terça-feira, 2 de julho de 2024

ESBOÇO 1373 TEMA: A FALSA SANTIDADE.

ESBOÇO 1373
TEMA: A FALSA SANTIDADE.
TEXTO: “E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:” Lc 18.9-14.
              
Muitas vezes somos enganados pela aparência; nem tudo o que se vê por fora de um indivíduo corresponde com o que está dentro do seu coração. Nada há mais enganoso do que o coração (Jr 17.9), é dele que resultam os pensamentos maus (Mt 15.19; Mc 7.21), e ninguém sabe o que está dentro dele, senão o SENHOR (Jr 17.10; I Sm 16.7; 2 Cr 28.9; Rm 8.27; Ap 2.23; Jr 32.19; Rm 2.6). Jesus apresenta uma parábola envolvendo dois personagens com atitudes diferentes, o FARISEU e o PUBLICANO. O texto mostra: “Dois homens subiram ao templo, a orar; um fariseu e o outro publicano” (Lc 18.10). É grande a diferença entre a oração do fariseu e a do publicano. Deixando-os de lado, quero comentar sobre a postura e o conteúdo da oração de cada um.
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1. A postura do fariseu na oração.
A única coisa capaz de revelar o que está no coração do indivíduo são as suas atitudes. Visualizando de forma simples, inicialmente, não daria para notar se havia diferenças entre eles, pois eram apenas duas pessoas que caminhavam para o templo. A postura e as atitudes é que fizeram toda diferença. Nenhuma atitude orgulhosa no coração de uma pessoa deixará de ser revelada, principalmente o orgulho religioso, pois aquele fariseu, na sua oração, declarou ser mais justo que todos os homens, e nessa altivez de espírito ele menosprezava e julgava os outros.
 
A sua postura era totalmente incoerente em ralação à humildade, ele põe-se em pé e pelas suas palavras revela tudo o que estava dentro do seu coração. As coisas ruins que o homem tem guardado no coração são reveladas pelas atitudes e palavras (Lc 6.45). A sua oração foi recheada de hipocrisia, dizendo: “Ó, Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como esse publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.” Parece que isso era o suficiente para impressionar a Deus, e certamente mais alguém que estivesse presente (Lc 18.11,12). “A pessoa que pensa ser justa por seus próprios esforços não tem a consciência da própria natureza pecaminosa, da sua indignidade e da sua permanente necessidade da ajuda, misericórdia e graça de Deus.” B.E. Pentecostal.
 
2. A postura do publicano na oração.
A simplicidade chama a atenção de Deus, as escrituras provam isso, a oração do publicano não impressionava ninguém, ela assoalhava que o seu coração estava totalmente desprovido de todo orgulho; ao contrário do fariseu, ele demonstrava ter a consciência da sua natureza pecaminosa e mostrara que não era digno nem de olhar para o céu, batia no peito expressando as seguintes palavras “Ó Deus, sê propício a mim pecador” (Lc 18.13).
 
3. Os merecidos lauréis.
O fariseu Justificou-se a si, rejeitando toda gratuita justiça de Deus (Rm 3.20) e voltou para sua casa totalmente, justificado, talvez pensando que a sua oração fosse de impressionar a Deus, e se gloriava da exposição daquelas lindas palavras, que em nada agradaram a Deus (Lc 18.14). Deus não se impressiona com ricos vocabulários. Paulo entendia essas verdades ao pregar o evangelho, para que a fé dos crentes não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus (I Co 2.4).
 
O publicano foi justificado por Deus através da sua humildade e fé, e não o fariseu, pois todo que se exalta será humilhado; mas o que se humilhar será exaltado (Lc 18.14).
 
As nossas orações e atitudes devem ser feitas conscientemente, sem exibições de santidade, porque Deus conhece os corações.   Jamais tente impressioná-lo. Aqui, duas pessoas oravam com posturas diferentes, um orgulhava-se dos seus atos, o outro se humilhava, considerando-se apenas um pecador.

Pr. Elis Clementino

 

Pr. Elis Clementino.

quinta-feira, 27 de junho de 2024

ESBOÇO 1372 TEMA: CUIDADO COM O QUE VÊS.

 

ESBOÇO 1372
TEMA: CUIDADO COM O QUE VÊS.
TEXTO: 2 SAMUEL 11:2.

A visão é um órgão vital do corpo humano, ela reflete luz e, por ser ela responsável por parte da nossa reação, quando as coisas refletem em nossos olhos. Os olhos precisam ser tratados tanto para mantê-la como órgão do corpo como no âmbito espiritual.
 
1.  Visão acende os desejos.
Muitas coisas podem entrar para o coração pelos olhos, há um dito popular que diz: aquilo que os olhos não veem, o coração não sente, no entanto. Pelos olhos nascem os desejos bons e maus. Quando a visão é encaminhada para as concupiscências, dá à luz ao pecado (Tg 1:14-15).
 
2. Exemplos.
— Acã viu uma capa babilônica e uma cunha de ouro e cobiçou (Js 7:21), esse foi o pecado que entrou pelos seus olhos.
— Davi, ao ver Bete-Seba, mulher de Urias, tomando banho, a desejou (2 Sm 11:2-4). Há determinadas coisas que podemos ver, mas não focar a sua visão, principalmente aquilo que pode comprometer a nossa vida espiritual. Davi podia ver e não desejar, porém, como rei, ele podia até a possuir, no entanto, o estrago foi muito maior. O maior pecado de Davi foi, ao saber que Bete-Sabe estava grávida, ele ter tentado com uma manobra esconder a paternidade do filho, fazendo com que o seu fiel soldado escudeiro que o protegia fosse para casa e deitasse com a sua mulher, para negar ser seu filho. Porém, o pior estava para acontecer, quando Urias não aceita ir para casa, pede a Joabe, quem liderava a batalha, que o colocasse de frente em uma baralha (2 Sm 11:11-27). A concupiscência de Davi deu à luz ao pecado (Tg 1:14-15).

3. As consequências do pecado.
A nossa natureza precisa ser controlada pelo Espírito, onde há um grande combate (Gl 5:17). Quando não permitimos esse controle, arriscamos pagar com as consequências, e assim perdemos o sono, a família, amigos devido à cobiça ter entrado pelos olhos, pois um abismo chama outro abismo (Sl 42:7).
— Acã destruiu a sua vida e da família devido ao pecado que entrou pelos olhos, ele viu e desejou, e por causa desse pecado, Israel estava dando as costas para seus inimigos durante a batalha (Js 7:19-26).
— Davi, começo a sofrer as consequências logo com a morte do filho, a resposta de Deus foi bombardear a sua mente pelo que ele havia feito com Urias. Davi é repreendido por Natã (2 Sm 12:1-15).
— A espada do Senhor não se afastou da casa de Davi, como falou o profeta Natã (2 Sm 12:10). Dali em diante, muitas tragédias aconteceram na sua família. Não vale pena pecar, Deus é o justo juiz que julga com retidão e aplica a sentença (Sl 7:8; 9:8).

4. Advertências.
Cuidado com o que vês, os nossos olhos podem nos deixar fora do reino de Deus. Jesus recomenda a respeito dos nossos olhos (MT 18:9). Os nossos olhares devem, para determinadas pessoas, precisam ser ungidos com o colírio da graça (Ap 3:18). Os nossos olhos devem ser puros, sem maldades, principalmente como cristão, pois devemos também nós homens olharmos para as mulheres e vê-las como irmãs, as jovens como filhas. Jamais permita que o diabo use os seus olhos naturais para fazê-lo pecar. Não vale pena pecar, Deus é o justo juiz que julga com retidão (Sl 7:8; 9:8).

5. A visão espiritual.
Os olhos físicos podem comprometer a visão espiritual, mas a visão e o discernimento espiritual jamais serão comprometidos pelos olhos naturais (I Rs 14:2-6). Quando pomos os nossos olhos naquilo que não convém, toda a nossa vida espiritual será comprometida. Cuidado com o que vês!

Amados, tenha cuidado com seus olhares, não ponha coisas más diante dos seus olhos (Sl 101:3-5). Cuidado com que assistes. Os desejos carnais entram pelos olhos, porém, saiba que o pecado tem alto preço. Além disso, os olhos do Senhor estão nos vendo, de maneira que ninguém se esconde dele (Jr 23:24; Hb 4:13-15). A nossa mente, nossos olhos, mãos e pés, ou seja, todo o corpo, seja plenamente conservado (1 Ts 5:23).

Pr. Elis Clementino.

quarta-feira, 19 de junho de 2024

ESBOÇO 1371 TEMA: A DISSIMULAÇÃO DA FALSIDADE.

 

ESBOÇO 1371
TEMA: A DISSIMULAÇÃO DA FALSIDADE.
PROVÉRBIOS 26:23-26
 
A falsidade esconde o mau, as pessoas que usam desse artifício não correspondem ao que há no coração, ou seja, não condiz com a realidade. As pessoas inocentes e simples acreditam nelas, no entanto, um dia a capa da falsidade cai.
 
I. Significado.
1. Dissimulação é a “ocultação, por um indivíduo, de suas verdadeiras intensões."
2. Falsidade é uma qualidade do que é falso, aquilo que parece, fingimento, hipocrisia e mentira. A falsidade está presente em todos os lugares, principalmente nos relacionamentos. “Na filosofia, o posto da verdade é dizer algo diferente daquilo que é ou dizer aquilo que não é, ou dizer aquilo que não é aquilo que é” Isso significa mentir.
 
A palavra sincera foi idealizada pelos romanos, eles fabricavam certos vasos de uma cera especial. Essa cera era, às vezes, tão pura e perfeita que os vasos se tornavam transparentes. Em alguns casos, chegava-se a distinguir um objeto, um colar, uma pulseira ou um dado, que estivesse colocado no interior do vaso. Para o vaso assim, fino e límpido, dizia o romano vaidoso: como é lindo! Parece até que não tem cera! “Sine cera”, queria dizer, “sem cera”, uma qualidade de vaso perfeito, finíssimo, delicado, que deixava ver através de suas paredes e da antiga cerâmica romana.
 
O vocábulo passou a ter um significado muito mais elevado. Sincero é aquele sendo franco, leal, verdadeiro, que não oculta, que não usa disfarces, malícias ou dissimulações. O sincero, à semelhança do vaso, deixa ver através de suas palavras os nobres sentimentos de seu coração. Sincera é uma palavra que inspira confiança, é uma palavra que acolhe, esse vocabulário deveria estar presente em toda alma.
 
Sinceridade, muitas vezes, não consideramos a sinceridade das pessoas, porque há expressões sinceras que nos parecem grosseiras, não é? Existem pessoas que são tão sinceras que acabam sofrendo por conta da sua sinceridade. Dura coisa é você reverter uma mentira para um povo que se acostumou a ouvir e acreditar em falsidade. O cristão não deve mentir e nem ser falso, Deus dá mandamentos contra a mentira e a falsidade (Ex 20:16; Pv 12:22).  
 
II. Enganoso é o Coração. A Bíblia diz que enganoso é o coração mais do que todas as coisas. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17:9). A mentira e a falsidade estão em todos os lugares e no coração de muitas pessoas, a falsidade e a mentira se travestem de verdade para enganar. Mesmo tendo consequências, as pessoas continuam usando a falsidade, isso é um pecado fingir para enganar. É do coração do homem que saem essas coisas (Mt 15:18,19).
 
III. O Engano.
As pessoas que vivem do engano apresentam um fundo de verdade naquilo que dizem ou que fazem, elas entendem que, se não usarem desses artifícios, nada conseguem. Há pessoas que dizem: “o que é falso parece levar vantagem diante da verdade”. Conheci uma senhora que trocou a sua aliança de verdade por uma falsa, só porque brilhava mais que a dela, porém devemos saber que nem tudo que é amarelo e reluz é ouro.
 
A falsidade e a mentira escravizam muitas pessoas, há aquelas que não podem viver sem mentir, esses tais precisam ser libertas. As falsificações estão tão sofisticadas e aperfeiçoadas nas semelhanças que muitas pessoas acreditam serem originais, vejam o que disse Salomão:
— A falsidade e a mentira são como uma camada esmalte sobre um vaso de barro (Pv 26:23-26).
— Lábios mentirosos podem ocultar um coração mau.
— Quem odeia disfarça as suas intenções com os lábios, mas no coração abriga a falsidade.
— Usam como estratégias conversas mansas, delicadeza que não passam de armadilhas.
 
IV. Recomendações contra a falsidade.
As pessoas falsas e mentirosas carregam em si artifícios capazes de enganar, quem nunca foi enganado pelas tais? A recomendação de Salomão é não acreditar nelas, pois seus corações estão cheios de maldade. Você já recebeu elogios e percebeu que não era tudo aquilo que você estava ouvindo? Pois, bem! Eles acontecem com frequência, os fazem com o intuito de extrair de você algo que interessa a elas, portanto, fique esperto! Cuidado com os elogios dos falsos. Um elogio puro e verdadeiro vem do coração, ele reflete uma admiração e apreço por alguém através das suas. Podemos distinguir com facilidade entre um elogio verdadeiro de um falso. Precisamos ser honestos e corretos em nossas palavras para elas serem consideradas verdadeiras.
 
Amados, devemos ter cuidado porque a falsidade está presente em todos os lugares, e por vezes tão perfeita que não percebemos. Nem tudo que reluz é ouro, nem tudo o que ouvimos e vemos corresponde à realidade. Jesus combateu a falsidade, a hipocrisia e a mentira (Ef 4:25; Ex 23:1). Infelizmente, muitos pregadores estão contando histórias mentirosas para mexer com o sentimento do povo, não devemos brincar com esse tipo de manipulação, afaste de você tudo isso, embora esse versículo fira a realidade de muitos (Pv 30:8a).

Pr. Elis Clementino.

domingo, 16 de junho de 2024

ESBOÇO 1370 TÍTULO: A GRAÇA DO PERDÃO.

 
ESBOÇO 1370
TÍTULO: A GRAÇA DO PERDÃO.
TEXTO: EFÉIOS 1:7
 
O perdão é um tema decisivo na Bíblia, presente desde o Antigo até o Novo Testamento. Deus nos chama para perdoar, assim como Ele nos perdoou mediante Jesus Cristo. Neste comentário simples e sucinto, enfatizarei alguns dos principais ensinamentos sobre o perdão nas escrituras.

A.     O perdão de Deus para a humanidade.
O perdão é um presente gracioso de Deus por meio do sangue de Jesus Cristo (Ef 1:7). Ele é a graça perdoadora, somente assim ele reconciliou o homem com Deus. Deus oferece perdão para toda a humanidade, independentemente do seu passado, caso aceitem Jesus como o seu único e suficiente Salvador.

A. Chamados a perdoar.
O Apóstolo Paulo ensinou aos crentes de Colossos a se suportarem e se perdoarem mutualmente, se alguém tiver queixa um contra o outro, perdoem assim como Cristo vos perdoou. (Cl 3:13). O perdão não é apenas uma opção, mas um dever cristão. Embora uma pessoa com o seu emocional magoado se recuse a perdoar, isso pode acontecer até com um cristão, mas não é o que a Bíblia ensina.

B. Perdoando setenta vezes sete.
O ser humano, quando ofendido, limita-se a perdoar mais de uma vez, isso acontece devido à fragilidade do seu estado emocional. Os discípulos também pensavam que deveriam limitar a quantidade de perdão, o que se devia perdoar ou não. Jesus expôs a parábola do servo incompassivo e ensinou-lhes sobre o dever de perdoar (Mt 18:21-22). Deus espera de nós que perdoemos repetidamente, sem limite, assim como Ele perdoa constantemente as nossas ofensas.
 
Se ofendermos alguém e nos dirigirmos a ele para pedir-lhe perdão, e ele não quiser nos perdoar, quais as implicações nas minhas orações e vida devocional? Pedir perdão é um dever, entretanto, se o ofendido negar o perdão, tente novamente. Se ele te negar daí para a frente, a dívida será dele e não sua, ele que prestará conta a Deus, e você deve prosseguir a sua devoção, porque cada um prestará conta de si a Deus (Rm 14:11-12).

C.  A oração e o perdão.
Jesus enfatizou a importância do perdão durante as nossas orações, por serem diretamente afetadas enquanto mantermos o rancor, não querendo perdoar. Devemos liberar o perdão para que as nossas orações não sejam impedidas, bem como receber o perdão de Deus (Mc 11:25). Todos temos dívidas para com Deus, essa é uma verdade, porém, durante as nossas orações, devemos pedir a Deus que nos perdoem a dívida, e da mesma maneira devemos perdoar os que nos devem (Mt 6:12). Para a oração ser recebida, devemos lançar fora todo o ressentimento ou mágoa. Ela abate o espírito, entristece a alma e adoece o corpo, isso se torna um impedimento ao desenvolvimento espiritual de um cristão.

 D.  Amar os inimigos:
Quando o amor divino está em nossos corações, estamos dispostos a perdoar até os nossos inimigos. Jesus destaca esse perdão (Lc 6:27-28). Ele ensinou a amar e orar pelos inimigos e ainda cuidar dele (Rm 12:20; Pv 25:21-22; Mt 5:44). O perdão vai além das ofensas leves; devemos perdoar e orar até mesmo aqueles que nos perseguem ou nos tratam injustamente.

O perdão é um princípio central na Bíblia, demonstrando o amor incondicional de Deus por nós (Jo 3:16). Ele nos conclama a perdoar mutualmente, assim como Ele nos perdoou mediante Jesus Cristo, porque o perdão envolve amor (Lc 7:41-50). A mágoa é um fardo pesado que carregamos quando não perdoamos, esse fardo pesado traz consigo uma série de consequências, portanto, experimentemos a liberdade e a cura que só podem vir de um coração compassivo, perdoador e contrito de Deus.

Pr. Elis Clementino.

sexta-feira, 14 de junho de 2024

ESBOÇO 1369 TEMA: A FIDELIDADE DO JOVEM DANIEL.

 

ESBOÇO 1369
TEMA: A FIDELIDADE DO JOVEM DANIEL.
TEXTO: DANIEL 6:1-28
 
Não há nada para incomodar tanto as pessoas incrédulas do que a vida devocional de um servo de Deus, mesmo que ele não declare publicamente. Atualmente, as pessoas estão ficando incomodadas muito mais com a fé cristã, a ponto de desejarem banir os cristãos do mundo inteiro. Essa perseguição aconteceu no passado e tem se intensificado no presente, com promessa de que se intensificará muito mais no futuro. Nesse assunto, destacarei sobre a vida devocional de Daniel e as perseguições.
 
1. Quem era Daniel?
Daniel foi um dos jovens judeus selecionados e transportado na primeira leva por Nabucodonosor para Babilônia aos 605 a.C. (Dn 1:3), para servir à corte. Daniel era um jovem inteligente, ele conhecia a Deus, era fiel e mantinha a sua vida de orações. 
 
2. As suas qualidades.
Mesmo estando no cativeiro, ele incomodou a muitos pela:
a.       Jovem de comportamento excelente.
b.      Fiel ao seu Deus.
c.      Fazia orações.
d.      Não se alimentava das iguarias do rei (Dn 1:8-21).
e.      Se destacava entre todos os sábios da corte.
f.       Foi escolhido como um dos presidentes (Dn 6:2).
g.      O crescimento de Daniel incomodava.
 
3. Os inimigos armaram contra Daniel.
Quando nos destacamos em algumas áreas, incomodamos outras pessoas, inconformadas, elas se transformam em inimigas e tentam a todo custo interromper o nosso desenvolvimento. No entanto, há alguns tipos de armas que eles usam para lhe desestabilizar, ressalto apenas três:
a.                A inveja é um dos grandes males, não somente naquela época, mas na sociedade atual.
b.      A mentira tem ganhado espaço em toda a mídia, cuja finalidade é denigrir a imagem daqueles que se destacam.
c.      A vingança é um dos métodos covardes para anular o desenvolvimento daqueles que se destacam.
 
4. As acusações.
Deus abençoou Daniel de maneira que ele foi promovido a cargos de liderança nos governos babilônico e persa, assim, seus inimigos começaram a planejar contra Daniel. É importante salientar que nenhuma arma aparelhada contra os escolhidos de Deus funciona (Is 54:17). Os inimigos de Daniel armaram diversas estratégias para destruí-lo, mas não encontravam nele nenhum motivo, eles fizeram o seguinte:
a.      Os inimigos o acusavam de descumprir as ordens do rei ao continuar orando a seu Deus.
b.      Fizeram editos para ele prestar culto a outros deuses.
c.      Criaram leis para condená-lo a ser jogado na cova dos leões.
 
5. A sentença e o Livramento Divino.
O rei Dario, mesmo sentindo que Daniel fora traído, nada podia fazer, pois o edito já estava assinado por ele, porém, agora somente restava ao rei acreditar que o Deus de Daniel poderia fazer por ele (Dn 6:12-18). Daniel foi finalmente jogado para ser devorado pelas feras, mas aí Deus entra em ação:
 
O livramento divino chega, não para quem apenas crer, mas para aqueles que têm a sua vida devocional com Deus. Daniel foi uma jovem de oração e vida consagrada, o Senhor fechou a boca dos leões (Dn 6:19-22). O rei alegrou-se em ver que Deus havia livrado a Daniel daquelas feras (Dn 6:23).
a.      Os inimigos de Daniel caíram na própria armadilha, aqueles, pois, que forjam alguma coisa contra os escolhidos de Deus, os inimigos de Daniel caíram na própria armadilha, o rei Dario mandou chamar aqueles que acusaram Daniel, eles foram jogados na cova dos leões e despedaçados (Dn 6:24; Et 6:10; Sl 7:15; Pv 26:27,28). Agora o rei exalta a Deus e assina decreto para que todo o povo reconheça o Deus de Daniel (Dn 6:25-28).
 
               Portanto, o Deus de Daniel é o mesmo, ele continua livrando seus servos, os livramentos acontecem diariamente com a proteção angelical, como diz o Davi (Sl 37:7-9), e conforme escreveu Moisés (Sl 91:11-12). Os jovens cristãos devem seguir o exemplo de vida de jovens como Daniel e seus companheiros, sendo fiel e tendo uma vida de oração e comunhão com Deus.
 
Pr. Elis Clementino.