domingo, 16 de abril de 2023

ESBOÇO 1254 TEMA: JESUS, O INTERCEDE POR PEDRO.

 

ESBOÇO 1254
TEMA: JESUS, O INTERCEDE POR PEDRO.
TEXTO: LUCAS 22:31

Desde o início da humanidade que Deus cuida daqueles que se dispõem a servi-lo, ele sempre demonstrou o seu cuidado e proteção de geração em geração. enfatizarei neste assunto a intercessão de Jesus a favor de Pedro.

I. PEDRO, UM CORAJOSO DESMEDIDO.
Pedro e seu irmão André foram os primeiros discípulos chamados para compor o ministério de Jesus (Mt 4:18). Pedro era um homem rude, mas prestativo, além disso, corajoso e sanguíneo, ou seja, de temperamento forte, em uma linguagem figurada, ele era aquele tipo de homem que não levava desaforo para casa, ele era muitas vezes desmedido em suas ações e palavras (Lc 22:33).

II. QUEM É O MAIOR?
Na comemoração da páscoa essa seria a última reunião com seus discípulos, Jesus já sabia que Judas estava se preparando para entrega-lo aos romanos, porém naquela ocasião houve um discursão entre os discípulos, eles perguntavam entre si; quem haverá de fazer isso com o mestre? (Lc 22:23), e ao mesmo tempo já começaram a cogitar quem seria o maior sobre eles, vejam que rumo tomou a conversa entre eles (Lc 22:24). O homem sempre teve a pretensão de ser líder, por isso em algumas ocasiões os discípulos discutiram para saber quem seria o líder entre eles, no entanto Jesus sabia que havia esse desejo entre eles, nesse momento o mestre aplicou-lhes mais uma lição dizendo: “Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que tem autoridade sobre eles são chamados de benfeitores. Mas não sereis assim; antes o maior entre vós seja como o menor; quem governa como quem serve. Pois qual é o maior: quem está à mesa, ou quem serve? Porventura não é quem está à mesa? Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve” (Lc 22:25:27).

III. PEDRO É AVISADO.
O Senhor avisa a Pedro o que satanás queria fazer com ele, não se sabe em que momento satanás pediu para cirandar com Pedro como se peneira trigo. Satanás sabia da disposição de Pedro e o cuidado que ele tinha pelo seu mestre, apesar de ser um homem rude, mas estava pronto para servir e defender o seu mestre, pode ser que por causa dessa coragem de Pedro satanás quis se aproveitar, pois Pedro ainda não sabia controlar seus impulsos, mais também ele não sabia que o diabo estava querendo cirandar com ele, na verdade nunca sabemos o que satanás planeja contra nós, a não ser que o Senhor nos revele como revelou a Pedro (Lc 22:31). O diabo sempre nos cercou afim de nos destruir, ele anda rugindo como um leão procurando alguém para devorar, mas devemos resisti-lo (I Pe 5:8,9; Tg 4:7), não dando lugar a ele (Ef 4:27), resistindo e combatendo sempre (Ef 6:11; I Tm 1:18).

IV. A INTERCESSÃO.
Sabendo Jesus que o diabo queria cirandar com disse a Pedro: eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça, não somente a Pedro, todavia, nós também contamos com essa proteção divina. Algumas coisas na vida de Pedro tinham que mudar, e para isso passou por alguns processos até que viesse o verdadeiro quebrantamento e conversão, as vezes é necessário algo mais que a conversão, a confirmação na convivência entre irmãos (Lc 22:32).

Pedro parece não entender o quanto ele era frágil e disse: Senhor, estou pronto a ir contigo até à prisão e à morte (Lc 22:33), mas o mestre lhe disse: Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o galo antes que três vezes negues que me conhece (Lc 22:34), Pedro não era tão forte quanto pensava. Muitas vezes a nossa auto confiança nos dá uma falsa sensação de segurança. Pedro não podia provar do mesmo cálice que o seu mestre iria provar naquela noite, no entanto, a intensão de Pedro era proteger o mestre, porém nada ele poderia fazer.

O mestre foi preso naquela mesma noite, e Pedro é indagado e negou conhecer o seu mestre, negando três vezes, o galo cantou. Quantas vezes negamos o mestre sem que alguém nos interrogue? As nossas ações demonstram quanto o negamos, mas o galo da consciência nos adverte sempre quando erramos, não é? quando Pedro cai na real já era tarde, ele já havia negado aquele que ele jurava proteger.

                Amados, nós não somos tão fortes quanto pensamos. Quantas vezes agimos como os discípulos que desejavam ser líder, usar também as mesmas atitudes de Pedro com a sua coragem desmedida. Cuidado! o diabo não respeita posições e nem títulos, porém se revista das armaduras de Deus e resisti-lo o inimigo usando as armas apropriadas para a peleja (Ef 6:10-20). Amados, Jesus é o nosso advogado fiel (I Jo 2:1)

Pr. Elis Clementino –prelisclementino@hotmail.com

sexta-feira, 14 de abril de 2023

ESBOÇO 1253 TEMA: ANDA NA MINHA PRESENÇA E SER PERFEITO.

 

ESBOÇO 1253
TEMA: ANDA NA MINHA PRESENÇA E SER PERFEITO.
TEXTO: “Sendo, pois, Abrão de idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda na minha presença e ser perfeito” GENESIS 17:1.

Deus é um ser perfeito, e do homem ele exige perfeição em todos os aspectos da sua vida, seja na conduta moral, espiritual, ou em algo que ele realize. A perfeição existe, cujo autor é o próprio Deus, ele fez o homem perfeito (Ec 7:29), embora o homem não possa voltar ao estado original de perfeição e de santidade que tinha antes da queda, porém, Deus continua exigindo dele santidade.

1. A PERFEIÇÃO.
Perfeição é aquilo que é perfeito, sem defeito e puro, embora o homem esteja longe de uma perfeição plena devido a sua natureza pecaminosa, portanto a lei moral de Deus exija do homem, tanto na esfera moral, quanto espiritual.

2. A PERFEIÇÃO É EXIGIDA POR DEUS.
Abrão tinha noventa e nove anos, quase a metade do que ele viveu quando o Senhor disse para ele “anda na minha presença e ser perfeito” (Gn 25:7,8). Andar aqui se refere viver em obediência e comunhão com o Senhor. Para Deus não importa a idade, contudo, a conduta, a fidelidade e a santidade são os desejos de Deus para conosco, andemos, pois, em santidade e justiça perante ele todos os dias (Lc 1:75). Vivemos o período da graça, e através dela as misericórdias de Deus nos garantem a oportunidade de nos aperfeiçoar, se ele exige é porque ele dá as condições, e essas são através do evangelho, e por meio dele o processo de regeneração, esse procedimento divino ocorre mediante o aprendizado da palavra de Deus, pois é um método pelo qual o homem se aperfeiçoa como a luz do sol (Pv 4:18).

Ninguém se julgue perfeito, ter uma vida de santidade nunca deve ser motivo de orgulho humano, ou seja, para que ele se ufane tomando a glória para si. A santidade é obtida com sacrifício do próprio corpo, ou seja, a renúncia das suas vontades. Jesus disse: quem quiser me seguir negue-se a si mesmo, tome a minha cruz e siga-me (Lc 9:23-25), o apóstolo Paulo também disse aos cristãos de Coríntios “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser reprovado (I Co 9:27). A negação do eu significa em não fazer as nossas vontades, porém isso resulta em muitos sofrimentos, aí, é quando se trava uma batalha espiritual dentro de nós, o Espirito combate contra a carne (Gl 5:16-17; Rm 7:15, 23; 8:5). É muita luta, só que essa luta travada não se vence com armas carnais (2 Co 10:4,5), Paulo também descreve aos crentes de Éfeso quais as armas que teremos que lutar (Ef 6:10-17), essa é a nossa verdadeira batalha. Deus não iria exigir algo como perfeição ou mesmo um fardo sem que o homem tivesse condições de carregar (I Co 10:13). O processo de santificação é uma batalha.

                Portanto, estamos vivendo dias difíceis e de muitas lutas, mesmo assim, por meio do evangelho Deus nos dá condições para que aperfeiçoemos as nossas vidas através de Cristo. O evangelho trás mudanças significativas na vida daqueles que nascem de novo, esse é um novo ponto de partida, ou recomeço de uma vida com Deus (Jo 3:3). A nossa luta continua em busca do aperfeiçoamento em todos os aspectos da vida, pois a palavra de Deus gera em nós uma nova vida (2 Co 5:17). Atualmente, Deus continua exigindo de nós “anda na minha presença e se perfeito”, seja moço ou velhos, a todos são exigidos a santificação, ela se estabelece através da separação do pecado, a única causa da separação entre Deus e o homem (Rm 3:23).

Se uma pessoa não alcançar mudanças significativas em sua vida através do evangelho, certamente está fora dele, pois quem está em Cristo nova criatura é (2 Co 5:17).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

quarta-feira, 5 de abril de 2023

ESBOÇO 1252 TEMA: BATISMO

 ESBOÇO 1252
TEMA: BATISMO.
TEXTO: MARCOS 1:3-5; MATEUS 3:6

A doutrina do batismo é uma das mais importante na bíblia, principalmente para os cristãos, as pessoas que se convertiam ao cristianismo eram batizadas nas águas, esse ato comprovaria a confissão de fé daqueles que aceitavam o evangelho de Jesus Cristo como seu salvador (At 8:26-39). Nesse comentário falarei sucintamente sobre a forma bíblica de batizar e também sobre o batismo de crianças.

BATISMO.
Esse nome se refere a um ritual que submetiam as pessoas que se convertiam ao judaísmo. João Batista pregou o arrependimento e em seguida as pessoas arrependidas se submetiam ao ato da purificação através do batismo nas águas (Mt 3:5-7). O batismo de João fazia parte da preparação do ministério de Jesus, ele foi capaz de prever conforme (Mt 3:11), posteriormente Jesus foi ter com João para ser batizado pelo batismo de João (Mt 3:13). O batismo no cristianismo é um testemunho e confissão de fé, ele é um dos maiores símbolos de mudança, é ressurgir das águas, é morrer para o mundo e viver para Deus. A pessoas são batizadas em o nome de Jesus (At 2:38).

FORMA BÍBLICA DE BATIZAR
Como dissemos anteriormente, o ato de batizar é antigo, e sempre considerado um ato de purificação. Os cristãos primitivos eram batizados pelos discípulos dando sequência ao batismo de João Batista, pelo qual o próprio Jesus foi batizado. Dos crentes convertidos em Samaria (At 8:12); O eunuco em Etíope (At 8:35-39); Saulo de Tarso (At 9:19); Lídia de Tiatira (At 16:15); O carcereiro de Filipos e sua família (At 16:33); dos crentes de Corinto (At 18:8); dos discípulos em Éfeso (At 19:5). Nestas citações observamos como era realizada a cerimônia batismal, para o ato batismal era necessário água em abundância (At 8:36), leve em consideração que se o batismo fosse apenas por aspersão, João Batista não teria ido a Salim (Jo 3:23) onde havia muitas águas, tanto o batizando com o celebrante desciam as águas (Mt 3:16; At 8:39), se saiam das águas era porque haviam entrado, no batismo por imersão ambos descem as águas. O batismo se dava imediatamente após a conversão (At 16:14-15,33), o mesmo acontece com Lídia e o carcereiro de Filipos.

REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA SER BATIZADO.
Para que uma pessoa fosse batizada eram necessários três elementos indispensáveis para que ele fosse realizado (1) Crer; (2) Arrepender-se; (3) Aceitar seguir a Cristo. Até a presente data muitas igrejas cristãs exigem esses requisitos para que o convertido seja batizado em o nome de Jesus. Algumas pessoas afirmam que o batismo deve ser em água corrente, mas isso não é bem assim, o batismo pode ser realizado desde que haja água suficiente para que aconteça a imersão, ele pode ser realizado no mar, no rio, num lago ou em tanque batismal.

MODO DE BATIZAR
O cristão deve ser deitado de costas para as águas, o crente testemunhará publicamente como falei anteriormente ser “um testemunho público” na presença de todos, também a conscientização da importância do ato, sempre enfatizando que simboliza morrer para o pecado e o mundo e viver para Deus. Esse ato é a morte da velha natureza ou do velho homem, isso evidencia uma regeneração absoluta (I Co 5:17). Alguém pode perguntar de onde João tirou a ideia de batizar nas águas se no AT não havia essa prática? O batismo com água no antigo testamento era um ato de purificação, isso era feito através da aspersão de água.

BATISMO DE CRIANÇAS É BÍBLICO?
Não! Porque o batismo é um ato de fé e deve ser feito após a conversão ao evangelho, é nascer de novo, uma prova de arrependimento, cada pessoa é responsável pelos seus atos, no entanto as crianças não são responsáveis pelos seus atos, além disso, são ingênuas, ou seja, sem nenhuma maldade, são humildes ou desprovida de ambição, a prova da sua inocência foi dada por Jesus ao por uma criança no meio dos discípulos (Mt 18:19).

Amados o batismo é para todos quando se convertem ao evangelho e desejam fazer parte da comunhão com os irmãos, há muitos que se recusam a ser batizados, mas se é para ser discípulo de Cristo que seja por completo aceitando e submetendo-se ao batismo. Para os que são batizados nas águas esse ato causa uma profunda alegria, é uma confirmação da obra de Cristo.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

sábado, 1 de abril de 2023

ESBOÇO 1251 TEMA: O PODER DAS PALAVRAS

 

ESBOÇO 1251
TEMA: O PODER DAS PALAVRAS
TEXTO: MATEUS 12:36-37

As nossas palavras são meios pelos quais nos comunicamos com as outras pessoas, esse jeito de nos comunicar originou-se de Deus, por ser o homem uma criatura especial. É através das palavras que expomos as nossas vontades e sentimentos. Veremos neste assunto o poder das nossas palavra e o que elas podem causar nas pessoas.

I. O PODER DAS PALAVRAS.
1. As palavras podem causar efeitos em nossa mente, nos nossos relacionamentos, dependendo da forma como ela é expressa e aceita, elas podem influenciar na nossa estrutura emocional e espiritual, por isso precisamos ter muito cuidado com as nossas palavras.

2. Conforme o nosso nível espiritual as nossas palavras podem vir carregadas de iras e influenciadas pelo mal, podendo causar infortúnios ou maldições nas pessoas, elas também podem vir carregadas de coisas boas advindas de Deus para os nossos corações e abençoarmos as pessoas. Na bíblia temos vários exemplos de pais que amaldiçoaram e outros que abençoaram seus filhos, assim, as pessoas tem a capacidade, tanto de amaldiçoar quanto abençoar, pessoas e coisas.

3. As maldições são expressas através das palavras imprecatórias, palavras que lançam maldições, desgraças, ou seja, as conhecidas pragas. Há alguns Salmos que expressam imprecações, mas apenas destacaremos dois (Sl 58:6; 59:13), nesses Salmos as pessoas rogam o castigo divino sobre seus inimigos. As imprecações nem sempre aconteciam, principalmente quando eram dirigidas ao povo de Deus. Balaão foi contratado para amaldiçoar o povo de Deus e não pode (Nr 22: 2,10-26; Sl 91:10,11), embora na lei de Moisés o mal seria pago com o mal, ou seja, dente por dente, olho por olho (Ex 21:24). Não se deixem ser influenciado pelos Salmos imprecatórios, ou seja,  “Não deixe que os Salmos imprecatórios moldem a sua ira”.

4. As nossas palavras podem fechar e abrir portas, dependendo de como às verbalizamos, por isso as nossas palavras devem ser comedidas antes de ser verbalizadas ou ditas (Pv 29:20; Tg 1:19). A voz do tolo é conhecida pela multidão de suas palavras (Ec 5:1-7).

II. AS PALAVRAS DESCREVEM O QUE HÁ NO CORAÇÃO.
O que há em nossos corações são conhecidos através das nossas palavras e ações (Pv 16:23-24; 18:21; Mt 12:37). Os escribas e fariseus questionavam por não verem os discípulos lavarem as mãos, porém Jesus mostrou-lhes dizendo: “O que sai do homem isso contamina o homem. Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as formicações, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem (Mc 7:20-23). O maior problema não era o que dizia a tradição “lavar as mãos”, havia algo muito mais grave, a impureza do coração.

III. AS PALAVRAS PODEM EXERCER INFLUÊNCIA NO SOBRENATURAL.
As palavras podem influenciar na natureza e no sobrenatural. Na antiguidade houve profetas que influenciaram na natureza através das suas palavras, entre eles estão, Elias e Eliseu. Jesus passou por uma figueira e não encontrou figos e a amaldiçoou (Mc 11:12-33), no entanto, duas coisas eu entendo nesse texto, o poder das palavras e o poder da fé. Conforme a fé, as nossas palavras podem realizar grandes milagres, ao voltar de viagem pelo mesmo caminho, os discípulos viram que a figueira havia secado, eles ficaram admirados, mas aí houve a oportunidade de Jesus dar-lhes uma importante lição sobre o poder das palavras e o da fé dizendo: “Porque a fé que você tem é pequena. Eu asseguro que, se vocês tiverem fé como um grão de mostarda, poderão dizer a este monte: Vá daqui para lá, e ele irá. Nada será impossível para vocês” (Mt 17:20). Muitos milagres foram realizados também pelos apóstolos Pedro, João e Paulo, através da palavra e da fé.

IV. AS PALAVRAS PODEM INCENDIAR UM BOSQUE.
Quão poderosas são as nossas palavras. Eu falei anteriormente que precisamos ponderar as nossas palavras, pois, elas são tão poderosas e capazes de incendiar um bosque. O apóstolo Tiago descreveu muito bem o que a língua é capaz (Tg 3:1-18), é uma grande lição para nós cristãos, não há em nós duas fontes, uma de água doce e outra de água salgada. As nossas palavras podem nos tirar o sono, a paz e levar até a morte através do poder da língua, é logico que a língua é um membro que forma os sons que correspondem a fala, cuidado para não falar demais (Pv 18:21).

                Amados, as nossas palavras tem poder e depois e depois de verbalizadas não tem como voltar, palavras ditas jamais apagadas, principalmente quando são propagadas como mal notícias. Sejamos sensatos e cautelosos na nossa maneira de se expressar de forma verbal, porque não sabemos qual o entendimento que as pessoas terão sobre o que falamos, cada indivíduo tem a sua própria interpretação. As nossas palavras podem incendiar um bosque, porque elas têm poder e seus efeitos podem causar estragos duradouros, saiba, porém, que os nossos ouvidos provam as palavras assim como o paladar prova a comida (Jó 34:3). Estejamos certos que as nossas palavras serão julgadas, elas podem ser aprovadas ou reprovadas. Ana na sua oração em louvor a Deus pela sua vitória ela disse: Não multipliqueis palavras altivezas, pois o Senhor pesa as nossas obras (I Sm 2:3). Jesus disse que toda palavra frívola que pronunciarmos havemos de prestar conta diante de Deus (Mt 12:36,37). Uma palavra dura suscita ira, mas a palavra branda desvia o furor (Pv 15:1-4), portanto devemos ter muito cuidado, não no que ouvimos, mas no que falamos, seja cedo no ouvir e tardio no falar (Tg 1:19). Irmãos ponderem bem o que fala, pois, as suas palavras tanto podem destruir, quanto edificar.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

 

 

 

segunda-feira, 27 de março de 2023

 

ESBOÇO 1250
TEMA: DÍZIMOS E OFERTAS, UMA DISCIPLINA ABENÇOADORA.
TEXTO: MALAQUIAS 3:10

A bíblia revela que desde os tempos mais remotos a existência das ofertas e dízimos, algo que se oferecia a Deus por aquilo que recebia como dádiva divina, assim os dízimos e as ofertas foram postos em prática por aqueles que servem a Deus.

I. O QUE É O DIZIMO?
Definição: No A.T. encontramos duas palavras que definem o Dízimo: Asar, que significa “décima parte” (Gn 28.22; Dt 14.22; I Sm 8.15,17); e a palavra Maaser, que também significa “décima parte” (Gn 14.20; Dt 12.6,11; Ml 3.8,10). No N.T. existem duas formas verbais e uma nominal: Dekatóo, que significa “dar a décima parte”, “dizimar” e aparece apenas por duas vezes (Hb 7.6,9); Apodekatóo, que também significa “dar a décima parte”, “dizimar” (Mt 23.23; Lc 11.42; Hb 7.5); e a palavra Dekáte, que significa “décimo” e aparece apenas em (Hb 7.2,4,8,9).

O dizimo é antes da promulgação da lei de Moisés, ele é a décima parte, é uma doação, ou oferta de um décimo da sua renda para que seja aplicado nos serviços que se faz para Deus. Desde a antiguidade o Senhor ordenou que o seu povo desse um décimo de tudo o que recebessem devolvessem para o seu serviço, ainda hoje o cristão que reconhece isso tem o prazer em dar o dízimo. Os primeiros homens ofertavam as primícias daquilo que produziam, podemos citar Abel (Gn 4.1-5), que ofereceu ao Senhor o que havia de mais excelente no seu rebanho. O patriarca Abraão (Gn 14.20), ancestral de Israel, entregou o dízimo a Melquisedeque, pois o dizimo fazia parte do culto e da estrutura da fé daqueles que servem ao Senhor.

Podemos, então, dizer que a palavra dízimo significa “décima parte de uma importância ou quantia”. O Dízimo é uma oferta entregue voluntariamente à obra de Deus, constituindo-se da décima parte da renda do adorador: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes”. (Ml 3.10). É um ato de amor e adoração que devotamos àquele que tudo nos concede.

II - TUDO O QUE SOMOS E TEMOS ATRIBUÍMOS A DEUS.
Antes de contribuir o crente precisa saber que Deus é a única fonte de todo bem, podemos descrever da seguinte maneira: 1. Somos seus filhos: Todas as pessoas pertencem a Deus por direito de criação (Sl 24.1). Nós cristãos, temos algo mais: Pertencemos à Deus por criação, redenção, e adoção através da nossa fé em Jesus: “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome” (Jo 1.12); 2. Ele nos dá todas as coisas: Na condição de filhos, Deus nos dá todas as bênçãos espirituais de que precisamos (Ef 1.3; Fp 4.19; Tg 1.17) e também nos confere as bênçãos materiais. No Pai Nosso, lemos: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mt 11.6). As pessoas ateias, ou seja, as que não acreditam em Deus têm a sua permissão de usufruir dos seus bens, porém aqueles que creem em Deus desfruta de maneira conscientes e reconhecendo que tudo provém de Deus. Davi reconhecia isto quando disse: “Porque tudo vem de ti, e da tua mão to damos (I Cr 29.14b)”.

III – A SALVAÇÃO OPERA O DESEJO DE CONTRIBUIR.
A salvação desperta no crente o desejo de participar também da responsabilidade financeira da obra de Deus. A mesma graça que opera a salvação na vida do crente (Ef 2.7,8) também desperta nele a vontade de contribuir (II Co 8.1-5).
 
IV - O QUE SÃO OFERTAS?
1. Definição: Diversos termos definem a palavra oferta no A.T. Um dos mais citados é Terûmãh, e significa “oferta alçada, oferta ou oblação”. Este termo é encontrado cerca de 70 vezes no A.T. e é encontrado pela primeira vez em (Ex 25.2). Ofertas são doações voluntárias, apresentadas a Deus em agradecimento pelos imerecidos favores dele recebidos (Ex 35.29; 36.3; Lv 7.16; 22.18). No Antigo Testamento, funcionavam como culto em ação de graças (Lv 5.14); 2. O contexto de Ml 3.8,10: o texto de Malaquias 3.10 não fala apenas de dízimos, mas também de ofertas. O crente fiel não se limita apenas a dizimar; ele também sabe ofertar com liberalidade (Rm 12.8) “Ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria”. A liberalidade em ofertar parte do pressuposto de honrar ao Senhor em tudo, pois quem oferta a Deus sabe que mais “bem aventurado é dar do que receber” (At 20.35).

V - A CONTRIBUIÇÃO NO MODELO DA IGREJA PRIMIRIVA
1. O NT mostra-nos o modelo apostólico de contribuição, que segue no quadro demonstrativo: A contribuição foi ratificada por Cristo: No NT a igreja continua a praticar a contribuição que foi estabelecida por Deus antes da Lei, pois o próprio Jesus a ratificou (Mt 23.23) e os apóstolos a ensinaram (II Co 9-6.11; I Co 9.7-14).

2. A regularidade na contribuição: A igreja primitiva contribuía com regularidade, “Não com tristeza ou por necessidade” (II Co 9.7). A contribuição abrange “cada um”: Não somente uma parte da igreja contribuía, porém todos cooperavam para o progresso da obra de Deus. (I Co 16.2). A contribuição é voluntária: “Deram voluntariamente” (II Co 8.3). Tudo na obra de Deus é feito na base da voluntariedade (Fm 14).

3. A contribuição deve ser entregue à igreja: O crente não tem autonomia para administrar os dízimos e ofertas, pois a Bíblia diz: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro” (Ml 3.10). A casa de Deus é a igreja (I Tm 3.15) onde estão aqueles que Deus escolheu para que administrem as finanças. A contribuição visa a ajuda mútua: A Bíblia fala que os crentes em Jerusalém vendiam suas propriedades, e punham o valor delas “Aos pés dos apóstolos” (At 4.36,37; 5.1,2). A contribuição visa o sustento e pecúnio dos obreiros: No modelo neotestamentário, as contribuições representam a base da obra evangelizadora, como a subsistência dos que servem à Deus em tempo integral. Deus havia ordenado: “Aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho” (I Co 9.14). A contribuição visa suprir as despesas da obra: O apóstolo Paulo primava pela contribuição e lisura na administração financeira, para que as necessidades fossem supridas sem desperdício (II Co 8.13,14 11.9).

VI - OS MALES DO AMOR AO DINHEIRO.
É evidente que o dinheiro é a causa de muitos males nesse mundo, por essa razão podemos entender até aonde ele pode levar o indivíduo que o ama (I TM 6.10).

1. Leva o homem a esquecer-se de Deus: (Dt 8.11) “Guarda-te que não te esqueças do SENHOR teu Deus, deixando de guardar os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus estatutos que hoje te ordeno…”.

2. Faz com que se deixe de confiar em Deus: (Pv 30.9b) “Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o SENHOR.”.

3. Sufoca a Palavra de Deus no coração: (Mc 4.19) “Mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera.”.

4. Faz descansar na insegurança das riquezas: (“Pv 23.4-5”) “ Não te fatigues para enriqueceres; e não apliques nisso a tua sabedoria”. Porventura fixarás os teus olhos naquilo que não é nada”? porque certamente criará asas e voará ao céu como a águia.”.

5. Leva ao orgulho: (Pv 28.11) “O homem rico é sábio aos seus próprios olhos, mas o pobre que é entendido, o examina.”.

6. Leva à ganância: (Pv 5.10) “Para que não farte a estranhos o teu esforço, e todo o fruto do teu trabalho vá parar em casa alheia;”.

VII - BÊNÇÃOS ADVINDAS DA FELICIDADE EM DIZIMAR.
1. O devorador é repreendido: “E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos”. (Ml 3.11). O devorador pode ser várias circunstâncias adversativas, que acometem os infiéis no dízimo, mas, para o fiel há livramento.

2. O testemunho das nações: “Todas as nações vos chamarão felizes, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 3.12). Este texto ensina que a fidelidade no dízimo traz ao crente um elevado conceito por parte de todos.

3.  Vitória sobre a avareza: “Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus” (Ef 5.5). A atitude correta em relação ao dízimo permite ao crente vencer sentimentos negativos como a avareza e o egoísmo.

4.  Disposição de Deus em nosso favor: “Tornai vós para mim, e eu tornarei para vós, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 3.7). Nossa atitude de voltar-se para Deus permite que Ele se volte para nós. Isto nos mostra que o tema dos dízimos e das ofertas faz parte do elenco das grandes virtudes cristãs.

De acordo com estas verdades, concluímos que os Dízimos e as Ofertas fazem parte de um sublime propósito, que é segundo a sabedoria de Deus. Estas contribuições põem o multimilionário e a pessoa mais pobre da igreja em pé de igualdade diante de Deus. Entregando os Dízimos e as Ofertas da sua renda, ambos estão dando a mesma coisa e receberão recompensa, não pela quantia que ofertaram, mas pela fidelidade em obedecer a Deus.

BIBLIOGRAFIA:
As Grandes Doutrinas da Bíblia - Raimundo de Oliveira (CPAD) / Lições Bíblicas (CPAD)
Pequena Enciclopédia Bíblica - Orlando Boyer (CPAD) / Bíblia de Referência Thompsom (VIDA)
Teologia Sistemática - Eurico Bergsten (CPAD) / Dicionário Teológico - Claudionor Correia de Andrade (CPAD)

Pr. Elis Clementino -prelisclementino@hotmail.com