terça-feira, 2 de maio de 2023

ESBOÇO 1262 MATURIDADE CRISTÃ.

 

ESBOÇO 1262
TEMA: MATURIDADE CRISTÃ.
TEXTO: Para que não sejais mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulentamente... EFÉSIOS 4:14-15.

O apóstolo Paulo define as pessoas espiritualmente estruturadas aquelas que possuem as convicções em si dos ensinamentos de Cristo. A maturidade cristã é necessária, principalmente nos dias atuais quando sopram tantos ventos das falsas doutrinas. Maturidade significa estado em que há madureza, no sentido espiritual é a plena segurança que o indivíduo tem na pessoa de Cristo e na sua salvação, com a maturidade desenvolvemos e aperfeiçoamos o nosso nível espiritual.

1. O QUE SIGNIFICA SER ESPIRITUALMENTE MADURO?
a. Significa abandonar as coisas de meninos, isto é, pessoas que não desenvolveram espiritualmente a sua fé cristã em um fundamento sólido (1 Co 13:11; Ef 4:14; 1 Co 14:20; Hb 13:9).
b. Significa estar plenamente seguro no seu próprio ânimo (Rm 14:5);
c. É ter segurança e firmeza no evangelho do Senhor e praticar as verdades profundas do evangelho (Gl 1:8,9; Hb 5:14).2. 
 
2. CONFERINDO O SEU GRAU DE MATURIDADE ESPIRITUAL.
Todos nós precisamos fazer uma avaliação sobre a nossa estrutura espiritual, se ela está bem ou não fazendo:
a. Um alto exame (2 Co 13:5; 1 Co 11:28).
b. Verificando se há estabilidade espiritual, podendo comparar com o que disse Paulo em (Rm 8:38,39; Gl 1:8,9; 2 Tim 1:12).
 
3. COM A IMATURIDADE NOS TORNAMOS:
a. Incapazes de discernir a voz do Senhor (1 Sm 3:3-10).
a. Impossibilitados de receber a doutrina sólida (1 Co 3:1,2; 1 Co 14:20);
b. Somos Impedidos de conhecer das verdades espirituais ( Jo 16:12-14);
c. Resistentes rejeitando às verdades divinas (Pv 1:24,25; 2 Pe 2:5).
 
4. RESULTADO DA MATURIDADE DO CRENTE.
a. Distinguirá a voz de Deus com maior clareza (Jo 10:4,5).
b. Resulta no temor ao Senhor por conhecê-lo melhor (Pv 1:7; Ec 12:13);
c. Conhecimento nas verdades mais profundas de Deus (Jó 42:5);
d. Raízes mais profundas e alicerce (Jr 17:8; Mt 7:25);
e. Mais capacidade de superação (Fl 4:13).

Com a maturidade espiritual e a firmeza na fé, executaremos à vontade de Deus, além disso, venceremos todas as dificuldades. Um cristão maduro é como uma casa construída sobre a rocha, cujo alicerce ou fundamentos foram a palavra de Deus, ela sim solidifica a nossa fé (Mt 7:24,25). Devemos fundamentar a nossa fé na palavra de Deus, não nas fábulas ou nas fantasias, elas em nada nos edificam, cuidadosamente devemos absolver os ensinamentos na essência da palavra de Deus.

Pr Elis Clementino – elisclementinodasilva@gmail.com

 

segunda-feira, 1 de maio de 2023

ESBOÇO 1261 INJUSTOS COBRANDO JUSTIÇA.

 

ESBOÇO 1261

TEMA: INJUSTOS COBRANDO JUSTIÇA.

TEXTO: JOÃO 8:1-11

No texto agente entender que há uma sociedade injusta cobrando justiça. O maior problema do ser humano é de natureza moral, pessoas injustas cobrando justiça, isso também acontece nos meios religiosos onde muitos ensinam a prática do bem, no entanto fazem o contrário. Atualmente entre os religiosos há muitos legalistas como havia na época de Cristo, esses religiosos parecem não saber o real significado do amor, perdão e misericórdia.

1. UMA SOCIEDADE INJUSTA COBRANDO JUSTIÇA.
Os fariseus e escribas eram legalistas, tinham aparência de santidade, mas pelas suas ações negavam a eficácia dela.  Infelizmente isso nunca mudou, hoje continua os injustos cobrando justiça. É muito fácil acusar alguém injustamente, pois existem pessoas que andam a procura de defeitos, pecados ou falhas alheias como se eles não as tivessem, se possível expiam até pelas brechas das fechaduras com o anseio de condenar, isso é notável em toda sociedade. Nos dias em que Jesus caminhava na sua missão ele se deparou com esses legalistas, eles procuravam algum pecado nele, faziam qualquer tipo de manobra para apanhá-lo numa falha, o interessante é que eles eram líderes religiosos em oposição a Jesus, eles se diziam guardadores da Lei, será que é diferente dos dias atuais?
 
2. O LEGALISMO RELIGIOSO NÃO PERDOA.
Os legalistas religiosos trouxeram a presença de Jesus uma mulher apanhada em ato de adultério, pois essa seria uma boa oportunidade para saberem de que lado Jesus estaria da lei ou da mulher pecadora. Esses líderes religiosos faziam oposição a Jesus porque se sentiam ameaçados (Lc 7:17). Jesus não satisfaz os desejos deles diante da mulher que trouxeram a presença dele, pois todos eles estavam com pedras na mão para atirarem na mulher, para aqueles homens injustos seria o momento ideal para apanharem Jesus em contradição.
 
3. ATIREM A PRIMEIRA PEDRA!
Aquele foi um momento de vida ou morte para aquela pobre mulher, a Lei foi dada por Moisés, mas a graça superabundou a Lei.  Jesus declara aqueles homens, que quem não tivesse pecados atirassem a primeira pedra, em seguida ele passou a escrever no chão, acredito que cada letra que ele escrevia naquele chão declarava que aqueles homens que tão pecadores eram, e sem dar mais uma palavra se retiraram um a um, dos mais novos aos mais velhos.  Jesus ergue os olhos pergunta-lhe: mulher onde estão os teus acusadores?
 
4. UMA TRAVE NO OLHO.
Há um texto bíblico muito apropriado quando Jesus diz: Não julgueis para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que medirdes vos hão de medir a vós. E porque reparas o argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão (Mt 7:1-5).
 
5. AUTOJUSTIFICAÇÃO.
O interessante é que os indivíduos injustos se autojustificam e buscam justiça para os outros, menos para si. Na igreja muita gente não admite que as pessoas errem, pois, a igreja é o melhor lugar para que as pessoas sejam tratadas, ou seja, é o ambiente onde elas encontram recuperação para as suas vidas, “os sãos não precisam de médicos e sim os doentes” (Mc 2:17).

Aquela foi a maior lição sobre o amor e o perdão, pois aqueles legalistas saíram envergonhados, porque o mestre lançou-lhes em rosto seus pecados. Parece que aquele ato de misericórdia não se estende a nós, pois vivemos em uma sociedade que desconhece o amor e o perdão. O exercício da misericórdia e do perdão tornou-se retrógrado até para alguns líderes religiosos que enfatizam o perdão e a misericórdia, mas eles mesmos não praticam. Às vezes pregamos às mensagens que inflam o ego das pessoas e até aquelas que os justifiquem acima dos outros como uma promoção pessoal. As mensagens sobre a misericórdia e perdão devem estar sendo praticadas por nós, além disso, com cuidado para também não sermos tentados (I Tm 4:16; Gl 6:1-6). Não olhemos para os pecados alheios como se não tivéssemos, faça uma avaliação do seu estado espiritual se você é digno de misericórdia ou não. Muitas vezes não gostamos quando alguém é perdoado na igreja, simplesmente porque não gostamos dele. Jesus o aceitou, mas eu não, fazendo como fez o fariseu convidado para o jantar na casa de Lázaro, se ele soubesse quem é essa mulher ele não aceitaria isso (Lc 7:39; Is 65:5).

Pr. Elis Clementino -elisclementinodasilva@gmail.com

quinta-feira, 27 de abril de 2023

ESBOÇO 1260 TEMA: HÁ FOGO ESTRANHO NO ALTAR.

ESBOÇO 1260 *
TEMA: HÁ FOGO ESTRANHO NO ALTAR.
TEXTO: LEVITICOS 10:1,2; I SAMUEL 2:12-14.
Autor: Pr. Elis Clementino.
 
Introdução:
Muitas coisas acontecem e percebemos que nelas há anormalidades, principalmente quando algo está fora de alguns padrões que foram estabelecidos. No assunto, eu desejo discorrer sobre algo importante que envolve filhos de sacerdotes, como no caso de Arão e Eli. Nesse assunto, extrairemos grandes lições, principalmente para quem deseja ou já exerce um ministério sacerdotal.
 
I. A lei sacerdotal.
Deus estabeleceu a lei sacerdotal com princípios, e todo ritual deveria estar dentro dos padrões constituídos por Deus. A lei do sacerdócio exigia santidade (Êxodo 28:1, 29, 37), de maneira que nenhum sacerdote deveria fugir desse padrão. Com a manifestação da graça, tudo mudou; não havia mais necessidade do ritual para ser oferecido pelo sacrifício. O que permanece é que o sacerdote do novo testamento tenha uma vida pautada nos princípios cristãos, pois a oferta do animal sacrificado foi abolida porque Cristo, o cordeiro do sacrifício em favor dos pecados do povo (I Coríntios 5:7). No entanto, o padrão de santidade continua para o episcopado como diáconos, presbíteros, bispos, pastores, estendendo-se a todo líder espiritual.
 
II. O altar.
O altar era o lugar aonde eram oferecidos os sacrifícios ao Senhor; esse lugar era santificado. Havia também o lugar chamado Santo dos Santos, onde ninguém podia entrar, a não ser os sacerdotes. Antes, eles deveriam fazer um ritual de purificação por si, para poder ter acesso ao lugar santo ou ao altar (Levítico 16; Hebreus 9:7). Os sacerdotes, após cumprir todo o ritual de purificação, podiam entrar. O primeiro sacerdote foi o irmão de Moisés, Arão, cujo papel do sacerdote era oferecer o sacrifício pelos pecados do povo.
 
III. Arão e seus filhos.
Arão e seus filhos foram consagrados ao sacerdócio; o livro de Êxodo dá detalhes sobre (Êxodo 28:1,4; levítico 8:2,13). Nadabe e Abiú, na sua função sacerdotal, levaram fogo estranho para o altar diante do Senhor; eles tomaram o incensário e puseram nele fogo, e puseram incenso sobre ele. Eles trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor, pelo que morreram pelo fogo que saiu do altar (Levítico 10:1,2). Eles tentaram fazer aquilo que não lhes competia; o fogo seria de Deus para o altar e não o deles.
 
IV. Os filhos de Eli.
Eli foi um dos descendentes de Arão; ele deu sequência, pois sempre um deles era sacerdote (I Crônicas 24:1-4). Eli tinha dois filhos, Hofini e Fineias, que eram sacerdotes (I Samuel 1:3), porém eles eram maus e não cumpriam os deveres sacerdotais, seus pecados eram grandes perante o Senhor (I Samuel 2:17). Eli sabia do que seus filhos andavam praticando (I Samuel 2:12-14, 22). Hofini e Fineias tomaram para si o que não lhes pertenciam, fizeram o que não deviam, eles roubavam as ofertas e isso foi muito ruim, as pessoas não tinham mais vontade de oferecer sacrifícios (I Samuel 2:12-14).
 
V. O rei Uzias e a queima de incenso.
Mediante a sua fama, Uzias se orgulhou o seu coração e achou que poderia queimar incenso no altar do Senhor. Mesmo sendo repreendido pelo sacerdote Azarias e mais oitenta sacerdotes, ele não deu ouvidos e persistiu em entrar no altar para queimar incenso. Avisado de que essa não era de sua competência, continuou.
 
VI. As consequências:
Assim como Deus puniu:
ü  Os filhos de Arão, morreram pelo fogo que saia do altar (levítico 10:1,2).
ü  Os filhos de Eli também sofreram as consequências. Deus disse a Eli que os filhos perderiam a vida (I Samuel 2:34); assim, eles foram para uma guerra dos israelitas contra os filisteus. Os israelitas perderam a guerra e os filhos de Eli morreram (I Samuel 4:10, 11).
ü  Uzias também foi contemplado pela lei da semeadura por persistir a queimar incenso no altar, o Senhor o feriu de lepra (2 Crônicas 26:16-21).
 
A lei da semeadura é para todos, Deus não faz acepção de pessoas, para Deus ninguém é tão importante que ele não possa fazer a sua cobrança (Gálatas 6:7).
 
Conclusão:
A lição que extraímos e serve de alerta hoje é para todos que exercem o sacerdócio: ninguém se atreva a fugir do padrão de santidade. Não devemos brincar com as coisas sagradas. Nadabe, Abiú, Hofini e Fineias e Uzias são exemplos suficientes para entendermos que não se brinca com as coisas santas. Há obreiros brincando de falar ou imitar línguas estranhas em tom de brincadeira, mas, se ainda estivesse em vigor a lei mosaica, muitos não chegariam nem a subir ao púlpito para pregar mentiras. A graça não mata e nem fere fisicamente, no entanto, muitos deles já estão mortos espiritualmente. Para quem perde o temor a Deus, tudo é normal; a essa altura, a mente já está cauterizada, de modo que já não permite falar as verdades bíblicas em suas pregações. Muitos Nadabe e Abiu, Hofini e Fineias estão nos púlpitos mentindo e profanando o altar.
 
Vigiemos, sejamos sóbrios, cumpramos o nosso papel sacerdotal com a vida santa no altar do Senhor. Tenha cuidado de si e da doutrina (I Timóteo 4:16).