segunda-feira, 10 de junho de 2024

ESBOÇO 1367 ASSUNTO: MORRENDO PARA PRODUZIR.

 

ESBOÇO 1367
TEMA: MORRENDO PARA PRODUZIR.
TEXTO: “Em verdade, em verdade lhes digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. JOÃO 12:24.
 
O produto da agricultura está na semente e nela está a vida de uma árvore, mas para que ela abrolhe tem que passar pelo processo de morte, ou seja, ela primeiro morre para poder abrolhar uma plantinha. No texto, Jesus não queria dar uma aula de agronomia ou simplesmente falar sobre plantio, mas expressar as verdades espirituais aos que o procurava. Jesus apresentou essa bela parábola que falava sobre si como uma semente, uma ilustração abrangente a todos os homens. De maneira breve e simples, pois escrevo essa mensagem para apresentá-la às pessoas, mostrando que somos como uma semente e que espiritualmente precisamos morrer para viver.
 
I.                 A parábola.
Jesus fez uma ilustração baseada na natureza para explicar-lhes o que ele queria dizer no versículo anterior em (Jo 12:23). Uma semente vive, floresce e produz frutos em abundância quando ela for lançada no solo e morrer, senão ficará ela só. Foi isso o que aconteceu à vida de Jesus (Jo 12:25). Aquele que vive egoisticamente, “egoísmo” no grego “idiolétos” e preserva a sua vida para si, não pode produzir qualquer benefício, porquanto é uma semente que jamais foi plantada. Naturalmente, Jesus salienta o seu sacrifício, uma espécie de plantio do próprio “eu”, bem como uma forma de morte do “eu”. Esse é um princípio básico para o cristão ter uma vida verdadeiramente produtiva. Jesus proferiu essas palavras em forma solene e essa lição deve ser aplicada a nós mesmos, “Morrer para o pecado e viver para Cristo”
 
II.                Objetivo.
Na parábola, como disse anteriormente, Jesus fala sobre si, se utilizando de uma lei natural, ele diz que um simples grão para produzir precisaria cair na terra e morrer. Essa verdade foi expressa para mostrar aos seus ouvintes que a semente por si só permaneceria um simples grão, mas se caísse na terra e perecesse, ela brotaria, ou seja, da morte brotaria a vida, no entanto, três coisas aprendemos com essa parábola:
a.      A sua morte gerou vida para todos.
b.      Com a vida do nosso eu, gera morte.
c.      Com a morte do nosso eu, gera vida.
 
III.              O Grão do Trigo:
a.      Mistério da Vida.
b.      A morte do grão.
c.      Germinação, gera vida.
d.      Árvore ou planta, significa existência.
e.      Florescência, preparação para os frutos.
f.       Frutificação, frutos.
 
IV.              Vivendo para Deus.
Viver para Deus significa morrer para o mundo com as suas concupiscências, isto é um novo nascimento, entendo que:
a.      Devemos amar a Deus sobre todas as coisas (Mt 10:37).
b.      Viver pela fé “o justo viverá da fé” (Hc 2:4; Hb 10:38);
c.      A autonegação (Lc 9:23);
d.      Frutificar através do serviço cristão (Hb 6:10).
e.      Frutificar através do fruto do Espírito (Gl 5:22-23).
 
Portanto, os frutos espirituais surgem quando morre o eu, e quando morremos para o mundo, passamos a viver ou nascer para Deus. Há uma palavra falada por Jesus Cristo que parece um paradoxo, “Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas quem perder a própria vida por minha causa e pelo evangelho a salvará” (Mc 8:35; Jo 12:25-26). Jesus, a semente que morreu para brotar salvação. A sua morte trouxe vida para quem deseja viver para ele, e quem desejar viver para ele tem que morrer para o mundo do pecado (Rm 8:2,6-14; Gl 2:20). No batismo, fomos sepultados e ressurgimos para uma vida nova com Cristo. Aqueles que estão ligados nele ou na videira produzirão frutos (Jo 15:1-6). Essa é uma realidade incontestável, sem Jesus nada podemos produzir.
 
Pr. Elis Clementino.

 

segunda-feira, 3 de junho de 2024

ESBOÇO 1366 TEMA: RESSENTIMENTO.

ESBOÇO 1366
TEMA: RESSENTIMENTO.
TEXTO: “Não permita que a ira domine depressa o seu espírito, pois a ira se aloja no íntimo dos tolos” ECLESIÁSTES 7:9. “Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” EFÉSIOS 4:26.
 
Conforme a Bíblia Sagrada, a mente humana é tratada como “coração”, nele são guardadas as coisas boas e ruins. O próprio Jesus falou que dele procedem às coisas boas e ruins (Mt 15:19; Pv 4:23). Direi algo e sem detalhes sobre “ressentimento”, ele atinge muitas pessoas, induzindo-as a não perdoarem, isso, no sentido espiritual, as consequências são bem piores, porque o ressentimento pode deixar o indivíduo fora do reino de Deus.
 
I.                 O Cérebro e o Coração.
Ambos estão conectados através do cérebro, responsável por essa conexão. Os demais órgãos do corpo estão conectados entre si, exceto que haja um problema que interrompa essa conexão. Achei interessante o que Paulo falou sobre os membros do nosso corpo, embora ele tenha falado a respeito dos dons espirituais, mas é importante ressaltar esse entrelaçamento comandado pelo cérebro (I Co 12:15-22). Você já parou para pensar sobre essa interligação dos membros do corpo humano? Pois é, aquele membro considerado o mais frágil é necessário.
 
II.                O homem, ser tricotômico.
“A concepção de que o homem é constituído de três partes, (espírito, alma e corpo)”, esses três se relacionam perfeitamente, pois, um depende do outro, um corpo sem espírito e alma está inerte e sem vida, porque:
a.      O espírito do homem é o sopro divino que o faz viver, embora alma e espírito sejam muito ligados (Jó 33:4).
b.      Alma é a parte imaterial do homem que subsiste após a morte, ou seja, ela é imortal. Ela também é considerada centro das emoções e personalidade humana, onde o homem tem conhecimento de si.
c.      Corpo é a parte material onde estão abrigados o espírito e a alma. O apóstolo Paulo define isso muito bem (I Ts 5:23; Hb 4:12).
 
III.              O que é Ressentimento?
Ressentimento é conhecido como o ato ou efeito de ressentir-se, atuando no ser humano quando ele não consegue superar algum ato de ofensa contra si. Uma mágoa, cólera ou rancor pode ser originada por um simples agravo, mas isso depende de como o indivíduo reage a ele. O prefixo “re” indica o retorno dessa mágoa, ela é a peçonha que, sendo gerada, se mantém no coração do indivíduo. O ressentimento prejudica o homem nas três esferas: espiritual, atingindo a vida devocional com Deus, a alma se abate e o corpo adoece. Há muitas doenças que podem ser curadas apenas com um perdão. Ressentimento torna a vida amarga e retira a alegria. “O ressentimento mata o insensato...” (Jó 5:2).
 
IV.              Qual a Diferença Entre Sentimento e Ressentimento?
Sentimento de uma pessoa pode ser abalado e ela sentir raiva, ira, mas por algum tempo. O ressentimento é a continuação de um sentimento raivoso, rancoroso, de maneira que a pessoa não se liberta. Existem indivíduos que guardam mágoa por muitos anos e todas às vezes que ele lembra, o ressentimento aumenta, por ser como se tivesse acontecido naquele momento.
 
V.                Perdão.
Perdão é a remoção de uma mágoa, um pedido de desculpa, indulto, perdoar “é permitir que a pessoa se aproxime” (Ef 2:13). Quando o ressentimento está ativo na pessoa, ela torna-se incapaz de perdoar. Existem indivíduos que guardam mágoas e elas se estendem por gerações, os pais passam para os filhos e por aí vai, esse mal está sempre vivo cada vez que é lembrado no seio familiar, e assim, ativa ainda mais a mágoa e o ódio, até nascer o desejo de vingança. É interessante o que Paulo escreveu aos cristãos de Éfeso sobre a ira (Ef 4:26-32), não vá dormir com ressentimento ou mágoa. Cuidado com a ira, você, irado, diz coisas terríveis e ainda pode causar desgraça, na sua vida e na dos outros. Não permita que o seu coração se torne um tribunal condenatório onde as pessoas que lhe ofendem sejam condenadas e presas com os laços da ira. Aquelas pessoas que mantêm outras presas pela ira podem desconstruir a reputação das pessoas odiadas por elas. As quais podem estremecer de ira, mas não desconstruam a reputação das pessoas de que elas não gostam. Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, mas deixe as pessoas de quem você não gosta em paz, pois desconstruir a reputação de quem você não gosta constitui um crime e um grande pecado perante Deus. Certamente o tal será julgado pelo justo juiz.
 
VI.              As Consequências do Ressentimento.
Quando o ressentimento prevalece, há consequências, e elas não são boas. A lei da semeadura diz: o que plantarmos, colheremos os seus frutos (Gl 6:6-7; Mt 7:2-5; Jz 1:7; Lc 6:38; 2 Co 9:6; 2 Ts 1:6,7). O que lemos nesses versículos é que a mágoa e a ira no homem podem custar-lhe muitos problemas de saúde e até a morte.
 
               Amados, não permitam que o ressentimento se abrigue no seu seio, lancem fora toda mágoa porque ela destrói a sua vida e a dos outros. O ressentimento causa sede de vingança, no entanto, o melhor remédio para dissipar a mágoa é a oração e a meditação na palavra de Deus. Persistindo, ponha-se diante do Senhor em oração e jejum, para que o diabo não lhe lance fora da presença de Deus, por conta dessa mágoa (Sl 6:7; 34:1-18; Ec 7:9). O sacrifício que agrada a Deus é um coração quebrantado (Sl 51:17). “O perdão é a faxina do coração”.
 
Pr. Elis Clementino

quarta-feira, 29 de maio de 2024

ESBOÇO 1365 ASSUNTO: PORQUE OS INOCENTES E OS JUSTOS SOFREM?

ESBOÇO 1365
ASSUNTO: PORQUE OS INOCENTES E OS JUSTOS SOFREM?
TEXTO: “Tudo sucede igualmente a todos; o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como o impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme juramento” ECLESIÁSTES 9:2
 
               Essa é uma interrogação que surgem na mente de muitas pessoas, embora ela seja difícil de explicar. Conforme a Bíblia sagrada, podemos compreender um pouco porque os inocentes sofrem, pois tudo o que existe nesta vida tem sentido. Irei comentar de forma bem suscita sobre os sofrimentos tanto dos inocentes, justos e injustos.
 
I.                 Os questionamentos sobre os sofrimentos.
Alguns questionamentos são feitos por todos os homens sobre os sofrimentos da vida, porém, em parte sabemos as razões quando estudamos a doutrina do pecado “Hamartiologia”. Há uma expressão do profeta das lamentações sobre o pecado (Lm 3:39; Pv 21:8a). Então, concluímos que o homem sofre pela violação aos mandamentos divinos, essa é a causa original (Rm 5:12). Para nós cristãos os sofrimentos fazem parte da lapidação divina no aperfeiçoamento humano, cuja finalidade é reconduzi-lo a Deus. O ser humano aprende tudo concernente a vida através dos sofrimentos, é uma espécie de barro trabalhado pelo oleiro (Rm 9:20-21). Outros entendem que qualquer sofrimento na vida é porque o indivíduo praticou algum pecado como pensaram os amigos de Jó.
 
II.                A Visita dos Amigos de Jó.
Meditemos um pouco sobre Jó, ele era um homem justo, temente a Deus e que se desviava do mal (Jó 1:1,8), esse foi o testemunho que o próprio Deus deu a respeito de Jó. Consideremos o que seus amigos, Elifaz, Zofar, Bildade e Eliú, pensavam de Jó. Sensibilizados com a situação do amigo, resolveram aparecer para consolá-lo, mas, ao se depararem com uma situação trágica e o estado de miséria, ficaram sem palavras (Jó 2:12-13), mas após dias iniciaram suas falas, era como uma cessão de tortura psicológica contra Jó.
 
III.               Elifaz exorta Jó.
A perplexidade de Elifaz, que veio de Temã, uma cidade ou clã edomita, vendo-o a situação do amigo, fez a primeira pergunta a ele: se alguém falar, ficará sem fôlego? Ele estava preocupado com o que falar, pois as suas palavras poderiam incomodar o seu amigo sofredor (Jó 4:1-2). Elifaz começou a falar sobre os bons feitos de Jó na sociedade (Jó 4:3,4), mas agora está neste sofrimento e perturbado, vejam bem o que ele disse: porventura não era o teu temor a Deus, a tua confiança, e a tua esperança, a sinceridade dos teus caminhos? Lembra-te agora, de qual inocente que jamais pereceu? E onde foram os sinceros destruídos?
 
Muitas vezes temos o mesmo entendimento de Elifaz quando vimos alguém que consideramos justo sofrendo, não é? Eu presenciei quando um irmão visitava um enfermo e disse-lhe: “vamos orar por você para Deus perdoar-lhe os pecados, só assim essa doença vai embora, e contou uma experiência, um irmão estava doente por haver pecado, mas foi curado após a sua confissão”, essa palavra não deveria ser dita naquele momento, pois foi isso que Elifaz fez, prejulgando Jó de haver cometido pecados (Jó 4:6-7). Ora! Tanto os justos quanto os ímpios estão sujeitos as mesmas desventuras da vida e até em ralação a morte, o justo pode morrer precocemente e o ímpio ter longa vida (Ec 7:15). A provação que Jó estava passando não era o castigo ou a ira de Deus sobre ele como pensavam seus amigos.

IV.              Elifaz exorta Jó a buscar a Deus.
Quando o propósito vem de Deus, podemos orar, jejuar e nada muda, apenas ele auxilia a nossa fé para que ela não desfaleça. “O Senhor disse a Paulo, a minha graça te basta”, pois Jó havia sido justificado pelo Senhor. O que Elifaz dizia a respeito dos feitos de Deus era certo, mas aplicado na hora errada e para a pessoa errada, isso afligia Jó ainda mais (Jó 5:1-27).
 
V.               Jó Justifica   as suas Queixas.
Jó não podia fazer nada, a não ser justificar-se, mesmo assim nada adiantou (Jó 6:1-15), seus velhos amigos continuaram a acusá-lo de pecados. Bildade refuta as palavras de Jó e justifica a Deus por tudo o que estava ocorrendo na vida dele (Cp. 8). Jó entendia que não podia contender com o Senhor, apenas, ele descreve a grandeza de Deus e pede alívio para a sua miséria (Jó 9:1-35), entretanto eles continuaram as exortações a Jó, e ele sempre se defendendo das acusações, porém, nada estava mudando, tudo o que eles diziam era como se Deus houvesse dado as costas para Jó.
 
VI.              Os Propósitos de Deus.
Muitas vezes não entendemos os processos traçados por Deus, permitindo aos seus servos passarem. Certas ocasiões são batalhas espirituais que estamos envolvidos, sem, contudo, conhecermos os detalhes. O processo que Jó estava passando foi uma batalha espiritual para que fosse comprovada a sua integridade para com o seu Deus (Jó 1:6-12), nem mesmo Jó sabia do que estava ocorrendo com ele. Na realidade não sabemos sobre as batalhas espirituais que acontecem com a permissão divina, quando isso acontece é para alguma finalidade (Rm 8:28). Em certas ocasiões somos modelados como o barro nas mãos do oleiro para que nos tornemos um vaso melhor, esse foi o propósito de Deus levar Jeremias a casa do oleiro (Jr 18:1-6). Nenhum de nós estamos isentos de cair nas mãos desse oleiro. O Último amigo de Jó a falar atacando Jó foi Eliú o mais novo (Jó 32:1-6). Mas Deus estava contemplando tudo! (Sl 33:13; Jr 23:23,24).
 
VII.            A Confiança Inabalável.
Nada poderia abalar a confiança de Jó, a sua fé estava firme como uma âncora (Hb 6:9). Jó acusa seus amigos de falta de compaixão e misericórdia e convida-os para sentirem a dor da sua alma (Jó 16:1-4). A dor dos outros parece não doer em nós.
 
A história de Jó é a maior lição de confiança no Senhor, mesmo quando tudo acaba. A visão que os amigos de Jó tinham dele era que nunca mais ele se levantaria e que as suas riquezas haviam sido sepultadas sem que ele pudesse reavê-las. Mesmo instigando Jó, Bildade diz que, se Jó for puro e reto, o seu último estado seria maior que o primeiro (Jó 8:6-7). Na verdade, Deus mudou o cativeiro de Jó quando ele orava pelos seus amigos e o seu último estado, de fato, foi realmente melhor que o primeiro (Jó 42:12a). Tudo quanto passamos na vida, independe de religiosidade, porém, aqueles que servem a Deus sempre terão vantagem no sofrimento. Amados, a palavra de Bildade se cumpriu, não porque Jó havia se arrependido, mas pela misericórdia de Deus em ação.
 
Pr. Elis Clementino.

 

segunda-feira, 27 de maio de 2024

ESBOÇO 1364 TEMA: A VOZ DE DEUS E A APARIÇÃO DE ANJOS.

 

ESBOÇO 1364
TEMA: A VOZ DE DEUS E A APARIÇÃO DE ANJOS.
TEXTO: GÊNESES 12:1; 18:1,2.
 
Durante o assunto falarei sem pormenores sobre personagens sobrenaturais, “os anjos”. Conforme a Bíblia, eles existem antes da criação do mundo, eles são mensageiros a serviço de Deus, também são enviados para servir aos homens. Angelologia ou angiologia é um ramo da teologia que estuda os anjos. Esse assunto é pouco ensinado em muitas igrejas, mas irei falar sobre os anjos de maneira simples e suscita e sem detalhes sobre o tema.
 
A.     Estudos dos Anjos:
Não temos nenhum conhecimento sobre quanto tempo os anjos foram criados, porém, podemos considerar indefinido, apenas há citações da sua existência (Jó 38:4,7; Is 14:12). Há muitos textos na Bíblia onde há manifestações de anjos (Gn 18:12-15; 16:7-14; 19:1,2; 28:10-12; Ex 3:1; Nr 23:31-35; Js 5:13-15; Jz 2:1-4; 6:11-24; 13:6-21). A palavra anjo origina-se do grego que significa mensageiro, eles são seres celestiais criados por Deus para serem seus mensageiros e executarem as suas ordens. Os anjos não têm vontade própria, eles apenas cumprem as ordens de Deus (Sl 103:20), eles também podem prestar serviço em favor dos justos, principalmente cooperando para o bem daqueles que hão de herdar a salvação (Sl 34:7-9; 91:11; hb 1:14). Conforme o escritor aos hebreus, Jesus é maior que os anjos (Hb 1:4-14), e somente a ele devemos adorar.
 
Esta doutrina é pouco difundida em muitas igrejas cristãs, no entanto, o apóstolo Paulo alertou os cristãos de Colossos a terem cuidado (Cl 2:18), atualmente precisamos falar um pouco sobre o papel dos anjos.
 
B.     Deus falando com o Homem:
No princípio, os homens ouviam a voz de Deus, Adão foi o primeiro homem a ouvir, não há nenhuma revelação de que o anjo falou com Adão, mas o próprio Deus, isso pode ser pela ligação direta entre Deus e o homem. No meu ponto de vista, o Senhor poderia ter enviado um anjo, mas ele próprio veio ter com o homem (Gn 2:16; 3:8-10).
A primeira citação de anjo foi quando Adão e Eva foram expulsos do Jardim (Gn 3:23-24). Apesar de o homem ter caído, Deus continuou a falar com ele. Mais tarde, Deus falou com Caim, quando ele se preparava para matar seu irmão Abel (Gn 4:5-7).
Posteriormente o Senhor falou com Noé (Gn 6:13,22); Deus falou com Abraão (Gn 12:1), nessas falas não há nada que indique que tenha sido um anjo. A aparição de anjos é chamada de “teofania” eles aparecem a Abrão nos carvalhais de Monre (Gn 18:1-30), esses podem ter sido os que foram a casa de Ló em Sodoma, vale apena ler o texto, ele será muito edificante.
 
O Anjo do Senhor apareceu ainda a várias pessoas tementes a Deus, citaremos alguns: O anjo do Senhor aparece a Agar e dar-lhe conselhos (Gn 16:7-16; 21:8-20); Anjos apareceram em Sodoma na casa de Ló, eles foram à casa de Ló com poderes para destruir a cidade (Gn 19:1-29); Jacó lutou com um anjo (Gn 32:22-32); um anjo se apresentou a Balaão (Nr 22: 31-35); o anjo apareceu a Josué (Js 5:13-15); o povo ouviu a voz do anjo proferindo a justiça divina pela desobediência, e o povo chorou (Jz 2:4); o anjo do Senhor fala com Gideão (Jz 6:11-14; o anjo do Senhor aparece a Manoá e a sua mulher e promete-lhe um filho (Sansão) (Jz 13:3); o Anjo do Senhor também apareceu a Daniel (Dn 6:21); apareceu também ao profeta Zacarias (Zc 1:3).
 
C.      Anjos caídos mantidos em prisões.
O apostolo Judas cita em sua epístola que anjos maus são mantidos em prisões, foram reservados por Deus em trevas, presos com correntes eternas para o juízo do grande Dia (Jd 1:6).
 
D.     Anjos No Novo Testamento:
No Novo Testamento há registro do aparecimento de anjos e não somente aparecer, mas se comunicar e interagir com as pessoas. Um anjo apareceu a Zacarias (Lc 1:11-13). Aparece a Maria (Lc 1:28,29); anjos apareceram aos pastores anunciando o nascimento do Messias (Lc 2:8-15). Um anjo falou a Felipe para ele ir para Gaza (At 8:26). Um anjo apareceu numa visão a Cornélio (At 10:3); anjos no sepulcro de Jesus (Jo 20:11-18); anjos aparecem na ascensão de Jesus (At 1:10,11). Pedro foi liberto da prisão por anjos (At 12:5-12). Um anjo aparece a Paulo (At 27:23). O anjo aparece a João na ilha de Patmos (Ap 1:1).
 
E.      Proteção Angelical:
Os anjos de Deus estão ao seu serviço, eles são mensageiros, para também dar proteção ao seu povo, como dissemos anteriormente. Davi disse que o anjo do Senhor acampa ao redor dos que o temem, e os livra (Sl 34:7). Os anjos dão proteção para aqueles que andam com Deus (Sl 91:11-12).
 
               Por tudo o que os anjos representam para nós, não devemos prestar culto a eles ou adorá-los (Cl 2:18), e nem mesmos eles querem ser adorados (Ap 22:8,9; 19:10). Precisamos ter muito cuidado para não ter uma (visão ou confundir com anjo, ou tratá-los como se fossem anjos). A nossa proteção espiritual é divina, as formas como ele nos protege só o Senhor sabe. Conforme o apóstolo Pedro, o diabo anda ao nosso derredor procurando a quem possa tragar (I Pe 5:8), porém, em nosso redor há proteção angelical. O Senhor nos guarde de todos os males, dando-nos proteção em todos os aspectos da vida.
 
Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 23 de maio de 2024

ESBOÇO 1363 TEMA: O SACIADO E O FAMINTO.

 
ESBOÇO 1363
TEMA: O SACIADO E O FAMINTO.
TEXTO: Saciado o apetite, calca aos pés favo de mel; para o faminto tudo o que é amargo é doce. PROVÉRBIOS 27:7.
 
Na Bíblia Sagrada, nada foi escrito sem significado, mesmo que alguns assuntos nos pareçam contraditórios. Desejo escrever nesse assunto que o homem tem a capacidade de valorizar algumas coisas e desmerecer outras. O texto escolhido é uma metáfora de satisfação e insatisfação. Os escritos de Salomão são séries de ensinamentos importantes, entre eles é apresentado sobre o homem saciado e o faminto, ambos com diferentes ações. Irei comentar este versículo de uma maneira singela, enfatizando a necessidade de manter o alimento espiritual.

I.                 O homem é um ser tricotômico.
Ele é composto de espírito, alma e corpo (I Ts 5:23), ele tem desejos, vontades e capacidade de aceitar ou rejeitar as coisas boas, ou ruins. “A satisfação e a insatisfação são estados de espírito que podem influenciar nossa percepção das coisas” (Pv 27:7).
 
II.                A fartura e a necessidade.
1.      Quando o homem tem alimentos com fartura, ele sacia-se e após saciado não deseja mais continuar se alimentando da mesma comida, ou seja, saciou-se, parou. Saciado e com o estômago cheio, ele rejeita até os alimentos mais deliciosos e até o pente de mel.
2.      Na necessidade, para o homem faminto, todo amargo é doce, o preço do pão é conforme a necessidade, ele valoriza até o que muitos rejeitam.
 
III.              Lição espiritual.
Quando os cristãos têm alimento espiritual em abundância, muitos deles não dão valor, esses consideram-se saciados, rejeitando o alimento mais precioso que é o ensino da “palavra de Deus”. Os fartos podem negligenciar não valorizando aquilo que eles têm de melhor, porém, para o homem espiritualmente faminto todo amargo é doce, mas aí, é onde está o perigo, ele pode comer as alfarrobas que lhes são oferecidas, mesmo que sejam amargas, ele achará doçura, nos Youtubers as alfarrobas são oferecidas, o filho pródigo com fome desejava comê-las (Lc 15:16), e certamente se satisfaria achando doces como o mel. Comer qualquer alimento espiritual tem um alto preço, o comprometimento da sua fé, portanto, saber a procedência do alimento é essencial.
Algo que me chama a atenção é o que escreveu Agur, em plena sensatez, um dos sábios entre os escritores do livro de provérbios, ele disse: duas coisas te pedi; não más negues, antes que morra: Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês pobreza e nem riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume; para que, porventura, estando eu farto não te negue, e diga quem é o Senhor? Ou que empobrecendo, não furte e tome o nome de Deus em vão (Pv 30:5-9). Devemos pedir a Deus que tenhamos a porção que sempre temos recebido da parte dos nossos líderes, eles não têm deixado de nos dar o pão costumeiro “A palavra de Deus”, portanto evitemos qualquer ensinamento com fábulas, filosofias e sutilezas, como recomendou o apostolo Paulo aos crentes de Colossos (Cl 2:8-15).
 
O homem que busca algo de qualquer maneira que lhe cause saciedade, depois que consegue, passa a ter desinteresse, principalmente em relação ao espiritual. A igreja de Laodiceia se considerava rica e farta, por isso ela perdeu o interesse pelas preciosidades divinas (Ap 3:17). Quando Jesus expôs as bem-aventuranças, ele disse: Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus (Mt 5:3). As pessoas simples e ingênuas sempre procuram buscar e conhecer as coisas de Deus, pois elas são mais fáceis aceitarem as riquezas divinas. Somente sabemos valorizar as coisas na escassez (Pv 27:7). Uma alma cheia – Um homem cujo apetite, ou desejo é totalmente satisfeito detesta as comidas mais deliciosas e até pente de mel, mas para os famintos tudo o que é amargo é doce – “A figura do homem farto de comer serve para mostrar que mesmo as coisas mais aprazíveis, como o mel, tornam-se nauseantes para aquele que não tem necessidade de comida” Não devemos rejeitar o alimento mais preciso para a alma que é a palavra de Deus, a qual, muitos ao ouvi-las tem até comichão nos ouvidos, tenham cuidado! (2 Tm 4:3-5). Quando aprendemos a valorizar o alimento que temos, mesmo que ele não seja tão saboroso, somos capazes de encontrar nele a doçura, assim é o que extraímos da palavra de Deus, por mais dura que ela seja ministrada, podemos aprender e aprender boas lições (Sl 119:71-72).
 
Pr. Elis Clementino