sábado, 13 de julho de 2024

ESBOÇO 1376 ASSUNTO: CUIDADO COM AS INCONVENIÊNCIAS.

 

ESBOÇO 1376
ASSUNTO: CUIDADO COM AS INCONVENIÊNCIAS.
TEXTO: I CORÍNTIOS 10:24; 13:5.

 Mesmo o homem sendo criado à imagem de Deus, ele se tornou imperfeito e propenso a cometer falhas. Na Bíblia, encontramos diversos exemplos que ressaltam as nossas inconveniências tanto para com Deus quanto para os homens. Essa imperfeição humana não apenas é evidenciada pelas falhas e pecados, mas também pela tendência do homem em se desviar dos propósitos divinos. Embora esse termo esteja presente em outras ministrações, porém falarei sobre as nossas inconveniências.

A. SIGNIFICADO.
Inconveniência está relacionada à grosseria, incivilidade, imprudente e mal-educado. Há certas atitudes do ser humano que julgamos grosseiras, elas estão sempre presentes na vida do homem, tornando-o cada vez mais inconveniente, principalmente nos relacionamentos. Quem já ouviu alguém dizer? “Fulano é inconveniente”? Cada indivíduo escolhe ser ou não ser inconveniente, às vezes até involuntariamente, por meio de uma palavra fora de ordem, um ato, entre outros. No grego enochlíseis, que significa não conveniente, inoportuno, impróprio. Pessoas que não se importam com os limites sociais.

B. A QUEDA DO HOMEM.
A queda de Adão foi um ato inconveniente, esse é um dos maiores exemplos da inconveniência humana, embora eles tenham sido criados perfeitos, porém, ao serem tentados, cederam à tentação e desobedeceram ao criador. Por conta desse naufrágio espiritual, o pecado entrou no mundo. (Gn 3:1-13; Rm 5:12).
 
C. A NATUREZA PECAMINOSA.
“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. Essa passagem destaca que todos os seres humanos têm a inclinação natural para o pecado, o que nos torna inconvenientes diante da santidade de Deus. (Rm 3:23). O homem não é pecador porque peca, mas porque ele é pecador por natureza (Rm 7:5).

D. A DESOBEDIÊNCIA DO POVO DE DEUS.
O homem, quando se desvia de Deus, consegue fazer coisas inconvenientes aos princípios divinos, porque a inclinação da carne é pecar. O povo de Deus, durante a viagem no deserto, mesmo vendo os milagres de Deus, buscaram inconveniências mundanas, fizeram um bezerro de ouro, deixando de ser fiéis ao Senhor. (Ex 32:1-8).

E. AS MISERICÓRDIAS DE DEUS.
As misericórdias de Deus são a causa de não sermos consumidos. As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade (Lm 3:22-23). Bondade e perdão, a graça divina, nos trouxeram porque ele nos amou primeiro (I Jo 4:19; Rm 5:8).

F. A MANIFESTAÇÃO DA GRAÇA.
O homem, pela sua inconveniência, ficou impossibilitado de ser salvo, mas a graça divina foi manifesta por Jesus Cristo, “graça, favor imerecido” ela nos trouxe salvação sem nada pagarmos por ela, o dom gratuito de Deus (Rm 6:23). Pela graça, somos salvos e não pelos méritos (Tt 2:11-14; Ef 2:8-10).
 
G. A FRAQUEZA DO HOMEM.
Muitas vezes, aos nossos olhos, parecemos ser tão fortes, como Pedro, que pensou ser tão forte, a ponto de defender e morrer pelo seu mestre (Mt 26:69-75), não sabendo ele que na fragilidade humana opera a bondade de Deus. Ele, após negar o mestre, reconheceu que ele não era aquilo que pensava ser, agora fraco e abatido, tendo em vista correr atrás do prejuízo, foi para a Galileia. A misericórdia de Jesus não o excluiu do grupo, e logo ao ressuscitar o anjo manda um recado para Pedro através das mulheres, dizendo: vai avisar aos discípulos e a Pedro que vou para a galileia e lá os encontrarei (Mc 16:6-7).
 
Portanto, devemos sempre nos autocorrigir para não ser inconvenientes para com os homens e também para com Deus. Precisamos ter muito cuidado para não ser inconvenientes em nossos relacionamentos, para não aborrecer as pessoas com quem nos relacionamos. As nossas descortesias em certos momentos podem ocasionar algumas implicações em todos os aspectos da vida. Se permanecermos inconvenientes em relação aos princípios divinos, jamais alcançaremos a restauração da nossa relação com Deus. 

Pr. Elis Clementino.

sexta-feira, 12 de julho de 2024

ESBOÇO 1375 TEMA: A NOSSA EXPECTATIVA.

 

ESBOÇO 1375
TEMA: A NOSSA EXPECTATIVA.
TEXTO: ROMANOS 5:3-5
 
A expectativa é um sentimento recorrente na Bíblia, ela é mencionada em diversos textos. Nesse breve esboço falarei sobre a esperança em algo grandioso que ainda não se tornou realidade, incluindo passagens importantes que destacam esse sentimento.
 
I. A fonte da esperança
A. Deus, fonte de esperança.
1. Ó! Minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem a minha esperança. Só ele é a minha rocha e a minha salvação; e a minha defesa; não serei abalado (Sl 62:5-6).
2. O Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para serdes ricos de esperança no poder do Espírito Santo. (Rm 15:13).
 
II. A esperança na adversidade.
A. Diante das dificuldades:
1. E não somente isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado. (Rm 5:3-5).
2. Em tudo somos atribulados, porém, não angustiados; perplexos, porém não desesperados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos. (2 Co 4:8-9).
 
III. A esperança a âncora da alma.
1. A qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até ao interior do véu. (Hb 6:19).
2. O que nos dá esperança? A confirmação das promessas de Deus em Cristo (2 Co 1:20).
 
IV. A esperança da salvação:
A. Esperança da vida eterna.
1. "Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos." (Tt. 1:2);
2. "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos." (I Pe. 1:3).
 
B. A esperança da segunda vinda de Cristo
 1. "Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo." (Tt 2:13);
 2. "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor." (Ts 4:16-17). A nossa esperança vai muito mais além do que imaginamos.
 
V. A esperança, estímulo para a vida cristã.
A. Viver em esperança
1. Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo (I Pe. 1:13).
2. "E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro." (I Jo 3:3).
 
B. Encorajando uns aos outros na esperança.
1. "Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração." (Rm 12:12);
2. Por isso, consolai-vos uns aos outros e edificai-vos, como também o fazeis." (I Ts 5:11).
 
            Amados, falar em esperança é reacender em nós a expectativa bíblica a respeito de tudo aquilo que enriquece a nossa confiança em algo que está reservado por Deus para os seus filhos. Essa expectativa vai muito mais além das coisas terrenas, como disse o escritor aos hebreus, ela penetra até o interior do véu. Aguardemos com toda a certeza o que Deus preparou para nós no porvir.
 
Pr. Elis Clementino.

terça-feira, 9 de julho de 2024

ESBOÇO 1374 TEMA: A IGREJA E A UNIDADE DO ESPÍRITO.

ESBOÇO 1374
TEMA: A IGREJA E A UNIDADE DO ESPÍRITO.
TEXTO: EFESIOS 4:3

Esse é um assunto de extrema importância para a atualidade, a igreja e a unidade do Espírito Santo, algo que é um mistério e uma realidade. Falarei de maneira simples sobre às três formas de união: a igreja, uma unidade, o Espírito Santo promotor dessa união, o opositor dessa união e o resultado da união da igreja.

A. Formas de união.
1. A união matrimonial, pela qual duas pessoas de sexos opostos se unem (Mt 19:5). Essa união depende dos cônjuges.
2. A igreja, com seus muitos membros, forma um corpo (1 Co 12:12). O espírito Santo é o agente dessa unidade. Deus também usa os membros (Ef 4:16), ele entregou ao ministério a função de levar a igreja à unidade.
3. Jesus manifesta o desejo de estar unido à igreja por todo tempo (Jo 17:19-21). Essa união é perfeita e serve de modelo para as outras duas.

B. A Igreja, uma unidade.
As figuras bíblicas nos afirmam isso:
1. Muitos membros formam um corpo (1 Co 12-12-14).
2. Muitas ovelhas formam um rebanho (Jo 10:16).
3. Muitas pedras formam uma casa espiritual (1 Pe 2:5).
4. Muitas lâmpadas formam um castiçal (Mt 5:14; Lc 8:16; Ap 1:20).
 
C. O Espírito Santo, promotor dessa unidade.
Ele opera aplicando o resultado da vitória de Cristo sobre o Calvário, ele morreu para unir os que estavam dispersos (Jo 11:52). A igreja e a sua união com Cristo é um mistério (Ef 5:32-33). Essa união não depende de posição social, raça, idade e nem sexo, no entanto, devemos ser UM.
1. Essa união é um mistério porque ela só existe em Jesus e mais ninguém, nele os judeus e gentios se tornam um corpo (Ef 3:6), ele deve estar no centro dessa união (Cl 1:18).
2. Já falamos que o espírito Santo é o promotor dessa união, é ele que atrai os homens a Cristo e opera neles em dois sentidos, isto é:
1.1. Vertical, unindo os homens a Deus.
1.2. Horizontal, unindo os homens aos outros.
a) O Espírito Santo conduz o homem a Cristo, vindos estes, serão lavados no seu sangue. Eles chegarão mais perto de Deus (Ef 2:13) e têm comunhão entre si (1 Jo 1:7). Essa comunhão através do sangue de Jesus resulta em purificação dos pecados.
b) Através do novo nascimento pelo Espírito Santo, os que se convertem a Cristo recebem uma nova natureza que é divina (2 Pe 1:4), essa natureza é baseada no amor divino, visto que Deus é amor (1 Jo 4:8). O amor de Deus nos faz amá-lo (1 Jo 4:19), e também amar reciprocamente (1 Jo 5:1). Ele é a evidência desse amor (1 Jo 3:14).
c) Por Jesus Cristo recebemos paz (Jo 14:27). Essa paz nossa nos faz ter paz com Deus (Rm 5:1) e paz com os outros (Ef 2:14-16).
d) Pela salvação recebida, o Espírito Santo passa a habitar em nós (1 Co 6:19). Ele testifica em nós (Rm 8:16), e clama “Abba”, esse termo usado por Jesus, na língua aramaica significa “Pai”. A bênção dessa união nos habilitou a receber o Batismo com o Espírito Santo como um revestimento de poder, ele nos leva a ter uma comunhão mais íntima com Deus e com os irmãos. Essa união é como o fogo que funde diferentes pedaços de metais em um só bloco, dessa forma o Espírito Santo faz com que essa união se torne um coração e uma alma (At 4:31-32).

D. Inimigo dessa união.
1. Com a forte atuação do inimigo sobre a humanidade no final dos tempos, conduzirá o homem a um esfriamento no amor (Mt 24:12). Devemos entender que isso possivelmente acontecerá na igreja, porque nela não somente existem homens bons e prudentes, mas também maus, que espancam, promovem dissensões entre irmãos.
2. O inimigo causa desunião desde o princípio, usando a carne daqueles que dão lugar a ele (Jd 19). A nossa carne deve estar crucificada com Cristo (Gl 2:20). Paulo falou sobre as obras da carne (Gl 5:19-21), observem que todas elas são prejudiciais para a união dos crentes, por essa razão devemos ter muito cuidado para não sermos usados por ele, se dermos lugar, será fatal tanto para a nossa fé quanto para a dos outros.

E. O Espírito Santo nos dá vitória na luta contra a carne.
Ele milita na batalha que temos contra a carne (Gl 5:17), mas isso acontece quando buscamos a sua ajuda, mas como alcançar essa ajuda para termos domínio sobre a carne?
1. Devemos nos entregar totalmente a Deus, só assim o Espírito Santo pode mortificar as obras da carne (Rm 8:3; Cl 3:3), dessa maneira estamos verdadeiramente crucificados com Cristo (Gl 5:24).
2. Devemos ter muito cuidado para não usarmos as armas da carne (2 Co 10:4), as armas do Espírito devem ser usadas nessa batalha porque são feitas em Deus (Ef 6:10-17).
3. Devemos entregar a direção da nossa vida ao Espírito Santo, andar em Espírito (Gl 5:25), ser guiado por ele (Gl 5:16). O fruto do Espírito deve estar em evidência, ele produz em nós a natureza divina (Gl 5:21). Ele opera na vida do crente, somente venceremos se estivermos sob o domínio do Espírito Santo (Rm 12:21).

F. Quais os resultados dessa união?
1. Deus faz da sua igreja uma morada (1 Co 3:16), ele ordena a benção Sl 133:2,3).
2. A igreja se torna um lar onde os crentes são edificados (At 9:31; 2 Pe 3:18).
3. A igreja está em condições de cumprir a sua missão, porque nessa união todos se unificam (At 8:14; 11:19-21). Toda desunião, contenda serão, inveja, pecados serão instintos do meio da igreja.
Finalmente, devemos fazer a nossa parte trabalhando em prol dessa união, se assim fizermos, seremos compensados no tribunal de Cristo (Rm 14: 10). Aqueles que edificarem bem com materiais valiosos serão recompensados, enquanto outras de qualidade inferior serão queimadas (1 Co 3:12-13). Conservemos a unidade entre irmãos para que no dia do Senhor sejamos coroados.

Alguns textos desse esboço são baseados em uma aula bíblica ministrada pelo Miss. Eurico Bergstén, lá nos anos 80. Em EBO.

Pr. Elis Clementino

terça-feira, 2 de julho de 2024

ESBOÇO 1373 TEMA: A FALSA SANTIDADE.

ESBOÇO 1373
TEMA: A FALSA SANTIDADE.
TEXTO: “E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:” Lc 18.9-14.
              
Muitas vezes somos enganados pela aparência; nem tudo o que se vê por fora de um indivíduo corresponde com o que está dentro do seu coração. Nada há mais enganoso do que o coração (Jr 17.9), é dele que resultam os pensamentos maus (Mt 15.19; Mc 7.21), e ninguém sabe o que está dentro dele, senão o SENHOR (Jr 17.10; I Sm 16.7; 2 Cr 28.9; Rm 8.27; Ap 2.23; Jr 32.19; Rm 2.6). Jesus apresenta uma parábola envolvendo dois personagens com atitudes diferentes, o FARISEU e o PUBLICANO. O texto mostra: “Dois homens subiram ao templo, a orar; um fariseu e o outro publicano” (Lc 18.10). É grande a diferença entre a oração do fariseu e a do publicano. Deixando-os de lado, quero comentar sobre a postura e o conteúdo da oração de cada um.
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1. A postura do fariseu na oração.
A única coisa capaz de revelar o que está no coração do indivíduo são as suas atitudes. Visualizando de forma simples, inicialmente, não daria para notar se havia diferenças entre eles, pois eram apenas duas pessoas que caminhavam para o templo. A postura e as atitudes é que fizeram toda diferença. Nenhuma atitude orgulhosa no coração de uma pessoa deixará de ser revelada, principalmente o orgulho religioso, pois aquele fariseu, na sua oração, declarou ser mais justo que todos os homens, e nessa altivez de espírito ele menosprezava e julgava os outros.
 
A sua postura era totalmente incoerente em ralação à humildade, ele põe-se em pé e pelas suas palavras revela tudo o que estava dentro do seu coração. As coisas ruins que o homem tem guardado no coração são reveladas pelas atitudes e palavras (Lc 6.45). A sua oração foi recheada de hipocrisia, dizendo: “Ó, Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como esse publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.” Parece que isso era o suficiente para impressionar a Deus, e certamente mais alguém que estivesse presente (Lc 18.11,12). “A pessoa que pensa ser justa por seus próprios esforços não tem a consciência da própria natureza pecaminosa, da sua indignidade e da sua permanente necessidade da ajuda, misericórdia e graça de Deus.” B.E. Pentecostal.
 
2. A postura do publicano na oração.
A simplicidade chama a atenção de Deus, as escrituras provam isso, a oração do publicano não impressionava ninguém, ela assoalhava que o seu coração estava totalmente desprovido de todo orgulho; ao contrário do fariseu, ele demonstrava ter a consciência da sua natureza pecaminosa e mostrara que não era digno nem de olhar para o céu, batia no peito expressando as seguintes palavras “Ó Deus, sê propício a mim pecador” (Lc 18.13).
 
3. Os merecidos lauréis.
O fariseu Justificou-se a si, rejeitando toda gratuita justiça de Deus (Rm 3.20) e voltou para sua casa totalmente, justificado, talvez pensando que a sua oração fosse de impressionar a Deus, e se gloriava da exposição daquelas lindas palavras, que em nada agradaram a Deus (Lc 18.14). Deus não se impressiona com ricos vocabulários. Paulo entendia essas verdades ao pregar o evangelho, para que a fé dos crentes não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus (I Co 2.4).
 
O publicano foi justificado por Deus através da sua humildade e fé, e não o fariseu, pois todo que se exalta será humilhado; mas o que se humilhar será exaltado (Lc 18.14).
 
As nossas orações e atitudes devem ser feitas conscientemente, sem exibições de santidade, porque Deus conhece os corações.   Jamais tente impressioná-lo. Aqui, duas pessoas oravam com posturas diferentes, um orgulhava-se dos seus atos, o outro se humilhava, considerando-se apenas um pecador.

Pr. Elis Clementino

 

Pr. Elis Clementino.

quinta-feira, 27 de junho de 2024

ESBOÇO 1372 TEMA: CUIDADO COM O QUE VÊS.

 

ESBOÇO 1372
TEMA: CUIDADO COM O QUE VÊS.
TEXTO: 2 SAMUEL 11:2.

A visão é um órgão vital do corpo humano, ela reflete luz e, por ser ela responsável por parte da nossa reação, quando as coisas refletem em nossos olhos. Os olhos precisam ser tratados tanto para mantê-la como órgão do corpo como no âmbito espiritual.
 
1.  Visão acende os desejos.
Muitas coisas podem entrar para o coração pelos olhos, há um dito popular que diz: aquilo que os olhos não veem, o coração não sente, no entanto. Pelos olhos nascem os desejos bons e maus. Quando a visão é encaminhada para as concupiscências, dá à luz ao pecado (Tg 1:14-15).
 
2. Exemplos.
— Acã viu uma capa babilônica e uma cunha de ouro e cobiçou (Js 7:21), esse foi o pecado que entrou pelos seus olhos.
— Davi, ao ver Bete-Seba, mulher de Urias, tomando banho, a desejou (2 Sm 11:2-4). Há determinadas coisas que podemos ver, mas não focar a sua visão, principalmente aquilo que pode comprometer a nossa vida espiritual. Davi podia ver e não desejar, porém, como rei, ele podia até a possuir, no entanto, o estrago foi muito maior. O maior pecado de Davi foi, ao saber que Bete-Sabe estava grávida, ele ter tentado com uma manobra esconder a paternidade do filho, fazendo com que o seu fiel soldado escudeiro que o protegia fosse para casa e deitasse com a sua mulher, para negar ser seu filho. Porém, o pior estava para acontecer, quando Urias não aceita ir para casa, pede a Joabe, quem liderava a batalha, que o colocasse de frente em uma baralha (2 Sm 11:11-27). A concupiscência de Davi deu à luz ao pecado (Tg 1:14-15).

3. As consequências do pecado.
A nossa natureza precisa ser controlada pelo Espírito, onde há um grande combate (Gl 5:17). Quando não permitimos esse controle, arriscamos pagar com as consequências, e assim perdemos o sono, a família, amigos devido à cobiça ter entrado pelos olhos, pois um abismo chama outro abismo (Sl 42:7).
— Acã destruiu a sua vida e da família devido ao pecado que entrou pelos olhos, ele viu e desejou, e por causa desse pecado, Israel estava dando as costas para seus inimigos durante a batalha (Js 7:19-26).
— Davi, começo a sofrer as consequências logo com a morte do filho, a resposta de Deus foi bombardear a sua mente pelo que ele havia feito com Urias. Davi é repreendido por Natã (2 Sm 12:1-15).
— A espada do Senhor não se afastou da casa de Davi, como falou o profeta Natã (2 Sm 12:10). Dali em diante, muitas tragédias aconteceram na sua família. Não vale pena pecar, Deus é o justo juiz que julga com retidão e aplica a sentença (Sl 7:8; 9:8).

4. Advertências.
Cuidado com o que vês, os nossos olhos podem nos deixar fora do reino de Deus. Jesus recomenda a respeito dos nossos olhos (MT 18:9). Os nossos olhares devem, para determinadas pessoas, precisam ser ungidos com o colírio da graça (Ap 3:18). Os nossos olhos devem ser puros, sem maldades, principalmente como cristão, pois devemos também nós homens olharmos para as mulheres e vê-las como irmãs, as jovens como filhas. Jamais permita que o diabo use os seus olhos naturais para fazê-lo pecar. Não vale pena pecar, Deus é o justo juiz que julga com retidão (Sl 7:8; 9:8).

5. A visão espiritual.
Os olhos físicos podem comprometer a visão espiritual, mas a visão e o discernimento espiritual jamais serão comprometidos pelos olhos naturais (I Rs 14:2-6). Quando pomos os nossos olhos naquilo que não convém, toda a nossa vida espiritual será comprometida. Cuidado com o que vês!

Amados, tenha cuidado com seus olhares, não ponha coisas más diante dos seus olhos (Sl 101:3-5). Cuidado com que assistes. Os desejos carnais entram pelos olhos, porém, saiba que o pecado tem alto preço. Além disso, os olhos do Senhor estão nos vendo, de maneira que ninguém se esconde dele (Jr 23:24; Hb 4:13-15). A nossa mente, nossos olhos, mãos e pés, ou seja, todo o corpo, seja plenamente conservado (1 Ts 5:23).

Pr. Elis Clementino.