quarta-feira, 21 de junho de 2023

ESBOÇO 1283 RECONHECENDO AS HONRARIAS.

 

ESBOÇO 1283
TEMA: RECONHECENDO AS HONRARIAS.
TEXTO: SALMOS 49:12; PROVÉRBIOS 15:33.

                Todo homem tem oportunidade de provar daquilo que é bom durante a sua vida, entre elas as honrarias, elas nos causam sensação de bem estar, prazer, glória e grandeza. Discorrerei nesse assunto e de maneira bem simples sobre as honrarias e o reconhecimento delas.

I.                    SIGNIFICADO.
a.       Honra, princípio que leva o indivíduo a uma boa conduta, digna, vitoriosa.
b.      Honra, destaque, privilégios, boa posição conquistada pelas boas qualidades.
 
II.                  CONSTRUINDO CAMINHOS PARA SER HONRADO.
Para tudo na vida construímos caminhos, principalmente para alcançarmos posições privilegiadas, embora existam pessoas que não sabem construir esses caminhos para obterem honras. Precisamos saber que a honra é construída através de valores. Há alguns que são fundamentais como: o caráter, humildade, conhecimento e sabedoria. O homem que conquista posições honrosas e esquece daqueles que participaram, não valorizará as honrarias recebidas.
 
III.                ESTAR EM HONRA.
Estar é um verbo transitivo indireto, ela é uma posição transitória, amanhã o indivíduo pode não estar, quem é honrado em alguma posição de destaque deve entender que por traz dela há um histórico, muitas pessoas estiveram envolvidas.

Ninguém escreve a sua história sozinho, Davi reconheceu que o seu amigo Jonatas fez parte da sua história e mesmo Jonatas morto Davi o honrou lembrando do pacto que haviam feito (I Sm18:3; 20:17; 33; 2 Sm 9:1), isso se chama de gratidão.

IV.                DESCONHECENDO A HONRA.
Existem pessoas que não sabem estar em posição de honra, pois aquelas pessoas que estão em honra e não valorizam são insensatos, muitos delas cometem abuso da autoridade, exemplos:
- O rei Nabucodonosor foi honrado por Deus e não reconheceu, o seu coração se encheu de orgulho elevando a si todos os méritos. A presunção tem levado muitas pessoas a destruírem todas as honras que lhes foram dadas (Dn 4:28-37).
- O rei Uzias foi honrado por Deus, mas o seu coração se encheu de orgulho e fez o que era mau aos olhos do Senhor (2 Cr 26:1-20).
- Hamã, teve honra, mas destruiu todas a suas honrarias (Et 5:11-14; 7:10). Existem pessoas que são egoístas e não suportam ver outras pessoas serem honradas. No convívio cristão acontece as mesmas coisas, muitos recebem honras e não valorizam, outros recebem e reconhecem que os outros também merecem.
 
V.                  A HONRA DA LIDERANÇA PASSA.
A honra é transitória como disse anteriormente, ela passa para outros em duas circunstâncias:
       a. Quando o homem morre “O homem, mesmo que muito importante, não vive para sempre; é como os animais, que perecem (Sl 49:12,20).
 b.                  E quando o homem não tem entendimento “O homem, revestido de honrarias, mas sem entendimento, é, antes, como os animais, que perecem” (Pv 15:33).

                Todo homem tem a sua história, geralmente ela foi iniciada logo cedo, e construída ao longo dos anos, no entanto, suas muitas virtudes o fazem alcançar posições de destaque e honrosas na sociedade. Ao chegar a uma posição de honra cabe ao homem mantê-la, reconhecendo que a sua ascensão, mesmo com seus méritos não se deu sozinha, algumas pessoas lhe deram o voto de confiança para que alcançasse tal posição. Podemos considerar também em relação as escolhas para alcançar uma função ministerial na obra de Deus (I Tm 3:13). Precisamos ter cuidado quando galgarmos tal posição. Quando formos conduzidos a substituir alguém em alguma posição de liderança, não desmereça a gestão passada perante aquele que foram seus liderados por ela, considere os seus bons feitos, pois o líder anterior fez o que pode e você também fará o que pode e as que estiverem dentro das suas possibilidades. Tudo quanto te vier à mão para fazer, fazei-o conforme as tuas forças (Ec 9:10). Amados, peçam a Deus sabedoria para se manter longe do orgulho porque ele precede a ruína (Pv 16:18).

Se você em alguma ocasião for substituído por outro líder, saia de forma honrosa, é melhor a saudade do que o repúdio.

Pr. Elis Clementino.

quarta-feira, 14 de junho de 2023

ESBOÇO 1282 A HIPOCRISIA RELIGIOSA.

 

ESBOÇO 1282
TEMA: A HIPOCRISIA RELIGIOSA.
TEXTO: MATEUS 23:1-39

Mateus relata detalhadamente de como Jesus combatia a hipocrisia dos fariseus e escribas, estes eram legalistas e aparentavam-se justos e verdadeiros guardadores da lei de Moisés. De maneira bem simples e sucinta irei falar um pouco sobre o que Mateus escreveu no seu evangelho a respeito dos encontros de Jesus com os hipócritas.

I.                     QUEM ERAM OS ESCRIBAS?
Os escribas eram as pessoas que tinham a função de escrever os textos e registrar os acontecimentos e as leis, pois esses eram profissionais, eles redigiam a lei, copiavam e arquivavam todas as informações sobre ela. Esses escribas estavam sempre presente nas sinagogas para cobrar o cumprimento da lei, durante o ministério de Jesus eles acompanhavam e estavam sempre presente.

II.                   O QUEM ERAM OS FARISEUS?
Os fariseus eram judeus religiosos guardadores da Torá, eles se opunham aos saduceus e criam na lei oral, eles instituíram as sinagogas. Os fariseus acompanhavam Jesus com a finalidade de condená-lo por não cumprir a lei, eles ostentavam santidade e viviam mais da aparência, eram verdadeiros hipócritas, punham fardos sobre os outros quando nem ele mesmo podia carregar (Mt 23:4).

III.                 A HIPÓCRISIA RELIGIOSA.

Jesus Cristo via naqueles homens a verdadeira hipocrisia e resolveu alcançar-lhes em rosto o quão eles eram hipocrisias, eles eram legalistas opressores (Mt 23:1-7), eles adoravam ser chamados de mestre, a exaltação estava alojada em seus corações, porém não sabiam eles que os exaltados seriam humilhados (Mt 23:12). A hipocrisia daqueles escribas e fariseus era tanta que eles se consideravam justos a ponto de fechar aos homens o reino dos céus quando nem eles mesmos entrariam entrando, além de serem perseguidores (Mt 23:13-14). Por muitas vezes Jesus usou a expressão “Ai de vós” essa era uma expressão que indicava sentença para os tais, ou seja, que eles sofreriam as consequências das suas hipocrisias. Até que ponto pode chegar uma hipocrisia religiosa?

IV.                DIFERENÇA ENTRE O RELIGIOSO E O ESPIRITUAL.
a.       O religioso tem como base a sua religião, a sua devoção fundada em algum tipo de ensinamento. O termo religião indica religar o homem a Deus, mas nem sempre esse termo indique que as pessoas estejam realmente religadas a Deus. Existem muitas pessoas que se intitulam religiosas quando na realidade não são. Na época de Jesus os religiosos eram extremamente legalistas se apoiavam na lei de Moisés e julgavam-se justos mais do que os outros (Lc 18:8-17). Os religiosos excluem pessoas que não aderem o seu sistema religioso, muitas vezes essas exclusões são grosseiras, humilhando as pessoas até de outras denominações considerando-as não terem Deus em suas vidas.
     
    b.   O espiritual usa a razão e compreende seus limites. O fanatismo é o resultado da falta de senso. O espiritual decerne bem as coisas e ele mesmo por ninguém é decernido (I Co 2:15; I Jo 2:20), essa é a grande diferença entre o religioso e o espiritual. O espiritual restaura pessoas e não exclui (Gl 6:1). Se alguém se considera espiritual, considere ou reconheça os mandamentos do Senhor que Paulo escreveu (I Co 14:37). Não basta apenas parecer ser justo, temo que ser realmente justo.

Naturalmente, muitos cristãos não foram ensinados com clareza sobre a hipocrisia religiosa e assim cometem as mesmas atitudes daqueles escribas e fariseus, até se exaltando nos momentos de culto no templo. A descriminação denominacionais estão por toda parte, por causa dela deixamos de agir com hospitalidade, as vezes deixamos transparecer essa diferença, não sendo afáveis e misericordiosos com seus irmãos (I Pe 3:8). Não digo que o obreiro que esteja a frente do culto conceda a oportunidade a todos que cegarem ao templo, pois isso fica a cargo dele, porém ele deve receber de maneire gentil, afável, digna qualquer pessoa que adentre ao templo para assistir os cultos, ações dessa natureza só o enobrece.

Pr. Elis Clementino.

 

               

ESBOÇO 1281 O PASTOR PRESTARÁ CONTAS DAS OVELHAS.

 

ESBOÇO 1281
TEMA: O PASTOR PRESTARÁ CONTAS DAS OVELHAS.
TEXTO: HEBREUS 13:7

Todo homem há de prestar conta das suas obras a Deus, muito mais se aquele que serve a Deus e ocupe uma posição sacerdotal, nesse caso as cobranças serão ainda maiores. “A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido” (Lc 12:48). Essa é a base da prestação de contas.

I.                     A FUNÇÃO DO PASTOR.
O pastor tem a função de conduzir as ovelhas ao aperfeiçoamento espiritual, preparando-as para entrega-las a Deus no dia da prestação de contas (I Pe 4:5). O pastor tem a responsabilidade de ensinar as suas ovelhas, protege-las, alimentá-las e cuidar (Sl 23:1-3), pois, ai do pastor que não cuidar das suas ovelhas (Jr 23:1). O pastor é responsável pelo destino das suas ovelhas, ele as ensina e exige delas uma boa conduta para que não se perca no mundo pecaminoso. O apóstolo Paulo ensinou em sua carta aos cristãos de Roma (Rm 12:2), ele também requereu dos cristãos um comportamento digno do evangelho (Fp 1:27-29), portanto, o pastor deve ensinar com zelo e cuidado de si e da doutrina para que não seja reprovado (I Tm 4:12). O pastor deve ser cauteloso quando houver a necessidade de aplicar a disciplina, evitando a correção em momento de ira e sem guardar rancor.
II.                   INSTRUMENTOS DO PASTOR.
A vara e o cajado são principais instrumentos para conduzir as ovelhas, porém, esses instrumentos devem ser usados nos momentos certos. Para muitos pastores esses instrumentos são dispensados, porque para eles o que mais interessa é a lã, o leite e as gorduras (Ez 34:36; Zc 11:16). Quando o pastor se omite em usar esses instrumentos causa insegurança, podendo usar de parcialidade na correção. A palavra de Deus é CANON, a “vara de medir” e o cajado (2 Tm 3:16; Sl 23:4). O pastor deve acompanhar as ovelhas e orientá-las em todos os aspectos da vida.

III.                 AS QUALIFICAÇÕES DE UM PASTOR.
O pastor deve ter uma vida moralmente equilibrada aos moldes da palavra de Deus, ele é o Norte para suas ovelhas. A sua boa reputação deve ser conhecida e confirmada pelas suas ovelhas, na carta aos hebreus diz o seguinte: “Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver.” (Hb 13:7). As ovelhas seguem o seu pastor desde que ele seja exemplo, mas quando ele deixa de ser exemplo, ou perde as suas qualificações as ovelhas se dispersarão. O pastor deve ser conhecido das suas ovelhas (Jo 10:14).

Eu ouvi um obreiro líder dizer no púlpito da sua igreja que a vida dele não importava a ninguém e muito menos com o que falassem dele, que as ovelhas olhassem para Cristo e não para ele.  Nós pastores temos sim de nos preocupar com a nossa vida moral e espiritual, bem como a nossa reputação, isso faz parte do ofício (I Tm 3:1,2; 4:12). Quando Samuel transferiu o cargo para o rei Saul ele deu uma declaração pública da sua conduta (I Sm 12:3,4), porém, quanto a sua reputação seria confirmada pelo povo. O obreiro também deve se preocupar com a sua reputação, pois há muitos exemplos tristes de pastores que decepcionam suas ovelhas pelos escândalos ou péssimos comportamentos, pois é triste para as ovelhas ouvirem falar mal do obreiro e não ter como defende-lo.

IV.                OS CUIDADOS COM OS FALSOS MESTRES.
O apóstolo Paulo se preocupava com suas ovelhas, como também sobre o que aconteceria na sua ausência, pois havia muitos falsos ensinadores na igreja e fora dela “Porque eu sei nisto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho; E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si” (At 20:29). Há também em algumas cartas o alerta em relação aos falsos mestres (Hb 13:9; 2 Pe 2:1,2). Outras instruções são descritas por Paulo a Tito (Tt 2:1-15), pois ele sabia que Tito e tantos outros bispos poderiam evitar que os falsos mestres, corromper-se o rebanho. O pastor é o guardião do rebanho.

Portanto, a responsabilidade de um pastor é muito grande em guiar suas ovelhas, ele tem duas funções fundamentais para o seu ministério, cuidar da doutrina e dele mesmo, principalmente quando lhe é exigido tanto (I Tm 4:16). Como pastores devemos reconhecer as nossas limitações, as dificuldades para conduzir o rebanho de Deus, além disso, temos que nos dispor a enfrentar os predadores de ovelhas como Davi fez com o urso e o leão, mas o Senhor dará graça e coragem para defender as ovelhas que Deus entregou em nossas mãos. Amados irmãos sejais afáveis para com os vossos pastores, certamente Deus te abençoará.

Pr. Elis Clementino.

quarta-feira, 7 de junho de 2023

ESBOÇO 1280 CHORO E ALEGRIA.

 

ESBOÇO 1280
TEMA: CHORO E ALEGRIA.
TEXTO: “Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram” ROMANOS 2:15.

Nem sempre as pessoas são sensíveis aos sofrimentos alheios, elas são incapazes de sentir a dor, ou aceitar a alegria dos seus semelhantes, essas pessoas são desprovidas desse sentimento e incapazes de chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram. Paulo enfatiza a necessidade de os crentes viverem em comunhão e terem o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, de humildade, compaixão, perdão e misericórdia (Fp 2:5).

1.       A INVERSÃO DE VALORES.
A principal causa da inversão dos valores humanos foi explicita por Jesus no sermão da montanha “Por se multiplicar a iniquidade o amor de muitos esfriará” (Mt 24:12). Ultimamente o amor ao próximo está esfriando, a cada dia que passa, em contrapartida, as consequências são as piores possíveis.

2.       O BOM SAMARITANO, EXEMPLO DE AMOR AO PRÓXIMO.
A parábola do bom samaritano retrata o amor ao próximo, embora esse amor nem sempre seja praticado por pessoas religiosas, pois a parábola apresenta isso. Um homem foi assaltado e espancado ficando quase morto, entretanto, passou um sacerdote, depois um levita, que ambos eram religiosos e conhecedores das leis divinas, porém, aqueles homens se recusaram a prestar um ato de solidariedade e amor a aquele pobre homem, embora fosse obrigação deles devido a posição religiosa que eles exerciam, entretanto, nada fizeram. Posteriormente passou um viajante, e este era samaritano (Lc 10:25-37), para ele, não importava quem era aquele homem, pois o amor ao próximo foi mais forte em seu coração do que daqueles religiosos. O viajante diante daquela sena, parou! Untou azeite sobre as feridas daquele homem, o montou sobre a sua cavalgadura, e levou até uma estalagem para que ele fosse cuidado, com custos a serem ressarcidos quando voltasse, pois o seu amor ao próximo sobrepujava as despesas que tivesse para com aquele homem.

3.       JESUS CONTAGIOU SEUS DISCÍPULOS COM O SEU AMOR.
Jesus deixou para os discípulos um grande exemplo de amor ao próximo, que posteriormente foi comprovado através dos próprios discípulos, na igreja eles estavam unidos e repartiam o pão (At 2:42-47). Jesus os ensinou a amar o próximo e fazer o bem, até a quem lhes fizessem o mal (Lc 6:27-31; Sl 37:8), pois façamos o bem sem olhar a quem, e sem esperar recompensa. Atualmente, o exemplo de Cristo nos ensinou a amar o próximo, mas pouco está sendo praticado, assim: “alegram-se com os que choram e choram de tristeza por aqueles com aqueles que se alegram”. O único que consola os tristes e aqueles que choram, é Jesus. Ele está tratando como bem-aventurados os que choram, porque serão consolados (Mt 5:4).

4.      DEUS, O CONSOLADOR.
Deus é o pai das misericórdias e de toda a consolação, ele nos consola em toda a nossa tribulação para que possamos consolar os que tiverem em alguma tribulação ou aflição, com a mesma consolação com que somos consolados por Deus, mas se somos consolados, é para a nossa consolação (2 Co 1:3-6). Quem nunca experimentou aflições não sabe o que ela pode causar, quantas pessoas estão necessitadas precisando e esperando uma palavra de conforto, quando essas pessoas recebem uma palavra de conforto é como um copo com água em um deserto (Sl 30:5b).

            Somos moradores de um mundo conturbado, por isso sofremos e gememos, e muitas vezes ninguém aparece para amenizar a nossa dor, embora essas pessoas saibam que estão no mesmo barco. Alguns podem até se alegrar com as nossas dificuldades, e se possível pendurava-se sobre ela, para a torna-la mais pesada, mas também existem aqueles que se alegram conosco nos momentos de alegrias.

Pr. Elis Clementino

terça-feira, 6 de junho de 2023

ESBOÇO 1279 JESUS, O ADVOGADO FIEL.

 

ESBOÇO 1279
TEMA: JESUS, O ADVOGADO FIEL.
TEXTO:  I JOÃO 2:1,2.

É interessante como os processos percorrem nos tribunais, eles podem até demorar, mas um dia ele será julgado. Nesse assunto eu desejo traçar um sucinto paralelo entre o julgamento de processos cíveis nas mãos de juízes e advogados com o julgamento divino, cujo Deus, o justo juiz que julgará todos os homens.

I.                     PROCESSO JUDICIAL.
É uma demanda jurídica que visa a sentença do mérito, ele resulta em uma decisão de um direito que foi violado ou um crime cometido. Os processos têm as suas divisões, porém não entrarei em detalhes.

II.                   JULGAMENTO DE UMA SENTENÇA.
No mundo jurídico entendemos que as pessoas que cometem crimes ou em alguma outra demanda judicial, os processos têm um longo caminho a ser percorrido até chegar ao tribunal, este julgará o réu culpado ou inocente, e até mesmo dar solução a um direito que foi violado.  Mediante um crime cometido, no julgamento o réu poderá ser condenado ou absolvido, conforme os resultados dos jurados, mesmo que o processo seja julgado e haja condenação, o advogado de defesa ainda pode recorrer da sentença, porém, em alguns casos pode não caber mais recursos e a condenação permanece.

III.                 A FUNÇÃO DO ADVOGADO.
O Advogado no latim significa “aquele que roga por outro” ele tem um papel fundamental na causa, seja ela simples ou não, ele procurará favorecer o seu cliente dentro dos limites da lei. O advogado através do seu conhecimento jurídico pode fazer com que o seu cliente tenha ganho de causa ou não, dependendo de como ele conduz o processo, seja ele advogado de acusação ou defesa. O defensor é a voz do seu cliente, talvez o juiz possa fazer algumas perguntas, mas raramente farão, porque tudo está nos autos formulados pelos advogados. Atualmente alguns processos caem nas mãos de juízes mediadores ou de conciliação, e muitos destes processos são resolvidos através de acordos, e ali encerra-se o processo. Todo cidadão tem o direito de defesa, o defendente não pode ser julgado e condenado sem esse direito. O apostolo Paulo teve o direito a defesa perante o governador Felix, mediante as acusações atribuídas a ele (At 24:10-24).

IV.                JESUS, O ADVOGADO
O homem infringiu a lei divina através dos seus pecados, todos foram julgados pecadores, pois toda desobediência tem um preço. Por um só homem entrou o pecado no mundo e passou a todos os homens (Rm 5:12; Rm 3:23), mas agora Deus constitui para nós um grande advogado “Jesus Cristo” para justificar o homem perante Deus, sem, contudo, cobrar honorários (I Jo 2:1), por meio dele fomos justificados, nos redimindo e livrando-nos da condenação do juízo eterno. Nas suas mãos também entregamos as nossas causas, e até as judiciais, Ele pleiteia por nós. Em muitas ocasiões desanimamos com os nossos próprios pecados, mas quando constituímos Jesus Cristo nosso advogado, Ele estende as suas mãos para nos socorrer e interceder por nós nos justificando (Rm 8:1,2,34). Jesus é o defensor dos necessitados, ele é o socorro presente em todos os momentos, ele é a propiciação dos nossos pecados (I Jo 2:2).

V.                  O JULGAMENTO DIVINO.
Esse julgamento será a decisão final dos atos de todos os homens, esses atos estão escritos no livro divino, embora não seja literalmente um livro comum, pois nele que são registrados todos os atos humanos. O juiz desse julgamento é o justo juiz (At 10:42; 2 Tm 4:1). Todos os homens hão de comparecer, tanto os vivos, quanto os mortos. Naquele momento não há como reverter a situação condenatória ou absolutória. Irmãos, não devemos confundir o julgamento no tribunal de Cristo que haverá após o arrebatamento (I Co 3:13-15; 2 Co 5:10), com o juízo final (Ap 20:11-15; Mt 12:36), no juízo final todos irão prestar conta, até os anjos caídos (2 Pe 2:4; Jd 6).

                Portanto, há uma prestação de contas tanto para todos os homens, cada um deles terá de comparecer perante o justo juiz e prestar contas dos seus atos e cada um será julgado e terá o lugar que merecer. Devemos recorrer sempre a Jesus o nosso advogado, antes que caiamos nas mãos do juiz que há de julgar os vivos e os mortos (Mt 7:22,23), aí, não terá mais solução, a porta será fechada (Mt 25:11-12). Amados, não abuseis dessa prerrogativa de defesa em continuar pecando ou nos submetendo novamente a escravidão, somos livres para servir a Deus (Gl 5:1; I Pe 1:16).

Pr. Elis Clementino