domingo, 27 de outubro de 2024

ESBOÇO 1418 * TEMA: SAUL E A PITONISA.

 
ESBOÇO 1418 *
TEMA:  SAUL E A PITONISA.
TEXTO: I SAMUEL 28.

Hoje, ao estudarmos a vida do rei Saul, vamos mergulhar em um dos momentos mais perturbadores de sua trajetória: quando ele, afastado da orientação de Deus e dominado pelo desespero, busca auxílio em uma prática proibida, recorrendo a uma pitonisa de En-Dor. Esse episódio, descrito em 1 Samuel 28, serve como um poderoso alerta sobre os perigos de tentar preencher o vazio espiritual em fontes que contradizem os princípios de Deus. Quando Saul, sem Samuel e sem resposta de Deus, toma essa decisão, ele exemplifica as consequências de uma vida guiada pela desobediência e pela falta de comunhão com o Senhor. Ao examinarmos esta história, refletiremos sobre como o afastamento de Deus e a perda de conexão com Sua vontade podem nos levar ao engano e à destruição. Que podemos aprender com o erro de Saul, compreendendo que a verdadeira paz e direção só podem ser encontradas em uma vida de orientação e comunhão com Deus.

I. A morte de Samuel.
No Antigo Testamento, os reis consultavam a Deus e os profetas, mas quando não havia resposta, eles se desesperavam e procuravam outros deuses e adivinhos para decifrarem seus sonhos. Durante o reinado de Saul, o juiz e profeta Samuel era o seu guia espiritual, ele sempre o consultava nas suas demandas, mas com a morte de Samuel, Saul ficou sem o seu guia espiritual para consultar. Enfatizo aqui a importância de um guia espiritual, mas agora Deus não mais se revelava a Saul nem por sonhos, nem por Urim e Tumim (revelação sacerdotal) (Ex 28:30). Saul já estava reprovado pelo Senhor, por isso ele ficou sem comunicação e sem ouvir a sua voz (1 Sm 28:6,15). É importante saber que Saul já estava reprovado mesmo antes da morte de Samuel (1 Sm 13:13-14). Nessa situação, não adianta buscar a Deus sem abandonar os maus caminhos (Pv 28:9; Is 1:15; Mq 3:4; Jr 11:14). Por essa razão, Saul entrou em um profundo desespero, não havia nenhuma justificativa para ele buscar outros meios ou práticas para ouvir a voz de Deus.
 
II. Exemplos de reis que deixaram de consultar ao Senhor para consultar outros deuses:
  • Acabe, desesperado já perto de um confronto, aliou-se com Josafá para irem para a guerra, porém Josafá pediu-lhe para consultar a Deus, mas ele deu preferência aos seus falsos profetas. Porque eles profetizavam a seu favor (2 Cr 18), ele desprezou os verdadeiros profetas do Senhor, como Micaias.
  • Roboão fez o que era mau aos olhos do Senhor (2 Cr 12:14), ele deixou de buscar ao Senhor.
  • Acaz, em vez de buscar a Deus em suas dificuldades, procurou outros deuses, o que resultou em mais problemas e ruína para Israel (2 Cr 28:22-23). 
  • Asa, mesmo doente, não buscou o Senhor, mas os médicos. No início do seu reinado, ele buscava ao Senhor, porém ele deixou de confiar no Senhor para confiar nos médicos (2 Cr 16:12). O afastamento de Deus e a falta de consulta ao Senhor levaram a consequências negativas nesses reinados.
III. O arrependimento e o abandono dos pecados nos levam ao retorno da comunhão com Deus e virão consequentemente as bençãos divinas (2 Cr 7:14). (Deus não nos abandona, nós o abandonamos). Consultamos a Deus por meio das orações, quando o buscamos com um verdadeiro coração teremos resposta.
 
IV. Saul na casa da pitonisa.
Saul procurou a pitonisa de Em-Dor (1 Sm 28:7). Ele se disfarçou, vestiu-se da roupa do engano (1 Sm 28:9). Enganou a pitonisa. O homem sem Deus procura qualquer coisa para preencher o seu vazio espiritual. Saul estava fragilizado espiritual e emocionalmente, temendo os filisteus. Durante a consulta à pitonisa, aparece o suposto Samuel, ele era um homem santo, não obedeceria à pitonisa (1 Sm 28:11). Se Deus não falava com Saul pelos profetas, como surgiria Samuel para falar-lhe? Não dá para entender Deus ter proibido a consulta aos mortos e depois ele mesmo concordar que a feiticeira trouxesse, de fato, o espírito de Samuel (Lv 19:31; 20:6; Dt 18:10-12; 1 Cr 10:13-14; Is 8:19). Esses versículos mostram que Deus condena a prática de consultar os espíritos e também as práticas de ocultismo, instruindo o seu povo a confiar nele. A pitonisa disse: vejo deuses, que ideia se pode ter? Demônios se passando por espíritos de luz. (I Sam 28:13). O Diabo pode se transfigurar e enganar a muitos (2 Co 11:13-14; Mc 5:9; Lc 8:30). O pecado máximo de Saul foi consultar a pitonisa, e muitos outros textos da Bíblia proíbem essa prática (Is 8:19; Gl 5:20; Ap 22:15). Quando desobedecemos a Deus consultando outros deuses as consequências são catastróficas, porque a mentira tem resultados.
 
V. Resultado da consulta.
Ao chegar Saul a casa da pitonisa, ela invocou o espírito do suposto Samuel, no entanto, essa ação não foi coerente aos princípios divinos dantes estabelecidos (Dt 18: 10-12, 20, 22). Disse o suposto Samuel que naquele dia Saul seria entregue aos filisteus. O que não aconteceu (I Sm 28:19; I Sm 31:11:13; I Cr 10:5), o suposto ainda falou ainda que todos os filhos de Saul seriam mortos, no entanto, só morreram três na batalha: Jonatas, Abinadabe e Melquisua, ainda lhes ficaram vivos três, o que não aconteceu como disse o suposto Samuel, a morte dos seus filhos e de Saul ocorreram, mas não como disse o suposto Samuel (I Sm 28:19; I Cr 10:2,6). A desobediência a Deus resultou em sua morte (1 Cr 10:13-14; I Sm 31:4). A bíblia diz que o Senhor estava com Samuel, e todas as suas palavras não caíram por terra, porque as suas palavras eram vindas do Senhor, isso é mais uma prova que não era Samuel (1 Sm 3:19). Se o profeta falar e não se cumprir, o Senhor não falou (Dt 18:22).
 
Aplicação pessoal - devemos ter muito cuidado para não perder o nosso contato e a comunhão com o Senhor, para não entrarmos pelo caminho de Saul, desobedecendo a Deus, cujo resultado foi trágico. Não devemos levar em consideração tudo aquilo que contraria as Sagradas Escrituras. A desobediência tem um preço e traz sempre um juízo divino. Consultar os mortos é proibido, basta ler em (Lv 19:31; I Cr 10:13,14). Muitas pessoas são enganadas por supostos parentes que surgem dentre os mortos, eles estão nos lugares designados por Deus e não voltam (Lc 16:27-31; 2 Sm 12:11). Deus condenou a atitude de Saul, ele pagou com a vida o preço da sua desobediência. Tenhamos cuidado para não ser enganados como foi Saul. Finalmente, um dia, veremos os nossos mortos na presença de Deus, na reunião dos remidos pelo sangue de Jesus.

Pr Elis Clementino.

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

ESBOÇO 1417 * ASSUNTO: O RELACIONAMENTO ENTRE PASTOR E OVELHAS.

 

ESBOÇO 1417 *
ASSUNTO: O RELACIONAMENTO ENTRE PASTOR E OVELHAS.
TEXTO: JOÃO 10:11.

O relacionamento entre o pastor e suas ovelhas é uma das imagens mais poderosas que a Bíblia utiliza para descrever a liderança espiritual. Em João 10:11, Jesus se revela como o Bom Pastor, disposto a dar a sua própria vida pelas ovelhas. Essa passagem destaca a profundidade do amor, do cuidado de Deus. Nesta mensagem, exploraremos a natureza desse vínculo essencial entre o pastor e suas ovelhas, entendendo que ele não é apenas um modelo de liderança, mas também um reflexo do amor sacrificial de Cristo pela Igreja. Veremos como a relação deve ser marcada por confiança, proteção e alimentação espiritual, características fundamentais para um ministério pastoral eficaz.

I.                 A função do pastor como líder espiritual.
1.      O pastor é chamado por Deus para ser uma referência de fé, ensinando e guiando o rebanho conforme os princípios bíblicos.
2.      Seu dever:
·        Ensinar as ovelhas a se organizarem, o pastor seguiu à frente e as ovelhas o acompanham.
·        Proteger o rebanho com a vara e o cajado, sendo capaz de dar a sua vida por ela (1 Sm 17:34-35; Jo 10:11).
·        Guiar o rebanho com segurança, provendo o melhor para ele.
·        Suprir de bons alimentos ou bons, água e pastos (Sl 23:2).
·        Conhecer as suas ovelhas, bem como o estado delas, embora esse texto se refira a cuidar dos seus negócios (Pv 27:23).
·        Cuidar das ovelhas tomando conforme o exemplo (Sl 23:1-2; 1 Pe 5:2-3).
·        Estar atento às necessidades das ovelhas, não ser mercenário (Jo 10:11-15).
 
II.                O pastor deve saber que:
·        As ovelhas não são suas (1 Pe 5:2-7).
·        Ele é responsável pelas ovelhas e o destino delas.
·        Prestará conta delas perante Deus (Hb 13:7).
·        Não deve e aproveitar do leite, da lã e da carne das ovelhas (Ez 34:3-10).
·        É modelo para as ovelhas (1 Pe 5:2-3; At 20:28; Hb 13:7).
·        Que não deve espancar, e evitar qualquer tipo abusos ou crueldade para com as ovelhas (Ez 34:4; 1 Pe 5:2-3; Is 40:11).
·        Que o rebanho não é curral eleitoral, que a missão da igreja é espiritual e não política (Jo 18:36; Mt 22:21; 1 Tm 2:1-2; Tg 2:1).
 
III.              Como o pastor deve corrigir suas ovelhas?
·        Com amor e mansidão (Gl 6:1).
·        Sendo imparcial (Tg 2:1; 1 Tm 5:21; Lv 19:15; Pv 24:23). O pastor ou líder espiritual deve ser imparcial e tratar as pessoas não com favoritismo.
·        Olhando para si ou como ao seu próprio corpo (1 Tm 4:16; Ef 5: 25-29).
·        Use a vara como instrumento de proteção e não de tortura. Se vier usar a vara, que seja com moderação.
·        Com o cajado, pois ele é um instrumento conciliador. Com o cajado o pastor atrai a ovelha para perto de si quando está em perigo. O verdadeiro pastor deixa as noventa e nove e vai em busca da ovelha desgarrada ou perdida (Lc 15:3-5,7).
 
IV.              Quais os deveres das ovelhas?
·        Se espelhar no seu pastor, tendo-o como modelo.
·        Obedecer à voz do seu pastor e segui-lo (Jo 10:27).
·        Ser submissa ao seu pastor (Hb 13:7; 1 Ts 5:12-13; 1 Tm 5:17). Esses versículos mostram a importância da submissão e o respeito aos líderes espirituais, para que o rebanho cresça de maneira saudável.
·        Reconhecer a importância do seu pastor para a sua família.
·        Cuidar do seu pastor e compreender que ele é digno da sua manutenção (2 Tm 5:8).
 
A tarefa mais difícil é ser pastor de ovelhas, se literalmente é sofrível, imagine no âmbito espiritual, pois lidar com o rebanho é desafiador. As ovelhas não participam das linhas da vida pastoral, ou seja, os sofrimentos, as noites sem dormir para prover o melhor para o rebanho, quando muitas delas não se preocupam com o seu pastor. Nós, como cristãos, devemos saber e compreendemos a missão sacrificial do pastor e a sua família, porque os sofrimentos do pastor pelas ovelhas refletem na sua família. Devemos orar e ajudar nossos pastores a cumpri a missão que Deus lhe entregou.
 
Pr. Elis Clementino.

 

terça-feira, 22 de outubro de 2024

ESBOÇO 1416 * ASSUNTO: CONTROLANDO AS FINANÇAS.

 

ESBOÇO 1416 *
ASSUNTO: CONTROLANDO AS FINANÇAS.
TEXTO: MATEUS 25:14-30.
 
Esse é um dos temas pouco ensinados nas igrejas, “finanças”, no entanto, ele é importante principalmente em nossos dias, considerando que a administração financeira auxilia muito no nosso espiritual.
 
I. A consciência financeira.
Ela é fundamental na administração pessoal e da família, pois uma má administração pode trazer-lhe muitos problemas, tanto para o seu cotidiano quanto o espiritual. Quais os problemas que uma má administração financeira pode trazer?
·        Endividamento (Pv 22:27; Rm 13:8; Dt 15:6; Lc 16:10; Pv 21:5; 1 Tm 6:10; Sl 37:21), nos textos são destacados a importância de sermos cautelosos com dividas e evitar endividamento. A responsabilidade financeira é fundamental para que tenhamos tranquilidade.
·        Escassez de alimentos. A falta de gerenciamento financeiro pode gerar escassez de alimento (Pv 12:11; 28:19; 10:4-5; Is 33:16).
·        Descontrole e desgastes emocionais.
·        Ocasionar problemas na vida devocional.
·        Problemas familiares.
·        No casamento, como no caso de Jó e sua mulher.
 
II. Desenvolvimento financeiro.
1.      No aspecto material, depende de uma boa administração financeira, quando isso não acontece, não há desenvolvimento em todos os aspectos, como pontuamos no tópico anterior.
 
III. Investimento.
·        Investir, isso significa crescimento.
·        Valores estão disponíveis, você tem algo que pode se multiplicar através do investimento (Mt 25:14-30). A todos os talentos foram-lhe dados, porém, há um exemplo de má administração em relação àquele que recebeu um talento.
 
IV. Como controlar as finanças?
·        Evitando gasto além do que recebe.
·        Controlando os impulsos.
·        Planejando despesas (Pv 21:5; Lc 14:28-30; Pv 13:11; 22:7; Pv 6:6-8). Esses versículos nos ensinam sobre planejamento financeiro, evitando dívidas e, ao mesmo tempo, valorizam o trabalho honesto e a sabedoria ao lidar com recursos.
 
V. Contribuindo e investindo na obra de Deus.
Os cristãos devem reconhecer que os recursos que chegarem às nossas mãos provém de Deus, mas quando levamos em consideração o nosso aspecto físico e as oportunidades que nos são facultadas por ele. Parte do que recebemos, contribuímos para a manutenção da obra de Deus e a evangelização realizada pela igreja. Reafirmo, o que temos provém de Deus (Tg 1:17; Dt 28:2; Ef 1:3). Sl 67:7; Pv10:22). Nesses versículos entendemos que existe a contribuição divina sobre nós, por meio da sua graça e bondade. Ofertar e dizimar faz parte do nosso culto a Deus, honrando a Deus (Pv 3:9-10; 2 Co 9:7; Mt 6:21; At 20:35). A Bíblia enfatiza aqui a generosidade e a disposição de contribuir com alegria, porém, quando fechamos as mãos, cumpre-se o que disse o profeta Ageu (Ag 1:6). Portanto, honre a Deus administrando os seus bens.
 
Porquanto, todos nós necessitamos compreender que o controle financeiro é muito importante para a nossa saúde física, mental e espiritual. Devemos dar graças a Deus por tudo aquilo que alcançamos nesta vida, portanto, devemos ter a consciência de que apenas somos administradores de tudo aquilo que Deus pôs em nossas mãos. As nossas contribuições para a obra de Deus são um ato de reconhecimento por essas dádivas recebidas, não retire de Deus a parte que lhe é peculiar, as suas ofertas e dízimos, dê a Deus o que é de Deus e a Cezar o que é de Cezar (Mt 22:21). O crente é um administrador fiel dos recursos de Deus, ou seja, um mordomo, o que é um a função nobre.
 
Pr. Elis Clementino

ESBOÇO 1415 * TEMA: A ONISCIÊNCIA DE DEUS.

 

ESBOÇO 1415 *
TEMA: A ONISCIÊNCIA DE DEUS.
“Senhor tu me sondaste a me conheces” (Sl 139. 1).
 
Quando falamos em Sondar e Conhecer, estes dois verbos importantes nos levam a admitir um dos principais atributos de Deus, a Onisciência, por meio dela, Deus conhece todas as coisas. A mente divina detém todo conhecimento e nela não há falhas, fraquezas e nem limitações. De maneira breve, escreverei sobre um dos atributos de Deus, a “Onisciência”.
 
A. Definição.
A palavra “ONISCIÊNCIA” vem do latim, Ominis “toda” e Scire, “saber” Ominis + Scire = Onisciência (Deus detém todo saber). É a qualidade da natureza de Deus que garante conhecer todas as coisas.
 
B. Evidências Bíblicas da Onisciência Divina.
·       Por meio de vários textos da Bíblia, subtende-se um conhecimento ilimitado da parte de Deus, embora a palavra “Onisciência” não seja encontrada nas escrituras, no entanto, existem conceitos que nos mostram essa onisciência (Rm 11. 33,34; I Co 2.16), certamente Paulo exprime que Deus conhece todas as coisas, ou seja, seus caminhos são inescrutáveis.
 
·       O conhecimento e a sabedoria de Deus. Elas não são perscrutadas pela mente humana (Sl 145.5; Is 55:8-9; Rm 11:33-34; Jó 11:7; 1 Co 2:16). A sabedoria de Deus é multiforme, ou seja, se manifesta de muitas formas e em todas as maneiras ela beneficia o homem (Rm 8:28). As obras de Deus são inescrutáveis (Jó 9:10; Sl 77:19; Ec 11:5; Sl 139: 2,12; 13-15; Sl 147:5).
 
·       A eternidade de Deus.
Deus é o eterno agora, ele é atemporal e assiste e determina o tempo. Ele vê qualquer coisa do começo ao fim, nada há encoberto aos seus olhos (Hb 4:13; I Jo 3:20b). Por viver no eterno agora, para ele não há passado, nem presente e nem futuro, Ele é antes de todas as coisas (Gn 1:1; Sl 90:2; 33:6; Is 43:10; Pv 8:25-30). Jesus Cristo (Jo 1:1-3; Hb 13:8; Cl 1:16,17; Jo 1: 1, 3). Deus é começo, meio e fim de toda existência, ele controla todas as coisas ler com a igreja (Jó 26:1-14).
 
C. O conhecimento divino em relação aos homens.
·        Teus olhos me viram o meu corpo ainda informe (Sl 139.16).
·       Gerado no ventre da mãe, eu já te conheci (Jr 1.5; Gl 1:15). 
·       Exemplos importantes: Jesus conheceu a mulher Samaritana (Jo 4. 16-19,29). Conheceu Natanael debaixo da figueira (Jo 1:47,48). Conheceu e viu Abraão. “Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e se alegrou” (Jo 8: 56-57). Essa palavra de Jesus despertou a curiosidade dos judeus. Disseram-lhe: (como pode ser isso?) ainda não tens cinquenta anos e viste Abraão? “Em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, EU SOU”.
 
O conhecimento de Deus ao nosso respeito é a causa de sermos protegidos, ele tem demonstrado o seu amor e compaixão por nós, porque ele conhece a nossa estrutura e lembra-se que somos pó (Sl 103:14), ele nos assiste na tristeza e alegria do nosso coração, ele não se esquece de nós, em alguns momentos pensamos que o Senhor nos desamparou, antes pelo contrário, ele não nos perdeu de vista, ele conhece-nos em qualquer situação. O Senhor é Deus de perto e não de longe? (Jr 23:23,24).
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1414 * TEMA: CONFIANÇA EM DEUS.

 

ESBOÇO 1414 *
TEMA: CONFIANÇA EM DEUS.
TEXTO: SALMOS: 46:1-11.

Introdução:
Hoje, vamos refletir sobre o Salmo 46, um cântico que exalta a confiança plena em Deus, escrito pelos filhos de Corá, durante um tempo de grande tribulação. Este salmo é conhecido por sua ênfase no poder e na presença de Deus, mesmo em meio às situações mais adversas. Davi, inspirado pelo Espírito Santo, expressa a confiança do povo de Deus diante de ameaças e calamidades. Este texto nos relembra que, apesar das turbulências ao nosso redor — sejam guerras, desastres naturais ou crises pessoais — Deus permanece como nosso refúgio seguro. Vivemos em tempos de incerteza, com desafios tanto no plano global quanto no individual. Em momentos assim, somos chamados a olhar para o Senhor como nossa fortaleza e socorro bem presente. A pergunta que quero trazer hoje é: "Como manter nossa confiança inabalável em Deus quando tudo parece desmoronar ao nosso redor. Neste estudo, veremos quem Deus é para aqueles que nEle confia. Sua presença nos traz segurança, Ele controla as nações e como, até em tempos de guerra, Ele pode trazer paz na tempestade.

1. Para os que creem, Deus é:
·        Refúgio, lugar de abrigo (Sl 46:1; 91:1,2; Is 25:4).
·        Fortaleza fala de fortificação, proteção (Sl 32:7; Dt 31:6; Hb 13:6; Sl 118:6).
·        Socorro, nas horas mais angustiantes da vida, devemos confiar no Senhor (Sl 121:1,2; 125:1).
·        Segurança (Sl 91:1-2).
·        Consolo (2 Co 1:3-4).
·        Paz (Fp 4:6-7).
 
2. A presença de Deus resulta.
·        O salmista se refere à presença de Deus como um refúgio constante, trazendo segurança e paz nas adversidades (Sl 46:1-2; Is 26:3; Jo 14:27; Sl 4:8; Fp 4:7; Sl 91:1; Rm 15:3). Esses versículos trazem consolo e reafirmam a segurança e a paz que encontramos na presença de Deus. Moisés sentia mais segurança na companhia de Deus e não de um anjo (Êx 33:14). Aqueles que confiam no Senhor, mesmo que a sua vida seja ameaçada, não temem (Sl 23:4; 27:1-3; 91:5-6).
·        Rios, essa alusão se refere às vitórias, paz, segurança, alegria e fertilidade, é tudo o que a água nos oferece (Sl 46:4; Is 32:2; 33:21; 41:18; Sl 1:3; Ap 22:1; Sl 36:8). Pode se referir também em relação à agitação externa do mundo sobre Jerusalém. Devemos ter a certeza de que Deus está conosco; o “Deus de Jacó” é o nosso refúgio, mas por que o Deus de Jacó? Porque ele nunca falhou no que faz. O salmista nos convida para conhecer as obras de Deus (Sl 46:6-7). Nós cristãos devemos confiar em Deus, ele nunca falha, pois os que confiam no Senhor serão como os montes de Sião que não se abalam (Sl 125:1-3). A nossa confiança em Deus se dá pelo poder divino sobre todas as coisas.
 
3. O poder divino sobre as nações.
As nações se embraveceram; os reinos se moveram; ele levantou a sua voz e a terra se derreteu. Deus levanta e abate, levanta rei e destrona (Dn 2:21; 1 Sm 2:7-8; Sl 75: 6-7; Pv 21:1). Esses versículos mostram que Deus tem o controle absoluto sobre os governantes e autoridades, tanto levantando como removendo, por isso ele é invencível e pode mudar situações.
 
4. Paz em tempos de guerra.
Em tempos de guerra Deus pode trazer paz (Sl 46:9-10; Êx 15:3; Sl 24:8; Is 42:13). Esses versículos destacam Deus como aquele que luta pelas causas de seu povo, sendo imbatível em todas as batalhas (Sl 46:9-10; Ex 15:3; Sl 24:8; Is 42:13). Esses versículos destacam Deus soberano em guerras, ele está pronto para lutar a favor do seu povo sendo. Devemos confiar que Deus nos proporciona paz nas “guerras” tanto pessoal, quanto emocional em nossas vidas “Os que confiam no Senhor são como o monte de Sião, que não se abala, firme para sempre (Sl 125:1).
 
A nossa confiança em Deus deve ser inabalável, na certeza de que ele está conosco em todas as circunstâncias. Devemos ter a confiança de Davi (Sl 23:4; 27:1-3). Nessa confiança, não devemos temer as dificuldades, nem aqueles que se levantam contra nós. Manter firme a nossa confiança na atualidade é um grande desafio a nossa fé, porém o Senhor nos dá força para permanecermos confiante nele.
 
Pr. Elis Clementino.