sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

ESBOÇO 1454 * TÍTULO: SENDO LUZ NO MUNDO: O EXEMPLO DE VIDA DO CRISTÃO.

 

ESBOÇO 1454 *
TÍTULO: SENDO LUZ NO MUNDO: O EXEMPLO DE VIDA DO CRISTÃO.
TEXTO: MATEUS 5:16.
 
Introdução:
O cristão é chamado a viver de forma que sua vida reflita os ensinamentos de Cristo, sendo um exemplo para os outros. A Bíblia oferece uma série de orientações sobre como o seguidor de Jesus deve se comportar, destacando virtudes como o amor, a humildade, a paciência e a justiça. Seguir o exemplo de Cristo implica adotar uma postura de integridade, servindo ao próximo e vivendo conforme a vontade de Deus. Através de suas ações, o cristão se torna a luz no mundo, capaz de inspirar e guiar outros para o caminho da fé.

I. O cristão como luz no mundo.
O cristão tem um papel importante no mundo, ser luz, essa luz quando resplandece em um mundo de trevas por meio das boas obras o nosso Pai celestial é glorificado (Mt 5:16).
·        Aplicação – devemos avaliar se a nossa vida está sendo um reflexo da luz de Cristo, pois no nosso cotidiano precisamos por meio da nossa conduta fazer a diferença manifestando a luz de Cristo. Se brilharmos como luz certamente favorecemos a muitos.
 
II. Características de um cristão exemplar.
1.      Amor ao próximo (Jo 13:33-34). O amor é a base de tudo. Jesus nos ensina a amar uns aos outros como ele nos ama. A maneira como tratamos os outros desse ser o reflexo do amor incondicional de Cristo. Se não tiver amor nada adianta (1 Co 13:1; Tg 1:27).
2.      Humildade, sem ela é impossível viver em paz com os outros (Fp 2:3).
3.      Perdão, a base da nossa comunhão entre irmãos (Cl 3:13).
4.      Paciência (Ef 4:2).
5.      Integridade (Sl 41:12; Pv 10:9).
 
III. Exemplo de vida cristã na Bíblia.
·        Jesus, o modelo a ser seguido (Jo 13:15).
·        Maria mãe de Jesus (Lc 1:38).
·        Estevão exemplo de fá cristão até na sua última hora (At 7:60).
·        Paulo escreve aos romanos e destaca o seu exemplo e ele deve ser imitado (1 Co 11:1). Ele exorta os cristãos a imitarem sua vida, porque ele segue o exemplo de Cristo. Paulo não se apresenta como alguém que vive de forma independente ou de acordo com seus próprios desejos, mas como alguém que vive em conformidade com os ensinamentos e o caráter de Jesus. Ele é um modelo de fé, dedicação e obediência a Deus.
 
IV. Como viver o evangelho no mundo atual?
a.      Praticando a justiça e a honestidade (Mq 6:8).
b.      Demonstrando amor ao próximo (Jo 15:12).
c.      Perdoando uns aos outros (Ef 4:32).
d.      Cuidando dos necessitados (Tg 1:27).
e.      Sendo exemplo em todo modo de viver (1 Tm 4:12).
f.       Testemunhando da fé em Cristo (Mc 16:15).
 
Conclusão:
Portanto, sejamos cristãos de modo que a nossa vida reflita o amor, a humildade, o perdão, a paciência e a integridade. Assim como os grandes exemplos da Bíblia, como Jesus, Maria e Abraão, somos chamados a viver de modo digno do evangelho, demonstrando que somos cartas vivas lidas por todos os homens (2 Co 3:2-3). Que nossa luz brilha intensamente para que outros sejam inspirados a glorificar a Deus (Mateus 5:14-16). sejamos fiéis em mostrar o caráter de Cristo em todo o nosso modo de viver.
 
Pr. Elis Clementino.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

ESBOÇO 1453 TEMA: A ORAÇÃO DE AGUR.

ESBOÇO 1453 *
TEMA: A ORAÇÃO DE AGUR.
TEXTO: PROVÉBIOS 30:7-9 (ARA). Duas coisas te peço; não mas negues, antes que eu morra: Afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário; para não suceder que, estando eu farto, te negue e diga: Quem é o Senhor? ou que, empobrecido, venha a furtar e profane o nome de Deus.
Autor: Pr. Elis Clementino.
 
INTRODUÇÃO:
O texto escrito por Agur nos apresenta uma oração incomum e profunda no seu conteúdo, ele reconhece suas limitações e busca sabedoria genuína. Uma oração diferente de muitas que pedem bênçãos abundantes ou livramento das dificuldades. Agur faz o seu pedido por equilíbrio. Ele deseja ter uma vida marcada pela integridade e pelo contentamento, sem os extremos da riqueza ou da pobreza, que podem desvirtuar sua relação com Deus. Esse texto nos leva a refletir sobre as nossas prioridades e como enxergamos a provisão de Deus em nossas vidas. Através dessa oração, aprendemos que mais importante do que ter muito ou pouco é ter o suficiente para viver uma vida de forma justa, honrando a Deus em todas as circunstâncias.
 
1. QUEM FOI AGUR?
Agur é uma figura enigmática das Escrituras, mencionado apenas em Provérbios 30, onde é identificado como “Agur, filho de Jaque”. Seu nome, em hebraico, significa “coletor” ou “reunidor”, e ele é reconhecido como o autor desse capítulo. Fora isso, nada mais sabemos sobre sua origem, família ou contexto histórico, o que torna suas palavras ainda mais preciosas: um homem simples, praticamente desconhecido, mas usado por Deus para transmitir verdades eternas.
 
A oração de Agur, registrada em Provérbios 30:7-9, é uma das mais belas expressões de humildade e dependência do Senhor. Antes de orar, nos versículos 1-3, ele demonstra um coração de quebrantamento e a consciência de suas limitações, dizendo:
 
“Fatiguei-me, ó Deus; fatiguei-me, ó Deus, e estou exausto. Na verdade, sou mais tolo do que ninguém, não tenho entendimento de homem, não aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do Santo.”
 
Essas palavras mostram um homem que entende o quanto é pequeno diante da grandeza de Deus. Agur nos lembra que a verdadeira sabedoria não vem do que sabemos ou conquistamos, mas de reconhecer nossas limitações e colocar toda a nossa confiança na dependência do Senhor.
Em sua oração, ele pede duas coisas essenciais:
ü  Pureza interior: “Afasta de mim a falsidade e a mentira.”
Ele entende que a vida que agrada a Deus começa no coração, com integridade diante do Senhor e dos homens.
Ele entende que a vida que agrada a Deus começa no coração, com integridade diante do Senhor e dos homens.
ü  Equilíbrio na vida: “Não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me é necessário.”
Agur não pede abundância nem miséria, mas o suficiente para viver de forma digna, sem que a fartura o leve a esquecer de Deus nem que a necessidade o leve ao pecado.
Agur não pede abundância nem miséria, mas o suficiente para viver de forma digna, sem que a fartura o leve a esquecer de Deus nem que a necessidade o leve ao pecado.
Sua oração é um retrato de uma vida centrada em Deus, que busca não apenas bênçãos materiais, mas uma relação saudável com o Senhor em todas as circunstâncias. Por isso, mesmo sendo uma figura pouco conhecida, Agur nos deixa uma lição eterna: a verdadeira riqueza é viver de maneira equilibrada, honrando a Deus em cada detalhe da vida.
 
3. A ORAÇÃO POR INTEGRIDADE.
·        A busca por uma vida verdadeira diante de Deus e dos homens.
o   Afasta de mim a falsidade e a mentira (Provérbios 30:7-8).
·        Aplicação - A falsidade e a mentira distorcem o caráter e nos afastam da verdade de Deus. Agur reconhece a necessidade de ser preservado dessas tentações.
 
4. AGUR ORA POR MODERAÇÃO E CONTENTAMENTO.
·        Não me dês nem a pobreza (Provérbios 30:8).
o   A importância de equilíbrio e sabedoria nas bençãos materiais. Quando perdemos esse equilíbrio, é perigoso porque caímos em tentação, por isso Paulo escreveu a Timóteo o alertando sobre as riquezas (2 Timóteo 6:9-11).
·        Não me dê riquezas.
o   Quando fazemos uma aplicação pessoal, entendemos que a riqueza excessiva pode nos levar à arrogância e ao esquecimento de Deus, ela pode impedir a entrada no reino de Deus (Mateus 19:16-22). Enquanto a pobreza extrema pode levar o indivíduo ao desespero e a atitudes ilícitas.
 
5. A ORAÇÃO PELO SUFICIENTE.
·        Dá-me o pão que me for necessário.
o   A provisão diária e o contentamento com o que é suficiente.
o   Agur nos dá uma lição que demonstra a dependência de Deus, isso nos faz lembrar da oração ensinada por Jesus “o pão nosso de cada dia” (Mateus 6:11). Paulo declara sobre o seu contentamento dizendo: "Porque nada trouxemos para este mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo, porém, sustento e com que nos vestir, estamos contentes." (2 Timóteo 6:7-8).
 
6. O PERIGO DOS EXCESSOS.
·        Para que, estando farto, eu não te negue e diga: Quem é o Senhor?
o   A abundância pode levar o indivíduo à autossuficiência e ao distanciamento de Deus.
o   Agur reconhece que as riquezas podem nos enganar, fazendo com que nos esqueçamos de que somos dependemos de Deus.
 
7. O PERIGO DA ESCASSEZ.
·        “Ou empobrecido, não furte, e profane o nome de Deus" (Provérbios 30:9).
o   A pobreza extrema pode gerar desespero e ações pecaminosas.
o   Na sua oração, ele busca evitar situações que o levem à tentação de desonrar o nome de Deus, tanto na riqueza quanto na pobreza.
 
CONCLUSÃO:
A oração de Agur nos ensina uma verdade essencial: uma vida equilibrada e dependente de Deus é o maior tesouro que podemos buscar. Ele nos desafia a priorizar a integridade, o contentamento e a confiança no Senhor acima de qualquer riqueza ou desejo material. Em um mundo que frequentemente nos empurra para os extremos da ganância ou do desespero, a sabedoria de Agur nos convida a caminhar em humildade, reconhecendo que Deus é quem supre as nossas necessidades e nos sustenta em tempos de crise e escassez. Que possamos, assim como Agur, buscar uma vida que glorifique a Deus, exigindo não o que queremos, mas o que precisamos para viver de forma justa, equilibrada e fiel ao Senhor. Essa oração simples, mas profunda, nos lembra que o verdadeiro contentamento está em depender de Deus diariamente, honrando Seu nome em tudo o que fazemos.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

ESBOÇO 1452 * TÍTULO: O ÚLTIMO PEDIDO.

 

ESBOÇO 1452 *
TÍTULO: O ÚLTIMO PEDIDO.
TEXTO: “Peço-te que me toque por herança porção dobrada do teu espírito” 2 Reis 2:9.
 
Existem pedidos que não são entendidos facilmente, principalmente aqueles que estão relacionados ao espiritual, como o pedido ambicioso de Eliseu, servo de Elias. Aquele seria um momento de transição do ministério de Elias para Eliseu. Sabendo que seria tomado, Elias oferece a oportunidade a Eliseu de pedir o que ele desejasse, porém ele pediu “porção dobrada do teu espírito sobre mim”. Irei de maneira sucinta falar sobre esse episódio.
 
1. Ambição – muitas vezes levamos em consideração o lado pejorativo como: posição, ganância por sucesso e dinheiro de maneira desmedida, essa é a primeira visão que temos sobre ambição, mas ela pode ser vista também como algo bom. Paulo apresenta um tipo de ambição benéfica, lutar para conquistar algo bom, principalmente no âmbito espiritual (I Co 9:24-27).
 
2. Contexto histórico.
·        O audacioso pedido de Eliseu tinha uma razão, dar continuidade ao ministério profético do seu senhor. O pedido simbolizava a unção e a capacitação divina que Elias tinha como profeta. “Porção dobrada” é uma referência ao costume judaico de o filho mais velho receber parte dobrada da herança. O pedido de Eliseu era para ser o principal sucessor de Elias e receber a plenitude de sua autoridade e poder profético. Se aceito o pedido, Eliseu seria honrado e chamado de profeta de Deus.
·        O que esse pedido de Eliseu refletiu?
o   A humildade de Eliseu.
o   Compromisso de Eliseu com a missão de Deus, ele não pediu para ser maior que o seu senhor, mas ter a mesma unção para continuar o trabalho profético.
 
3. O ministério profético de Elias e Eliseu.
·        O ministério profético de Elias se deu em um período de muita idolatria durante os reinos de Josafá em Jerusalém e Acabe a Acazias do reino do Norte. Esse ministério profético foi quase todo tempo relacionado à idolatria de Acabe e Jezabel, sua mulher. Ela não era israelita e pertencia à Ecrom, e lá adorava Baal-Zebube. Ela fez com que o reinado do seu marido se tornasse idólatra. Jezabel era uma perseguidora dos profetas do Senhor, Elias foi grandemente perseguido por ela.
Eliseu – foi um assistente do profeta Elias no reino do norte de Israel, ele era filho da Safat e vivia em Abel-Meolá, no vale do Jordão. Provavelmente ele conheceu Elias na escola de profetas, o que era muito comum na época. Deus havia ordenado a Elias que ungisse outro para que o substituísse (I Rs 19:16). Após caminharem juntos, Elias disse a Eliseu, pede-me o que queres, porém Eliseu fez um pedido audacioso. Esse pedido surgiu após Elias dizer-lhe que seria tomado pelo Senhor. Eliseu assistiu a muitos milagres realizados por Elias, aí surge a pergunta: por que Eliseu fez esse pedido tão ambicioso a Elias? A resposta está no tópico anterior.
 
4. Exemplos de desejos.
·        O ser humano tem sentimentos ou desejos, isso é natural e o normal da vida, mas é importante ressaltar que esses desejos não devem ser desmedidos. Alguns dos discípulos de Jesus demonstraram interesse em se destacar entre os demais (Lc 6:40; Mt 20:20-23; Mc 10:35-40), no entanto, Jesus mostrou a eles que não era como eles pensavam.
·        O apóstolo Paulo destaca que aspirar ao episcopado ou cargo de liderança na igreja é algo nobre (1 Tm 3:1). Isso é muito comum e natural entre os obreiros; por isso, Paulo disse a Timóteo ele despertasse o dom que nele havia (2 Tm 1:6). Aqui, Paulo está motivando a Timóteo a fortalecer o dom que Deus o havia concedido e que ele não deixasse esse dom adormecido, mas usá-lo ativamente em seu ministério.
·        Aplicação pessoal, devemos desejar as coisas boas, em todos os sentidos da vida, mas que esses desejos sejam comedidos ou com moderação (Rm 12:16). Paulo aconselha os crentes a não buscar classificação elevada ou posições de destaque, mas que vivessem humildemente, tendo uma vida modesta.
·        Atualmente, no meio cristão, estamos vivenciando atitudes equivocadas nesse sentido, a ansiedade do “ter muito” tem conduzido muitos cristãos à ganância do ter, essas aspirações estão mais ligadas às coisas materiais. Essa correria conduz a muitos ao desvio da fé. Infelizmente, pouco se ouve em orações as seguintes frases: Senhor, dai-me do teu poder! Me enche do teu Espírito Santo! Me batiza com o teu Santo Espírito! Encha-me da sua graça! As formas de pedidos mudaram e as mais comuns são: Deus, dai-me uma casa; um carro; um bom emprego; saúde; uma vida farta de bens materiais, ou seja, riquezas; me põe no topo da mídia, etc. Será que não estamos materializando as nossas orações? Ou são os efeitos da teologia da prosperidade defendida em muitos púlpitos de igrejas pentecostais como porção dobrada das coisas? Dobro de salário, etc. aí eu pergunto: há um desvio de foco nas orações?
 
Portanto, devemos entender que as nossas aspirações devem ser comedidas e, se estiver dentro das nossas possibilidades, o pedido de Eliseu foi sábio, ele sabia o que estava pedindo ao seu senhor, ele poderia pedir outra coisa, mas preferiu receber da mesma unção para continuar o ministério de Elias. Aprendemos uma lição muito importante, Eliseu não se afastava de Elias (2 Rs 2:2), uma expressão de insistência em seguir o seu senhor, mostrando a sua lealdade e compromisso com o profeta e com o chamado divino. Entretanto, não devemos nos afastar daqueles que nos dão proteção espiritual, na confiança de que Deus poderá usá-los para que o seu ministério seja continuado por meio de nós. Uma lição deve ser posta em prática: “O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído, será como o seu mestre” Lucas 6:40
              
Pr. Elis Clementino

domingo, 8 de dezembro de 2024

ESBOÇO 1451 * TEMA: O FERFIL DO CIDADÃO DOS CEUS.

 

ESBOÇO 1451 *
TEMA: O FERFIL DO CIDADÃO DOS CEUS.
TEXTO; “Quem, Senhor, quem entrará no teu tabernáculo? quem há de morar no teu Santo Monte? SALMOS 15.1-5.
 
Introdução:
O Salmo 15 nos apresenta uma reflexão profunda e desafiadora sobre o caráter e a conduta dos verdadeiros adoradores a Deus. Em forma de conversa, Davi começa com uma pergunta essencial: quem está apto para habitar na presença do Senhor? Essa indagação não busca apenas respostas teóricas, mas nos conduz a uma avaliação prática sobre a nossa vida espiritual. Vivemos em um mundo onde os padrões de caráter muitas vezes são moldados pela superficialidade e interesses egoístas. Contudo, o Salmo 15 nos chama a viver conforme os princípios divinos, destacando que ser um "cidadão dos céus" não é apenas uma questão de apresentar qualidade, mas vivê-las. Nesta mensagem, exploraremos as qualidades descritas por Davi, que formam um retrato do cristão que realmente deseja servir a Deus e viver uma vida que reflete o seu caráter. Vamos refletir: nossa vida está alinhada com esses padrões? Estamos caminhando como verdadeiros cidadãos do reino dos céus?
 
1. Indagações:
·        SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo?
·        Quem morará no teu Santo Monte? As características estão descritas logo a seguir. Davi nos leva a refletir sobre como chegar à presença de Deus.
 

2. Características do verdadeiro cidadão dos céus.

·        Aquele que anda em sinceridade, sabe-se que estamos vivendo uma crise de sinceridade.

o   Sinceridade, qualidade de quem é sincero e franco.

o   Crise de sinceridade, a ausência dela tem alcançado muitas pessoas em todos os níveis da sociedade, até mesmo no seio cristão. Isso é descrito por Paulo como o fim dos tempos (2 Tm 3.1-8). Mas, mediante tudo isso, ainda há cristãos que mantêm com características de verdadeiro cidadão do reino dos céus.

·        O que pratica a justiça. A prática da justiça está sendo olvidada por muitas pessoas, até mesmo por muitos que conhecem a palavra de Deus, a perversão desses valores da “justiça por injustiça” tem predominado a humanidade. Atualmente, tudo caminha para que a prática das injustiças seja mais intensificada, caminhando opostamente aos princípios da palavra de Deus, outros apresentam uma aparente justiça e piedade, mas negam a eficácia dela (2 Tm 3.5; 2 Ts 3.6; I Tm 5.8).

·        O que fala verazmente segundo o seu coração, viver com integridade e praticar a justiça e de coração falar a verdade é a maior patrimônio que um cidadão pode ter, esses valores estão sendo depreciados e substituídos pela mentira e a falsidade que há no coração de onde sai o que é bom e mal (Mt 15.19; Gn 6.5; Jr 17.9).

·        Aquele que não difama com a sua língua; difamação, as pessoas para conseguirem algo que satisfaça seus desejos, “difama, calunia, infamam”. Isso acontece com muita frequência nos relacionamentos e também no meio religioso cristão. Hoje é muito natural ouvir autoridades religiosas detratando umas às outras, e o pior publicamente, se esquecem da pregação do evangelho para atacar o que eles consideram seus concorrentes ou antagonistas, essas coisas vêm causando muitos desgastes em relação à pregação do evangelho, esse procedimento vergonhoso não combina com os ensinamentos da palavra de Deus. O salmo 133 tem ficado muito para trás, considerado obsoleto, menos para os cidadãos do reino dos céus.

·        O que não faz mal ao seu próximo, ofender o próximo é a coisa mais comum nos nossos dias, muito não medem distância, principalmente quando se trata de uma pessoa mais do que um próximo. “Um irmão”.

·        Existem ainda aqueles que não aceitam nenhuma afronta contra o seu próximo, principalmente os da fé.

·        Aqueles cujos olhos o réprobo despreza, reprovar aquilo que é mau é um dever de cada cristão, embora ele venha sofrer algumas represálias por isso. Jamais devemos esperar aquilo reprovado por Deus.

·        O que honra ao que teme ao Senhor, honrar ao que teme ao Senhor, é um princípio fundamental para aqueles que conhecem a Deus.

·        Existem ainda aqueles que afirmam que, mesmo com dano, não muda, há ainda pessoas leais que, em qualquer situação, mantêm a sua palavra.

·        O que não empresta com usura, atualmente muitas pessoas se aproveitam das necessidades alheias para explorá-las, usura aqui é a prática da agiotagem, isso fere os mandamentos do Senhor. (Dt 16.19; Ez 18.8; 2 Pe 1.10) (11).

·        Não recebe suborno contra inocente, suborno “corrupção” é uma das expressões bastante conhecidas, principalmente contra inocentes, pessoas simples e indefesas.
 
Conclusão:
Após refletirmos sobre as características apresentadas no Salmo 15, somos desafiados a avaliar nossas vidas à luz desses padrões divinos. Habitar na presença de Deus é mais do que um objetivo futuro; é um estilo de vida que deve ser evidente em nossas palavras e atitudes. Davi nos mostra que Deus busca pessoas de integridade, que falam a verdade, praticam a justiça e vivem de maneira irrepreensível. Esse chamado é, ao mesmo tempo, um convite e uma responsabilidade, pois revela que ser cidadão dos céus exige mais do que a aparência religiosa — exige um comportamento digno de um verdadeiro cidadão do reino dos céus. A promessa final do Salmo é encorajadora: “Quem assim procede jamais será abalado.” Amados, que esta mensagem nos inspira a buscar um compromisso renovador com Deus, abandonando tudo o que impede nosso crescimento espiritual e nos comprometendo a viver como verdadeiros cidadãos do Reino. E que, ao praticarmos essas verdades, sejamos testemunhas do amor e da justiça de Deus em um mundo que jaz no maligno. Que o Senhor nos capacite a habitar em Sua presença e viver para a Sua glória, hoje e sempre. Amém!
 
Pr. Elis Clementino.

terça-feira, 3 de dezembro de 2024

ESBOÇO 1450 * TEMA: QUATRO COISAS FUNDAMENTAIS A FÉ CRISTÃ.

 

ESBOÇO 1450 *
TEMA: QUATRO COISAS FUNDAMENTAIS A FÉ CRISTÃ.
TEXTO: FILIPENSES 1:27-30; 2:1-18.
 
Introdução:
A nossa fé cristã é construída sobre fundamentos sólidos que não apenas moldam a nossa crença, mas também direcionam à nossa maneira de viver. Na carta aos filipenses, Paulo faz uma abordagem profunda sobre esses pilares essenciais para o cristão. Ele exorta os crentes a se apegarem aos valores fundamentais que sustentam uma vida digna do evangelho, independentemente das circunstâncias adversas. Devemos considerar essas quatro exortações de Paulo, observando como elas podem ser aplicadas à nossa caminhada de fé, para podermos crescer à semelhança de Cristo e glorificar a Deus em todas as áreas de nossa vida.
 
A. Contexto histórico.
Paulo estava em prisão, possivelmente em Roma (Filipenses 1:7,13,17; Atos 28:16-31), mas isso não o impediu de encorajar seus irmãos na fé. Ele sabia que a perseverança, o amor fraternal, a humildade e a santidade eram imprescindíveis para que os cristãos permanecessem firmes e fossem um testemunho vivo do poder de Deus em suas vidas. Hoje, esses mesmos pilares continuam a ser indispensáveis para a nossa jornada cristã. A carta foi escrita entre os anos 60 e 62 d.C. com o objetivo da carta de agradecer aos crentes de Filipos o apoio financeiro e, ao mesmo tempo, encorajá-los a manterem a fé e a alegria mesmo que eles estivessem em dificuldades.
 
B. Quatro coisas fundamentais a fé cristã.
1. A perseverança.
Cada cristão deve se portar dignamente conforme o evangelho, quer fosse na sua presença ou na ausência, que ele tivesse o mesmo espírito, combatendo com o mesmo ânimo pela fé do evangelho e não se espantassem com aqueles que não obedecessem ao evangelho, que isso seria para as suas próprias destruições, mas para vós de salvação (Filipenses 1:27-30). Devemos fazer sempre uma apreciação sobre a nossa perseverança. Paulo também aborda o amor fraternal, essencial para manter a unidade da igreja.
 
2. O amor fraternal.
Paulo exorta os cristãos a viverem em unidade, humildade e amor, imitando o exemplo de Cristo. Ele apela para tudo o que eles já receberam de Cristo, como consolo, amor e comunhão, encorajando-os a refletir essas virtudes em suas relações uns para com os outros, causando-lhe gozo em saber que aqueles crentes sentiam o mesmo ânimo (Filipenses 2:1,2). A humildade reflete na vida pessoal e cristã.
3. A humildade.
Paulo exorta os cristãos a serem humildes, evitassem contendas e que houvesse consideração entre eles, não sendo egoístas e que tivessem o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus. Ele também apresenta o exemplo de Cristo sobre a humildade. E por essa humildade, Deus o exaltou soberanamente para que, em nome de Jesus, todos os joelhos se dobrassem perante ele. Ele também ressalta a obediência na sua ausência, sendo grato por isso, e diz que a vontade de Deus é soberana sobre eles (Filipenses 2:3-14). Na atualidade, será que estamos pondo em prática o exemplo de Cristo, vivendo uma vida de santidade?
 
4. A Santidade.
Sejais irrepreensíveis, sinceros, inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo; retenhais a palavra da vida, para que no dia de Cristo eu possa me alegrar e saber que não trabalhei em vão (Filipenses 2:15-16). Paulo também expressa a sua disposição de sofrer e ser sacrificado em prol da fé daqueles irmãos. Ele usa também uma espécie de metáfora de uma libação que era uma oferta para ilustrar seu desejo de sacrificar a sua vida em serviço ao evangelho. Mesmo com todo o sofrimento, ele se alegrava em ver o progresso dos cristãos de Filipos (Filipenses 2:17-18).
 
Conclusão:
Diante das exortações do apóstolo Paulo, fica evidente que a fé cristã deve ser vívida com compromisso e dedicação. A perseverança nos mantém firmes diante das adversidades, o amor fraterno fortalece a unidade do corpo de Cristo, a humildade nos torna mais semelhantes a Jesus, e a santidade nos diferencia como luz em um mundo infectado. Se aplicarmos esses princípios em nossa vida diariamente, edificando nossa fé sobre fundamentos sólidos, cresceremos espiritualmente e glorificaremos a Deus em tudo o que fazemos. Que possamos, assim como os crentes de Filipos, permanecer fiéis, sabendo que nossa caminhada com Cristo não é em vão, ela será recompensada. "Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o seu trabalho não é vão no Senhor." (1 Coríntios 15:58).
 
Pr. Elis Clementino.