quinta-feira, 17 de outubro de 2024

ESBOÇO 1411 * TEMA: CUIDADO COM AS SEITAS E HERESIAS.

 

ESBOÇO 1411 *
TEMA: CUIDADO COM AS SEITAS E HERESIAS.
TEXTO: 2 PEDRO 2:1.
 
Falsos ensinamentos que combatem a fé cristã são disseminados desde o primeiro século, no começo da igreja cristã. Os apóstolos combatiam, mesmo assim esses falsos ensinos prejudicaram muito a igreja, comprometendo a espiritualidade de muitos cristãos piedosos e sinceros à doutrina que receberam do Senhor, por essa razão é necessário se precaver dessas doutrinas. Elas atacam diariamente as bases doutrinárias do cristianismo. É importante para o cristão distinguir para a defesa da sua própria fé.
 
A. Definição dos termos seita e heresia.
Entendendo as diferenças entre uma seita e uma heresia. Antes de se identificar uma seita ou uma religião falsa, precisamos identificar as diferenças entre seitas e heresias. Ambas se derivam da palavra grega háiresis, que significa escolha, partido, corrente de pensamento, divisão, escola, etc. A palavra heresia é adaptação de háiresis, quando passada para o latim, háreisis virou secta. Foi do latim que veio a palavra seita. Originalmente, a palavra não tinha sentido pejorativo, no entanto, o cristianismo foi chamado de seita em (At 24:5). Durante o julgamento de Paulo, esse foi o discurso de Tértulo, o acusando de agitador perante o governador Felix, o chamando de líder de uma seita, essa era uma tentativa de deslegitimar o cristianismo. Os líderes judaicos viam os cristãos como mais um grupo, uma facção dentro do judaísmo. Com o passar do tempo, hairesis também assumiu conotação negativa, como em (1 Co 11:19; Gl 5:20).
 
Em termos teológicos, podemos dizer que seita se refere a um grupo de pessoas e que heresias indica doutrinas antibíblicas defendidas pelo grupo. Com base nesta explicação podemos dizer que um cristão imaturo pode estar ensinando alguma heresia, sem, contudo, fazer parte de uma seita. Paulo combate contra as seitas e heresias (Gl 1:6-9; 1 Tm 1:3-4; 2 Tm 4:3-4; Tt 1:10-11). Esse versículo demonstra a preocupação de Paulo com a integridade do evangelho e combater os falsos ensinamentos e praticas que desviam a verdade cristã.
 
B. Significado de Doutrina?
1. A palavra significa ensino. Vem do latim (douctrina), que também significa ensino, referindo-se a qualquer tipo de ensino ou algum ensino especifico.  No grego (didaskalia), que se refere a ensino ou instrução.
 
2. As três principais doutrinas do cristianismo:
·        Doutrina de Deus (At 13:12; 1:42; Tt 2:10).
·        Doutrina de homens (Mt 15:9; 16:12; Cl 2:22).
·        Doutrina de demônios (1 Tim 1 Tm 4:1).
 
C. Porque estudar as falsas doutrinas?
·        Para defesa própria fé e o evangelho (Tt 1:9; Fl 1:16).
·        Para proteger o rebanho e os recém convertidos ao evangelho. A apologética é um meio para defender a fé.
·        Facilitar a evangelização, só podemos evangelizar se conhecermos a que tipo de doutrina o evangelizado está sendo submetido.
·        E fazer missões, ela é mais do que um deslocamento, precisamos entender a região à cultura para entendermos a sua religiosidade.
 
D. Recomendações Bíblicas contra as falsas doutrinas.
1. Ter cuidado para não ser enganado porque doutrina de homens enganam (Ef 4:14) (rituais e alimentos (Hb 13:9).
2. Estar firme na doutrina que recebeu do Senhor (Tt 1:92 Ts 2:15).
3. Persevere na doutrina de Cristo (2 Jo 9).
4. Viva bem serve como ornamento da doutrina (Tt 2:10; Rm 6:17).
5. Cuidado com os inimigos da cruz (os que procuravam corromper o evangelho) Fp 3:18; Gl 1:7.
6. Cuidado com outro evangelho ou coisa parecida. Os falsos mestres persuadiram os crentes da Galácia e de Corinto a mudarem de evangelho (Gl 1:8; I Co 3:11). Não quero aqui destacar denominações, mas dizer que na atualidade esses falsos ensinos continuam, eles são perigosos para a fé cristã, Jesus combatia e outros apóstolos também (Mt 7:15-16; 2 Co 11:13-15; Gl 1:6-8; 1 Tm 4:1; 2 Pe 2:1). Esses versículos alertam sobre a necessidade de discernimentos e vigilância diante de ensinamentos que desviam a verdade do evangelho.
 
E. Frutos da verdadeira doutrina.
·        Crescimento, ela faz crescer a nossa espiritualidade como a erva com o orvalho (Dt 32:2; Is 55:10,11; I Co 3:6,7; Sl 72:6).
·        Promover a paz em nossos corações.
·        Encaminhar o cristão para uma perfeita comunhão com Deus.
·        Contribuir na formação do caráter cristão.
 
Devemos considerar a importância da sã doutrina e não nos afastar dela, eu a comparo com à coluna vertebral que equilibra o corpo humano. O crente jamais permanecerá firme espiritualmente sem que haja conservação da doutrina de Cristo. Os apóstolos perseveraram e nós também devemos preservará até que o Senhor venha buscar a sua igreja.
 
Pr Elis Clementino.

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

ESBOÇO 1410 * TEMA: PROVA OU CASTIGO?

ESBOÇO 1410 *
TEMA: PROVA OU CASTIGO?
TEXTOS: Deuteronômio 8:2, 15-16.
Autor: Pr. Elis Clementino
 
Introdução
O tema é de grande relevância para a vida espiritual cristã, pois apresenta dois cenários distintos: a prova e o castigo. Muitos cristãos confundem esses dois aspectos da vida espiritual, atribuindo todo sofrimento a um ou a outro. É necessário compreender biblicamente a diferença para evitar julgamentos precipitados e constrangimentos.
 
A. Significados
ü  Prova: é aquilo que serve para estabelecer uma verdade, verificar ou demonstrar algo. No campo espiritual, é um meio pelo qual Deus revela o coração humano (Deuteronômio 8:2; Hebreus 3:8-9).
ü  Castigo: é sofrimento corporal ou moral infligido como punição por uma culpa. No aspecto espiritual, ocorre quando Deus corrige o pecado e a rebeldia do homem (Provérbios 3:12; Jeremias 21:5).
 
B. A Prova Espiritual
1. Por que Deus prova?
a) Porque o homem é inclinado à desobediência, e somente Deus conhece plenamente o coração humano. A prova revela quem realmente somos (Deuteronômio 8:2).
b) Além da teoria, Deus nos leva à prática, como no caso de Abraão (Gênesis 22:1-2).
c) As provações produzem crescimento espiritual: sofrimento → paciência → perseverança → esperança (Romanos 5:3-4; Tiago 1:3).
 
C. A Finalidade da Repreensão (Castigo Divino)
ü  Expressão do zelo e amor de Deus (Hebreus 12:6; Provérbios 3:12; Apocalipse 3:19).
ü  Serve para correção, disciplina e aperfeiçoamento (Hebreus 12:5-8; 13:21).
ü  Aproxima o crente de Deus, conduzindo-o ao arrependimento e restauração (Atos 9:16).
 
D. Nem Tudo é Prova ou Castigo
ü  Jesus disse: “Basta a cada dia o seu mal” (Mateus 6:34).
ü  Existem sofrimentos que não são prova nem castigo, mas consequências naturais da vida:
o   O cego de nascença (João 9:2-3).
o   A mulher do fluxo de sangue (Mateus 9:20).
o   A mulher cananeia de Tiro e Sidom (Marcos 7:24-30).
ü  Aflições fazem parte da vida humana (João 16:33; Eclesiastes 9:2; Mateus 5:45).
ü  Precisamos evitar julgamentos precipitados, como os amigos de Jó, que atribuíram sua dor a pecados ocultos.
 
E. Homens Provados por Deus
ü  Abraão: ao sair de sua terra e oferecer Isaque (Gênesis 12:1; 22:2).
ü  Moisés: chamado a enfrentar Faraó (Êxodo 3:10).
ü  Jó: perdeu filhos, bens, saúde e apoio dos amigos (Jó 1:14-19; 2:9).
ü  Noemi: perdeu esposo e filhos (Rute 1:20-22).
ü  Princípio: toda provação divina tem uma finalidade (1 Pedro 1:6-7). Pode vir por circunstâncias diversas ou até por permissão divina (Lucas 22:31-32). A pergunta não deve ser “por que?”, mas “para que?”.
 
F. As Punições Divinas (Exemplos de Castigo)
ü  Miriã: ferida com lepra por rebelar-se contra Moisés (Números 12:10).
ü  Geazi: ferido com lepra por mentir (2 Reis 5:27).
ü  Ezequias: adoeceu gravemente (Isaías 38:1).
ü  Uzias: castigado por querer oferecer incenso (2 Crônicas 26:19).
ü  Nabucodonosor: enlouqueceu e comeu capim (Daniel 4:33).
ü  Zacarias: ficou mudo por duvidar (Lucas 1:20).
ü  Herodes: foi comido por vermes (Atos 12:23).
ü  Paralítico de Betesda: advertido a não pecar mais (João5:14).
ü  Ananias e Safira: mortos instantaneamente (Atos 5:5,10).
 
Conclusão
Os sofrimentos do povo de Deus, muitas vezes, estiveram ligados ao pecado. Contudo, nem toda dor é consequência de falha pessoal — muitas doenças ou lutas vêm do desgaste físico e da própria condição humana.
O importante é compreender que:
ü  A prova revela e fortalece a fé.
ü  O castigo corrige e restaura.
Ambos têm como finalidade aproximar-nos de Deus, para que aprendamos a depender totalmente d’Ele.

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

ESBOÇO 1409 * TÍTULO: NÃO DESPREZE AS COISAS PEQUENAS.

 

ESBOÇO 1409 *
TÍTULO: NÃO DESPREZE AS COISAS PEQUENAS.
TEMA: ZACARIAS 4:10.
 
Ao falarmos das pequenas coisas, devemos entender que elas existem e têm o seu dia. As coisas pequenas e desprezíveis estão por toda parte. Muitas vezes elas nos surpreendem, a ponto de dizermos: quem diria! Pois bem! No dia-a-dia da vida, as coisas pequenas podem desenvolver-se. Muitas coisas pequenas continuarão pequenas nas mãos de quem não sabe multiplicar, exemplo disso encontramos na parábola dos talentos (Mt 25:16). Mas o que eu desejo falar nesse assunto é que não devemos desprezar as coisas pequenas, mas considerá-las.
 
I. A valorização das coisas pequenas.
  • Tanto as coisas grandes como as pequenas têm valor, dependem muito da ocasião. Existem coisas pequenas que às vezes deixamos de lado, como que não necessitássemos delas. Dados momentos precisamos delas, pois elas são tão necessárias quanto as grandes.
  • Diz o apóstolo Paulo em uma das suas cartas que Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para uma finalidade confundir os fortes; também escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são para aniquilar as que são (I Co 1: 27,28). Convém lembrar que os padrões de Deus diferem dos nossos. Pode não dar para mim, no entanto, para Deus tudo é possível. É claro que ele se refere “coisa” ela faz referência a pessoas.
II. A ambição humana.
  • Na ambição humana, as coisas pequenas são geralmente desprezadas, como as coisas pequenas, quando é pouca e quando elas são humildes.
  • As valorizadas são as coisas quando se refere a muito, se referindo a quantidades, são grades ou volumosas, as exaltadas ocupam os primeiros lugares (Mt 20:21,22).
  • Ninguém quer ser: O último, o menor, o servo. Lc 9:46,48; Lc 22:24-26).

No entanto, todas as coisas, tanto grandes como pequenas, foram criadas para uma finalidade e Deus usa todas elas, cada para o que lhe for útil. Ninguém quer trabalhar com poucas coisas, no entanto, todos nós temos capacidade de desenvolver ou crescer em tudo na vida. (Só existe uma coisa capaz de limitar seu crescimento: você).

III. As grandes coisas.
Geralmente, as grandes coisas que hoje se veem, tiveram os seus começos pequenos. Não acredite muito nas coisas que geralmente começam grandes. Tem um dito popular que tudo que começa largo termina estreito. E tem um versículo na palavra que diz que o teu começo foi pequeno, mas no final crescerá em extremo. Tudo que se faz na vida começa com pouca coisa, sempre acreditei nas coisas pequenas e humildes, principalmente quando investimos nelas. Podemos até citar alguns exemplos da vida secular como: as indústrias, os comércios, as empresas, posições políticas, no militarismo e na posição eclesiástica, etc. As Poucas coisas se transformam em muitas, quando são bem administradas por pessoas competentes. Ver exemplo dos talentos.
 
IV. Alguns exemplos notáveis.
1. Onde Deus põe a mão, tudo se multiplica.
·        Gedeão, com trezentos homens, venceu um grande exército (Jz 7:6,12).
·        Davi, aos olhos de Saul, não passava de um menino indefeso.
·        O pequeno Davi matou um grande gigante com uma pequena pedra (1 Sm 17:49,50).
·        Geazi se assustou quando viu um grande exército. Eliseu, sem exército, venceu os inimigos.
·        O rei Josafá venceu um grande exército cantando e tocando (2 Cr 20:22).
·        Pequenos exércitos venceram grandes exércitos.
·        Um pequeno prumo na mão de Zorobabel serviu de zombaria (Jo 7:24; 1 Co 4:5), mas se tornou um grande templo (Zc 4:10).
 
2. Poucos alimentos se transformaram em muitos.
·        O profeta Elias, na casa da viúva em Sarepta, pouca farinha e pouco azeite (1 Rs 17:10-16).
·        Eliseu multiplicou o pouco de azeite que a viúva tinha para pagar a dívida (2 Rs 4:1-7).
·        Eliseu, com vinte pães, deu de comer a cem pessoas 2 (Rs 4:41,32).
·        A pequena moeda depositada pela viúva no ofertório (Mc 12: 41,42,43,44).
·        A multidão faminta para cinco pães e dois peixinhos e todos saíram alimentados e sobejou (Mt 4:17).
 
V. A reconstrução do templo de Salomão.
Mas um dia de regozijo estava para acontecer, é que as coisas se tornariam melhores do que antes. Zorobabel deu bom exemplo com seu prumo na mão e demais instrumentos de construção. Muitos se alegraram em vê-lo começar a reconstrução do templo. (Cf Esd 3:10,12,13, Ageu 2:3), também houve pessoas que ficaram desanimadas por ver que o novo templo não era tão lindo como o primeiro. É importante saber que não é a beleza, mas a presença de Deus nela. Deus prometeu estar presente (Ageu 2:5; Ageu 2:9). Se Deus prometeu e cumpriu, ele nunca falhou.
 
Glorifiquemos a Deus no pouco, porque ele é o Deus da multiplicação e, se fores fiel no pouco, no muito te colocará (Lc 16:10), tudo é possível ao que crer (Fil 4:13), tudo posso naquele que me fortalece, acredite em Deus, porque para ele nada é impossível (Lc 1:37). Os cristãos não devem desprezar as coisas pequenas, sobretudo as que dependem de Deus.
 
Pr Elis Clementino.

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

ESBOÇO 1408 * ASSUNTO: RELIGIOSIDADE NÃO TUDO.

 

ESBOÇO 1408 *
ASSUNTO: RELIGIOSIDADE NÃO TUDO.
TEXTO: LUCAS 10:25-37.
 
Através da parábola “O bom samaritano”, Jesus apresenta o significado do verdadeiro amor ao próximo. Essa é uma das mais admiráveis parábolas. Nela, ele apresenta quatro personagens: duas com funções religiosas, um sacerdote, um levita e um viajante samaritano, “o sujeito da parábola”, e um homem que havia sido assaltado.
 
I. Contexto histórico.
Aproximou-se de Jesus um certo doutor da lei para testá-lo, perguntando-lhe o que devia fazer para herdar a vida eterna. Jesus pergunta-lhe: o que estava escrito na lei? Ele responde conforme seus conhecimentos sobre a lei. Jesus responde-lhe: faça isso e viverás, mas, querendo o doutor se justificar, pergunta a Jesus: quem é o meu próximo? (Lc 10:29). Ele responde-lhe por meio da parábola do bom samaritano, explicando-lhe sobre o verdadeiro amor ao próximo.
 
II. Personagens da parábola:
·        O sujeito: um homem foi assaltado, ficando meio morto.
·        Duas figuras religiosas importantes.
·        Um sacerdote. Os sacerdotes eram intermediários entre Deus e o povo, eles conheciam as leis sacerdotais, ofereciam as orações do povo a Deus, socorrer aquele homem era o seu dever e não deixar aquele homem abandonado.
·        Um Levita. Os levitas tinham várias funções, entre elas a de ajudar os sacerdotes na casa do Senhor, eles deveriam cumprir os deveres religiosos particulares para os israelitas, cujas funções eram: auxiliar os sacerdotes, cuidar do louvor, ensinar a lei, administrar e dar manutenção nas áreas sagradas (Nr 3:6-10; 1 Cr 6:31-32; Dt 10:8; Nr 8:14). Aquele levita não podia se recusar a socorrer aquele pobre homem, mas ele agiu da mesma maneira que o sacerdote.
·        Levitas tinham responsabilidades políticas, como conselheiros e juízes (Dt 17:9; 21:5).
·        Recebia os dízimos das tribos das terras, eles eram membros da tribo de Levi.
·        Levitas não podiam ter heranças de Israel, eles viviam das ofertas sacrificadas ao Senhor, pois “o Senhor é a sua herança” (Dt 18:1-2).
 
III. O bom samaritano.
·        O sujeito da parábola, classificado como o bom samaritano, certamente ele era da região de Samaria e passava naquela ocasião. Ele, com uma atitude de amor ao próximo, começa a prestar os primeiros socorros àquele homem que fora assaltado e estava quase morto. O samaritano conduziu o homem até uma estalagem para que cuidassem dele, penhorando a sua palavra, prometendo pagar tudo o que fosse necessário quando voltasse.
·        Qual a religião do bom samaritano? Os samaritanos praticam uma religião que é um desdobramento do judaísmo, esse era o motivo pelo qual judeus e samaritanos se desprezavam ou mantinham a rivalidade. Nesse ponto de vista, hoje é diferente entre denominações? Com isso, pode faltar bom samaritano no momento em que alguém precisar.
 
IV. Jesus interroga o doutor da lei.
Jesus pergunta ao doutor da lei, qual dos três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? Ele respondeu: aquele que usou de misericórdia, então Jesus responde: vai e faze o mesmo, ou seja, pratique o amor também.
 
V. Religiosidade não é tudo.
1. Título nada representa sem as boas ações.
·        Os que se consideram puramente religiosos não exerceram a excelência do amor ao próximo.
·        A excelência do amor (1 Co 13:1; 13:13).
·        A verdadeira religião (Tg 1:27). Tiago foi muito forte nesse sentido de amar ao próximo. Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento diário, e qualquer de vós lhe disser: ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, de que aproveita? (Tg 2:15-16).
·        O mandamento do amor ao próximo (Mt 22:29; Jo 13:34; Rm 13:10; Gl 5:14). Esses versículos destacam a importância do amor como a base para as relações humanas e a prática da fé em Deus. O próximo é aquele que está necessitado, que transcende barreiras culturais e sociais e religiosas, sem preconceitos.
 
Portanto, o ato de generosidade e amor deve ser exercitado por todos nós, independentemente de credo, o amor não tem cor, raça e nem religião. O cristão deve exercer a misericórdia àqueles que sofrem, chorai com os que choram e alegrai-vos com os que se alegram (Rm 12:15). No entanto, muitos se alegram com os que choram, a insensibilidade parece reger os corações de muitos cristãos. O amor ao próximo é a verdadeira prioridade da vida cristã. Amados, que a atitude do bom samaritano nos inspire a pôr o verdadeiro amor em prática.
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1407 * ASSUNTO: A PACIÊNCIA DE JÓ.

 

ESBOÇO 1407 *
ASSUNTO: A PACIÊNCIA DE JÓ.
TEXTO: TIAGO 5:11.
 
A paciência é enfatizada nas escrituras para edificar os cristãos. O contexto da carta de Tiago se dirige aos cristãos dispersos, abordando temas de fé, prática e perseverança, um exemplo a ser seguido.
 
1. Contexto histórico de Jó.
Jó foi um homem do qual o próprio Deus deu testemunho dele (Jó 1:1). A sua fé foi provada ao extremo, ele perdeu tudo, bens e filhos, só lhe restando enfermidade e uma mulher queixosa, pedindo para que ele negasse a Deus (Jó 2:9). Esse versículo faz parte do relato em que Jó enfrenta um momento de extrema provação, e sua esposa, vendo seu sofrimento, o incita a desistir de sua fé. No entanto, Jó permaneceu firme, mesmo diante da adversidade.
 
2. A paciência.
Ela é enfatizada na Bíblia, tomando como exemplo a paciência de Jó (Tg 5:11). Paciência está relacionada à compreensão, espera e perseverança na fé. Davi disse: esperei com paciência no Senhor e ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor (Sl 40:1). Paciência está entre o fruto do Espírito (Gl 5:22). O apóstolo Tiago enfatiza ser paciente como um lavrador que espera o precioso fruto da terra até a vinda do Senhor (Tg 5: 5:7-8).
 
3. Bem-aventurados os pacientes.
A paciência de Jó foi aprovada por Deus e confirmada por Tiago em sua carta como exemplo de fé e perseverança (Tg 5:11).
1.      Paciente na perseverança.
·        A importância de enfrentar as dificuldades com paciência. A falta de paciência pode atropelar os planos de Deus em sua vida.
·        A bem-aventurança prometida aos que sofrem pacientemente. Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque após ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam (Tg 1:12).
 
4. A natureza de Deus.
·        Misericórdia e piedade. As misericórdias de Deus são a causa de não sermos consumidos (Lm 3:22). Ele não lhe prova além das forças (1 Co 10:13). “Esse versículo nos lembra da fidelidade de Deus, que não nos permite enfrentar desafios além de nossa capacidade e sempre provê uma saída para podermos perseverar.”
·        A importância de reconhecer essas qualidades de Deus na nossa perseverança. As misericórdias de Deus podem tornar-te vencedor.
 
5. O fim da história de Jó.
Mediante todas as provações, Deus restaurou. Jó foi abençoado no final, quando ele orava pelos seus amigos (Jó 42:10). Trouxe de volta e em dobro tudo o que ele possuía. A visão de Deus sobre o sofrimento do justo é uma preparação para algo maior e melhor. Deus não tira nada de você sem que ele lhe dê muito mais.
 
Amados, devemos enfrentar as provações na confiança de que Deus é misericordioso para mudar situações, tendo como modelo a paciência de Jó. Se você está sofrendo, acredite que Deus em sua misericórdia se levantará em seu favor (Sl 91:2). “Este versículo expressa a confiança do salmista em Deus como seu defensor e protetor em meio às adversidades, destacando que Ele é um refúgio seguro para aqueles que n'Ele confiam.”
 
Pr. Elis Clementino.