quinta-feira, 15 de agosto de 2024

ESBOÇO 1386 TEMA: A CONDUTA CRISTÃ.


ESBOÇO 1386
TEMA: CONDUTA CRISTÃ.
TEXTOS: Fp 4:8; I Tm 4:12; Cl 3:13-14; Rm 12:9-21.
 
A conduta cristã sempre foi um dos temas no Novo Testamento entre os cristãos, nele são ressaltados que a nossa maneira de viver deve servir de exemplo para os infiéis. Mas é preciso que cada cristão deva ter a consciência desse dever de viver conforme o evangelho, porque Deus reprova qualquer cristão que não viva conforme o verdadeiro evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo (Fp 1:27; Cl 1:10; 1 Ts 2:12; Rm 12:1). Na sequência, falarei em sete pontos sobre a conduta cristã, embora algumas palavras sejam sinônimos, mesmo assim irei contextualizá-los de maneira sucinta, citando apenas os versículos.
 
1. Amor e misericórdia.
— Amor, recebemos do Senhor um novo mandamento, onde deve ser posto em prática o amor, principalmente uns para com os outros. (Jo 13: 34–35). Esse mandamento é a base pela qual demonstramos servir verdadeiramente a Deus e a prova de que somos seus discípulos (Fp 2:1-2). O amor é a base de tudo (1 Co 13:4-7), esse amor de que Paulo fala reflete a essência do amor verdadeiro e ideal no contexto cristão.
— Compaixão ou misericórdia deve ser exercitada através do amor, sem ele não existirá comiseração (Sl 145:8; Mt 9:36; Cl 3:12; Lc 6:36).
 
2. Humildade e serviço.
a. Humildade ou a estima de uns para com os outros. Nenhum de nós devemos atentar para o que é propriamente nosso, mas também para o que é dos outros, não faça nada por contenda ou por vã glória (Fp 2:3-4).
b. Devemos considerar o serviço cristão como um dever nosso servindo uns aos outros (Gl 5: 13; Mt 20:28; I Pe 4:10; Rm 12:11).
 
3. Pureza e santidade.
Pedro enfática a pureza e a santidade, dizendo que devemos ser santos assim como é santo aquele que nos chamou (I Pe 1:15-16; Mt 5:8; 2 Tm 2:21; 1 Ts 4:3; Hb 12:14; 1 Jo 3:3). Aqui são destacadas a importância de buscar a pureza e a santidade como reflexo de transformação que Deus opera na vida dos crentes.
 
4. Justiça e honestidade.
— Uma vida justa é uma característica de um verdadeiro cristão, esse é o desejo de Deus para cada um daqueles que lhes servem (Mq 6:8).
— A honestidade é uma qualidade indispensável para a vida cristã (Pv 12:22; 19:1; Ef 4:25; Cl 3:9; Sl 25:1).  
 
5. Paciência e perseverança.
— Ser paciente deve ser uma das características do cristão em todos os aspectos da vida. Sabendo que a prova da nossa fé produz perseverança (Tg 1:2-4).
— Perseverança é uma das qualidades que nos faz permanecer à espera de algo maior e melhor (Tg 1:12; Rm 5: 3-4; Hb 12:1; Gl 6:9; 2 Co 4:16-17).
 
6. Perdão e reconciliação.
— O perdão é o caminho ordenado por Deus, entretanto, se não perdoarmos mutualmente, ele não nos perdoará (Cl 3:13; Ef 4:32). Devemos evitar quaisquer disputas, as queixas contra uns aos outros.
— A reconciliação é indispensável entre cristãos, por ser através dela que passamos a ter paz uns com os outros (Mt 5:24; 2 Co 5:18; Cl 3:13).
 
7. Fidelidade e integridade.
— Fidelidade é uma qualidade de fiel, uma característica cristã, ela deve ser exercitada em todos os aspectos (Pv 12:22). A infidelidade é abominável ao Senhor.
— Integridade é a qualidade de íntegro, inatacável e justo, ela um distintivo cristão (Pv 11:3; Sl 25:21; Pv 12:22; Sl 119:1; Pv 20:7).
 
Finalmente, tudo o que discorremos sobre o tema é de relevada importância, pois ele nos ajuda a refletir sobre os diversos aspectos da vida cristã. Todas as qualidades que enfatizamos neste assunto são necessárias para comprovar a veracidade da nossa fé cristã.
 
Pr. Elis Clementino.

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

 

ESBOÇO 1385
ASSUNTO: AS MÁS CAMPANHIAS.
TEXTO: “Filho meu, se os pecadores, com blandícias, te quiserem tentar, não consintas. Filho meu, não te ponhas a caminho com eles; desvia o teu pé das suas veredas. Porque os pés deles correm para o mal e se apressam em derramar sangue” (Pv 1.10;15,16).

Conselhos de Salomão para os jovens sobre as companhias. A palavra de Deus nos adverte quanto a esse jugo desigual. Uma má companhia pode causar muitos incômodos, as influências más são consideradas biblicamente como o fermento velho e peçonha mortal, mas existem muitas pessoas que até a presente data nunca conseguiram se livrar dos prejuízos originados pelas más companhias. Atualmente, as preocupações dos pais com relação aos filhos são exatamente estas.

I. As preocupações.
Estamos vivendo numa época onde o ser humano está cada vez mais vulnerável às influências negativas de certas amizades, principalmente os nossos filhos. O mais grave ainda é que aumenta o número de pessoas idosas envolvidas em situações difíceis devido às más companhias. As seduções são cada vez mais tentadoras envolvendo crianças, adolescentes e jovens, no uso de bebidas alcoólicas, uma droga considerada lícita, que sem dúvidas servirão de porta de entrada para outras drogas mais nocivas. Não faz muito tempo que as crianças podiam brincar na rua com os amiguinhos sem inspirar muitos cuidados aos pais, as amizades eram mais tranquilas, mas hoje tudo mudou. Atualmente tentamos evitar que nossos filhos e netos contraiam más companhias, mas já surgiu um oponente muito mais poderoso e este não está simplesmente nas ruas, mas dentro da sua casa. Às vezes no quarto do seu filho, no lugar mais sagrado que é o lar, “As redes sociais”, no entanto, sabemos que toda ferramenta tem os seus malefícios e benefícios, não é? A faca que prepara o bife para saborearmos é a mesma que fere o dedo da mão, ou seja, tanto pode ser benéfica como maléfica. Os cuidados devem ser constantes, principalmente em relação aos filhos, sobretudo, o que eles estão compartilhando. CUIDADO!

II. As más associações podem levar o indivíduo à corrupção moral e espiritual
a.      A corrupção moral ocorre quando o indivíduo contrai más companhias. O Salmo primeiro apresenta a distinção entre os justos e os ímpios. Numa visão cristã, os crentes verdadeiros podem ser conhecidos pelas coisas que praticam; pelos lugares que frequentam e pelas pessoas com as quais convivem. Ninguém pode provar das bênçãos de Deus sem evitar as coisas prejudiciais e destrutivas a sua vida espiritual (Sl 1.1). Salomão ressalta: — “Anda com os sábios e serás sábio, mas o companheiro dos tolos será afligido” (Pv 13.20; 16.29).
b.      A Corrupção Espiritual acontece quando as pessoas separadas do pecado e compromissadas com Deus se misturam com os ímpios, ou seja, com aqueles que não temem e nem conhecem a Deus. Entretanto, todo aquele que tem compromisso com o Senhor necessariamente não deverá caminhar com esses tais, para não ser corrompido tanto na conduta moral quanto a espiritual (I Co 15.33,34; I Co 5.6), entendemos que não necessita muita coisa para o homem se corromper, basta apenas uma pequena influência má, pois é como um pouco de fermento. “Um pouco de fermento leveda toda massa” (Gl 5.9).

III. Exemplificando as más associações.
Já sabemos que as más companhias constituem uma grande ameaça para o indivíduo, principalmente para quem serve a Deus, no entanto, citaremos poucos exemplos que certamente nos alertarão.
1.    Sansão amou a Dalila e teve um trágico fim (Jz 16.4).
2.      Salomão amou as mulheres estranhas e, na sua velhice, teve o seu coração pervertido para servir aos deuses estranhos (I Rs 11.1-4).
3.      Josafá fez aliança com o rei Acabe, não se saiu bem, o Senhor o reprovou por causa daquela união (2 Cr 19.2).
Os estreitos relacionamentos entre justo e ímpio nunca deram certo. Deus dá mandamento a Moisés para não fazer concerto com o povo da terra que iria possuir (Ex 34.12). Água e óleo não se misturam, assim como as trevas e a luz.

IV. Advertências bíblicas.
Não seguir a multidão, existem pessoas que seguem a maioria para cometer maldades (Ex 23:2; Ex 23:33). Deus recomenda que não façamos aliança ou associações com pessoas más (Ex 34:12; 23.32; 2 Cor 6:14) e nem trilharmos os seus caminhos atraentes, por serem como armadilhas para o justo (Sl 1:1; Pv 1:15; Pv 4:14; Pv 22:25; Pv 23:6). Além disso, não devemos ter inveja da prosperidade deles, isso pode destruir a esperança daquele que confia em Deus. Cuidado! (Pv 24:1; Sl 37.1). Asafe ficou perturbado e quase seus pés escorregavam enquanto olhava a prosperidade dos ímpios (Sl 73.2,3,16). Todavia, foi na oração que entendeu o fim deles (Sl 73.17).

V. AS BOAS COMPANHIAS.
Elas nos edificam, temos registros nas escrituras de grupos de jovens que se agregaram diante de situações difíceis, como os foram levados cativos por Nabucodonosor para Babilônia. Eles tomaram decisões conjuntas importantes e se edificavam nas orações, na comunhão, eles compartilhavam espiritualmente para não perderem a sua comunhão com Deus (Dn 1.1-17). Não podemos viver sozinhos, boas amizades são imprescindíveis, porque elas nos ajudam. Podemos ter amizades com pessoas não crentes, mas que elas sejam respeitosas e não influenciem negativamente na nossa espiritualidade. Além disso, sabemos que há limites em nossas amizades. Não podemos descartar amizades desde que elas sejam saudáveis. “Porque, se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas aí do que estiver só; pois caindo, não haverá outro que o levante” (Ec 4.10-12; Is 41.6).

Nada melhor que as boas amizades, porque elas nos edificam, e os maus companheiros têm uma maneira muito perspicaz em envolver as pessoas em situações difíceis, isso acontece até dentro da igreja, principalmente aqueles que não querem obedecer à palavra o apóstolo Paulo recomenda-nos o que fazer (2 Ts 3.14,15; I Co 5.9,11). Seja amigo e companheiro, desde que essa amizade seja saudável (Sl 119:63). Não se esqueça de selecionar pessoas para serem seus amigos.

Pr Elis Clementino.

 

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

ESBOÇO 1384 TEMA: O IRMÃO MAIS VELHO.

 

ESBOÇO 1384
TEMA: O IRMÃO MAIS VELHO.
“E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio e chegou perto de casa, ouviu a musica e as danças” Lc 15.25.

Lucas descreveu a parábola de Jesus sobre o filho pródigo, ela ressalta o filho desobediente que saiu de casa, sua volta, o pai amoroso e perdoador, e o insurgente irmão MAIS VELHO. Essa é uma lição importante para a nossa vida diária.

I. O filho desobediente.
1. O filho mais novo, “falta de maturidade”. Ele abandonou a casa do pai pedindo parte da sua herança (Lc 15.12). As pessoas com menos experiências não levam muito a sério as consequências daquilo que fazem e nem as decisões que tomam. É possível que o egoísmo conduza um filho a desprezar a família em busca dos prazeres da vida, na vida cristã acontece o mesmo. O filho abandona a casa do pai, “Deus” deixa a comunhão da família de Deus para experimentar os prazeres do pecado. Consideramos que, para o filho pródigo, o convívio familiar não era mais interessante, mas novas amizades. “As novas amizades exigem muito mais cuidados do que as antigas” e sobre isso ele não pensou, pediu a parte da herança e retirou-se de casa, granjeou amigos, mulheres, bebida, dança, finalmente aproveitou bem, mas há alegrias que duram pouco, mas o que ele pensava ser sucesso tornou-se pesadelo e fracasso.
2. Longe de casa.
Partiu para uma terra longínqua, longe do convívio e da comunhão familiar, o filho se tornou vulnerável, os “amigos” foram os únicos beneficiados com a herança que o moço tinha em mãos. O texto diz que ele desperdiçou a sua fazenda “herança”, vivendo dissolutamente, o contrário aos bons costumes, devasso, libertino. (Lc 15.13). As consequências não demoraram, as sementes plantadas começaram a brotar.
3. As consequências.
Nada pior do que as sequelas daquilo que se semeia, após ter gastado tudo, houve naquela terra algo que ele não esperava, uma grande fome. Os nossos erros muitas vezes culminam com a realidade do momento, além de não ter mais dinheiro, o povo estava vivendo uma crise econômica muito grande, e o filho liberal começou a padecer necessidade, desejando comer até das bolotas que os porcos comiam, porque ninguém lhe dava nada (Lc 15:15,16).

Quando a pessoa admite o seu erro e reconhece o seu pecado, surgem novas oportunidades para ele. “E caindo em si, disse: quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui padeço de fome!” (Lc 15:17). É, em uma linguagem popular, “a ficha caiu”. Sem a sua atitude, ele não chegaria a lugar algum. “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: pai, pequei contra o céu e perante ti”. Ele precisava de:
a.      Humildade. Muitas vezes os nossos pecados não afetam somente aos nossos familiares, mas à igreja e à sensibilidade divina, mas ele se humilhou dizendo: “Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores.” Ele estava disposto até ser empregado do pai (Lc 15:18,19).
b.      Reconhecer o seu pecado. Isso é tudo para regressar a casa do pai.

II. Um pai amoroso.
A atitude do pai com a volta do filho, vendo-o de longe, moveu-se de íntima compaixão e, correndo, lançou-se lhe ao pescoço e o beijou (Lc 15:20-24). Quantas vezes pensamos que Deus nem mais nos aceita mediante tantas coisas ruins que praticamos? Mas disse aos seus servos: tragam a melhor roupa. Ponha-se lhe um anel no dedo, como símbolo da herança, sandálias para os pés. Trazei-me bezerro cevado e o matem e disse-lhes o pai: façamos festa, porque esse filho estava morto e reviveu, esse filho estava perdido, mas foi achado e começaram a alegrar-se (Lc 15:7-10). Aqui há um rico símbolo espiritual para todos nós.

IV. O irmão mais velho.
1. Características:
a. Orgulhoso
b. Insatisfeito por não ver o seu pai rejeitar seu irmão.
c. Vingativo
d. Irreconciliável
e. Vingativo.

Em todos os lugares estão os irmãos mais velhos, eles estão insatisfeitos com qualquer agrado que se faça ao outro irmão. O mais interessante para ele é ver o irmão sempre afastado para não lhes tirar as oportunidades. O irmão mais velho sempre tem argumentos contra o irmão que falha ou peca, ele sempre reage com indignação e orgulho. Para ele, as disciplinas devem ser intermináveis; seus conceitos são excessivamente justos; tem como característica não perdoar (Lc 15:28,29).

Irmãos, jamais devam permitir que o caráter do irmão mais velho permeie os vossos corações, conduzindo-os ao egoísmo e à falta de sensibilidade para com o seu irmão. Ele se irritou com a atitude do pai em abraçar o filho que havia se desgarrado da família. O coração do pai sempre é quebrantado pelo reconhecimento do erro. O pai o abraçou, beijou, pôs um anel no seu dedo como símbolo da reconciliação, deu-lhe novas vestimentas e promoveu um banquete, porém não é isso que o nosso Pai celestial faz quando o homem reconhece o seu pecado e se reconcilia com ele? Ultimamente, Deus tem recebido de volta a todos que se arrependem e voltam para a sua casa. Cuidado! Não deixem que o irmão mais velho se insurja ou insubordine você.

Pr. Elis Clementino.

domingo, 4 de agosto de 2024

ESBOÇO 1383 ASSUNTO: O HOMEM DO CÂNTARO.

 
ESBOÇO 1383
ASSUNTO: O HOMEM DO CÂNTARO.
TEXTO: MARCOS 14:12-16
 
Um homem transportando um cântaro com água. Esse foi um episódio importante e recheado de detalhes, pois dali em diante seria declarado o traidor, instituída a santa ceia, prisão e morte de Jesus. Alguns compreendem que partes desse evento estão vinculadas aos acontecimentos escatológicos ou à celebração da ceia no reino de Deus, outros não, porém falarei considerando como parte da escatologia. Era a última Páscoa, e Jesus desejou comer com os seus discípulos.
 
I. A ÚLTIMA PÁSCOA.
Já próximo à páscoa, caminhando Jesus com seus discípulos, já sendo os últimos momentos de Jesus com eles, desejou comer a páscoa, perguntaram-lhe os discípulos: “Aonde queres que vamos fazer os preparativos para comer a páscoa?” (Lc 14:12).
 
II. UM HOMEM CARREGANDO UM CÂNTARO COM ÁGUA.
O que nos causa estranheza é um homem carregando um cântaro com água, o que aprenderemos:
1.      Lição:
a.  Jesus precisava de um homem diferente.
b.  Um homem que estivesse realizando uma atividade.
c. Um homem carregando um cântaro com água.
d.  Uma tarefa incomum, pertencia às mulheres (Gn 24:15-50; Jo 4:7).
e.  Não seria uma coincidência.
f.  Essa era mais uma revelação de dos atributos de Jesus, “a onisciência e onipresença”.
 
2.      Lições:
a.  Os discípulos encontraram na cidade o homem assim como ele havia dito.
b. Seguiram o homem com o cântaro conforme o mestre mandara.
c. Na casa em que ele entrasse, perguntassem ao pai de família dizendo: o Mestre te diz: onde está o aposento em que hei de comer a páscoa? (Lc 22:10).
 
3.      Lição:
a.      Chegaram à casa onde entrou o homem com o cântaro.
b.      Perguntaram os discípulos aos donos da casa aonde seria preparada a páscoa.
c.      O homem apresentou-lhe um cenáculo era amplo que estava totalmente mobilado.
d.      Ficava no andar superior, destacando bem essa frase “Andar superior”. Jesus foi até aquele senáculo preparado e ali comeu a páscoa com seus discípulos.
 
4.      Lição.
a. Alguém de vós há de me trair.
b. A reação dos discípulos.
c. Começaram a se entristecer.
d. Perguntavam por um, por um, um, porventura, sou eu, Senhor?
e. Jesus diz: “É um dos doze, que mete comigo a mão no prato”
f. Jesus revelou de maneira indiscreta, essa foi a maneira de não jogar os discípulos sobre Judas. Ele sabia que a reação seria dura.
 
III.              O GRANDE BANQUETE NUPCIAL.
Encontrar um homem com um cântaro na cabeça não foi simplesmente um acaso, no entanto, tudo já estava preparado para aquele momento especial. Não sabemos de como aquele homem antecipadamente preparou tudo para o Mestre comer a páscoa com seus discípulos. Isso ilustra que na casa do pai está tudo preparado, o dono da casa já preparou tudo. Leiamos a parábola da grande ceia, ela ilustra que, com a rejeição de alguns, se abriram as portas do banquete para muitos que não tinham direito (Lc 14:15-23; Mt 22:2-4; Mt 25:1; Ap 19:7-9). Mas qual é a diferença entre as bodas do cordeiro e a ceia (Ap 19:7). Vejamos o seguinte: na festa de casamento participam o noivo “Cristo” e a noiva, a “Igreja”, somente os convidados que aceitaram o participará (Ap 19:9). Entretanto, se permanecermos fiéis ao Senhor, estaremos lá e participaremos desse grande banquete (Jo 3:29).
 
Tudo já está pronto, já aceitamos o convite, aguardamos somente o noivo vir ao encontro da noiva, na casa do Pai participaremos do grande banquete. Jesus dará boas-vindas aos convidados que não rejeitaram o convite da graça. O noivo vem e não tarda, cuidado! (Lc 12:36-40).
 
Pr. Elis Clementino.

terça-feira, 30 de julho de 2024

ESBOÇO 1382 ASSUNTO: O DISPENSEIRO FIEL.

 

ESBOÇO 1382
ASSUNTO: O DISPENSEIRO FIEL.
TEXTO: LUCAS 12:42-48.
 
Jesus expôs uma parábola muito importante sobre o mordomo fiel. De maneira bem simples, discorrerei sobre o mordomo fiel, o significado, as qualidades de um mordomo fiel, fidelidade e recompensas, principalmente em relação aos dons dados por Deus.
 
I. Definição. de dispenseiro.
Dispenseiro, o termo no grego se chama oikonómos, a pessoa encarregada da despensa (Gn 43:16). Em relação à atividade ministerial, o indivíduo é responsável por cuidar das coisas de Deus, ele é um mordomo (I Co 4:1; Tt 1:7). Cada um deve administrar o dom como o recebeu, como bons administradores da multiforme graça de Deus (I Pe 4:10). Um servo fiel na administração dos bens do seu senhor ou realiza alguma tarefa na igreja adquire confiança (I Tm 3:13). Jesus expôs uma parábola sobre o dispenseiro fiel, ser dispenseiro era algo muito comum naquela época.
 
II. Duas parábolas extraordinárias.
1.      A parábola do mordomo fiel.
Lucas relata uma das brilhantes parábolas de Jesus, enfatizando dobre o valor de um mordomo fiel, ou seja, o proceder dos servos para com os bens dos seus senhores (Lc 12:42-48). Aqueles que forem infiéis e na ausência do seu senhor começarem a espancar seus criados sofrerão as penalidades (Lc 12:45-48).
 
2.      A parábola dos talentos.
Certo homem partiu para uma terra longínqua, chamou seus servos e entregou-lhes seus bens, porem antes de partir distribuiu talentos para seus servos. A um ele deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um, e ausentou-se (Mt 25: 14,15).
2.1. Investimento.
Quem recebeu cinco talentos negociou, o que recebeu dois negociou e o que recebeu um enterrou (Mt 25:16-18).
2.1. Prestação de contas.
a.      Aquele que recebeu cinco talentos, apresentou mais cinco.
b.      O que recebeu dois talentos, granjeou mais dois (Mt 25:20-23).
c.      Aquele que recebeu um talento, com medo, enterrou apresentando desculpas (Mt 25:24).
2.2.  Recompensas.
A fidelidade dos mordomos que investiram nos talentos adquiriu mais confiança do seu senhor, foram elogiados pelo seu senhor Mt 25:21-23). O que recebeu um talento e enterrou recebeu dura recompensa (Mt 25:25-30).
 
Finalmente, a fidelidade é recompensada pelo reconhecimento daquilo que fazemos fielmente para Deus. O servo sensato recebe favor do rei, mas o que procede vergonhosamente é alvo da ira do rei (Pv 14:35). Devemos dar importância aos dons que recebemos de Deus, cada um desempenhe o dom que recebeu do Senhor para servir aos outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas (I Pe 4: 10–11). Os diversos dons concedidos por Deus precisam ser administrados pelo dispenseiro. Quando regemos bem os talentos que recebemos, adquirimos confiança e seremos recompensados por ele. Devemos nos empenhar naquilo que sabemos e podermos, se não tivermos condições de realizar devido às limitações, Deus levantará outro para fazer o que você não pode, porém, não esqueça que tanto você quanto ele serão recompensados.
Pr. Elis Clementino.

 

Pr. Elis Clementino.