segunda-feira, 1 de junho de 2020

ESBOÇO 996 O PROFETA E A VIÚVA DE SAREPTA


ESBOÇO 996
TEMA: O PROFETA E A VIÚVA DE SAREPTA.
TEXTO: I REIS 17: 1-14

Sarepta havia sido atingido pela seca, a fome já predominava, parecia impossível à sobrevivência caso a seca predominasse naquela região. Em meio à seca uma viúva sustenta um profeta. Quais as lições que podemos extrair deste texto para os nossos dias?

Muitas vezes Deus conduz o indivíduo por caminhos e lugares que jamais ele pensaria e gostaria de passar, nesta vida já experimentamos de quase tudo, momentos e coisas ruins e bons. Há caminhos que o indivíduo é levado mesmo que ele não queira, mas é importante não subestimar a primeira impressão que muitas vezes temos de alguma coisa ou lugar, pois pode ser que essa etapa da sua vida seja para algo melhor. Temos que aprender a lidar com a primeira impressão, lugar era seco onde com pouca vegetação, não havia mais alimentos, pressuponho que Elias tenha pensado: (o que eu vim fazer aqui), muito embora Deus houvesse lhe mandado ir para lá porque mesmo Deus ter falado que lá havia provido uma viúva para cuidar dele. Mas o que se espera de uma viúva morando em uma terra seca? A viuvez e filhos órfãos são quase sempre foram sinônimos de pobreza e desproteção, porém não de Deus (Sl 68:5), há uma expressão que ouvimos que Deus é o marido da viúva e o pai dos órfãos, isso é uma verdade.

Não se engane com as aparências
São nas impossibilidades que Deus nos prova, nelas é que se conhece o caráter do indivíduo, em Sarepta conforme a visão humana estava em uma situação muito difícil, mas Elias precisava trazer esperança para a viúva e sair de lá com uma nova visão, ele olhou além das circunstâncias. Muitas vezes fitamos os nossos olhos na mediocridade na pouca farinha e o pouco azeite, o profeta estava firmado no que Deus havia lhe dito, vai para Sarepta, pois lá tenho preparado uma viúva para cuidar de você (I Rs 17:9). Se fosse qualquer um de nós ao encontrar a mulher com cavacos nas mãos pensasse o seguinte: Deu tudo errado ou me enganei? Uma viúva desenganada esperando a morte dela e do seu querido, pois não havia outra saída, e pior agora era dividir o pão.

A fé em ação
Vendo Elias à viúva apresentar os cavacos ou galhos secos, a pouca farinha e o pouco azeite como o seu único recurso de alimento para fazer um pequeno bolo comer e depois morrer, além disso, o profeta pede que faça primeiro um bolo pequeno para ele, agora só restava à mulher duas escolher entre morrer de fome ou obedecer ou não ao profeta, pois aquele pouco de farinha e azeite seria agora dividido para três pessoas, o profeta a viúva, e seu filho. O profeta não depositou a sua esperança na pior das hipóteses, para ele Deus podia mudar tudo em um só instante. Elias como homem de Deus teria a responsabilidade de deixar aquela mulher em uma situação abençoada e próspera, um profeta do Senhor jamais deve deixar um ambiente do mesmo jeito que encontrou ou pior. Como obreiro do Senhor sempre faça algo que marque a sua visita como homem de Deus, Eliseu deixou marcada a sua visita à casa de uma viúva e da sunamita (2 Rs 4:1-38). A obediência da viúva a fez prosperar, a palavra do homem de Deus para ela foi “A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará até ao dia em que o Senhor dê chuva sobre a terra”. A palavra do homem de Deus fez com que a viúva entendesse que Deus estava com Elias.

Deus é a nossa provisão, muitas vezes você diz a Deus: cheguei ao limite, porém Deus diz: Para mim não! Ele não conhece limite, o poco que aquela mulher tinha não foi o seu fim (I Rs 17:14). O profeta vivendo no deserto com a sua velha capa sobre os ombros e suas vestimentas de pele com um cinto sobre os lombos o Senhor sempre supriu as suas necessidades, principalmente nos momentos de perseguições (I Rs 17:2-6). Muitas vezes estamos em situações decisivas igualmente aquela viúva, mas Deus nos socorre isso é a maior prova do amor divino. A submissão e a obediência daquela mulher resultaram em abundância de pão Deus é o mesmo foi no passado, é no presente e será no futuro “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças” “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus” (Fp 4:6,19).

Pr. Elis Clementino

terça-feira, 26 de maio de 2020

ESBOÇO 995 VALORES SENTIMENTAIS SÃO INESTIMÁVEIS.



ESBOÇO 995
TEMA: VALORES SENTIMENTAIS SÃO INESTIMÁVEIS.
TEMA: “...que Acabe falou a Nabote, dizendo: Dá-me a tua vinha, para que me sirva de horta, pois está vizinha, ao pé da minha casa; e te darei por ela outra vinha melhor do que ela; ou, se parece bem aos teus olhos, dar-te-ei a sua valia em dinheiro. Porém Nabote disse a Acabe: Guarde-me o Senhor de que eu te dê a herança de meus pais.” I REIS 21:2-3

No mundo existem muitas coisas valiosas, mas existem aquelas que sobrepujam todos os valores monetários, elas não são epenas representadas pelo valor monetário, mas pelos valores sentimentais.

Valores sentimentais são aqueles guardados nos sentimentos das pessoas, esses valores são inegociáveis. Existem pessoas que acumulam bens como carros antigos, objetos e heranças como bens inestimáveis onde não há dinheiro que pague porque ele faz parte da história, muitas vezes familiar. Subtrair um bem de uma pessoa é como se alguém morresse e a sua história terminasse ali. Eu ouvi testemunhos de várias pessoas que possuíram fusquinha, um carro antigo produzido pelos alemães na década de 50, esse carro foi um sucesso por muitos anos, o tempo passou e muitos proprietários ainda o possuem como veículo de estimação por ser o seu primeiro carro, muitos deles estão em exposição e outros funcionando até o presente, isso é natural aqui no Brasil, por sinal muitas pessoas que compraram o seu primeiro quase sempre foram fusca. Há outros bens valiosos e raríssimos como quadro de famosos artistas plásticos, esses são comprados como bens valiosos cuja avaliação é feita de forma sentimental e nome dos artistas.

Os bens valiosos são cobiçados
A preciosidade do bem faz aguçar os olhos dos ambiciosos e invejosos, muitas vezes esses bens são tão desejados a ponto dos invejosos não se conterem e tentar subtrair do indivíduo aquele bem, isso sempre aconteceu e acontecerá. A Jezabel mulher do rei Acabe desejou a vinha próspera de Nabote, a vinha era parte da herança dos seus pais, pois a inveja é um dos anseios mais cruel no ser humano, não se sabe até que ponto pode chegar um indivíduo quando ele carrega dentro de si um sentimento de inveja, tem um ditado popular que diz: “A lavoura do vizinho é melhor que a nossa”. Desejar de maneira descontrolada é um pecado “Não cobiçarás as coisas as coisas alheias” esse é o décimo mandamento (Ex 20:15; Dt 5:1).

(Ao cobiçares alguma coisa do teu próximo cobiça também a cruz que ele carrega!)

Os nossos inimigos cobiçam as preciosidades que temos, Acabe tentado por sua mulher cobiçou a vinha de Nabote aquele pobre homem que muito valorizava seus bens. Jesus disse que o ladrão não somente vem para roubar, mas para matar (Jo 10:10), embora ele tenha falado sobre si, porém é uma pura verdade, o ladrão rouba e mata pela cobiça dos olhos. Acabe lançou uma proposta de compra à vinha de Nabote, ele imediatamente recusou a vendê-la, pois era uma herança dos seus pais (I Rs 21:3), porém Acabe em um ato de covardia matou Nabote para se apoderar da vinha.

            Amados, a cobiça não se refere somente a bens, mas outras coisas nesse mundo, porém esquecemos que temos algo muito mais especial do que todas as riquezas somadas daqui, essa é bastante cobiçada pelo inimigo das nossas almas “Pois tudo o que há no mundo: as paixões da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens não provêm do Pai, mas do mundo” (I Jo 2:16; Pv 27:20; Rm 13:14). O nosso maior bem é a nossa salvação, esse é um bem mais precioso do que todas as coisas, por essa razão se apegue a ela com todo amor. Salomão fala do amor dizendo: “As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam” (Ct 8:7), nada vale mais que o amor divino, a herança de Deus em Cristo, essa herança é como uma coroa do rei, não se vende e nem se negocia, ela é muito cobiçada pelo inimigo das nossas almas, portanto vigiemos e guardemos a nossa coroa até o fim (Ap 3:11; 2 Tm 4:7-8).

Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 21 de maio de 2020

ESBOÇO 994 AS ARMADURAS ESPIRITUAIS


ESBOÇO 994
TEMA: AS ARMADURAS ESPIRITUAIS
TEXTO: EFÉSIOS 6:10-24

Além das batalhas do nosso cotidiano há ainda outra muito mais danosa e essa não podemos ser derrotados, a batalha espiritual, nela os nossos inimigos são imateriais onde a peleja é muito mais desgastante a qual não se peleja com as armas naturais aquelas usadas em combates ou guerras.

Fortalecer-se
Diante de qualquer batalha nesta vida usam-se os equipamentos bélicos para combater os inimigos. As estratégias usadas nesses combates são as mais sofisticadas levando em consideração o antagonista que também está preparado, mas somente as armas não serão suficientes, pois os convocados para a guerra precisam estar preparados tanto fisicamente como também o seu estado emocional e psicológico para em momento certo saber decidir o que fazer com as armas. O discernimento de cada combatente é essencial “E mais, se a trombeta não emitir um som claro e correto, quem se preparará para a batalha?” (I Co 14:8; Nr 10:9; Js 6:4-20; Jz 7:16-18).

Inimigos espirituais
Falamos sobre o preparo físico e emocional dos soldados convocados para a peleja, pois ele é essencial para iniciar um combate. No sentido espiritual o preparo é semelhante, pois ele tem que se preparar, porém toda aparelhagem para essa peleja é bem diferentes daquelas que estamos acostumados a ver. Os inimigos dessa peleja são invisíveis, pois dessa maneira o combate se torna muito mais perigoso, porém somente com o aparelhamento espiritual aos ditames divinos é que poderemos vencer (Ef 6:12).

Gideão venceu uma das maiores batalhas com 300 homens e contra a ele havia um contingente muito mais numeroso do que o seu exército, ele contava com 32.000 homens e Deus achou que era muito aqueles homens, pois via que muitos deles iam apenas atrapalhar, nota-se que houve uma estratégia comandada pelo Senhor até Gideão obter a vitória contra seus inimigos (Js 7:1-22), homens com cântaros e tochas acesas os armados na retaguarda.

O rei de Judá, Josafá e o seu exército estavam sendo intimidados pelos seus inimigos, pois o seu contingente militar era menos que o dos inimigos (2 Cr 20:1-2), diante do seu exército inimigo Josafá temeu, mas como servo de Deus não havia outra saída a não ser buscar ao Senhor (2 Cr 20:3-5). A estratégia que Deus deu a Gideão foi bem diferente da estratégia que ele deus ao rei Josafá. Deus disse a Josafá que pusessem os cantores na frente tocando seus instrumentos, parece algo sem sentido não é? Para cada indivíduo Deus têm uma estratégia diferente, as armas para a peleja que o Senhor te deu, outros pode não ter as mesmas, mas certamente eles terão outros tipos de estratégia dados pelo Senhor (2 Cr 20:1-22).

As armas da nossa milícia
Elas não são carnais, mas poderosa em Deus capaz de apagar todos os dados inflamados do inimigo (2 Co 10:4), por isso precisamos nos fortalecer espiritualmente para nos tornarmos capazes de vencer os nossos inimigos. Somente fortalecidos no poder divino é que podemos vencer as astutas ciladas do diabo (Ef 6:10-12). A descrição do Apóstolo Paulo foi baseada nas armaduras de um soldado romano preparado para a guerra (Ef 6:13-17). A fé e a espada do Espírito são as maiores armas pelas quais apagamos todos os dados inflamados do maligno, a oração e a vigilância não podem ser desvinculadas.

As preparações para as batalhas são extremamente importantes, pois a nossa vitória sobre o nosso adversário espiritual “o diabo e as suas potestades” eles somente serão vencidos com as armas do Espírito, no entanto qualquer outro tipo aparelhamento é contar com a derrota. Em Deus nos tornamos mais que vencedores (Rm 8:37), portanto busquemos nos revestir de todas armaduras de Deus para poder estar firmes porque a nossa luta não é contra a carne e nem o sangue, por isso precisamos estarmos aparelhados com essas armas do Espírito.

Pr. Elis Clementino


quinta-feira, 14 de maio de 2020

ESBOÇO 993 DISSENSÕES NAS IGREJAS


ESBOÇO 993
TEMA: DISSENSÕES NAS IGREJAS
TEXTO: I CORÍNTIOS 3:1-9

As dissensões acontecem em qualquer lugar do mundo, elas estão presentes em todas as camadas sociais, e indiscutivelmente também em todas as religiões, assim também nas igrejas cristãs, essas dissenções são provenientes da natureza pecaminosa do homem “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo.” (Rm 7:18-21), as dissensões acontecem por vários motivos.

Dissensões
Sinônimos: cisões, desacordos, desarmonias, divergências e desavenças. Isso acontece por inúmeros fatores como: imaturidade, incapacidade, invejas, essas coisas tem causado divisões até nas igrejas Cristãs. As dissenções são provenientes de espíritos mundanos se aproveitando da fraqueza humana, há muitos que se deixam ser usados por esse espírito, ou seja, dão lugar a ele.

Divisões na igreja
O Apóstolo Paulo foi informado que na igreja de Corintios estava havendo divisões provenientes das constantes contendas, ele mostrou que o corpo de Cristo não poderia ser dividido, portanto ele não teve nenhuma ambição por posição e não tinha grupos, pois ele recebeu informação que já havia se formado grupos onde uns diziam: Eu sou de Paulo, eu sou de Apolo, e eu sou de Cefas, e eu de Cristo (I Co 1:10-13). (Na minha maneira de pensar o grupo que se dizia de Cristo era o pior deles, pois era o grupo que não se submetia a autoridade espiritual de nenhum dos apóstolos) essas coisas eram sem dúvidas frutos da imaturidade, ignorância espiritual e fruto da carne, eles agiam os moldes mundanos (I Co 3:1-4). As dissensões na igreja de Corintios a enfraquecia, os crentes precisavam estar unidos batalhando pela fé com esse propósito de defender a causa do evangelho, pois somente unidos eles poderiam vencer todas as dificuldades daquela época quando o império romano oprimia a igreja, entretanto aquela não era hora de divisão, como também não seria em tempo algum.

A unidade da igreja
A união dos crentes era proveniente da maturidade cristã o que nos parece não existir naquele momento. Paulo lembrou aos crentes a maneira como ele havia lhes ensinado e como ele deveriam se portar, pois em vários momentos ele havia enfatizado a unidade dos cristãos (Rm 12:16,17; Sl 131:1; Pv 3:7; 26:5) deixem a ambição e os interesses pessoais (I Pe 5:5), tenham o mesmo sentimento, esse deve ser a característica de um verdadeiro cristão (Fp 2:5-11). As contendas enfraquecem, principalmente nos dias atuais quando todos os cristãos deveriam estar unidos, independentemente de denominações, todos lutarem pela liberdade religiosa e em defesa da fé cristã.

A unidade dos membros
Paulo ilustra como exemplo os membros do corpo humano e como eles funcionam em plena harmônia, embora o texto trate dos dons espirituais, mas a harmônia entre esses membros do corpo são necessários, e seja um espelho para a unidade cristã (I Co 12:14-26), pois é isso que precisamos no presente momento.

Amados, a igreja primitiva nos momentos mais difíceis estava mesmo em meio aos mais cruéis sofrimentos, todos permaneciam unidos em oração (At 1:14; 2:42). No presente século a desunião na igreja tem atrapalhado o seu desenvolvimento, principalmente quando a fé cristã está sendo ameaçada, é hora de nos unir, não basta apenas orar, pelas beiras das estradas, nas portas das casas, mas lutar pela igreja como instituição e o evangelho como Paulo a defendeu naqueles dias durante a perseguição perante Félix (At 24). Amados, nos levantemos em prol da causa do evangelho em meio às tempestades que nos afligem nesse momento, lembrem-se Paulo teve dupla cidadania e ele lutou pelas duas e nós precisamos agora mais que nunca. Muitos cristãos dizem: “as portas do inferno não prevalecerá” isso é universal, mas como igreja em uma Cidade e em um País os governantes podem fechar as portas dos templos como se vê atualmente e todos nós caladinhos, levantemos a voz enquanto é tempo. Pastores se unam agora tenha voz, você tem meios de comunicação, tem as redes sociais para manifestar a sua opinião.

Pr. Elis Clementino

terça-feira, 12 de maio de 2020

ESBOÇO 992 OS INJUSTOS COBRANDO JUSTIÇA.


ESBOÇO 992
TEMA: OS INJUSTOS COBRANDO JUSTIÇA.
TEXTO: JOÃO 8:1-11

O texto em apreço apresenta uma sociedade injusta acusando alguém e querendo que a justiça fosse feita. O maior problema do ser humano é de natureza moral, o injusto cobrar justiça, isso acontece em qualquer sociedade do mundo, não obstante isso também acontece no meio religioso onde se ensina a prática do bem, no entanto muitos fazem o contrário. Atualmente entre os religiosos há muitos legalistas como havia naquela época, eles pareciam não saber o real significado do amor, perdão e misericórdia.

Uma trave no olho
Há um texto bíblico muito apropriado quando Jesus diz: “Não julgueis para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que medirdes vos hão de medir a vós. E porque reparas tu o argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão” (Mt 7:1-5).

Uma sociedade injusta cobrando justiça.
Vivemos em uma sociedade injusta cobrando justiça. É muito fácil acusar alguém injustamente, existem pessoas que andam a procura de defeitos, pecados ou falhas das outras pessoas, esses são os caçadores de problemas alheios, eles espiam até pelas brechas das fechaduras com o desejo de condenar, isso é notável em todo âmbito da sociedade. Nos dias de Jesus Cristo não era diferente existiam pessoas assim, porém o mais interessante que eles eram líderes religiosos em oposição a Jesus, como também aqueles que se diziam guardadores da Lei, será que é diferente dos dias atuais?

A auto-justificação
O interessante é que os indivíduos injustos se auto-justificam e buscam justiça para os outros menos para si. Na igreja muitos não admitem que as pessoas errem, no entanto esse é o melhor lugar para que as pessoas sejam tratadas, ou seja, é o ambiente onde elas encontram recuperação para as suas vidas, “os sãos não precisam de médicos e sim os doentes” (Mc 2:17).

A mulher adúltera
Os legalistas religiosos trouxeram a presença de Jesus uma mulher apanhada em ato de adultério, pois essa seria uma boa oportunidade para saberem de que lado Jesus estaria ou do lado da mulher pecadora ou da lei de Moisés, esses líderes religiosos faziam oposição a Jesus porque se sentiam ameaçados, mas Jesus não satisfaz os desejos deles, pois todos eles estavam com pedras na mão para atirar na mulher, para aqueles homens injustos seria o momento ideal para apanharem Jesus em contradição.

Atirem a primeira pedra!
Aquele foi um momento de vida ou morte para aquele pobre mulher, a Lei foi dada por Moisés, mas a graça superabundou a Lei.  Jesus declara a eles homens, quem não tiver pecados atirem a primeira pedra, e passou a escrever no chão, acredito que cada letra que ele escrevia no chão declarava a aqueles homens o quão frágeis eram eles, e sem dar mais uma palavra eles se retiraram um a um, dos mais novos aos mais velhos.  Jesus ergue os olhos pergunta-lhe: mulher onde estão os teus acusadores?

A maior expressão e lição de amor e perdão foi-lhes dada naquele momento, porém nos parece que aquele ato de misericórdia não se estende a nós. Vivemos em uma sociedade que desconhece o amor e o perdão, o lema é: dente por dente, olho por olho, usar de misericórdia parece ser um ato retrógrado, no entanto é tão atual quanto naqueles dias. Devemos em nossas pregações enfatizar o exercício do amor e da misericórdia, isso pouco se ver nos dias atuais, às vezes nos apegamos às mensagens que inflam o ego das pessoas, pois essas mensagens logo são dissipadas. As mensagens sobre o perdão e a misericórdia sejam proclamadas olhando também para nós mesmos com cuidado para não sermos também tentados (I Tm 4:16; Gl 6:1-6). Antes de olhares os pecados alheios olhem primeiro para os seus e faça um autojulgamento se você é digno de misericórdia ou não. Muitas vezes achamos ruim quando alguém é perdoado por Cristo, simplesmente porque não gostamos dele. Jesus o aceitou, mas eu não, fazendo como fez o fariseu convidado para o jantar na casa de Lázaro, se ele soubesse quem é essa mulher ele não aceitaria isso (Lc 7:39; Is 65:5).

Pr. Elis Clementino