domingo, 22 de dezembro de 2024

ESBOÇO 1456 * TÍTULO: CONSTÂNCIA NA FÉ E NO AMOR.

ESBOÇO 1456 *
TÍTULO: CONSTÂNCIA NA FÉ E NO AMOR.
TEXTO: 2 TESSALONICENSSES 1: 3-12.
 
Introdução:
O texto 2 Tessalonicenses 1:3-12, faz parte de uma carta escrita pelo apóstolo Paulo à igreja de Tessalônica, nela ele expressa profunda gratidão a Deus pelo crescimento espiritual daquela igreja. Ele também destaca a fé e o amor exemplares dos cristãos em meio às perseguições e sofrimentos, afirmando que essas dificuldades são uma prova da justiça de Deus. Ele assegura que, no tempo certo, Deus trará descanso aos fiéis e julgamento àqueles que os oprimiam, exaltando a glória de Cristo. O texto ainda aborda temas como a expectativa da volta de Cristo, servindo como encorajamento e um lembrete da fidelidade de Deus para com seu povo. Irei discorrer sobre o tema, com a finalidade de encorajar os cristãos da atualidade a manterem a sua firmeza na fé em meio às dificuldades.
 
A. Contexto histórico e cultural do texto.
Nesse argumento, irei destacar a importância e a razão pela qual a segunda carta foi escrita aos Tessalonicenses, por volta de 50-51 d.C., durante o início da era cristã, um período marcado por profundas transformações sociais e religiosas no Império Romano. A cidade de Tessalônica, situada na província da Macedônia, era uma importante metrópole comercial e política, conhecida por sua diversidade cultural e pela presença de uma vibrante comunidade judaica. Sua localização estratégica na Via Egnatia, uma das principais rotas comerciais da época, fazia dela um centro de intenso intercâmbio cultural, mas também um local onde os cristãos enfrentavam oposição tanto dos judeus quanto dos gentios. 
Perseguição - Os cristãos de Tessalônica viviam sob constante pressão. Como uma comunidade emergente, eles desafiavam as normas religiosas e sociais da época, declarando Jesus como Senhor, em oposição ao culto imperial que exaltava César como divino. Isso os tornava alvos de hostilidade, isolamento social e perseguições, tanto por parte das autoridades romanas quanto dos líderes religiosos locais. Essa realidade explica o tom encorajador de Paulo em suas cartas, reforçando a necessidade de fé, amor e perseverança. Ele escreve para fortalecer os cristãos, que eram muitas vezes excluídos e oprimidos por suas crenças.
A cultura do sofrimento redentor - A visão de Paulo sobre o sofrimento é profundamente moldada por sua compreensão da justiça divina e do propósito eterno. No contexto judaico-cristão, o sofrimento não é visto apenas como punição ou adversidade, mas como um meio de crescimento espiritual e testemunho da fé. Essa ideia está em contraste com a mentalidade grega predominante, que valorizava o prazer e evitava o sofrimento a todo custo. Para Paulo, os sofrimentos dos tessalonicenses eram uma prova de sua fé genuína e uma antecipação do juízo final, quando Deus corrigiria toda injustiça.
A expectativa escatológica - A igreja de Tessalônica vivia em grande expectativa pela volta de Cristo (parúsia), um tema central na teologia paulina. Essa esperança moldava não apenas sua resistência às dificuldades, mas também sua conduta ética e espiritual. Paulo exorta os crentes a viverem de forma digna, não apenas aguardando passivamente, mas demonstrando, em suas vidas, o caráter de Cristo. Relevância contemporânea - A carta aos Tessalonicenses é um exemplo vivo de como a fé e a esperança podem sustentar uma comunidade em tempos de adversidade. Na sociedade atual, onde desafios como a intolerância religiosa, injustiças sociais e crises globais são comuns, a mensagem de perseverança e confiança na justiça divina continua ressoando de maneira poderosa. Ela nos chama a refletir: como podemos, como os tessalonicenses, glorificar o nome de Cristo em meio às dificuldades de nosso tempo?
 
B. Ações de graças.
Paulo expressou sua profunda gratidão a Deus pela fé e pelo amor crescente daqueles irmãos, destacando a maneira como enfrentaram, com paciência e fé, as perseguições e aflições. Essa perseverança e fé os tornaram dignos de entrar no reino de Deus, razão pela qual suportaram as dificuldades. Aplicando essa lição aos dias atuais, devemos adotar a mesma atitude e visão dos cristãos de Tessalônica, perseverando com fé em meio às adversidades.
 
C. A recompensa dos perseguidores.
O apóstolo Paulo tinha a certeza de que aqueles que os atribulavam seriam recompensados por Deus na manifestação de Jesus Cristo, que veria como labaredas de fogo tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e nem obedecem ao evangelho de Jesus Cristo (2 Ts 1:6-9).
 
D. A expectativa da vinda do Senhor.
A expectativa de Paulo de que o Senhor veria para glorificação dos seus santos, ele também rogava para que Deus fortaleça e capacite os crentes de Tessalônica a viverem conforme o chamado de Deus, cumprindo com fé as boas obras e os propósitos divinos (2 Ts 1:10-11).
 
E. A glorificação.
A conduta daqueles cristãos era motivo do nome de Jesus (2 Ts 1:12). Aqui, Paulo destaca o objetivo do crescimento espiritual e da perseverança na fé: glorificar o nome de Jesus. Ele também enfatiza a graça divina como a base para que tanto Cristo seja glorificado em nós quanto nós n'Ele. É um chamado para vivermos de modo que nossas vidas reflitam a grandeza de Deus e de Seu Filho, Jesus Cristo.
·        Aplicação: Você tem vivido de modo que o nome de Jesus seja glorificado?
 
Conclusão:
Nossa vida cristã deve refletir a mesma fé inabalável e comportamento digno que os crentes de Tessalônica defenderam, mesmo em meio às perseguições. Eles perseveraram firmemente no evangelho, aguardando o dia em que o Senhor Jesus Cristo se manifestará para dar a justa recompensa à justiça. Que Deus nos conceda graça e força para perseverarmos nas tribulações desta vida, mantendo a confiança de que Ele nos capacite, nos dando graça e perseverança em meio às tribulações que nos cercam nesta vida.
 
Pr. Elis Clementino.

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

ESBOÇO 1455 * TÍTULO: O OBREIRO E A TRANQUILIDADE.

ESBOÇO 1455 *
TEMA: O OBREIRO E A TRANQUILIDADE.
TEXTO: “E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser brando para com todos, apto para ensinar, paciente” 2 TIMÓTEO 2:24.
 
Introdução
No exercício ministerial, o obreiro é chamado não apenas para realizar tarefas, mas para representar o caráter de Cristo em suas ações e comportamentos. A tranquilidade, nesse contexto, é uma virtude indispensável, pois reflete a confiança em Deus e o domínio próprio necessário para lidar com os desafios da obra. O texto base, em 2 Timóteo 2:24, nos ensina que o servo do Senhor deve evitar contendas, sendo brando, paciente e apto para ensinar. Esses atributos não apenas promovem a paz no ambiente ministerial, mas também fortalecem o impacto do trabalho na vida das pessoas. Neste esboço, refletiremos sobre os requisitos fundamentais para o desempenho ministerial, o impacto da convicção no chamado e como a tranquilidade é essencial para alcançar a vitória que Deus já reservou para cada um de nós. Que possamos aprender a descansar nas promessas de Deus e a confiar no tempo d’Ele para a realização de nossos propósitos.
 
A.      Desempenho ministerial.
1.      Alguns requisitos fundamentais.
·        Convicção do seu chamado, isso é válido tanto para o exercício ministerial quanto para lideranças.
·        Domínio próprio, mantendo o controle sobre as suas emoções (Pv 32:16). Esse versículo destaca a importância do autocontrole, mostrando que dominar a si mesmo é uma virtude mais poderosa e poderosa do que conquistar uma cidade.
·        Saber se relacionar com as outras pessoas é um empecilho para o desenvolvimento do obreiro ou líder.
·        Ser comunicativo, pois a comunicação é fundamental para o crescimento da obra de Deus (Pv 25:11). Esse versículo nos lembra do valor de uma comunicação adequada, no momento certo e com sabedoria, para construir bons relacionamentos e edificar os outros.
·        Ter empatia, a capacidade da pessoa de se identificar com a outra, sentir o que ela sente e aprender do modo que ela aprende (Rm 12:15).
·        Simplicidade, ou uma pessoa desprovida de orgulho, humildade e simplicidade, andam juntas (Pv 18:12). Esse versículo nos ensina que o orgulho precede a queda, enquanto a humildade abre caminho para a honra e vitórias de Deus.
·        Não ser ambicioso, contendendo por posições ou destaque, faça o que lhe for mandado. “Faça o que você sabe e pode, aquilo que você não sabe e nem pode, aquilo que você não sabe e nem pode, outro será determinado para fazer". Cada um deve saber a posição que ocupa, não se preocupe se algo está lhe incomodando, porém, quem está na liderança resolverá provavelmente o problema e não você. Aimázz queria fazer o que não lhe competia naquele momento, levar a notícia da morte de Absalão filho de Davi. Ele passou na frente do mensageiro oficial, o “Cuxita”, mas ele não se saiu bem, se tornando um mensageiro sem mensagem, não sabendo contar o que houve. Fique tranquilo, a sua hora um dia chega, Deus lhe chamou!
 
B.      Convicção do Chamado:
1.      Crescendo na terra da minha aflição.
·        A ausência da convicção gera instabilidade, na minha experiência de vida passei por muitas dificuldades quando ainda jovem, quando eu desejava desenvolver algum trabalho na obra de Deus, mesmo assim eu era muitas vezes impedido de fazer. Isso me causava desmotivação e até desejando recuar, era como uma espécie de provação. Eu questionava a Deus o porquê de tudo aquilo. Certa vez, o Senhor me falou por meio de uma mensagem profética. “Eu estou lhe preparando para algo maior”, essa mensagem me trouxe grande alivio.
·        A minha tranquilidade sem contender resultou em vitória, “Deus me fez crescer na terra da minha aflição”. O Senhor me concedeu a oportunidade de pastorear a igreja onde fui apresentado quando nasci, e onde mais sofri. Amados, não atem a boca do boi que debulha. “Não atarás a boca do boi, quando debulha” (Dt 25:4). A lei mosaica instruía os israelitas a permitirem que os bois comessem enquanto debulhava o grão. Mais tarde, o apóstolo Paulo fez referência a este versículo (1 Co 9:9; 1 Tm 5:18). E não quero aqui falar sobre o sustento, mas, de modo geral, o reconhecimento dos trabalhos prestados por cada um. (Aqueles que pensamos não ser tão útil hoje, amanhã ele pode ser tão útil quanto você.)
 
Conclusão.
O obreiro do Senhor é chamado para desempenhar sua função com paciência, humildade e convicção, confiando plenamente na soberania de Deus. A tranquilidade no ministério é um reflexo da confiança de que tudo está no controle d’Ele e de que cada propósito será cumprido no tempo certo. Ao evitar contendas, demonstrar mansidão e permanecer focado no trabalho que lhe foi confiado, o obreiro testemunha não apenas com palavras, mas também com atitudes. Assim, ele se torna um instrumento poderoso nas mãos de Deus, impactando vidas e edificando a obra divina. Portanto, siga tranquilo e confiante. Lembre-se de que Deus é fiel para cumprir aquilo que Ele prometeu. Faça a sua parte com excelência, e o que estiver além do seu alcance, Deus cuidará. Como diz o apóstolo Paulo: “Sede firmes, e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão ao Senhor” (1 Co 15:58). Amém!
 
Pr. Elis Clementino.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

ESBOÇO 1454 * TÍTULO: SENDO LUZ NO MUNDO: O EXEMPLO DE VIDA DO CRISTÃO.

 

ESBOÇO 1454 *
TÍTULO: SENDO LUZ NO MUNDO: O EXEMPLO DE VIDA DO CRISTÃO.
TEXTO: MATEUS 5:16.
 
Introdução:
O cristão é chamado a viver de forma que sua vida reflita os ensinamentos de Cristo, sendo um exemplo para os outros. A Bíblia oferece uma série de orientações sobre como o seguidor de Jesus deve se comportar, destacando virtudes como o amor, a humildade, a paciência e a justiça. Seguir o exemplo de Cristo implica adotar uma postura de integridade, servindo ao próximo e vivendo conforme a vontade de Deus. Através de suas ações, o cristão se torna a luz no mundo, capaz de inspirar e guiar outros para o caminho da fé.

I. O cristão como luz no mundo.
O cristão tem um papel importante no mundo, ser luz, essa luz quando resplandece em um mundo de trevas por meio das boas obras o nosso Pai celestial é glorificado (Mt 5:16).
·        Aplicação – devemos avaliar se a nossa vida está sendo um reflexo da luz de Cristo, pois no nosso cotidiano precisamos por meio da nossa conduta fazer a diferença manifestando a luz de Cristo. Se brilharmos como luz certamente favorecemos a muitos.
 
II. Características de um cristão exemplar.
1.      Amor ao próximo (Jo 13:33-34). O amor é a base de tudo. Jesus nos ensina a amar uns aos outros como ele nos ama. A maneira como tratamos os outros desse ser o reflexo do amor incondicional de Cristo. Se não tiver amor nada adianta (1 Co 13:1; Tg 1:27).
2.      Humildade, sem ela é impossível viver em paz com os outros (Fp 2:3).
3.      Perdão, a base da nossa comunhão entre irmãos (Cl 3:13).
4.      Paciência (Ef 4:2).
5.      Integridade (Sl 41:12; Pv 10:9).
 
III. Exemplo de vida cristã na Bíblia.
·        Jesus, o modelo a ser seguido (Jo 13:15).
·        Maria mãe de Jesus (Lc 1:38).
·        Estevão exemplo de fá cristão até na sua última hora (At 7:60).
·        Paulo escreve aos romanos e destaca o seu exemplo e ele deve ser imitado (1 Co 11:1). Ele exorta os cristãos a imitarem sua vida, porque ele segue o exemplo de Cristo. Paulo não se apresenta como alguém que vive de forma independente ou de acordo com seus próprios desejos, mas como alguém que vive em conformidade com os ensinamentos e o caráter de Jesus. Ele é um modelo de fé, dedicação e obediência a Deus.
 
IV. Como viver o evangelho no mundo atual?
a.      Praticando a justiça e a honestidade (Mq 6:8).
b.      Demonstrando amor ao próximo (Jo 15:12).
c.      Perdoando uns aos outros (Ef 4:32).
d.      Cuidando dos necessitados (Tg 1:27).
e.      Sendo exemplo em todo modo de viver (1 Tm 4:12).
f.       Testemunhando da fé em Cristo (Mc 16:15).
 
Conclusão:
Portanto, sejamos cristãos de modo que a nossa vida reflita o amor, a humildade, o perdão, a paciência e a integridade. Assim como os grandes exemplos da Bíblia, como Jesus, Maria e Abraão, somos chamados a viver de modo digno do evangelho, demonstrando que somos cartas vivas lidas por todos os homens (2 Co 3:2-3). Que nossa luz brilha intensamente para que outros sejam inspirados a glorificar a Deus (Mateus 5:14-16). sejamos fiéis em mostrar o caráter de Cristo em todo o nosso modo de viver.
 
Pr. Elis Clementino.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

ESBOÇO 1453 TEMA: A ORAÇÃO DE AGUR.

ESBOÇO 1453 *
TEMA: A ORAÇÃO DE AGUR.
TEXTO: PROVÉBIOS 30:7-9 (ARA). Duas coisas te peço; não mas negues, antes que eu morra: Afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário; para não suceder que, estando eu farto, te negue e diga: Quem é o Senhor? ou que, empobrecido, venha a furtar e profane o nome de Deus.
Autor: Pr. Elis Clementino.
 
INTRODUÇÃO:
O texto escrito por Agur nos apresenta uma oração incomum e profunda no seu conteúdo, ele reconhece suas limitações e busca sabedoria genuína. Uma oração diferente de muitas que pedem bênçãos abundantes ou livramento das dificuldades. Agur faz o seu pedido por equilíbrio. Ele deseja ter uma vida marcada pela integridade e pelo contentamento, sem os extremos da riqueza ou da pobreza, que podem desvirtuar sua relação com Deus. Esse texto nos leva a refletir sobre as nossas prioridades e como enxergamos a provisão de Deus em nossas vidas. Através dessa oração, aprendemos que mais importante do que ter muito ou pouco é ter o suficiente para viver uma vida de forma justa, honrando a Deus em todas as circunstâncias.
 
1. QUEM FOI AGUR?
Agur é uma figura enigmática das Escrituras, mencionado apenas em Provérbios 30, onde é identificado como “Agur, filho de Jaque”. Seu nome, em hebraico, significa “coletor” ou “reunidor”, e ele é reconhecido como o autor desse capítulo. Fora isso, nada mais sabemos sobre sua origem, família ou contexto histórico, o que torna suas palavras ainda mais preciosas: um homem simples, praticamente desconhecido, mas usado por Deus para transmitir verdades eternas.
 
A oração de Agur, registrada em Provérbios 30:7-9, é uma das mais belas expressões de humildade e dependência do Senhor. Antes de orar, nos versículos 1-3, ele demonstra um coração de quebrantamento e a consciência de suas limitações, dizendo:
 
“Fatiguei-me, ó Deus; fatiguei-me, ó Deus, e estou exausto. Na verdade, sou mais tolo do que ninguém, não tenho entendimento de homem, não aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do Santo.”
 
Essas palavras mostram um homem que entende o quanto é pequeno diante da grandeza de Deus. Agur nos lembra que a verdadeira sabedoria não vem do que sabemos ou conquistamos, mas de reconhecer nossas limitações e colocar toda a nossa confiança na dependência do Senhor.
Em sua oração, ele pede duas coisas essenciais:
ü  Pureza interior: “Afasta de mim a falsidade e a mentira.”
Ele entende que a vida que agrada a Deus começa no coração, com integridade diante do Senhor e dos homens.
Ele entende que a vida que agrada a Deus começa no coração, com integridade diante do Senhor e dos homens.
ü  Equilíbrio na vida: “Não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me é necessário.”
Agur não pede abundância nem miséria, mas o suficiente para viver de forma digna, sem que a fartura o leve a esquecer de Deus nem que a necessidade o leve ao pecado.
Agur não pede abundância nem miséria, mas o suficiente para viver de forma digna, sem que a fartura o leve a esquecer de Deus nem que a necessidade o leve ao pecado.
Sua oração é um retrato de uma vida centrada em Deus, que busca não apenas bênçãos materiais, mas uma relação saudável com o Senhor em todas as circunstâncias. Por isso, mesmo sendo uma figura pouco conhecida, Agur nos deixa uma lição eterna: a verdadeira riqueza é viver de maneira equilibrada, honrando a Deus em cada detalhe da vida.
 
3. A ORAÇÃO POR INTEGRIDADE.
·        A busca por uma vida verdadeira diante de Deus e dos homens.
o   Afasta de mim a falsidade e a mentira (Provérbios 30:7-8).
·        Aplicação - A falsidade e a mentira distorcem o caráter e nos afastam da verdade de Deus. Agur reconhece a necessidade de ser preservado dessas tentações.
 
4. AGUR ORA POR MODERAÇÃO E CONTENTAMENTO.
·        Não me dês nem a pobreza (Provérbios 30:8).
o   A importância de equilíbrio e sabedoria nas bençãos materiais. Quando perdemos esse equilíbrio, é perigoso porque caímos em tentação, por isso Paulo escreveu a Timóteo o alertando sobre as riquezas (2 Timóteo 6:9-11).
·        Não me dê riquezas.
o   Quando fazemos uma aplicação pessoal, entendemos que a riqueza excessiva pode nos levar à arrogância e ao esquecimento de Deus, ela pode impedir a entrada no reino de Deus (Mateus 19:16-22). Enquanto a pobreza extrema pode levar o indivíduo ao desespero e a atitudes ilícitas.
 
5. A ORAÇÃO PELO SUFICIENTE.
·        Dá-me o pão que me for necessário.
o   A provisão diária e o contentamento com o que é suficiente.
o   Agur nos dá uma lição que demonstra a dependência de Deus, isso nos faz lembrar da oração ensinada por Jesus “o pão nosso de cada dia” (Mateus 6:11). Paulo declara sobre o seu contentamento dizendo: "Porque nada trouxemos para este mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo, porém, sustento e com que nos vestir, estamos contentes." (2 Timóteo 6:7-8).
 
6. O PERIGO DOS EXCESSOS.
·        Para que, estando farto, eu não te negue e diga: Quem é o Senhor?
o   A abundância pode levar o indivíduo à autossuficiência e ao distanciamento de Deus.
o   Agur reconhece que as riquezas podem nos enganar, fazendo com que nos esqueçamos de que somos dependemos de Deus.
 
7. O PERIGO DA ESCASSEZ.
·        “Ou empobrecido, não furte, e profane o nome de Deus" (Provérbios 30:9).
o   A pobreza extrema pode gerar desespero e ações pecaminosas.
o   Na sua oração, ele busca evitar situações que o levem à tentação de desonrar o nome de Deus, tanto na riqueza quanto na pobreza.
 
CONCLUSÃO:
A oração de Agur nos ensina uma verdade essencial: uma vida equilibrada e dependente de Deus é o maior tesouro que podemos buscar. Ele nos desafia a priorizar a integridade, o contentamento e a confiança no Senhor acima de qualquer riqueza ou desejo material. Em um mundo que frequentemente nos empurra para os extremos da ganância ou do desespero, a sabedoria de Agur nos convida a caminhar em humildade, reconhecendo que Deus é quem supre as nossas necessidades e nos sustenta em tempos de crise e escassez. Que possamos, assim como Agur, buscar uma vida que glorifique a Deus, exigindo não o que queremos, mas o que precisamos para viver de forma justa, equilibrada e fiel ao Senhor. Essa oração simples, mas profunda, nos lembra que o verdadeiro contentamento está em depender de Deus diariamente, honrando Seu nome em tudo o que fazemos.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

ESBOÇO 1452 * TÍTULO: O ÚLTIMO PEDIDO.

 

ESBOÇO 1452 *
TÍTULO: O ÚLTIMO PEDIDO.
TEXTO: “Peço-te que me toque por herança porção dobrada do teu espírito” 2 Reis 2:9.
 
Existem pedidos que não são entendidos facilmente, principalmente aqueles que estão relacionados ao espiritual, como o pedido ambicioso de Eliseu, servo de Elias. Aquele seria um momento de transição do ministério de Elias para Eliseu. Sabendo que seria tomado, Elias oferece a oportunidade a Eliseu de pedir o que ele desejasse, porém ele pediu “porção dobrada do teu espírito sobre mim”. Irei de maneira sucinta falar sobre esse episódio.
 
1. Ambição – muitas vezes levamos em consideração o lado pejorativo como: posição, ganância por sucesso e dinheiro de maneira desmedida, essa é a primeira visão que temos sobre ambição, mas ela pode ser vista também como algo bom. Paulo apresenta um tipo de ambição benéfica, lutar para conquistar algo bom, principalmente no âmbito espiritual (I Co 9:24-27).
 
2. Contexto histórico.
·        O audacioso pedido de Eliseu tinha uma razão, dar continuidade ao ministério profético do seu senhor. O pedido simbolizava a unção e a capacitação divina que Elias tinha como profeta. “Porção dobrada” é uma referência ao costume judaico de o filho mais velho receber parte dobrada da herança. O pedido de Eliseu era para ser o principal sucessor de Elias e receber a plenitude de sua autoridade e poder profético. Se aceito o pedido, Eliseu seria honrado e chamado de profeta de Deus.
·        O que esse pedido de Eliseu refletiu?
o   A humildade de Eliseu.
o   Compromisso de Eliseu com a missão de Deus, ele não pediu para ser maior que o seu senhor, mas ter a mesma unção para continuar o trabalho profético.
 
3. O ministério profético de Elias e Eliseu.
·        O ministério profético de Elias se deu em um período de muita idolatria durante os reinos de Josafá em Jerusalém e Acabe a Acazias do reino do Norte. Esse ministério profético foi quase todo tempo relacionado à idolatria de Acabe e Jezabel, sua mulher. Ela não era israelita e pertencia à Ecrom, e lá adorava Baal-Zebube. Ela fez com que o reinado do seu marido se tornasse idólatra. Jezabel era uma perseguidora dos profetas do Senhor, Elias foi grandemente perseguido por ela.
Eliseu – foi um assistente do profeta Elias no reino do norte de Israel, ele era filho da Safat e vivia em Abel-Meolá, no vale do Jordão. Provavelmente ele conheceu Elias na escola de profetas, o que era muito comum na época. Deus havia ordenado a Elias que ungisse outro para que o substituísse (I Rs 19:16). Após caminharem juntos, Elias disse a Eliseu, pede-me o que queres, porém Eliseu fez um pedido audacioso. Esse pedido surgiu após Elias dizer-lhe que seria tomado pelo Senhor. Eliseu assistiu a muitos milagres realizados por Elias, aí surge a pergunta: por que Eliseu fez esse pedido tão ambicioso a Elias? A resposta está no tópico anterior.
 
4. Exemplos de desejos.
·        O ser humano tem sentimentos ou desejos, isso é natural e o normal da vida, mas é importante ressaltar que esses desejos não devem ser desmedidos. Alguns dos discípulos de Jesus demonstraram interesse em se destacar entre os demais (Lc 6:40; Mt 20:20-23; Mc 10:35-40), no entanto, Jesus mostrou a eles que não era como eles pensavam.
·        O apóstolo Paulo destaca que aspirar ao episcopado ou cargo de liderança na igreja é algo nobre (1 Tm 3:1). Isso é muito comum e natural entre os obreiros; por isso, Paulo disse a Timóteo ele despertasse o dom que nele havia (2 Tm 1:6). Aqui, Paulo está motivando a Timóteo a fortalecer o dom que Deus o havia concedido e que ele não deixasse esse dom adormecido, mas usá-lo ativamente em seu ministério.
·        Aplicação pessoal, devemos desejar as coisas boas, em todos os sentidos da vida, mas que esses desejos sejam comedidos ou com moderação (Rm 12:16). Paulo aconselha os crentes a não buscar classificação elevada ou posições de destaque, mas que vivessem humildemente, tendo uma vida modesta.
·        Atualmente, no meio cristão, estamos vivenciando atitudes equivocadas nesse sentido, a ansiedade do “ter muito” tem conduzido muitos cristãos à ganância do ter, essas aspirações estão mais ligadas às coisas materiais. Essa correria conduz a muitos ao desvio da fé. Infelizmente, pouco se ouve em orações as seguintes frases: Senhor, dai-me do teu poder! Me enche do teu Espírito Santo! Me batiza com o teu Santo Espírito! Encha-me da sua graça! As formas de pedidos mudaram e as mais comuns são: Deus, dai-me uma casa; um carro; um bom emprego; saúde; uma vida farta de bens materiais, ou seja, riquezas; me põe no topo da mídia, etc. Será que não estamos materializando as nossas orações? Ou são os efeitos da teologia da prosperidade defendida em muitos púlpitos de igrejas pentecostais como porção dobrada das coisas? Dobro de salário, etc. aí eu pergunto: há um desvio de foco nas orações?
 
Portanto, devemos entender que as nossas aspirações devem ser comedidas e, se estiver dentro das nossas possibilidades, o pedido de Eliseu foi sábio, ele sabia o que estava pedindo ao seu senhor, ele poderia pedir outra coisa, mas preferiu receber da mesma unção para continuar o ministério de Elias. Aprendemos uma lição muito importante, Eliseu não se afastava de Elias (2 Rs 2:2), uma expressão de insistência em seguir o seu senhor, mostrando a sua lealdade e compromisso com o profeta e com o chamado divino. Entretanto, não devemos nos afastar daqueles que nos dão proteção espiritual, na confiança de que Deus poderá usá-los para que o seu ministério seja continuado por meio de nós. Uma lição deve ser posta em prática: “O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído, será como o seu mestre” Lucas 6:40
              
Pr. Elis Clementino