terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

ESBOÇO 1469 * ASSUNTO: UM SÁBIO CONSELHO.

ESBOÇO 1469 *
ASSUNTO: UM SÁBIO CONSELHO.
TEXTO: "E tu, Salomão, meu filho, conhece o Deus do teu pai, e servi-o com coração completo e ânimo voluntário; porque o SENHOR examina os corações de todos, e entende as intenções dos pensamentos. Se tu o buscares, o acharás; mas se o deixares, ele te rejeitará para sempre” – 1 Crônicas 28:9.
 
INTRODUÇÃO:
Davi, já em seus últimos dias, transmite a Salomão um conselho de valor eterno. Ele não se refere a riquezas, poder ou estratégias militares, mas ao conhecimento de Deus como fundamento para uma vida plena e bem-sucedida. Esse conselho continua relevante hoje, pois conhecer e servir a Deus com integridade é a chave para uma vida abençoada.
 
A. TRÊS COISAS DECISIVAS PARA SERVIR A DEUS.
1. Salomão precisava conhecer o Deus do seu pai:
o   O conhecimento de Deus não é apenas intelectual, mas relacional- “Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” (Oséias 6:3).
o   Salomão deveria buscar um relacionamento pessoal com Deus, assim como Davi o fez.
 
2. Servi-lo com um coração completo:
o   Deus requer devoção total – “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.” (Deuteronômio 6:5, 10:12).
o   Um coração dividido não pode agradá-lo “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” (Mateus 6:24). “Mamom” tem origem no aramaico e está associado à riqueza, ele representa a cobiça e a idolatria do dinheiro.
o   Salomão deveria ter um compromisso inabalável com Deus.
 
3. Ânimo voluntário:
o   Servir a Deus deve ser um privilégio, não um fardo – “Servi ao Senhor com alegria; e entrai diante dele com canto.” (Salmos 100:2; 37:4; 32:11; Colossenses 3:23-24). Esses versículos mostram que devemos servir a Deus de coração alegre.
o   O serviço ao Senhor deve ser feito com alegria e disposição.
 
B. O CONHECIMENTO DE DEUS SOBRE O HOMEM.
1. O Senhor examina os corações:
o   Deus vê além das aparências e conhece as intenções do homem - “Eu sou o Senhor que sonda o coração e examina a mente, para recompensar a cada um de acordo com a sua conduta, de acordo com as suas obras. " (Jeremias 17:10). E, orando, disseram: Tu, Senhor, conhecedor dos corações de todos, mostra qual destes dois tens escolhido.” Atos 1:24).
o   Nenhuma ação ou pensamento está oculto diante dele “E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.” (Hebreus 4:13).
2. Entende todas as intenções dos pensamentos:
o   Deus discerne até as motivações mais profundas. O Espírito Santo penetra todas as coisas “E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos.” (Romanos 8:27). Esse versículo mostra que Deus conhece profundamente os corações e sabe qual a intenção do Espirito Santo, que intercede por nós.
o   Ele recompensa a sinceridade (Provérbios 11:3; Salmos 51:6; Mateus 5:8; Hebreus 10:22) e reprova a hipocrisia (Isaías 29:13; Mateus 6:1; 23:27-28; Tiago 1:26). Esses versículos mostram que Deus valoriza o coração sincero e condena a hipocrisia, pois Ele vê além das aparências e conhece a verdadeira intenção dos corações.
 
C. UM CONSELHO CONDICIONAL.
1. Se tu buscares, o acharás.
o   Deus se revela àqueles que o buscam de todo o coração – “E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração.” (Jeremias 29:13).
o   Buscar a Deus deve ser uma prioridade diária – “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:33).
 
2. Se o deixares, ele te rejeitará para sempre.
o   O afastamento de Deus tem consequências graves - Entretanto, porque eu clamei e recusastes; e estendi a minha mão e não houve quem desse atenção, antes rejeitastes todo o meu conselho, e não quisestes a minha repreensão, também de minha parte eu me rirei na vossa perdição e zombarei, em vindo o vosso temor. Vindo o vosso temor como a assolação, e vindo a vossa perdição como uma tormenta, sobrevirá a vós aperto e angústia. Então clamarão a mim, mas eu não responderei; de madrugada me buscarão, porém não me acharão.” (Provérbios 1:24-28).
o   O perigo da apostasia e suas consequências eternas - “Porque ainda em bem pouco tempo o que há de vir virá, e não tardará. Mas o justo viverá pela fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. Nós, porém, não somos daqueles que retrocedem para a perdição, mas daqueles que creem para a conservação da alma.” (Hebreus 10:38-39).
 
CONCLUSÃO:
O conselho de Davi a Salomão continua sendo uma advertência poderosa para todos nós. O verdadeiro sucesso não está no que possuímos, mas no relacionamento que cultivamos com Deus. Devemos perguntar a nós mesmos:
·        Estamos buscando a Deus com sinceridade?
·        Nosso coração está completamente entregue a Ele?
·        Servimos ao Senhor com alegria e disposição?
Que possamos, assim como Davi aconselhou Salomão, escolher conhecer e servir a Deus com inteireza de coração, confiando que Ele guia e sustenta aqueles que o buscam verdadeiramente.
 
Pr. Elis Clementino.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

ESBOÇO 1468 * ASSUNTO: SEMEADO E COLHENDO.

 

ESBOÇO 1468 *
ASSUNTO: SEMEADO E COLHENDO.
TEXTO: PROVÉBIOS 14:14
 
Introdução:
Neste esboço, abordei uma verdade espiritual que atravessa as páginas das Escrituras e reflete diretamente em nossas vidas: a lei da semeadura e da colheita. Este princípio infalível ensina que tudo o que faz, seja bom ou mau, gera consequências inevitáveis. Assim como no campo, onde a qualidade da semente determina o tipo de fruto, nossas ações, pensamentos e escolhas são sementes que plantamos ao longo da vida e suas colheremos seus frutos. Por meio deste estudo, veremos como a Bíblia nos alerta sobre os frutos de nossas atitudes, os resultados inevitáveis ​​das sementes que plantamos e a importância de cultivarmos frutos de justiça e estabilidade. Meu objetivo é que esta reflexão nos leve a semear com sabedoria, para ter uma boa colheita que glorifique a Deus.
 
I. Frutos do coração.
Aquele que se desvia no coração e semeia o que é mau aos olhos do Senhor, os frutos dos seus caminhos, dos seus pecados, se satisfará das suas próprias ações (Pv 14:14; Jr 17:10). Muitos sofrimentos na vida do ser humano são causados pelo pecado, esse era o pensamento equivocado de Elifaz, um dos amigos de Jó, quando foi ter com ele, culpando-o de tudo o que estava ocorrendo com ele (Jó 4:8). Ele também disse que do pó não nasceria aquela aflição, ou seja, que havia razão para aquela aflição (Jó 5:6).
 
Ainda hoje, muitas pessoas religiosas têm em mente que os sofrimentos que um indivíduo está sofrendo são motivados pelo seu pecado e falta de fé em Deus. Não podemos afirmar isso de maneira leviana e sem responsabilidade, embora sabemos que o pecado universalmente trouxe dores e aflições para toda humanidade, pois todos pecaram e de modo geral os sofrimentos advêm dele (Lm 3:39; Rm 3:23-26), porém, individualmente não podemos afirmar que certos sofrimentos são causados pela desobediência ou pecado. Os discípulos fizeram uma pergunta interessante sobre um homem cego de nascença e Jesus deu-lhes a resposta de que precisavam (Jo 9:2-3).
 
II. Os resultados das sementes que plantamos.
Necessariamente precisamos saber o que plantamos no passado e o que estamos plantando hoje para colher amanhã. “Semear é opcional, mas colher é obrigatório”. Se semearmos, colhemos, se não semearmos também colhemos, é a infalível lei da semeadura. “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6:7). Esse tipo de colheita está relacionado aos nossos atos, o que fazemos se errado ou certo colheremos, todos são avisados de que Deus restituirá a cada um segundo as suas obras até no seu julgamento (Jó 34:11; Jr 17:10; Rm 2:6). A justiça divina não falha.
 
III. Exemplificando.
As nossas atitudes podem resultar em um retorno imediato, ou seja, alguém pode fazer algo mau para com alguém ou a Deus e não ser cobrado do modo que gostaríamos que lhe fosse cobrado, a justiça imediata, em outros casos a cobrança vem logo após. Adoni-Bezeque foi um rei cananeu que subjugou setenta reis dos que estavam ao seu redor, cortando-lhes os polegares das mãos e dos pés, humilhando-os até comerem das migalhas que caiam da sua mesa, porém, não sabia ele que seria julgado da mesma maneira. Os exércitos de Judá e Simeão cortaram-lhes também os dedos das mãos e dos seus pés, assim como ele tratou seus inimigos, assim fizeram com ele (Js 1:5-7).
 
IV. Semeando fruto de justiça.
Jesus nos ensinou que devemos praticar as obras de justiça para que todos vejam e glorifiquem ao Pai (Mt 5:16; 6:1). Temos a obrigação de produzir e semear fruto de justiça que provém do fruto do Espírito (Gl 5:22-23).

Conclusão:
A lei da semeadura e colheita é um princípio espiritual que não pode ser ignorado. Tudo o que fazemos, intencionalmente ou não, gera frutos que mais cedo ou mais tarde colheremos. Deus é justo em todas as Suas ações e julgará a cada um conforme as obras. Portanto, devemos refletir seriamente sobre as sensações que estamos plantando hoje. Se plantarmos maldade, egoísmo ou pecado, certamente colheremos frutos amargos. Mas, se semearmos paciência, justiça e obediência, colheremos bons frutos. Que sejamos motivados a viver como semeadores do bem, sem desistir de fazer o que é correto, mesmo em meio às dificuldades. Pois, no tempo certo, se não desanimarmos, colheremos os frutos maravilhosos que Deus reservou para aqueles que são fiéis (Gálatas 6:9). Que cada um de nós escolha semear com sabedoria, para que a nossa colheita glorifique ao Senhor.

Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1467 * ASSUNTO: O PODER DE JESUS.

 

ESBOÇO 1467 *
ASSUNTO: O PODER DE JESUS.
TEXTO: “Toda a autoridade me foi dada nos céus e na terra...” MATEUS 28:18.
 
Introdução:
O poder de Jesus é um tema recorrente na Bíblia, seus milagres demonstraram o seu poder sobre todas as coisas, tanto nos céus quanto na terra. Muitos milagres, foram vistos por todos que lhes acompanhavam, eles também foram realizados pelos discípulos e posteriormente pelos apóstolos e atualmente por muitos cristãos. Discorrerei sobre os seus atributos, o seu poder sobre a natureza, sobre os demônios, sobre as doenças e a morte.
 
I.                 CONTEXTO.
Após a ressureição de Jesus, ele foi para a Galileia como havia dito o anjo, lá ele encontrou seus discípulos que o adoraram, outros duvidaram, porém Jesus disse-lhes: “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É me dado todo o poder no céu e na terra.”
 
II.                ATRIBUTOS DE JESUS.
Ao falar nesse assunto, precisamos apenas citar sobre os atributos de Cristo, Divindade, Amor, santidade, humildade misericórdia e compaixão Justiça Sabedoria, poder, obediência e perdão. Esses atributos são centrais para a fé cristã e refletem a natureza divina e humana de Jesus. Esses atributos marcaram o seu ministério.
 
III.              AS DUAS NATUREZAS DE JESUS.
·        Humana, essa natureza o fez sentir as necessidades dos homens.
·        Divina, essa natureza era vista pelos homens através das revelações sobrenaturais.
 
IV.              O PODER DE JESUS SOBRE A NATUREZA.
Durante o seu ministério, Jesus revelou o seu poder de diversas maneiras e em muitas ocasiões, como:
·        Jesus na criação do mundo, por essa razão ele exerce o poder sobre todas as coisas (Cl 1:16-17).
·        A tempestade no mar (Lc 8:23-27).
·        Mediante a pesca maravilhosa (Lc 4:38-39).
·        Jesus anda sobre o mar (Mt 14:23-2; Jo 6:17-21).
·        Jesus fez a figueira secar para dar uma lição de fé aos discípulos (Mt 21:18-21).
·        A multiplicação dos pães (Lc 9:10-17; Jo 6:5-14).
·        Transformou água em vinho (Jo 2:1-12).
 
V.               O PODER DE JESUS SOBRE OS DEMÔNIOS.
·        O endemoniado de Gadára (Mc 5: 1-20; Lc 8:26-30).
·        Um homem possesso de demônios (Lc 4:31-36).
·        Jesus repreendeu o diabo (Mt 4:10).
·        Atualmente, os espíritos maus estão atuando de todas as formas para combater a palavra de Deus (2 Co 11:14,15; I Tm 4:1-2).
 
VI.              O PODER DE JESUS SOBRE AS DOENÇAS.
·        A mulher do fluxo de sangue (Lc 8:40-56).
·        A mulher de Tiro e Sidon (Mt 15:21-28).
·        O cego de nascença (Jo 9:1-10,21).
·        A cura da filha de Jairo (Mt 5:28-29).
·        O paralitico de Betesda (Jo 5:1-18).
·        E muitos enfermos (Mt 7:21; 4:23).
 
VII.            O PODER DE CRISTO SOBRE A MORTE.
·        O filho da viúva de Naim (Lc 7:11-17).
·        A filha de Jairo (Jo 8:40-56).
·        Lazaro de Betânia, o amigo de Jesus (Jo 11:1-29).
 
Conclusão:
Jesus falou aos discípulos que eles fariam obras maiores (Jo 14:12). Na verdade, se nós nos dispusermos a nos entregar totalmente ao Senhor, faremos obras maiores, mesmo assim ele, pela sua misericórdia, tem feito milagres através dos seus obreiros, como fizera com os apóstolos (At 14:8-10; 16:16-18). Amados, precisamos viver milagres como antes, no século XX, vivíamos uma vida de milagres, eu sou testemunha, por que hoje está escasso? Jesus mudou, não! Ele é o mesmo (Hb 13:8), porém, nós mudamos e precisamos reaver esses valores para que muitos milagres sejam feitos através das nossas mãos.
 
Pr. Elis Clementino.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

ESBOÇO 1466 * ASSUNTO: INCLUSÃO SOCIAL E ESPIRITUAL.

ESCOÇO 1466 *
TÍTULO: JESUS, A INCLUSÃO SOCIAL E ESPIRITUAL.
TEXTO: JOÃO 8:1-11.

INTRODUÇÃO:
A inclusão social e espiritual é um dos temas centrais do ministério de Jesus Cristo, principalmente em uma sociedade marcada por julgamentos rígidos e exclusões. Ele trouxe uma nova perspectiva, baseada na graça e no perdão por meio de Seu amor incondicional. O episódio da mulher surpreendida em adultério (João 8:10-11) ilustra perfeitamente essa verdade, mostrando como Jesus não apenas desafiou os legalismos da época, mas também restaurou vidas por meio da misericórdia divina. Este estudo abordará a maneira como Cristo enfrentou a hipocrisia religiosa, acolheu os marginalizados e revelou o verdadeiro propósito da lei: conduzir as pessoas ao arrependimento e à transformação.

A. EXCLUSÃO SOCIAL.
Devido ao sistema religioso e político, muitas pessoas eram excluídas da sociedade por diversos motivos, como:
·        Enfermidades contagiosas, pois acreditava-se que o pecado era uma espécie de maldição hereditária (João 9:2-3). Jesus ensina que nem todas as dificuldades ou enfermidades eram consequências diretas do pecado.
o   Os leprosos eram isolados da sociedade.
o   A mulher do fluxo de sangue era impedida de viver socialmente.
·        Pecados contra a lei:
o   Desprezo pelos pais (Mateus 15:4).
o   Pena de morte por blasfêmia (João 10:31-33).
o   A lei era: "Olho por olho, dente por dente" (Mateus 5:38-39, Êxodo 21:24).
·        Crimes contra o império romano:
o   Acusação de Jesus como "rei dos judeus" (João 19:12).
o   Crucificação (Lucas 23:1-2).
o   Castigo dos Zelotes (Atos 5:36-37). Os zelotes era um grupo político judaico religioso que combatia contra os romanos. Tudo indica que Simão, o zelote, fazia parte desse grupo (Marcos 3:18). No texto, Gamaliel estava alertando sobre os líderes judeus que tivessem cuidado ao combater os seguidores de Cristo, porque se a obra fosse de homem acabaria, se fosse de Deus não poderia detê-la.
o   Prisão e castigo de Paulo por Roma (Atos 16:22-23).
o   Decapitação de Paulo em Roma (2 Timóteo 4:6-8).
 
B. JESUS FOI CENSURADO.
1. Jesus foi censurado e testado pelos legalistas religiosos por praticar amor e misericórdia:
o   Entrar na casa de pecadores (Lucas 19:7).
o   Comer com pecadores (Marcos 2:16).
o   Ser ungido por uma mulher pecadora na casa de um fariseu (Lucas 7:36-50).
o   Pagar tributo (Marcos 12:15-17).
2. Reflexão: Quantas vezes somos censurados por nos relacionarmos com pessoas fora do nosso círculo religioso?
 
C. JESUS E A MULHER ADÚLTERA.
·        Os escribas e fariseus queriam testar Jesus com a aplicação da lei mosaica.
·        "Mestre, essa mulher foi apanhada em adultério, e tu, o que dizes?" (João 8:3-5).
·        Para eles, era uma prova definitiva contra Ele.
 
D. JESUS E A INCLUSÃO SOCIAL.
1. Jesus alcançou marginalizados e pecadores, demonstrando que o amor divino é para todos (Atos 10:34; Tiago 2:1; Romanos 2:11).
2. A estratégia de Jesus em defesa da mulher:
o   "Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra."
o   Jesus escreve na terra.
3. A reação dos acusadores:
o   Acusados pela consciência, saem um a um.
4. Jesus questiona a mulher:
o   "Onde estão teus acusadores? Ninguém te condenou?"
o   Ela responde: "Ninguém, Senhor."
o   Jesus conclui: "Nem eu te condeno. Vai e não peques mais."
 
E. A LEI E A GRAÇA
·        A mulher foi salva pela graça, que superou a condenação da lei.
·        "A lei foi dada por Moisés, mas a graça veio por Jesus Cristo" (João 1:17).
·        "Se alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo" (1 João 2:1-2).
·        "O amor verdadeiro cobre multidão de pecados" (1 Pedro 4:8).
·        O Espírito Santo convence do pecado e conduz à justiça (João 16:7-11).
·        Reflexão: Você já viveu essa experiência? Onde você estava quando Jesus te encontrou? Ele já te conhecia antes de toda obra em sua vida (João 1:48-51).

CONCLUSÃO:
A inclusão social e espiritual foi um dos pilares do ministério de Jesus. Ele não veio para condenar, mas para restaurar, oferecer perdão e trazer de volta os marginalizados pela sociedade e pela religiosidade. A história da mulher adúltera nos ensina que, diante de Cristo, não há exclusão definitiva. Sua graça continua disponível hoje. Não importa sua história ou seus erros passados, Jesus está pronto para restaurar sua vida, perdoar seus pecados e dar um novo começo. Ele nos ensina a olhar para o próximo com amor e misericórdia. Reflitamos: estamos sendo instrumentos dessa inclusão ou estamos repetindo a postura dos fariseus, prontos para julgar? Que nossa vida reflita o caráter de Cristo, acolhendo e conduzindo pessoas à verdadeira transformação que só Ele pode oferecer. Louvemos a Deus por Sua graça infinita e sejamos agentes dessa mesma graça no mundo!

Pr. Elis Clementino.

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

ESBOÇO 1465 * TÍTULO: ANSIOSIDADE.

 

ESBOÇO 1465 *
TÍTULO: ANSIEDADE.
TEXTO: JOÃO 16:33; FILIPENSSES 4:6.
 
Introdução:
A ansiedade, uma emoção universal, é frequentemente desencadeada por preocupações com o futuro, incertezas e desafios da vida cotidiana. No entanto, quando não controlada, ela pode se transformar em um fardo debilitante, afetando a saúde mental, física e até mesmo espiritual. Neste esboço, de maneira simples examinaremos a ansiedade através de uma perspectiva bíblica, explorando como as Escrituras abordam essa questão e oferecem diretrizes para superá-la. Passagens como João 16:33, que nos lembra da paz que Cristo nos dá, e Filipenses 4:6, que nos convida a lançar nossas preocupações sobre Deus através da oração, serão pilares desta reflexão. Ao final, o objetivo não é apenas compreender a natureza da ansiedade, mas também descobrir caminhos práticos e espirituais para enfrentá-la.
 
I. Ansiedade.
Até quando ela é normal? Toda pessoa tem ansiedade, normalmente ela é momentânea e passa logo após a pessoa realizar o que havia em mente, porém, quando a ansiedade se torna um transtorno, é um sinal que algo grave está acontecendo e essa pessoa necessita de fazer um tratamento. De forma empírica, eu digo que a ansiedade tem vários sinônimos, destacarei alguns como: receio, preocupação, aflição, tormento, agonia, ânsia e desassossego, esses sintomas não tratados podem conduzir o indivíduo ao estresse e à depressão mais profunda. Nas pessoas os sinais são quase impercebíveis, no entanto, eles crescem a cada dia que passa; por isso, é necessário estarmos atentos a esses sinais, seja na vida de um amigo, um familiar, pois muitas vezes elas estão bem próximas de nós e não percebemos, às vezes até dentro de casa.
 
A ansiedade é um desejo de ver todos os problemas pendentes solucionados, mas nem sempre isso acontece do jeito que queremos, pois é assim que a ansiedade se manifesta, e com ela uma série de consequências. Há diferença entre ansiedade e patologia, ou seja, a ansiedade é normal enquanto ela não se torna uma patologia.
 
A ansiedade pode nos levar a tomar algumas decisões precipitadas, o que é muito ruim e perigoso, elas podem complicar ainda mais a situação. Atualmente, vivemos no mundo agitado e de muita insegurança, seja no âmbito financeiro, sentimental, entre outros. A pergunta é: A ansiedade pode comprometer a sua vida espiritual? Sim, desde que ela não seja controlada.
 
II. Remédios para ansiedade.
Os antidepressivos produzidos pelas indústrias farmacêuticas são paliativos, ou seja, eles resolvem momentaneamente, mas depois tudo se repete. Mas pode um cristão tomar antidepressivo? Sim, desde que a ansiedade se torne uma patologia. Jesus disse que os sãos não precisam de médicos e sim os doentes, embora ele se referisse à doença espiritual causada pelo pecado (Mt 9:12; Mc 2:17), mas é uma realidade que deve ser considerada.  Amados, não devemos brincar com a nossa saúde ou espiritualizar tudo o que acontece com o nosso corpo, pois as doenças muitas vezes são consequências dos nossos descasos, ou seja, não levamos a sério alguns sinais de desgastes do nosso organismo. A ansiedade continuada pode levar-lhe ao suicídio. Nesses momentos é importante o indivíduo aceitar que precisa de ajuda imediatamente, buscando uma rede de apoio.
 
III. A ansiedade dos discípulos.
Os discípulos de Jesus andavam ansiosos, parece que neles havia certa desconfiança acerca do futuro, eles demonstravam mais desejo pelo material, também questionavam posição, ou quem seria o maior entre eles (Lc 9:46; Mt 18:1; Mc 9:33). Os discípulos haviam deixado tudo para seguir o mestre, certa vez interrogaram Jesus dizendo: deixamos tudo para te seguir, o que receberemos? (Mt 19:27). Os discípulos se entregaram sem reservas para seguir o mestre, porém eles começaram a pensar no futuro, essa era a preocupação deles, quem sabe se essas coisas lhes tiravam o sono? De certa maneira, eles tinham razão, até Jesus percebeu o que eles pensavam em seus corações e resolve acalmar-lhes (Mt 6:25-34; Lc 12:22). Até nós percebemos quando as pessoas estão ansiosas pelas coisas, principalmente pelo ter, não sabendo eles que o ser é mais importante do que o ter, o ter é consequências da sua existência, no entanto, o que se deve ser buscado primeiro lugar é o reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas vos serão acrescentadas (Mt 6:33). A busca pelas coisas exageradamente pode lhe deixar fora do reino de Deus. Os nossos anseios devem ser controlados (Rm 12:16).
 
Conclusão:
A ansiedade é um desafio comum, mas não precisa ser enfrentada sozinho ou sem esperança. As Escrituras nos oferecem um refúgio seguro e um guia para lidar com as inquietações da vida. Em meio às tempestades emocionais, Jesus nos assegura Sua paz, como declarado em João 16:33, lembrando-nos de que Ele já venceu o mundo. Além disso, Filipenses 4:6 nos encoraja a levar nossas preocupações a Deus em oração, confiando que Ele nos trará paz que excede todo entendimento. Assim, ao enfrentarmos a ansiedade, podemos encontrar conforto e força na fé, sabendo que Deus está conosco, sustentando-nos e guiando-nos em cada passo do caminho. Os nossos cuidados devem ser entregues a Deus (Fp 4:6), pois não adianta tentar resolver quando as coisas não estão ao nosso alcance, e até empregar certas forças para romper barreiras que muitas vezes são intransponíveis. Entretanto, antes de tomarmos qualquer decisão, se faz necessário orar e entregar aos cuidados do Senhor (Tiago 4:15), “Entrega os teus cuidados ao Senhor e ele te sustentará” (Salmos 37:5; 55:22; I Pedro 5:7). Para aliviar essa tensão, é preciso recorrer à leitura bíblica, um bom descanso e, sobretudo, à oração, isso lhe produz paz e tranquilidade na alma. Se o teu fardo está pesado, entregue-o ao Senhor e descanse nele!
 
Pr. Elis Clementino.