quarta-feira, 16 de outubro de 2024

ESBOÇO 1410 * TEMA: PROVA OU CASTIGO?

ESBOÇO 1410 *
TEMA: PROVA OU CASTIGO?
TEXTOS: Deuteronômio 8:2, 15-16.
Autor: Pr. Elis Clementino
 
Introdução
O tema é de grande relevância para a vida espiritual cristã, pois apresenta dois cenários distintos: a prova e o castigo. Muitos cristãos confundem esses dois aspectos da vida espiritual, atribuindo todo sofrimento a um ou a outro. É necessário compreender biblicamente a diferença para evitar julgamentos precipitados e constrangimentos.
 
A. Significados
ü  Prova: é aquilo que serve para estabelecer uma verdade, verificar ou demonstrar algo. No campo espiritual, é um meio pelo qual Deus revela o coração humano (Deuteronômio 8:2; Hebreus 3:8-9).
ü  Castigo: é sofrimento corporal ou moral infligido como punição por uma culpa. No aspecto espiritual, ocorre quando Deus corrige o pecado e a rebeldia do homem (Provérbios 3:12; Jeremias 21:5).
 
B. A Prova Espiritual
1. Por que Deus prova?
a) Porque o homem é inclinado à desobediência, e somente Deus conhece plenamente o coração humano. A prova revela quem realmente somos (Deuteronômio 8:2).
b) Além da teoria, Deus nos leva à prática, como no caso de Abraão (Gênesis 22:1-2).
c) As provações produzem crescimento espiritual: sofrimento → paciência → perseverança → esperança (Romanos 5:3-4; Tiago 1:3).
 
C. A Finalidade da Repreensão (Castigo Divino)
ü  Expressão do zelo e amor de Deus (Hebreus 12:6; Provérbios 3:12; Apocalipse 3:19).
ü  Serve para correção, disciplina e aperfeiçoamento (Hebreus 12:5-8; 13:21).
ü  Aproxima o crente de Deus, conduzindo-o ao arrependimento e restauração (Atos 9:16).
 
D. Nem Tudo é Prova ou Castigo
ü  Jesus disse: “Basta a cada dia o seu mal” (Mateus 6:34).
ü  Existem sofrimentos que não são prova nem castigo, mas consequências naturais da vida:
o   O cego de nascença (João 9:2-3).
o   A mulher do fluxo de sangue (Mateus 9:20).
o   A mulher cananeia de Tiro e Sidom (Marcos 7:24-30).
ü  Aflições fazem parte da vida humana (João 16:33; Eclesiastes 9:2; Mateus 5:45).
ü  Precisamos evitar julgamentos precipitados, como os amigos de Jó, que atribuíram sua dor a pecados ocultos.
 
E. Homens Provados por Deus
ü  Abraão: ao sair de sua terra e oferecer Isaque (Gênesis 12:1; 22:2).
ü  Moisés: chamado a enfrentar Faraó (Êxodo 3:10).
ü  Jó: perdeu filhos, bens, saúde e apoio dos amigos (Jó 1:14-19; 2:9).
ü  Noemi: perdeu esposo e filhos (Rute 1:20-22).
ü  Princípio: toda provação divina tem uma finalidade (1 Pedro 1:6-7). Pode vir por circunstâncias diversas ou até por permissão divina (Lucas 22:31-32). A pergunta não deve ser “por que?”, mas “para que?”.
 
F. As Punições Divinas (Exemplos de Castigo)
ü  Miriã: ferida com lepra por rebelar-se contra Moisés (Números 12:10).
ü  Geazi: ferido com lepra por mentir (2 Reis 5:27).
ü  Ezequias: adoeceu gravemente (Isaías 38:1).
ü  Uzias: castigado por querer oferecer incenso (2 Crônicas 26:19).
ü  Nabucodonosor: enlouqueceu e comeu capim (Daniel 4:33).
ü  Zacarias: ficou mudo por duvidar (Lucas 1:20).
ü  Herodes: foi comido por vermes (Atos 12:23).
ü  Paralítico de Betesda: advertido a não pecar mais (João5:14).
ü  Ananias e Safira: mortos instantaneamente (Atos 5:5,10).
 
Conclusão
Os sofrimentos do povo de Deus, muitas vezes, estiveram ligados ao pecado. Contudo, nem toda dor é consequência de falha pessoal — muitas doenças ou lutas vêm do desgaste físico e da própria condição humana.
O importante é compreender que:
ü  A prova revela e fortalece a fé.
ü  O castigo corrige e restaura.
Ambos têm como finalidade aproximar-nos de Deus, para que aprendamos a depender totalmente d’Ele.

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

ESBOÇO 1409 * TÍTULO: NÃO DESPREZE AS COISAS PEQUENAS.

 

ESBOÇO 1409 *
TÍTULO: NÃO DESPREZE AS COISAS PEQUENAS.
TEMA: ZACARIAS 4:10.
 
Ao falarmos das pequenas coisas, devemos entender que elas existem e têm o seu dia. As coisas pequenas e desprezíveis estão por toda parte. Muitas vezes elas nos surpreendem, a ponto de dizermos: quem diria! Pois bem! No dia-a-dia da vida, as coisas pequenas podem desenvolver-se. Muitas coisas pequenas continuarão pequenas nas mãos de quem não sabe multiplicar, exemplo disso encontramos na parábola dos talentos (Mt 25:16). Mas o que eu desejo falar nesse assunto é que não devemos desprezar as coisas pequenas, mas considerá-las.
 
I. A valorização das coisas pequenas.
  • Tanto as coisas grandes como as pequenas têm valor, dependem muito da ocasião. Existem coisas pequenas que às vezes deixamos de lado, como que não necessitássemos delas. Dados momentos precisamos delas, pois elas são tão necessárias quanto as grandes.
  • Diz o apóstolo Paulo em uma das suas cartas que Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para uma finalidade confundir os fortes; também escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são para aniquilar as que são (I Co 1: 27,28). Convém lembrar que os padrões de Deus diferem dos nossos. Pode não dar para mim, no entanto, para Deus tudo é possível. É claro que ele se refere “coisa” ela faz referência a pessoas.
II. A ambição humana.
  • Na ambição humana, as coisas pequenas são geralmente desprezadas, como as coisas pequenas, quando é pouca e quando elas são humildes.
  • As valorizadas são as coisas quando se refere a muito, se referindo a quantidades, são grades ou volumosas, as exaltadas ocupam os primeiros lugares (Mt 20:21,22).
  • Ninguém quer ser: O último, o menor, o servo. Lc 9:46,48; Lc 22:24-26).

No entanto, todas as coisas, tanto grandes como pequenas, foram criadas para uma finalidade e Deus usa todas elas, cada para o que lhe for útil. Ninguém quer trabalhar com poucas coisas, no entanto, todos nós temos capacidade de desenvolver ou crescer em tudo na vida. (Só existe uma coisa capaz de limitar seu crescimento: você).

III. As grandes coisas.
Geralmente, as grandes coisas que hoje se veem, tiveram os seus começos pequenos. Não acredite muito nas coisas que geralmente começam grandes. Tem um dito popular que tudo que começa largo termina estreito. E tem um versículo na palavra que diz que o teu começo foi pequeno, mas no final crescerá em extremo. Tudo que se faz na vida começa com pouca coisa, sempre acreditei nas coisas pequenas e humildes, principalmente quando investimos nelas. Podemos até citar alguns exemplos da vida secular como: as indústrias, os comércios, as empresas, posições políticas, no militarismo e na posição eclesiástica, etc. As Poucas coisas se transformam em muitas, quando são bem administradas por pessoas competentes. Ver exemplo dos talentos.
 
IV. Alguns exemplos notáveis.
1. Onde Deus põe a mão, tudo se multiplica.
·        Gedeão, com trezentos homens, venceu um grande exército (Jz 7:6,12).
·        Davi, aos olhos de Saul, não passava de um menino indefeso.
·        O pequeno Davi matou um grande gigante com uma pequena pedra (1 Sm 17:49,50).
·        Geazi se assustou quando viu um grande exército. Eliseu, sem exército, venceu os inimigos.
·        O rei Josafá venceu um grande exército cantando e tocando (2 Cr 20:22).
·        Pequenos exércitos venceram grandes exércitos.
·        Um pequeno prumo na mão de Zorobabel serviu de zombaria (Jo 7:24; 1 Co 4:5), mas se tornou um grande templo (Zc 4:10).
 
2. Poucos alimentos se transformaram em muitos.
·        O profeta Elias, na casa da viúva em Sarepta, pouca farinha e pouco azeite (1 Rs 17:10-16).
·        Eliseu multiplicou o pouco de azeite que a viúva tinha para pagar a dívida (2 Rs 4:1-7).
·        Eliseu, com vinte pães, deu de comer a cem pessoas 2 (Rs 4:41,32).
·        A pequena moeda depositada pela viúva no ofertório (Mc 12: 41,42,43,44).
·        A multidão faminta para cinco pães e dois peixinhos e todos saíram alimentados e sobejou (Mt 4:17).
 
V. A reconstrução do templo de Salomão.
Mas um dia de regozijo estava para acontecer, é que as coisas se tornariam melhores do que antes. Zorobabel deu bom exemplo com seu prumo na mão e demais instrumentos de construção. Muitos se alegraram em vê-lo começar a reconstrução do templo. (Cf Esd 3:10,12,13, Ageu 2:3), também houve pessoas que ficaram desanimadas por ver que o novo templo não era tão lindo como o primeiro. É importante saber que não é a beleza, mas a presença de Deus nela. Deus prometeu estar presente (Ageu 2:5; Ageu 2:9). Se Deus prometeu e cumpriu, ele nunca falhou.
 
Glorifiquemos a Deus no pouco, porque ele é o Deus da multiplicação e, se fores fiel no pouco, no muito te colocará (Lc 16:10), tudo é possível ao que crer (Fil 4:13), tudo posso naquele que me fortalece, acredite em Deus, porque para ele nada é impossível (Lc 1:37). Os cristãos não devem desprezar as coisas pequenas, sobretudo as que dependem de Deus.
 
Pr Elis Clementino.

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

ESBOÇO 1408 * ASSUNTO: RELIGIOSIDADE NÃO TUDO.

 

ESBOÇO 1408 *
ASSUNTO: RELIGIOSIDADE NÃO TUDO.
TEXTO: LUCAS 10:25-37.
 
Através da parábola “O bom samaritano”, Jesus apresenta o significado do verdadeiro amor ao próximo. Essa é uma das mais admiráveis parábolas. Nela, ele apresenta quatro personagens: duas com funções religiosas, um sacerdote, um levita e um viajante samaritano, “o sujeito da parábola”, e um homem que havia sido assaltado.
 
I. Contexto histórico.
Aproximou-se de Jesus um certo doutor da lei para testá-lo, perguntando-lhe o que devia fazer para herdar a vida eterna. Jesus pergunta-lhe: o que estava escrito na lei? Ele responde conforme seus conhecimentos sobre a lei. Jesus responde-lhe: faça isso e viverás, mas, querendo o doutor se justificar, pergunta a Jesus: quem é o meu próximo? (Lc 10:29). Ele responde-lhe por meio da parábola do bom samaritano, explicando-lhe sobre o verdadeiro amor ao próximo.
 
II. Personagens da parábola:
·        O sujeito: um homem foi assaltado, ficando meio morto.
·        Duas figuras religiosas importantes.
·        Um sacerdote. Os sacerdotes eram intermediários entre Deus e o povo, eles conheciam as leis sacerdotais, ofereciam as orações do povo a Deus, socorrer aquele homem era o seu dever e não deixar aquele homem abandonado.
·        Um Levita. Os levitas tinham várias funções, entre elas a de ajudar os sacerdotes na casa do Senhor, eles deveriam cumprir os deveres religiosos particulares para os israelitas, cujas funções eram: auxiliar os sacerdotes, cuidar do louvor, ensinar a lei, administrar e dar manutenção nas áreas sagradas (Nr 3:6-10; 1 Cr 6:31-32; Dt 10:8; Nr 8:14). Aquele levita não podia se recusar a socorrer aquele pobre homem, mas ele agiu da mesma maneira que o sacerdote.
·        Levitas tinham responsabilidades políticas, como conselheiros e juízes (Dt 17:9; 21:5).
·        Recebia os dízimos das tribos das terras, eles eram membros da tribo de Levi.
·        Levitas não podiam ter heranças de Israel, eles viviam das ofertas sacrificadas ao Senhor, pois “o Senhor é a sua herança” (Dt 18:1-2).
 
III. O bom samaritano.
·        O sujeito da parábola, classificado como o bom samaritano, certamente ele era da região de Samaria e passava naquela ocasião. Ele, com uma atitude de amor ao próximo, começa a prestar os primeiros socorros àquele homem que fora assaltado e estava quase morto. O samaritano conduziu o homem até uma estalagem para que cuidassem dele, penhorando a sua palavra, prometendo pagar tudo o que fosse necessário quando voltasse.
·        Qual a religião do bom samaritano? Os samaritanos praticam uma religião que é um desdobramento do judaísmo, esse era o motivo pelo qual judeus e samaritanos se desprezavam ou mantinham a rivalidade. Nesse ponto de vista, hoje é diferente entre denominações? Com isso, pode faltar bom samaritano no momento em que alguém precisar.
 
IV. Jesus interroga o doutor da lei.
Jesus pergunta ao doutor da lei, qual dos três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? Ele respondeu: aquele que usou de misericórdia, então Jesus responde: vai e faze o mesmo, ou seja, pratique o amor também.
 
V. Religiosidade não é tudo.
1. Título nada representa sem as boas ações.
·        Os que se consideram puramente religiosos não exerceram a excelência do amor ao próximo.
·        A excelência do amor (1 Co 13:1; 13:13).
·        A verdadeira religião (Tg 1:27). Tiago foi muito forte nesse sentido de amar ao próximo. Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento diário, e qualquer de vós lhe disser: ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, de que aproveita? (Tg 2:15-16).
·        O mandamento do amor ao próximo (Mt 22:29; Jo 13:34; Rm 13:10; Gl 5:14). Esses versículos destacam a importância do amor como a base para as relações humanas e a prática da fé em Deus. O próximo é aquele que está necessitado, que transcende barreiras culturais e sociais e religiosas, sem preconceitos.
 
Portanto, o ato de generosidade e amor deve ser exercitado por todos nós, independentemente de credo, o amor não tem cor, raça e nem religião. O cristão deve exercer a misericórdia àqueles que sofrem, chorai com os que choram e alegrai-vos com os que se alegram (Rm 12:15). No entanto, muitos se alegram com os que choram, a insensibilidade parece reger os corações de muitos cristãos. O amor ao próximo é a verdadeira prioridade da vida cristã. Amados, que a atitude do bom samaritano nos inspire a pôr o verdadeiro amor em prática.
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1407 * ASSUNTO: A PACIÊNCIA DE JÓ.

 

ESBOÇO 1407 *
ASSUNTO: A PACIÊNCIA DE JÓ.
TEXTO: TIAGO 5:11.
 
A paciência é enfatizada nas escrituras para edificar os cristãos. O contexto da carta de Tiago se dirige aos cristãos dispersos, abordando temas de fé, prática e perseverança, um exemplo a ser seguido.
 
1. Contexto histórico de Jó.
Jó foi um homem do qual o próprio Deus deu testemunho dele (Jó 1:1). A sua fé foi provada ao extremo, ele perdeu tudo, bens e filhos, só lhe restando enfermidade e uma mulher queixosa, pedindo para que ele negasse a Deus (Jó 2:9). Esse versículo faz parte do relato em que Jó enfrenta um momento de extrema provação, e sua esposa, vendo seu sofrimento, o incita a desistir de sua fé. No entanto, Jó permaneceu firme, mesmo diante da adversidade.
 
2. A paciência.
Ela é enfatizada na Bíblia, tomando como exemplo a paciência de Jó (Tg 5:11). Paciência está relacionada à compreensão, espera e perseverança na fé. Davi disse: esperei com paciência no Senhor e ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor (Sl 40:1). Paciência está entre o fruto do Espírito (Gl 5:22). O apóstolo Tiago enfatiza ser paciente como um lavrador que espera o precioso fruto da terra até a vinda do Senhor (Tg 5: 5:7-8).
 
3. Bem-aventurados os pacientes.
A paciência de Jó foi aprovada por Deus e confirmada por Tiago em sua carta como exemplo de fé e perseverança (Tg 5:11).
1.      Paciente na perseverança.
·        A importância de enfrentar as dificuldades com paciência. A falta de paciência pode atropelar os planos de Deus em sua vida.
·        A bem-aventurança prometida aos que sofrem pacientemente. Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque após ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam (Tg 1:12).
 
4. A natureza de Deus.
·        Misericórdia e piedade. As misericórdias de Deus são a causa de não sermos consumidos (Lm 3:22). Ele não lhe prova além das forças (1 Co 10:13). “Esse versículo nos lembra da fidelidade de Deus, que não nos permite enfrentar desafios além de nossa capacidade e sempre provê uma saída para podermos perseverar.”
·        A importância de reconhecer essas qualidades de Deus na nossa perseverança. As misericórdias de Deus podem tornar-te vencedor.
 
5. O fim da história de Jó.
Mediante todas as provações, Deus restaurou. Jó foi abençoado no final, quando ele orava pelos seus amigos (Jó 42:10). Trouxe de volta e em dobro tudo o que ele possuía. A visão de Deus sobre o sofrimento do justo é uma preparação para algo maior e melhor. Deus não tira nada de você sem que ele lhe dê muito mais.
 
Amados, devemos enfrentar as provações na confiança de que Deus é misericordioso para mudar situações, tendo como modelo a paciência de Jó. Se você está sofrendo, acredite que Deus em sua misericórdia se levantará em seu favor (Sl 91:2). “Este versículo expressa a confiança do salmista em Deus como seu defensor e protetor em meio às adversidades, destacando que Ele é um refúgio seguro para aqueles que n'Ele confiam.”
 
Pr. Elis Clementino.

terça-feira, 8 de outubro de 2024

ESBOÇO 1406 * ASSUNTO: A SÍNDROME DO CHORO.

 

ESBOÇO 1406 *
ASSUNTO: A SÍNDROME DO CHORO.
TEXTO: “Tempo de chorar, tempo de rir e tempo de prantear” ECLESIASTES 3:4.
 
Hoje falaremos sobre a “Síndrome do choro” destacando a importância do controle emocional, usando o texto de (Ec 3:4), ele nos lembra que há um tempo para todas as coisas, inclusive chorar, mas é fundamental discernir esse momento e compreender as razões que nos levam as lágrimas. Embora, o choro possa acontecer normalmente. Nesse assunto destacarei alguns pontos importantes e fundamentais sobre o choro.
 
A. O que significa choro?
Choro é um processo fisiológico, muitas vezes ele independe da nossa vontade, mas que acontece em determinadas situações. Esse assunto é um alerta, talvez não seja bem recebido e entendido, mas é uma verdade que precisa ser dita. De uma maneira simples, digo que é o reflexo daquilo que o nosso corpo sente. O choro é o ato ou efeito de chorar, é uma ação de verter lágrimas dos olhos, como já dissemos, é um processo fisiológico existente nos seres humanos. Ele pode originar, por várias razões, uma tristeza, mágoa, dor, saudade, derrota e nos momentos de alegrias, embora seja muito comum dizermos às pessoas que estão chorando a seguinte expressão: “não chores”, mesmo que se tenha conhecimento da causa, essa manifestação sentimental não é ruim. O choro passa uma mensagem, conforme o tipo de choro indica, que algo está acontecendo com o estado emocional da pessoa. (Jo 11:35; Sl 56:8; 126:5; Lm 1:16). Esses versículos refletem como o choro e a dor são reconhecidos e abordados na Bíblia, mas é importante saber quando ele é normal ou não.
 
B. O choro continuado é normal?
Não, existem algumas razões pelas quais as pessoas choram, já dissemos isso anteriormente, no entanto, aquelas que choram constantemente precisa ser feito algo para amenizar, pois ela deve estar sendo submetida a certos sofrimentos. A Bíblia indica que há tempo de chorar e tempo de calar (Ec 3:2). “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30:5). Esse versículo nos passa a ideia de que o choro é temporário. Uma criança quando chora continuadamente é sinal de que algo incomum está acontecendo, logo somos despertados a tomar alguma providência. O nosso corpo reage de maneira diferente em cada situação, se houver algum motivo, o indivíduo pode chorar ou rir, embora existam pessoas que riem na hora de chorar, isso depende do estado emocional. Eu já presenciei pessoas dar gargalhadas num funeral, isso não é normal, outros chorarem no momento de rir, isso pode acontecer devido algum distúrbio no estado emocional do indivíduo, outros choram com uma notícia ruim que ouvem em um noticiário ou nas redes sociais, outros choram quando vê outra pessoa feliz, e assim por diante. É preciso observar bem, e se for algum distúrbio, encaminhar essa pessoa para o especialista no assunto, porque há tempo para todo propósito debaixo do céu, “tempo de chorar, tempo de rir e tempo de prantear” (Ec 3:4), mas cada um em sua ocasião.
 
C. Manipulação emocional.
Não é simplesmente falar sobre riso e choro, mas mostrar que existem pessoas que usam métodos para fazer as outras rirem e também chorarem, embora sejam método com características completamente diferentes. Há pessoas emotivas, elas são fáceis de serem manipuladas por outras pessoas com a intenção de obter alguma vantagem pessoal, isso é muito ruim, pois não se deve mexer com os sentimentos das pessoas.
 
Alguns ousam causar emoções nas pessoas, isso é muito ruim. Sabemos que, de alguma maneira a mente de muitas pessoas são manipuladas mediante mensagens motivadoras para diversas finalidades, inclusive com finalidades comerciais.
 
Os convencimentos acontecem conforme a aplicação das técnicas pelos palestrantes, isso em todas as áreas, tudo é finalmente voltado para o emocional, pois não tem há outro sentido, a não ser esse, emocionar pessoas, mas tudo bem, esses são os meios que os apresentadores e palestrantes usam para comover e convencer as pessoas. Há determinados eventos que isso não deve ser feito, tem que ser da maneira mais natural possível, principalmente quando se trata do espiritual, essa parte não pode ser manipulada gerando situações comoventes parecendo que seja espiritual. Não me refiro aqui sobre o estímulo da fé, esse estímulo deve ser feito responsavelmente e com base na palavra de Deus, para que as pessoas não sejam induzidas a uma falsa fé. Razão, emoção e fé são destintas.
 
D. Recomendações Bíblicas.
A Bíblia fala bastante sobre como tratar os outros com justiça, verdade e amor, e isso inclui não manipular os sentimentos das pessoas (Pv 26:24-26; 12:22; Ef 4:25 1 Ts 4:6Mt 7:12; Pv 6:16-19) esses versículos deixam claro que manipular os sentimentos das pessoas, mentindo, ou enganado por motivações egoístas, é contra os princípios de verdade, justiça e amor.
 
D. Os manipuladores emocionais de púlpitos.
Serei nesse ponto muitos positivos em relação aos novos pregadores, se dizendo pentecostais usando métodos para emocionar as pessoas para apresentar o seu potência espiritual, esses tais fazem de tudo para ver o povo chorar nas igrejas, é a SÍNDROME DO CHORO, se o povo não chorar não valeu apena a pregação, isso é feito com o intuito de mexer no emocional das pessoas simples, as palavras desses pregadores são carregadas de emoções e com promessas vazias, e se os crentes não reagirem com choro não serão consideradas espirituais. Eles muitas vezes usam até uma expressão vulgar, chamando-os de crentes crus. Na verdade, esses tipos de apeladores são inconscientes e sem responsabilidade, infelizmente eles estão por toda parte, deixando a BÍBLIA de lado e massageando o ego das pessoas com promessas vazias e ilusórias, além disso muitos deles não são filiados a nenhuma igreja e nem ministérios, são absolutos e soldados sem quartéis, jogam as suas heresias e vão embora, ainda levam o cachê e depois o pastor que resolva com seus membros, assim também certos cantores sem igrejas, eles pulam e gritam, no entanto, as consequências disso são as piores possíveis.
 
E. As consequências.
1. As decorrências disso são:
  • Povo iludido e nada pior do que o cristão desiludido pelo que ouviu ou profetizado sem nenhum cumprimento, com promessas imediatistas.
  • Igrejas vazias nos cultos de doutrina, e muitas delas têm que fazer festas e convocações toda semana trazendo algum desses pregadores para massagear o ego das pessoas.
  • Igrejas cheias de gente, mas vazias da palavra de Deus, assim somente o pregador sai promovido por meio das suas mensagens dizendo: receba agora, leve agora. Irmãos, talvez essa palavra seja impopular. Pressuponho que, se o povo dos dias de Esdras estivesse vivo, iriam sentir saudade das mensagens impopulares de Esdras, quando armou o seu púlpito de madeira no meio da rua e levou o povo a ouvir as verdades de Deus, promovendo um verdadeiro avivamento e renovação espiritual (Ne 8:1-18).
 
O avivamento divino vai chegar, mas não pelas mãos desses pregadores apeladores que induzem o povo ao delírio e ao choro com seus sermões, que apenas mexem com o emocional das pessoas, principalmente as pessoas inocentes e piedosas que depositam a sua confiança na pregação do evangelho, pois isso se constitui um pecado diante de Deus. Vamos pregar o evangelho, somente ele muda e transforma pessoas, porque ele não é outra coisa a não ser o poder de Deus (Rm 1:16). A verdadeira mensagem da palavra de Deus é poderosa para realizar salvação, milagres e renovação espiritual. Esse deve ser o foco do obreiro ou do pregador, o verdadeiro avivamento vem através da palavra de Deus, pois sem a palavra de Deus o povo será iludido o deixando vazio, além de desiludido com as falsas promessas, pedimos aos líderes que protejam as suas ovelhas.
 
Devemos aplicar a nós mesmo a disciplina para não manipularmos os sentimentos das pessoas, pregue a palavra na sua essência ou sem desvios, evitando motivações inconvenientes. Não preguem para causar onda de choro nas pessoas carregadas de emoções e muitas vezes sofridas pelos problemas pessoais, pois isso se constitui uma violação aos ensinos da palavra de Deus, como citamos os versículos acima. As redes sociais estão cheias dessas novidades, elas desconstroem tudo o que foi construído ao longo dos anos pelos nossos pais na fé. Preguem a palavra de Deus, ela é tudo o que o homem precisa, choro não é avivamento! Também pode não ser arrependimento, ele pode ser também motivado por ira no coração.
 
Pr. Elis Clementino.