quinta-feira, 3 de outubro de 2024

ESBOÇO 1402 * ASSUNTO: CRIADOS PARA AS BOAS OBRAS.

 

ESBOÇO 1402 *
ASSUNTO: CRIADOS PARA AS BOAS OBRAS.
TEXTO: Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas. EFÉSIOS 2:10.
 
O apóstolo Paulo destaca a ideia de que somos obra de Deus, criados com um propósito específico, realizar boas obras, as quais Deus preparou para nós. Essa lembrança é importante para nós, pois ela tem grande significado e direção dentro do plano divino. Entretanto, devemos considerar a graça divina nesse processo, sem a qual seria impossível alcançar esses propósitos divinos (Ef 2:8,9).
 
I. A nossa identidade em Cristo.
A nossa identidade é revelada no que disse Paulo em sua carta aos efésios: “somos feituras suas” (Ef 2:10). Quando nos convertemos ao Senhor, passamos por alguns processos, como:
·        Arrependimento (At 3:19-20; 2:38).
·        Novo nascimento (Jo 3:3).
·        Regeneração (1 Pe 1:23; Tt 3:5).
·        Justificação (Rm 5:1; 3:4; 2:16; Tt 3:7; Rm 4:5). A justificação é um ato da graça de Deus, recebida pela fé em Jesus Cristo, e não pelas obras ou mérito humano. Assim, nos tornamos nova criatura, conforme escreveu Paulo (2 Co 5:17).
 
Quando estamos em Cristo, nenhum outro poder, como a lei, a circuncisão e nem a incircuncisão, têm valor algum, como disse Paulo: Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas sim o ser uma nova criatura (Gl 6:15). Muitos religiosos da época queriam impor o poder dessas leis como o único meio de ser salvo (Gl 2:16).
Neste contexto, Paulo está confrontando a ideia de que o cumprimento da lei, como era defendido por alguns religiosos, seria necessário para a salvação, no entanto, ele enfatiza que a justificação vem pela fé em Cristo e não pelas obras da lei.
 
II. Criados para as boas obras.
·        A obra de Deus em Cristo na vida do homem é perfeita, foi através dele que fomos remidos de toda iniquidade, purificando para si um povo zeloso e de boas obras (Tt 2:14).
·        As nossas obras devem ser vistas pelos homens a fim de que eles glorifiquem a Deus por meio de nós (Mt 5:16).
·        A fé do cristão em Deus deve ser confirmada através das obras (Tg 2:14-17).
 
III. Preparados por Deus para servi-lo.
Existe uma preparação que envolve alguns acontecimentos às vezes desagradáveis, mas isso faz parte dos propósitos de Deus em nós (Rm 8:28). O aperfeiçoamento é necessário para podermos fazer a vontade de Deus, mas não sabemos as maneiras que Deus usará para nos aperfeiçoar (Hb 13:21). Neste versículo, Paulo ora para que Deus aperfeiçoe os crentes, capacitando-os para fazer a vontade divina e a viver de maneira que agradem a Deus, por meio de Jesus Cristo. Quando agradamos a Deus, aí ele pode operar em nós tanto o querer quanto o efetuar (Fp 2:13).
 
IV. Vivendo conforme o evangelho.
O que Cristo exige de nós é uma vida digna do evangelho, basta lermos o que Jesus e os apóstolos falaram (Mt 5:14-16; Fp 2:15; Cl 3:12-14; Rm 12:1-2; Tg 1:22). Esses versículos no dá uma visão clara de como o cristão deve proceder em suas vidas diárias, refletindo o caráter e os ensinamento de Jesus Cristo.
 
O cristão precisa compreender o motivo da sua existência e os propósitos de Deus para ele. Como disse Paulo, fomos criados para viver conforme os propósitos de Deus e para realizar o que é bom e agradável aos seus olhos. A nossa identidade em Cristo deve ser reconhecida pelas características cristãs, somente assim estaremos aptos para cumprir os propósitos de Deus com diligência e fé, compreendendo que Deus já preparou o caminho para nós.
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1401 TEMA: NUNCA PENSE SER O QUE VOCÊ NÃO É!

 

ESBOÇO 1401 *
TEMA: NUNCA PENSE SER O QUE VOCÊ NÃO É!
TEXTOS BASE: “Pois, se alguém pensa ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo.” (Gálatas 6:3). “Não se enganem. Se algum de vocês pensa que é sábio segundo os padrões desta era, torne-se ‘louco’ para que se torne sábio.” (I Coríntios 3:18).
Autor: Elis Clementino
 
INTRODUÇÃO
Para compreendermos com mais profundidade a mensagem sobre o engano, é necessário analisar cuidadosamente o que o apóstolo Paulo ensina em suas cartas. Esse tema traz esclarecimento sobre a vaidade espiritual e a vaidade secular, quando o indivíduo passa a ser enganado pelo seu próprio “eu”, acreditando ser aquilo que, na realidade, não é. Esse problema não é recente; ele acompanha a humanidade desde os tempos antigos. 

A imitação, o falso e o verdadeiro estão presentes em todas as épocas e em todas as esferas sociais. Os “covers” estão por toda parte. O que Paulo escreveu aos cristãos de Corinto enfatiza a necessidade de reconhecer a verdadeira sabedoria e a humildade, evitando uma autoimagem inflada e a busca por uma sabedoria meramente terrena. Desejo discorrer sobre o engano pessoal e, principalmente, sobre as consequências de viver de aparências.
 
A. A VAIDADE HUMANA
O apóstolo Paulo faz uma clara distinção entre a vaidade espiritual e a vaidade secular. A vaidade espiritual se manifesta por meio da autojustificação, do legalismo e da falsa piedade, como acontecia com os fariseus. Jesus os descreveu como sepulcros caiados: belos por fora, cheios de discursos eloquentes, defensores rigorosos da lei, mas podres por dentro, cheios de hipocrisia (Mateus 23:27-28). Essa vaidade consiste na valorização exagerada da aparência, das qualidades físicas, intelectuais ou espirituais, sempre fundamentada no desejo de reconhecimento humano. Trata-se de alguém que aparenta ser o que não é.

Consequências da vaidade humana:
ü  Autoengano espiritual
ü  Endurecimento do coração
ü  Hipocrisia religiosa
ü  Perda da sensibilidade espiritual
ü  Comprometimento do destino eterno
O engano religioso é o mais perigoso, pois leva a pessoa a acreditar que está bem com Deus quando, na verdade, está distante d’Ele.
 
B. AS APARÊNCIAS ENGANAM
Negar a realidade é uma das estratégias mais comuns do engano, em todas as áreas da vida. Lembro-me de uma senhora que, ao ir à cidade fazer compras, encontrou um indivíduo que dizia ter achado uma aliança. Ela brilhava mais do que a que a senhora usava. Ao experimentar a suposta aliança encontrada, o indivíduo trocou a verdadeira por uma falsa. O brilho da falsa a enganou. Ao chegar em casa, a aliança começou a escurecer, revelando-se falsa. Além do prejuízo material, ela teve de enfrentar outro problema: explicar ao esposo o ocorrido, pois ele recentemente havia trocado a aliança dela por uma nova.
 
Essa experiência nos ensina que nem tudo que reluz é ouro. Muitas coisas se parecem com as verdadeiras, mas são falsas. O mesmo ocorre no âmbito espiritual.

Consequências de viver de aparências:
ü  Vergonha quando a verdade vem à tona
ü  Perda de credibilidade
ü  Danos emocionais e relacionais
ü  Frustração e arrependimento tardio
ü  Ruína da confiança
 
C. CUIDADO COM O ENGANO
O apóstolo Paulo combatia o engano em todos os aspectos, especialmente na vida cristã. Ele exortava os crentes a se despojarem do orgulho e da vaidade. Seu temor era que os cristãos perdessem a simplicidade que há em Cristo (2 Coríntios 11:3-5).
 
Paulo se preocupava com os falsos ensinos que tentavam substituir a verdade do evangelho. Hoje, esses falsos ensinos se multiplicaram e estão por toda parte. Contudo, Deus ainda levanta homens e mulheres comprometidos com Sua Palavra para combater a falsidade. No âmbito espiritual, o discernimento espiritual é essencial para distinguir entre o falso e o verdadeiro.

Consequências do engano espiritual não confrontado:
ü  Desvio da verdade
ü  Enfraquecimento da fé
ü  Confusão doutrinária
ü  Escravidão espiritual
ü  Queda moral e espiritual
 
CONCLUSÃO
A verdadeira face entre o falso e o verdadeiro não permanece oculta por muito tempo. Nem mesmo o caráter do homem pode ser disfarçado para sempre. Por melhor que seja a maquiagem, ela cedo ou tarde cairá. Quem pensa ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo (Gálatas 6:3). Por isso, devemos estar atentos à advertência de Paulo: “Se alguém se considera sábio segundo os padrões deste mundo, torne-se louco para ser verdadeiramente sábio.” (I Coríntios 3:18; Provérbios 3:7-12; Isaías 5:21). Sobre sabedoria, é famosa a frase atribuída a Sócrates: “Só sei que nada sei”, uma expressão de humildade e reconhecimento das próprias limitações. Amados, não vivam de aparências e não imitem os outros. Há uma onda de imitações em todos os lugares, inclusive onde não deveria haver: na igreja. Não queira ser um “cover”. Seja você mesmo. Assim, será reconhecido não por uma máscara, mas pelas qualidades que Deus realmente lhe concedeu. Cuidado com o engano!

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

ESBOÇO 1400 * TEMA: OS MALES DA INSENSATEZ.

 
ESBOÇO 1400 *
TEMA: OS MALES DA INSENSATEZ.
“Assim como a mosca morta faz exalar mau cheiro e inutilizar o unguento do perfumador, assim é para o famoso em sabedoria e em honra um pouco estultícia.” Eclesiastes 10.1.
 
Aos nossos olhos, uma mosca-morta talvez seja insignificante para estragar perfumes e alimentos, entretanto ela consegue deteriorar. A lição que desejo passar para os irmãos é: um pouco de insensatez pode destruir os bons feitos de muitos obreiros. Essa é uma brilhante metáfora, ela ilustra que uma pequena falta de sabedoria ou uma ação insensata podem prejudicar a reputação e o valor de alguém que é geralmente considerado sábio.
 
I.                 A INSENSATEZ.
A insensatez é como um pouco de fermento velho, ele pode estragar toda massa (I Co 5:6). É como uma mosca-morta que pode estragar o perfume do perfumista (Ec 10:1). É semelhante ao insensato que constrói a sua casa sobre a areia (Mt 7:26), a insensatez é como um pouco de precipitação. Muitas vezes o indivíduo é muito inteligente, mas um pouco da sua insensatez desmerece toda a sua inteligência. Os nossos planos podem ser magníficos, mas um pouco da nossa precipitação pode estragar todos eles. “Todo prudente age com conhecimento, mas o tolo espraia a sua loucura” (Pv 13.16; 12,23; 15.2). A mosca-morta significa as nossas atitudes, sejam elas, por palavras ou ações irrefletidas no nosso cotidiano.
 
A insensatez conduziu muitas pessoas à desventura. Os insensatos não valorizam as coisas importantes, principalmente no âmbito espiritual. É importante saber que as nossas ações precipitadas influenciam diretamente na nossa vida espiritual, vejamos alguns exemplos:
·        A insensatez do rei Ezequias: Após a cura milagrosa recebeu uma embaixada do Rei de Babilônia para presenteá-lo, e a sua insensatez mostrou tudo o que havia em sua casa, inclusive os seus tesouros, isso não pareceu bem aos olhos do Senhor, por isso foi repreendido pelo profeta declarando-lhe as consequências da sua atitude (2 Rs 20.12-18; Pv 18.2). Basta um pouco de insensatez para desmerecer tudo de bom que você fez.
·        O orgulho do rei Uzias, apesar de ele ser tão inteligente, não soube valorizar o seu reinado e nem a riqueza do seu conhecimento (2 Cr 26.15.16). E quando isso acontece o indivíduo termina sendo ofuscado pela insensatez. “Todavia o homem em honra e não permanece; antes é como os animais, que perecem…” (Sl 49:12; Dn 4.30-32). Existem obreiros que não sabem valorizar o que recebe por mais humilde que ela seja, isso se configura falta de senso (Mt 25.24,25).
·        Saul foi insensato achando que podia tudo, até oferecer sacrifício no lugar dos sacerdotes (1 Sm 13:9).
·        O orgulho do obreiro pode levar-lhe ao autoritarismo, ele nunca deve se valer da sua autoridade para cometer abusos. O autoritarismo não deve prevalecer no nosso ministério cristão, vale salientar que há prestação de contas de todos os nossos atos (Mt 24.45-51; Tg 3.1; I Pe 5.3). Ela é extensiva a todos os líderes.
·        Diótrefes, um obreiro insensato.
O obreiro com características de Diótrefes sempre busca aquilo que é do seu interesse, ele fingia estar a serviço de todos, mas arquitetava a tomada do poder para sustentar a sua primazia, para isso ele tinha habilidade. Ele influenciava as pessoas para alcançar a supremacia, ele usava a mesma demagogia que se usa atualmente, cuidar dos seus próprios interesses, com isso ele causava divisão na igreja, ele rejeitava a liderança do apóstolo João, era aquele tipo de obreiro que não queria prestar conta ao seu líder.
 
A insensatez atropela muitos obreiros no início da sua carreira ministerial por não saberem lidar com as suas emoções, nem todos estão preparados para determinada missão. Houve uma discussão entre Barnabé e Paulo, devido a João Marcos, pois havia feito algo que desagradou a Paulo, João Marcos ainda não estava preparado (At 15:37,38), mas ele recuperou, de servo inútil se tornou útil, e agora Paulo diz: traz João Marcos que ele me será útil (2 Tm 4:11). Quem serve bem e permanece em submissão é considerado servo bom e fiel, sendo digno de confiança. “Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens.” (Mt 24.47). Na confiança você amplia a sua ação ministerial.
 
II.                A PRUDÊNCIA.
A prudência, o “antidoto da insensatez” é uma das virtudes importantes para ser posta em prática, ela nos faz prever os perigos. Jesus mostrou aos discípulos o valor e a necessidade da prudência (Mt 10.16). Os prudentes não edificam a casa sobre a areia, mas sobre a rocha. Prudência, “cautela, atenção, prevenção”, é resultado de uma mente sensata. (Mt 7.24,25). É importante avaliarmos todas as nossas atitudes para termos uma vida saudável (Pv 4.11,12); “todo prudente age com conhecimento.” (Pv 13.16a). O prudente vê o mal e se esconde, mas o simples prossegue e sofre a pena. (Pv 22.3). Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios. (Ef 5.15). “Os insensatos enxergam o presente, e os prudentes enxergam; o presente e o que está adiante dele.”
 
Amados, necessitamos de termos uma mente fértil em sensatez, inteligente, cautelosa em todas as nossas ações. Por falta delas, muitas pessoas consideravelmente inteligentes são abarbadas nos seus projetos.  Os nossos cuidados devem ser permanentes, pois uma pequena bobagem pode ser tão danosa quanto uma mosca-morta no unguento do perfumista. Um pouco da sua insensatez faz desmerecer toda a inteligência que você tem (Ec 10.1). “A loucura é a causa de muitas desgraças”. Guardemos as recomendações de Salomão (Pv 9.6; 21.20). Jesus diante dos escribas e fariseus (Mt 23.17,19). Paulo considera os gálatas insensatos (Gl 3.1,3; Ef 5.17). Devemos abandonar toda insensatez e seguir caminhos que nos levem à compreensão das coisas (Tt 3.3). “A sensatez deve presidir todos os atos da vida do homem.” “Diz o insensato no seu coração: Não há Deus.” (Sl 14.1).
 
Pr. Elis Clementino.

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

ESBOÇO 1399 * ASSUNTO: A TEIMOSIA.

 ESBOÇO 1399 *
ASSUNTO: A TEIMOSIA.
TEMA: Mas, segundo a tua dureza e coração impenitente, acumulas contra ti mesmo ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus, que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento” ROMANOS 2:5,6 ARA.
 
Irei discorrer sobre a teimosia, ou uma pessoa obstinada que não desiste de algo, persistente e constante naquilo que faz de inconveniente. Por essa razão, Paulo escreveu aos cristãos de Roma combatendo o julgamento, a teimosia em persistirem no pecado. Devido a isso, eles estavam acumulando ira contra si, para o dia da ira de Deus, quando se revelará o seu justo julgamento. Deus retribuirá a cada um conforme o seu procedimento (Rm 2:5,6; Gl 6:7).
 
I.                 Definição.
Teimosia é uma obstinação em seguir uma opinião, mesmo quando confrontada com evidências ou conselhos opostos. A teimosia é uma característica humana que se manifesta tanto nas questões seculares quanto espirituais. Os teimosos são persistentes no que fazem, principalmente quando não está relacionado às coisas certas ou inconvenientes. O termo no grego “sklerokardia” significa “endurecimento de coração”. No grego moderno, se deriva de “peísma” “peismetikótita” mantendo o mesmo sentido de teimosia em não mudar de opinião ou comportamento, assim como no hebraico moderno “akshanut”. A Bíblia nos adverte sobre a teimosia, no texto entendemos que entre o povo de Deus sempre houve pessoas de corações teimosos em repetir, principalmente, algo desagradável.
 
II.                Exemplos de teimosia.
  • Faraó, quando se recusava a deixar o povo ir, Deus o quebrantou com as pragas.
  • O rei Saul, quando desobedeceu às instruções divinas, mantendo o que lhe foi proibido (1 Sm 15).
  • Os fariseus ignoravam os ensinamentos divinos (Mt 15:3). Eles colocavam as tradições acima dos mandamentos de Deus para manter as suas práticas. Aqueles que persistem no erro assumem as consequências (Pv 14:12; 2 Pe 2:15; Hb 10:2; Gl 6:7). Esses versículos abordam a persistência em caminhos errados e a necessidade de refletir sobre as suas escolhas e decorrências.
III.              As consequências.
O contumaz não retrocede, embora sofra as consequências, como as que sofreram:
  • Faraó sofreu a justa punição divina (Ex 14:27-28).
  • Saul foi rejeitado como rei (1 Sm 15:26).
  • Perda espiritual: os fariseus perderam a oportunidade de reconhecer o Messias e a vida eterna (Mt 23:37-38).
  • Mortes, muitas pessoas morreram por causa da sua teimosia. Faraó, Coré, Datã e Abirão, Saul e Uzias.
“O homem que frequentemente é repreendido, endurece a cerviz, será quebrantado de repente sem cura” (Pv 29: 1).
“O prudente percebe o perigo e busca refúgio; o incauto, contudo, passa adiante e sofre as consequências” (Pv 22:3).
 
IV.              Teimosia é um obstáculo no desenvolvimento espiritual.
  1. Ela resiste e despreza os conselhos (Pv 12:15; 15:32).
  2. Gera problemas nos relacionamentos, a teimosia e a falta de humildade resultam em conflitos (Pv 13:10; Tg 3:16; Pv 17:14; 18:6). Esses versículos nos mostram como a teimosia e a falta de humildade podem levar a divisões e conflitos, eles ressaltam ainda a importância de buscar a sabedoria e evitar disputas. Deus resiste aos teimosos e soberbos (Tg 4:6).
V.                Superando a teimosia através da:
  • Humildade: o humilde reconhece a necessidade de mudança, ele abrir o coração à orientação divina, no entanto, Deus dá graça aos humildes (Tg 4:6).
  • Obediência: Seguindo a vontade de Deus e os princípios bíblicos, mesmo quando são desafiadores.
  • Da avaliação das nossas atitudes e pedir perdão a Deus por resistir contra a sua vontade, a confissão é importante para obter perdão (1 Jo 1:9).
O que ressaltamos nesse assunto é a importância da compreensão de que, se persistirem na teimosia, não conseguirão sucesso. A palavra de Deus nos exorta a cultivar qualidades que ajudam a evitar certos conflitos com as pessoas teimosas. A teimosia dos cristãos de Corinto foi considerada por Paulo causa de julgamento divino (1 Co 11:29-30; 2 Co 12:20), assim são os cristãos atualmente que persistem no erro ou em seus pecados. Deus nos ajude a termos um coração quebrantado, pois é isso que agrada a Deus (Sl 51:17).
 
Pr Elis Clementino.

terça-feira, 24 de setembro de 2024

ESBOÇO 1398 * ASSUNTO: PAULO, UM CONCILIADOR.

 

ESBOÇO 1398 *
TEMA: PAULO, UM CONCILIADOR.
“Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim” (Fm 11).
 
A carta a Filemom nos traz um rico ensinamento de como devemos cumprir aquilo que Deus nos confiou: “o ministério da reconciliação” (2 Co 5:18). Não devemos abandonar as pessoas que cometeram algum delito e estão afastadas do nosso convívio cristão. Devemos procurar restaurar essas pessoas olhando para nós próprios para não cair no mesmo estado pecaminoso ou na mesma tentação (Gl 6:1). Na referida carta, Paulo conduziu um processo de reconciliação de uma forma que eu considero inteligente e clássica. A carta foi como uma espécie de ponte para reconciliar um escravo fugitivo em uma situação delicada perante o seu senhor.
 
I.                 SIGNIFICADO.
Reconciliação é um processo que redime o homem de seu estado pecaminoso, restaurando a sua comunhão com o seu criador. Foi para isso que Deus criou o ministério da reconciliação através do seu filho (2 Co 5:19-20). Ele também nos deu essa missão de reconciliar pessoas através do perdão. Deus nos deu o ministério da reconciliação para reconduzirmos os homens a Cristo.
 
II.                QUANDO A CARTA FOI ESCRITA?
Ela foi escrita quando Paulo estava preso pela primeira vez em Roma, entre os anos 60d.c e 62d.c. (Fl 1:1,9). A epístola a Filemom é tipicamente miniatura, nela não há nenhuma secção doutrinária, pois se tratava de uma missiva pessoal e inteiramente prática. O personagem central da carta era Onésimo, escravo de Filemom. Ela foi escrita de forma carinhosa devido à forte relação de amizade entre Paulo e Filemom.
 
III.              QUEM ERA FILEMOM E ONÉSIMO?
·        Filemom era um filho na fé e amigo de Paulo, um homem de posses e senhor de muitos escravos, era também muito útil na obra de Deus e ao próprio Paulo, por isso ele o tinha em grande estima.
·        Onésimo era um escravo de Filemom, que havia fugido da casa do seu Senhor e ido para Roma, e lá ele se converteu a Cristo e começou a ajudar a Paulo.
 
Nem todas as pessoas podem intermediar um processo de reconciliação entre pessoas. Na igreja, existem pessoas exclusivas e capacitadas para realizar essa tarefa, pois as pessoas para esse serviço necessitam ser sensíveis, que sejam como os enfermeiros das mãos leves quando aplicam uma injeção.
 
IV.              QUAL O PROPÓSITO DA CARTA?
Convencer Filemom a perdoar Onésimo, seu escravo fugitivo, e aceitá-lo de volta, não mais como escravo, mas como um irmão na fé, Paulo estava promovendo um ato de reconciliação.
 
V.               PAULO ENVIA O ESCRAVO DE VOLTA.
Paulo era um homem conciliador, amável, compreensivo e solidário às necessidades alheias. Onésimo estava ajudando Paulo e deu bom testemunho, demonstrando uma verdadeira conversão a Cristo. Vendo isso, Paulo resolve enviá-lo de volta ao seu senhor. Não se sabe a reação de Onésimo ao ouvir de Paulo que iria enviá-lo de volta para Filemom. Eu creio que a tranquilidade de Paulo passou segurança para Onésimo. O obreiro deve construir pontes e não abismos, Paulo estava reconstruindo uma ponte que havia sido destruída e precisava reconstruí-la.
 
O interessante é que alguns episódios acontecem justamente quando uma pessoa se converte ao Senhor Jesus Cristo, inclusive uma grande transformação que o leva ao novo nascimento, uma nova vida e uma regeneração completa (Jo 3:1-8; II Co 5:17). Nessa carta, Paulo usou vários argumentos como estratégia baseada na conversão de Onésimo.
 
VI.              QUAL O TEOR DA CARTA?
Paulo inicia a sua carta com ação de graça ao dizer. Eu agradeço a Deus, lembrando-me sempre de ti nas minhas orações. Jamais devemos nos esquecer das boas amizades, mesmo que esteja distante; amizade não se faz somente por momento e sim para toda a vida, lembrando até nas orações (v.4).
 
Paulo apresentou conhecimento a respeito de Filemom dizendo. Eu sei do teu amor e da fé que tens para com os santos, e a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo (vs.5, 6). Sinto-me alegre e confortado no teu amor, porque o coração dos santos tem sido reanimado por você (v.7).
      
VII.            QUAIS OS ARGUMENTOS DA CARTA?
O que Paulo escrevei em seus argumentos, foi uma espécie de trituração do coração de Filemom.
1. O jeito bondoso de Filemom agir para com as outras pessoas (v.5).
2. A autoridade implícita de Paulo, ou seja, eu não quero usar das minhas prerrogativas para te ordenar (v.8).
3. Paulo usou o amor para efetuar o seu apelo a favor de Onésimo (v.9).
4.  A idade avançada e a condição de prisioneiro a que Paulo estava sendo submetido serviram como alavanca para obter respeito e a boa vontade de Filemom (v.9).
5. Onésimo era “filho espiritual de Paulo”, por conseguinte, irmão espiritual de Filemom (v.10).
6. Onésimo, me foi útil e será muito útil a você Filemom (v.11).
7. Receba-o como as minhas entranhas (V12). No grego “entera” tem o mesmo significado, isso denota um profundo sentimento, aqui Paulo usa uma metáfora como parte íntima do ser humano.
8. Eu queria que ele estivesse comigo, para que ele me servisse em seu lugar (V 13).
9. Mas eu não queria fazer isso sem o teu consentimento, para que você não se sentisse forçado a recebê-lo, mas voluntário (V 14).
10. Talvez ele tenha se separado de você por um tempo por uma causa melhor, para ficar definitivamente com você, não como servo, mas como irmão (V 15,16). Talvez Paulo estava dizendo que aconteceu esse coisa ruim para que acontecesse uma melhor (Rm 8:28).
11. Se você me tem por companheiro, receba-o como a mim mesmo, se ele te deu prejuízo ou te deve algo, põe em minha conta (V 17,18).
12. Eu, fui quem escrevi essa carta, eu o pagarei, não é pagamento para que você não se sinta devedor, eu me regozijarei de ti, receba a quem saiu de mim (V 19,20).
13. Escrevi-te confiado na tua OBEDIÊNCIA, sabendo que ainda farás muito mais do que eu digo (V 21).
 
Todos devem ter novas oportunidades ou chances, às vezes não acreditem ser possível haver mudanças na vida das pessoas que cometeram algum delito. Jamais devemos crer que nunca falhamos. Jesus nos deu um grande exemplo, dando uma nova oportunidade a Pedro, que jamais pensaria que Jesus se lembrasse dele depois que o havia negado (Mc 16: 6,7). Devemos incentivar as pessoas exercitarem a misericórdia para com os faltosos e concedê-los novas oportunidades, se você não faz uso dela, pode faltar no momento que necessitares, não há tendo da parte do Senhor (Tg 2:13; Mt 5:7; 18: 33,35). Quantos na situação de Onésimo estão mortos na fé por caprichos de homens orgulhosos protegidos por uma sigla denominacional, à espera de um Paulo. Talvez, no ponto de vista de Filemom, aquele escravo jamais tivesse outra oportunidade, no entanto, Paulo tinha outro conceito sobre a situação daquele escravo. E você perdoa aqueles que lhes prejudicaram? Em Cristo somos uma só família. Nenhuma diferença racial, econômica, política e religiosa deve deixar de exercer a misericórdia. Deixe Cristo agir por seu intermédio para remover barreiras entre irmãos em Cristo, pois nele somos um. Deus nos confiou o ministério da reconciliação (2 Co 5:18). Está faltando Paulo em nossos dias. Quantos estão abandonados esperando um Paulo?
 
Pr. Elis Clementino