domingo, 15 de outubro de 2023

ESBOÇO 1316 ASSUNTO: SINCERIDADE.

 

ESBOÇO 1316
ASSUNTO: SINCERIDADE.
TEXTO: “Agora que vocês purificaram a sua vida pela obediência à verdade, visando ao amor fraternal e sincero, amem sinceramente uns aos outros e de todo o coração.” 1 PEDRO 1:22.
 
A sinceridade é a ausência da hipocrisia, ela está em desuso por muitas pessoas até consideradas nobres e também religiosas. Falarei de maneira simples sobre a sinceridade e o que diz a Bíblia sobre ela.
 
I.                     SINCERIDADE.
a.       “É um substantivo feminino que significa característica ou condição de quem é sincero; franqueza: a sinceridade é uma grande qualidade. “Origem da palavra sincero, o Senado Romano editou um decreto que regulamentava que toda escultura e objetos produzidos em Roma deveria ser sine cera, ou seja, sem cera e sem disfarces, de forma honesta. Isso é o que conta a etimologia popular”. A cera em cobria os defeitos das imagens, sem a cera aparecia a realidade do que se estava vendo.
b.       É uma qualidade de quem é sincero, franco e de caráter, ela é uma das virtudes especiais na vida do ser humano. “A sinceridade é o traço do caráter ou da personalidade de um indivíduo. É uma virtude que se traduz em uma conduta franca, verdadeira e leal”. É lamentável que a sinceridade não esteja sendo considerada por muitas pessoas que invertem os valores morais na sociedade atual, vejamos bem o tamanho da inversão dos valores, isso estende-se aos valores espirituais “Ai dos que ao mal chamam de bem, e ao bem, mal; que fazem das trevas luz, e a luz, trevas; e fazem do amargo doce, e do doce, amargo! (Is 5:20).
c.       A sinceridade é uma das qualificações para habitar com Deus, “Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo Monte? Aquele que anda em sinceridade, e pratica a justiça, e fala verazmente segundo o seu coração;” (Sl 15:1,2).
d.       O caráter representa a qualidade de quem é sincero em quaisquer circunstâncias, mesmo com dano (Sl 15:4). O senhor tem intimidade com os sinceros (Pv 3:32). A justiça do sincero endireitará ou aperfeiçoa o seu próprio caminho (Pv 11:15). A mentira não deve fazer parte do nosso cotidiano, o diabo é o pai da mentira (Jo 8:44). A hipocrisia não permite que o homem olhe para dentro de si.
 
II.                    OS SINCEROS SÃO ODIADOS.
Os homens maus e sanguinário odeia a sinceridade (Pv 29:10; Am 5:10). Até a mulher de Jó questionou a sua sinceridade para com Deus (Jó 2:9). As pessoas inclusas nas inversões de valores não têm compromisso com a sinceridade e nem a verdade é como disse o profeta Isaías odeiam aqueles que praticam a justiça e a sinceridade. Aqueles que praticam a justiça não podem compartilhar com aquelas pessoas mentirosas e sem caráter.
 
       IV. O QUE A BÍBLIA ENSINA SOBRE A SINCERIDADE?
O profeta Zacarias enfatiza ser sincero falando somente a verdade uns com os outros (Zc 8:16). “Os lábios que dizem a verdade permanecem para sempre, mas a língua mentirosa dura apenas um instante”. (Se diz que a durabilidade da falsidade, a falta de sinceridade e a mentira só prevalecem enquanto a verdade não chega.) “Quando se acostuma a viver com mentiras acaba com problemas para acreditar na verdade”. A ausência da sinceridade está no mundo inteiro chagando a ser um tema atual, vejam o que Paulo disse na sua segunda carta ao jovem obreiro Timóteo sobre o que está acontecendo no mundo (2 Tm 3:1-9).
 
Entretanto, a sinceridade é preconizada na Bíblia, por isso, devemos absolver essas recomendações para o nosso bem, servindo de exemplo principalmente para os da família na fé (Tt 2:7), assim como a obediência através da sinceridade (Ef 6:5; Fp 2:15). A sinceridade dos íntegros os guiará, mas a perversidade dos aleivosos os destruirá (Pv 11:3). “O justo anda na sua sinceridade; bem-aventurados serão os filhos depois dele” (Pv 20:7). Deus conhece os que são sinceros (2 Cr 29:17).
 
Pr. Elis Clementino

domingo, 8 de outubro de 2023

ESBOÇO 1315 ASSUNTO: ÉTICA MINISTERIAL

ESBOÇO 1315
ASSUNTO: ÉTICA MINISTERIAL.
TEXTO: Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade. Tito 2:7.
 
    Considerando o contexto da carta de Paulo a Tito, pretendo discorrer um pouco sobre ética ministerial, que é um dos pilares indispensáveis para um bom desempenho ministerial do obreiro e daqueles que aspiram o episcopado, extensivo aos demais líderes. Eu falarei de forma geral sobre o comportamento, as qualificações exigidas para o exercício do ministério cristão e outros pontos que iremos abordar.
 
I.                     SIGNIFICADO.
Ética é um termo originado do grego “ithikós” que está relacionado aos costumes e comportamento do indivíduo. Ética é também uma parte da filosofia que ajuíza sobre o comportamento humano sob o entendimento do bem e o mal, o certo e o errado.
 
A ética tem tudo a ver com a nossa atividade ministerial. A ética é a base principal para regermos o nosso comportamento, ou seja, como devemos nos portar na busca de sermos os mais justos possíveis em nossas ações e atitudes.
 
II.                   QUAL A IMPORTÂNCIA DA ÉTICA NA VIDA DO OBREIRO?
Ela tem como finalidade dar qualidade ao seu ministério. Ser ético não lhe faz menos espiritual, mas agrega outros valores que qualificam o seu ministério, além de adquirir respeito, tantos dos de casa, quanto dos de fora. Precisamos levar em consideração a nossa reputação e rever se preciso for alguns conceitos.
 
III.                 A CHAMADA MINISTERIAL.
a.       Quando nos referimos a nós entendemos que não nos tornarmos obreiros por acaso, isso para acontecer houve no passado um chamado divino, ele pode ter acontecido quando você estava ainda no ventre da sua mãe, como o caso de Jeremias (Jr 1:5). Existe também a escolha humana como no caso de (At 6:1-5; Gl 1:15).
 
b.       O chamado ministerial envolve três personagens, Deus, o seu líder e você. Para poder exercer o sacerdócio, ser um rei, necessariamente envolvia a ação desses três. Ex. O Senhor mandou Moisés ungir para o sacerdócio Arão e seus filhos (Ex 28:28; Lv 8:1-25; I Sm 16:1). Assim os ungidos exerciam suas funções com a aprovação divina. É importante salientar que devemos honrar a quem nos dá a cobertura, ou a proteção espiritual.
 
IV.                DENTRO DA ÉTICA MINISTERIAL O OBREIRO NECESSITA DE TER:
1.       Domínio próprio, que é um fruto do Espírito (Gl 5:22-23; Pv 16:32; I Ts 4:4-5).
2.       Sensatez (Pv 3:21). A Insensatez (Pv 18:2; 19:3; Ec 10:1; Gl 5:9). Um ato insensato da nossa parte pode causar uma onda de choque.
3.       Postura, modo (Ef 4:1; Fp 1:27; 2 Tm 2:16; Tt 2:7).
4.       Equilíbrio emocional, “é uma competência comportamental que permite reconhecer a influência das emoções exercendo controle sobre elas”.
5.       Relacionamento condizente com a sua função ministerial, amar as pessoas (I Jo 4:11; Sl 133:1; I Ts 4:9).
6.       A nossa vida ministerial deve estar vinculada a princípios que nos dignifique e gere consideração e respeito, tanto dos de casa, quanto os de fora pela função que exercemos.
7.       Boa reputação (At 6:3; I Sm 12:1-5).
8.       Submissão - Ela é o ato de submeter em compromisso ou amor em relação a sua missão, ela também está vinculada a ética ministerial e as qualidades pessoais do obreiro, a compreensão do bem servir. Somos servos e o servo não pode fazer o que quer, quem foge desse princípio irá arcar com as consequências.
 
V.                  AS QUALIFICAÇÕES MORAIS.
Paulo descreve as qualificações morais para exercer a uma função ministerial. Ele disse: que quem deseja episcopado boa coisa deseja, porém ele relaciona uma série de requisitos necessários para poder desempenhar uma função ministerial (I Tm 3:1-10; Tt 1:5-9). O obreiro não deve negociar esses princípios, faça como os recabitas (Jr 35:14-16).
 
VI.                AS QUALIFICAÇÕES ESPIRITUAIS.
Nesse quesito, eu quero salientar que as condições espirituais são indispensáveis, sem elas é impossível desenvolver essa tão nobre função ministerial. É preciso verificar se o aspirante tem uma história dentro do convívio cristão verificando se ele e:
1.       É um crente realmente convertido.
2.       Ser cheio do Espirito Santo (At 6:3).
3.       Se ele tem bom testemunho na igreja e em casa.
4.       Se é dedicado na oração e ao aprendizado da palavra, como EBD e outros.
5.       Se é comprometido com a obra.
 
VII.                O OBREIRO E AS SUAS DECISÕES.
Obrigatoriamente, o obreiro deve ponderar ou pensar antes de tomar quaisquer decisões, principalmente aquelas que não somente dependa dele, pois, uma decisão precipitada pode estragar tanto ele quanto o rebanho. Antes de tomar qualquer decisão consulte o seu líder, e ele terá a responsabilidade de consultar a Deus e lhe trazer a resposta. As filhas de Zelofaede tinha uma questão a ser resolvida sobre a herança do seu pai, elas procuraram Moisés e ele buscou uma resposta do Senhor, o justo juiz julgou favorável o pedido delas e orientou Moisés como ele deveria fazer (Nr 26:1-4).
 
                Amados, todas as nossas ações e atitudes façam as pessoas nos considerarem como homem de Deus (2 Rs 4:9). Isso é tudo para termos um ministério proveitoso. O que nos dignificam são as nossas boas atitudes como cristão. O maior investimento no nosso ministério são as nossas ações e atitudes, ou seja, o nosso proceder honroso. Precisamos de sabedoria e graça divina para sermos usados por Deus de maneira poderosa.
 
Pr. Elis Clementino


quinta-feira, 28 de setembro de 2023

ESBOÇO 1314 ASSUNTO: OCIOSIDADE, CAUSA DA IMPRODUTIVIDADE.

 

ES      ESBOÇO 1314
ASSUNTO: OCIOSIDADE, CAUSA DA IMPRODUTIVIDADE.
TEXTOS: Ec 10:18; Pv 12:24; 13:4; 2 Ts 3:6-10; Ef 4:28

    Na Bíblia existem algumas diferenças referente a “ociosidade”, porém ela representa algo ruim na vida do ser humano. Nesse breve comentário falarei sobre a ociosidade na vida das pessoas em termos de desenvolvimento e trabalho. Nesse comentário apresento que a ociosidade compromete o desenvolvimento do homem em todas as áreas da sua vida.

I. SIGNIFICADO.
Ociosidade é uma condição de ocioso, uma pessoa inativa, desocupada, sem disposição, preguiça, moleza e sem posição definida para desenvolver um trabalho. Todo homem deve ter em mente que ele foi criado para o trabalho (Gn 2:20), Adão não estava ocioso, a sua tarefa era cuidar do Éden.
 
II. A OCIOSIDADE.
Ela pode se manifestar em diversos aspectos da vida do homem, ela produz frutos que somente o preguiçoso provará deles “Por muita preguiça se enfraquece o teto, e pela frouxidão das mãos a casa goteja” (Ec 10:18). A ociosidade se opõe a produtividade “A mão dos diligente dominará, mas os indolentes serão tributários ou escravos (Pv 12:24); “A alma do preguiçoso deseja, e coisa nenhuma alcança, mas a alma dos diligentes prospera” (Pv 13:4); “Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade” (Ef 4:28).
 
O Apóstolo Paulo ressalta o trabalho para não depender dos irmãos (I Ts 2:9; 2 Ts 3:8; 2 Co 11:9). Corra das facilidades que evitam a força do trabalho. A ociosidade pode lhe conduzir a outros caminhos perigosos, como a inveja, os desejos mórbidos por aquilo que é alheio. Não seja ocioso, não procure viver às custas das outras pessoas, ou até mesmo da igreja como muitos fazem, trabalhe para a sua manutenção pessoal e da sua família.
 
O trabalho além de trazer o sustento ainda dignificará o homem. Paulo ordena a Timóteo que ele instruísse os jovens e as viúvas se casarem, terem filhos para que estejam sempre ocupados, ou seja, não vivendo como quem não tem o que fazer (I Tm 5:13). Quando isso acontece aparecem as fofocas, os disse me disse. As mulheres são alertadas sobre a ociosidade que resultam em falatórios (2 Co 12:20), isso não somente acontece com as mulheres, mas também com os homens ociosos, os ocupados não têm tempo para fofocarem.  Finalmente todos somos alertados sobre a ociosidade, ela causa muitos males, principalmente na igreja (2 Ts 3:11).
 
III. A OCIOSIDADE NA VIDA CRISTÃ.
O cristão tem uma tarefa a cumprir, a missão que lhe é imposta pelo Senhor, a propagação do evangelho através de esforços e trabalho, para isso, ele precisa levar em consideração ao que disse Paulo “Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor; (Rm 12:11). Muitos cristãos foram elogiados por Paulo por seus trabalhos prestados na obra de Deus (Ato 9:36), Evódia e Sintique, essas duas mulheres foram elogiadas pelos trabalhos prestados no serviço cristão (Fp 4:2,3), isso é maravilhoso quando estamos empenhados e dispostos a desenvolver uma atividade na obra de Deus. Muitas vezes até por tantos esforços ou empenho como fez Epafrodito que não tinha a sua vida por preciosa, assim como Paulo (Fp 2:30; At 20:24), e outros como Trifena e trifosa e Pérside, mulheres da igreja em Roma que serviam ao Senhor, elas foram elogiadas por Paulo pelo seu trabalho na obra (Rm 16:12).
 
                Amados, temos uma missão a cumprir enquanto estivermos aqui, por isso devemos empregar todos os esforços para alcançar o nosso objetivo que é a propagação do evangelho. Devemos aproveitar o tempo, ele não espera, enquanto é dia, pois a noite vem e não espera por ninguém, a noite para nós acontece em vários aspectos (Jo 9:4). Estejamos totalmente comprometidos e não envolvidos com a obra de Deus, os envolvidos não se esforçam, porém, os comprometidos avançam e se gastam e se deixam gastar, sem se importar com as circunstâncias (2 Co 12:15; Ato 20:24). Irmãos, trabalhem na obra, Deus te recompensará (Lc 10:2; I Co 15:58; Ef 6:7,8). No final da carreira a coroa da justiça te espera (2 Tm 4:7,8). Tudo o que vier as tuas mãos faça com amor que a recompensa será certa (Cl 3:23).
 
Pr. Elis Clementino


terça-feira, 26 de setembro de 2023

ESBOÇO 1313 ASSUNTO: UMA MENSAGEM RESTAURADORA.

 
ESBOÇO 1313
ASSUNTO: UMA MENSAGEM RESTAURADORA.
TEXTO: MARCOS 16:1-13
 
Os discípulos de Jesus estavam tristes e extremamente abatidos pelo que havia acontecido com o seu mestre, porém, nada melhor do que uma notícia que restaure a alta estima de quem está desanimado e desmotivado por determinadas circunstâncias, principalmente Pedro naquele momento. Irei ponderar um pouco sobre a provável aflição de Pedro após ter negado conhecer o seu mestre. É provável ter muito havido arrependimento, principalmente por ele ter negado o seu mestre.
 
I.                     O SEU LÍDER HAVIA MORRIDO.
É natural os discípulos se sentirem seguros com a presença de Jesus, mas a partir do momento que ele foi sepultado eles ficaram tristes, abatidos e desanimados e só restando-lhes comentários (Lc 24:13-35). Conforme escreveu Marcos, as mulheres vão ao sepulcro pela manhã logo cedo, ao chegarem tiveram uma grande surpresa, elas viram que a pedra havia sido removida, e entrando elas no sepulcro viram um anjo sentado à direita, vestido com roupa comprida e branca, vendo-as aquele personagem ficaram assustadas, mas de repente dele sai uma voz suave trazendo-lhes uma mensagem de esperança que jamais teriam ouvido antes, dizendo: não se assustem, ele não está mais aqui, ele ressuscitou, mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galileia; ali o vereis.
 
Algo interessante, o anjo destacou Pedro dos demais discípulos porquê? Jesus sabia as condições dos demais discípulos, principalmente as de Pedro naquele momento, ele estava em pé, mas por dentro estava profundamente abalado e Jesus sabia como ele estava.
 
II.                   JESUS CONHECIA SEUS DISCÍPULOS.
Ele sabia o temperamento e o que se passava nos corações de cada um deles, contudo, o mestre ainda contava com Pedro, mesmo após ele tê-lo negado.
 
Não há registro se pelo caminho as mulheres comentaram algo sobre Pedro e a respeito à sua situação, talvez os demais discípulos não tivessem mais olhando para Pedro como corajoso e destemido, por ele haver negado o mestre naquela madrugada fria, coberto com uma capa, solitário após a prisão do seu mestre, possivelmente ele estava arrasado, principalmente após ouvir o toque do galo como Jesus havia dito, ele deve ter sentido o que realmente ele havia feito, creio que para ele tudo estava perdido e sem nenhuma chance de voltar ao discipulado, mas ao saber da notícia ele correu com João, o único que lhe acompanhou até o sepulcro, ambos correram, mas mediante a fraqueza Pedro, João chega primeiro ao sepulcro (Jo 20:2). Pedro não podia se entregar a aquele sentimento desesperador, mas ser forte naquele momento. As mulheres devem tê-los encontrado e contado o que o anjo havia falado, Há! Já pensou que alivio para Pedro? Quem sabe se elas disseram para Pedro, “o anjo falou no teu nome”, para ele aquela mensagem lhe trouxe um grande alivio para a sua alma.
 
Muitas vezes somos excluídos e esquecidos pelos nossos líderes e irmãos, simplesmente por um ato falho e as vezes por causas fúteis. Pedro era o mais abatido e arrependido por ter negado aquele que ele tanto declarou proteger e amar como ele mesmo falou que seria capaz de ir para a prisão e para a morte com o seu mestre (Lc 22:33-34).
 
III.                 JESUS, O RESTAURADOR.
Para Jesus, Pedro não havia sido deixado para trás, Ele o amava, pois o mestre sabia o quanto os discípulos eram falhos. Não devemos excluir pessoas com pretexto puramente rancoroso, possivelmente na missão de trazer a nova da ressurreição de Jesus, aquele anjo mensageiro tenha sido recomendado para falar sobre o encontro de Jesus com Pedro na Galileia. Jesus não abandonou Pedro, ele restaurou a sua alta estima. Todos podem esquecer de você, menos Jesus, ele está restaurando a sua alta estima e retirando de você todas as tristezas, desalento e abatimento, tudo será restabelecido por ele. Jesus é a ponte, pela qual somos reconciliados com Deus, portanto, um líder espiritual precisa entender essa realidade, reabilitar pessoas olhando para si mesmo (Gl 6:1-2).
 
                Amados, Jesus não desampara e nem exclui os seus, ainda que alguém lhe exclua, os seus, ele ainda continua consolando e restaurando os ânimos dos tristes e abatidas por terem sido desprezadas pelas suas falhas. Atualmente muitos líderes religiosos não tem a visão que Jesus teve em restaurar pessoas para que elas voltem a ter a comunhão com Deus e com os irmãos. A igreja é um organismo reabilitador social e espiritual de todas as classes de pessoas (Lc 14:16-24), vale apena meditar nessa parábola, esse convite não foi somente para a nação eleita, mas a todo mundo e todas as classes de pessoas. Um líder espiritual deve sempre ter uma mensagem restauradora para suas ovelhas, há muitos que excluem mais do que acolhe, isso pelas suas arrogâncias, esse não tem a capacidade de tratar de ovelhas, tão pouco carregá-las nos ombros como faz o bom pastor. Deus nos guarde desse espírito de exclusão. Jesus restaurou a autoestima de Pedro, através de uma obra de inclusão, o que seria de Pedro se Jesus tivesse o abandonado? Será que ele havia escrito aquelas belas cartas aos cristãos? Se alguém não é inútil hoje, amanhã pode ser útil, Onésimo era inútil e passou a ser útil (Fm 1:11). João Marcos havia abandonado Paulo, e de inútil passou a ser útil para ele (2 Tm 4:11). Seja um líder restaurador.
 
Pr. Elis Clementino

sábado, 23 de setembro de 2023

ESBOÇO 1312 ASSUNTO: O PERFIL DE UM VERDADEIRO OBREIRO.

 
ESBOÇO 1312
ASSUNTO: O PERFIL DE UM VERDADEIRO OBREIRO.
TEXTO: I TIMÓTEO 3:1-10
 
Desejo destacar nesse assunto a maneira de como devemos servir na obra de Deus, o dever daqueles que desejam o episcopado, o seu relacionamento com Deus, adotando princípios que estejam ligados a lei moral de Deus, pois ela deve reger a nossa vida. As qualificações morais e espirituais começam a serem requeridas daqueles que aspiram o episcopado, esses princípios são aplicados também a aqueles que já exerçam qualquer tarefa na igreja, principalmente os líderes, diáconos, presbíteros, evangelistas e pastores.
 
I. A LEI MORAL DE DEUS.
A lei moral de Deus é eterna, ela estabelece um padrão universal para que todos os homens sigam o seu padrão de justiça. Vale salientar que no novo testamento ela existe no aspecto da “lei do amor” e “da liberdade”, porquanto, é necessário escolher pessoas para compor o ministério cristão que se enquadre dentro desses padrões. Quem desejar o episcopado boa coisa deseja (I Tm 3:1), mas é preciso saber se o candidato se enquadra dentro dos padrões dessa lei.
 
              II. REQUISITOS PARA SER UM OBREIRO.
Devemos ter em mente que quem dá obreiros a igreja é Deus (Ef 4:11), porém, não exime o líder de fazer parte das escolhas, como aconteceu na instituição dos diáconos, quando houve a escolha e a imposição de mãos (At 6:1-6). Na igreja de Antioquia haviam profetas e mestres (At 13:1). O que precisa por parte do candidato ao episcopado?
1. Não basta somente confessar que é crente, hoje alguns são postos no ministério cristão sem nenhum critério, imaturos e neófitos (I Tm 3:6).
2. Quem deseja o episcopado precisa ser convertido, ser provado, além disso é preciso saber se nele há características de mudança através do evangelho (Jo 3:5; I Tm 3:10; 2 Co 5:17);
3. Saber se nele há modéstia e submissão (Ef 6:5);
4. Observar se há nele as condições morais exigida para o ministério (I Tm 3:1-13);
5. Saber se ele serviu bem, e se adquiriu a confiança da igreja (I Tm 3:13);
6. Saber se o candidato exerce uma vida devocional plena com Deus através da oração;
7. Se é comprometido com a obra de Deus (Fp 2:25-30);
8. Saber se ele já faz a obra de um evangelista (2 Tm 4:5).
 
           III. A CONDUTA E ESTADO EMOCIONAL DO OBREIRO.
A:  CONDUTA.
1. Capaz de cumprir o seu ministério com dignidade (2 Tm 4:1-5);
2. Cuidar de si e da doutrina (I Tm 4:16);
3. Servir de modelo para os fieis (2 Ts 3:9; I Tm 4:12; Tt 2:7-8).
4. Defender os princípios e valores cristãos, entender que eles são inegociáveis (Jr 35:1-6); Jesus fala sobre o valor do amor (Jo 15:12).
5. Observar outros valores como a honestidade, lealdade, solidariedade, respeito e tolerância, entre outros.
6. Se ele cuida da sua família, porque se ele não tem cuidado dos de casa como saberá cuidar da igreja? (I Tm 3:5).
 
B.  O ESTADO EMOCIONAL DO OBREIRO.
1.       Ser capaz de suportar as aflições (2 Tm 2:3,4);
2.       Ser sóbrio é ser moderado, sensato e consciente (I Tm 3:2).
3.       Não dado ao vinho, não se embriague com qualquer coisa, aprenda a hora certa de falar, de ficar calado e o tempo de agir (I Tm 3:3,8; Tt 1:7), isso exige sabedoria.
4.       Ter domínio próprio, com cuidado porque o adversário quer uma oportunidade (I Pe 5:8).
5.       Paciente e tranquilo, obreiro não pode apresentar afobação, ele pode complicar o seu ministério, tenha calma! Deus lhe deu estratégia, é só a usar.
6.       Ser manso, Moisés era um líder manso (Nr 12:3).
 
Paulo escrevendo aos efésios, apresenta vários conselhos, entre eles se destaca a obediência do servo aos seus senhores, esses conselhos aplicam-se também aos obreiros da atualidade, ressaltando a maneira como o obreiro deve se comportar diante do seu líder espiritual, aos nossos líderes devemos a submissão, o respeito e tê-lo em grande estima (I Ts 5:13; Rm 13:7; Hb 13:17-19). Aqueles que se dispuserem a servir bem serão recompensados (Ef 6:5-8).
 
 “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. 2 TIMÓTEO 2:15
 
Pr. Elis Clementino