem a não conhecer:
1.       A Deus.
2.       A sua palavra.
3.       E a gravidade do pecado.
 
As pessoas com bons olhos irradiam luz, eles representam a grandeza divina em suas vidas, na vida espiritual delas irradiam luz como astros no mundo, elas são luzes que brilham em meio as trevas do pecado. A nossa visão espiritual deve está perfeita, ela nos faz enxergar os tropeços espirituais, portanto, devemos manter os nossos lombos cingidos e as nossas candeias acesas todo tempo (Lc 12:35).
 
Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

ESBOÇO 1319 ASSUNTO: CONHECENDO A ARVORE PELO FRUTO.

 
ESBOÇO 1319
ASSUNTO: CONHECENDO A ÁRVORE PELOS FRUTOS.
TEXTO: MATEUS 7:15-17; 12:33
 
Falarei nesse assunto sobre árvore e seus frutos, algo bem conhecido de todos nós. Esse assunto pode trazermos uma grande edificação espirituais. Frutificar é um dever de todos nós, seja em que âmbito for.
 
A. CONHECENDO A ÁRVORES PELOS FRUTOS.
 Árvores más e árvores boas, ninguém conhece uma árvore enquanto ela não der fruto, as folhas nada dizem sobre os frutos. Muitas vezes nos enganamos com algumas árvores que plantamos em nossa cassa, já tive ocasião de plantar e depois ter que derrubar porque ela não deu frutos, folhas servem apenas de sombra, mas também ninguém se alimenta delas, embora elas sejam importantes na natureza, que de alguma maneira ela contribui com o eco sistema purificando o ar, algumas produzem flores, cujo pólen é muito útil como método medicinal, a sua madeira serve para confeccionar moveis, mas também produzir frutos que alimentem. O que Jesus pretendia dizer sobre aquela figueira?
 
B. A LIÇÃO.
A maior lição que Jesus pretendia dar aos seus discípulos era puramente espiritual, passando ele diante de uma figueira e não achou figos, então na presença dos seus discípulos ele a amaldiçoou para que ela não mais desse fruto (Mc 11:12-14). O que ele fez os discípulos conhecerem?
1.       O poder das palavras (Mc 11:23; Mt 7:20).
2.       O poder da fé.
3.       A árvore que não produz fruto deve ser cortada (Jo 15:1-7,16).
4.       As que produzem frutos devem ser limpas para dar mais fruto.
 
C. JESUS, A VIDEIRA VERDADEIRA.
Jesus diz: “Eu sou a videira verdadeira”, e meu pai é o agricultor. Uma árvore é composta de ramos e galhos, ambos estão ligados nela e devem produzir frutos, os galhos que não derem frutos, a tira e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.  Os agricultores conhecem a antiga poda, eles fazem para limpar a fruteira para ela produza mais frutos. A vara de si mesma não dá fruto e para produzir frutos tem que está ligada a videira, nós somos as varas, se estivermos ligadas a videira daremos muito frutos, se não der fruto ela será cortada e lançada no fogo (Jo 15:1-7).
 
D. ESCOLHIDOS E NOMEADOS.
Jesus disse: Vocês não escolheram a mim, fui eu que escolhi vocês e vos nomeei, ou seja, eu designei vocês para isso, dar frutos e estes permaneçam (Jo 15:16). A frutificação do cristão deve ocorrer em três conjunturas:
1.       Produzir através do serviço cristão durante a sua vida,
2.       Produzir fruto de justiça,
3.       Produzir frutos espirituais por intermédio do fruto do Espírito (Gl 5:22-26).
 
Amados, devemos levar em consideração o chamado de Jesus Cristo, e a nossa nomeação para uma causa nobre, produzir frutos de justiça é um dever de quem o segue. Para poder produzir esses frutos é necessário ter uma vida de verdadeira renúncia. Devemos compreender que tudo quanto desempenharmos aqui seja compatível ao que ele ensinou, pois quando uma pessoa recebe Jesus Cristo como o seu salvador, dali em diante ele deve absolver os seus ensinamentos, quem os guarda terá um bom desenvolvimento em todos os aspectos da vida. Produzir fruto é uma necessidade inerente de todo cristão.

Obs. Esses esboços servem apenas como guia, você pode enriquece-lo com seus comentários.

Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

ESBOÇO 1318 ASSUNTO: NÃO NEGOCIE SEUS PRINCÍPIOS E NEM VALORES.

 
ESBOÇO 1318
ASSUNTO: NÃO NEGOCIE SEUS PRINCÍPIOS E NEM VALORES.
TEXTO: Porém Nabote disse a Acabe: Guarde-me o Senhor de que te dê a herança de meus pais. I REIS 21:3.
 
Falarei nesse assunto sobre duas coisas inegociáveis, princípios e valores. Quando Deus formou o homem estabeleceu princípios e valores que seriam inegociáveis. Desejo de maneira simples começar apresentando os princípios estabelecidos por Deus ao primeiro homem no Éden.
 
I. A FORMAÇÃO DO HOMEM.
Conforme a Bíblia, Deus formou o homem do pó da terra, soprou em suas narinas o fôlego da vida o tornando alma vivente, ele também preparou o no Éden um ambiente para ele pudesse viver, lá ele podia trabalhar guardando o jardim (Gn 2:7-9, 15). Deus formou o homem para o trabalho, ele tinha tudo no Éden, mas o casal foi expulso do Éden. O casal não teve mais privilégios, então ele passou a viver do suor do seu rosto, ou seja, trabalhar duro para sobreviver, isso porque ele não guardou o que Deus havia estabelecido.
 
II. PRINCÍPIOS.
Podemos dizer que é um conjunto de normas ou mesmo padrões a ser seguido pelo indivíduo, quanto as regras são normas a serem cumpridas, saiba, porém, quem não guarda princípios terá que arcar com as consequências.
 
III. PRINCÍPIOS ESTABELECIDOS POR DEUS.
Princípios têm um valor que é universal, os valores descrevem de maneira particular cada pessoa. Deus estabeleceu princípios e por eles o homem poderia continuar no Jardim dando nomes aos animais e o guardando, mas um princípio ele teria que manter além do trabalho, o de não desobedecer a ordem divina a não comer do fruto da árvore proibida. A quebra desse princípio ocasionaria sérias consequências. Após desobedecem a Deus três coisas aconteceram com o casal:
a.       Foi expulso do Jardim.
b.       Passou a viver do suor do seu rosto.
c.        Teve a sua vida limitada.
Adão estava ciente, e para que não acontecesse essas coisas, restava-lhe apenas obedecer (Gn 2:17,19). A lei da livre escolha para o homem começou ali, porém, cabia a ele a decisão de obedecer ou não. Adão e Eva negociaram valores com a serpente, muitas vezes os nossos valores são ambicionados pelo inimigo das nossas almas, principalmente o que é de mais precioso de Deus para o homem, “a sua comunhão com Deus”, mas para alguém subtrair seus valores é preciso tentar-lhe, como fez a serpente, para conseguir foi necessário ela mentir para Eva, vejam o diálogo entre Eva e a Serpente (Gn 3:1-7).
 
IV. PRINCÍPIOS E VALORES SÃO INEGOCIÁVEIS.
A negociação de valores pode ocorrer em várias esferas:
1.       Através de herança - A herança de Nabote era inegociável, ela era sagrada, se ele aceitasse vendê-la acabaria com a história dos seus descendentes, vejam o que fora estabelecido por Deus sobre a herança (Lv 25:23; Nr 27:1-11; 36:1-12), por essa razão ele recusou vendê-la a Acabe, mediante a proposta de Acabe leiam o que ele disse: (I Rs 21:2,3).
2. Princípios deixados como herança - Os recabitas deram uma lição quando o próprio povo de Deus não estava valorizando seus princípios, por isso Deus levou o profeta Jeremias a casa dos recabitas para ele transmitisse essa lição para o povo (Jr 35:1-10).
3. Os valores morais – São juízos construídos     em uma sociedade no conceito do é certo ou errado, baseado no comportamento, do proceder do indivíduo.
4.       Os valores espirituais. O Rei Josafá se junta com Acabe para irem a guerra, porém Josafá o questiona sobre se havia algum homem de Deus para o consultar, mas veja o que Acabe diz sobre profeta Micaias (I Rs 22; 2 Cr 18:6,7). Os mensageiros foram buscar Micaias, mas eles começaram a querer negociar princípios com o profeta pelo caminho (2 Cr 18:12), porém vejam a respostas de Micaias (2 Cr 18:13). Acabe não quis ser contrariado, já que seus profetas o incentivaram a ir à guerra., porém o resultado foi trágico (I Rs 22:34). Micaias não negociou seus princípios, mesmo preso e sustentado com pão e água (I Rs22:27). Um profeta faz o outro negar um principio estabelecido por Deus, o profeta novo e o velho profeta (I Rs 13:1-29). A desobediência e negação de valores custam caros. No tempo dos apóstolos houve um acontecimento, a chegarem em Samaria havia um certo Simão, ele era mágico e enganava a muitos, veja o que relata Lucas em (At 8:1-24). Valores espirituais são inegociáveis.
 
Amados, necessitamos muito de manter os nossos princípios, morais e espirituais, pois a quebra desses princípios começou lá no Edem quando o homem desobedeceu às ordens do Senhor. A conservação dos nossos valores depende de nós, cada um valorize o que tem. É lamentável que os valores morais estão em declínio conforme foi descrito por Paulo na sua carta a Timóteo (2 Tm 3:1-5). Como esses tais podem conservar seus valores? Deus nos guarde, conservem e guarde os valores mais importantes da vida, como os valores morais, da família e os espirituais.
 
Pr. Elis Clementino