quarta-feira, 6 de novembro de 2024

ESBOÇO 1426 * TEMA: LANÇANDO O PÃO SOBRE AS ÁGUAS.

 

ESBOÇO 1426 *
TEMA: LANÇANDO O PÃO SOBRE AS ÁGUAS.
TEXTO: Lança o teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás. ECLESIASTES 11:1
 
Introdução:
O livro de Eclesiastes nos convida a refletir sobre o significado da vida e as atitudes que devemos cultivar ao longo de nossa jornada. Em Eclesiastes 11:1, encontramos a expressão intrigante: “Lança o teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás.” Essa metodologia, utilizada pela ciência de Salomão, é uma lição profunda sobre generosidade, fé e confiança no futuro. À primeira vista, lançar o pão sobre as águas pode parecer um ato inútil ou até insensato, mas Salomão nos ensina que, assim como o agricultor planta suas sementes confiando em uma colheita futura, nós também devemos investir em boas ações e gestos de generosidade.
 
A. Contexto histórico cultural.
Nos tempos bíblicos, o Nilo desempenhou um papel vital para o Egito. Esse rio, considerado uma fonte de vida, transbordava anualmente, trazendo águas ricas em nutrientes para as margens. Esse processo foi essencial para a agricultura da região, pois as águas deixavam depósitos de lodo fértil ao longo das barragens de inundação, preparando o solo para o plantio. Durante as cheias, uma prática comum era espalhar as sementes de trigo sobre as águas logo após a enchente. À medida que as águas recuavam, os grãos ficavam incrustados no solo enriquecido pelos sedimentos, facilitando o crescimento das plantas. Assim, após alguns meses, a colheita surgiu em abundância. Salomão, observando ou sabendo desse método de semeadura, utiliza-o para ilustrar a importância de lançar as boas ações, a generosidade e a fé, mesmo sem ver resultados imediatos. Ele encorajou que, assim como os agricultores que lançaram o trigo nas águas confiando numa colheita futura, também devemos lançar atos de confiança, generosidade e fé, acreditando que, no tempo certo, a colheita veria. Essa metáfora, portanto, não é apenas sobre agricultura, mas representa uma lição de vida: nossos esforços e atos de generosidade não precisam mostrar resultados instantâneos. Muitas vezes, o retorno de nossas ações pode ser incerto ou demorado, mas, se persistirmos em fazê-las, certamente de alguma maneira os resultados virão.
 
B. Continuando a semear – Continuar semeando é um dever, porque não sabemos qual a semente prosperará, se essa ou aquela. É preciso lembrar que podemos nos regozijar neste mundo com as nossas boas ações.
 
C. Dificuldades para quem semeia.
Para semear as boas ações, enfrentamos muitas dificuldades, dependendo do tipo de solo que a semente é lançada, mesmo assim não devemos deixar de fazer a nossa parte que é semear. O agricultor lança a semente no solo e espera as chuvas favoráveis, que podem vir ou não, mas ele semeou.

D. Observar o Vento – No mundo em que vivemos, as pessoas nunca devem ficar aguardando as condições ideais para dar início às boas ações (Ec 11:4). Se nada semearmos, mesmo assim colheremos, principalmente na atualidade, quando as condições não são tão favoráveis. É importante ressaltar que nada melhora e as coisas boas da vida devem ser buscadas com sacrifícios. Só as árvores que caem é que ficam no lugar e não se movem, precisamos nos movimentar e semear, mesmo que não haja condições perfeitas. Devemos viver em oração e uma vida de santidade conforme os padrões da palavra de Deus para podermos realizar as boas ações.

E. A alegria da colheita – Podemos nos alegrar com as coisas boas que desfrutamos, porque essa é a vontade de Deus. Os jovens desfrutem da sua juventude, mas que isso seja de forma moderada, reconhecendo que Deus responsabilizará a cada um pelos seus atos pecaminosos (Ec 11:9: 12:13,14; Rm 2:6-11). Se o crente entrar pelos caminhos pecaminosos, resultarão em sofrimentos, aflições e dor, além da promessa de um julgamento futuro. O que devemos fazer é nos afastar das coisas que contaminam, principalmente na adolescência e juventude. (Ec 11:10; 2 Co 7:1; 2 Tm 2:22).
 
Conclusão:
Finalizando esta reflexão, somos lembrados de que a vida cristã nos convida a uma jornada de fé e generosidade, onde lançamos "pão sobre as águas" sem necessariamente ver o retorno imediato. Salomão nos desafia a agir com confiança, semeando o bem em um mundo que nem sempre compreende o que é o bem. Assim como o agricultor, que lança as sementes confiantes na colheita futura, devemos continuar semeando boas ações, independentemente das dificuldades ou do tempo de espera. Muitas vezes, os frutos que colheremos virão no tempo de Deus, mas virão, conforme a promessa que Ele mesmo nos fez. Nossa recompensa virá de acordo com a segurança e generosidade que tivermos. Amados, que cada um de nós aprenda a viver confiando nas promessas de Deus, semeando o bem e aguardando com fé o tempo da colheita, pois "depois de muitos dias, o achará”.
 
Pr. Elis Clementino.

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

ESBOÇO 1425 * TEMA: A VERDADE PREVALECE.

 

ESBOÇO 1425 *
TEMA: A VERDADE PREVALECE.
TEXTO: “Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser conhecido” LUCAS 12:2.
 
Vivemos em uma época em que a verdade parece cada vez mais relativa. As opiniões se confundem com os fatos, e o que é verdadeiro muitas vezes é moldado de acordo com interesses pessoais ou sociais. No entanto, a Bíblia nos ensina que a verdade é inabalável e eterna. Em Lucas 12:2, somos lembrados de que "nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser conhecido". Essa passagem revela que a verdade, embora possa ser escondida por algum tempo, sempre prevalece. Deus, em Sua santidade, fundamentou Seu caráter na verdade, e nos chama para viver de maneira íntegra, sem ceder às mentiras e falsidades que permeiam o mundo. Hoje, ao falarmos sobre "A Verdade Prevalece", vamos explorar o valor da verdade nas Escrituras, as consequências da mentira e como podemos, como cristãos, fazer da verdade uma marca distintiva de nossas vidas. Que este estudo nos desafie a andar na luz e refletir o caráter de Cristo, aquele que é a verdade.
 
I. Significado.
·        Mentira – Ato de mentir, afirmação contrária à verdade, engano propositado, hábito de mentir, juízo falso, vaidade. A primeira mentira foi no Éden, quando a mulher foi enganada por Satanás (Gn 3:4,5; 2 Co 11:3; 1 Tm 2:13-14). Jesus o classificou como o pai da mentira (Jo 8:44).
·        Mentir revela a debilidade do gênero humano. “Mentir revela a escravidão da carne. Conjugada à hipocrisia, a mentira traz consequências sérias para toda a família” Lição 11; CPAD 2023. Deus estabeleceu a verdade como justiça, ele condena a mentira (Lv 19:11; Ex 20:16).
·        Verdade - Conformidade com conhecimento real, realidade, exatidão, sinceridade, boa-fé. Uma das maiores grandezas de Deus foi ele ter revelado a sua verdade por meio de Jesus Cristo, ele é a verdade de Deus, assim como ele declara (Jo 14:6). Uma das grandezas da Bíblia é que ela registra até mesmo as verdades das fraquezas de seus heróis.
 
II. O propósito da mentira.
1.      Iremos apresentar qual o propósito da mentira, ela pode danificar relacionamentos, a confiança na sociedade, como também o seu relacionamento com Deus.
·        Enganar.
·        Tirar proveito pessoal.
·        Distorcer a verdade.
·        Falsificar.
 
III. Exemplos.
·        Jacó enganou Esaú (Gn 24:34-36).
·        Josué foi enganado pelos povos vizinhos (Js 9:1-13).
·        Ananias e Safira tentaram enganar os apóstolos. Muitos leitores da Bíblia ficam perplexos com esse juízo tão duro, vindo da parte de Deus sobre Ananias e Safira. Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herança? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. Assim também aconteceu a sua esposa, a mesma sentença. (At. 5:2-10; Lc 8; 17; 12:2).
 
IV. A mentira contra as verdades do evangelho.
·        Afirmação Paulina: "Que em tempos posteriores alguns apostatariam da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras e que têm a sua própria consciência cauterizada" (I Tm 4:1, 2).
·        Os falsos e mentirosos não entrarão “Cidade Santa” coisa alguma impura, nem o que pratica abominações ou mentira; mas somente os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro. Ficarão de fora os cães, os magos, os adúlteros, os homicidas, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira. (Ap 21:27; 22:15).
 
VI. Os que andam, na Verdade.
1.      A verdade tem um poder transformador na vida do cristão, ele deve ser guiado pela verdade como alguns expressaram esse sentimento de desejar andar na verdade, Zaqueu com o seu encontro com Jesus em sua casa, o Apóstolo Paulo e tantos outros que abraçaram a verdade cujos efeitos foram maravilhosos como:
·        A libertação através da verdade (Jo 8:32).
·        Identificação a crucificados com Cristo (Rm 6:6; Gl 2:20).
·        A justificação pelo sangue de Jesus (Rm 5:9).
·        Passaram da morte para a Vida (Jo 5:24).
·        Andam como filhos da luz (Ef. 5:8).
·        Não se prendem ao jugo desigual (II Co 6:14).
·        Não se detêm na roda dos escarnecedores (Sl 1:1).
·        Não andam segundo a carne (Rm 8:1).
·        Fazem a vontade de Deus (Mt 12:50).
·        Seu falar é Sim, sim, não, não (Mt 5:37).
·        Olham para Jesus, autor e consumador da fé (Hb 12:2).
·        Têm uma vida de santificação (Rm 6:22; I Ts 4:3; I Pe 1:2).
 
Conclusão:
Ao refletirmos sobre o tema da verdade, é claro que Deus valoriza e exige a sinceridade de Seus filhos. Ele é o Deus da verdade e, como Seus seguidores, somos chamados a andar em transparência e integridade. A mentira pode parecer conveniente em determinados momentos, mas as Escrituras nos lembram que, no final, ela sempre será revelada, pois nada fica oculto aos olhos de Deus. Como cristãos, precisamos ser exemplos de honestidade, tanto em palavras quanto em ações, refletindo o caráter de Cristo. A verdade nos liberta, nos aproxima de Deus e nos ajuda a viver em paz com a nossa consciência. Quando vivemos de acordo com a verdade, damos testemunho da nossa fé e influenciamos aqueles ao nosso redor a também buscarem um caminho de retidão. Que possamos, então, rejeitar a mentira em todas as suas formas e escolher, diariamente, viver na verdade, confiando que ela sempre prevalecerá, para a glória de Deus. A verdade nos leva a uma vida coerente ao evangelho de Jesus Cristo. “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude nisso, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4:8).

Pr Elis Clementino.

ESBOÇO 1424 * TEMA: GUARDA O QUE TENS.

 

ESBOÇO 1424 *
TEMA: GUARDA O QUE TENS.
TEXTO: "Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa". Ap 3:11.
 
Introdução:
Vamos refletir sobre uma mensagem muito importante e atual que o Senhor nos deixou na carta à igreja de Filadélfia. Ao longo da Bíblia, encontramos exortações à perseverança e à vigilância, mas nesta passagem de Apocalipse 3:11, Cristo nos deixa uma advertência direta e urgente: “Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” Para entender o peso dessas palavras, vamos nos lembrar do contexto em que foram escritas. O apóstolo João, preso na ilha de Patmos sob o domínio romano, foi agraciado com uma revelação gloriosa e profunda sobre o futuro da igreja e sobre o retorno de Cristo. Nesta carta, o Senhor fala a uma igreja fiel, que enfrentou perseguições de diversas naturezas, mas se manteve fiel. Assim como Filadélfia, somos chamados a guardar o que temos, a proteger aquilo que Deus nos deu: nossa fé, nossos valores espirituais e o compromisso com a verdade. Esta não é uma mensagem para ser ignorada, pois ela nos alerta sobre a realidade da volta de Cristo e da importância de estarmos preparados, firmes na fé e atentos até aquele dia.
 
I. Contexto histórico.
1. Período da escrita:
  • Da Ilha de Patmos, João escreveu cartas às sete igrejas da Ásia, isso por volta dos anos 90 a 95 d.C. provavelmente durante o reinado do imperador romano Domiciano, que governou na época entre 81 a 96 d.C. O que iremos destacar aqui é sobre a carta dirigida à igreja de Filadélfia.
  • Filadélfia era uma cidade comercial importante, ela está situada na região da Lídia, hoje a moderna Turquia. Filadélfia era conhecida pela sua localização estratégica, entretanto, lá existia uma igreja mencionada na revelação a João na Ilha de Patmos.
  • Essa igreja era conhecida pela sua fé e perseverança, mesmo em meio às perseguições. A igreja de Filadélfia não recebeu nenhuma crítica na carta enviada a ela, mas com aprovação e as promessas de Cristo de que os crentes deveriam guardar a sua fé com muita vigilância (Ap 3:7-13). Naquela época, havia uma grande perseguição aos cristãos por parte do império romano. A carta era de natureza profética e simbólica do livro, que fala sobre o julgamento divino e a vitória final de Cristo.
II. Guarda o que tens.
  • Esse verbo indica vigiar, a fim de defender algo, guardar, proteger, tomar cuidado, etc. A Igreja de Filadélfia fora alertada por Cristo a permanecer em vigilância, até a sua iminente e súbita volta, isso o levaria a manter a sua fidelidade a ele, mesmo que sofresse maiores danos, significava não abdicar da sua fé e convicções em Cristo.
  • Na Igreja de Filadélfia, além dos valores espirituais, havia também outros que eram expressivos e os valores morais eram um deles. “Sobretudo o que deves guardar, guarda o teu coração, porque dele procede às saídas da vida”. (Pv 4.23).
  • É impossível guardar as riquezas espirituais sem que passe pelo coração. A coroa era um símbolo de vitória, nas competições os vencedores eram coroados. No grego, significa “Stéphanos, Stémma, grinalda” referindo-se a essa coroa de vitória, a coroa da vida, da justiça, “diadema” se refere à coroa, realeza e poder soberano. Paulo, no final da sua carreira, reflete sobre quanto a sua jornada, mesmo com todas as dificuldades e perseguições, restando-lhe agora somente a coroa que o reto juiz lhe daria (2 Tm 4:7-8).
III. Aplicação para a igreja da atualidade.
O alerta dado à Igreja de Filadélfia é o mesmo para a atual, nada muda em relação ao preparo espiritual. Os crentes da atualidade devem estar atentos para o segundo maior acontecimento da história da humanidade, “a volta de Cristo” que se dará em momento inesperado (Mt 24:43-44; 1 Ts 5:2; Ap 3:3; 16:15). Esses versículos destacam a necessidade de uma vigilância constante e preparação, pois a vinda de Cristo será repentina e inesperada. Essa vigilância deve ser, tal qual a das cinco virgens prudentes (Mt 25.4,9).
 
Conclusão:
Deus quer é que a Igreja guarde as preciosidades morais e espirituais, pois é toda a riqueza que ela tem. Estes valores são inegociáveis, eles nos farão alcançar todas as promessas divinas. Há algumas outras recomendações bíblicas sobre o que devemos guardar: guardar o coração (Pv 4.23); guardar a palavra (Sl 119.11); guardar e se apegar à instrução (Pv 4.13); guardar o pé (Ec 5.1); guardar a fé (II Tm 4.7), finalmente. Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. (Ap 3:11), essa deve ser guardada até o final da carreira, é o maior prêmio que os fiéis têm.
 
Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

ESBOÇO 1423* TEMA: HUMILDADE, POSIÇÃO DE TRIUNFO.

 

ESBOÇO 1423*
TEMA: HUMILDADE, POSIÇÃO DE TRIUNFO.
“O coração do homem se exalta antes de ser abatido e, diante da honra, vai a humildade.” (Pv 18.12).
 
Humildade é um assunto presente na Bíblia, ela se apresenta como um sentimento de fraqueza, modéstia, respeito, reverência e submissão. A modéstia deve estar presente no indivíduo, independentemente de etnia, posição social e religiosa. A subserviência fica bem em qualquer lugar, ela enobrece a pessoa, principalmente quando ela é de dentro para fora, ou seja, de coração.
 
I. Evidências Bíblicas.
Durante o seu ministério, Jesus beneficiou muitas pessoas por meio da humildade delas. Não desejo tratar aqui do que aparenta ser humilde, mas do que realmente é. As escrituras fazem referência às pessoas humildes e simples como sendo importantes para Deus. A humildade e humilhação carregam entre si uma imagem de aparência e atitudes exteriores que nem sempre corresponde com a realidade interior.
·        A humilhação de uma pessoa aparenta uma perda de privilégio ou sofre rebaixamento, ou quando são abatidos moralmente.
·        A humildade verdadeira é reconhecida como algo que nasce e vem de dentro do coração, refletindo na aparência de forma meiga e dócil nas ações do indivíduo.
 
II. Características de uma verdadeira humildade:
·        É de dentro para fora, é pôr em prática o que é um contraste à arrogância (Pv 16:19). Jesus ensinou, ressaltou a humildade (Mt 11:29).
·        A humildade é espontânea, flui facilmente e pode ser vista (Gn 13.8,9). Abraão demonstrou generosidade e humildade em permitir que Ló fizesse a sua escolha.
·        A modéstia é acompanhada pela mansidão e longanimidade (Ef 4.2; Cl 3.12), manifesta-se no Fruto do Espírito e escoltada pela benignidade e temperança (Gl 5.22).
 
III. A falsa humildade é forçada.
A falsa humildade não vai muito adiante, pois ninguém consegue segurar por muito tempo dentro de si que não seja verdadeiro, porque tudo não passa de aparência e assim os gibeonitas enganaram a Josué (Js 9.1-7, 14-17,22). Os fariseus aparentavam ser humildes e justos, entretanto Jesus os via como um sepulcro caiado (Mt 23.27). A falsa humildade, quando descoberta, deixa as pessoas perplexas e decepcionadas. Os exaltados serão abatidos (Pv 18:12; 1 Sm 2:7). Quem a si se exaltar será humilhado; e o que a si se humilhar será exaltado (Mt 23.12).
 
II. Reconhecimento das limitações através da humildade.
Alguns exemplos de humildade registrados nas escrituras devem ser imitados:
·        Jacó, após o desacerto com Esaú, seu irmão, orou a Deus e se humilhou até o encontrar (Gn 32.10).
·        Moisés diz: não sei falar (Ex 4:10).
·        Saul diz ser o menor e reconhece a sua fragilidade diante de Samuel (I Sm 9.21).
·        Davi diante do Senhor, ele se julga ser incapaz. “Quem sou eu” (2 Sm 7.18).
·        Salomão, “eu sou apenas um menino” (I Rs 3.7).
·        Isaias, o profeta “ai de mim” reconhecendo os seus pecados (Is 6.5).
·        Jeremias, “sou uma criança” (Jr 1.6).
·        João Batista no batismo de Jesus (Mt 3.14).
·        O centurião, não sou digno que entre debaixo do meu telhado (Mt 8.8).
·        A mulher Cananeia “Os cachorrinhos também comem das migalhas” (Mt 15.27).
·        Paulo, “eu sou o principal pecador” (I Tm 1.15).
 
III. Os humildes triunfam.
·        Os humildes serão recompensados (Pv 22.4; I Sm 1.15,16).
·        Serão honrados por ser humildes (Pv 15.33); triunfarás se tudo quanto fizerdes for por humildade (Fl 2.3).
·        São bem-aventurados os humildes de espírito, porque terão lugar no céu (Mt 5.3).
              
A falta de humildade tem levado muitas pessoas ao fracasso, em vista disso necessitamos de humildade, não somente na aparência, mas dentro do coração. Os simples deixam as diferenças de lado e se abraçam, como fizeram Jacó e Esaú (Gn 33.3-10). Sejamos humildes, nada perderemos por isso, antes adiante da humildade vai à honra.
 
“A humildade é a mais difícil das virtudes cristãs” T.S. ELIOT.
 
Pr. Elis Clementino.

terça-feira, 29 de outubro de 2024

ESBOÇO 1422 * ASSUNTO: CLAMOR DO POVO DE DEUS POR RESTAURAÇÃO.

 

ESBOÇO 1422 *
ASSUNTO: CLAMOR DO POVO DE DEUS POR RESTAURAÇÃO.
TEXTO: LAMENTAÇÕES 5:1-22; SALMOS 25:6.

Introdução.
Vamos falar sobre um tema que atravessa gerações: o clamor do povo de Deus por restauração. Há momentos na vida em que nos sentimos desolados, como se tudo o que construímos estivesse em ruínas. Essas situações de perda e sofrimento podem, muitas vezes, ser o resultado de nossos próprios erros ou afastamentos de Deus. Assim aconteceu com o povo de Israel nos tempos do profeta Jeremias. Eles enfrentaram a dor do exílio e sentiram o peso das escolhas que os levara a distanciar-se de Deus. O que antes era motivo de alegria e segurança – como a terra, a herança e a proteção divina – agora se transformava em lamento e privação. Este texto nos chama a refletir sobre a importância de não apenas clamarmos por restauração, mas também de considerarmos nossa necessidade de transformação interior. Ao olharmos para o clamor desse povo, seremos convidados a sondar nossos próprios corações e a nos perguntar: "Precisamos de restauração? Será que estamos prontos?

I. Pedido de lembrança de Deus.
·        O povo de Israel clamava para que Deus se lembrasse das suas aflições, mas ele precisava de lembrar dos motivos que o levaram àquela situação de opressão e humilhação: eram as condições de pecados em que estavam (Lm 5:1). O profeta Jeremias faz uma súplica ao Senhor pedindo que ele olhe para o sofrimento de Israel após a destruição de Jerusalém, porém havia razão para que Deus permitisse todo aquele sofrimento, pois não existe efeito sem causa. Quando nos distanciamos de Deus, tudo pode acontecer.

II. O lamento das perdas.
1.      Perderam a herança.
As terras são comparadas a símbolos de benção e pacto com Deus (Lm 5:2). Quando perdemos bens preciosos, principalmente no âmbito espiritual, os sofrimentos são mais intensos.
 
2.      Estado de orfandade e vulnerabilidade.
Israel dizia: “Somos órfãos, sem pai, e nossas mães são como viúvas (Lm 5:2), ele sentia-se desamparado e sem proteção como filhos órfãos (Lm 5:3).
 
3.      Explorações e privações.
A carestia tomou conta, dizia o povo. “Bebemos a nossa água por dinheiro; por preço vem a nossa lenha" (Lm 5:4,5). Estes versículos descrevem os sofrimentos e as dificuldades que o povo estava enfrentando. O sofrimento atinge o seu cotidiano, com necessidade de pagar por recursos essenciais.
 
4.      Servidão e opressão.
·        Servimos à mão dos egípcios e dos assírios, para nos fartarmos de pão, era uma escravidão que os fez lembrar do Egito.
·        O povo se submete a inimigos em busca de sustento (Ml 5:6-8). Quando um povo é submetido à escravidão, tem que se humilhar pelas migalhas.
 
5.      Humilhação das mulheres e velhos.
·        Diziam eles: forçaram as mulheres em Sião, as virgens nas cidades de Judá.
·        A violência e humilhação são parte do sofrimento do povo.
6.      Luto e desolação.
·        Cessou o gozo do nosso coração, converteu-se em lamentação a nossa dança. Naquela situação, não houve mais motivação para alegria. Quando aplicamos na nossa vida espiritual, isso geralmente acontece, vem a desolação espiritual, tirando de nós toda a alegria da satisfação passada quando sentíamos a presença de Deus. O povo está em estado de luto, sem alegria, vivendo entre as ruínas (Lm 5:15-18).
 
III. A afirmação da soberania de Deus.
·        Mesmo em desolação, o povo reconhece a eternidade e a soberania de Deus.
·        Uma afirmação de fé no governo divino, apesar do caos ao redor, o povo dizia: teu trono está firme desde a antiguidade; desde a eternidade tu existes (Lm 5:19; Sl 93:2). Mediante tudo o que o povo estava passando havia uma raiz de esperança em Deus, ainda que tudo pareça estar perdido, a renovação pode acontecer e a vida voltar (Jó 14:7-9).

IV. Pedido de restauração.
1.      Clamor por restauração.
·        O povo reconhece sua necessidade de conversão e súplica a restauração da antiga glória (Lm 5:21).
2.      A tensão entre a esperança e o desespero.
·        Aqui eles perguntam a Deus: Por que nos rejeitaria totalmente? Por que te enfureceria contra nós ao extremo? (Lm 5:22). O povo se questiona sobre a possibilidade de Deus tê-lo abandonado definitivamente, agora pediam restauração (Sl 80:3).

Conclusão:
Ao final deste clamor, em Lamentações, vemos que o povo de Deus resolve sua miséria, o julgamento que enfrentou e a necessidade urgente de conversão. Mesmo em meio à dor, há uma esperança de restauração e uma confiança de que tudo poderia mudar com a conversão a Deus. Assim também está na nossa vida. Muitas vezes, precisamos olhar para dentro de nós mesmos, refletir sobre nossos erros e clamar pela restauração do Senhor, lembrando que Deus nos convida a voltar para Ele, a buscar uma restauração genuína, que traga novamente alegria e propósito às nossas vidas. Que nossa oração seja como a do povo de Israel: um clamor sincero, sabendo que o Senhor é fiel e poderoso para restaurar tudo aquilo que perdemos.

Pr. Elis Clementino.