sexta-feira, 14 de junho de 2024

ESBOÇO 1369 TEMA: A FIDELIDADE DO JOVEM DANIEL.

 

ESBOÇO 1369
TEMA: A FIDELIDADE DO JOVEM DANIEL.
TEXTO: DANIEL 6:1-28
 
Não há nada para incomodar tanto as pessoas incrédulas do que a vida devocional de um servo de Deus, mesmo que ele não declare publicamente. Atualmente, as pessoas estão ficando incomodadas muito mais com a fé cristã, a ponto de desejarem banir os cristãos do mundo inteiro. Essa perseguição aconteceu no passado e tem se intensificado no presente, com promessa de que se intensificará muito mais no futuro. Nesse assunto, destacarei sobre a vida devocional de Daniel e as perseguições.
 
1. Quem era Daniel?
Daniel foi um dos jovens judeus selecionados e transportado na primeira leva por Nabucodonosor para Babilônia aos 605 a.C. (Dn 1:3), para servir à corte. Daniel era um jovem inteligente, ele conhecia a Deus, era fiel e mantinha a sua vida de orações. 
 
2. As suas qualidades.
Mesmo estando no cativeiro, ele incomodou a muitos pela:
a.       Jovem de comportamento excelente.
b.      Fiel ao seu Deus.
c.      Fazia orações.
d.      Não se alimentava das iguarias do rei (Dn 1:8-21).
e.      Se destacava entre todos os sábios da corte.
f.       Foi escolhido como um dos presidentes (Dn 6:2).
g.      O crescimento de Daniel incomodava.
 
3. Os inimigos armaram contra Daniel.
Quando nos destacamos em algumas áreas, incomodamos outras pessoas, inconformadas, elas se transformam em inimigas e tentam a todo custo interromper o nosso desenvolvimento. No entanto, há alguns tipos de armas que eles usam para lhe desestabilizar, ressalto apenas três:
a.                A inveja é um dos grandes males, não somente naquela época, mas na sociedade atual.
b.      A mentira tem ganhado espaço em toda a mídia, cuja finalidade é denigrir a imagem daqueles que se destacam.
c.      A vingança é um dos métodos covardes para anular o desenvolvimento daqueles que se destacam.
 
4. As acusações.
Deus abençoou Daniel de maneira que ele foi promovido a cargos de liderança nos governos babilônico e persa, assim, seus inimigos começaram a planejar contra Daniel. É importante salientar que nenhuma arma aparelhada contra os escolhidos de Deus funciona (Is 54:17). Os inimigos de Daniel armaram diversas estratégias para destruí-lo, mas não encontravam nele nenhum motivo, eles fizeram o seguinte:
a.      Os inimigos o acusavam de descumprir as ordens do rei ao continuar orando a seu Deus.
b.      Fizeram editos para ele prestar culto a outros deuses.
c.      Criaram leis para condená-lo a ser jogado na cova dos leões.
 
5. A sentença e o Livramento Divino.
O rei Dario, mesmo sentindo que Daniel fora traído, nada podia fazer, pois o edito já estava assinado por ele, porém, agora somente restava ao rei acreditar que o Deus de Daniel poderia fazer por ele (Dn 6:12-18). Daniel foi finalmente jogado para ser devorado pelas feras, mas aí Deus entra em ação:
 
O livramento divino chega, não para quem apenas crer, mas para aqueles que têm a sua vida devocional com Deus. Daniel foi uma jovem de oração e vida consagrada, o Senhor fechou a boca dos leões (Dn 6:19-22). O rei alegrou-se em ver que Deus havia livrado a Daniel daquelas feras (Dn 6:23).
a.      Os inimigos de Daniel caíram na própria armadilha, aqueles, pois, que forjam alguma coisa contra os escolhidos de Deus, os inimigos de Daniel caíram na própria armadilha, o rei Dario mandou chamar aqueles que acusaram Daniel, eles foram jogados na cova dos leões e despedaçados (Dn 6:24; Et 6:10; Sl 7:15; Pv 26:27,28). Agora o rei exalta a Deus e assina decreto para que todo o povo reconheça o Deus de Daniel (Dn 6:25-28).
 
               Portanto, o Deus de Daniel é o mesmo, ele continua livrando seus servos, os livramentos acontecem diariamente com a proteção angelical, como diz o Davi (Sl 37:7-9), e conforme escreveu Moisés (Sl 91:11-12). Os jovens cristãos devem seguir o exemplo de vida de jovens como Daniel e seus companheiros, sendo fiel e tendo uma vida de oração e comunhão com Deus.
 
Pr. Elis Clementino.

 

quinta-feira, 13 de junho de 2024

ESBOÇO 1368 TEMA: A DOUTRINA DOS APÓSTOLOS.

 
ESBOÇO1368                                                                                                                                              TEMA: A DOUTRINA DOS APÓSTOLOS.
TEXTO: ATOS 2:42
 
Em tudo nesta vida o homem precisa ser instruído, não tem como viver sem instrução, principalmente o que concerne ao espiritual. A Bíblia sagrada, nos dá o entendimento como viver de maneira que agrade a Deus. Temos três tipos de doutrinas que as escrituras apresentam, as quais devemos conhecer. De maneira breve falarei sobre a doutrina dos apóstolos.
 
I.                 O Que é Doutrina?
Conjunto de ideias lógicas que são fundamentais que precisam ser transmitidas através da instrução, elas podem ser filosóficas, políticas e religiosas. Durante o tempo em que os discípulos estiveram com Jesus, eles foram ensinados em todos os aspectos da vida, sobre conduta, o perdão e a salvação. Jesus Cristo teve o cuidado de ensinar aos seus discípulos, porque ele percebia haver várias doutrinas ensinadas naquela época, das quais os apóstolos escreveram em suas cartas como meio de proteger os cristãos.
 
II.                Três tipos de doutrina:
a.      Doutrina de Cristo (2 Jo 1:9).
b.      Doutrina de homens (Mt 7:7).
c.      Doutrina de demônios (I Tm 4:1).
 
III.              Defesa da nossa fé cristã.
a.      É necessário conhecer as doutrinas para não ser enganado pelas falsas, no entanto, duas são danosas a fé cristã, as doutrinas de homens e a de demônios. As formas como elas são ensinadas e divulgadas podem influenciar na conduta cristã e na fé, (Mt 15:9; Mc 7:7; Cl 2:22-23).
b.       É preciso muito cuidado, porque essas doutrinas vêm recheadas de enganos, por isso somos alertados pelos apóstolos (Hb 13:9). Quando somos discipulados ou ensinados corretamente com a doutrina de Cristo, não seremos levados por qualquer vento de doutrina (Ef 4:14; Cl 2:8). Paulo alertou a Timóteo, sobre esse cuidado, dizendo: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina” (I Tm 4:16).
c.      Devemos permanecer no que aprendemos do Senhor (2 Tm 3:14-17). O jovem Timóteo foi ensinado desde criança sobre a palavra de Deus através da sua vó Loide e nos seus ensinos ele deveria permanecer (2 Tm 1:5; 3:10; 4:22). Quando aprendemos certo, pouco erramos, pois, os pais e avós podem contribuir muito para a vida devocional dos seus filhos e netos. Somente manteremos a fé cristã através do ensino da palavra de Deus, pois muitos pais estão negligenciando esse ensino em seus lares, considerando o número de jovens cada vez reduzido nas igrejas e isso causa-nos preocupação.
 
IV.              Vivendo o que ensina.
Quem ensina tem grande responsabilidade, ele deve viver uma vida digna, servindo de modelo para que o evangelho não seja blasfemado (Rm 2:21-24). O que Cristo ensinou aos discípulos era o suficiente para terem uma vida baseada em princípios, de maneira que eles não deviam se desprender dele, “Entretanto, não foi isso que vocês foram discipulados por Cristo! Se é que de fato o ouviste e nele fostes ensinados, conforme a verdade que está em Jesus...” (Ef 4:20,21). Não devemos relativizar os ensinamentos de Cristo, quando relativizamos invertemos os valores (Is 5:20). A relativização é a desconstrução das verdades pré-estabelecidas no evangelho de Cristo, isso é perigoso para a nossa fé.
 
               Amados, devemos guardar a sã doutrina e perseverar nela, a maneira que fomos ensinados deve ser conservada como nos dias apostólicos (At 2:42). Quando atentamos para ela há compartilhamento, eles partiam o pão, estavam juntos nas orações, isso se dava por conta dos ensinamentos de Cristo. Atualmente precisamos resgatar esses valores deixando para trás, pois o egoísmo não permite que tenhamos o mesmo sentimento que houve em Cristo, isso afeta a nossa vida devocional com Deus, os nossos cultos se tornam frios por não haver os mesmos sentimentos que houve nos apóstolos (Fp 2:5-11).
 
Pr. Elis Clementino.

 

segunda-feira, 10 de junho de 2024

ESBOÇO 1367 ASSUNTO: MORRENDO PARA PRODUZIR.

 

ESBOÇO 1367
TEMA: MORRENDO PARA PRODUZIR.
TEXTO: “Em verdade, em verdade lhes digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. JOÃO 12:24.
 
O produto da agricultura está na semente e nela está a vida de uma árvore, mas para que ela abrolhe tem que passar pelo processo de morte, ou seja, ela primeiro morre para poder abrolhar uma plantinha. No texto, Jesus não queria dar uma aula de agronomia ou simplesmente falar sobre plantio, mas expressar as verdades espirituais aos que o procurava. Jesus apresentou essa bela parábola que falava sobre si como uma semente, uma ilustração abrangente a todos os homens. De maneira breve e simples, pois escrevo essa mensagem para apresentá-la às pessoas, mostrando que somos como uma semente e que espiritualmente precisamos morrer para viver.
 
I.                 A parábola.
Jesus fez uma ilustração baseada na natureza para explicar-lhes o que ele queria dizer no versículo anterior em (Jo 12:23). Uma semente vive, floresce e produz frutos em abundância quando ela for lançada no solo e morrer, senão ficará ela só. Foi isso o que aconteceu à vida de Jesus (Jo 12:25). Aquele que vive egoisticamente, “egoísmo” no grego “idiolétos” e preserva a sua vida para si, não pode produzir qualquer benefício, porquanto é uma semente que jamais foi plantada. Naturalmente, Jesus salienta o seu sacrifício, uma espécie de plantio do próprio “eu”, bem como uma forma de morte do “eu”. Esse é um princípio básico para o cristão ter uma vida verdadeiramente produtiva. Jesus proferiu essas palavras em forma solene e essa lição deve ser aplicada a nós mesmos, “Morrer para o pecado e viver para Cristo”
 
II.                Objetivo.
Na parábola, como disse anteriormente, Jesus fala sobre si, se utilizando de uma lei natural, ele diz que um simples grão para produzir precisaria cair na terra e morrer. Essa verdade foi expressa para mostrar aos seus ouvintes que a semente por si só permaneceria um simples grão, mas se caísse na terra e perecesse, ela brotaria, ou seja, da morte brotaria a vida, no entanto, três coisas aprendemos com essa parábola:
a.      A sua morte gerou vida para todos.
b.      Com a vida do nosso eu, gera morte.
c.      Com a morte do nosso eu, gera vida.
 
III.              O Grão do Trigo:
a.      Mistério da Vida.
b.      A morte do grão.
c.      Germinação, gera vida.
d.      Árvore ou planta, significa existência.
e.      Florescência, preparação para os frutos.
f.       Frutificação, frutos.
 
IV.              Vivendo para Deus.
Viver para Deus significa morrer para o mundo com as suas concupiscências, isto é um novo nascimento, entendo que:
a.      Devemos amar a Deus sobre todas as coisas (Mt 10:37).
b.      Viver pela fé “o justo viverá da fé” (Hc 2:4; Hb 10:38);
c.      A autonegação (Lc 9:23);
d.      Frutificar através do serviço cristão (Hb 6:10).
e.      Frutificar através do fruto do Espírito (Gl 5:22-23).
 
Portanto, os frutos espirituais surgem quando morre o eu, e quando morremos para o mundo, passamos a viver ou nascer para Deus. Há uma palavra falada por Jesus Cristo que parece um paradoxo, “Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas quem perder a própria vida por minha causa e pelo evangelho a salvará” (Mc 8:35; Jo 12:25-26). Jesus, a semente que morreu para brotar salvação. A sua morte trouxe vida para quem deseja viver para ele, e quem desejar viver para ele tem que morrer para o mundo do pecado (Rm 8:2,6-14; Gl 2:20). No batismo, fomos sepultados e ressurgimos para uma vida nova com Cristo. Aqueles que estão ligados nele ou na videira produzirão frutos (Jo 15:1-6). Essa é uma realidade incontestável, sem Jesus nada podemos produzir.
 
Pr. Elis Clementino.

 

segunda-feira, 3 de junho de 2024

ESBOÇO 1366 TEMA: RESSENTIMENTO.

ESBOÇO 1366
TEMA: RESSENTIMENTO.
TEXTO: “Não permita que a ira domine depressa o seu espírito, pois a ira se aloja no íntimo dos tolos” ECLESIÁSTES 7:9. “Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” EFÉSIOS 4:26.
 
Conforme a Bíblia Sagrada, a mente humana é tratada como “coração”, nele são guardadas as coisas boas e ruins. O próprio Jesus falou que dele procedem às coisas boas e ruins (Mt 15:19; Pv 4:23). Direi algo e sem detalhes sobre “ressentimento”, ele atinge muitas pessoas, induzindo-as a não perdoarem, isso, no sentido espiritual, as consequências são bem piores, porque o ressentimento pode deixar o indivíduo fora do reino de Deus.
 
I.                 O Cérebro e o Coração.
Ambos estão conectados através do cérebro, responsável por essa conexão. Os demais órgãos do corpo estão conectados entre si, exceto que haja um problema que interrompa essa conexão. Achei interessante o que Paulo falou sobre os membros do nosso corpo, embora ele tenha falado a respeito dos dons espirituais, mas é importante ressaltar esse entrelaçamento comandado pelo cérebro (I Co 12:15-22). Você já parou para pensar sobre essa interligação dos membros do corpo humano? Pois é, aquele membro considerado o mais frágil é necessário.
 
II.                O homem, ser tricotômico.
“A concepção de que o homem é constituído de três partes, (espírito, alma e corpo)”, esses três se relacionam perfeitamente, pois, um depende do outro, um corpo sem espírito e alma está inerte e sem vida, porque:
a.      O espírito do homem é o sopro divino que o faz viver, embora alma e espírito sejam muito ligados (Jó 33:4).
b.      Alma é a parte imaterial do homem que subsiste após a morte, ou seja, ela é imortal. Ela também é considerada centro das emoções e personalidade humana, onde o homem tem conhecimento de si.
c.      Corpo é a parte material onde estão abrigados o espírito e a alma. O apóstolo Paulo define isso muito bem (I Ts 5:23; Hb 4:12).
 
III.              O que é Ressentimento?
Ressentimento é conhecido como o ato ou efeito de ressentir-se, atuando no ser humano quando ele não consegue superar algum ato de ofensa contra si. Uma mágoa, cólera ou rancor pode ser originada por um simples agravo, mas isso depende de como o indivíduo reage a ele. O prefixo “re” indica o retorno dessa mágoa, ela é a peçonha que, sendo gerada, se mantém no coração do indivíduo. O ressentimento prejudica o homem nas três esferas: espiritual, atingindo a vida devocional com Deus, a alma se abate e o corpo adoece. Há muitas doenças que podem ser curadas apenas com um perdão. Ressentimento torna a vida amarga e retira a alegria. “O ressentimento mata o insensato...” (Jó 5:2).
 
IV.              Qual a Diferença Entre Sentimento e Ressentimento?
Sentimento de uma pessoa pode ser abalado e ela sentir raiva, ira, mas por algum tempo. O ressentimento é a continuação de um sentimento raivoso, rancoroso, de maneira que a pessoa não se liberta. Existem indivíduos que guardam mágoa por muitos anos e todas às vezes que ele lembra, o ressentimento aumenta, por ser como se tivesse acontecido naquele momento.
 
V.                Perdão.
Perdão é a remoção de uma mágoa, um pedido de desculpa, indulto, perdoar “é permitir que a pessoa se aproxime” (Ef 2:13). Quando o ressentimento está ativo na pessoa, ela torna-se incapaz de perdoar. Existem indivíduos que guardam mágoas e elas se estendem por gerações, os pais passam para os filhos e por aí vai, esse mal está sempre vivo cada vez que é lembrado no seio familiar, e assim, ativa ainda mais a mágoa e o ódio, até nascer o desejo de vingança. É interessante o que Paulo escreveu aos cristãos de Éfeso sobre a ira (Ef 4:26-32), não vá dormir com ressentimento ou mágoa. Cuidado com a ira, você, irado, diz coisas terríveis e ainda pode causar desgraça, na sua vida e na dos outros. Não permita que o seu coração se torne um tribunal condenatório onde as pessoas que lhe ofendem sejam condenadas e presas com os laços da ira. Aquelas pessoas que mantêm outras presas pela ira podem desconstruir a reputação das pessoas odiadas por elas. As quais podem estremecer de ira, mas não desconstruam a reputação das pessoas de que elas não gostam. Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, mas deixe as pessoas de quem você não gosta em paz, pois desconstruir a reputação de quem você não gosta constitui um crime e um grande pecado perante Deus. Certamente o tal será julgado pelo justo juiz.
 
VI.              As Consequências do Ressentimento.
Quando o ressentimento prevalece, há consequências, e elas não são boas. A lei da semeadura diz: o que plantarmos, colheremos os seus frutos (Gl 6:6-7; Mt 7:2-5; Jz 1:7; Lc 6:38; 2 Co 9:6; 2 Ts 1:6,7). O que lemos nesses versículos é que a mágoa e a ira no homem podem custar-lhe muitos problemas de saúde e até a morte.
 
               Amados, não permitam que o ressentimento se abrigue no seu seio, lancem fora toda mágoa porque ela destrói a sua vida e a dos outros. O ressentimento causa sede de vingança, no entanto, o melhor remédio para dissipar a mágoa é a oração e a meditação na palavra de Deus. Persistindo, ponha-se diante do Senhor em oração e jejum, para que o diabo não lhe lance fora da presença de Deus, por conta dessa mágoa (Sl 6:7; 34:1-18; Ec 7:9). O sacrifício que agrada a Deus é um coração quebrantado (Sl 51:17). “O perdão é a faxina do coração”.
 
Pr. Elis Clementino

quarta-feira, 29 de maio de 2024

ESBOÇO 1365 ASSUNTO: PORQUE OS INOCENTES E OS JUSTOS SOFREM?

ESBOÇO 1365
ASSUNTO: PORQUE OS INOCENTES E OS JUSTOS SOFREM?
TEXTO: “Tudo sucede igualmente a todos; o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como o impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme juramento” ECLESIÁSTES 9:2
 
               Essa é uma interrogação que surgem na mente de muitas pessoas, embora ela seja difícil de explicar. Conforme a Bíblia sagrada, podemos compreender um pouco porque os inocentes sofrem, pois tudo o que existe nesta vida tem sentido. Irei comentar de forma bem suscita sobre os sofrimentos tanto dos inocentes, justos e injustos.
 
I.                 Os questionamentos sobre os sofrimentos.
Alguns questionamentos são feitos por todos os homens sobre os sofrimentos da vida, porém, em parte sabemos as razões quando estudamos a doutrina do pecado “Hamartiologia”. Há uma expressão do profeta das lamentações sobre o pecado (Lm 3:39; Pv 21:8a). Então, concluímos que o homem sofre pela violação aos mandamentos divinos, essa é a causa original (Rm 5:12). Para nós cristãos os sofrimentos fazem parte da lapidação divina no aperfeiçoamento humano, cuja finalidade é reconduzi-lo a Deus. O ser humano aprende tudo concernente a vida através dos sofrimentos, é uma espécie de barro trabalhado pelo oleiro (Rm 9:20-21). Outros entendem que qualquer sofrimento na vida é porque o indivíduo praticou algum pecado como pensaram os amigos de Jó.
 
II.                A Visita dos Amigos de Jó.
Meditemos um pouco sobre Jó, ele era um homem justo, temente a Deus e que se desviava do mal (Jó 1:1,8), esse foi o testemunho que o próprio Deus deu a respeito de Jó. Consideremos o que seus amigos, Elifaz, Zofar, Bildade e Eliú, pensavam de Jó. Sensibilizados com a situação do amigo, resolveram aparecer para consolá-lo, mas, ao se depararem com uma situação trágica e o estado de miséria, ficaram sem palavras (Jó 2:12-13), mas após dias iniciaram suas falas, era como uma cessão de tortura psicológica contra Jó.
 
III.               Elifaz exorta Jó.
A perplexidade de Elifaz, que veio de Temã, uma cidade ou clã edomita, vendo-o a situação do amigo, fez a primeira pergunta a ele: se alguém falar, ficará sem fôlego? Ele estava preocupado com o que falar, pois as suas palavras poderiam incomodar o seu amigo sofredor (Jó 4:1-2). Elifaz começou a falar sobre os bons feitos de Jó na sociedade (Jó 4:3,4), mas agora está neste sofrimento e perturbado, vejam bem o que ele disse: porventura não era o teu temor a Deus, a tua confiança, e a tua esperança, a sinceridade dos teus caminhos? Lembra-te agora, de qual inocente que jamais pereceu? E onde foram os sinceros destruídos?
 
Muitas vezes temos o mesmo entendimento de Elifaz quando vimos alguém que consideramos justo sofrendo, não é? Eu presenciei quando um irmão visitava um enfermo e disse-lhe: “vamos orar por você para Deus perdoar-lhe os pecados, só assim essa doença vai embora, e contou uma experiência, um irmão estava doente por haver pecado, mas foi curado após a sua confissão”, essa palavra não deveria ser dita naquele momento, pois foi isso que Elifaz fez, prejulgando Jó de haver cometido pecados (Jó 4:6-7). Ora! Tanto os justos quanto os ímpios estão sujeitos as mesmas desventuras da vida e até em ralação a morte, o justo pode morrer precocemente e o ímpio ter longa vida (Ec 7:15). A provação que Jó estava passando não era o castigo ou a ira de Deus sobre ele como pensavam seus amigos.

IV.              Elifaz exorta Jó a buscar a Deus.
Quando o propósito vem de Deus, podemos orar, jejuar e nada muda, apenas ele auxilia a nossa fé para que ela não desfaleça. “O Senhor disse a Paulo, a minha graça te basta”, pois Jó havia sido justificado pelo Senhor. O que Elifaz dizia a respeito dos feitos de Deus era certo, mas aplicado na hora errada e para a pessoa errada, isso afligia Jó ainda mais (Jó 5:1-27).
 
V.               Jó Justifica   as suas Queixas.
Jó não podia fazer nada, a não ser justificar-se, mesmo assim nada adiantou (Jó 6:1-15), seus velhos amigos continuaram a acusá-lo de pecados. Bildade refuta as palavras de Jó e justifica a Deus por tudo o que estava ocorrendo na vida dele (Cp. 8). Jó entendia que não podia contender com o Senhor, apenas, ele descreve a grandeza de Deus e pede alívio para a sua miséria (Jó 9:1-35), entretanto eles continuaram as exortações a Jó, e ele sempre se defendendo das acusações, porém, nada estava mudando, tudo o que eles diziam era como se Deus houvesse dado as costas para Jó.
 
VI.              Os Propósitos de Deus.
Muitas vezes não entendemos os processos traçados por Deus, permitindo aos seus servos passarem. Certas ocasiões são batalhas espirituais que estamos envolvidos, sem, contudo, conhecermos os detalhes. O processo que Jó estava passando foi uma batalha espiritual para que fosse comprovada a sua integridade para com o seu Deus (Jó 1:6-12), nem mesmo Jó sabia do que estava ocorrendo com ele. Na realidade não sabemos sobre as batalhas espirituais que acontecem com a permissão divina, quando isso acontece é para alguma finalidade (Rm 8:28). Em certas ocasiões somos modelados como o barro nas mãos do oleiro para que nos tornemos um vaso melhor, esse foi o propósito de Deus levar Jeremias a casa do oleiro (Jr 18:1-6). Nenhum de nós estamos isentos de cair nas mãos desse oleiro. O Último amigo de Jó a falar atacando Jó foi Eliú o mais novo (Jó 32:1-6). Mas Deus estava contemplando tudo! (Sl 33:13; Jr 23:23,24).
 
VII.            A Confiança Inabalável.
Nada poderia abalar a confiança de Jó, a sua fé estava firme como uma âncora (Hb 6:9). Jó acusa seus amigos de falta de compaixão e misericórdia e convida-os para sentirem a dor da sua alma (Jó 16:1-4). A dor dos outros parece não doer em nós.
 
A história de Jó é a maior lição de confiança no Senhor, mesmo quando tudo acaba. A visão que os amigos de Jó tinham dele era que nunca mais ele se levantaria e que as suas riquezas haviam sido sepultadas sem que ele pudesse reavê-las. Mesmo instigando Jó, Bildade diz que, se Jó for puro e reto, o seu último estado seria maior que o primeiro (Jó 8:6-7). Na verdade, Deus mudou o cativeiro de Jó quando ele orava pelos seus amigos e o seu último estado, de fato, foi realmente melhor que o primeiro (Jó 42:12a). Tudo quanto passamos na vida, independe de religiosidade, porém, aqueles que servem a Deus sempre terão vantagem no sofrimento. Amados, a palavra de Bildade se cumpriu, não porque Jó havia se arrependido, mas pela misericórdia de Deus em ação.
 
Pr. Elis Clementino.