sexta-feira, 11 de outubro de 2024

ESBOÇO 1407 * ASSUNTO: A PACIÊNCIA DE JÓ.

 

ESBOÇO 1407 *
ASSUNTO: A PACIÊNCIA DE JÓ.
TEXTO: TIAGO 5:11.
 
A paciência é enfatizada nas escrituras para edificar os cristãos. O contexto da carta de Tiago se dirige aos cristãos dispersos, abordando temas de fé, prática e perseverança, um exemplo a ser seguido.
 
1. Contexto histórico de Jó.
Jó foi um homem do qual o próprio Deus deu testemunho dele (Jó 1:1). A sua fé foi provada ao extremo, ele perdeu tudo, bens e filhos, só lhe restando enfermidade e uma mulher queixosa, pedindo para que ele negasse a Deus (Jó 2:9). Esse versículo faz parte do relato em que Jó enfrenta um momento de extrema provação, e sua esposa, vendo seu sofrimento, o incita a desistir de sua fé. No entanto, Jó permaneceu firme, mesmo diante da adversidade.
 
2. A paciência.
Ela é enfatizada na Bíblia, tomando como exemplo a paciência de Jó (Tg 5:11). Paciência está relacionada à compreensão, espera e perseverança na fé. Davi disse: esperei com paciência no Senhor e ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor (Sl 40:1). Paciência está entre o fruto do Espírito (Gl 5:22). O apóstolo Tiago enfatiza ser paciente como um lavrador que espera o precioso fruto da terra até a vinda do Senhor (Tg 5: 5:7-8).
 
3. Bem-aventurados os pacientes.
A paciência de Jó foi aprovada por Deus e confirmada por Tiago em sua carta como exemplo de fé e perseverança (Tg 5:11).
1.      Paciente na perseverança.
·        A importância de enfrentar as dificuldades com paciência. A falta de paciência pode atropelar os planos de Deus em sua vida.
·        A bem-aventurança prometida aos que sofrem pacientemente. Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque após ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam (Tg 1:12).
 
4. A natureza de Deus.
·        Misericórdia e piedade. As misericórdias de Deus são a causa de não sermos consumidos (Lm 3:22). Ele não lhe prova além das forças (1 Co 10:13). “Esse versículo nos lembra da fidelidade de Deus, que não nos permite enfrentar desafios além de nossa capacidade e sempre provê uma saída para podermos perseverar.”
·        A importância de reconhecer essas qualidades de Deus na nossa perseverança. As misericórdias de Deus podem tornar-te vencedor.
 
5. O fim da história de Jó.
Mediante todas as provações, Deus restaurou. Jó foi abençoado no final, quando ele orava pelos seus amigos (Jó 42:10). Trouxe de volta e em dobro tudo o que ele possuía. A visão de Deus sobre o sofrimento do justo é uma preparação para algo maior e melhor. Deus não tira nada de você sem que ele lhe dê muito mais.
 
Amados, devemos enfrentar as provações na confiança de que Deus é misericordioso para mudar situações, tendo como modelo a paciência de Jó. Se você está sofrendo, acredite que Deus em sua misericórdia se levantará em seu favor (Sl 91:2). “Este versículo expressa a confiança do salmista em Deus como seu defensor e protetor em meio às adversidades, destacando que Ele é um refúgio seguro para aqueles que n'Ele confiam.”
 
Pr. Elis Clementino.

terça-feira, 8 de outubro de 2024

ESBOÇO 1406 * ASSUNTO: A SÍNDROME DO CHORO.

 

ESBOÇO 1406 *
ASSUNTO: A SÍNDROME DO CHORO.
TEXTO: “Tempo de chorar, tempo de rir e tempo de prantear” ECLESIASTES 3:4.
 
Hoje falaremos sobre a “Síndrome do choro” destacando a importância do controle emocional, usando o texto de (Ec 3:4), ele nos lembra que há um tempo para todas as coisas, inclusive chorar, mas é fundamental discernir esse momento e compreender as razões que nos levam as lágrimas. Embora, o choro possa acontecer normalmente. Nesse assunto destacarei alguns pontos importantes e fundamentais sobre o choro.
 
A. O que significa choro?
Choro é um processo fisiológico, muitas vezes ele independe da nossa vontade, mas que acontece em determinadas situações. Esse assunto é um alerta, talvez não seja bem recebido e entendido, mas é uma verdade que precisa ser dita. De uma maneira simples, digo que é o reflexo daquilo que o nosso corpo sente. O choro é o ato ou efeito de chorar, é uma ação de verter lágrimas dos olhos, como já dissemos, é um processo fisiológico existente nos seres humanos. Ele pode originar, por várias razões, uma tristeza, mágoa, dor, saudade, derrota e nos momentos de alegrias, embora seja muito comum dizermos às pessoas que estão chorando a seguinte expressão: “não chores”, mesmo que se tenha conhecimento da causa, essa manifestação sentimental não é ruim. O choro passa uma mensagem, conforme o tipo de choro indica, que algo está acontecendo com o estado emocional da pessoa. (Jo 11:35; Sl 56:8; 126:5; Lm 1:16). Esses versículos refletem como o choro e a dor são reconhecidos e abordados na Bíblia, mas é importante saber quando ele é normal ou não.
 
B. O choro continuado é normal?
Não, existem algumas razões pelas quais as pessoas choram, já dissemos isso anteriormente, no entanto, aquelas que choram constantemente precisa ser feito algo para amenizar, pois ela deve estar sendo submetida a certos sofrimentos. A Bíblia indica que há tempo de chorar e tempo de calar (Ec 3:2). “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30:5). Esse versículo nos passa a ideia de que o choro é temporário. Uma criança quando chora continuadamente é sinal de que algo incomum está acontecendo, logo somos despertados a tomar alguma providência. O nosso corpo reage de maneira diferente em cada situação, se houver algum motivo, o indivíduo pode chorar ou rir, embora existam pessoas que riem na hora de chorar, isso depende do estado emocional. Eu já presenciei pessoas dar gargalhadas num funeral, isso não é normal, outros chorarem no momento de rir, isso pode acontecer devido algum distúrbio no estado emocional do indivíduo, outros choram com uma notícia ruim que ouvem em um noticiário ou nas redes sociais, outros choram quando vê outra pessoa feliz, e assim por diante. É preciso observar bem, e se for algum distúrbio, encaminhar essa pessoa para o especialista no assunto, porque há tempo para todo propósito debaixo do céu, “tempo de chorar, tempo de rir e tempo de prantear” (Ec 3:4), mas cada um em sua ocasião.
 
C. Manipulação emocional.
Não é simplesmente falar sobre riso e choro, mas mostrar que existem pessoas que usam métodos para fazer as outras rirem e também chorarem, embora sejam método com características completamente diferentes. Há pessoas emotivas, elas são fáceis de serem manipuladas por outras pessoas com a intenção de obter alguma vantagem pessoal, isso é muito ruim, pois não se deve mexer com os sentimentos das pessoas.
 
Alguns ousam causar emoções nas pessoas, isso é muito ruim. Sabemos que, de alguma maneira a mente de muitas pessoas são manipuladas mediante mensagens motivadoras para diversas finalidades, inclusive com finalidades comerciais.
 
Os convencimentos acontecem conforme a aplicação das técnicas pelos palestrantes, isso em todas as áreas, tudo é finalmente voltado para o emocional, pois não tem há outro sentido, a não ser esse, emocionar pessoas, mas tudo bem, esses são os meios que os apresentadores e palestrantes usam para comover e convencer as pessoas. Há determinados eventos que isso não deve ser feito, tem que ser da maneira mais natural possível, principalmente quando se trata do espiritual, essa parte não pode ser manipulada gerando situações comoventes parecendo que seja espiritual. Não me refiro aqui sobre o estímulo da fé, esse estímulo deve ser feito responsavelmente e com base na palavra de Deus, para que as pessoas não sejam induzidas a uma falsa fé. Razão, emoção e fé são destintas.
 
D. Recomendações Bíblicas.
A Bíblia fala bastante sobre como tratar os outros com justiça, verdade e amor, e isso inclui não manipular os sentimentos das pessoas (Pv 26:24-26; 12:22; Ef 4:25 1 Ts 4:6Mt 7:12; Pv 6:16-19) esses versículos deixam claro que manipular os sentimentos das pessoas, mentindo, ou enganado por motivações egoístas, é contra os princípios de verdade, justiça e amor.
 
D. Os manipuladores emocionais de púlpitos.
Serei nesse ponto muitos positivos em relação aos novos pregadores, se dizendo pentecostais usando métodos para emocionar as pessoas para apresentar o seu potência espiritual, esses tais fazem de tudo para ver o povo chorar nas igrejas, é a SÍNDROME DO CHORO, se o povo não chorar não valeu apena a pregação, isso é feito com o intuito de mexer no emocional das pessoas simples, as palavras desses pregadores são carregadas de emoções e com promessas vazias, e se os crentes não reagirem com choro não serão consideradas espirituais. Eles muitas vezes usam até uma expressão vulgar, chamando-os de crentes crus. Na verdade, esses tipos de apeladores são inconscientes e sem responsabilidade, infelizmente eles estão por toda parte, deixando a BÍBLIA de lado e massageando o ego das pessoas com promessas vazias e ilusórias, além disso muitos deles não são filiados a nenhuma igreja e nem ministérios, são absolutos e soldados sem quartéis, jogam as suas heresias e vão embora, ainda levam o cachê e depois o pastor que resolva com seus membros, assim também certos cantores sem igrejas, eles pulam e gritam, no entanto, as consequências disso são as piores possíveis.
 
E. As consequências.
1. As decorrências disso são:
  • Povo iludido e nada pior do que o cristão desiludido pelo que ouviu ou profetizado sem nenhum cumprimento, com promessas imediatistas.
  • Igrejas vazias nos cultos de doutrina, e muitas delas têm que fazer festas e convocações toda semana trazendo algum desses pregadores para massagear o ego das pessoas.
  • Igrejas cheias de gente, mas vazias da palavra de Deus, assim somente o pregador sai promovido por meio das suas mensagens dizendo: receba agora, leve agora. Irmãos, talvez essa palavra seja impopular. Pressuponho que, se o povo dos dias de Esdras estivesse vivo, iriam sentir saudade das mensagens impopulares de Esdras, quando armou o seu púlpito de madeira no meio da rua e levou o povo a ouvir as verdades de Deus, promovendo um verdadeiro avivamento e renovação espiritual (Ne 8:1-18).
 
O avivamento divino vai chegar, mas não pelas mãos desses pregadores apeladores que induzem o povo ao delírio e ao choro com seus sermões, que apenas mexem com o emocional das pessoas, principalmente as pessoas inocentes e piedosas que depositam a sua confiança na pregação do evangelho, pois isso se constitui um pecado diante de Deus. Vamos pregar o evangelho, somente ele muda e transforma pessoas, porque ele não é outra coisa a não ser o poder de Deus (Rm 1:16). A verdadeira mensagem da palavra de Deus é poderosa para realizar salvação, milagres e renovação espiritual. Esse deve ser o foco do obreiro ou do pregador, o verdadeiro avivamento vem através da palavra de Deus, pois sem a palavra de Deus o povo será iludido o deixando vazio, além de desiludido com as falsas promessas, pedimos aos líderes que protejam as suas ovelhas.
 
Devemos aplicar a nós mesmo a disciplina para não manipularmos os sentimentos das pessoas, pregue a palavra na sua essência ou sem desvios, evitando motivações inconvenientes. Não preguem para causar onda de choro nas pessoas carregadas de emoções e muitas vezes sofridas pelos problemas pessoais, pois isso se constitui uma violação aos ensinos da palavra de Deus, como citamos os versículos acima. As redes sociais estão cheias dessas novidades, elas desconstroem tudo o que foi construído ao longo dos anos pelos nossos pais na fé. Preguem a palavra de Deus, ela é tudo o que o homem precisa, choro não é avivamento! Também pode não ser arrependimento, ele pode ser também motivado por ira no coração.
 
Pr. Elis Clementino.

domingo, 6 de outubro de 2024

ESBOÇO 1405 * TEMA: FRUTOS DA DESOBEDIÊNCIA & OBEDIÊNCIA.

 
ESBOÇO 1405 *
TEMA: FRUTOS DA DESOBEDIÊNCIA & OBEDIÊNCIA.
“Pois pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos.” (Rm 5.19).
 
Tudo o que contraria uma ordem, lei ou mandamento constituiu-se uma desobediência. “Todo aquele que comete pecado, transgrede a lei, pois o pecado é a transgressão da lei.” (I Jo 3.4). Também ao cumprir se constitui a obediência, assim ambas terão os seus frutos como recompensa. De maneira sucinta, falarei o tema.
 
I. A lei da Semeadura.
Essa lei foi estabelecida por Deus para todos, plantar é opcional, mas colher é obrigatório. No entanto, todos nós temos oportunidades de escolher caminhos e que tipo de semente desejamos plantar, contudo, tenhamos a consciência de que haverá colheita. (O que estamos colhendo hoje são resultados das sementes que plantamos ontem). Muitas vezes queremos transferir a responsabilidade dos frutos que colhemos a terceiros. Há ocasiões em que os agricultores disseminam sementes que não são boas, mas assim que eles percebem a má qualidade das sementes, procuram na próxima semeadura as melhores sementes para ter uma boa colheita. Assim são os homens, todos têm o tempo dado por Deus para se utilizar de sementes boas e substituir as de más qualidades. Ainda é tempo de você mudar de sementes ruins para boas.
 
II. Desobediência humana.
O homem desobedeceu a Deus, infringindo seus mandamentos (Gn 2:16,17). A quebra desse preceito divino deu à luz o pecado e consequentemente os detrimentos (Gn 3: 9-24). Tudo o que é abominável e destrutivo tanto para a vida moral quanto espiritual são magníficos e fascinantes aos olhos do homem, ele não percebe que o desfecho será tão ruim “Cada um se farta de bem pelo fruto da sua boca, e o que as mãos do homem fizerem isso ele receberá” (Pv 12:14). “Dos seus próprios se fartará o infiel de coração, e o homem bom será recompensado pelos seus” (Pv 14:14). Tudo aquilo que o homem semear isso, ele ceifará (Gl 6:7b).
 
III. As consequências da desobediência.
Tudo começou com o homem lá no Éden, Deus falou que, se Adão comesse do fruto proibido, certamente morreria, mesmo assim desobedeceu e comeu do fruto. Como consequência dessa  desobediência a vida humana tornou-se limitada em todos os aspectos, por exemplo: comer do suor do seu rosto, caminho cerrado (Jó 3.23); pés no tronco (Jó 13.27; 19.8); tempo limitado (Sl 90.10; Ec 8.8); Vida limitada (Sl 139.5; Lm 3.7); sem poder de mudar um cabelo, dar garantia do que ele faz, ou promessas que não possa cumprir (Mt 5.36); e não pode aumentar a sua estatura, preocupações excessivas (Mt 6:27). A morte física e espiritual é a últimas consequências do pecado do homem (Gn 2.7; Pv 8.36). “O salário do pecado é a morte,” (Rm 6.23).
 
IV. A obediência.
O preço do êxito é a obediência (Js 1.8), as observações das leis do Senhor resultam em bênçãos de prosperidade, além de nos garantir a entrada no reino celestial (Mt 7.21). Obedecer às leis do Senhor é um dever imperativo (At 5.29). Destacamos alguns vultos importantes da Bíblia que se dispunham a obedecer a Deus:
·        Abraão (Gn 22.2,3).
·        Josué (Js 11.15).
·        Ezequias (2 Rs 18.6).
·        José e Maria (Lc 2.39).
·        Paulo (At 26.19).
·        Cristo (Hb 5.8).
 
               Conscientizemo-nos que tanto os frutos da desobediência quanto os da obediência serão colhidos, ninguém escapa da lei da semeadura, todos têm a oportunidade de mudar, se a sua semente não está apropriada para uma boa colheita, mude para uma melhor, porém não esqueça que a colheita é inevitável e o preço da desobediência deixa sequelas para o resto da vida, como mencionamos anteriormente. Portanto, obedecer é melhor do que sacrificar (I Sm 15.22). Deus olha para a nossa obediência, pois ela é a base de todo o nosso sucesso, tanto no cotidiano quanto na vida espiritual. Devemos rejeitar qualquer oferta pecaminosa e estarmos mortos para o pecado, mas vivo para Deus (Rm 6. 11-18), a lei nada podia fazer, mas a graça de Deus foi manifesta por intermédio de Jesus Cristo, foi o maior exemplo para alcançar a todos quanto lhe obedecerem. A obediência é um princípio importante para o seu sucesso.
 
Pr. Elis Clementino

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

ESBOÇO 1404 * ASSUNTO: OS PRAZERES DA VIDA.

 
ESBOÇO 1404 *
ASSUNTO: OS PRAZERES DA VIDA.
TEXTO: “Alegra-te, mancebo, na tua mocidade, recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos: sabe, porém, que por todas estas causas te trará Deus a juízo. Afasta, pois a ira do teu coração, e remove a tua carne do mal, porque a adolescência e a juventude são vaidade” (Ec 11: 9,10).
 
Na vida, tudo passa, portanto, devemos aproveitar a vida da melhor forma possível. Se não considerarmos isso, seremos considerados néscios e insensatos. Entretanto, viver é a grande oportunidade que Deus nos faculta, ele é o cerne da vida. Salomão fala da vaidade e das possessões, disse ele: - Eu te provarei! Ninguém melhor do que Salomão pode provar a vaidade das posses, pois ninguém possuía tantas riquezas quanto ele (1 Rs 10:14, 21, 27). O rei reunia em suas mãos grande poder, ele podia permitir-se provar de todos os prazeres que desejasse, todavia não ficou satisfeito. Os homens em busca dos prazeres da vida e dos desejos carnais são capazes de sair dos planos de Deus, desprezando as consequências que virão depois. (2 Sm 11:4; 12:10).
 
A. O que entendemos por prazeres?
1. Tudo aquilo que nos traz alegria, contentamento, júbilo, deleites, gosto, satisfação, sensação agradável, distração, divertimento (Ec 2:26; Ec 9:7,9; Ec 3:12). Como cristãos, podemos usufruir dos prazeres da vida sem sair dos planos de Deus.
 
2. Todos têm a mesma oportunidade de desfrutarem do que é bom, tanto os pobres quanto os ricos.
 
3. A maioria das pessoas jovens se entrega aos prazeres sem ter a noção do que virão depois (Ec 12:1), essencialmente eles precisam pensar com bastante amenidade, porque é impossível amar a Deus satisfazendo todos os desejos da vida irresponsavelmente (Mt 19: 21,22).
 
B. O procedimento prudente do ser humano em relação aos prazeres.
1. Ainda que o homem viva muitos anos e regozije-se neles, contudo, ele deve se lembrar de que há dias de trevas, porque serão muitos (Ec 11:8).
 
2. Manter o autocontrole nos momentos de euforia e prazer, porque os excessos sempre deixam as consequências. Os prazeres da vida são atraentes e os descomedidos são os que mais sofrem (Jz 16:18-21).
C. Deus em relação aos prazeres humanos.
1. Deus não proíbe alegrias e prazeres, enquanto estes não contradizem seus mandamentos ou impedem-nos de servi-lo (I Co 10:31). Sempre devemos nos lembrar do dia da prestação de conta (Ec 11:9).
 
2. Deus almeja que o seu povo se alegre e que os jovens desfrutem da sua juventude, mas que todo esse regozijo deve ser moderado pelo reconhecimento de que Deus responsabilizará cada um por seus atos (Ec 11: 9b; Gl 6:7).
 
D. Em relação à velhice.
1. Salomão faz uma exposição magnífica da idade avançada com suas enfermidades “Cheguem os anos dos quais digas: não tenho neles contentamentos” desinteresse e de ideais, fraqueza no corpo, dos braços e das pernas e das costas, dos dentes e das vistas, falta de assunto para falar, fraqueza de voz, vertigem em lugares altos e tremor no caminho, cães alvas e falta de apetite (Ec 12:1), tudo isso antes que a morte chegue, é uma expressão poética de Salomão (Ec 12:6), antes que o corpo volte ao lugar de onde veio (Gn 3:19; Gn 2:7).
 
2. Devemos estar preparados para a velhice, esse preparo deve começar cedo, às vezes passamos quase a vida inteira nos preparando, tanto no sentido material como espiritual, é na velhice que mais necessitamos de amparo e proteção, só que o tolo não se lembra de nada disso. (Ec 12.1,2,6-8).
 
3. O que podermos fazer de bom aqui, façamos enquanto é tempo, tanto no sentido material quanto espiritual (Ec 10:4).
 
Os prazeres da vida têm levado muitas pessoas a destruírem a si próprias (Ec 8:11), devemos valorizar cada minuto que vivemos preservando a nossa vida física e espiritual, Deus não nos proíbe de desfrutarmos de tudo quanto é bom, mas que desfrutemos com sabedoria observando as limitações impostas por Ele “Todas as coisas me são licitas, mas nem tudo convém fazer, todas as coisas me são licitas, mas eu não deixarei dominar por nenhuma delas.” (I Co 6.12; 10.23). “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: temer a Deus, guardar os seus mandamentos, isto é dever de todo homem” (Ec 12.13,14).
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1403 * ASSUNTO: A FIGUEIRA PLANTADA FORA DO LUGAR.

 

ESBOÇO 1403 *
ASSUNTO: A FIGUEIRA PLANTADA FORA DO LUGAR.
TEXTO: LUCAS 13:6-9; JOÃO 15:1-7.
 
Jesus expôs uma parábola sobre a figueira plantada em uma vinha, lugar onde ela não deveria estar. Geralmente, os agricultores destinam uma área para determinado tipo de plantação, e ali era uma vinha, pois não era comum plantar uma figueira, mesmo assim ela não produziu frutos. Na parábola aparecem as figuras do homem “senhor” e vinhateiro, eles foram fundamentais na parábola. A lição de Jesus foi completamente espiritual, no contexto cristão entendemos que o crente deve produzir frutos.
 
A. Significado da Figueira.
1. A figueira representa o povo de Deus ou indivíduos que se identificam como cristãos, ressaltando o que se espera dos tais (Is 5:1-2). Esse versículo se refere à situação espiritual do povo de Deus Israel, que ao invés de produzir uvas boas, produziu uvas-bravas.
2. A vinha simboliza o lugar onde Deus espera frutos espirituais do seu povo. Todos aqueles chamados pelo Senhor deverão dar bons frutos.
 
B. O tempo de espera e a paciência de Deus.
Deus dá o tempo para que o seu povo ou crente produza frutos, a misericórdia de Deus é muito grande, ele espera, alimenta e cuida para haver arrependimento e apareçam consequentemente os frutos. Esse versículo também fala da sua relação de Jesus com seus seguidores (Jo 15:2). Deus é o lavrador que pacientemente espera que as nossas sementes abrolhem (Tg 5:7). Disse o vinhateiro: Senhor, não arranque, mas deixe que eu adube, para ver se ela dá fruto, se não der fruto, corta. Quanto tempo o vinhateiro espera pacientemente para que a gente se arrependa e dê frutos? (Lc 13:8). Aqui, Jesus fala sobre a paciência e a oportunidade de arrependimento, simbolizado pelo cuidado adicional que o jardineiro deseja dar à figueira que até aquele tempo não havia dado frutos. O apóstolo João descreveu, no capítulo 15. Como o lavrador trata a videira para que ela produza frutos. Existe um processo bem conhecido que é a podagem, é um tipo de limpeza para que a videira produza frutos.
 
C. A necessidade de frutificar.
Há uma grande necessidade de o crente frutificar, é tudo o que o vinhateiro espera dele, ele investe, adubando a fé para que ele produza. Todo crente precisa produzir através do fruto do Espírito (Gl 5:22-23). Jesus disse que toda boa árvore produz bons frutos, mas a árvore má dá frutos maus (Mt 7:17). Existem algumas coisas que podem fazer com que a árvore demore a dar frutos, a mudança constante de um lugar. Algumas até não resistem, outro fator é os cuidados na adubação e a falta de água, entretanto, todos os nutrientes para o cristão produzir estão na palavra de Deus.
 
D. A possível rejeição.
A não produção de bons frutos pode ocasionar a reprovação divina, aqueles que produzem frutos bons, pois é importante considerar o que disse o escritor aos hebreus “Porque a terra que absorve a chuva que frequentemente cai sobre ela e produz erva útil para aqueles por quem foi cultivada recebe a benção da parte de Deus; mas, se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada e perto está a maldição; e o seu fim é ser queimada” (Hb 6:7-8). Esse texto é uma advertência para termos cuidado para que os frutos que produzirmos não sejam reprovados pelo agricultor divino.
 
A figueira simboliza o povo de Israel que precisava produzir frutos de arrependimento e justiça. O fato de a figueira ter sido plantada em uma vinha indica que a terra era fértil e ela tinha todas as condições para frutificar espiritualmente. Aqui onde você está, tem todos os nutrientes para que você produza. Os ensinamentos que você tem recebido não lhe fazem produzir espinhos, abrolhos, mas bons frutos. Devemos aproveitar as oportunidades para o arrependimento e a transformação espiritual. O pedido do jardineiro de mais tempo para cuidar da figueira também destaca a paciência e a misericórdia de Deus, oferecendo a última chance para que ela produzisse frutos. É de fundamental importância a frutificação espiritual, pois é dessa maneira que precisamos servir a Deus de maneira digna, agradando ao Senhor em tudo, frutificando em toda boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus (Cl 1:10). Cuidado, irmão, para não estar mudando sempre de lugar, no sentido espiritual você não desenvolve e nem produz frutos. Às vezes tentamos mudar de lugar uma planta e ela acaba morrendo, saiba que quando você muda frequentemente de lugar, você além de não prosperar, ainda morre na fé.
 
Pr. Elis Clementino.