quinta-feira, 12 de setembro de 2024

ESBOÇO 1394 * ASSUNTO: INTREPIDEZ ESPIRITUAL.

ESBOÇO 1394 *
ASSUNTO: INTREPIDEZ ESPIRITUAL.
TEXTO: “pois Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.” 2 TIMÓTEO 1:7.

Intrepidez e virilidade são indispensáveis a todos nós, precisamos ter em todos os aspectos da vida. Sem a bravura, coragem e ousadia, é incapaz de suportar os contratempos da vida. Jamais chegaremos aonde desejamos, principalmente para obter vitória em nossas batalhas espirituais.

I. SIGNIFICADO.
Intrepidez – coragem, bravura.

II. A INTREPIDEZ DO JUSTO.
1. Não ter medo (Sl 3:6; Is 41:10).
2. Ter confiança no Senhor (Sl 27:3; Sl 46:2).
3. Não temer o espanto noturno nem seta que voa de dia (Sl 91:5; 112:8).
4. Contar sempre com a presença do Senhor (Sl 118:6).
5. Saber que o Senhor é a sua força e o seu cântico (Is 12:2).
6. Tranquilidade (Pv 3:24; Is 8:12).

III. A VIRILIDADE DO JUSTO.
  • Ser forte e corajoso (2 Sm 10:12; 1 Rs 1:52).
  • Se esforçar (1 Rs 2:2; Jó 38:3).
  • Lombos cingidos (Jó 40:7).
  • Lembrança dos preceitos do Senhor no passado (Is 46:8; Jr 5:1).
  • Deus procura os tais. (Ez 22:30).
IV. COVARDIA, SINAL DE FRACASSO.
  • Não havendo intrepidez e virilidade no justo, prevalece o espírito de covardia, porém Deus não nos deu um espírito de covardia (2 Tn 1:7).
  • Os gigantes à vista dos espias (Nr 13:33; 14:1; Js 7:5).
  •  Os seguidores de Gideão (Jz 7:3).
  • Israel diante de Golias (1 Sm 17:24).
  • Davi diante da rebelião de Absalão (2 Sm 15:14).
  • Efraim retrocedeu no dia da peleja (Sl 78:9).
  • Os discípulos que abandonaram o mestre (Mt 26:56).
Portanto, esses requisitos são imprescindíveis na vida do cristão, infelizmente muitos não conseguem esses valores para se manter firme em todas as circunstâncias. O maior exemplo de coragem e determinação foi Neemias, ele foi um grande exemplo de intrepidez e virilidade em se propor a reconstruir dos muros e as portas de Jerusalém que haviam sido destruídas. Enfrentemos os obstáculos com a mesma coragem e edificar a nossa vida espiritual.

Pr Elis Clementino

 

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

ESBOÇO 1393 * ASSUNTO: PROMESSAS DE DEUS PARA O SEU POVO.

 

ESBOÇO 1393 *
ASSUNTO: PROMESSAS DE DEUS PARA O SEU POVO.
TEXTO: Se vocês estiverem dispostos a obedecer, comerão os melhores frutos desta terra; mas, se resistirem e se rebelarem, serão devorados pela espada. Pois o Senhor é quem fala. ISAÍAS 1:19.
 
Uma promessa condicional para o povo de Deus. Muitos religiosos não distinguem bem sobre as promessas proféticas dirigidas a um povo das individuais. Portanto, devemos considerar que essa e outras mensagens proféticas foram dirigidas exclusivamente a Israel, porém, desejo destacar de maneira simples sobre as mensagens divinas quando são dirigidas a um povo e as individuais.
 
I. ESSA PROMESSA CONTRASTA A MALDIÇÃO.
Em alguns momentos, devido à desobediência do povo, vieram algumas decorrências desagradáveis, como as maldições, as pragas, as doenças e etc. em contrapartida as bençãos também sobrevinham pela obediência (Dt 28:2-3). A submissão a Deus é sinal de livramento e prosperidade, elas podem acontecer no âmbito material ou espiritual. A conversão e o arrependimento eram necessários para Deus mudar a situação, mas tudo dependia do povo (2 Cr 7:14).
 
II. PROMESSAS INDIVIDUAIS E COLETIVA.
As promessas divinas se cumpriam de forma individual e coletiva, isso dependia a quem Deus estava direcionando as suas mensagens, ao povo ou a indivíduos, como no caso mais específico, o de Abraão (Gn 12:1-3), e tantas outras pessoas. Não vejo nenhuma dificuldade nisso, porém, não devemos ter dúvidas quanto às promessas de Deus individualmente, pois todos nós desfrutamos das bençãos divinas. No pentateuco, Deus se dirige exclusivamente ao seu povo, como se lê em (Dt 28:1-3), mas também a pessoas como Moisés, Josué e outros. Esses versículos também descrevem as bençãos que acompanham aqueles que obedecem aos mandamentos de Deus.

Um irmão bem conhecido meu, inconformado com a sua situação, dizia: eu não aceito passar por dificuldade, porque Deus me prometeu comer do melhor dessa terra, baseado em (Is 1:19). Eu disse para ele o seguinte: você não entendeu a que povo o Senhor se dirigiu naquele momento, ou você não está preparado para a adversidade. Infelizmente, isso acontece com muitos cristãos que têm esse conceito, talvez por serem ensinados a viverem somente sob as bênçãos divinas. Entretanto, no momento em que ele se depara com o dia da adversidade, é possível que ele blasfeme contra o Senhor. É preciso considerar o que disse Salomão: “No dia da prosperidade, goza do bem, mas, no dia da adversidade, considera em que Deus fez tanto este como aquele…” (Ec 7:14b). Deus pode abençoar uma nação, assim como um justo pode receber de Deus riquezas e honras (Pv 8:18; Ec 5:19), mas isso não é regra.
 
III. POR QUE OS JUSTOS SOFREM?
Esse é um dos questionamentos de muitas pessoas. No plano terreno, todos estão sujeitos às mesmas dificuldades, o que sucede ao ímpio sucede ao justo (Ec 9:2,3), no entanto, sempre há uma interrogação na mente de muitas pessoas: por que o justo sofre? E, por que os ímpios prosperam? Pois bem, alguns pensaram assim e se inquietaram a ponto de invejar os ímpios pela prosperidade deles, entre eles estão:
— Jó via a prosperidade dos ímpios, principalmente no momento em que ele atravessava (Jó 21:7-14).
— Asafe, inicia o seu salmo dizendo: Bom é Deus para com Israel, para com os limpos de coração, mas aí ele diz: quanto a mim, “ideia pessoal” os meus pés quase se desviavam, porque tinha inveja dos ímpios (Sl 73:3,28; Sl 37:1; Pv 24:19). A prosperidade dos ímpios faz duvidar da justiça divina, mas através da oração Deus mostrou-lhe o fim deles. Existem inúmeras razões pelas quais todos sofrem, muitas vezes os inúmeros erros que cometemos comprometem o nosso viver, mas de que se queixará o homem: (Lm 3:39; Gl 5:22).
 
IV. COMEREIS DO MELHOR NESSA TERRA.
A tranquilidade de Israel dependia da maneira como ele procedia. Deus o acompanhava de perto, ensinando e corrigindo para que o povo pudesse servir-lhe fielmente. Muitas vezes interpretamos esse versículo de forma muito particular, entretanto, se Israel obedecesse ao Senhor ele teria paz em sua terra e poderia comer do fruto dela e estaria livre das invasões dos inimigos “Se quiserdes e me ouvirdes, comereis do melhor desta terra” ou desfrutar das bênçãos domesticas e descansar tranquilamente em suas casas (Is 1:7,19). Sabemos que Deus tem poder de abençoar um servo dele, dando-lhe riqueza e honra, mas como disse anteriormente, “não é regra”. Deus não é obrigado a satisfazer todos os nossos desejos, pois ele sabe o melhor para nós. Muitos servos de Deus têm passado por grandes dificuldades, porém é bom lembrar-lhes que Jesus disse aos discípulos que no mundo eles teriam aflições, mas que tivessem bom ânimo (16:33). Aflições é tudo aquilo que nos causam sofrimentos.
 
V. AS DIFICULDADES DOS DISCÍPULOS.
Mesmo estando com Jesus, os discípulos sabiam que enfrentariam dificuldades, eles já pensavam no futuro, certamente sabiam que não seria fácil (Mt 6:25-33), porém, Jesus tranquilizou aqueles corações apreensivos. Devemos ter muito cuidado para não condenar as pessoas que sofrem como se elas estejam em pecado, embora saibamos que o homem deve se queixar dos seus próprios pecados, isso quando se trata da natureza pecaminosa do homem. Não podemos julgar um justo que esteja passando por dificuldade como que ele esteja em pecado, infelizmente alguns pensam e pregam isso.
 
Precisamos ter muito cuidado para não focar a nossa visão no que é material, pois agindo assim perdemos a visão do imaterial, ou seja, o espiritual. Eu ouvi certo dia em um programa de rádio um pregador dizer: você pode mudar a sua vida material e prosperar financeiramente. Embora na minha concepção isso acontece como resultado de muitos esforços e trabalhos. Quando avaliamos a vida dos apóstolos que enfrentaram fome, frio, perseguições, até se tornarem mártires do cristianismo, podemos pensar: mas eles não eram justos, não andaram com Jesus e, por que estão sofrendo? O apóstolo Paulo declarou muitas vezes sobre a sua situação de fome, acusações, prisões, naufrágio, frio, perigo de morte e enfermidade (Fp 4:10-14; Hb 11:2-40). Paulo sofria com um espinho na carne, ele orou por três vezes, mas a resposta divina foi: “A minha graça te basta” (2 Co 12:9). A graça de Deus é o nosso tudo.
 
Deus promete bençãos e prosperidade ao povo de Israel, condicionado à sua disposição de obedecer-lhe. A promessa é que, se povo estivesse disposto a seguir a vontade de Deus e obedecer os seus mandamentos o Senhor traria bençãos sobre ele. Amados, que Deus nos console nas dificuldades para que a nossa fé não desfaleça. Precisamos entender que o melhor não é o material, mas o espiritual, porque não adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma (Mc 8:36). Nada nos separará do amor de Cristo (Rm 8:18-39). Estejamos firmes em nosso próprio ânimo, porque o tempo está próximo. Entrando, trabalhe, busque conhecimento e cresça em todos os aspectos da vida, trabalhar para não ser pesado ao seu irmão é recomendação bíblica (2 Ts 3:10; 1 Ts 4:11-12). Cresça na força do trabalho, Deus nos dá todas as oportunidades para isso, aproveitem! Pois essa é a porção que Deus nos deu nesta vida.

Pr. Elis Clementino.

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

ESBOÇO 1392 * ASSUNTO: ESCOLHIDOS PARA FRUTIFICAR.

 ES       ESBOÇO 1392 *

ASSUNTO: ESCOLHIDOS PARA FRUTIFICAR.

TEXTO: JOÃO 15:16.

Existem escolhas para todas as finalidades, foi Deus quem estabeleceu a lei da livre escolha, ela nos faculta essas oportunidades. Jesus disse aos discípulos: “Vocês não me escolheram, eu escolhi vocês e vos nomeei para que vos vades e dês frutos”. Então, não somente os discípulos, mas os que são verdadeiramente cristãos, foram escolhidos para produzirem frutos.

I. PRODUZIR FRUTOS

A tarefa de produzir é muito abrangente, tanto no aspecto social quanto no espiritual. Jesus escolheu e nomeou ou indicou para cumprirem uma tarefa espiritual, produzir em prol do evangelho, embora cada um seja usado conforme a sua capacidade no serviço cristão. Deus é quem dá os talentos, mas a competência natural de produzir está em nós (Mt 25:15). Paulo disse a Timóteo, desperta o dom que há em ti (2 Tm 1:16). Sendo que, quando prestamos serviço para Deus, ele é quem nos capacita. Ele faz escolhas impressionantes, muitas vezes ele nos deixa perplexos pela forma como ele escolhe as pessoas para servir-lhe, essa sua maneira só ele entende, porque ele contraria os preceitos humanos.

II. EXEMPLOS.

A Bíblia está repleta de exemplos, indo do mais humilde servo à liderança maior. Esses homens se julgaram incapazes de realizar algo para Deus. Todos eles têm um histórico de incapacidade como:

  • Moisés (Ex 3:11).
  •  Josué, a sua missão era liderar o povo de Israel e levá-lo à terra prometida (Js 1:1-2). A humildade de Josué é evidenciada ao aceitar a missão difícil de liderar o povo e cumprir o plano divino.
  • Gideão (Jz 6:15).
  • Davi (1 Sm 16:11).
  • Isaias (Is 6:5).
  • Jeremias (Jr 1:6).

III. ESCOLHIDOS PARA DIFERENTES TAREFAS.

  • Abraão, a tarefa de ser o pai das nações.
  • Moisés, escolhido para liderar (Ex 3:10).
  • Arão e seus filhos foram escolhidos para o sacerdócio (Ex 28:1).
  • Escolhidos para confeccionar as peças finas do Tabernáculo (Êx 31:2 ,3,4; Ex 35:30-35).
  • Escolhidos para transportarem o tabernáculo e suas peças. 
  • Escolhidos para conduzir a Arca da Aliança. Era um privilégio, não era para qualquer um.
  • Os levitas também foram escolhidos para servirem no louvor.
  • Até o serviço que parecia ser o mais penoso, como transportar ossos de José até a terra prometida, foi tarefa dos levitas (Gn 50:25; Ex 13:19; Js 24:32). “Interessante! José tinha esperança de que entraria na terra prometida” ele conhecia a promessa de Deus feita a Abraão. Por isso, ele disse: levem meus ossos para a terra que o Senhor prometeu a Abraão.
  • Esdras ministrava a palavra de Deus com êxito (Ed 8:13,18). 
  • Neemias era mordomo-mor do rei (Ne 2:1), Deus o fez deixar a sua função para ser pedreiro, ele reconstruiu os muros de Jerusalém. Neemias era mordomo-mor do rei (Ne 2:1). Quem está à disposição de Deus não tem vontade própria, ele é quem determina o que havemos de fazer *(Ef 4:11).

IV. NÃO QUESTIONE A DEUS PELO QUE FAZ.

a. Faça com alegria, mesmo sofrendo (Sl 100:2; 1 Pe 4:13; Fp 4:4; Cl 3:17).

b. Faça de todo o coração (Cl 3:23; Ef 6:6,7; Fp 2:14; 1 Co 9:17,18).

c. De modo agradável, com reverência e temor (Hb 12:28)

V. SEJA UM SERVO EXEMPLAR EM TUDO QUE FIZER.

  1. Com integridade (Js 24:14).
  2. Com Fidelidade (Fp 4:8; Ef 4:25; 1 Ts 4:12; 1 Ts 5:22; Ef 4:27).
  3. Com postura, decência e ética (Ef 4:1).
  4. Vivendo em santidade (Lc 1:74,75).
  5. Com cuidado de si e da doutrina (I Tm 4:16).

VI. TENDO ÊXITO SAIBA.

  1. A glória não é sua. (I Co 1: 31; Jr 9:23,24; I Cr 10:31; I Pe 4:11).
  2. A sua capacidade vem de Deus (Mt 10:1; II Co 3:5,6; Jo 15:5; Fp 2:13; I Co 1: 27–31).
  3. Não conduza o povo a se apoiar na sua sabedoria, mas no poder de Deus (I Co 2:4,5).

VII. RECOMPENSA.

  1. É certa (Cl 3:34; Hb 6:10).
  2. Será maravilhosa a seu tempo (I Pe 5:4).
  3. É uma coroa incorruptível, mas corra para o alvo (I Co 9:24-27).
  4. Você receberá a coroa da vida que será dada pelo Senhor aos que trabalharem (Tg 1:12; Ap 2:10).
  5. Receberá a coroa da justiça (II Tm. 4:8).
  6. A recompensa aos ganhadores de almas (I Ts 2:19; Fp 4:1).
  7. Coroa de glória aos obreiros fiéis (I Pe 5:4).

Amados, fomos escolhidos para produzir frutos, essa foi a tarefa que o Senhor nos entregou, no entanto, devemos produzir, mas com qualidade, honestidade e uma vida de santidade. Não importa qual a tarefa que Deus te entregou, apenas cumpra! A capacidade vem de Deus, dele que vem a nossa recompensa. Deus te escolheu, tenha esse gozo de ter sido escolhido por ele. E que dele teremos a justa recompensa pelos sofrimentos e lagrimas que em muitas ocasiões derramamos pela obra de Deus. O Senhor não é injusto para se esquecer do que você faz (Hb 6:10).

Pr. Elis Clementino.

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

ESBOÇO 1391 ASSUNTO: O MILAGRE DO SERVO DO CENTURIÃO.

 

ESBOÇO 1391
ASSUNTO: O MILAGRE DO SERVO DO CENTURIÃO.
TEXTO: MATEUS 8:5-13; LUCAS 7:1-13.
 
            Entre muitos milagres que Jesus realizou, está a cura do servo de um oficial romano. Esse episódio nos traz lições consideráveis para alimentar a nossa fé.
 
I. O ENCONTRO.
1.     Um centurião vai ao encontro de Jesus.
2.     Local do encontro, Cafarnaum, uma cidade portuária e muito importante para o comércio da região. Cafarnaum foi considerada a cidade de Jesus (Mt 4:13), porque foi lá que ele concentrou grande parte do seu ministério, operando muitos mais milagres que em qualquer outra parte (Mt 11:23). Cafarnaum foi uma cidade ingrata, não reconhecendo os milagres que Jesus fez. Muitas vezes recebemos muitos prodígios divinos e não damos a devida importância, isso até entre aqueles que conhecem o Senhor. Um centurião era um comandante responsável por uma centúria, cerca de 80 a 100 soldados romanos, era uma espécie de capitão.
 
II. O PEDIDO DO CENTURIÃO (Mt 8:7; Lc 7:4-5).
1.     A humildade e fé do centurião.
2.     O centurião entende que depende de Jesus e pede para que ele cure o seu servo.
3.     O centurião reconhece a autoridade de Jesus.
4.     Ele compara a sua própria autoridade militar.
 
III.  RESPOSTA DE JESUS AO CENTURIÃO (Mt 8:8-10; Lc 7:6-9).
1.     Jesus lhe diz: vou até a sua casa.
2.     O centurião demonstra ser indigno de recebê-lo em sua casa.
3.     Ele comprova toda a sua fé, dizendo: basta apenas uma palavra.
4.     Jesus enaltece a fé daquele centurião.
 
IV. O MILAGRE ACONTECE (Mt 8:13; Lc 7:10).
1.     O centurião volta para a sua casa e encontra o servo curado.
2.     O milagre foi a confirmação da sua fé em Jesus.
3.     O milagre mostrou-lhe o poder de Jesus sobre as doenças.
 
V. LIÇÕES A SEREM APRENDIDAS.
1.     A fé inabalável do centurião.
2.     Uma lição de humildade.
3.     A autoridade de Jesus sobre as enfermidades.
4.     O compadecimento e amor de Jesus pelo próximo.

Esse e outros milagres ressaltam a importância da fé, principalmente quando a depositamos em Jesus Cristo. Os milagres que o Senhor realizou continuam servindo de lições para a nossa fé cristã. O testemunho de fé do centurião nos fascina, a sua humildade e reconhecimento da autoridade de Jesus. Os milagres que Jesus efetuou continuam nos inspirando a continuar buscando de Jesus os milagres nos momentos de dificuldades, portanto cremos que milagres podem acontecer a qualquer momento em nossas vidas. “Tudo é possível ao que crer” (Mc 9:23; Lc 1:37).

Pr. Elis Clementino.

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

ESBOÇO 1390 ASSUNTO: AIMAÁZ, UM MENSAGEIRO SEM MENSAGEM.

 

ESBOÇO 1390
ASSUNTO: AIMAÁZ, UM MENSAGEIRO SEM MENSAGEM.
TEXTO: “Então, disse o rei: Vai bem com o jovem, com Absalão? Disse Aimaáz: Vi um grande alvoroço, quando Joabe mandou o servo do rei e a mim, teu servo; porém, eu não sei o que era”. (2 Sm 18.29)
 
Em todo lugar, existem pessoas que se precipitam querendo realizar algo que não lhe seja o seu momento, às vezes tomando o espaço de outros. A Bíblia sagrada tem um belo exemplo sobre Cusi, o cuxita, o emissário e Aimaás, o oferecido. Falarei sobre esses dois personagens e extrairei um belo exemplo para os nossos dias.
 
I. QUEM ERA AIMAÁZ?
Aimaáz era um homem de bem e considerado pelo rei (2 Sm 18.27), mas isso não significa que todas às vezes que necessitasse de um mensageiro devia ser ele. Quando uma pessoa toma a frente de outra para realizar algo que não lhe pertence, é muito ruim porque se antecipou. Às vezes, o desejo de realizar algo é mais forte, embora não saiba como fazer, pois levar uma mensagem ao rei poderia ariscar a sua própria vida, isso dependia de como o rei receberia a notícia. Aimaáz queria ser o mensageiro para trazer as novas ao rei, pois as pessoas se sentiam prazerosas em dar notícias, principalmente quando é uma pessoa influente ou um líder de confiança do rei, mas existem também outros que podem fazer o mesmo serviço. Há pessoas que querem fazer tudo, excluindo todas aquelas pessoas que lhes pareçam uma ameaça.
 
II. OS DOIS MENSAGEIROS.
Existem tarefas que são destinadas a determinadas pessoas, mas é necessário saber se essa ou aquela estará apta a cumpri-la, porém, cabe ao indivíduo esperar a sua ocasião. Quando isso não acontecer, vêm as pretensões, mas qual a notícia que o rei teria que receber? A morte de Absalão, filho de Davi. Qualquer pessoa não serve para dar notícias ruins, principalmente de morte de um membro da família. O enviado para levar ao rei a mensagem da morte de Absalão era Cusi (2 Sm 18.21), mas Aimaáz não se conteve em ficar no seu lugar, quis também ser o mensageiro de Joabe, mas ele entendeu que não seria Amaáz a pessoa ideal para ser o mensageiro naquele momento, mas Cusi (2 Sm 18.22b).
 
Cada indivíduo tem a sua utilidade e o momento certo para realizar certas tarefas, isso é uma realidade que precisa ser entendida. Existem pessoas que se pudessem fazer tudo e nada deixariam para os outros, porém, cada pessoa tem as suas características e chamados diferentes, e cada um tem um chamado para determinadas coisas, aquilo que não sei fazer ou não posso, outro pode e faz. (Quando você faz o que é dos outros, é um sacrifício a mais e pode não ter sucesso, como o caso de Aimaáz).
 
III. UMA CARREIRA SEM SUCESSO.
Muitas vezes corremos muito e não temos sucesso. Atualmente acontecem as mesmas coisas, pessoas se adiantam para fazer algo que não lhe pertence. Aimaáz sabia do acontecido, mas não sabia detalhes, pois, correndo, ele chegou primeiro que Cuzi, o outro enviado. Ao chegar Aimaáz perante o rei, nada ele sabia sobre o acontecimento, apenas ficou enrolando e dizendo: “eu vi um grande alvoroço, quando Joabe mandou o servo do rei e a mim, teu servo; porém, não sei o que era” (2 Sm 18.29). A imprudência de Aimaáz fez com que o rei o deixasse de lado (2 Sm 18.30), o mais interessante naquele momento era a mensagem e não o mensageiro.
 
Sejam cautelosos, na obra de Deus, não só tem você, o profeta Elias pensava que só restava ele, foi um puro engano seu (I Rs 19:14,18; Rm 11:4). Deus sabe a capacidade de cada um de nós, bem como a necessidade da igreja, por isso ele distribuiu diferentes dons na igreja (Ef 4:1).
 
Existem pessoas que se antecipam para realizar determinadas tarefas, entretanto, nem todas elas estão aptas para fazê-las, as mesmas coisas sucedem em relação aos pregadores da palavra de Deus. Entendemos que nem todos têm os mesmos dons, cada um tem uma missão específica, às vezes as pessoas têm vontade de fazer algo mais. Porém, pode até que seja para agradar a alguém, assim ele se adianta. Pode ser que esse seja o caso de Aimaáz para agradar ao rei, mesmo assim, ele sofreu uma decepção por não saber explicar a situação. Devemos ter a consciência de que Deus tem outros portadores para anunciar as boas novas, embora reconheçamos, mas nem todo o momento a palavra está conosco.  
 
Obreiros, não sejam vaidosos, se você não está com a mensagem, deixe para Cusi, ele pode ser o mensageiro da vez. O mais importante é a mensagem e não o mensageiro.
 
Pr. Elis Clementino