segunda-feira, 24 de abril de 2023

ESBOÇO 1257 A VITÓRIA DE JOSAFÁ

 

ESBOÇO 1257
TEMA: A VITÓRIA DE JOSAFÁ.

“Então, voltaram todos os homens de Judá e Jerusalém, e Josafá, à frente deles, para irem a Jerusalém com alegria, porque o SENHOR os alegrara acerca dos seus inimigos” (2 Cr 20.27).

Ninguém está isento de ter inimigos, pois eles surgem às vezes de coisas fúteis e até por pequenos conflitos, ou seja, desde uma pequena desavença a uma guerra. Uma inimizade pode trazer consequências graves, principalmente quando se trata de países. O que discorreremos nesse assunto é como se deu a vitória de Josafá naquela ocasião.

I. CONTEXTO.
Josafá rei de Judá foi desafiado pelos seus inimigos, porém ele temeu por ser seus inimigos numerosos (2 Cr 20:3), o rei não teve outra saída a não ser busca socorro do Senhor, ele pregoou um jejum para todo Judá, pois o confronto era inevitável (2 Cr 20:4-5). Quando as coisas se complicam para o nosso lado e não temos condições de superar só há uma alternativa “buscar o Senhor”. Josafá reinou vinte e cinco anos de 873 – 849 aC. (2 Cr 20:31). Josafá estava focado em buscar o Senhor.

Entendemos que cada situação deve-se ter uma maneira de agir, dependendo do oponente, pois cada inimigo tem as suas estratégias para confrontar, intimidar e gerar medo, é exatamente nesse momento que necessitamos de comedimento, força, coragem e determinação antes de agir, além disso deve-se estudar qual a estratégia usada pelo inimigo e não desviar dele o foco (Ne 6.3).

II. QUEM ERAM OS INIMIGOS DE JOSAFÁ?
Muitas vezes conhecemos os nossos inimigos, porém não conhecemos as suas estratégias, os moabitas e os Amonitas, e juntamente com eles uma grande multidão, diante dessa situação Josafá temeu, o medo se instalou no seu coração, isso é normal em todo ser humano, porém antes de tomar qualquer posição contra os seus inimigos ele buscou primeiramente ao Senhor. O medo foi proveitoso, porque o motivou a buscar a Deus. Geralmente só buscamos ao Senhor nos momentos mais difíceis (Sl 83.16,18; At 17.27), quando a situação parece fugir do nosso controle. As dificuldades que enfrentamos muitas vezes nos levam a tomar atitudes que agradam a Deus (Jn 1.12).

III. PARA CADA REAÇÃO, UMA AÇÃO.
A maneira como Josafá reagiu foi a mais acertada, buscar ao Senhor. Procurar esse tipo de ajuda em tempos difíceis é querer vencer (2 Cr 20.12), realmente essa foi uma atitude corajosa. A nossa reação deve ser com ações de coragem e não de covardia (2 Tm 1.7). O profeta Elias fez o inverso de Josafá (I Rs 19.3; Ec 10.4), ao invés de reunir forças e ter calma (Ec 10.4). Uma atitude corajosa faz parte da estratégia de quem quer ser vitorioso.


IV. A ORAÇÃO DE JOSAFÁ.
Josafá fundamentou a sua oração e confiança em Deus, em cinco verdades principais: (1) Que Deus tinha o poder sobre todas as pessoas e todas as situações (vv. 6,7); (2) Deus tinha sido fiel ao seu povo, no passado e no presente (vv7-9); (3) E que o povo de Deus sofreria derrota sem ele (v 12); (4) Que as promessas de Deus eram um fundamento sólido para a fé (vv 14-17,20); (5) Que a presença ativa de Deus entre o seu povo resultaria em livramento e vitória (v 17). (Bíblia de Estudo Pentecostal.

O que nos leva a buscar o socorro do Senhor são as impossibilidades de vencermos sozinhos os inimigos que nos rodeiam (2 Cr 32.19-22; Sl 3.1-4), com a presença de Deus não temeremos por mais numerosos que sejam (Sl 27.3; 2 Sm 22.30), ainda que estejamos no vale da sombra da morte não devemos temer (Sl 23.4). Deus não permite que sejamos derrotados e reduzidos ao pó (Is 54.17).

V. RESULTADO DA ORAÇÃO.
A revelação de Deus foi extraordinária, a única maneira de ver a manifestação divina em nosso meio é através da oração e consagração (At 13.2,3). Muitas vezes o Senhor quer nos falar, mas é necessário que ele gere um motivo para nos dizer algo que necessitamos ouvir. A oração resultou em encorajamento da parte de Deus através de Jaaziel, um levita que estava mo meio da congregação, parece ter sido momento único porque não há registro sobre esse profeta que através do Espírito do Senhor encorajou o rei de Judá, entretanto devemos reconhecer que só haverá avivamento e encorajamento da parte de Deus se o buscarmos por meio da oração (2 Cr 20.14; At 4.31,33).

A mensagem profética foi decisiva naquele momento, inclusive mostrando todas as trajetórias e pormenores para a peleja ser vitoriosa “aleluia” (2 Cr 20.15-16). O Senhor disse a Josafá a peleja é minha (Cr 20.17; Ex 14.14; 15.3), após ser ele encorajado passou a encorajar o povo para a guerra, precisamos crer no Senhor para estarmos seguros (2 Cr 20.20; Pv 29.25), louvar a Deus faz parte da estratégia para a vitória (2 Cr 20.18). Josafá encorajado organizou a marcha da seguinte forma: Cantores para louvarem ao Senhor saindo á frente dos armados, porque as estratégias de Deus são diferentes das nossas, ele se utiliza de coisas simples para confundir as que são (I Co 1.27,28) para que ninguém se glorie (I Co 1.29) “Ele é quem dá vitória ao rei...” (Sl 33.16,17; 144.10; Pv 21.31).

Quando a nossa confiança é depositada em Deus, ela nos leva ao caminho da vitória. Essa confiança deve ser permanente em todas as circunstancias até o fim. Deus quer sempre nos ajudar nas batalhas, mas precisamos nos organizar espiritualmente tomando o caminho da oração e jejum como fez Josafá naqueles dias. A vitória foi certa (2 Cr 20.23-25) e após essa vitória ele se reuniu no vale de Beraca “benção” aonde Jeosafá se reuniu para agradecer a Deus e depois marcha para Jerusalém cantando e tocando os seus instrumentos (2 Cr 20.26-30). Deus ainda é o mesmo, da maneira que ele deu vitória ao rei, nos dará também, porque nEle não há mudanças nem variações e sempre que clamarmos nos ouvirá (Sl 34.15).

“Buscar-me-eis e me achareis quando buscardes de todo o vosso coração” Jr 29.13.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@gmail.com

sábado, 22 de abril de 2023

ESBOÇO 1256 TEMA: OS CAMINHOS DOS ÍMPIOS E DOS JUSTOS.

 

ESBOÇO 1256
TEMA: OS CAMINHOS DOS ÍMPIOS E DOS JUSTOS.
TEXTO: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. O caminho dos ímpios é como a escuridão; nem sabem em que tropeçam” PROVÉRBIOS 4:18-19
 
A Bíblia apresenta as diferenças entre o caminho dos ímpios e o caminho dos justos, ambos os caminhos são escolhidos pelo próprio homem. Deus deu ao homem o livre arbítrio para ele fazer essa escolha. Falarei nesse assunto sobre esses dois caminhos.

1. CAMINHOS.
Todo homem deve levar em consideração que os caminhos que ele escolher tem seus resultados. Deus pela sua bondade permite que o homem decida sobre qual caminho escolher, porém Deus indica qual o melhor caminho a escolher (Dt 30:15,19), entretanto o homem não pode culpar Deus pelos resultados, a não ser dele mesmo “De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados” (Lm 3:39). A lei da livre escolha faz parte do amor divino para com o homem, pois o amor faz é um dos itens da essência divina “Deus é amor” (I Jo 4:7,8). 

2. O CAMINHO DOS ÍMPIOS.
Salomão definiu o caminho dos ímpios como um caminho perverso e de trevas, os ímpios não sabem em que tropeçam, o próprio Jesus falou que quem anda dia não tropeça porque vê a luz deste mundo (Jo 11:9), embora de maneira indireta ele se referisse ao espiritual. Nas trevas o ímpio não tem noção do que há pela frente, além disso o seu caminho é abominável ao Senhor (Pv 4:19; 21:8; 15:9). Salomão disse que até a lavoura do ímpio é pecado (Pv 21:4). O ímpio será destruído pela sua própria maldade (Sl 34:21; Pv 2:22), se ele não se converter ao Senhor certamente prestará no juízo divino, todos serão julgados até pelas suas palavras (Ec 12:14; I Pe 4:5). O ímpio constrói o seu edifício sobre a areia (Mt 7:26-27).

3. O CAMINHO DOS JUSTOS.
O caminho do justo é diferente do caminho dos ímpios, o caminho do justo vai sendo iluminado pelo Senhor, por isso ele se aprimora a cada dia que passa (Pv 4:18). A palavra é a luz que alumia o caminho do justo (Sl 119:105). João apresenta a palavra como a verdadeira luz (Jo 1:9); Jesus afirma “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8:12). Quem anda nessa luz não anda em trevas, o seu caminho será plano e a sua obra é reta perante o Senhor, pois ele pesa o seu andar (Pv 21:8; Is 26:7). O Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho do ímpio perecerá (Sl 1:4-6). O Justo constrói o seu edifício sobre a rocha (Mt 7:24-25).

4. AS BEM-AVENTURANÇAS DO JUSTO.
O Justo é bem-aventurado, por ele não se deter nos caminhos dos pecadores, ele tem prazer na lei do Senhor e por isso ele prospera (Sl 1:1-3). O Senhor ama o justo (Sl 146:8,9), e quem anda no caminho reto habita com Deus (Sl 101:6), a sua família será abençoada (Sl 128), essa é uma das grandes vantagens que tem o justo em comparação aos ímpios.

                Amados, devemos trilhar pelo caminho da justiça, fugir de tudo aquilo que é desagradável a Deus (I Tm 6:11), pois o que segue a justiça e a bondade achará a vida (Pv 21:21). Procuremos andar dignamente, fugindo dos desejos nocivos a nossa fé (2 Tm 2:22) “para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus; corroborados em toda a fortaleza, segundo a força da sua glória, em toda a paciência e longanimidade, com gozo, dando graças a Deus Pai, que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz” (Cl 1:10-12). Andemos no caminho do Senhor, sem nos desviar nem para a direita e nem para a esquerda (Dt 28:14; Js 1:7; Pv 4:27), essa é a única maneira de aperfeiçoar os nossos caminhos.

Pr. Elis Clementino -prelisclementino@gmail.com

terça-feira, 18 de abril de 2023

ESBOÇO 1255 TEMA: O PODER DA ORAÇÃO

 

ESBOÇO 1255
TEMA: O PODER DA ORAÇÃO.
TEXTO: Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grande e firmes que não sabes. JEREMIAS 33:3

A expressão clamar e invocar ao Senhor se caracteriza uma oração. Desde a antiguidade os homens se dirigem a Deus em orações, pois ela é o único caminho para falar com Deus na certeza de que ele nos ouça, ele é capaz de responder-nos o que lhe pedirmos em oração.

I. AS PRIMEIRAS ORAÇÕES.
Adão e Eva, foram os primeiros a ter experiência com Deus. Ao dar à luz a Caim, Eva fez uma grande declaração “Alcancei do Senhor um homem” (Gn 4:1), posteriormente nasceu Abel, observa-se que havia reconhecimento sobre os feitos do Senhor naquela primeira família. O temor ao Senhor foi passado para seus filhos e eles começaram a adora-lo com as suas ofertas (Gn 4:3,4). As orações foram sendo feitas, e por conseguinte as gerações seguintes deram continuidade como Enoque, Noé, Abraão, Moisés e tanto outros que invocaram o nome do Senhor.

II. ORAÇÃO
A oração é o meio pelo qual o homem se comunica com Deus, as orações eram feitas segundo a necessidade de cada um, não existe uma regra ou metodologia para se fazer orações, a não ser a oração do “Pai nosso” que Jesus ensinou a seus discípulos (Mt 6:9-13). Há várias maneiras de orar, também não regras quanto a posição, o indivíduo escolhe a maneira, uns se ajoelham, outros oram em pé e outros deitado, no entanto, o que mais importa é a oração. A oração é uma via de mão dupla, você ora e Deus responde (Sl 34:6). Deus não aceita qualquer oração “Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecador; mas, se alguém é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse ouve” (Jo 9:31). A oração tem poder de mudar situações.

III. A ORAÇÕES INTERCESSÓRIAS.
Não haveria razão para continuar orando se essas pessoas não tivessem tido respostas das suas orações, destacamos aqui Abraão, ele gozou de uma profunda intimidade com Deus, além disso ele foi considerado “amigo de Deus” (Tg 2:23). A fidelidade de Deus para com Abraão era de tal forma que Deus nada ocultaria dele “Ocultarei eu a Abraão o que faço?”. A maior prova disso foi a intercessão de Abrão sobre Ló (Gn 18:17-32), que bela intimidade! Há momentos, os mais íntimos vivenciamos através da oração a presença de Deus, a gente fala e ele responde no mais íntimo do coração, você chora, glorifica, isso numa linguagem muito simples, pois significa derramar a alma perante o Senhor, são os melhores momentos, quem nunca experimentou?
 
IV. REVELAÇÕES ATRAVES DAS ORAÇÕES
É através das orações são revelados grandes mistérios divinos, ela nos dá abra uma janela que acesso ao mundo espiritual, aquilo que os olhos não conseguem ver. Na Bíblia muitos reis, profetas e servos buscaram a Deus em oração nos momentos mais difíceis e conseguiram vitórias e grandes revelações, podemos citar alguns personagens, Abrão, Moisés, Elias, Eliseu, o rei Josafá, Daniel e tantos outros, a esses Deus revelara meios pelos quais venceram grandes batalhas.

V. A ORAÇÃO DA FÉ.
Através da fé nos dirigimos a Deus em oração expondo as nossas necessidades, entretanto, Deus não nos deixa sem respostas (Jr 33:3; Dn 10:12), ele está atento ao clamor do justo (Sl 34:15; I Pe 3:12). Quando a oração nasce do mais profundo da alma, acompanhada com a inspiração do Espírito Santo de Deus, essa não é uma oração comum, ela vai mais além do que imaginamos, porque essa oração nasce sob pressão, desespero, angústia e aflição, e o Espirito Santo nos ajuda como devemos pedir (Rm 8:26-27). A oração de Ana nasceu do mais profundo da alma que segredava os lábios em busca de uma saída para a sua humilhação (I Sm 1:13).

A oração feita por um justo é atendida, em relação ao tempo depende da sua oração, Jabes fez uma pequena oração “Porque Jabes invocou o Deus de Israel dizendo: Se me abençoares muitíssimo, e meus termos ampliares, e a tua mão for comigo, e fizeres que do mal não seja afligido! E Deus lhe concedeu o que lhe havia pedido (I Cr 4:10). Amados o que aprendemos com a oração de Jabes? É que Deus quer nos abençoar e não sabemos como convém pedir, pedimos mal (Tg 4:3). A oração do justo pode muito seus efeitos, mas é preciso saber pedir (Tg 5:15-17). Davi disse: clamou este pobre e o Senhor o salvou te todos seus temores (Sl 34:7-6-7,18).  Busquemos ao Senhor enquanto se pode achar, invocai o enquanto está perto (Is 55:6-7). Lancemos sobre ele as nossas ansiedades, porque ele tem cuidado de vós (I Pe 5:7).

Pr. Elis Clementino -prelisclementino@hotmail.com

domingo, 16 de abril de 2023

ESBOÇO 1254 TEMA: JESUS, O INTERCEDE POR PEDRO.

 

ESBOÇO 1254
TEMA: JESUS, O INTERCEDE POR PEDRO.
TEXTO: LUCAS 22:31

Desde o início da humanidade que Deus cuida daqueles que se dispõem a servi-lo, ele sempre demonstrou o seu cuidado e proteção de geração em geração. enfatizarei neste assunto a intercessão de Jesus a favor de Pedro.

I. PEDRO, UM CORAJOSO DESMEDIDO.
Pedro e seu irmão André foram os primeiros discípulos chamados para compor o ministério de Jesus (Mt 4:18). Pedro era um homem rude, mas prestativo, além disso, corajoso e sanguíneo, ou seja, de temperamento forte, em uma linguagem figurada, ele era aquele tipo de homem que não levava desaforo para casa, ele era muitas vezes desmedido em suas ações e palavras (Lc 22:33).

II. QUEM É O MAIOR?
Na comemoração da páscoa essa seria a última reunião com seus discípulos, Jesus já sabia que Judas estava se preparando para entrega-lo aos romanos, porém naquela ocasião houve um discursão entre os discípulos, eles perguntavam entre si; quem haverá de fazer isso com o mestre? (Lc 22:23), e ao mesmo tempo já começaram a cogitar quem seria o maior sobre eles, vejam que rumo tomou a conversa entre eles (Lc 22:24). O homem sempre teve a pretensão de ser líder, por isso em algumas ocasiões os discípulos discutiram para saber quem seria o líder entre eles, no entanto Jesus sabia que havia esse desejo entre eles, nesse momento o mestre aplicou-lhes mais uma lição dizendo: “Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que tem autoridade sobre eles são chamados de benfeitores. Mas não sereis assim; antes o maior entre vós seja como o menor; quem governa como quem serve. Pois qual é o maior: quem está à mesa, ou quem serve? Porventura não é quem está à mesa? Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve” (Lc 22:25:27).

III. PEDRO É AVISADO.
O Senhor avisa a Pedro o que satanás queria fazer com ele, não se sabe em que momento satanás pediu para cirandar com Pedro como se peneira trigo. Satanás sabia da disposição de Pedro e o cuidado que ele tinha pelo seu mestre, apesar de ser um homem rude, mas estava pronto para servir e defender o seu mestre, pode ser que por causa dessa coragem de Pedro satanás quis se aproveitar, pois Pedro ainda não sabia controlar seus impulsos, mais também ele não sabia que o diabo estava querendo cirandar com ele, na verdade nunca sabemos o que satanás planeja contra nós, a não ser que o Senhor nos revele como revelou a Pedro (Lc 22:31). O diabo sempre nos cercou afim de nos destruir, ele anda rugindo como um leão procurando alguém para devorar, mas devemos resisti-lo (I Pe 5:8,9; Tg 4:7), não dando lugar a ele (Ef 4:27), resistindo e combatendo sempre (Ef 6:11; I Tm 1:18).

IV. A INTERCESSÃO.
Sabendo Jesus que o diabo queria cirandar com disse a Pedro: eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça, não somente a Pedro, todavia, nós também contamos com essa proteção divina. Algumas coisas na vida de Pedro tinham que mudar, e para isso passou por alguns processos até que viesse o verdadeiro quebrantamento e conversão, as vezes é necessário algo mais que a conversão, a confirmação na convivência entre irmãos (Lc 22:32).

Pedro parece não entender o quanto ele era frágil e disse: Senhor, estou pronto a ir contigo até à prisão e à morte (Lc 22:33), mas o mestre lhe disse: Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o galo antes que três vezes negues que me conhece (Lc 22:34), Pedro não era tão forte quanto pensava. Muitas vezes a nossa auto confiança nos dá uma falsa sensação de segurança. Pedro não podia provar do mesmo cálice que o seu mestre iria provar naquela noite, no entanto, a intensão de Pedro era proteger o mestre, porém nada ele poderia fazer.

O mestre foi preso naquela mesma noite, e Pedro é indagado e negou conhecer o seu mestre, negando três vezes, o galo cantou. Quantas vezes negamos o mestre sem que alguém nos interrogue? As nossas ações demonstram quanto o negamos, mas o galo da consciência nos adverte sempre quando erramos, não é? quando Pedro cai na real já era tarde, ele já havia negado aquele que ele jurava proteger.

                Amados, nós não somos tão fortes quanto pensamos. Quantas vezes agimos como os discípulos que desejavam ser líder, usar também as mesmas atitudes de Pedro com a sua coragem desmedida. Cuidado! o diabo não respeita posições e nem títulos, porém se revista das armaduras de Deus e resisti-lo o inimigo usando as armas apropriadas para a peleja (Ef 6:10-20). Amados, Jesus é o nosso advogado fiel (I Jo 2:1)

Pr. Elis Clementino –prelisclementino@hotmail.com

sexta-feira, 14 de abril de 2023

ESBOÇO 1253 TEMA: ANDA NA MINHA PRESENÇA E SER PERFEITO.

 

ESBOÇO 1253
TEMA: ANDA NA MINHA PRESENÇA E SER PERFEITO.
TEXTO: “Sendo, pois, Abrão de idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda na minha presença e ser perfeito” GENESIS 17:1.

Deus é um ser perfeito, e do homem ele exige perfeição em todos os aspectos da sua vida, seja na conduta moral, espiritual, ou em algo que ele realize. A perfeição existe, cujo autor é o próprio Deus, ele fez o homem perfeito (Ec 7:29), embora o homem não possa voltar ao estado original de perfeição e de santidade que tinha antes da queda, porém, Deus continua exigindo dele santidade.

1. A PERFEIÇÃO.
Perfeição é aquilo que é perfeito, sem defeito e puro, embora o homem esteja longe de uma perfeição plena devido a sua natureza pecaminosa, portanto a lei moral de Deus exija do homem, tanto na esfera moral, quanto espiritual.

2. A PERFEIÇÃO É EXIGIDA POR DEUS.
Abrão tinha noventa e nove anos, quase a metade do que ele viveu quando o Senhor disse para ele “anda na minha presença e ser perfeito” (Gn 25:7,8). Andar aqui se refere viver em obediência e comunhão com o Senhor. Para Deus não importa a idade, contudo, a conduta, a fidelidade e a santidade são os desejos de Deus para conosco, andemos, pois, em santidade e justiça perante ele todos os dias (Lc 1:75). Vivemos o período da graça, e através dela as misericórdias de Deus nos garantem a oportunidade de nos aperfeiçoar, se ele exige é porque ele dá as condições, e essas são através do evangelho, e por meio dele o processo de regeneração, esse procedimento divino ocorre mediante o aprendizado da palavra de Deus, pois é um método pelo qual o homem se aperfeiçoa como a luz do sol (Pv 4:18).

Ninguém se julgue perfeito, ter uma vida de santidade nunca deve ser motivo de orgulho humano, ou seja, para que ele se ufane tomando a glória para si. A santidade é obtida com sacrifício do próprio corpo, ou seja, a renúncia das suas vontades. Jesus disse: quem quiser me seguir negue-se a si mesmo, tome a minha cruz e siga-me (Lc 9:23-25), o apóstolo Paulo também disse aos cristãos de Coríntios “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser reprovado (I Co 9:27). A negação do eu significa em não fazer as nossas vontades, porém isso resulta em muitos sofrimentos, aí, é quando se trava uma batalha espiritual dentro de nós, o Espirito combate contra a carne (Gl 5:16-17; Rm 7:15, 23; 8:5). É muita luta, só que essa luta travada não se vence com armas carnais (2 Co 10:4,5), Paulo também descreve aos crentes de Éfeso quais as armas que teremos que lutar (Ef 6:10-17), essa é a nossa verdadeira batalha. Deus não iria exigir algo como perfeição ou mesmo um fardo sem que o homem tivesse condições de carregar (I Co 10:13). O processo de santificação é uma batalha.

                Portanto, estamos vivendo dias difíceis e de muitas lutas, mesmo assim, por meio do evangelho Deus nos dá condições para que aperfeiçoemos as nossas vidas através de Cristo. O evangelho trás mudanças significativas na vida daqueles que nascem de novo, esse é um novo ponto de partida, ou recomeço de uma vida com Deus (Jo 3:3). A nossa luta continua em busca do aperfeiçoamento em todos os aspectos da vida, pois a palavra de Deus gera em nós uma nova vida (2 Co 5:17). Atualmente, Deus continua exigindo de nós “anda na minha presença e se perfeito”, seja moço ou velhos, a todos são exigidos a santificação, ela se estabelece através da separação do pecado, a única causa da separação entre Deus e o homem (Rm 3:23).

Se uma pessoa não alcançar mudanças significativas em sua vida através do evangelho, certamente está fora dele, pois quem está em Cristo nova criatura é (2 Co 5:17).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com