terça-feira, 30 de janeiro de 2024

ESBOÇO 1328 ASSUNTO: OS PERIGOS DAS SEITAS E HERESIAS.

 
ESBOÇO 1328
ASSUNTO: OS PERIGOS DAS SEITAS E HERESIAS.
TEXTO: “E muitos seguirão as suas dissoluções, pelo quais blasfemam o caminho da verdade” (2 Pe 2.2).
 
                As heresias têm comprometido a qualidade espiritual de muitos cristãos, os ensinamentos que contrariam as verdades de Deus são considerados pelas escrituras como os falsos. Os falsificadores procuram atacar todas as bases do cristianismo a fim de atingir a fé dos cristãos, e muitos são levados pelos encantos e fantasias sem nenhum embasamento bíblico. Para defendermos a nossa fé faz-se necessário entender o que significa seitas e heresia, pois elas nunca mostram a sua verdadeira face, comumente elas se apresentam de maneira arguciosa, por isso as pessoas fracas e simples acabam aderindo, e somente depois percebem que é uma verdadeira dissimulação. Iremos nesse argumento mostrar-lhes como esses falsos ensinamentos chegam a atingir às igrejas; as consequências e como se defender deles.
               
1. DEFINIÇÕES
1.1. O que é uma seita?
a. É um grupo de indivíduos reunidos em torno de uma interpretação errônea da bíblia, feita por uma ou mais pessoas; b. É uma distorção do cristianismo bíblico e/ou a rejeição dos ensinos históricos da igreja cristã.
1.2. O que é uma heresia?
São ensinos ou doutrinas antebíblicas defendidas por um grupo de pessoas, por essa razão é necessário ter muito cuidado porque um cristão imaturo pode estar aprendendo heresias sem, contudo, fazer parte de uma seita.
 
2. O QUE É DOUTRINA?
2.1. Princípios fundamentais de uma crença, sistema ou ciência, erudição, saber; ensino; norma.
 
2.2.Existem três formas de doutrina:
a) A doutrina de Deus (At 13:12; 1:42; Tt 2:10);
b) A doutrina de homens (Mt 15:9; 16:12; Cl 2:22);
c) A doutrina de demônios (I Tm 4:1).
 
3. PORQUE DEVEMOS CONHECÊ-LAS?
a. Defender o evangelho (Tt 1.9; Fl 1.16);
b. Defender e solidificar a nossa fé (I Pe 3.15);
c. Combater os contradizentes (Tt 1.9);
d. Proteger o rebanho (At 20.28-30);
e. Facilitar a evangelização e missões (Ef 6.19).
 
O conhecimento das doutrinas é fundamental porque existem muitas pessoas dentro da igreja que se dizem seguidores de Cristo e não são (Ap 3.9; 2.14,15). Os verdadeiros seguidores são aqueles que confessam Jesus Cristo como o seu único salvador e vive conforme o seu evangelho (I Jo 2.6). Têm muitas “coisas” por aí parecendo com evangelho, mas não tem relação alguma, há muitos mercenários que iludem pessoas fracas e indefesas a respeito da fé que confessam (Jo 10.12,13). Porém temos a responsabilidade de não sermos falsificadores da palavra de Deus (2 Co 2.17).
 
4. QUAIS OS CRENTES ATINGIDOS POR ELAS?
a. Os duvidosos na fé, isso facilita a aceitação de qualquer tipo de doutrina (Ef 4.14; I Tm 3:6; Hb 13.9);
b. Os que resistem e nunca se firmaram nas verdades do evangelho (II Tm 3.8,9; 2.18;)
c. Aqueles que buscam algo do seu interesse como posições, presentes e status dentro da igreja (Ap 2.14,15).
 
5. O QUE UMA HERESIA PODE CAUSAR A UM CRENTE?
a. Desestabilidade e negação da fé;
b. Um leve pressentimento de que está no caminho errado;
c. Convencê-lo a abandonar a congregação;
d. Submeter-lhe a um falso ensinamento, contrario a palavra de Deus segundo as tradições dos homens.
 
“E a palavra desses correi como um câncer, entre os quais estavam Himeneu e Fileto” (2 Tm 2.17).
 
6. O QUE A BÍBLIA NOS RECOMENDA?
a. Ter cuidado para não ser enganado, mas buscando sempre o aperfeiçoamento nas verdades do evangelho (Ef 4:13-16);
b. Preservar-se na doutrina de Cristo (2 Jo 9);
c. Perseverar na doutrina dos apóstolos (At 2.42; Tt 1:9; 2 Ts 2:15);
d. Ter cuidado de te mesmo e da doutrina (I Tm 4.16; Tt 1.9);
e. Ser ornamento da doutrina (Tt 2:10);
f. Evitar os que procuram corromper o evangelho de Cristo (2 Tm 2.16; Fp 3:18; Gl 1:7);
g. Estar atento as sutilezas com que persuadem os crentes para mudarem de evangelho (Gl 1:8; I Co 3:11; 2 Jo 10).
               
As seitas e as heresias estão presentes em todo mundo, e não é de agora, a igreja primitiva sofreu muitos bombardeios, e isso foi o que levou Paulo e outros apóstolos a combatê-las, pois elas induziam os crentes ao erro, que certamente culminaria com o abandono a congregação e consequentemente apostatar da fé (Hb 10.25).
 
                Necessitamos evitar qualquer teoria que venha contradizer a palavra de Deus devemos estarmos certos não somente da nossa fé, sobretudo a doutrina que estamos seguindo, sem, contudo, perder o nosso alvo. “Não vos deixeis envolver por doutrinas várias e estranhas, porquanto o que vale é estar o coração confirmado na graça e não com alimentos, pois nunca tiveram proveito os que com isto se preocuparam” (Hb 13.9).
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1327 ASSUNTO: INTREPIDEZ ESPIRITUAL.

 
ESBOÇO 1327
ASSUNTO: INTREPIDEZ ESPIRITUAL.
TEXTO: JÓ 5:21.
 
Intrepidez e virilidade são qualidades que todos os crentes precisam ter, sem a bravura, coragem e ousadia, capaz de suportar os contratempos da vida. Jamais chegaremos aonde desejamos sem essa bravura, principalmente para obter vitória em nossas batalhas espirituais.
 
I. A INTREPIDEZ DO JUSTO.
1. Não ter medo (Sl 3:6).
2. Ter confiança no Senhor (Sl 27:3; Sl 46:2).
3. Não temer a espanto noturno nem seta que voa de dia (Sl 91:5; 112:8).
4. Contar sempre com a presença do Senhor (Sl 118:6).
5. Saber que o Senhor é a sua força e o seu cântico (Is 12:2).
6. Tranquilidade (Pv 3:24; Is 8:12).
 
II. A VIRILIDADE DO JUSTO.
1. Ser forte e corajoso (2 Sm 10:12; 1 Rs 1:52).
2. Esforço (1 Rs 2:2; Jó 38:3).
3. Lombos cingidos (Jó 40:7).
4. Lembrança dos preceitos do Senhor no passado (Is 46:8; Jr 5:1).
5. Deus procura os tais. (Ez 22:30).
 
3. COVARDIA, SINAL DE FRACASSO.
1. Não havendo intrepidez e virilidade no justo, prevalece o espírito de covardia, porém Deus não nos deu um espirito de covardia (2 Tn 1:7).
2. Os gigantes a vista dos espias (Nr 13:33; 14:1; Js 7:5).
3. Os seguidores de Gideão (Jz 7:3).
4. Israel diante de Golias (1 Sm 17:24).
5. Davi diante da rebelião de Absalão (2 Sm 15:14).
6. Efraim retrocedeu no dia da peleja (Sl 78:9).
7. Os discípulos que abandonaram o mestre (Mt 26:56).
 
Amados, precisamos sermos corajosos para enfrentarmos todas as batalhas de cabeça erguida sem ter o que temer. Infelizmente muitos não conhecem o valor da intrepidez espiritual, precisamos ser fortes e corajosos conforme o Senhor disse a Josué (Js 1:8). Na obra de Deus precisamos sermos fortes, principalmente quanto a obra da evangelização e ensinamento da palavra de Deus. Percebe-se o grande desinteresse por parte de alguns, onde sabemos que podemos fazer muito mais, se nos esforçarmos encarando a necessidade e a realidade da obra. Os desafios sempre existirão, mas devemos fazer como Neemias, ele foi um grande exemplo de intrepidez e virilidade em se propor a reconstruir dos muros e as portas de Jerusalém que haviam que os inimigos haviam destruído.
 
Pr Elis Clementino
 

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

ESBOÇO 1326 ASSUNTO: OS QUATROS ENSINAMENTOS ADMIRÁVEIS DE JESUS.

 

ESBOÇO 1326

ASSUNTO: OS QUATROS ENSINAMENTOS ADMIRÁVEIS DE JESUS.

TEXTO: MATEUS 6:19-34

Jesus continua o sermão da montanha ensinado aos seus discípulos de maneira figurada que eles deveriam investir no espiritual. Quatro ensinamentos que são fundamentais para acumular bens espirituais, entre eles estão: O tesouro no céu, o olho puro, os dois senhores e a ansiedade pelas coisas terrenas.

I.                    O TESOURO NO CÉU.

Jesus ressalta que o homem não deve pôr o seu coração somente nas riquezas terrenas, mas investir também no espiritual o que é muito mais vantajoso. Os bens materiais os ladrões roubam e as traças corroem, pois são nessas coisas que o homem põe o seu coração, ou seja, aonde está o teu tesouro, ali está o seu coração (Mt 6:19-21).

A ambição pelas coisas terrenas pode deixar o homem fora do reino de Deus. Não adianta o homem encher seus celeiros para que ele se considere autossuficiente, quando ao partir desta vida nada levará consigo (Lc 12:16-22; Sl 49:17-18; I Tm 6:9-10; Pv 15:27). O homem não vive somente de pão (Dt 8:3; Mt 4:4). Jesus disse aos seus discípulos que existe uma prioridade maior “buscar o reino de Deus e a sua justiça” (Mt 6:33).

II.                  O OLHO PURO.

A lição que Jesus passa aqui é muito mais espiritual, embora ele fosse mais do que um oftalmologista, porque ele curou cegos, entretanto, a intenção dele não era simplesmente falar sobre a saúde dos olhos, mas comparar a luz dos olhos com a luz da alma. Quando a nossa visão está bem todo o nosso corpo irá bem, mas quando a luz dos olhos não estão bem todo corpo sofre, da mesma maneira é o estado de espírito do homem.

Os olhos também determinam a direção do coração, e ainda a luz ou as trevas da alma “Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas” (Mt 6:22-23). Jesus dissipa as trevas, ele é a luz que alumia os que estão na escuridão (Is 9:2; Mt 4:16; Jo 8:12; 9: 5), Ele é a luz que alumia a nossa alma. A candeia acessa também é um rico simbolismo espiritual que significa prontidão (Lc 12:35). Com a luz de Cristo em nós irradiaremos luz (Mt 5:13-16).

III.                OS DOIS SENHORES.

Deus não divide adoração, em geral todas as pessoas têm a oportunidade de escolher a quem ele quer seguir e adorar. Podemos apresentar o exemplo de uma decisão que deveria ser tomada pelo povo (I Rs 18:21). Ninguém pode servir a dois senhores, servindo a um, há de aborrecer o outro, ou seja, na escravidão ninguém pode servir a dois senhores, principalmente ao que Jesus se refere, a Deus ou as riquezas (Mt 6:24).

IV.                A ANSIEDADE PELAS COISAS.

Jesus fala sobre a ansiedade, ela está presente na vida de todas as pessoas e está muito ligada as preocupações sobre o futuro. A ansiedade jamais deve sobrepujar de maneira que venha prejudicar o indivíduo, tanta na vida pessoal, quanto na espiritual, mas isso não significa que ele não deva sonhar e lutar por aquilo que está ao seu alcance. A ansiedade não pode prevalecer sobre o nosso espiritual, pois é preciso haver comedimento sobre os nossos desejos excessivos. Quando valorizamos as coisas materiais depreciamos o espiritual e isso é muito ruim. Jesus observou nos discípulos uma ansiedade excessiva e resolveu dar-lhes uma lição afim de acalmar os ânimos deles (Mt 6:25-34). Jesus enfatiza que o mais importante para Deus eram eles e não as coisas. Jesus mostrou-lhe o quanto eles eram importantes, dizendo-lhes que eles valiam mais que os passarinhos e o lírio do campo e que eles estavam aos cuidados do Senhor, talvez daquele momento em diante os discípulos passaram a compreender o quanto eles eram importantes para o Pai celestial. Os discípulos deveriam entregar nas mãos de Deus as suas ansiedades.

                Amados, precisamos entender que o maior investimento nesta vida não só é no material, pois investir no espiritual é mais lucrativo porque acumula bens espirituais. Você já pensou começar investir a partir de hoje no seu espiritual? Quando investimos nessa área não temos a dimensão da grandeza desse investimento (I Co 2:9-11). Precisamos também focar a nossa visão nas coisas que são de cima e não nas que são da terra (Cl 3:1-2). Não podemos servir a dois senhores, a Deus e ao mundo, temos que fazer uma escolha. Quanto as nossas ansiedades elas devem ser controladas para não perder o alvo maior, portanto, devemos entregar nas mãos de Deus as nossas ansiedades (Fp 4:6,19).

Pr. Elis Clementino.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

ESBOÇO 1325 ASSUNTO: DOUTRINA DA SALVAÇÃO.

 
ESBOÇO 1325
ASSUNTO: DOUTRINA DA SALVAÇÃO.
TEXTO: ATOS 4:12
 
A doutrina da salvação na teologia chama-se “soteriologia” é uma das principais do cristianismo. A salvação é o meio pela qual o homem escapar da condenação eterna. A salvação pode ser alcançada por todos quantos a desejarem, mas a única maneira de recebe-la é através de Jesus Cristo, o qual Deus o constituiu o salvador da humanidade. De maneira muito simples desejo discorrer sobre a doutrina da salvação.
 
I. DEFINIÇÃO
1. A palavra salvação vem do latim “salvare” que significa “salvar”, e de “salus, que significa “saúde” ou ajuda”.
2. Quando a palavra hebraica é traduzida para o português “salvação” indica segurança.
3. O termo grego “soteria”, e suas formas cognatas, têm a idéia de: Cura, recuperação, redenção, remédio, bem-estar e resgate.
4. A idéia de “salvar” quando usada para indicar a salvação espiritual, fala do livramento do pecado, da degradação moral e das penas que devem seguir-se, como o julgamento divino.
 
II. MEIOS DE SE SALVAR.
a. A salvação vem por meio de Jesus (Lc 19:9). Ele veio para nos salvar (Mc 3:4; Lc 4:18; Lc 9:56; Mt 20:28).
b. A salvação é recebida por meio do arrependimento, da fé, da conversão (At 2:38; Rm 8:29,30; Jo 3:15).
c. A salvação vem pela graça divina (Ef 2:8), mas é medida pela santificação (2 Ts 2:13). Sem ela ninguém verá o Senhor (Hb 12:14; Rm 3:21).
d. Jesus na sua missão de salvar impõe certa obrigação moral sobre os homens (Mc 8:35; Lc 7:50; 8:12; 13:24; Mt 10:22).
e. A salvação requer um coração contrito, a receptividade como de uma criança, a renúncia de tudo para seguir a Cristo. A salvação conduz a vida eterna a salvação da alma (Mt 7:13; Mc 8:34). Isso envolve a associação com Jesus e seu reino (Mt 13; Mc 8:34). Que é visto ao mesmo tempo como algo celestial e terreno.
f. Nos escritos de Pedro, a passagem de (2 Pe 1:4) encerra a declaração mais significativa, ela mostra-nos que chegamos a participar da divindade, da natureza divina. Escapando da corrupção que há no mundo, para que as promessas de Deus se cumpram em nós.
g. Como escaparemos nós se não atentarmos para a tão grande salvação (Hb 2:3). Pois a salvação em sua natureza essencial é chamada de grande. É perigoso negligenciarmos a salvação (Hb 2:1-4).
 
III. ELEMENTOS DA SALVAÇÃO.
1. A salvação é um processo, pelo qual resulta no progresso continuo da alma, e sua inquirição para obter toda a plenitude de Deus (Ef 3:19), experimentando a transformação segundo a natureza e a imagem do seu filho (Rm 8:29) que avança de um outro estagio a outro de glória, interminavelmente (2 Co 3:18).
2. A teologia tem dado nomes aos vários estágios desse processo como: Expiação, arrependimento, conversão, Justificação, Regeneração, Santificação e glorificação.
a. Expiação – É um sacrifício que resulta em pagamento dos pecados alheios. A expiação de Jesus Cristo resultou em nosso resgate.
b. Arrependimento é voltar atrás, a retratação dos nossos pecados perante Deus.
c. Conversão é o processo de mudança, pondo em prática a confirmação do arrependimento.
d. Justificação, através da confissão do pecador ele é justificado, ou seja, Deus o tornará justo.
e. Regeneração é um processo de recuperação espiritual, reestruturação, uma renovação.
f. Santificação é o processo de purificação e a separação do pecado.
g. Glorificação, é a elevação ao um estado glorioso, que somente os salvos em cristo experimentarão.
 
Amados, devemos estar confiantes de que a nossa salvação veio de Deus pela sua misericórdia e o puro amor divino em Jesus Cristo, o seu filho. Não há outro meio de salvação, em nenhum outro nome é dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos, é a pura manifestação da graça divina, por isso a ele rendemos toda honra e toda glória sempre amem.
 
Pr Elis Clementino.

sábado, 9 de dezembro de 2023

ESBOÇO 1324 ASSUNTO: NEM TUDO EU POSSO.

ESBOÇO 1324
ASSUNTO: NEM TUDO EU POSSO.
TEXTO: ECLESIASTES 9:11; ROMANOS 9:16
 
Esses dois versículos são interessantes, pois eles nos mostram verdades que nos confrontam. Estamos tão acostumados e gostamos a ouvir palavras que somente massageiam o nosso ego, não é? As mensagens que nos confrontam são rejeitadas porque elas apontam que nem sempre as nossas vontades prevalecem “nem tudo eu posso”. Irei falar de maneira sucinta sobre as nossas limitações.
 
I.                     O PRIMEIRO LIMITE IMPOSTO AO HOMEM.
De toda criação, o homem é um ser diferenciado e privilegiado em tudo, mas por ser ele elevado não foi isentado das limitações, pois Deus estabeleceu limites para o homem mesmo antes dele pecar. Adão e Eva não podiam tudo, a restrição foi em relação a árvore da ciência do bem e do mal, mas isso já era um limite (Gn 2:16-17). A violação desse limite estabelecido traria ao homem a perda de privilégios e outros prejuízos incalculáveis recaiam não somente sobre ele, mas também a todos que descenderiam dele. As limitações divinas na vida do homem têm finalidades, e essa é para que o homem reconheça que há um Deus e o ame reverentemente (Ec 3:14).
 
Até a promulgação da lei escrita por Moisés os homens viviam na prática do pecado, no entanto, ele não era imputado ou atribuído (Rm 5:12-14), mas após a lei promulgada os homens passaram serem regidos por ela, dali em diante o homem não teria de que se queixar pelas consequências do pecado em sua vida, a partir dali todo homem carregaria sobre os seus ombros a própria culpa (Lm 3:39; 5:22; Na 1:2-3).
 
Muitas vezes nos sentimos magoados quando alguém aponta para os nossos limites e erros, não é? Há verdades não queremos ouvi-las, porque elas nos trazem desconforto, porém elas são necessárias, no AT, houve muitas pessoas que não queriam ouvir os profetas que falavam as verdades de Deus, porque contrariavam as suas vontades, aceitar o contraditório machuca e dói, embora produza bons resultados, “Toda correção, de fato, no momento em que ocorre não nos parece ser motivo de contentamento, mas de frustração; mais tarde, no entanto, produz fruto de justiça e paz para todos aqueles que por ela foram disciplinados (Hb 12:11).
 
II.                   NÃO DESANIMAR DIANTE DAS IMPOSSIBILIDADES.
As impossibilidades nos trazem descontentamento, nada pior do que um desejo frustrado (Pv 13:12). Uma perca de algo importante em nossas vidas nos abalam, mas devemos saber que nem tudo está ao nosso alcance. O que devemos ponderar?
1.       O Senhor sabe o que melhor para você.
2.       Nem sempre as suas vontades correspondem a vontade de Deus.
3.       Que todas as coisas cooperam para o bem.
4.       Saber perder e saber ganhar. O apóstolo Paulo aprendeu a conviver com perdas e ganhos (Fp 4:10-12).
5.       Considerar que existe o dia da prosperidade e o dia da adversidade (Ec 7:14).
 
Quando não alcançares o que desejas, não se desesperem e nem se sintam desmotivados, porque nessa vida o tempo e os acasos afetam a todos. Ninguém conhece os caminhos de Deus ao nosso respeito, pois os seus caminhos são diferentes dos nossos e os seus pensamentos mais altos do que os nossos pensamentos (Is 55:8,9). Muitas vezes Deus está preparando algo maior e melhor e não estamos entendendo e murmuramos até, porém, ele reserva o bem (Jr 29:11), portanto nada deve abalar a sua fé nele (Rm 8:38-39).
 
III.                 VIVER O SOBRENATURAL DE DEUS.
Na vida enfrentamos muitas batalhas, algumas delas perdemos, e outras ganhamos, mas viver em meio essas batalhas já consideramos um milagre da parte de Deus. Devemos considerar também que as perdas e os sofrimentos nos aproximam de Deus para que a sua glória se manifeste em nós (2 Co 4:17-18). Muitas vezes os nossos inimigos esperam ver a nossa derrota quando passamos por tribulações, satanás esperava a derrota de Jó quando Deus lhe permitiu que ele tocasse nos seus bens, ao tocar e tirar todos os seus bens ele esperava a blasfêmia de Jó contra Deus, porém, isso causou um efeito reverso na fé de Jó, aí a sua fé foi aumentada e se tornou mais sólida, ele adorou ao Senhor (Jó 1:21).
 
Devemos aprender a viver na dependência de Deus, isso é entender que as vontades de Deus prevaleçam e não as nossas vontades, isso também não nos isenta de fazer a nossa parte, ela deve ser feita de maneira consciente compreendendo seus limites. O apóstolo Paulo declarou algo muito expressivo “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4:13), mas isso não significa literalmente em relação aos nossos projetos e sonhos em coisas materiais, esse sentido é mais espiritual, saiba que com Cristo você pode suportar e superar as dificuldades e prosseguir fazendo a vontade de Deus. Outra expressão que encontramos é: “O Senhor é meu pastor, nada me faltará” devemos entender que Cristo nos dá a capacidade para enfrentar os desafios, ele é o balsamos que nos tranquiliza.
 
                Amados, mesmo com as nossas impossibilidades devemos sempre acreditar que há um Deus capaz de fazer por nós tudo aquilo que não podemos fazer, não devemos esquecer que o Senhor trabalha por aquele que nele espera (Is 64:4). Devemos entregar os nossos problemas nas mãos de Deus através das nossas orações (Fp 4:6; Mt 6:8; Sl 86:6,9). Deus é o nosso provedor, ele tem o poder de conforme a sua vontade ele pode nos dar vitória sobre aquilo que desejamos.
 
Pr. Elis Clementino.