quarta-feira, 7 de agosto de 2024

ESBOÇO 1384 TEMA: O IRMÃO MAIS VELHO.

 

ESBOÇO 1384
TEMA: O IRMÃO MAIS VELHO.
“E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio e chegou perto de casa, ouviu a musica e as danças” Lc 15.25.

Lucas descreveu a parábola de Jesus sobre o filho pródigo, ela ressalta o filho desobediente que saiu de casa, sua volta, o pai amoroso e perdoador, e o insurgente irmão MAIS VELHO. Essa é uma lição importante para a nossa vida diária.

I. O filho desobediente.
1. O filho mais novo, “falta de maturidade”. Ele abandonou a casa do pai pedindo parte da sua herança (Lc 15.12). As pessoas com menos experiências não levam muito a sério as consequências daquilo que fazem e nem as decisões que tomam. É possível que o egoísmo conduza um filho a desprezar a família em busca dos prazeres da vida, na vida cristã acontece o mesmo. O filho abandona a casa do pai, “Deus” deixa a comunhão da família de Deus para experimentar os prazeres do pecado. Consideramos que, para o filho pródigo, o convívio familiar não era mais interessante, mas novas amizades. “As novas amizades exigem muito mais cuidados do que as antigas” e sobre isso ele não pensou, pediu a parte da herança e retirou-se de casa, granjeou amigos, mulheres, bebida, dança, finalmente aproveitou bem, mas há alegrias que duram pouco, mas o que ele pensava ser sucesso tornou-se pesadelo e fracasso.
2. Longe de casa.
Partiu para uma terra longínqua, longe do convívio e da comunhão familiar, o filho se tornou vulnerável, os “amigos” foram os únicos beneficiados com a herança que o moço tinha em mãos. O texto diz que ele desperdiçou a sua fazenda “herança”, vivendo dissolutamente, o contrário aos bons costumes, devasso, libertino. (Lc 15.13). As consequências não demoraram, as sementes plantadas começaram a brotar.
3. As consequências.
Nada pior do que as sequelas daquilo que se semeia, após ter gastado tudo, houve naquela terra algo que ele não esperava, uma grande fome. Os nossos erros muitas vezes culminam com a realidade do momento, além de não ter mais dinheiro, o povo estava vivendo uma crise econômica muito grande, e o filho liberal começou a padecer necessidade, desejando comer até das bolotas que os porcos comiam, porque ninguém lhe dava nada (Lc 15:15,16).

Quando a pessoa admite o seu erro e reconhece o seu pecado, surgem novas oportunidades para ele. “E caindo em si, disse: quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui padeço de fome!” (Lc 15:17). É, em uma linguagem popular, “a ficha caiu”. Sem a sua atitude, ele não chegaria a lugar algum. “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: pai, pequei contra o céu e perante ti”. Ele precisava de:
a.      Humildade. Muitas vezes os nossos pecados não afetam somente aos nossos familiares, mas à igreja e à sensibilidade divina, mas ele se humilhou dizendo: “Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores.” Ele estava disposto até ser empregado do pai (Lc 15:18,19).
b.      Reconhecer o seu pecado. Isso é tudo para regressar a casa do pai.

II. Um pai amoroso.
A atitude do pai com a volta do filho, vendo-o de longe, moveu-se de íntima compaixão e, correndo, lançou-se lhe ao pescoço e o beijou (Lc 15:20-24). Quantas vezes pensamos que Deus nem mais nos aceita mediante tantas coisas ruins que praticamos? Mas disse aos seus servos: tragam a melhor roupa. Ponha-se lhe um anel no dedo, como símbolo da herança, sandálias para os pés. Trazei-me bezerro cevado e o matem e disse-lhes o pai: façamos festa, porque esse filho estava morto e reviveu, esse filho estava perdido, mas foi achado e começaram a alegrar-se (Lc 15:7-10). Aqui há um rico símbolo espiritual para todos nós.

IV. O irmão mais velho.
1. Características:
a. Orgulhoso
b. Insatisfeito por não ver o seu pai rejeitar seu irmão.
c. Vingativo
d. Irreconciliável
e. Vingativo.

Em todos os lugares estão os irmãos mais velhos, eles estão insatisfeitos com qualquer agrado que se faça ao outro irmão. O mais interessante para ele é ver o irmão sempre afastado para não lhes tirar as oportunidades. O irmão mais velho sempre tem argumentos contra o irmão que falha ou peca, ele sempre reage com indignação e orgulho. Para ele, as disciplinas devem ser intermináveis; seus conceitos são excessivamente justos; tem como característica não perdoar (Lc 15:28,29).

Irmãos, jamais devam permitir que o caráter do irmão mais velho permeie os vossos corações, conduzindo-os ao egoísmo e à falta de sensibilidade para com o seu irmão. Ele se irritou com a atitude do pai em abraçar o filho que havia se desgarrado da família. O coração do pai sempre é quebrantado pelo reconhecimento do erro. O pai o abraçou, beijou, pôs um anel no seu dedo como símbolo da reconciliação, deu-lhe novas vestimentas e promoveu um banquete, porém não é isso que o nosso Pai celestial faz quando o homem reconhece o seu pecado e se reconcilia com ele? Ultimamente, Deus tem recebido de volta a todos que se arrependem e voltam para a sua casa. Cuidado! Não deixem que o irmão mais velho se insurja ou insubordine você.

Pr. Elis Clementino.

domingo, 4 de agosto de 2024

ESBOÇO 1383 ASSUNTO: O HOMEM DO CÂNTARO.

 
ESBOÇO 1383
ASSUNTO: O HOMEM DO CÂNTARO.
TEXTO: MARCOS 14:12-16
 
Um homem transportando um cântaro com água. Esse foi um episódio importante e recheado de detalhes, pois dali em diante seria declarado o traidor, instituída a santa ceia, prisão e morte de Jesus. Alguns compreendem que partes desse evento estão vinculadas aos acontecimentos escatológicos ou à celebração da ceia no reino de Deus, outros não, porém falarei considerando como parte da escatologia. Era a última Páscoa, e Jesus desejou comer com os seus discípulos.
 
I. A ÚLTIMA PÁSCOA.
Já próximo à páscoa, caminhando Jesus com seus discípulos, já sendo os últimos momentos de Jesus com eles, desejou comer a páscoa, perguntaram-lhe os discípulos: “Aonde queres que vamos fazer os preparativos para comer a páscoa?” (Lc 14:12).
 
II. UM HOMEM CARREGANDO UM CÂNTARO COM ÁGUA.
O que nos causa estranheza é um homem carregando um cântaro com água, o que aprenderemos:
1.      Lição:
a.  Jesus precisava de um homem diferente.
b.  Um homem que estivesse realizando uma atividade.
c. Um homem carregando um cântaro com água.
d.  Uma tarefa incomum, pertencia às mulheres (Gn 24:15-50; Jo 4:7).
e.  Não seria uma coincidência.
f.  Essa era mais uma revelação de dos atributos de Jesus, “a onisciência e onipresença”.
 
2.      Lições:
a.  Os discípulos encontraram na cidade o homem assim como ele havia dito.
b. Seguiram o homem com o cântaro conforme o mestre mandara.
c. Na casa em que ele entrasse, perguntassem ao pai de família dizendo: o Mestre te diz: onde está o aposento em que hei de comer a páscoa? (Lc 22:10).
 
3.      Lição:
a.      Chegaram à casa onde entrou o homem com o cântaro.
b.      Perguntaram os discípulos aos donos da casa aonde seria preparada a páscoa.
c.      O homem apresentou-lhe um cenáculo era amplo que estava totalmente mobilado.
d.      Ficava no andar superior, destacando bem essa frase “Andar superior”. Jesus foi até aquele senáculo preparado e ali comeu a páscoa com seus discípulos.
 
4.      Lição.
a. Alguém de vós há de me trair.
b. A reação dos discípulos.
c. Começaram a se entristecer.
d. Perguntavam por um, por um, um, porventura, sou eu, Senhor?
e. Jesus diz: “É um dos doze, que mete comigo a mão no prato”
f. Jesus revelou de maneira indiscreta, essa foi a maneira de não jogar os discípulos sobre Judas. Ele sabia que a reação seria dura.
 
III.              O GRANDE BANQUETE NUPCIAL.
Encontrar um homem com um cântaro na cabeça não foi simplesmente um acaso, no entanto, tudo já estava preparado para aquele momento especial. Não sabemos de como aquele homem antecipadamente preparou tudo para o Mestre comer a páscoa com seus discípulos. Isso ilustra que na casa do pai está tudo preparado, o dono da casa já preparou tudo. Leiamos a parábola da grande ceia, ela ilustra que, com a rejeição de alguns, se abriram as portas do banquete para muitos que não tinham direito (Lc 14:15-23; Mt 22:2-4; Mt 25:1; Ap 19:7-9). Mas qual é a diferença entre as bodas do cordeiro e a ceia (Ap 19:7). Vejamos o seguinte: na festa de casamento participam o noivo “Cristo” e a noiva, a “Igreja”, somente os convidados que aceitaram o participará (Ap 19:9). Entretanto, se permanecermos fiéis ao Senhor, estaremos lá e participaremos desse grande banquete (Jo 3:29).
 
Tudo já está pronto, já aceitamos o convite, aguardamos somente o noivo vir ao encontro da noiva, na casa do Pai participaremos do grande banquete. Jesus dará boas-vindas aos convidados que não rejeitaram o convite da graça. O noivo vem e não tarda, cuidado! (Lc 12:36-40).
 
Pr. Elis Clementino.

terça-feira, 30 de julho de 2024

ESBOÇO 1382 ASSUNTO: O DISPENSEIRO FIEL.

 

ESBOÇO 1382
ASSUNTO: O DISPENSEIRO FIEL.
TEXTO: LUCAS 12:42-48.
 
Jesus expôs uma parábola muito importante sobre o mordomo fiel. De maneira bem simples, discorrerei sobre o mordomo fiel, o significado, as qualidades de um mordomo fiel, fidelidade e recompensas, principalmente em relação aos dons dados por Deus.
 
I. Definição. de dispenseiro.
Dispenseiro, o termo no grego se chama oikonómos, a pessoa encarregada da despensa (Gn 43:16). Em relação à atividade ministerial, o indivíduo é responsável por cuidar das coisas de Deus, ele é um mordomo (I Co 4:1; Tt 1:7). Cada um deve administrar o dom como o recebeu, como bons administradores da multiforme graça de Deus (I Pe 4:10). Um servo fiel na administração dos bens do seu senhor ou realiza alguma tarefa na igreja adquire confiança (I Tm 3:13). Jesus expôs uma parábola sobre o dispenseiro fiel, ser dispenseiro era algo muito comum naquela época.
 
II. Duas parábolas extraordinárias.
1.      A parábola do mordomo fiel.
Lucas relata uma das brilhantes parábolas de Jesus, enfatizando dobre o valor de um mordomo fiel, ou seja, o proceder dos servos para com os bens dos seus senhores (Lc 12:42-48). Aqueles que forem infiéis e na ausência do seu senhor começarem a espancar seus criados sofrerão as penalidades (Lc 12:45-48).
 
2.      A parábola dos talentos.
Certo homem partiu para uma terra longínqua, chamou seus servos e entregou-lhes seus bens, porem antes de partir distribuiu talentos para seus servos. A um ele deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um, e ausentou-se (Mt 25: 14,15).
2.1. Investimento.
Quem recebeu cinco talentos negociou, o que recebeu dois negociou e o que recebeu um enterrou (Mt 25:16-18).
2.1. Prestação de contas.
a.      Aquele que recebeu cinco talentos, apresentou mais cinco.
b.      O que recebeu dois talentos, granjeou mais dois (Mt 25:20-23).
c.      Aquele que recebeu um talento, com medo, enterrou apresentando desculpas (Mt 25:24).
2.2.  Recompensas.
A fidelidade dos mordomos que investiram nos talentos adquiriu mais confiança do seu senhor, foram elogiados pelo seu senhor Mt 25:21-23). O que recebeu um talento e enterrou recebeu dura recompensa (Mt 25:25-30).
 
Finalmente, a fidelidade é recompensada pelo reconhecimento daquilo que fazemos fielmente para Deus. O servo sensato recebe favor do rei, mas o que procede vergonhosamente é alvo da ira do rei (Pv 14:35). Devemos dar importância aos dons que recebemos de Deus, cada um desempenhe o dom que recebeu do Senhor para servir aos outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas (I Pe 4: 10–11). Os diversos dons concedidos por Deus precisam ser administrados pelo dispenseiro. Quando regemos bem os talentos que recebemos, adquirimos confiança e seremos recompensados por ele. Devemos nos empenhar naquilo que sabemos e podermos, se não tivermos condições de realizar devido às limitações, Deus levantará outro para fazer o que você não pode, porém, não esqueça que tanto você quanto ele serão recompensados.
Pr. Elis Clementino.

 

Pr. Elis Clementino.

segunda-feira, 29 de julho de 2024

ESBOÇO 1381 TEMA: APRENDENDO COM AS LIMITAÇÕES.

 
ESBOÇO 1381
TEMA: APRENDENDO COM AS LIMITAÇÕES.
TEXTO: FILIPENSES 4:11,12.

Na mente de algumas pessoas, há um conceito de que só serão bem sucedidas se tiverem muitos bens, grandes fortunas até conseguirem se perpetuar no mercado financeiro, até se tornarem ídolos, como acontece com várias delas. Numa visão mais ampla, isso não é tudo, mas o que aprendemos com isso? O que precisamos saber sobre a questão? Falarei um pouco sobre as nossas limitações e o que aprendemos com ela.

1. O DESENVOLVIMENTO HUMANO
Deus não fez o homem para ficar estagnado sem nada produzir. O desenvolvimento de cada indivíduo depende de alguns fatores:
a.      Conhecimento (I Rs 4:29).
b.      Sabedoria (Pv 4:7; 24:3);
c.      Empreendedorismo (Mt 25:14-30).
 
2. DESENVOLVIMENTO E OS OBSTÁCULOS.
Devemos entender que não há desenvolvimento sem obstáculos, eles nos forjam e nos encorajam para algo maior, eles nos tornam mais experientes.
 
3. O QUE APRENDEMOS COM AS NOSSAS LIMITAÇÕES?
a.  Limitações não são defeitos e nem sinais de fracasso.
b. Não dependemos apenas de nós mesmos, mas de Deus (Jó 42:2; Jo 15: 5b).
c. Elas nos conduzem a Deus (2 Cr 20:3).
d. Nos tornam mais experientes (Rm 5:3-5).
e. Elas estão inseridas no que disse Paulo: “Todas as coisas contribuem ou cooperam para o bem” (Rm 8:28).
 
4. NEM SEMPRE OS DIAS SÃO BRILHANTES.
Nem tudo transcorre bem em nossas vidas, porém, devemos considerar que vivemos desafios, pois para todo propósito há um tempo determinado (Ec 3:1-8), assim nos deparamos com:
a. Dias de ganhos, quando tudo corre bem e o vento sopra ao nosso favor.
b. Dias de perdas, esse dia também chega até nós, uma perda aos nossos olhos pode ser interpretada como uma derrota, mas para Deus ela foi apenas um começo de uma vitória. Dizer que venceremos sempre, não passa de uma (utopia ou fantasia). Nas derrotas nascem novas oportunidades para recomeçarmos.
c. Dias de trevas, isso fala de dificuldades, nesse dia não podemos perder a esperança, mas devemos ter esperança é a expectativa de vitória (Rm 12:12).
Citações:
“Nunca é tarde para a esperança. É através dela que o tempo mostra aquilo que está por vir” (José Selgas). “Nunca prive uma pessoa da esperança; pode ser que seja a única coisa que ela tenha”. (George Eliote).
 
5. LIMITADOS, MAS USADOS POR DEUS.
Feliz o homem que reconhece as suas limitações, por ser através desse conceito que Deus nos usa poderosamente. Cada pessoa tem as suas limitações e defeitos, cada uma não será dependente não somente de Deus, mas das outras pessoas. Deus se utiliza de cada indivíduo com as suas próprias limitações, veremos algumas dessas pessoas:
— Moisés, homem sem eloquência, pesado de língua (Ex 3:15,16).
— Gideão, “a minha família é a menor e eu sou o menor da casa do meu pai” (Jz 6:15).
— Isaías, “Ai, meu Senhor! Sou um homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios” (Is 6:5).
— Jeremias, “eu sou uma criança” (Jr 1:6-7).
 Paulo orou para que o espinho na carne fosse tirado, mas a resposta de Deus foi “A minha graça te basta” (Ou seja, permaneça como está). Dessa forma, entendemos que, a um Deus, diz sim, a outro não, por quê? “Porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (1 Co 12:9). Deus sabe qual é o melhor tratamento que pode nos dar. Eis aí uma pequena demonstração de que as nossas limitações e deficiências não são motivos para não sermos usados por Deus e fazermos algo para ele. Porém, havia uma restrição, mas em relação aos sacerdotes, esses deveriam ser perfeitos fisicamente, por serem eles a tipologia de Cristo.
 
Finalmente, as nossas limitações nos fazem reconhecer que nada podemos sozinhos, sempre dependemos de Deus e das pessoas. Devemos entender que as nossas limitações não representam derrota, porém o conhecimento e a sabedoria amenizam essas limitações. Se você fracassou em algo que você projetou, em algum momento você malogrou, tente novamente. O inventor da lâmpada Thomas Edison, na virada do século XX, testou mais de 1000 vezes até conseguir. Quem não experimenta derrotas é quem não se atreve, e quem não experimenta novas derrotas é quem se acovarda. Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena (Pv 24:10). Que Deus te use mesmo com todas as tuas limitações.
 
Pr. Elis Clementino

quarta-feira, 24 de julho de 2024

ESBOÇO 1380 ASSUNTO: CRISTOLOGIA.

 
ESBOÇO 1380
ASSUNTO: CRISTOLOGIA.
TEXTO: HEBREUS 13:8. 

O Senhor Jesus Cristo é a figura central de toda a realidade bíblica e cristã, por isso as verdades sobre ele são centrais no cristianismo. Jesus é o cumprimento das muitas profecias no Antigo Testamento e autor dos ensinos do N.T. Nas escrituras, ele é o cordeiro morto desde a fundação do mundo e como o Rei vindouro (Ap 13:8; 19:11-16). Jesus Cristo será o tema principal deste assunto e discorreremos de maneira simples sobre a pessoa, preexistência, divindade, encarnação, ministério, missão, calvário, sua ressurreição e ascensão.

I. QUEM É JESUS CRISTO?
a) O verbo (a palavra em ação) de Deus (o logos) (Jo 1:1, 2). É no verbo que encontramos a vida. Jesus, no seu estado pré-encarnado, fez todas as coisas (Jo 1:3,4).
b) Preexistente (pré = antes + existência) (Jo 1:1, 10; 17:5; Jo 17:5: Jo 8:58; Cl 1:17; Mq 5:2);
c) A revelação da imagem de Deus (Cl 1:15; 2 Co 4:4; Hb 1:3; Ap 3:14).
d) A segunda pessoa do Deus trino e uno (Pai, palavra e o Esp. Santo) (1 Jo 5:7).
e) Criador de todas as coisas, inclusive o mundo (Jo 1:3; 10; Jo 1:3; Cl 1:16, 17).
f) O filho do homem é verdadeiro homem (Mt 16:13; Fp 2:6, 7).
g) Membro de uma família (Mt 1:18-25; Lc 2:51. Jo 6:42).
 
II. A SUA DIVINDADE E NATUREZAS.
1. Ele é um ser divino pela sua relação com Deus.
2. Ele teve duas naturezas.
a) Divina, a sua relação com Deus.
b) Humana, de Maria, ele recebeu a natureza humana (Lc 1:35).
 
III. A SUA ENCARNAÇÃO,
1. Nascido de mulher (nascimento natural) (Lc 2:6; Mq 5:2); fora criado por José (o carpinteiro) e Maria, sua mãe (Is 7:14; Mt 1:21, 23-25. Gl 4:4);
2. Gerado por obra e graça do Espírito Santo (Mt 1:20b; Lc 1:30, 31).
3. A sua infância, Jesus com 12 anos, estava no meio dos doutores (Lc 2:39-52).
4. Humanizou-se (se fez carne) ou tornou-se humano, era a única forma de se relacionar com os homens (Jo 1:14).
5. Tomou forma de homem (Rm 9:5; 1 Tm 3:16. Fp 2:6-8).
 
IV. O SEU MINISTÉRIO E MISSÃO.
1. Iniciou o seu ministério junto ao mar da Galileia ( Mt 4:18-22; Mc 1:16-20; Lc 5:1-11).
2. Convocou doze discípulos para o seguirem e serem pescadores de homens (Mt 4:19).
3. A sua missão ao mundo foi cumprir os propósitos de Deus e implantar o seu reino e a justiça na terra. Deus enviou o seu filho por amar ao (homem) (Jo 3:16). Esse amor foi tão profundo que jamais se pode calcular a largura e a profundidade dele (Ef 3:18), pois somente arraigados (enraizados) nele podemos compreender esse amor.
 
V. AS OBRAS DE JESUS CRISTO:
1. Ele curou muitos enfermos (Mt 9:35; 8:16, 17).
2. Ressuscitou mortos (Lc 7:11-16; Jo 11:41-45).
3. Acalmou tempestades (Mt 8:24-26).
4. Multiplicou pães (Mt 14:13-20).
5. Ele fez tantos milagres que, se escrito em livro, o mundo todo não poderia contê-lo (Jo 21:25).
6. Seus milagres foram confirmados pelos apóstolos (At 10:38; Hb 2:4).
 
VI. A SUA MORTE (TEMA BASILAR DAS ESCRITURAS)
1. Foi promessa de Deus, a semente da mulher “Jesus”. A serpente lhe feriu com a morte, e a semente derrotaria a serpente com a sua morte e ressurreição. (Gn 3:15, 16).
2. Ele foi o cordeiro a ser crucificado (Jo 1:29).
3. Foi traído por um discípulo (Sl 41:9; 55:12-14; Mc 14:10-11).
4. Negociara-o por trinta moedas de prata (Zc 11:12; Mt 26:15), após a devolução do dinheiro seria comprado um campo de um oleiro (Zc 11:13; Mt 27:5-10).
5. Abandonado pelos seus discípulos (Zc 13:7; Mt 21:31, 56).
6. Caluniado, e não abriu a sua boca (Sl 69:4, 12; Lc 23:5; Isa 53:6, 7; Mt 26:67; 27:12-14).
7. Cuspiram no seu rosto (Is 50:6; Sl 22:8; Mt 26:67).
8. Feriram o seu rosto (Mq 5:1; Mt 27:30).
9. Ficou transfigurado (Is 52:14; 53:3; Jo 19:5).
 
VII. FOI CONDUZIDO AO CALVÁRIO.
1. Lugar de martírio e sofrimento, onde matavam os malfeitores, lá o crucificaram, para chegar ao calvário o fizeram carregar a própria cruz na qual ele seria crucificado (Sl 22:1-16; Zc 12:10; Jo 19:18, 20-25; At 3:13-15).
2. O puseram entre dois malfeitores (Is 53:12; Mt 27:38).
3. Ali Ele morreu pelos nossos pecados para nos reconciliar com Deus (I Co 15:3; Cl 1:20-23).
4. Foi sepultado entre os ricos (Is 53:9; Mt 27:57-60).
 
Relacionamento de Jesus Cristo com Deus e os homens:
 
 

 
 
VIII. SUA RESSURREIÇÃO.
1. Ele não está aqui, foi a mensagem confirmada pelo anjo do Senhor. É uma das doutrinas básicas da Bíblia (I Co 15:3, 4; 2 Tm 2:8).
2. As mulheres Maria Madalena (Jo 20:11-18; Mt 28:9, 10; Lc 24:4, 5).
3. Pedro ouviu as notícias (Lc 24:34; 1 Co 15:5).
4. Os dois discípulos no caminho de Emaús (Lc 24:13-35; Mc 16:12, 13).
5. Jesus se apresenta aos onze discípulos, menos Tomé (Jo 20:19-24).
6. Depois, aos onze, e Tomé entre eles (Jo 20:26-29).
7. A Pedro, com mais seis discípulos que haviam ido pescar (Jo 21:1-23).
8. A ressurreição foi confirmada, ela é um fato histórico e incontestável (At 1:3).
9. A ressurreição foi a garantia da nossa ressurreição (I Co 15:21, 22; 2 Co 4:14).
10. Ele feriu a Satanás vencendo a morte (I Cor 15:55-57). Ressuscitaremos também com Ele (I Ts 4:14).
 
IX. A SUA ASCENSÃO.
E, vendo-os, os discípulos, Jesus foi levado às alturas (At 1:9), foi Deus que pelo seu poder o fez subir (Ef 1:20), quarenta dias após a sua ressurreição (At 1:3). Ele subiu vitorioso (Sl 24:7-10). “Varões Galileus, porque estás olhando para os céus, este Jesus que estás vendo subir voltará”. (At 1:11). Estamos aguardando o seu retorno no arrebatamento da igreja Glória a Deus.
 
Vigiemos e estejamos preparados porque Jesus voltará a qualquer momento (I Co 15:52; 1 Ts 4:16). Devemos estar ligados como verdadeiros atalaias. Jesus Cristo breve voltará!
 
Consultas:
Bíblia de estudo pentecostal.
Enciclopédia Stanley.
 
Pr Elis Clementino.