terça-feira, 22 de outubro de 2024

ESBOÇO 1414 * TEMA: CONFIANÇA EM DEUS.

 

ESBOÇO 1414 *
TEMA: CONFIANÇA EM DEUS.
TEXTO: SALMOS: 46:1-11.

Introdução:
Hoje, vamos refletir sobre o Salmo 46, um cântico que exalta a confiança plena em Deus, escrito pelos filhos de Corá, durante um tempo de grande tribulação. Este salmo é conhecido por sua ênfase no poder e na presença de Deus, mesmo em meio às situações mais adversas. Davi, inspirado pelo Espírito Santo, expressa a confiança do povo de Deus diante de ameaças e calamidades. Este texto nos relembra que, apesar das turbulências ao nosso redor — sejam guerras, desastres naturais ou crises pessoais — Deus permanece como nosso refúgio seguro. Vivemos em tempos de incerteza, com desafios tanto no plano global quanto no individual. Em momentos assim, somos chamados a olhar para o Senhor como nossa fortaleza e socorro bem presente. A pergunta que quero trazer hoje é: "Como manter nossa confiança inabalável em Deus quando tudo parece desmoronar ao nosso redor. Neste estudo, veremos quem Deus é para aqueles que nEle confia. Sua presença nos traz segurança, Ele controla as nações e como, até em tempos de guerra, Ele pode trazer paz na tempestade.

1. Para os que creem, Deus é:
·        Refúgio, lugar de abrigo (Sl 46:1; 91:1,2; Is 25:4).
·        Fortaleza fala de fortificação, proteção (Sl 32:7; Dt 31:6; Hb 13:6; Sl 118:6).
·        Socorro, nas horas mais angustiantes da vida, devemos confiar no Senhor (Sl 121:1,2; 125:1).
·        Segurança (Sl 91:1-2).
·        Consolo (2 Co 1:3-4).
·        Paz (Fp 4:6-7).
 
2. A presença de Deus resulta.
·        O salmista se refere à presença de Deus como um refúgio constante, trazendo segurança e paz nas adversidades (Sl 46:1-2; Is 26:3; Jo 14:27; Sl 4:8; Fp 4:7; Sl 91:1; Rm 15:3). Esses versículos trazem consolo e reafirmam a segurança e a paz que encontramos na presença de Deus. Moisés sentia mais segurança na companhia de Deus e não de um anjo (Êx 33:14). Aqueles que confiam no Senhor, mesmo que a sua vida seja ameaçada, não temem (Sl 23:4; 27:1-3; 91:5-6).
·        Rios, essa alusão se refere às vitórias, paz, segurança, alegria e fertilidade, é tudo o que a água nos oferece (Sl 46:4; Is 32:2; 33:21; 41:18; Sl 1:3; Ap 22:1; Sl 36:8). Pode se referir também em relação à agitação externa do mundo sobre Jerusalém. Devemos ter a certeza de que Deus está conosco; o “Deus de Jacó” é o nosso refúgio, mas por que o Deus de Jacó? Porque ele nunca falhou no que faz. O salmista nos convida para conhecer as obras de Deus (Sl 46:6-7). Nós cristãos devemos confiar em Deus, ele nunca falha, pois os que confiam no Senhor serão como os montes de Sião que não se abalam (Sl 125:1-3). A nossa confiança em Deus se dá pelo poder divino sobre todas as coisas.
 
3. O poder divino sobre as nações.
As nações se embraveceram; os reinos se moveram; ele levantou a sua voz e a terra se derreteu. Deus levanta e abate, levanta rei e destrona (Dn 2:21; 1 Sm 2:7-8; Sl 75: 6-7; Pv 21:1). Esses versículos mostram que Deus tem o controle absoluto sobre os governantes e autoridades, tanto levantando como removendo, por isso ele é invencível e pode mudar situações.
 
4. Paz em tempos de guerra.
Em tempos de guerra Deus pode trazer paz (Sl 46:9-10; Êx 15:3; Sl 24:8; Is 42:13). Esses versículos destacam Deus como aquele que luta pelas causas de seu povo, sendo imbatível em todas as batalhas (Sl 46:9-10; Ex 15:3; Sl 24:8; Is 42:13). Esses versículos destacam Deus soberano em guerras, ele está pronto para lutar a favor do seu povo sendo. Devemos confiar que Deus nos proporciona paz nas “guerras” tanto pessoal, quanto emocional em nossas vidas “Os que confiam no Senhor são como o monte de Sião, que não se abala, firme para sempre (Sl 125:1).
 
A nossa confiança em Deus deve ser inabalável, na certeza de que ele está conosco em todas as circunstâncias. Devemos ter a confiança de Davi (Sl 23:4; 27:1-3). Nessa confiança, não devemos temer as dificuldades, nem aqueles que se levantam contra nós. Manter firme a nossa confiança na atualidade é um grande desafio a nossa fé, porém o Senhor nos dá força para permanecermos confiante nele.
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1413 * ASSUNTO: A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ.

 

ESBOÇO 1413 *
ASSUNTO: A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ.
TEXTO: ROMANOS 3:21-31.
 
A justificação pela fé, este é um tema recorrente na Bíblia, sendo ela uma obra puramente divina e sem nenhuma intervenção humana nesse processo. A justificação é o ato soberano de Deus em tornar o homem justo por meio de Jesus Cristo, por isso a doutrina da justificação é de elevada importância na teologia cristã. Discorrerei de maneira breve e simples sobre a justificação divina para aqueles que alcançaram o perdão do Senhor através da crença e arrependimento por meio do salvador Jesus Cristo (Rm 5:1).
 
I. O estado espiritual do homem.
É impossível falar sobre justificação sem abordar a situação pecaminosa do homem perante Deus. Conforme escreveu o apóstolo Paulo aos romanos (Rm 3:9-19). As obras não justificariam o homem e nem a lei, pois nenhum homem seria beneficiado por elas (Gl 2:16; Rm 5:1; 8:33-34; 2 Co 5:21; Ef 2:8-9), pois não havia um justo se quer, todos pecaram e destituídos ficaram da glória de Deus (Rm 3:23). O que Paulo fala neste versículo faz parte do contexto onde ele argumenta que tanto judeus quanto gentios são culpados diante de Deus e que a justificação vem pela fé em Jesus Cristo e não pelas obras. Mas ele também destaca a obra redentora de Deus que nos deu a vida por meio de Jesus Cristo, mesmo os homens estando espiritualmente mortos em seus pecados. Ele nos salvou pela graça e nos colocou em posição de honra mediante seu filho, nos mostrando a sua bondade eterna (Ef 2:1-7).
 
II. A justificação pela fé em Jesus Cristo.
·        A justiça de Deus se manifesta sem a lei, tendo apenas testemunho da lei e dos profetas (Rm 3:21-22). Todos haviam pecado e destituídos estavam da glória de Deus (Rm 3:21). Portanto, a graça de Deus nos justificou.
·        Justificado gratuitamente. A justificação gratuita é pela redenção que há em Cristo Jesus, foi ele a quem Deus propôs, por propiciação pela fé no seu sangue, para demostrar a sua justiça pela remissão dos pecados que havíamos cometidos (Rm 3:24-25; 2 Co 5:21; Rm 8:33-34), no entanto, Deus é quem nos justifica.
·        Sem méritos, de maneira que ninguém pode se orgulhar de suas obras ou de ser um cumpridor da lei, porque a salvação não foi baseada na lei, mas na fé e por ela somos justificados (Rm 3:27). Esse versículo faz parte do contexto da carta aos romanos, onde Paulo explica que a justificação diante de Deus não vem pelas obras da lei, mas pela fé em Cristo, ele também argumenta em sua carta aos irmãos de Éfeso que diante de Deus ninguém teria motivo para se gloriar porque a salvação é um dom da graça recebida pela fé em Jesus e não algo que se alcance pelos méritos humanos (Ef 2:8-9).
 
III. Salvação sem acepção de pessoas.
O plano redentor é para todos, sem acepção de pessoas, classes sociais e etnias (Dt 10:17; At 10:34-35; Rm 2:11). Esses versículos deixam claro que Deus trata todos de igual modo e de forma justa, ele não julga com base nas características externas, ele valoriza o homem segundo o coração e as ações de cada um, ou seja, ele conhece o que há no coração (1 Sm 16:7; Sl 51:17).
 
IV. As obras justificam a fé.
A salvação pela graça não é pelos méritos, como Paulo falou em (Ef 2:8-9), porém o maior testemunho de fé daquele que aceitou a graça salvadora são as obras (Tg 2:17). O que o apóstolo diz aqui é que a fé deve ser acompanhada pelas nossas ações. Ele também destaca que uma fé sem obras é ineficaz, pois as boas obras são uma manifestação prática de uma fé genuína. Para Tiago, a fé que não resulta de justiça e amor é morta, ou seja, inútil e sem efeito real na vida daquele que confessa ser cristão. Paulo escreve em algumas das suas cartas enfatizando o comportamento cristão que, através dele, refletimos o caráter de Cristo (Ef 4:1-2; Rm 12:2; Gl 5:22-23; Fp 2:3-4; Cl 3:12-14; 1 Pe 2:12).
 
Portanto, estando o homem vivendo debaixo da graça divina, não há condenação, porque a lei do Espírito e de vida em Jesus Cristo o livrou da lei do pecado e da morte (Rm 8:1). Deus, em Jesus Cristo, nos dá toda a garantia de uma vida livre do pecado, essa realidade nos dá segurança em quaisquer circunstâncias (Rm 8:31-39). O cristão deve ter uma vida pautada em princípios que comprovem a sua fé em Jesus Cristo, abandonando a ideia de que Deus só quer o coração. No entanto, o próprio Jesus disse aos fariseus e líderes judeus que não criam nele (Jo 8:21). Aqueles que permanecerem em seus pecados não compartilharão da comunhão com Deus ou para onde eu vou, vós não podeis ir. 
 
Pr. Elis Clementino.

domingo, 20 de outubro de 2024

ESBOÇO 1412 * ASSUNTO: SALVAÇÃO NA CASA DE CORNÉLIO.

 

ESBOÇO 1412 *
ASSUNTO: SALVAÇÃO NA CASA DE CORNÉLIO.
TEXTO: ATOS 10:1-48.
 
Vamos meditar sobre um momento decisivo no avanço do evangelho: a salvação na casa de Cornélio, um centurião romano. Este relato, registrado em Atos 10, nos mostra que Deus não faz acepção de pessoas. Cornélio, embora não sendo judeu, era um homem temente a Deus, que demonstrava sua fé através de suas ações e orações constantes. Isso nos ensina que não devemos julgar quem Deus pode alcançar ou excluir pessoas de Seus planos. Veremos, através da vida de Cornélio, como a salvação é oferecida a todos e como Deus, por meio do evangelho, está sempre atento aos corações sinceros que o buscam.
 
A. Contexto histórico.
·        Quem era Cornélio? Um homem de Cesareia, um centurião da corte chamada italiana.
·        Suas qualidades: Cornélio era um homem piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muita caridade ao povo, dando-lhes esmolas.
·        A sua vida devocional: ele era temente a Deus e, de contínuo, orava a Deus, esse é um princípio  fundamental para um encontro com Deus para a salvação.
 
B. A revelação divina.
Estando Cornélio orando, por volta das três horas da tarde, teve uma visão e viu um anjo de Deus, que se dirigia para ele dizendo: Cornélio! Assustado, ele disse: Que é, Senhor? O anjo lhe disse: As tuas orações e as tuas esmolas têm subido para a memória diante de Deus. As maiores revelações divinas sempre vieram a nós através das orações e uma vida de comunhão com Deus. Muitas vezes queremos julgar e condenar as pessoas porque não fazem parte da nossa ou de outras denominações religiosas, no entanto, Deus sabe onde estão os seus. Existem muitas pessoas que ainda não fazem parte do rebanho de Deus, por conseguinte serão agregadas através do evangelho, porém não se sabe quando isso acontecerá.
 
C. A mensagem precisava ser ouvida.
Não há salvação sem evangelho, ele é a revelação da graça salvadora em Cristo, e Cornélio precisava ouvir, não de qualquer um, mas daquele a quem o Senhor havia delegado. O anjo lhe disse: agora, pois, envia homens a Jope e manda chamar Simão, que tem por sobrenome Pedro. Eu vou lhe dar o endereço de onde ele está, ele está na casa com um certo Simão, curtidor, que tem a sua casa junto ao mar. Ele te dirá o que convém fazer. Deus conhece a todos, seus olhos contemplam todos os lugares (Pv 15:3; Sl 33:13-14; 2 Cr 16:9; Sl 11:4; Jó 34:21). Esses versículos reforçam o conceito de que Deus está sempre atento a todos os aspectos da vida humana.
 
D. Cornélio envia homens a Jope.
·        Ele envia seus criados e um piedoso soldado, conjecturo que não podia ser qualquer um que estivesse de serviço. Cornélio contou tudo a estes e os enviou a Jope, indo eles, a caminho, já perto da cidade. Pedro subia ao terraço para orar, era quase a hora sexta. Os maiores encontros com Deus se dão através da oração.
·        Deus revela a Pedro, tendo ele fome, quis comer, enquanto lhe preparavam, sobreveio um arrebatamento de sentidos e viu o céu aberto e que descia um vaso, como se fosse um grande lençol atado pelas quatro pontas, vindo para a terra, no qual havia todos os tipos de animais quadrupedes, e repteis da terra e aves do céu. Esses animais, os judeus, não podiam comê-los, porque eram considerados impuros e a ele foi-lhe dirigida uma voz: levanta-te, Pedro! Mata e come!
·        A rejeição de Pedro à visão dizendo: Senhor, de modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum ou imunda. O Senhor lhe responde pela segunda vez, lhe dizendo: não faças tu comum ao que Deus purificou, isso aconteceu por três vezes e o vaso foi recolhido ao céu. O Senhor mostrava a Pedro que a salvação era para todos, tanto judeu, gregos e gentios, e que ele não rejeitasse aqueles que Deus lhes apresentasse.
·        Enquanto Pedro meditava naquela visão, chegaram os varões perguntando pela casa de Simão. Pensando Pedro naquela visão, o Espírito disse a Pedro: há três varões que te procuram, levanta-te, vai ter com eles, não duvidando; porque os enviei.
  • O encontro de Pedro e Cornélio. Ao chegar Pedro à casa de Cornélio, ele se ajoelhou perante Pedro, que o disse: levanta-te, que também sou homem. Cornélio precisava ouvir a palavra de Deus, enquanto Pedro pregava, caiu o Espírito Santo sobre todos que o ouviam (At 10:44-48). Ora, Pedro, na casa de Cornélio, disse: “reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas” (At 10:34). Paulo, quando escreveu aos romanos, disse: “Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas” (Rm 2:11).
A lição que aprendemos é que não devemos desprezar as pessoas, mas considerar a universalidade da salvação. Há muitas pessoas que ainda serão salvas por meio do evangelho, muitas delas são piedosas, elas serão alcançadas pela pregação do evangelho, mas os instrumentos de Deus somos nós, o Espírito Santo nos mostrará essas pessoas. A mensagem para o pecador é: crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa (At 16:31).
 
Pr. Elis Clementino.

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

ESBOÇO 1411 * TEMA: CUIDADO COM AS SEITAS E HERESIAS.

 

ESBOÇO 1411 *
TEMA: CUIDADO COM AS SEITAS E HERESIAS.
TEXTO: 2 PEDRO 2:1.
 
Falsos ensinamentos que combatem a fé cristã são disseminados desde o primeiro século, no começo da igreja cristã. Os apóstolos combatiam, mesmo assim esses falsos ensinos prejudicaram muito a igreja, comprometendo a espiritualidade de muitos cristãos piedosos e sinceros à doutrina que receberam do Senhor, por essa razão é necessário se precaver dessas doutrinas. Elas atacam diariamente as bases doutrinárias do cristianismo. É importante para o cristão distinguir para a defesa da sua própria fé.
 
A. Definição dos termos seita e heresia.
Entendendo as diferenças entre uma seita e uma heresia. Antes de se identificar uma seita ou uma religião falsa, precisamos identificar as diferenças entre seitas e heresias. Ambas se derivam da palavra grega háiresis, que significa escolha, partido, corrente de pensamento, divisão, escola, etc. A palavra heresia é adaptação de háiresis, quando passada para o latim, háreisis virou secta. Foi do latim que veio a palavra seita. Originalmente, a palavra não tinha sentido pejorativo, no entanto, o cristianismo foi chamado de seita em (At 24:5). Durante o julgamento de Paulo, esse foi o discurso de Tértulo, o acusando de agitador perante o governador Felix, o chamando de líder de uma seita, essa era uma tentativa de deslegitimar o cristianismo. Os líderes judaicos viam os cristãos como mais um grupo, uma facção dentro do judaísmo. Com o passar do tempo, hairesis também assumiu conotação negativa, como em (1 Co 11:19; Gl 5:20).
 
Em termos teológicos, podemos dizer que seita se refere a um grupo de pessoas e que heresias indica doutrinas antibíblicas defendidas pelo grupo. Com base nesta explicação podemos dizer que um cristão imaturo pode estar ensinando alguma heresia, sem, contudo, fazer parte de uma seita. Paulo combate contra as seitas e heresias (Gl 1:6-9; 1 Tm 1:3-4; 2 Tm 4:3-4; Tt 1:10-11). Esse versículo demonstra a preocupação de Paulo com a integridade do evangelho e combater os falsos ensinamentos e praticas que desviam a verdade cristã.
 
B. Significado de Doutrina?
1. A palavra significa ensino. Vem do latim (douctrina), que também significa ensino, referindo-se a qualquer tipo de ensino ou algum ensino especifico.  No grego (didaskalia), que se refere a ensino ou instrução.
 
2. As três principais doutrinas do cristianismo:
·        Doutrina de Deus (At 13:12; 1:42; Tt 2:10).
·        Doutrina de homens (Mt 15:9; 16:12; Cl 2:22).
·        Doutrina de demônios (1 Tim 1 Tm 4:1).
 
C. Porque estudar as falsas doutrinas?
·        Para defesa própria fé e o evangelho (Tt 1:9; Fl 1:16).
·        Para proteger o rebanho e os recém convertidos ao evangelho. A apologética é um meio para defender a fé.
·        Facilitar a evangelização, só podemos evangelizar se conhecermos a que tipo de doutrina o evangelizado está sendo submetido.
·        E fazer missões, ela é mais do que um deslocamento, precisamos entender a região à cultura para entendermos a sua religiosidade.
 
D. Recomendações Bíblicas contra as falsas doutrinas.
1. Ter cuidado para não ser enganado porque doutrina de homens enganam (Ef 4:14) (rituais e alimentos (Hb 13:9).
2. Estar firme na doutrina que recebeu do Senhor (Tt 1:92 Ts 2:15).
3. Persevere na doutrina de Cristo (2 Jo 9).
4. Viva bem serve como ornamento da doutrina (Tt 2:10; Rm 6:17).
5. Cuidado com os inimigos da cruz (os que procuravam corromper o evangelho) Fp 3:18; Gl 1:7.
6. Cuidado com outro evangelho ou coisa parecida. Os falsos mestres persuadiram os crentes da Galácia e de Corinto a mudarem de evangelho (Gl 1:8; I Co 3:11). Não quero aqui destacar denominações, mas dizer que na atualidade esses falsos ensinos continuam, eles são perigosos para a fé cristã, Jesus combatia e outros apóstolos também (Mt 7:15-16; 2 Co 11:13-15; Gl 1:6-8; 1 Tm 4:1; 2 Pe 2:1). Esses versículos alertam sobre a necessidade de discernimentos e vigilância diante de ensinamentos que desviam a verdade do evangelho.
 
E. Frutos da verdadeira doutrina.
·        Crescimento, ela faz crescer a nossa espiritualidade como a erva com o orvalho (Dt 32:2; Is 55:10,11; I Co 3:6,7; Sl 72:6).
·        Promover a paz em nossos corações.
·        Encaminhar o cristão para uma perfeita comunhão com Deus.
·        Contribuir na formação do caráter cristão.
 
Devemos considerar a importância da sã doutrina e não nos afastar dela, eu a comparo com à coluna vertebral que equilibra o corpo humano. O crente jamais permanecerá firme espiritualmente sem que haja conservação da doutrina de Cristo. Os apóstolos perseveraram e nós também devemos preservará até que o Senhor venha buscar a sua igreja.
 
Pr Elis Clementino.

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

ESBOÇO 1410 * TEMA: PROVA OU CASTIGO?

ESBOÇO 1410 *
TEMA: PROVA OU CASTIGO?
TEXTOS: Deuteronômio 8:2, 15-16.
Autor: Pr. Elis Clementino
 
Introdução
O tema é de grande relevância para a vida espiritual cristã, pois apresenta dois cenários distintos: a prova e o castigo. Muitos cristãos confundem esses dois aspectos da vida espiritual, atribuindo todo sofrimento a um ou a outro. É necessário compreender biblicamente a diferença para evitar julgamentos precipitados e constrangimentos.
 
A. Significados
ü  Prova: é aquilo que serve para estabelecer uma verdade, verificar ou demonstrar algo. No campo espiritual, é um meio pelo qual Deus revela o coração humano (Deuteronômio 8:2; Hebreus 3:8-9).
ü  Castigo: é sofrimento corporal ou moral infligido como punição por uma culpa. No aspecto espiritual, ocorre quando Deus corrige o pecado e a rebeldia do homem (Provérbios 3:12; Jeremias 21:5).
 
B. A Prova Espiritual
1. Por que Deus prova?
a) Porque o homem é inclinado à desobediência, e somente Deus conhece plenamente o coração humano. A prova revela quem realmente somos (Deuteronômio 8:2).
b) Além da teoria, Deus nos leva à prática, como no caso de Abraão (Gênesis 22:1-2).
c) As provações produzem crescimento espiritual: sofrimento → paciência → perseverança → esperança (Romanos 5:3-4; Tiago 1:3).
 
C. A Finalidade da Repreensão (Castigo Divino)
ü  Expressão do zelo e amor de Deus (Hebreus 12:6; Provérbios 3:12; Apocalipse 3:19).
ü  Serve para correção, disciplina e aperfeiçoamento (Hebreus 12:5-8; 13:21).
ü  Aproxima o crente de Deus, conduzindo-o ao arrependimento e restauração (Atos 9:16).
 
D. Nem Tudo é Prova ou Castigo
ü  Jesus disse: “Basta a cada dia o seu mal” (Mateus 6:34).
ü  Existem sofrimentos que não são prova nem castigo, mas consequências naturais da vida:
o   O cego de nascença (João 9:2-3).
o   A mulher do fluxo de sangue (Mateus 9:20).
o   A mulher cananeia de Tiro e Sidom (Marcos 7:24-30).
ü  Aflições fazem parte da vida humana (João 16:33; Eclesiastes 9:2; Mateus 5:45).
ü  Precisamos evitar julgamentos precipitados, como os amigos de Jó, que atribuíram sua dor a pecados ocultos.
 
E. Homens Provados por Deus
ü  Abraão: ao sair de sua terra e oferecer Isaque (Gênesis 12:1; 22:2).
ü  Moisés: chamado a enfrentar Faraó (Êxodo 3:10).
ü  Jó: perdeu filhos, bens, saúde e apoio dos amigos (Jó 1:14-19; 2:9).
ü  Noemi: perdeu esposo e filhos (Rute 1:20-22).
ü  Princípio: toda provação divina tem uma finalidade (1 Pedro 1:6-7). Pode vir por circunstâncias diversas ou até por permissão divina (Lucas 22:31-32). A pergunta não deve ser “por que?”, mas “para que?”.
 
F. As Punições Divinas (Exemplos de Castigo)
ü  Miriã: ferida com lepra por rebelar-se contra Moisés (Números 12:10).
ü  Geazi: ferido com lepra por mentir (2 Reis 5:27).
ü  Ezequias: adoeceu gravemente (Isaías 38:1).
ü  Uzias: castigado por querer oferecer incenso (2 Crônicas 26:19).
ü  Nabucodonosor: enlouqueceu e comeu capim (Daniel 4:33).
ü  Zacarias: ficou mudo por duvidar (Lucas 1:20).
ü  Herodes: foi comido por vermes (Atos 12:23).
ü  Paralítico de Betesda: advertido a não pecar mais (João5:14).
ü  Ananias e Safira: mortos instantaneamente (Atos 5:5,10).
 
Conclusão
Os sofrimentos do povo de Deus, muitas vezes, estiveram ligados ao pecado. Contudo, nem toda dor é consequência de falha pessoal — muitas doenças ou lutas vêm do desgaste físico e da própria condição humana.
O importante é compreender que:
ü  A prova revela e fortalece a fé.
ü  O castigo corrige e restaura.
Ambos têm como finalidade aproximar-nos de Deus, para que aprendamos a depender totalmente d’Ele.