sábado, 1 de abril de 2023

ESBOÇO 1251 TEMA: O PODER DAS PALAVRAS

 

ESBOÇO 1251
TEMA: O PODER DAS PALAVRAS
TEXTO: MATEUS 12:36-37

As nossas palavras são meios pelos quais nos comunicamos com as outras pessoas, esse jeito de nos comunicar originou-se de Deus, por ser o homem uma criatura especial. É através das palavras que expomos as nossas vontades e sentimentos. Veremos neste assunto o poder das nossas palavra e o que elas podem causar nas pessoas.

I. O PODER DAS PALAVRAS.
1. As palavras podem causar efeitos em nossa mente, nos nossos relacionamentos, dependendo da forma como ela é expressa e aceita, elas podem influenciar na nossa estrutura emocional e espiritual, por isso precisamos ter muito cuidado com as nossas palavras.

2. Conforme o nosso nível espiritual as nossas palavras podem vir carregadas de iras e influenciadas pelo mal, podendo causar infortúnios ou maldições nas pessoas, elas também podem vir carregadas de coisas boas advindas de Deus para os nossos corações e abençoarmos as pessoas. Na bíblia temos vários exemplos de pais que amaldiçoaram e outros que abençoaram seus filhos, assim, as pessoas tem a capacidade, tanto de amaldiçoar quanto abençoar, pessoas e coisas.

3. As maldições são expressas através das palavras imprecatórias, palavras que lançam maldições, desgraças, ou seja, as conhecidas pragas. Há alguns Salmos que expressam imprecações, mas apenas destacaremos dois (Sl 58:6; 59:13), nesses Salmos as pessoas rogam o castigo divino sobre seus inimigos. As imprecações nem sempre aconteciam, principalmente quando eram dirigidas ao povo de Deus. Balaão foi contratado para amaldiçoar o povo de Deus e não pode (Nr 22: 2,10-26; Sl 91:10,11), embora na lei de Moisés o mal seria pago com o mal, ou seja, dente por dente, olho por olho (Ex 21:24). Não se deixem ser influenciado pelos Salmos imprecatórios, ou seja,  “Não deixe que os Salmos imprecatórios moldem a sua ira”.

4. As nossas palavras podem fechar e abrir portas, dependendo de como às verbalizamos, por isso as nossas palavras devem ser comedidas antes de ser verbalizadas ou ditas (Pv 29:20; Tg 1:19). A voz do tolo é conhecida pela multidão de suas palavras (Ec 5:1-7).

II. AS PALAVRAS DESCREVEM O QUE HÁ NO CORAÇÃO.
O que há em nossos corações são conhecidos através das nossas palavras e ações (Pv 16:23-24; 18:21; Mt 12:37). Os escribas e fariseus questionavam por não verem os discípulos lavarem as mãos, porém Jesus mostrou-lhes dizendo: “O que sai do homem isso contamina o homem. Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as formicações, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem (Mc 7:20-23). O maior problema não era o que dizia a tradição “lavar as mãos”, havia algo muito mais grave, a impureza do coração.

III. AS PALAVRAS PODEM EXERCER INFLUÊNCIA NO SOBRENATURAL.
As palavras podem influenciar na natureza e no sobrenatural. Na antiguidade houve profetas que influenciaram na natureza através das suas palavras, entre eles estão, Elias e Eliseu. Jesus passou por uma figueira e não encontrou figos e a amaldiçoou (Mc 11:12-33), no entanto, duas coisas eu entendo nesse texto, o poder das palavras e o poder da fé. Conforme a fé, as nossas palavras podem realizar grandes milagres, ao voltar de viagem pelo mesmo caminho, os discípulos viram que a figueira havia secado, eles ficaram admirados, mas aí houve a oportunidade de Jesus dar-lhes uma importante lição sobre o poder das palavras e o da fé dizendo: “Porque a fé que você tem é pequena. Eu asseguro que, se vocês tiverem fé como um grão de mostarda, poderão dizer a este monte: Vá daqui para lá, e ele irá. Nada será impossível para vocês” (Mt 17:20). Muitos milagres foram realizados também pelos apóstolos Pedro, João e Paulo, através da palavra e da fé.

IV. AS PALAVRAS PODEM INCENDIAR UM BOSQUE.
Quão poderosas são as nossas palavras. Eu falei anteriormente que precisamos ponderar as nossas palavras, pois, elas são tão poderosas e capazes de incendiar um bosque. O apóstolo Tiago descreveu muito bem o que a língua é capaz (Tg 3:1-18), é uma grande lição para nós cristãos, não há em nós duas fontes, uma de água doce e outra de água salgada. As nossas palavras podem nos tirar o sono, a paz e levar até a morte através do poder da língua, é logico que a língua é um membro que forma os sons que correspondem a fala, cuidado para não falar demais (Pv 18:21).

                Amados, as nossas palavras tem poder e depois e depois de verbalizadas não tem como voltar, palavras ditas jamais apagadas, principalmente quando são propagadas como mal notícias. Sejamos sensatos e cautelosos na nossa maneira de se expressar de forma verbal, porque não sabemos qual o entendimento que as pessoas terão sobre o que falamos, cada indivíduo tem a sua própria interpretação. As nossas palavras podem incendiar um bosque, porque elas têm poder e seus efeitos podem causar estragos duradouros, saiba, porém, que os nossos ouvidos provam as palavras assim como o paladar prova a comida (Jó 34:3). Estejamos certos que as nossas palavras serão julgadas, elas podem ser aprovadas ou reprovadas. Ana na sua oração em louvor a Deus pela sua vitória ela disse: Não multipliqueis palavras altivezas, pois o Senhor pesa as nossas obras (I Sm 2:3). Jesus disse que toda palavra frívola que pronunciarmos havemos de prestar conta diante de Deus (Mt 12:36,37). Uma palavra dura suscita ira, mas a palavra branda desvia o furor (Pv 15:1-4), portanto devemos ter muito cuidado, não no que ouvimos, mas no que falamos, seja cedo no ouvir e tardio no falar (Tg 1:19). Irmãos ponderem bem o que fala, pois, as suas palavras tanto podem destruir, quanto edificar.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

 

 

 

segunda-feira, 27 de março de 2023

 

ESBOÇO 1250
TEMA: DÍZIMOS E OFERTAS, UMA DISCIPLINA ABENÇOADORA.
TEXTO: MALAQUIAS 3:10

A bíblia revela que desde os tempos mais remotos a existência das ofertas e dízimos, algo que se oferecia a Deus por aquilo que recebia como dádiva divina, assim os dízimos e as ofertas foram postos em prática por aqueles que servem a Deus.

I. O QUE É O DIZIMO?
Definição: No A.T. encontramos duas palavras que definem o Dízimo: Asar, que significa “décima parte” (Gn 28.22; Dt 14.22; I Sm 8.15,17); e a palavra Maaser, que também significa “décima parte” (Gn 14.20; Dt 12.6,11; Ml 3.8,10). No N.T. existem duas formas verbais e uma nominal: Dekatóo, que significa “dar a décima parte”, “dizimar” e aparece apenas por duas vezes (Hb 7.6,9); Apodekatóo, que também significa “dar a décima parte”, “dizimar” (Mt 23.23; Lc 11.42; Hb 7.5); e a palavra Dekáte, que significa “décimo” e aparece apenas em (Hb 7.2,4,8,9).

O dizimo é antes da promulgação da lei de Moisés, ele é a décima parte, é uma doação, ou oferta de um décimo da sua renda para que seja aplicado nos serviços que se faz para Deus. Desde a antiguidade o Senhor ordenou que o seu povo desse um décimo de tudo o que recebessem devolvessem para o seu serviço, ainda hoje o cristão que reconhece isso tem o prazer em dar o dízimo. Os primeiros homens ofertavam as primícias daquilo que produziam, podemos citar Abel (Gn 4.1-5), que ofereceu ao Senhor o que havia de mais excelente no seu rebanho. O patriarca Abraão (Gn 14.20), ancestral de Israel, entregou o dízimo a Melquisedeque, pois o dizimo fazia parte do culto e da estrutura da fé daqueles que servem ao Senhor.

Podemos, então, dizer que a palavra dízimo significa “décima parte de uma importância ou quantia”. O Dízimo é uma oferta entregue voluntariamente à obra de Deus, constituindo-se da décima parte da renda do adorador: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes”. (Ml 3.10). É um ato de amor e adoração que devotamos àquele que tudo nos concede.

II - TUDO O QUE SOMOS E TEMOS ATRIBUÍMOS A DEUS.
Antes de contribuir o crente precisa saber que Deus é a única fonte de todo bem, podemos descrever da seguinte maneira: 1. Somos seus filhos: Todas as pessoas pertencem a Deus por direito de criação (Sl 24.1). Nós cristãos, temos algo mais: Pertencemos à Deus por criação, redenção, e adoção através da nossa fé em Jesus: “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome” (Jo 1.12); 2. Ele nos dá todas as coisas: Na condição de filhos, Deus nos dá todas as bênçãos espirituais de que precisamos (Ef 1.3; Fp 4.19; Tg 1.17) e também nos confere as bênçãos materiais. No Pai Nosso, lemos: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mt 11.6). As pessoas ateias, ou seja, as que não acreditam em Deus têm a sua permissão de usufruir dos seus bens, porém aqueles que creem em Deus desfruta de maneira conscientes e reconhecendo que tudo provém de Deus. Davi reconhecia isto quando disse: “Porque tudo vem de ti, e da tua mão to damos (I Cr 29.14b)”.

III – A SALVAÇÃO OPERA O DESEJO DE CONTRIBUIR.
A salvação desperta no crente o desejo de participar também da responsabilidade financeira da obra de Deus. A mesma graça que opera a salvação na vida do crente (Ef 2.7,8) também desperta nele a vontade de contribuir (II Co 8.1-5).
 
IV - O QUE SÃO OFERTAS?
1. Definição: Diversos termos definem a palavra oferta no A.T. Um dos mais citados é Terûmãh, e significa “oferta alçada, oferta ou oblação”. Este termo é encontrado cerca de 70 vezes no A.T. e é encontrado pela primeira vez em (Ex 25.2). Ofertas são doações voluntárias, apresentadas a Deus em agradecimento pelos imerecidos favores dele recebidos (Ex 35.29; 36.3; Lv 7.16; 22.18). No Antigo Testamento, funcionavam como culto em ação de graças (Lv 5.14); 2. O contexto de Ml 3.8,10: o texto de Malaquias 3.10 não fala apenas de dízimos, mas também de ofertas. O crente fiel não se limita apenas a dizimar; ele também sabe ofertar com liberalidade (Rm 12.8) “Ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria”. A liberalidade em ofertar parte do pressuposto de honrar ao Senhor em tudo, pois quem oferta a Deus sabe que mais “bem aventurado é dar do que receber” (At 20.35).

V - A CONTRIBUIÇÃO NO MODELO DA IGREJA PRIMIRIVA
1. O NT mostra-nos o modelo apostólico de contribuição, que segue no quadro demonstrativo: A contribuição foi ratificada por Cristo: No NT a igreja continua a praticar a contribuição que foi estabelecida por Deus antes da Lei, pois o próprio Jesus a ratificou (Mt 23.23) e os apóstolos a ensinaram (II Co 9-6.11; I Co 9.7-14).

2. A regularidade na contribuição: A igreja primitiva contribuía com regularidade, “Não com tristeza ou por necessidade” (II Co 9.7). A contribuição abrange “cada um”: Não somente uma parte da igreja contribuía, porém todos cooperavam para o progresso da obra de Deus. (I Co 16.2). A contribuição é voluntária: “Deram voluntariamente” (II Co 8.3). Tudo na obra de Deus é feito na base da voluntariedade (Fm 14).

3. A contribuição deve ser entregue à igreja: O crente não tem autonomia para administrar os dízimos e ofertas, pois a Bíblia diz: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro” (Ml 3.10). A casa de Deus é a igreja (I Tm 3.15) onde estão aqueles que Deus escolheu para que administrem as finanças. A contribuição visa a ajuda mútua: A Bíblia fala que os crentes em Jerusalém vendiam suas propriedades, e punham o valor delas “Aos pés dos apóstolos” (At 4.36,37; 5.1,2). A contribuição visa o sustento e pecúnio dos obreiros: No modelo neotestamentário, as contribuições representam a base da obra evangelizadora, como a subsistência dos que servem à Deus em tempo integral. Deus havia ordenado: “Aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho” (I Co 9.14). A contribuição visa suprir as despesas da obra: O apóstolo Paulo primava pela contribuição e lisura na administração financeira, para que as necessidades fossem supridas sem desperdício (II Co 8.13,14 11.9).

VI - OS MALES DO AMOR AO DINHEIRO.
É evidente que o dinheiro é a causa de muitos males nesse mundo, por essa razão podemos entender até aonde ele pode levar o indivíduo que o ama (I TM 6.10).

1. Leva o homem a esquecer-se de Deus: (Dt 8.11) “Guarda-te que não te esqueças do SENHOR teu Deus, deixando de guardar os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus estatutos que hoje te ordeno…”.

2. Faz com que se deixe de confiar em Deus: (Pv 30.9b) “Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o SENHOR.”.

3. Sufoca a Palavra de Deus no coração: (Mc 4.19) “Mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera.”.

4. Faz descansar na insegurança das riquezas: (“Pv 23.4-5”) “ Não te fatigues para enriqueceres; e não apliques nisso a tua sabedoria”. Porventura fixarás os teus olhos naquilo que não é nada”? porque certamente criará asas e voará ao céu como a águia.”.

5. Leva ao orgulho: (Pv 28.11) “O homem rico é sábio aos seus próprios olhos, mas o pobre que é entendido, o examina.”.

6. Leva à ganância: (Pv 5.10) “Para que não farte a estranhos o teu esforço, e todo o fruto do teu trabalho vá parar em casa alheia;”.

VII - BÊNÇÃOS ADVINDAS DA FELICIDADE EM DIZIMAR.
1. O devorador é repreendido: “E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos”. (Ml 3.11). O devorador pode ser várias circunstâncias adversativas, que acometem os infiéis no dízimo, mas, para o fiel há livramento.

2. O testemunho das nações: “Todas as nações vos chamarão felizes, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 3.12). Este texto ensina que a fidelidade no dízimo traz ao crente um elevado conceito por parte de todos.

3.  Vitória sobre a avareza: “Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus” (Ef 5.5). A atitude correta em relação ao dízimo permite ao crente vencer sentimentos negativos como a avareza e o egoísmo.

4.  Disposição de Deus em nosso favor: “Tornai vós para mim, e eu tornarei para vós, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 3.7). Nossa atitude de voltar-se para Deus permite que Ele se volte para nós. Isto nos mostra que o tema dos dízimos e das ofertas faz parte do elenco das grandes virtudes cristãs.

De acordo com estas verdades, concluímos que os Dízimos e as Ofertas fazem parte de um sublime propósito, que é segundo a sabedoria de Deus. Estas contribuições põem o multimilionário e a pessoa mais pobre da igreja em pé de igualdade diante de Deus. Entregando os Dízimos e as Ofertas da sua renda, ambos estão dando a mesma coisa e receberão recompensa, não pela quantia que ofertaram, mas pela fidelidade em obedecer a Deus.

BIBLIOGRAFIA:
As Grandes Doutrinas da Bíblia - Raimundo de Oliveira (CPAD) / Lições Bíblicas (CPAD)
Pequena Enciclopédia Bíblica - Orlando Boyer (CPAD) / Bíblia de Referência Thompsom (VIDA)
Teologia Sistemática - Eurico Bergsten (CPAD) / Dicionário Teológico - Claudionor Correia de Andrade (CPAD)

Pr. Elis Clementino -prelisclementino@hotmail.com

 

ESBOÇO 1249 - A MALDADE NO CORAÇÃO DO HOMEM.

 ESBOÇO 1249
TEMA: A MALDADE NO CORAÇÃO DO HOMEM.
TEXTO: GENESIS 4:5; 6;1-11.
 
A maldade no coração do homem começou logo após a sua queda no Éden, daí surgiram os frutos do seu pecado e consequentemente passando a todos os homens (Rm 5:12). O pecado passou a dominar o coração humano, o tornando cada vez mais um ser imprevisível nas suas atitudes. Falarei ligeiramente sobre a queda do homem, o pecado e a natureza humana, o engano do coração, e os limpos de coração.
 
O PECADO E A NATUREZA HUMANA.
Após queda, o homem se tornou vulnerável as tentações, o mal se enraizou no seu coração e Deus viu que a maldade se espalhou pela terra e se multiplicou (Gn 6:5; Gn 8:21,22). O homem continua pecando até o presente século. Nada se sabe o que se passa no coração do ser humano, seus projetos e pensamentos, e nem o porquê de ele mudar a todo instante, mas se sabe que é em ação a sua natureza pecaminosa (Gn 6:1-11; Rm 7:19-20). O homem não se importa em pecar, por isso Deus o entregou aos sentimentos perversos (Rm 1:28-31). Não há privilegiado em relação ao pecado, todos, tanto judeus como gregos pecaram (Rm 3:9-19).

O homem não é pecador porque peca, mas porque ele é pecador, o pecado passou a fazer parte da sua natureza como eu disse antes, pois tudo quanto é má saí do coração (Mc 7:21-23). Paulo escreveu aos romanos o seguinte: “Porque não faço o bem que eu quero, mas faço o mal que não quero, esse faço. Mas se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o fez, e sim o pecado que habita em mim” (Rm 7:19-20). Ninguém escapou da ação do pecado, todos nós estávamos mortos em nossos delitos e pecados, mas Cristo veio com a finalidade de fazer com que o homem revivêssemos para Deus (Tt 3:3; Ef2:1-3).

O ENGANO DO CORAÇÃO.
Enganoso é o coração do homem, Jeremias descreveu que o coração é perverso e ninguém conhece (Jr 17:9), ele maquina pensamentos viciosos, são como pés que se apressam para o mal (Pv 6:18). Do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias (Mt 15:19), de maneira que ninguém escapa dessa realidade. O pecado é um abismo que chama outro abismo (Sl 42:7), ou seja, os pensamentos maus crescem a cada dia quando os alimentamos. “Quanto mais abominável e corrupto é o homem, e que bebe da iniquidade como água?” (Jó 15:16; Sl 14:1-4; 53:2).

OS LIMPOS DE CORAÇÃO.
A purificação do coração acontece quando ele lavado pela palavra de Deus, o profeta Jeremias conclamava o povo para que ele lavasse o coração das suas malicias e não permanecessem na iniquidade (Jr 4:14). A palavra de Deus é água que limpa e purifica (Jo 15:3; 17:17; Ef 5:26; Hb 10:22), pois não há outra maneira “Quem poderá dizer: Purifiquei o meu coração, estou limpo de meu pecado? (Pv 20:9). Jesus disse que somente os limpos de coração verão a Deus (Mt 5:8), portanto, somente aqueles que são limpos de mãos e puro de coração e que não entrega a sua alma a vaidade será graciosamente abençoado (Sl 24:4; Jó 17:9; Sl 73:1).

                Portanto, toda a maldade dos nossos corações deve ser contida, pois cabe a nós mesmos dominá-lo (Gn 5:6,7). A nossa consciência deve estar limpa tanto para com Deus, quanto para com os homens (At 24:16). A conduta cristã é uma carta “Porventura começamos outra vez a louvar-nos a nós mesmos? Ou necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de recomendação de vós? Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens” (2 Co 3:1,2). Aos cristãos de Coríntios Paulo diz: vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens. Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas do coração. Amados, sejamos verdadeiramente convertidos, vivendo com astros no mundo, assim brilhe a vossa luz (Fp 2:14-15).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

sexta-feira, 24 de março de 2023

1248 - QUEBRANTAMENTO.

 

ESBOÇO 1248
TEMA: QUEBRANTAMENTO.
TEXTO: SALMOS 51:1-17

Discorreremos de maneira simples sobre os Salmos 51, esse cântico é interessante porque ele revela cinco atitudes de Davi após o seu terrível pecado. O cântico apresenta o que devemos fazer quando pecamos contra a santidade divina, como também saber que para o homem reabilitar a sua espiritualidade faz-se necessário reconhecer o seu pecado, confessar, arrependimento, pedir perdão e renovação espiritual.

O PECADO.
O pecado é a desobediência ou a violação dos mandamentos do Senhor, o pecado não vale apena, pois, as consequências dele são terríveis e pode perdurar por toda a vida do homem. O pecado é um fardo que o homem precisa se livrar dele, substituindo pelo fardo do Senhor que é leve (Mt 11:29-30), mas para isso faz-se necessário arrepender-se (At 3:19).

O PECADO DE DAVI.
Davi foi um grande herói, ele venceu o Golias e muitas outras batalhas, entretanto o pecado que mais pesou sobre ele foi a maneira de como ele pecou, Davi adulterou com a mulher do seu fiel soldado, Urias, o mais agravante foi como ele tramou a morte de Urias, Davi ordenou que ele fosse posto na primeira fileira na batalha (2 Sm 11:15), isso foi uma covardia. Davi tentou esconder de todos o seu pecado, porém, para Deus nada há encoberto que não seja revelado (Dn 2:22; Mt 10:26; Lc 8:17), até mesmo no final tudo virá a ser revelado perante o juízo divino (Ec 12:14). Tudo Deus vê, os nossos caminhos estão perante ele (Jó 34:21; Pv 5:21).

NATÃ NA CASA DE DAVI.
O pecado de Davi foi tão terrível aos olhos do Senhor que ele enviou o seu profeta para mostrar a Davi o seu terrível pecado. Muitas vezes é necessário que Deus intervenha e desperte e para isso ele se utilizou de um dos seus instrumentos para despertar o rei do seu pecado, Deus manda Natã ir à casa de Davi para mostrar-lhe o quão grande foi o seu pecado (2 Sm 12:1-15), a sentença foi imediata, daí começou a espada do Senhor na casa de Davi, ela se estendeu até o fim do seu reinado. As consequências do pecado são inevitáveis (Rm 6:3; I Jo 3:8; Gl 6:7,8).

ARREPENDIMENTO.
O arrependimento não é passageiro como um remorso, o verdadeiro arrependimento ocasiona um sentimento profundo por haver ferido os preceitos divinos. O arrependimento sincero é acompanhado de mudanças importantes na vida de uma pessoa, inclusive a regeneração, que é o resultado do arrependimento, e a conversão que resulta na recuperação da vida moral e espiritual do indivíduo (2 Co 5:17; I Jo 3:9; I Pe 1:3; I Pe 1:23; I Jo 5:18; I Pe 3:18), sem a regeneração o indivíduo não alcançará esse momento tão glorioso descrito por Jesus em (Mt 19:28).

ATITUDES DE DAVI MEDIANTE O ARREPENDIMENTO.
Muitas vezes precisamos tomar as mesmas atitudes de Davi em relação ao seu pecado.
(1) O reconhecimento do seu pecado.
(2) A confissão;
(3) O arrependimento;
(4) O Rogativa de perdão;
(5) O Pedido de renovação espiritual.

                Amados, muitas vezes precisamos fazer o mesmo percurso, dando ouvido a voz de Deus, ela muitas vezes fala a nossa consciência, é como a voz de Natã aos nossos ouvidos, mostrando quer o pecado não vale apena e tentar escondê-lo é adiar o julgamento divino. O Espírito Santo de Deus nos fala, quem tem ouvido ouça, considere a sua voz enquanto é tempo para que ele não se entristeça com você, não endureça o seu coração (Sl 95:8; Hb 3:7). A maior oferta para Deus não é o que você tem pra oferecer, mas um coração quebrantado que é o necessário para alcançar o perdão divino. Se pecar recorra imediatamente ao seu advogado “Jesus Cristo” (I Jo 2:1,2).

Pr. Elis Clementino -prelisclementino@hotmail.com

 

quarta-feira, 22 de março de 2023

ESBOÇO 1247 TEMA: FAZENDO A SUA PARTE.

 
ESBOÇO 1247
TEMA: FAZENDO A SUA PARTE.
TEXTO: TUDO É POSSÍVEL AO QUE CRER. MARCOS 9:23.

                Nem tudo aquilo que o Senhor nos determina fazer obtemos sucesso, principalmente quando somos encarregados de pregar a sua palavra e orar pelas pessoas enfermas e possessas por espíritos maus. Vale ressaltar que para sermos usados por Deus é necessário estarmos alinhados a ele através da fé, mas para que aconteça o milagre é preciso fazer uso dela, tanto quem ora impondo as mãos, quanto o que recebe, ou seja, cada um deve fazer a sua parte.

AS IMPOSSIBILIDADES.
No contexto Marcos relata a impossibilidade de os discípulos curar um lunático, embora sabemos que devido as nossas limitações somos impossibilitados de realizar e alcançar tudo aquilo que desejamos. Ressalto ainda, não devemos transferir para Deus a parte que nos cabe fazer, nem lhe atribuir pelos resultados não alcançados. Há situações que a fé deve estar presente em quem ora e não necessariamente em quem a recebe, por exemplo: uma pessoa no leito em coma, ele nada sabe, mas quem ora usará a sua fé ou até mesmo aquele parente que solicitou a oração, o pai do jovem teve que usar a sua fé.

FAZENDO A SUA PARTE.
Havia uma grande multidão pessoas naquele momento (Mc 9:25), porém Jesus chegou no momento certo, tirando os discípulos daquela situação. Jesus chamou o pai do jovem e mostrou-lhe que ele deveria também fazer a sua parte para ver o milagre do seu filho “Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê” (Mc 9:23,24), isso seria o mínimo para o milagre acontecer.

Como dissemos anteriormente cabe a nós fazermos a nossa parte, tendo como base a nossa crença que é a fé em termos religiosos. Muitas vezes o homem quer alcançar as bençãos divinas, mas em nada ele contribui, pois, buscar a Deus é a parte que lhe cabe para que o milagre aconteça, se não recebemos é porque falta está em nós (Mt 7:7-11), até mesmo mediante os nossos propósitos futuros devemos consultar a Deus (Tg 4:15). No AT. Houve milagres realizados pelos profetas, todo eles através da intervenção divina, entre eles destacarei alguns, a  cura de Naamã, o general leproso, esse homem teve que fazer a sua parte, conforme a palavra de Eliseu, ele teria que dar sete mergulho no rio Jordão, embora determinações como esta contrariam as nossas vontades, mas para que o milagre acontecesse lhe era necessário obedecer (2 Rs 5:1-14). A mulher do fluxo de sangue teve que enfrentar a multidão para tocar na orla das vestes de Jesus (Mt 9:18-26). A mulher Cananéia ouviu de Jesus o que ninguém gostaria de ouvir, mas ela fez a sua parte, se humilhar (Mt 15:21-28). O centurião se humilhou para que Jesus fosse a sua casa (Mt 5:8-13). O cego precisou ir ao tanque de Siloé se lavar (Jo 9:6). Não haverá milagres sem obediência.

Atualmente algumas pregações não enfatizam a necessidade de o homem fazer a sua parte, maiormente no sentido espiritual. Grande parte das mensagens proclamadas nos púlpitos de algumas igrejas são apenas para massagear o ego das pessoas, como se Deus tenha a obrigação para com o indivíduo, em contrapartida nenhuma. A impressão que se tem, é que Deus faz tudo, assim também há muitos hinos que apenas geram a ilusão nas pessoas de que Deus irá fazer tudo por elas, mas que nada elas tenham a oferecer a Deus.

A PALAVRA DE DEUS E O ALICERCE DA FÉ CRISTÃ.
O ensinamento através da palavra de Deus apresenta a necessidade de o homem executar a parte que lhe cabe (1) Aproximando-se de Deus por meio de uma vida santa; (2) buscar nele o que deseja; (3) lutar para de forma justa para alcançar; (4) entender que Deus pode tudo, mas não faz tudo o que queremos. Paulo pediu a Deus que o curasse do espinho na carne, no entanto, Deus lhe disse: “a minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Co 12:9-11).

Amados a fábula e as heresias estão por toda parte, o verdadeiro crente não deve ser alimentado pela ilusão de que ele pode tudo, pois há coisas que somente Deus faz, porém há outras que ele permite que façamos. Retornando ao exemplo de Naamã, esse é um exemplo típico, ele se recusou a dar os sete mergulhos no rio Jordão, mas se ele não tivesse dado os mergulhos no rio não haveria milagre. Precisamos ter muito cuidado com o que ouvimos em alguns pregadores e até nas redes sociais, as mensagens de autoajuda estão por toda parte, entretanto, o que mais precisamos é da ajuda que vem do alto. Cabe a nós submetermos ou não a vontade de Deus. Consultar a Deus é uma necessidade, portanto. Lancemos sobre Deus as nossas necessidades e ele tem cuidado de nós (I Pe 5:7). Lançar sobre ele é fazer a sua parte.

Pr. Elis Clementino
prelisclementino@hotmail. com