quinta-feira, 31 de outubro de 2024

ESBOÇO 1423* TEMA: HUMILDADE, POSIÇÃO DE TRIUNFO.

 

ESBOÇO 1423*
TEMA: HUMILDADE, POSIÇÃO DE TRIUNFO.
“O coração do homem se exalta antes de ser abatido e, diante da honra, vai a humildade.” (Pv 18.12).
 
Humildade é um assunto presente na Bíblia, ela se apresenta como um sentimento de fraqueza, modéstia, respeito, reverência e submissão. A modéstia deve estar presente no indivíduo, independentemente de etnia, posição social e religiosa. A subserviência fica bem em qualquer lugar, ela enobrece a pessoa, principalmente quando ela é de dentro para fora, ou seja, de coração.
 
I. Evidências Bíblicas.
Durante o seu ministério, Jesus beneficiou muitas pessoas por meio da humildade delas. Não desejo tratar aqui do que aparenta ser humilde, mas do que realmente é. As escrituras fazem referência às pessoas humildes e simples como sendo importantes para Deus. A humildade e humilhação carregam entre si uma imagem de aparência e atitudes exteriores que nem sempre corresponde com a realidade interior.
·        A humilhação de uma pessoa aparenta uma perda de privilégio ou sofre rebaixamento, ou quando são abatidos moralmente.
·        A humildade verdadeira é reconhecida como algo que nasce e vem de dentro do coração, refletindo na aparência de forma meiga e dócil nas ações do indivíduo.
 
II. Características de uma verdadeira humildade:
·        É de dentro para fora, é pôr em prática o que é um contraste à arrogância (Pv 16:19). Jesus ensinou, ressaltou a humildade (Mt 11:29).
·        A humildade é espontânea, flui facilmente e pode ser vista (Gn 13.8,9). Abraão demonstrou generosidade e humildade em permitir que Ló fizesse a sua escolha.
·        A modéstia é acompanhada pela mansidão e longanimidade (Ef 4.2; Cl 3.12), manifesta-se no Fruto do Espírito e escoltada pela benignidade e temperança (Gl 5.22).
 
III. A falsa humildade é forçada.
A falsa humildade não vai muito adiante, pois ninguém consegue segurar por muito tempo dentro de si que não seja verdadeiro, porque tudo não passa de aparência e assim os gibeonitas enganaram a Josué (Js 9.1-7, 14-17,22). Os fariseus aparentavam ser humildes e justos, entretanto Jesus os via como um sepulcro caiado (Mt 23.27). A falsa humildade, quando descoberta, deixa as pessoas perplexas e decepcionadas. Os exaltados serão abatidos (Pv 18:12; 1 Sm 2:7). Quem a si se exaltar será humilhado; e o que a si se humilhar será exaltado (Mt 23.12).
 
II. Reconhecimento das limitações através da humildade.
Alguns exemplos de humildade registrados nas escrituras devem ser imitados:
·        Jacó, após o desacerto com Esaú, seu irmão, orou a Deus e se humilhou até o encontrar (Gn 32.10).
·        Moisés diz: não sei falar (Ex 4:10).
·        Saul diz ser o menor e reconhece a sua fragilidade diante de Samuel (I Sm 9.21).
·        Davi diante do Senhor, ele se julga ser incapaz. “Quem sou eu” (2 Sm 7.18).
·        Salomão, “eu sou apenas um menino” (I Rs 3.7).
·        Isaias, o profeta “ai de mim” reconhecendo os seus pecados (Is 6.5).
·        Jeremias, “sou uma criança” (Jr 1.6).
·        João Batista no batismo de Jesus (Mt 3.14).
·        O centurião, não sou digno que entre debaixo do meu telhado (Mt 8.8).
·        A mulher Cananeia “Os cachorrinhos também comem das migalhas” (Mt 15.27).
·        Paulo, “eu sou o principal pecador” (I Tm 1.15).
 
III. Os humildes triunfam.
·        Os humildes serão recompensados (Pv 22.4; I Sm 1.15,16).
·        Serão honrados por ser humildes (Pv 15.33); triunfarás se tudo quanto fizerdes for por humildade (Fl 2.3).
·        São bem-aventurados os humildes de espírito, porque terão lugar no céu (Mt 5.3).
              
A falta de humildade tem levado muitas pessoas ao fracasso, em vista disso necessitamos de humildade, não somente na aparência, mas dentro do coração. Os simples deixam as diferenças de lado e se abraçam, como fizeram Jacó e Esaú (Gn 33.3-10). Sejamos humildes, nada perderemos por isso, antes adiante da humildade vai à honra.
 
“A humildade é a mais difícil das virtudes cristãs” T.S. ELIOT.
 
Pr. Elis Clementino.

terça-feira, 29 de outubro de 2024

ESBOÇO 1422 * ASSUNTO: CLAMOR DO POVO DE DEUS POR RESTAURAÇÃO.

 

ESBOÇO 1422 *
ASSUNTO: CLAMOR DO POVO DE DEUS POR RESTAURAÇÃO.
TEXTO: LAMENTAÇÕES 5:1-22; SALMOS 25:6.

Introdução.
Vamos falar sobre um tema que atravessa gerações: o clamor do povo de Deus por restauração. Há momentos na vida em que nos sentimos desolados, como se tudo o que construímos estivesse em ruínas. Essas situações de perda e sofrimento podem, muitas vezes, ser o resultado de nossos próprios erros ou afastamentos de Deus. Assim aconteceu com o povo de Israel nos tempos do profeta Jeremias. Eles enfrentaram a dor do exílio e sentiram o peso das escolhas que os levara a distanciar-se de Deus. O que antes era motivo de alegria e segurança – como a terra, a herança e a proteção divina – agora se transformava em lamento e privação. Este texto nos chama a refletir sobre a importância de não apenas clamarmos por restauração, mas também de considerarmos nossa necessidade de transformação interior. Ao olharmos para o clamor desse povo, seremos convidados a sondar nossos próprios corações e a nos perguntar: "Precisamos de restauração? Será que estamos prontos?

I. Pedido de lembrança de Deus.
·        O povo de Israel clamava para que Deus se lembrasse das suas aflições, mas ele precisava de lembrar dos motivos que o levaram àquela situação de opressão e humilhação: eram as condições de pecados em que estavam (Lm 5:1). O profeta Jeremias faz uma súplica ao Senhor pedindo que ele olhe para o sofrimento de Israel após a destruição de Jerusalém, porém havia razão para que Deus permitisse todo aquele sofrimento, pois não existe efeito sem causa. Quando nos distanciamos de Deus, tudo pode acontecer.

II. O lamento das perdas.
1.      Perderam a herança.
As terras são comparadas a símbolos de benção e pacto com Deus (Lm 5:2). Quando perdemos bens preciosos, principalmente no âmbito espiritual, os sofrimentos são mais intensos.
 
2.      Estado de orfandade e vulnerabilidade.
Israel dizia: “Somos órfãos, sem pai, e nossas mães são como viúvas (Lm 5:2), ele sentia-se desamparado e sem proteção como filhos órfãos (Lm 5:3).
 
3.      Explorações e privações.
A carestia tomou conta, dizia o povo. “Bebemos a nossa água por dinheiro; por preço vem a nossa lenha" (Lm 5:4,5). Estes versículos descrevem os sofrimentos e as dificuldades que o povo estava enfrentando. O sofrimento atinge o seu cotidiano, com necessidade de pagar por recursos essenciais.
 
4.      Servidão e opressão.
·        Servimos à mão dos egípcios e dos assírios, para nos fartarmos de pão, era uma escravidão que os fez lembrar do Egito.
·        O povo se submete a inimigos em busca de sustento (Ml 5:6-8). Quando um povo é submetido à escravidão, tem que se humilhar pelas migalhas.
 
5.      Humilhação das mulheres e velhos.
·        Diziam eles: forçaram as mulheres em Sião, as virgens nas cidades de Judá.
·        A violência e humilhação são parte do sofrimento do povo.
6.      Luto e desolação.
·        Cessou o gozo do nosso coração, converteu-se em lamentação a nossa dança. Naquela situação, não houve mais motivação para alegria. Quando aplicamos na nossa vida espiritual, isso geralmente acontece, vem a desolação espiritual, tirando de nós toda a alegria da satisfação passada quando sentíamos a presença de Deus. O povo está em estado de luto, sem alegria, vivendo entre as ruínas (Lm 5:15-18).
 
III. A afirmação da soberania de Deus.
·        Mesmo em desolação, o povo reconhece a eternidade e a soberania de Deus.
·        Uma afirmação de fé no governo divino, apesar do caos ao redor, o povo dizia: teu trono está firme desde a antiguidade; desde a eternidade tu existes (Lm 5:19; Sl 93:2). Mediante tudo o que o povo estava passando havia uma raiz de esperança em Deus, ainda que tudo pareça estar perdido, a renovação pode acontecer e a vida voltar (Jó 14:7-9).

IV. Pedido de restauração.
1.      Clamor por restauração.
·        O povo reconhece sua necessidade de conversão e súplica a restauração da antiga glória (Lm 5:21).
2.      A tensão entre a esperança e o desespero.
·        Aqui eles perguntam a Deus: Por que nos rejeitaria totalmente? Por que te enfureceria contra nós ao extremo? (Lm 5:22). O povo se questiona sobre a possibilidade de Deus tê-lo abandonado definitivamente, agora pediam restauração (Sl 80:3).

Conclusão:
Ao final deste clamor, em Lamentações, vemos que o povo de Deus resolve sua miséria, o julgamento que enfrentou e a necessidade urgente de conversão. Mesmo em meio à dor, há uma esperança de restauração e uma confiança de que tudo poderia mudar com a conversão a Deus. Assim também está na nossa vida. Muitas vezes, precisamos olhar para dentro de nós mesmos, refletir sobre nossos erros e clamar pela restauração do Senhor, lembrando que Deus nos convida a voltar para Ele, a buscar uma restauração genuína, que traga novamente alegria e propósito às nossas vidas. Que nossa oração seja como a do povo de Israel: um clamor sincero, sabendo que o Senhor é fiel e poderoso para restaurar tudo aquilo que perdemos.

Pr. Elis Clementino.

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

ESBOÇO 1421 * TEMA: A HABILIDADE NÃO NOS LIVRA DO FRACASSO.

ESBOÇO 1421 *
TEMA: A HABILIDADE NÃO NOS LIVRA DO FRACASSO.
TEXTO: “E disse-lhe Pedro: Ainda que todos se escandalizem, nunca, porém, eu.” (Mc 14.29).
Autor: Pr. Elis Clementino
 
Introdução
Existem muitas pessoas habilidosas e corajosas que até nos impressionam, parece que elas têm solução para tudo, raciocina rápido, cheia de ideias brilhantes, é como um jovem com toda sua beleza e força, sentindo-se invencível (Pv 20.29). Mas nem sempre as coisas são tão fáceis assim, entretanto, ninguém pode se dar por seguro ao ponto de nunca fracassar, isso não passa de palermices. “O tolo se dá por seguro” (Pv 14.16). Há muitas criaturas que se deram por seguros devido às suas desenvolturas, elas jamais pensavam em fracassar.
 
I.                 O entusiasmo de Pedro.
Nunca houve no ministério de Jesus um discípulo tão destemido quanto Pedro, um seguidor aguerrido e pronto para enfrentar qualquer situação, corajoso capaz de defender o seu mestre em todas as circunstâncias, morrer por ele e nunca o negar, “ainda que todos se escandalizem, nunca, porém, eu”. (Mc 14.29,31). Não devemos depositar em nós mesmos, total confiança em tudo o que fizermos (Jr 15:5). O profeta nos adverte sobre a confiança excessiva nas pessoas ou em si, em vez de confiar plenamente em Deus. Quando colocamos a nossa confiança unicamente nos seres humanos, podemos acabar nos afastando de Deus, sendo ele a verdadeira fonte de segurança.
 
II.                Jesus anuncia o fracasso de Pedro.
Jesus anunciou o fracasso de Pedro (Mc 14.30). Ele jamais teria coragem de negar ao seu mestre, no entanto, dormiu na última hora (Mc 14.37). Já não parecia aquele Pedro preparado e disposto a enfrentar tudo o que viesse pela frente, não podia mais vigiar e orar, além disso, no momento mais cruciante da vida de Jesus, seu amigo. O homem que estava disposto a defendê-lo abandonou-o na última hora. “Então, deixando-o, todos fugiram” (Mc 14.50).  
 
III.              O canto do galo.
O canto do galo foi um dos fatores contundentes que demonstrou o fracasso de Pedro, ele negou a Jesus três vezes (Mc 14: 66-72), estando ele no pátio envolto em uma capa, aquecendo-se junto ao lume pelo frio da madrugada e, ao mesmo tempo, tentando se esconder dos olhares dos que passavam por ele, mas a sua própria voz o denunciava (Mc 14: 54; 66-71) “Embora não devemos compreender que o fracasso de Pedro e dos demais discípulos que abandonaram Jesus quando foi preso, com os fracassos espirituais e morais após a morte e ressurreição dele, pois a obra redentora do calvário não havia lhes alcançado, pois eles não pertenciam ainda ao novo concerto que só entrou em vigor quando Cristo derramou o seu sangue na cruz, eles ainda não tinham experimentado o novo nascimento, a regeneração no Espírito Santo no sentido pleno, entre outras vantagens”. (B. E. P – Bíblia de estudo pentecostal). Jesus compreendera a situação dos discípulos vivida naquele momento.
 
IV.              A tristeza de Pedro.
Após o canto do galo ou o toque da madrugada, Pedro caiu em si (Mc 14:72c) e chorou amargamente, mas é importante salientar que foi por fraqueza, e não por iniquidade, que Pedro negou o Senhor, pois nunca cessara de amar seu Mestre e de crer nele. Pedro estava espiritualmente fraco e incapaz de resistir uma grande tentação, a angústia e o pavor tomaram conta do seu coração, talvez se lembrando dos momentos de habilidades e bravura, até na hora da prisão do seu mestre (Jo 18.10), agora desapontado e com um peso na consciência, talvez meditando; segui o mestre e lutei por Ele, acabei o desprezando na hora que ele mais necessitava, perdi tudo, não tenho mais oportunidade, meu Cristo morreu e eu nada pude fazer por ele. O impacto maior na vida de Pedro foi se arrepender amargamente pelo que havia feito contra o seu mestre, só restava-lhe aguardar o que iria acontecer dali para a frente.
 
V.               O recado do anjo para Pedro.
Três dias após a morte, acontece à ressurreição do Senhor, uma luz se acende no meio da escuridão e escuta-se uma voz, era a voz do anjo dizendo às mulheres: - “Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vai adiante de vós para a Galileia; ali o vereis como ele vos disse” (Mc 16.7; 14.28). Certamente, ao receber a notícia, sentiu-se aliviado em saber que o seu mestre não o tinha abandonado, como também perdoado, além de não esquecer o seu nome. Jesus não levou em conta o fracasso daquele discípulo, pois sabia o quanto Pedro era frágil, concedeu-lhe uma nova oportunidade para continuar sendo seu discípulo e posteriormente o seu estimado apóstolo, que com as suas cartas tem edificado muitos cristãos.
 
Quantas vezes pensamos que somos fortes, com o coração egoísta, tendo a concepção de que nunca iremos fracassar, mas é importante salientar que todo ser humano é tendencioso ao fracasso. Inúmeras vezes, sem precisar do galo cantar, negamos a Cristo com as nossas atitudes incoerentes ao seu amor, mas quando reconhecemos os nossos fracassos, como Pedro reconheceu chorando amargamente. O Senhor não despreza os que são seus, mesmo que falhemos, mas quando nos arrependemos, o Senhor não nos abandonará.  Bem-aventurados os que reconhecem com o espírito quebrantado, porque serão perdoados e consolados (Sl 51:17). Duas coisas podem te livrar do fracasso, a sensatez e a prudência – Elis
 

ESBOÇO 1420 * ASSUNTO: PREPARAÇÃO ESPIRITUAL.

 

ESBOÇO 1420 *
ASSUNTO: PREPARAÇÃO ESPIRITUAL.
TEXTO: 1 TESSALONISSENSIS 5:1-11.
 
Introdução:
A igreja de Cristo sempre viveu com uma expectativa singular: a segunda volta de Jesus. Desde os primeiros cristãos até os nossos dias, essa esperança tem alimentado a fé e a perseverança dos que seguem a Cristo. Sabemos que Ele voltará, mas a questão é quando e como estaremos preparados para esse grande dia, assim como Paulo ressaltou. Neste contexto, a Bíblia nos lembra que a volta do Senhor será repentinamente, como um ladrão à noite, pegando muitos de surpresa. Por isso, é essencial entender que a preparação espiritual não é opcional; ela é vital para nossa jornada cristã. Hoje, refletimos sobre o que significa estar preparado, atentos aos sinais e confiantes no propósito divino que é o seu retorno.
 
I. Contexto histórico.
O apóstolo Paulo escreve aos cristãos de Tessalônica sobre o arrebatamento da igreja, para que eles não ignorassem esse evento como os demais que não tinham esperança (1 T 4:13-18). Esse arrebatamento será a tomada dos cristãos fiéis da terra de maneira súbita.  Paulo também afirma que, em relação a esses acontecimentos, todos estavam cientes de que Jesus viria como um ladrão, em hora que ninguém espera, e sobre isso Jesus anunciou no sermão da montanha a sua segunda vinda (1 Ts 5:1-2; Mt 24: 43-44; Lc 12:39-40; 2 Pe 3:10). Mas sobre ele haveria uma série de acontecimentos, sobre eles veremos a seguir.
 
II. Sinais dos tempos.
Nos últimos dias, muitos eventos têm acontecido e outros que certamente virão até em maiores proporções como cumprimentos das profecias, não somente dos profetas que antecederam o messias, quanto ele próprio. O apóstolo Paulo em sua carta aos tessalonicenses ressaltou esses eventos como sinais evidentes (1 Ts 5:3). Jesus já havia alertado sobre as guerras, fomes, pestes e tribulações (Mt 24:6-8, 21-22). O que vemos hoje em nosso mundo reflete muitos dos sinais que Jesus revelou, incluindo o aumento da maldade e o esfriamento do amor (Mt 24:12; 2 Tm 3:1-5). Esses versículos ressaltam a necessidade de sermos vigilantes, pois a volta de Jesus será repentina e inesperada, por isso é necessário se preparar.
 
III. Preparação espiritual.
Paulo enfatiza a importância de estarmos espiritualmente preparados, sermos vigilantes e sóbrios, pois não estamos em trevas para que aquele dia não seja uma surpresa para nós (1 Ts 5:4). Estejamos atentos para não sermos tomados subitamente, pois somos filhos da luz e não da noite (1 Ts 5:7-8).
 
IV. Propósito divino.
Deus não nos destinou à ira, mas à salvação por meio de Jesus Cristo, portanto, devemos edificar e exortar mutualmente. Portanto, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com Cristo (1 Ts 5: 9-11), pois a nossa redenção está próxima.
 
Conclusão:
Diante da promessa da volta de Jesus, percebemos que vivemos tempos em que a vigilância e o preparo espiritual são indispensáveis. Paulo nos alerta sobre a urgência de estarmos atentos e comprometidos, vivendo como filhos da luz e não das trevas. O propósito divino não é de instruções, mas de salvação; Ele nos chama a uma vida de edificação mútua e de expectativa pelo grande dia da vida que será o arrebatamento. À medida que observamos os sinais ao nosso redor, somos levados a refletir: Estamos realmente prontos para encontrar o Senhor? Portanto, vivamos uma vida que glorifique a Deus e que reflita nossa esperança na promessa de Sua vinda.

Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1419 * ASSUNTO: PRECEITOS CRISTÃOS.

 

ESBOÇO 1419 *
ASSUNTO: PRECEITOS CRISTÃOS.
TEXTO: 1 TESSALONICENSSES 5:12-28.

Introdução:
Na carta aos tessalonicenses, Paulo nos apresenta um conjunto valioso de orientações para a vida cristã em comunidade. Ele escreve a uma igreja jovem, mas cheia de fé, encorajando-a a desenvolver um relacionamento de respeito com seus líderes, a buscar a paz entre os irmãos e a viver de maneira irrepreensível. Esses valores revelam o cuidado pastoral de Paulo e sua preocupação. Em meio aos desafios diários, esses ensinamentos continuam sendo relevantes para nós hoje, nos mostrando que o comportamento cristão é baseado em amor, respeito e disciplina. Nesta mensagem, vamos explorar cada um desses preceitos, entendendo como eles moldam nossa conduta e fortalecem a unidade e a paz entre o povo de Deus. Que podemos, assim, aplicar esses ensinamentos para nossa vida.

1. Preceitos diversos (1 T 5:12-22).
1.1. Sobre os líderes da igreja.
a. Reconhecer a liderança da igreja (Hb 13:17; 1 Tm 5:17; 1 Co 16:15-16; Hb 13:7).
b. A consideração por eles, vivendo em paz (Rm 12:18; Mt 5:9; Hb 12:14; Ef 4:3; 1 Ts 5:13).
 
1.2. Relacionamento na igreja (1 T 5:14-15).
a. Admoestar os desobedientes.
b. Animar os desalentados.
c. Sistema operacional auxiliar.
d. Ser paciente com todos.
e. Não retribua o mal com o mal; pratique o bem com todos.
 
1.1. Sobre a vida espiritual (1 Ts 5:16-22).
·        Regozijar-se sempre.
·        Orar sempre.
·        Serem agradecidos.
·        Não extinguireis o Espírito.
·        Não desprezeis as profecias.
·        Examinai tudo e retende o bem.
·        Abstendo-se de toda aparência do mal.
 
2. Votos (1 Ts 5:23-25).
2.1. Santificação e preservação.
- Deus vos santifique completamente, corpo, alma e espírito, para serem irrepreensíveis na vinda do Senhor.
 
2.2. Confiança na fidelidade de Deus.
- A fidelidade de Deus ao chamado.
2.3.  Pedido de oração (1 Ts 5:24).
- Paulo pede oração por ele e seus companheiros (1 Ts 5:25).
 
3.      Saudações (1 Ts 5:26-28).
3.1. Paulo saúda os irmãos com osculo santo.
- Instrução para saudar todos os irmãos com o beijo santo, que era um gesto de afeto e comunhão.
3.2. Leitura da carta em público.
- Paulo insiste que a carta seja lida publicamente, para todos tivessem conhecimento da importância da mensagem.
3.3. Bênção final.
- A benção final desejando que a graça do Senhor Jesus esteja com eles.

Conclusão:
Ao refletirmos sobre os preceitos cristãos apresentados por Paulo aos tessalonicenses, percebemos que a vida cristã vai muito além dos rituais religiosos ou das obrigações formais. Ela abrange nossa relação com os líderes, o cuidado com os irmãos e o nosso comportamento diário, em espírito de alegria, oração e gratidão. Cada uma dessas instruções, ao ser vivida, fortalece a unidade da igreja e nos aproxima de uma vida irrepreensível. Que possamos, como igreja, considerar o valor dos que lideram, acolher e encorajar uns aos outros e, acima de tudo, viver em santidade, aguardando a vinda do Senhor. Assim, ao praticarmos esses preceitos, não seremos apenas uma igreja em harmonia, mas também um testemunho vivo da graça e da fidelidade de Deus para todos ao nosso redor. Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo nos capacite para poder melhor servirmos e Ele.

Pr. Elis Clementino