sábado, 9 de março de 2024

ESBOÇO 1338 TEMA: NÃO DESPREZEM OS BONS CONSELHOS.

 
ESBOÇO 1338
TEMA: NÃO DESPREZEM OS BONS CONSELHOS.
TEMA: 2 CRONICAS 10:1
 
Irei falar um pouco sobre conselhos, todas pessoas um dia já foram aconselhadas por alguém, dar conselhos é uma pratica habitual, principalmente no meio familiar, onde os pais aconselham seus filhos. Os conselhos também ocorrem através daquelas pessoas sem qualquer vínculo parentesco, principalmente aquelas que consideramos amigas. Todos nós necessitamos de conselhos em qualquer área na vida.
1.Sinônimos de Conselhos.
a. Aviso, opinião, sugestão, sugestionar, sinalizar, dar um parecer. Isso deve envolver sabedoria e prudência para que esses conselhos quando postos em prática pelo indivíduo seja ele bem-sucedido.
 
2. A Sua Importância.
A importância dos conselhos está no seu papel, porém faço questão de destacar que não desejo falar nesse assunto sobre conselhos em relação as políticas públicas, embora sejam importantes. Destacarei nesse assunto sobre conselhos como uma opinião, um aviso ou aconselhamento que se dá em algum ponto de vista na vida particular de uma pessoa conhecida ou amiga.
 
3. Tipos de Conselhos.
a. Maus, estes tipos de conselhos nada constroem de bom num indivíduo, mas se andar com os sábios aprenderá boas coisas (Pv 9:9; 13:20).
 
b. bons, os bons conselhos de imediato parecem não agradar, ele dá a impressão que você está penetrando na privacidade do indivíduo o coagindo. Os conselhos que damos a um indivíduo é para o seu bem para que ele evite de cometer erros em determinadas coisas, a experiência de vida do conselheiro conta muito, mesmo assim podemos notar quando ele está sendo recebido ou não pelas suas expressões e até faciais.
 
4. A Rejeição dos Bons Conselhos.
Após a morte de Salomão, seu filho Roboão reinou em seu lugar (2 Cr 9:31), porém ele foi pressionado por Israel, porque o povo havia sido subjugando pelo seu pai com altas cargas de impostos (2 Cr 10:4). No povo havia uma esperança de que se Roboão assumisse o trono aliviaria as cargas tributárias, mas ao ouvir o povo ele buscou conselhos com os anciãos, mas o que disseram eles não lhe agradaram. Há dois tipos de conselhos aqui:
a. Os conselhos sábios e de poucas palavras dos anciãos, pois as experiências de vida desses conselheiros eram importantes, mas Roboão não os quis. Muitas vezes as pessoas consideradas mais jovens não aceitam bem os conselhos dos mais velhos, eles têm uma impressão que eles estão invadindo a sua privacidade e o direito de agir do jeito que eles querem, isso ocorreu com Roboão filho de Salomão (2 Cr 10:7).
 
b. Os conselhos dos menos experientes ou dos mais novos (2 Cr 10:8-11). Os conselhos de Salomão em seus provérbios foram: “Ouve o conselho, e recebe a correção, para que sejas sábio nos teus dias por vir. ” (Pv 19:20). “Ele morrerá, porque sem correção andou, e, pelo e pelo excesso da sua loucura, andará errado” (Pv 5:23); “Os planos fracassam por falta de conselho, mas são bem-sucedidos quando há muitos conselheiros” (Pv 15:22); “Para o sábio ouvir e crescer em sabedoria, e o instruído adquirir sábios conselhos” (Pv 1:5). Roboão não pôs em prática o que seu pai pediu a Deus em oração, sabedoria (2 Cr 1:10). A resposta que vieram dos conselheiros jovens foi: “diz para o povo que o teu dedo medinho é mais grosso do que o do teu pai”. A soberba no homem o faz rejeitar conselhos.
 
5. Os Conselhos Divinos.
Deus tem conselhos e disciplina para aqueles que tem por filho (Pv 3:12; Hb 12:6; Ap 3:19; Sl 90:12). Se há algo indispensável é saber ouvir, sobretudo a voz de Deus sem endurecer a cerviz, “O homem que muitas vezes repreendido e endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura” (Pv 29:1). Quem não dá ouvidos a voz de Deus e nem a sua palavra não prosperará (Dt 28:15,16; Jr 7:24,28).
 
                Portanto, necessariamente precisamos entender de que fonte estão vindo os conselhos, ouvir você pode, mas não ponha em prática antes de fazer uma ponderação. Sempre existiram os maus conselheiro, eles estão por toda parte, jamais peça um conselho a quem não tem maturidade suficiente para lhe aconselhar. Citei aqui o exemplo de Roboão que deixou de seguir os conselhos dos mais velhos e mais experientes para consultar os da sua idade, criados juntos desde a infância. Os conselhos dos mais velhos devem ser bem recebidos, porque conhecemos as suas experiencias. Evite certos conselhos de quem não tem a bíblia como a sua conselheira. Deus é o nosso conselheiro fiel.
 
Cuidado! A tua insensatez pode te impedir de ouvir os bons conselhos.
Pr. Elis Clementino

sexta-feira, 8 de março de 2024

ESBOÇO 1337 ASSUNTO: A SALA DA ÚLTIMA PASCOA.

 

ESBOÇO 1337
ASSUNTO: A SALA DA ÚLTIMA PASCOA.
TEXTO: LUCAS 22: 7-23; MATEUS 26:17-30.
 
                Falarei nesse momento de forma básica sobre a última pascoa realizada por Jesus, antes da sua crucificação e a instituição da Ceia do Senhor.
 
I.         Contexto histórico.
Era o primeiro dia da festa dos Pães Asmos, essa era uma festa judaica realizada todos os anos em comemoração à libertação do povo hebreu do Egito, a festa durava sete dias. Chegando o dia dos asmos “pães sem fermento” quando importava comemorar a páscoa, Jesus chama Pedro e João dizendo-lhes: ide, preparai-nos a páscoa para que a comamos, e eles perguntaram: Onde queres que preparemos a páscoa?
II.       Os atributos divinos.
a.       Primeiramente desejo destacar dois atributos de Jesus nesse episódio, “a onisciência e onipresença” esses atributos são comprovados mais uma vez quando responde aos seus emissários Pedro e João dizendo: Quando entrares na cidade “Jerusalém” encontrareis “um homem carregando um cântaro”, isso não era natural um homem carregar um jarro de água na cabeça, essa era uma atividade peculiar das mulheres. Esse foi o único homem na Bíblia que carregava um cântaro, era algo diferente e tudo foi bem detalhado como Jesus havia falado.
b.       Segue-o até a casa que ele entrar e direis ao chefe da casa, o mestre te diz: Onde está o aposento que hei de comer a páscoa com meus discípulos?
c.        Ele vos mostrará um grande cenáculo mobilhado; aí fazei os preparativos. Jesus já viu o Cenáculo mobilhado. Não há pormenores de quem era aquele homem, mas presume-se que podia ser um dos seguidores ou simpatizante de Jesus, como era José de Arimatéia, ele tinha condições para recebe-lo em sua casa, indo eles acharam como ele havia dito e prepararam a páscoa.
 
III.     Jesus à mesa com os discípulos.
Estando Jesus à mesa com seus doze discípulos, disse-lhes: desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que eu padeça, porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus “Uma esperança”. Ele tomou o cálice e havendo dado graças, disse: Tomai-o e reparti-o entre vós, porque vos digo que já não bebereis do fruto da vide, até que venha o reino de Deus. É necessário lembrar aos irmãos que no reino de Deus não será mais necessária aquela recomendação de Paulo “Examine-se o homem a si mesmo” antes do pão e o vinho, pois lá tudo já está pronto e sem nenhum impedimento.
 
IV.    A instituição da ceia.
A ceia é um memorial, “fazei isso em memória de mim”. Os dois principais elementos da ceia foi o pão e o vinho, era um novo modelo inaugurado por Jesus, onde ele é o cordeiro pascal (I Co 5:1), o pão é o seu corpo e o vinho o seu sangue, daquele momento em diante esses dois emblemas faria parte desse memorial, os crentes comam do pão e bebem do cálice até que ele venha.
 
V.      O modo de Cear.
Os participantes desse memorial não deveriam comer do pão e beber do cálice de maneira desordenada como faziam os crentes de Coríntios. Entende-se que perderam o verdadeiro sentido da ceia, comiam demais e se embriagavam, cada um comia sem se importar com a sua conduta. Paulo ensina a aqueles cristãos o verdadeiro significado da ceia do Senhor, mostrando para eles o ato significava um memorial puramente santo e cristão, no entanto, eles participavam dessa festa como se fosse algo tão comum e costumeiro sem fazer nenhuma reflexão do que ela representava, por essa razão Paulo fez sérias recomendações (I Co 11:15-34). Para esse ato é exigido:
a.       Um sentimento pelo cálice de dor que Cristo sofreu com a sua morte na cruz.
b.       Um entendimento que todo aquele sofrimento foi pelos nossos pecados (Is 53:1-12).
 
                Amados, devemos considerar o ato da santa ceia um memorial sagrado, levando em consideração a sua situação espiritual para não ser condenado com o mundo. Deus já fez a parte dele, no entanto cabe a nós fazer a nossa purificando-nos para que haja o verdadeiro significado da ceia. Não se admite que o cristão participe da ceia como esteja em um momento qualquer e de distração. Pedro e João seguiram o homem com cântaro. O Espirito Santo é o homem do cântaro que nos conduzirá até a casa do pai, onde cearemos com ele.
 
Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

ESBOÇO 1336 TEMA: A INTERCESSÃO.

 
ESBOÇO 1336
TEMA: A INTERCESSÃO.
TEXTO: FILEMOM 1-24
 
Essa sucinta e simples carta de Paulo a Filemom nos fascina pela forma sábia que ela fora escrita. Paulo usou a sua humildade para convencer Filemom a receber de volta um escravo que lhe havia causado danos. Paulo usou as suas prerrogativas pela amizade que havia entre ele e Filemom, ele também conhecia a humildade e a capacidade espiritual de Filemom, dessa forma ficaria mais fácil convencê-lo. Essa carta pode nos trazer boas lições para a nossa vida cristã e ministerial sobre o perdão e a restauração de um homem que certamente devia algo ao seu senhor. Na atitude de Paulo aprendemos o amor, perdão, reconciliação, restauração de pessoas, reintegrando-as a sociedade para que elas sejam úteis, como também a causa do evangelho.
 
I.QUEM ERA ONÉSIMO?
Era um escravo que havia fugido do seu senhor, seu nome significava “rentável, útil”. Quando um escravo fugia, ele passaria a dever muito mais ao seu senhor, além disso ele deveria ser procurado e retornar ao trabalho escravo para compensar o que havia sido pago por ele. Onésimo teve encontro com Paulo em Roma, e certamente naquela ocasião deve ter se arrependido, se convertido ao evangelho. Onésimo passou a ser útil a Paulo, cooperando com ele, entretanto, tendo em vista o seu comportamento foi batizado por Paulo, que o convenceu a retornar ao seu senhor. O exemplo de vida e amor de Paulo inspirou confiança em Onésimo de regressar ao seu senhor. Paulo era um construtor de pontes e não de abismos.
 
II. QUEM ERA FILEMOM?
Filemom era um cristão que morava em Colossos, ele era um homem bem sucedido e que mantinha muitos escravos, ele mantinha em sua casa uma igreja (v2). Paulo tinha profundos laços de amizades com ele.
 
III. AS QUALIDADES DE FILEMOM.
1.       Um homem bom (Fl 1-3).
2.       Ele era um homem fiel aos seus princípios cristãos (Fl 4,5);
3.       Filemom era um homem trabalhador, ele ajudou Paulo e outros crentes em outras ocasiões (Fl 6,7). Um cristão com essas qualidades possui um coração quebrantado, isso foi o fator principal para Paulo convencê-lo. Você não convence uma pessoa de má índole a fazer o que é bom.
 
IV. INTERCEDENDO EM FAVOR DE ONÉSIMO.
Paulo usou a sua sabedoria para fundamentar o seu pedido, pois ele conhecia quão sensível era o coração de Filemom, Paulo conhecia suas ovelhas, por essa razão suplicou o perdão para Onésimo (Fl 1:8-17), mas de que maneira ele formulou o seu pedido, baseado no amor e perdão.
1.       Seja bondoso para com Onésimo (Fl 1:8-10).
2.       Lembre-se que ele já te foi inútil, mas agora ele será útil, rentável, lucrativo a você e a mim (Fl 1:11,12);
3.       Eu podia permanecer com ele para me auxiliar fazendo o que você fez por mim nas minhas prisões, porém sem entrar em contato com você e na confiança que lhe tenho eu não o quis fazer isso, mas eis que em consideração, o receba como receberias a mim (Fl 1:12-14);
4.       Pode ser que Onésimo tem se separado de ti por um momento, para que ele fosse recebido definitivamente (Fl 1:15). Há coisas que agente não entende, mas concorrem para o bem (Rm 8:28).
 
V. A SÚPLICA DO PERDÃO.
1.       Libere perdão por amor a ele, já não o considere como servo, mas como irmão (Fl 1:16).
2.       Perdoe-o pelo amor que você me tem e receba-o como próprio a mim, acolha-o como se estivesse acolhendo a mim (Fl 1:17).
3.       Faça por ele o que você fez por mim.
 
VI. PROMESSA DE PAULO A FILEMOM.
1.       Paulo promete reparar qualquer dano causado por Onésimo (Fl 1:18, 19).
2.       Paulo relembra que há um grande débito espiritual para com Filemom (Fl 1:19b);
3.       Pediu a ele que separasse um cômodo para em alguma ocasião o recebesse em sua casa (Fl 1:22);
4.       Paulo envia saudações para os amigos que lhe ajudaram na obra (Fl 1:23-25).
 
O que aprendemos nessa carta? Eu disse a princípio que ela nos fascina pelo seu conteúdo, a carta expõe a sabedoria de Paulo em recuperar e trazer de volta um escravo que havia causado danos ao seu senhor. Será que atualmente há obreiros que tenha essa mesma atitude de Paulo? Talvez muitos deles não estejam dispostos a interceder por alguém que falhou, muito pelo contrário, excluem e denigrem a imagem do indivíduo, e as vezes sem saber o que realmente aconteceu. Nós obreiros precisamos aprender essa grande lição e dar exemplo de verdadeiros obreiros construtores pontes e não abismos como muitos fazem. Você é capaz de interceder por alguém na condição de Onésimo? Será que ele não te fez algo bom antes de falhar? O radicalismo tem imperado nos corações de muitos líderes que se acham poderosos, pondo fardos pesados sobre os ombros dos outros quando eles mesmo não carregam.
 
Pr. Elis Clementino

ESBOÇO 1335 TEMA: AS INQUIETUDES DA VIDA.

ESBOÇO 1335
TEMA: AS INQUIETUDES DA VIDA.
TEXTO: FILIPENSES 4:6
 
O sentimento humano é muito frágil, ele se abala com qualquer coisa que venha mexer com esse sentimento, não há homem forte que não se abale com certas circunstâncias. O homem nascido da mulher é de poucos dias e cheio de inquietação (Jó 14:1). Existem inúmeros problemas grandes e pequenos, porém são capazes de tirar o nosso sono, eles nos deixam nervosos e perplexos, nesses momentos necessitamos entender o que fazer para que a situação não piore e estragar tanto a sua vida, quanto a dos outros.

1. Coisas que devemos ter em mente.
a. O cuidado com as inquietações, ela é uma assassina silenciosa capaz de matar.
b. Não se deixar ser levado pelas emoções;
c. Não tomar decisões precipitadas;
d. Avaliar todas as decisões a serem tomadas, bem como as consequências delas;
e. Entender que de acordo com as nossas atitudes tudo pode melhorar ou piorar.

2. Na área econômica.
Ansiedade nas pessoas são comuns, mas não deve ser em excesso, porque ela pode conduzir o indivíduo a buscar as coisas sem medir as circunstâncias. Os discípulos estavam preocupados com o amanhã (Mt 6:25-34). Precisamos ter em mente que é melhor um pouco com o temor do Senhor do que um grande tesouro onde há inquietação (Pv 15:16). Precisamos ter cuidado com a ambição, principalmente em relação a aquelas que estão acima do nosso alcance (Rm 12:16). É preciso entender que o caminho da ambição pode lhe conduzir a destruição, porque aqueles que querem ser ricos cairão em tentação (1 Tm 6:9-11). Levemos em consideração que nada levaremos daqui quando morrer (Sl 39:6; 49:17). Não tenha inveja da prosperidade dos ímpios (Sl 73:2,3). A ansiedade pelas coisas, pode lhe trazer problemas graves e deixar sequelas para toda sua vida.

3. Confiança.
A confiança que temos em Deus resulta em recompensa (Hb 10:35-36). Devemos ter a confiança em Deus de que tudo é possível ao que crer (Mc 9:23). É preciso ter sempre bom ânimo, pois a leve e momentânea tribulação produz um resultado satisfatório (2 Co 4:17,18). Devemos ter em mente que enquanto estivermos aqui estamos ausentes do Senhor, no entanto quando estivermos lá com ele cessarão todas as lagrimas (2 Co 5:6). Sem fé não há milagres (Mt 13:57-58).

4. Qual deve ser a nossa atitude ante a inquietação?
O melhor remédio para preocupação é sem dúvida a oração (Tg 5:13), pois é lançar sobre o Senhor toda a nossas ansiedades, além dele ter cuidado de nós, ele ainda tem o poder de mudar as circunstâncias (Is 38:3-5; Mt 6:25-34; Tg 4:9,10; 1 Pe 5:7). É importante compreender que há coisas que Deus permite concorrem para o nosso bem (Rm 8:28), por isso, precisamos ter paciência, porque ela produz perseverança (Rm 5:3-4). É através da confiança que não nos abalamos (Sl 125:1; Hb 4:16; Fp 4:11-13).
5. O que receberemos quando entregamos a Deus as nossas inquietudes?
a) Recebemos de Deus a graça e ajuda em tempos de necessidade (Hb 4:16).
b) Fortalecimento da parte de Deus para fazermos todas as coisas que ele quer que façamos (Fil 4:13; 3:20; Ef 3:16);
c) A paz de Deus que vem guardar nossos corações e mentes em Cristo Jesus (v 6,7; Is 26:3; Cl 3:15).
c) Recebemos ânimo da parte do Senhor para caminhar.

Amados, se ficarmos na vontade de Deus, passaremos a descobrir que esta é a melhor posição. Devemos seguir o que disse Davi “Aquietai-vos e sabei que Deus” (Sl 46:10). Deus está agindo, ele está vendo as dificuldades que enfrentamos aqui, no entanto, elas não são de se comparar com as riquezas que o Senhor tem preparado para nós (I Co 2:9). Amados, fiquemos certos que o Senhor está nos ajudando nas batalhas da vida.

Pr Elis Clementino
ESBOÇO: 1335

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

ESBOÇO 1334 TEMA: EXTREMISMO X TEMPERANÇA.

 

ESBOÇO 1334
TEMA: EXTREMISMO X TEMPERANÇA.
TEXTO: Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé mansidão, TEMPERANÇA GALATAS 5:22; TIAGO 2:9.
 
                Sempre temos uma maneira de controlar os nossos impulsos, sentimentos e vontades, esse controle denominamos de domínio próprio. Falarei de maneira breve sobre duas coisas antagônicas temperança e o extremismo.
 
I.                     Extremismo.
1. É um modelo de ação que preconizam ações extremas e radicais, ele pode existir em muitos seguimentos da sociedade. As consequências do extremismo são perigosas e destrutivas, pois ele pode induzir o homem a cometer atitudes extremistas, mas isso acontece pela ausência do conhecimento e do domínio próprio. Os nossos anseios devem ser controlados de maneira sóbria, tanto no convívio social quanto espiritual (Pv 16:32). Alguns estímulos que recebemos das outras pessoas em algumas ocasiões devem ser ponderados para evitar qualquer tipo de exagero. A bíblia recomenda que sejamos TEMPERANTES (Pv 25:28). O fanatismo tem tudo a ver com o desequilíbrio emocional, controla-lo é essencial, pois absolutamente nada nesse mundo existe sem controle.
 
2. A intransigência se apresenta como um zelo excessivo em defesa de algo, mesmo não sendo relevante, isso acontece quando o indivíduo adere e supervaloriza sem conhecer seus limites, é uma adesão cega, seja faccionismo partidária ou religiosa, é uma dedicação ecessiva a alguém ou algo, ou um tipo de paixão.
 
3. O absolutismo pode conduzir o indivíduo a extremos como citamos anteriormente, o que é muito perigoso, pois basta os exemplos que vivenciamos no mundo inteiro. O fanatismo é um dos males que vem crescendo de maneira silenciosa e atingindo a humanidade, provavelmente é o desaparecimento do discernimento e dos limites no indivíduo.
 
4. Dependendo o nosso estado emocional os incentivos que recebemos podem gerar impulsos e exaltações, estes devem ser extremamente controlados por cada de nós, principalmente quando estão relacionados com os faccionismos políticos partidários, doutrinários e religiosos, os apegos exagerados podem gerar conflitos e até confrontos sociais e religiosos.
 
Existem pessoas que tem dificuldades em lidar com as suas próprias emoções, assim ele se torna vulnerável, no entanto, isso contribui para desencadear o absolutismo.
 
5. A intolerância sempre existiu, desde o princípio da humanidade e existe pessoas assim. A intolerancia está em todos os lugares e em todas as camadas sociais, mesmo que você ache que não, ela lá está, pois é como teia de aranha nos palácios do rei (Pv 30:28).
 
6. A intolerância tem causado muitos males em todo mundo. Os discípulos de Moisés também foram religiosos intolerantes “E Josué, filho de Num servidor de Moisés, um dos jovens escolhidos, respondeu e disse: Moisés, meu senhor, proibi-lo de profetizar no Arraial, porém, Moisés disse: Tens tu ciúmes por mim? Quem dera que todo povo do Senhor fosse profeta, e que o Senhor pusesse o seu espirito sobre ele!”  (Nr 11:26-29). Moisés era um homem tolerante e manso (Nr 12:3). Os discípulos de Jesus agiram da mesma maneira.
 
Em muitas ocasiões Jesus enfrentou a intolerância política e religiosa durante o seu ministério, cito apenas três episódios: (1) Acusaram Jesus de batizar mais discípulos do que João (Jo 4:1,2; 3:22-30); (2) Os judeus não podiam se comunicar com os samaritanos, Jesus foi alertado pela mulher samaritana que estava junto ao poço de Jacó (Jo 4:1-9); (3) Os discípulos também foram intolerantes, eles não aceitavam que alguém fizesse milagres em nome de Jesus (Lc 9:49,54). Qualquer tipo de intolerância é combatido por meio da ação do amor (I Co 13:1-7).
 
1.       Temperança.
É um ato de condescendência, tolerante, benevolente, indulgente. O indivíduo temperante age com a razão e não pela emoção, ele sempre controla (Rm 8:8,9; 1 Ts 4:4-5). Não devemos ser extremamente justos, nem sábios (Ec 7:16-18), assim o homem destruiria a si mesmo. Quando damos ouvidos a palavra de Deus, ela gera em nós a capacidade de obter o autocontrole em todos os aspectos, principalmente quando lideramos pessoas. Como ministros do evangelho precisamos muito do domínio próprio ou autocontrole na liderança cristã. O rebanho não é nosso, mas do Senhor (I Pe 5:2-4). Sejam cautelosos em todas as suas decisões, mantenha sempre a tranquilidade, mesmo que algo mexa com seus sentimentos, mantenha o controle, não desabafe perante a igreja, não seja um espancador (I Tm 3:3).
 
Amados, devemos eliminar das nossas vidas tudo aquilo que contribui para o fanatismo e a intolerância de qualquer espécie. Jesus nos deu o maior exemplo de humildade e controle de si, mesmo sendo Deus não teve por usurpação ser igual a Deus, ele esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens (Fp 2:3-8). A temperança está entre o fruto do Espírito, embora ninguém elimine o fanatismo e nem a intolerância, mas é importante saber devemos fazer a nossa parte e ensinar que as pessoas abandonem o fanatismo e a intolerância. O apostolo Paulo descreveu muito bem a respeito do comportamento humano nos últimos tempos, isso inclui o fanatismo e a intolerância (2 Tm 3: 1-17). Irmãos, precisamos ter muito cuidado evitando qualquer tipo de manifestação intolerante de qualquer natureza, se possível tende paz com todos (Rm 12:18). Cuidado com a intransigência religiosa. Não atribua ao diabo uma obra que Deus estiver realizando através de outras pessoas para serdes achados combatendo contra Deus (At 5:38,39).
 
Pr. Elis Clementino.