domingo, 6 de outubro de 2024

ESBOÇO 1405 * TEMA: FRUTOS DA DESOBEDIÊNCIA & OBEDIÊNCIA.

 
ESBOÇO 1405 *
TEMA: FRUTOS DA DESOBEDIÊNCIA & OBEDIÊNCIA.
“Pois pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos.” (Rm 5.19).
 
Tudo o que contraria uma ordem, lei ou mandamento constituiu-se uma desobediência. “Todo aquele que comete pecado, transgrede a lei, pois o pecado é a transgressão da lei.” (I Jo 3.4). Também ao cumprir se constitui a obediência, assim ambas terão os seus frutos como recompensa. De maneira sucinta, falarei o tema.
 
I. A lei da Semeadura.
Essa lei foi estabelecida por Deus para todos, plantar é opcional, mas colher é obrigatório. No entanto, todos nós temos oportunidades de escolher caminhos e que tipo de semente desejamos plantar, contudo, tenhamos a consciência de que haverá colheita. (O que estamos colhendo hoje são resultados das sementes que plantamos ontem). Muitas vezes queremos transferir a responsabilidade dos frutos que colhemos a terceiros. Há ocasiões em que os agricultores disseminam sementes que não são boas, mas assim que eles percebem a má qualidade das sementes, procuram na próxima semeadura as melhores sementes para ter uma boa colheita. Assim são os homens, todos têm o tempo dado por Deus para se utilizar de sementes boas e substituir as de más qualidades. Ainda é tempo de você mudar de sementes ruins para boas.
 
II. Desobediência humana.
O homem desobedeceu a Deus, infringindo seus mandamentos (Gn 2:16,17). A quebra desse preceito divino deu à luz o pecado e consequentemente os detrimentos (Gn 3: 9-24). Tudo o que é abominável e destrutivo tanto para a vida moral quanto espiritual são magníficos e fascinantes aos olhos do homem, ele não percebe que o desfecho será tão ruim “Cada um se farta de bem pelo fruto da sua boca, e o que as mãos do homem fizerem isso ele receberá” (Pv 12:14). “Dos seus próprios se fartará o infiel de coração, e o homem bom será recompensado pelos seus” (Pv 14:14). Tudo aquilo que o homem semear isso, ele ceifará (Gl 6:7b).
 
III. As consequências da desobediência.
Tudo começou com o homem lá no Éden, Deus falou que, se Adão comesse do fruto proibido, certamente morreria, mesmo assim desobedeceu e comeu do fruto. Como consequência dessa  desobediência a vida humana tornou-se limitada em todos os aspectos, por exemplo: comer do suor do seu rosto, caminho cerrado (Jó 3.23); pés no tronco (Jó 13.27; 19.8); tempo limitado (Sl 90.10; Ec 8.8); Vida limitada (Sl 139.5; Lm 3.7); sem poder de mudar um cabelo, dar garantia do que ele faz, ou promessas que não possa cumprir (Mt 5.36); e não pode aumentar a sua estatura, preocupações excessivas (Mt 6:27). A morte física e espiritual é a últimas consequências do pecado do homem (Gn 2.7; Pv 8.36). “O salário do pecado é a morte,” (Rm 6.23).
 
IV. A obediência.
O preço do êxito é a obediência (Js 1.8), as observações das leis do Senhor resultam em bênçãos de prosperidade, além de nos garantir a entrada no reino celestial (Mt 7.21). Obedecer às leis do Senhor é um dever imperativo (At 5.29). Destacamos alguns vultos importantes da Bíblia que se dispunham a obedecer a Deus:
·        Abraão (Gn 22.2,3).
·        Josué (Js 11.15).
·        Ezequias (2 Rs 18.6).
·        José e Maria (Lc 2.39).
·        Paulo (At 26.19).
·        Cristo (Hb 5.8).
 
               Conscientizemo-nos que tanto os frutos da desobediência quanto os da obediência serão colhidos, ninguém escapa da lei da semeadura, todos têm a oportunidade de mudar, se a sua semente não está apropriada para uma boa colheita, mude para uma melhor, porém não esqueça que a colheita é inevitável e o preço da desobediência deixa sequelas para o resto da vida, como mencionamos anteriormente. Portanto, obedecer é melhor do que sacrificar (I Sm 15.22). Deus olha para a nossa obediência, pois ela é a base de todo o nosso sucesso, tanto no cotidiano quanto na vida espiritual. Devemos rejeitar qualquer oferta pecaminosa e estarmos mortos para o pecado, mas vivo para Deus (Rm 6. 11-18), a lei nada podia fazer, mas a graça de Deus foi manifesta por intermédio de Jesus Cristo, foi o maior exemplo para alcançar a todos quanto lhe obedecerem. A obediência é um princípio importante para o seu sucesso.
 
Pr. Elis Clementino

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

ESBOÇO 1404 * ASSUNTO: OS PRAZERES DA VIDA.

 
ESBOÇO 1404 *
ASSUNTO: OS PRAZERES DA VIDA.
TEXTO: “Alegra-te, mancebo, na tua mocidade, recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos: sabe, porém, que por todas estas causas te trará Deus a juízo. Afasta, pois a ira do teu coração, e remove a tua carne do mal, porque a adolescência e a juventude são vaidade” (Ec 11: 9,10).
 
Na vida, tudo passa, portanto, devemos aproveitar a vida da melhor forma possível. Se não considerarmos isso, seremos considerados néscios e insensatos. Entretanto, viver é a grande oportunidade que Deus nos faculta, ele é o cerne da vida. Salomão fala da vaidade e das possessões, disse ele: - Eu te provarei! Ninguém melhor do que Salomão pode provar a vaidade das posses, pois ninguém possuía tantas riquezas quanto ele (1 Rs 10:14, 21, 27). O rei reunia em suas mãos grande poder, ele podia permitir-se provar de todos os prazeres que desejasse, todavia não ficou satisfeito. Os homens em busca dos prazeres da vida e dos desejos carnais são capazes de sair dos planos de Deus, desprezando as consequências que virão depois. (2 Sm 11:4; 12:10).
 
A. O que entendemos por prazeres?
1. Tudo aquilo que nos traz alegria, contentamento, júbilo, deleites, gosto, satisfação, sensação agradável, distração, divertimento (Ec 2:26; Ec 9:7,9; Ec 3:12). Como cristãos, podemos usufruir dos prazeres da vida sem sair dos planos de Deus.
 
2. Todos têm a mesma oportunidade de desfrutarem do que é bom, tanto os pobres quanto os ricos.
 
3. A maioria das pessoas jovens se entrega aos prazeres sem ter a noção do que virão depois (Ec 12:1), essencialmente eles precisam pensar com bastante amenidade, porque é impossível amar a Deus satisfazendo todos os desejos da vida irresponsavelmente (Mt 19: 21,22).
 
B. O procedimento prudente do ser humano em relação aos prazeres.
1. Ainda que o homem viva muitos anos e regozije-se neles, contudo, ele deve se lembrar de que há dias de trevas, porque serão muitos (Ec 11:8).
 
2. Manter o autocontrole nos momentos de euforia e prazer, porque os excessos sempre deixam as consequências. Os prazeres da vida são atraentes e os descomedidos são os que mais sofrem (Jz 16:18-21).
C. Deus em relação aos prazeres humanos.
1. Deus não proíbe alegrias e prazeres, enquanto estes não contradizem seus mandamentos ou impedem-nos de servi-lo (I Co 10:31). Sempre devemos nos lembrar do dia da prestação de conta (Ec 11:9).
 
2. Deus almeja que o seu povo se alegre e que os jovens desfrutem da sua juventude, mas que todo esse regozijo deve ser moderado pelo reconhecimento de que Deus responsabilizará cada um por seus atos (Ec 11: 9b; Gl 6:7).
 
D. Em relação à velhice.
1. Salomão faz uma exposição magnífica da idade avançada com suas enfermidades “Cheguem os anos dos quais digas: não tenho neles contentamentos” desinteresse e de ideais, fraqueza no corpo, dos braços e das pernas e das costas, dos dentes e das vistas, falta de assunto para falar, fraqueza de voz, vertigem em lugares altos e tremor no caminho, cães alvas e falta de apetite (Ec 12:1), tudo isso antes que a morte chegue, é uma expressão poética de Salomão (Ec 12:6), antes que o corpo volte ao lugar de onde veio (Gn 3:19; Gn 2:7).
 
2. Devemos estar preparados para a velhice, esse preparo deve começar cedo, às vezes passamos quase a vida inteira nos preparando, tanto no sentido material como espiritual, é na velhice que mais necessitamos de amparo e proteção, só que o tolo não se lembra de nada disso. (Ec 12.1,2,6-8).
 
3. O que podermos fazer de bom aqui, façamos enquanto é tempo, tanto no sentido material quanto espiritual (Ec 10:4).
 
Os prazeres da vida têm levado muitas pessoas a destruírem a si próprias (Ec 8:11), devemos valorizar cada minuto que vivemos preservando a nossa vida física e espiritual, Deus não nos proíbe de desfrutarmos de tudo quanto é bom, mas que desfrutemos com sabedoria observando as limitações impostas por Ele “Todas as coisas me são licitas, mas nem tudo convém fazer, todas as coisas me são licitas, mas eu não deixarei dominar por nenhuma delas.” (I Co 6.12; 10.23). “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: temer a Deus, guardar os seus mandamentos, isto é dever de todo homem” (Ec 12.13,14).
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1403 * ASSUNTO: A FIGUEIRA PLANTADA FORA DO LUGAR.

 

ESBOÇO 1403 *
ASSUNTO: A FIGUEIRA PLANTADA FORA DO LUGAR.
TEXTO: LUCAS 13:6-9; JOÃO 15:1-7.
 
Jesus expôs uma parábola sobre a figueira plantada em uma vinha, lugar onde ela não deveria estar. Geralmente, os agricultores destinam uma área para determinado tipo de plantação, e ali era uma vinha, pois não era comum plantar uma figueira, mesmo assim ela não produziu frutos. Na parábola aparecem as figuras do homem “senhor” e vinhateiro, eles foram fundamentais na parábola. A lição de Jesus foi completamente espiritual, no contexto cristão entendemos que o crente deve produzir frutos.
 
A. Significado da Figueira.
1. A figueira representa o povo de Deus ou indivíduos que se identificam como cristãos, ressaltando o que se espera dos tais (Is 5:1-2). Esse versículo se refere à situação espiritual do povo de Deus Israel, que ao invés de produzir uvas boas, produziu uvas-bravas.
2. A vinha simboliza o lugar onde Deus espera frutos espirituais do seu povo. Todos aqueles chamados pelo Senhor deverão dar bons frutos.
 
B. O tempo de espera e a paciência de Deus.
Deus dá o tempo para que o seu povo ou crente produza frutos, a misericórdia de Deus é muito grande, ele espera, alimenta e cuida para haver arrependimento e apareçam consequentemente os frutos. Esse versículo também fala da sua relação de Jesus com seus seguidores (Jo 15:2). Deus é o lavrador que pacientemente espera que as nossas sementes abrolhem (Tg 5:7). Disse o vinhateiro: Senhor, não arranque, mas deixe que eu adube, para ver se ela dá fruto, se não der fruto, corta. Quanto tempo o vinhateiro espera pacientemente para que a gente se arrependa e dê frutos? (Lc 13:8). Aqui, Jesus fala sobre a paciência e a oportunidade de arrependimento, simbolizado pelo cuidado adicional que o jardineiro deseja dar à figueira que até aquele tempo não havia dado frutos. O apóstolo João descreveu, no capítulo 15. Como o lavrador trata a videira para que ela produza frutos. Existe um processo bem conhecido que é a podagem, é um tipo de limpeza para que a videira produza frutos.
 
C. A necessidade de frutificar.
Há uma grande necessidade de o crente frutificar, é tudo o que o vinhateiro espera dele, ele investe, adubando a fé para que ele produza. Todo crente precisa produzir através do fruto do Espírito (Gl 5:22-23). Jesus disse que toda boa árvore produz bons frutos, mas a árvore má dá frutos maus (Mt 7:17). Existem algumas coisas que podem fazer com que a árvore demore a dar frutos, a mudança constante de um lugar. Algumas até não resistem, outro fator é os cuidados na adubação e a falta de água, entretanto, todos os nutrientes para o cristão produzir estão na palavra de Deus.
 
D. A possível rejeição.
A não produção de bons frutos pode ocasionar a reprovação divina, aqueles que produzem frutos bons, pois é importante considerar o que disse o escritor aos hebreus “Porque a terra que absorve a chuva que frequentemente cai sobre ela e produz erva útil para aqueles por quem foi cultivada recebe a benção da parte de Deus; mas, se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada e perto está a maldição; e o seu fim é ser queimada” (Hb 6:7-8). Esse texto é uma advertência para termos cuidado para que os frutos que produzirmos não sejam reprovados pelo agricultor divino.
 
A figueira simboliza o povo de Israel que precisava produzir frutos de arrependimento e justiça. O fato de a figueira ter sido plantada em uma vinha indica que a terra era fértil e ela tinha todas as condições para frutificar espiritualmente. Aqui onde você está, tem todos os nutrientes para que você produza. Os ensinamentos que você tem recebido não lhe fazem produzir espinhos, abrolhos, mas bons frutos. Devemos aproveitar as oportunidades para o arrependimento e a transformação espiritual. O pedido do jardineiro de mais tempo para cuidar da figueira também destaca a paciência e a misericórdia de Deus, oferecendo a última chance para que ela produzisse frutos. É de fundamental importância a frutificação espiritual, pois é dessa maneira que precisamos servir a Deus de maneira digna, agradando ao Senhor em tudo, frutificando em toda boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus (Cl 1:10). Cuidado, irmão, para não estar mudando sempre de lugar, no sentido espiritual você não desenvolve e nem produz frutos. Às vezes tentamos mudar de lugar uma planta e ela acaba morrendo, saiba que quando você muda frequentemente de lugar, você além de não prosperar, ainda morre na fé.
 
Pr. Elis Clementino.

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

ESBOÇO 1402 * ASSUNTO: CRIADOS PARA AS BOAS OBRAS.

 

ESBOÇO 1402 *
ASSUNTO: CRIADOS PARA AS BOAS OBRAS.
TEXTO: Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas. EFÉSIOS 2:10.
 
O apóstolo Paulo destaca a ideia de que somos obra de Deus, criados com um propósito específico, realizar boas obras, as quais Deus preparou para nós. Essa lembrança é importante para nós, pois ela tem grande significado e direção dentro do plano divino. Entretanto, devemos considerar a graça divina nesse processo, sem a qual seria impossível alcançar esses propósitos divinos (Ef 2:8,9).
 
I. A nossa identidade em Cristo.
A nossa identidade é revelada no que disse Paulo em sua carta aos efésios: “somos feituras suas” (Ef 2:10). Quando nos convertemos ao Senhor, passamos por alguns processos, como:
·        Arrependimento (At 3:19-20; 2:38).
·        Novo nascimento (Jo 3:3).
·        Regeneração (1 Pe 1:23; Tt 3:5).
·        Justificação (Rm 5:1; 3:4; 2:16; Tt 3:7; Rm 4:5). A justificação é um ato da graça de Deus, recebida pela fé em Jesus Cristo, e não pelas obras ou mérito humano. Assim, nos tornamos nova criatura, conforme escreveu Paulo (2 Co 5:17).
 
Quando estamos em Cristo, nenhum outro poder, como a lei, a circuncisão e nem a incircuncisão, têm valor algum, como disse Paulo: Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas sim o ser uma nova criatura (Gl 6:15). Muitos religiosos da época queriam impor o poder dessas leis como o único meio de ser salvo (Gl 2:16).
Neste contexto, Paulo está confrontando a ideia de que o cumprimento da lei, como era defendido por alguns religiosos, seria necessário para a salvação, no entanto, ele enfatiza que a justificação vem pela fé em Cristo e não pelas obras da lei.
 
II. Criados para as boas obras.
·        A obra de Deus em Cristo na vida do homem é perfeita, foi através dele que fomos remidos de toda iniquidade, purificando para si um povo zeloso e de boas obras (Tt 2:14).
·        As nossas obras devem ser vistas pelos homens a fim de que eles glorifiquem a Deus por meio de nós (Mt 5:16).
·        A fé do cristão em Deus deve ser confirmada através das obras (Tg 2:14-17).
 
III. Preparados por Deus para servi-lo.
Existe uma preparação que envolve alguns acontecimentos às vezes desagradáveis, mas isso faz parte dos propósitos de Deus em nós (Rm 8:28). O aperfeiçoamento é necessário para podermos fazer a vontade de Deus, mas não sabemos as maneiras que Deus usará para nos aperfeiçoar (Hb 13:21). Neste versículo, Paulo ora para que Deus aperfeiçoe os crentes, capacitando-os para fazer a vontade divina e a viver de maneira que agradem a Deus, por meio de Jesus Cristo. Quando agradamos a Deus, aí ele pode operar em nós tanto o querer quanto o efetuar (Fp 2:13).
 
IV. Vivendo conforme o evangelho.
O que Cristo exige de nós é uma vida digna do evangelho, basta lermos o que Jesus e os apóstolos falaram (Mt 5:14-16; Fp 2:15; Cl 3:12-14; Rm 12:1-2; Tg 1:22). Esses versículos no dá uma visão clara de como o cristão deve proceder em suas vidas diárias, refletindo o caráter e os ensinamento de Jesus Cristo.
 
O cristão precisa compreender o motivo da sua existência e os propósitos de Deus para ele. Como disse Paulo, fomos criados para viver conforme os propósitos de Deus e para realizar o que é bom e agradável aos seus olhos. A nossa identidade em Cristo deve ser reconhecida pelas características cristãs, somente assim estaremos aptos para cumprir os propósitos de Deus com diligência e fé, compreendendo que Deus já preparou o caminho para nós.
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1401 TEMA: NUNCA PENSE SER O QUE VOCÊ NÃO É!

 

ESBOÇO 1401 *
TEMA: NUNCA PENSE SER O QUE VOCÊ NÃO É!
TEXTOS BASE: “Pois, se alguém pensa ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo.” (Gálatas 6:3). “Não se enganem. Se algum de vocês pensa que é sábio segundo os padrões desta era, torne-se ‘louco’ para que se torne sábio.” (I Coríntios 3:18).
Autor: Elis Clementino
 
INTRODUÇÃO
Para compreendermos com mais profundidade a mensagem sobre o engano, é necessário analisar cuidadosamente o que o apóstolo Paulo ensina em suas cartas. Esse tema traz esclarecimento sobre a vaidade espiritual e a vaidade secular, quando o indivíduo passa a ser enganado pelo seu próprio “eu”, acreditando ser aquilo que, na realidade, não é. Esse problema não é recente; ele acompanha a humanidade desde os tempos antigos. 

A imitação, o falso e o verdadeiro estão presentes em todas as épocas e em todas as esferas sociais. Os “covers” estão por toda parte. O que Paulo escreveu aos cristãos de Corinto enfatiza a necessidade de reconhecer a verdadeira sabedoria e a humildade, evitando uma autoimagem inflada e a busca por uma sabedoria meramente terrena. Desejo discorrer sobre o engano pessoal e, principalmente, sobre as consequências de viver de aparências.
 
A. A VAIDADE HUMANA
O apóstolo Paulo faz uma clara distinção entre a vaidade espiritual e a vaidade secular. A vaidade espiritual se manifesta por meio da autojustificação, do legalismo e da falsa piedade, como acontecia com os fariseus. Jesus os descreveu como sepulcros caiados: belos por fora, cheios de discursos eloquentes, defensores rigorosos da lei, mas podres por dentro, cheios de hipocrisia (Mateus 23:27-28). Essa vaidade consiste na valorização exagerada da aparência, das qualidades físicas, intelectuais ou espirituais, sempre fundamentada no desejo de reconhecimento humano. Trata-se de alguém que aparenta ser o que não é.

Consequências da vaidade humana:
ü  Autoengano espiritual
ü  Endurecimento do coração
ü  Hipocrisia religiosa
ü  Perda da sensibilidade espiritual
ü  Comprometimento do destino eterno
O engano religioso é o mais perigoso, pois leva a pessoa a acreditar que está bem com Deus quando, na verdade, está distante d’Ele.
 
B. AS APARÊNCIAS ENGANAM
Negar a realidade é uma das estratégias mais comuns do engano, em todas as áreas da vida. Lembro-me de uma senhora que, ao ir à cidade fazer compras, encontrou um indivíduo que dizia ter achado uma aliança. Ela brilhava mais do que a que a senhora usava. Ao experimentar a suposta aliança encontrada, o indivíduo trocou a verdadeira por uma falsa. O brilho da falsa a enganou. Ao chegar em casa, a aliança começou a escurecer, revelando-se falsa. Além do prejuízo material, ela teve de enfrentar outro problema: explicar ao esposo o ocorrido, pois ele recentemente havia trocado a aliança dela por uma nova.
 
Essa experiência nos ensina que nem tudo que reluz é ouro. Muitas coisas se parecem com as verdadeiras, mas são falsas. O mesmo ocorre no âmbito espiritual.

Consequências de viver de aparências:
ü  Vergonha quando a verdade vem à tona
ü  Perda de credibilidade
ü  Danos emocionais e relacionais
ü  Frustração e arrependimento tardio
ü  Ruína da confiança
 
C. CUIDADO COM O ENGANO
O apóstolo Paulo combatia o engano em todos os aspectos, especialmente na vida cristã. Ele exortava os crentes a se despojarem do orgulho e da vaidade. Seu temor era que os cristãos perdessem a simplicidade que há em Cristo (2 Coríntios 11:3-5).
 
Paulo se preocupava com os falsos ensinos que tentavam substituir a verdade do evangelho. Hoje, esses falsos ensinos se multiplicaram e estão por toda parte. Contudo, Deus ainda levanta homens e mulheres comprometidos com Sua Palavra para combater a falsidade. No âmbito espiritual, o discernimento espiritual é essencial para distinguir entre o falso e o verdadeiro.

Consequências do engano espiritual não confrontado:
ü  Desvio da verdade
ü  Enfraquecimento da fé
ü  Confusão doutrinária
ü  Escravidão espiritual
ü  Queda moral e espiritual
 
CONCLUSÃO
A verdadeira face entre o falso e o verdadeiro não permanece oculta por muito tempo. Nem mesmo o caráter do homem pode ser disfarçado para sempre. Por melhor que seja a maquiagem, ela cedo ou tarde cairá. Quem pensa ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo (Gálatas 6:3). Por isso, devemos estar atentos à advertência de Paulo: “Se alguém se considera sábio segundo os padrões deste mundo, torne-se louco para ser verdadeiramente sábio.” (I Coríntios 3:18; Provérbios 3:7-12; Isaías 5:21). Sobre sabedoria, é famosa a frase atribuída a Sócrates: “Só sei que nada sei”, uma expressão de humildade e reconhecimento das próprias limitações. Amados, não vivam de aparências e não imitem os outros. Há uma onda de imitações em todos os lugares, inclusive onde não deveria haver: na igreja. Não queira ser um “cover”. Seja você mesmo. Assim, será reconhecido não por uma máscara, mas pelas qualidades que Deus realmente lhe concedeu. Cuidado com o engano!