domingo, 10 de março de 2024

ESBOÇO 1339 TEMA: SAL & LUZ

 

ESBOÇO 1339 *
TEMA: SAL & LUZ.
TEXTO: MATEUS 5:13-16.
 
Introdução:
Jesus, ao chamar Seus discípulos de “sal da terra” e “luz do mundo” no Sermão do Monte, oferece uma visão profunda da missão que espera de Seus seguidores. Esses elementos — sal e luz — possuem qualidades únicas e essenciais para a vida, que também refletem características esperadas daqueles que desejam viver conforme o evangelho. O sal, com sua capacidade de dar sabor e preservar, simboliza o papel do cristão em trazer sentido e conservação moral ao mundo. Já a luz, que dissipa as trevas e ilumina o caminho, aponta para a missão de ser uma presença revelada e guiadora para aqueles que vivem longe de Deus. Essas metáforas nos desafiam a ser intencionais em nossa caminhada cristã. Jesus nos lembra que, sem o sabor do sal, este se torna inútil, e que uma luz não deve ser escondida. Da mesma forma, como cristãos, devemos viver de modo que nossa diferença seja vista, influenciando o ambiente ao nosso redor para a glória de Deus e guiando outros para a verdade. Neste esboço, exploraremos o que significa viver como sal e luz, compreendendo as implicações específicas dessas metáforas. Que possamos entender que ser sal e luz não é uma opção, mas uma responsabilidade que nos foi dada por Cristo, e que esse chamado deve se refletir em todas as áreas de nossa vida.
 
I. VIVENDO COMO A LUZ.
1. A luz foi criada por Deus para iluminar o mundo, ela fez parte do plano de trabalho divino (Gn 1:3-5). A luz é necessária para todo homem que vem ao mundo, ela também foi utilizada por Jesus para ilustrar o grau de espiritualidade dos seus seguidores (Lc 11:35; Jo 1:5; 12:36-40).
 
2. A luz é importante porque ela manifesta algo que está oculto (Dn 2:22; Mc 4:22; Lc 8:17; 12:2). As trevas são dissipadas com a presença da luz, ela é usada no sentido figurado por (Jo 1:5). Jesus é a Luz que dissipa as trevas causadas pelo pecado, quem o segue não andará em trevas, Ele é a luz do mundo (Jo 8:12).
 
3. A luz e as trevas não compartilham ambiente, ou seja, não há comunhão entre elas, assim é também o jugo desigual. “Não vos prendais em jugo desigual com os infiéis; porque, que participação tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” (2 Co 6:14-15). Davi diz que não há comunhão do justo entre o caminho e o conselho dos ímpios (Sl 1:1). Há diferença entre o justo e o ímpio, a diferença é observada (Ml 3:18). A palavra do profeta veio em tempo, porque o povo de Deus estava se conduzindo como os ímpios. Muitos cristãos se misturam com os ímpios de forma que ninguém sabe quem é quem.
 
4. A luz alumia e tem o seu brilho, ninguém pode esconder uma cidade iluminada pela luz, além disso, ela tem o seu lugar certo (Mt 5:15; Lc 11:33). Verdadeiramente, todos os iluminados pela luz de Cristo não podem se esconder, eles são conhecidos pela sua luz. As características de um homem de Deus que se destaca pelas suas qualidades, como a luz no lugar alto (2 Rs 4:8-1).
 
II. VIVENDO COMO SAL.
O sal tem duas propriedades que o caracterizam:
1. Dar gosto, o sal, dar o sabor aos alimentos, se ele estiver sem sabor, deve ser jogado fora. Jesus usou como figura esse ingrediente para mostrar a qualidade do cristão. O sal, mesmo usado em pequena quantidade, nota-se a sua presença, se ele perder o gosto para nada mais presta (Mt 5:13).
 
2. Evitar a decomposição, ela se dá pela ausência do sal. Os microrganismos são seres vivos que só podem ser vistos por meio de um microscópio. Esses microrganismos são responsáveis pela decomposição da matéria, e com o sal eles não sobrevivem. Jesus disse que nós somos sal e luz (Mt 5:13-16).
 
Conclusão:
Queridos irmãos, aos sermos chamados para sermos “sal da terra” e “luz do mundo”, Jesus nos convida a refletirmos Sua presença em nossa vida diária. O sal e a luz não passam despercebidos; são agentes de transformação e influência. Assim, nossa vida deve ser um testemunho vivo que manifesta a graça, o amor e a verdade de Deus, impactando as pessoas ao nosso redor e preservando os valores do Reino. Ser sal é dar sabor à vida, evitar a corrupção do mundo e trazer algo que o mundo não pode oferecer: esperança e a mensagem de Cristo. Ser luz é iluminar as trevas, ser um reflexo da luz de Jesus e mostrar o caminho a quem está perdido. Sem essas características, nosso testemunho perde seu poder e nossa missão torna-se inútil. Que possamos viver com ousadia, conscientes de nossa identidade em Cristo, e comprometidos com essa tarefa elevada. Que o Espírito Santo nos capacite a ser sal e luz, fazendo de nossa vida um exemplo digno do evangelho, até o dia em que seremos completamente iluminados pela presença de Deus. Que Ele nos fortaleça e nos guie para sermos vistos como verdadeiros cristãos, agentes de transformação, para a Sua glória. Amém.
 
Pr Elis Clementino.

sábado, 9 de março de 2024

ESBOÇO 1338 TEMA: NÃO DESPREZEM OS BONS CONSELHOS.

 
ESBOÇO 1338
TEMA: NÃO DESPREZEM OS BONS CONSELHOS.
TEMA: 2 CRONICAS 10:1
 
Irei falar um pouco sobre conselhos, todas pessoas um dia já foram aconselhadas por alguém, dar conselhos é uma pratica habitual, principalmente no meio familiar, onde os pais aconselham seus filhos. Os conselhos também ocorrem através daquelas pessoas sem qualquer vínculo parentesco, principalmente aquelas que consideramos amigas. Todos nós necessitamos de conselhos em qualquer área na vida.
1.Sinônimos de Conselhos.
a. Aviso, opinião, sugestão, sugestionar, sinalizar, dar um parecer. Isso deve envolver sabedoria e prudência para que esses conselhos quando postos em prática pelo indivíduo seja ele bem-sucedido.
 
2. A Sua Importância.
A importância dos conselhos está no seu papel, porém faço questão de destacar que não desejo falar nesse assunto sobre conselhos em relação as políticas públicas, embora sejam importantes. Destacarei nesse assunto sobre conselhos como uma opinião, um aviso ou aconselhamento que se dá em algum ponto de vista na vida particular de uma pessoa conhecida ou amiga.
 
3. Tipos de Conselhos.
a. Maus, estes tipos de conselhos nada constroem de bom num indivíduo, mas se andar com os sábios aprenderá boas coisas (Pv 9:9; 13:20).
 
b. bons, os bons conselhos de imediato parecem não agradar, ele dá a impressão que você está penetrando na privacidade do indivíduo o coagindo. Os conselhos que damos a um indivíduo é para o seu bem para que ele evite de cometer erros em determinadas coisas, a experiência de vida do conselheiro conta muito, mesmo assim podemos notar quando ele está sendo recebido ou não pelas suas expressões e até faciais.
 
4. A Rejeição dos Bons Conselhos.
Após a morte de Salomão, seu filho Roboão reinou em seu lugar (2 Cr 9:31), porém ele foi pressionado por Israel, porque o povo havia sido subjugando pelo seu pai com altas cargas de impostos (2 Cr 10:4). No povo havia uma esperança de que se Roboão assumisse o trono aliviaria as cargas tributárias, mas ao ouvir o povo ele buscou conselhos com os anciãos, mas o que disseram eles não lhe agradaram. Há dois tipos de conselhos aqui:
a. Os conselhos sábios e de poucas palavras dos anciãos, pois as experiências de vida desses conselheiros eram importantes, mas Roboão não os quis. Muitas vezes as pessoas consideradas mais jovens não aceitam bem os conselhos dos mais velhos, eles têm uma impressão que eles estão invadindo a sua privacidade e o direito de agir do jeito que eles querem, isso ocorreu com Roboão filho de Salomão (2 Cr 10:7).
 
b. Os conselhos dos menos experientes ou dos mais novos (2 Cr 10:8-11). Os conselhos de Salomão em seus provérbios foram: “Ouve o conselho, e recebe a correção, para que sejas sábio nos teus dias por vir. ” (Pv 19:20). “Ele morrerá, porque sem correção andou, e, pelo e pelo excesso da sua loucura, andará errado” (Pv 5:23); “Os planos fracassam por falta de conselho, mas são bem-sucedidos quando há muitos conselheiros” (Pv 15:22); “Para o sábio ouvir e crescer em sabedoria, e o instruído adquirir sábios conselhos” (Pv 1:5). Roboão não pôs em prática o que seu pai pediu a Deus em oração, sabedoria (2 Cr 1:10). A resposta que vieram dos conselheiros jovens foi: “diz para o povo que o teu dedo medinho é mais grosso do que o do teu pai”. A soberba no homem o faz rejeitar conselhos.
 
5. Os Conselhos Divinos.
Deus tem conselhos e disciplina para aqueles que tem por filho (Pv 3:12; Hb 12:6; Ap 3:19; Sl 90:12). Se há algo indispensável é saber ouvir, sobretudo a voz de Deus sem endurecer a cerviz, “O homem que muitas vezes repreendido e endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura” (Pv 29:1). Quem não dá ouvidos a voz de Deus e nem a sua palavra não prosperará (Dt 28:15,16; Jr 7:24,28).
 
                Portanto, necessariamente precisamos entender de que fonte estão vindo os conselhos, ouvir você pode, mas não ponha em prática antes de fazer uma ponderação. Sempre existiram os maus conselheiro, eles estão por toda parte, jamais peça um conselho a quem não tem maturidade suficiente para lhe aconselhar. Citei aqui o exemplo de Roboão que deixou de seguir os conselhos dos mais velhos e mais experientes para consultar os da sua idade, criados juntos desde a infância. Os conselhos dos mais velhos devem ser bem recebidos, porque conhecemos as suas experiencias. Evite certos conselhos de quem não tem a bíblia como a sua conselheira. Deus é o nosso conselheiro fiel.
 
Cuidado! A tua insensatez pode te impedir de ouvir os bons conselhos.
Pr. Elis Clementino

sexta-feira, 8 de março de 2024

ESBOÇO 1337 ASSUNTO: A SALA DA ÚLTIMA PASCOA.

 

ESBOÇO 1337
ASSUNTO: A SALA DA ÚLTIMA PASCOA.
TEXTO: LUCAS 22: 7-23; MATEUS 26:17-30.
 
                Falarei nesse momento de forma básica sobre a última pascoa realizada por Jesus, antes da sua crucificação e a instituição da Ceia do Senhor.
 
I.         Contexto histórico.
Era o primeiro dia da festa dos Pães Asmos, essa era uma festa judaica realizada todos os anos em comemoração à libertação do povo hebreu do Egito, a festa durava sete dias. Chegando o dia dos asmos “pães sem fermento” quando importava comemorar a páscoa, Jesus chama Pedro e João dizendo-lhes: ide, preparai-nos a páscoa para que a comamos, e eles perguntaram: Onde queres que preparemos a páscoa?
II.       Os atributos divinos.
a.       Primeiramente desejo destacar dois atributos de Jesus nesse episódio, “a onisciência e onipresença” esses atributos são comprovados mais uma vez quando responde aos seus emissários Pedro e João dizendo: Quando entrares na cidade “Jerusalém” encontrareis “um homem carregando um cântaro”, isso não era natural um homem carregar um jarro de água na cabeça, essa era uma atividade peculiar das mulheres. Esse foi o único homem na Bíblia que carregava um cântaro, era algo diferente e tudo foi bem detalhado como Jesus havia falado.
b.       Segue-o até a casa que ele entrar e direis ao chefe da casa, o mestre te diz: Onde está o aposento que hei de comer a páscoa com meus discípulos?
c.        Ele vos mostrará um grande cenáculo mobilhado; aí fazei os preparativos. Jesus já viu o Cenáculo mobilhado. Não há pormenores de quem era aquele homem, mas presume-se que podia ser um dos seguidores ou simpatizante de Jesus, como era José de Arimatéia, ele tinha condições para recebe-lo em sua casa, indo eles acharam como ele havia dito e prepararam a páscoa.
 
III.     Jesus à mesa com os discípulos.
Estando Jesus à mesa com seus doze discípulos, disse-lhes: desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que eu padeça, porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus “Uma esperança”. Ele tomou o cálice e havendo dado graças, disse: Tomai-o e reparti-o entre vós, porque vos digo que já não bebereis do fruto da vide, até que venha o reino de Deus. É necessário lembrar aos irmãos que no reino de Deus não será mais necessária aquela recomendação de Paulo “Examine-se o homem a si mesmo” antes do pão e o vinho, pois lá tudo já está pronto e sem nenhum impedimento.
 
IV.    A instituição da ceia.
A ceia é um memorial, “fazei isso em memória de mim”. Os dois principais elementos da ceia foi o pão e o vinho, era um novo modelo inaugurado por Jesus, onde ele é o cordeiro pascal (I Co 5:1), o pão é o seu corpo e o vinho o seu sangue, daquele momento em diante esses dois emblemas faria parte desse memorial, os crentes comam do pão e bebem do cálice até que ele venha.
 
V.      O modo de Cear.
Os participantes desse memorial não deveriam comer do pão e beber do cálice de maneira desordenada como faziam os crentes de Coríntios. Entende-se que perderam o verdadeiro sentido da ceia, comiam demais e se embriagavam, cada um comia sem se importar com a sua conduta. Paulo ensina a aqueles cristãos o verdadeiro significado da ceia do Senhor, mostrando para eles o ato significava um memorial puramente santo e cristão, no entanto, eles participavam dessa festa como se fosse algo tão comum e costumeiro sem fazer nenhuma reflexão do que ela representava, por essa razão Paulo fez sérias recomendações (I Co 11:15-34). Para esse ato é exigido:
a.       Um sentimento pelo cálice de dor que Cristo sofreu com a sua morte na cruz.
b.       Um entendimento que todo aquele sofrimento foi pelos nossos pecados (Is 53:1-12).
 
                Amados, devemos considerar o ato da santa ceia um memorial sagrado, levando em consideração a sua situação espiritual para não ser condenado com o mundo. Deus já fez a parte dele, no entanto cabe a nós fazer a nossa purificando-nos para que haja o verdadeiro significado da ceia. Não se admite que o cristão participe da ceia como esteja em um momento qualquer e de distração. Pedro e João seguiram o homem com cântaro. O Espirito Santo é o homem do cântaro que nos conduzirá até a casa do pai, onde cearemos com ele.
 
Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

ESBOÇO 1336 TEMA: A INTERCESSÃO.

 
ESBOÇO 1336
TEMA: A INTERCESSÃO.
TEXTO: FILEMOM 1-24
 
Essa sucinta e simples carta de Paulo a Filemom nos fascina pela forma sábia que ela fora escrita. Paulo usou a sua humildade para convencer Filemom a receber de volta um escravo que lhe havia causado danos. Paulo usou as suas prerrogativas pela amizade que havia entre ele e Filemom, ele também conhecia a humildade e a capacidade espiritual de Filemom, dessa forma ficaria mais fácil convencê-lo. Essa carta pode nos trazer boas lições para a nossa vida cristã e ministerial sobre o perdão e a restauração de um homem que certamente devia algo ao seu senhor. Na atitude de Paulo aprendemos o amor, perdão, reconciliação, restauração de pessoas, reintegrando-as a sociedade para que elas sejam úteis, como também a causa do evangelho.
 
I.QUEM ERA ONÉSIMO?
Era um escravo que havia fugido do seu senhor, seu nome significava “rentável, útil”. Quando um escravo fugia, ele passaria a dever muito mais ao seu senhor, além disso ele deveria ser procurado e retornar ao trabalho escravo para compensar o que havia sido pago por ele. Onésimo teve encontro com Paulo em Roma, e certamente naquela ocasião deve ter se arrependido, se convertido ao evangelho. Onésimo passou a ser útil a Paulo, cooperando com ele, entretanto, tendo em vista o seu comportamento foi batizado por Paulo, que o convenceu a retornar ao seu senhor. O exemplo de vida e amor de Paulo inspirou confiança em Onésimo de regressar ao seu senhor. Paulo era um construtor de pontes e não de abismos.
 
II. QUEM ERA FILEMOM?
Filemom era um cristão que morava em Colossos, ele era um homem bem sucedido e que mantinha muitos escravos, ele mantinha em sua casa uma igreja (v2). Paulo tinha profundos laços de amizades com ele.
 
III. AS QUALIDADES DE FILEMOM.
1.       Um homem bom (Fl 1-3).
2.       Ele era um homem fiel aos seus princípios cristãos (Fl 4,5);
3.       Filemom era um homem trabalhador, ele ajudou Paulo e outros crentes em outras ocasiões (Fl 6,7). Um cristão com essas qualidades possui um coração quebrantado, isso foi o fator principal para Paulo convencê-lo. Você não convence uma pessoa de má índole a fazer o que é bom.
 
IV. INTERCEDENDO EM FAVOR DE ONÉSIMO.
Paulo usou a sua sabedoria para fundamentar o seu pedido, pois ele conhecia quão sensível era o coração de Filemom, Paulo conhecia suas ovelhas, por essa razão suplicou o perdão para Onésimo (Fl 1:8-17), mas de que maneira ele formulou o seu pedido, baseado no amor e perdão.
1.       Seja bondoso para com Onésimo (Fl 1:8-10).
2.       Lembre-se que ele já te foi inútil, mas agora ele será útil, rentável, lucrativo a você e a mim (Fl 1:11,12);
3.       Eu podia permanecer com ele para me auxiliar fazendo o que você fez por mim nas minhas prisões, porém sem entrar em contato com você e na confiança que lhe tenho eu não o quis fazer isso, mas eis que em consideração, o receba como receberias a mim (Fl 1:12-14);
4.       Pode ser que Onésimo tem se separado de ti por um momento, para que ele fosse recebido definitivamente (Fl 1:15). Há coisas que agente não entende, mas concorrem para o bem (Rm 8:28).
 
V. A SÚPLICA DO PERDÃO.
1.       Libere perdão por amor a ele, já não o considere como servo, mas como irmão (Fl 1:16).
2.       Perdoe-o pelo amor que você me tem e receba-o como próprio a mim, acolha-o como se estivesse acolhendo a mim (Fl 1:17).
3.       Faça por ele o que você fez por mim.
 
VI. PROMESSA DE PAULO A FILEMOM.
1.       Paulo promete reparar qualquer dano causado por Onésimo (Fl 1:18, 19).
2.       Paulo relembra que há um grande débito espiritual para com Filemom (Fl 1:19b);
3.       Pediu a ele que separasse um cômodo para em alguma ocasião o recebesse em sua casa (Fl 1:22);
4.       Paulo envia saudações para os amigos que lhe ajudaram na obra (Fl 1:23-25).
 
O que aprendemos nessa carta? Eu disse a princípio que ela nos fascina pelo seu conteúdo, a carta expõe a sabedoria de Paulo em recuperar e trazer de volta um escravo que havia causado danos ao seu senhor. Será que atualmente há obreiros que tenha essa mesma atitude de Paulo? Talvez muitos deles não estejam dispostos a interceder por alguém que falhou, muito pelo contrário, excluem e denigrem a imagem do indivíduo, e as vezes sem saber o que realmente aconteceu. Nós obreiros precisamos aprender essa grande lição e dar exemplo de verdadeiros obreiros construtores pontes e não abismos como muitos fazem. Você é capaz de interceder por alguém na condição de Onésimo? Será que ele não te fez algo bom antes de falhar? O radicalismo tem imperado nos corações de muitos líderes que se acham poderosos, pondo fardos pesados sobre os ombros dos outros quando eles mesmo não carregam.
 
Pr. Elis Clementino

ESBOÇO 1335 TEMA: AS INQUIETUDES DA VIDA.

ESBOÇO 1335
TEMA: AS INQUIETUDES DA VIDA.
TEXTO: FILIPENSES 4:6
 
O sentimento humano é muito frágil, ele se abala com qualquer coisa que venha mexer com esse sentimento, não há homem forte que não se abale com certas circunstâncias. O homem nascido da mulher é de poucos dias e cheio de inquietação (Jó 14:1). Existem inúmeros problemas grandes e pequenos, porém são capazes de tirar o nosso sono, eles nos deixam nervosos e perplexos, nesses momentos necessitamos entender o que fazer para que a situação não piore e estragar tanto a sua vida, quanto a dos outros.

1. Coisas que devemos ter em mente.
a. O cuidado com as inquietações, ela é uma assassina silenciosa capaz de matar.
b. Não se deixar ser levado pelas emoções;
c. Não tomar decisões precipitadas;
d. Avaliar todas as decisões a serem tomadas, bem como as consequências delas;
e. Entender que de acordo com as nossas atitudes tudo pode melhorar ou piorar.

2. Na área econômica.
Ansiedade nas pessoas são comuns, mas não deve ser em excesso, porque ela pode conduzir o indivíduo a buscar as coisas sem medir as circunstâncias. Os discípulos estavam preocupados com o amanhã (Mt 6:25-34). Precisamos ter em mente que é melhor um pouco com o temor do Senhor do que um grande tesouro onde há inquietação (Pv 15:16). Precisamos ter cuidado com a ambição, principalmente em relação a aquelas que estão acima do nosso alcance (Rm 12:16). É preciso entender que o caminho da ambição pode lhe conduzir a destruição, porque aqueles que querem ser ricos cairão em tentação (1 Tm 6:9-11). Levemos em consideração que nada levaremos daqui quando morrer (Sl 39:6; 49:17). Não tenha inveja da prosperidade dos ímpios (Sl 73:2,3). A ansiedade pelas coisas, pode lhe trazer problemas graves e deixar sequelas para toda sua vida.

3. Confiança.
A confiança que temos em Deus resulta em recompensa (Hb 10:35-36). Devemos ter a confiança em Deus de que tudo é possível ao que crer (Mc 9:23). É preciso ter sempre bom ânimo, pois a leve e momentânea tribulação produz um resultado satisfatório (2 Co 4:17,18). Devemos ter em mente que enquanto estivermos aqui estamos ausentes do Senhor, no entanto quando estivermos lá com ele cessarão todas as lagrimas (2 Co 5:6). Sem fé não há milagres (Mt 13:57-58).

4. Qual deve ser a nossa atitude ante a inquietação?
O melhor remédio para preocupação é sem dúvida a oração (Tg 5:13), pois é lançar sobre o Senhor toda a nossas ansiedades, além dele ter cuidado de nós, ele ainda tem o poder de mudar as circunstâncias (Is 38:3-5; Mt 6:25-34; Tg 4:9,10; 1 Pe 5:7). É importante compreender que há coisas que Deus permite concorrem para o nosso bem (Rm 8:28), por isso, precisamos ter paciência, porque ela produz perseverança (Rm 5:3-4). É através da confiança que não nos abalamos (Sl 125:1; Hb 4:16; Fp 4:11-13).
5. O que receberemos quando entregamos a Deus as nossas inquietudes?
a) Recebemos de Deus a graça e ajuda em tempos de necessidade (Hb 4:16).
b) Fortalecimento da parte de Deus para fazermos todas as coisas que ele quer que façamos (Fil 4:13; 3:20; Ef 3:16);
c) A paz de Deus que vem guardar nossos corações e mentes em Cristo Jesus (v 6,7; Is 26:3; Cl 3:15).
c) Recebemos ânimo da parte do Senhor para caminhar.

Amados, se ficarmos na vontade de Deus, passaremos a descobrir que esta é a melhor posição. Devemos seguir o que disse Davi “Aquietai-vos e sabei que Deus” (Sl 46:10). Deus está agindo, ele está vendo as dificuldades que enfrentamos aqui, no entanto, elas não são de se comparar com as riquezas que o Senhor tem preparado para nós (I Co 2:9). Amados, fiquemos certos que o Senhor está nos ajudando nas batalhas da vida.

Pr Elis Clementino
ESBOÇO: 1335